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Yahsat mantém investimento de US$ 200 milhões para universalização de banda larga via satélite no Brasil

A Yahsat, operadora de satélite sediada no Emirados Árabes Unidos, reitera no Futurecom 2016 sua entrada no mercado brasileiro. A companhia, que é a 7ª maior operadora de satélite em termos de receita, reconfirmou que fixou seus investimentos em US$ 200 milhões desde 2014 diante do lançamento de banda KA, o Al Yah 3.

Após o lançamento do terceiro satélite, a empresa que tem cobertura no Oriente Médio, África e regiões Central e Sudoeste da Ásia, também oferecerá serviços no Brasil a partir de 2017. Em maio de 2015, a Yahsat venceu um leilão público liderado pela Anatel e obteve os direitos de operar um satélite, como uma operadora brasileira, no mercado nacional onde a licença foi concedida no começo deste ano.

A Yahsat vê o Brasil como um dos principais mercados e tem feito investimentos até hoje que incluem dois teleportos no estado de São Paulo, nas cidades de Hortolândia e Jaguariúna. Os teleportos no país proverão uma rede segura e resiliente, assegurando alta disponibilidade e terminação de tráfego dentro do Brasil. Além disso, conforme a Yahsat se aproxima do lançamento em 2017, ela segue incrementando a equipe no Brasil, sediada em seu novo escritório na capital carioca, e está articulando com diversos parceiros estratégicos em sua cadeia de valor para a distribuição de seus serviços. Finalmente, para complementar seus negócios de banda larga, Yahsat também está fechando acordo com vários provedores de serviço como clientes pré-lançamento que têm intenção de usar a Yahsat VNO (operadora de rede virtual) para prover serviços sob medida para seus clientes corporativos finais.

No Futurecom 2016, Masood M. Sharif Mahmood, CEO da Yahsat, comentou sobre a expectativa em prestar serviços no Brasil. “Conforme nos aproximamos de lançar os serviços no Brasil, percebemos a grande oportunidade de conectar usuários por todo o país com uma conexão confiável e estável. Estamos caminhando a passos largos para construir os alicerces desta entrada em um importante mercado e desejamos completar esta jornada”.

Para Marcio Tiago, diretor geral da Yahsat no Brasil, o sucesso dos satélites Yahsat em outras partes do mundo trouxe a experiência para superar este desafio. “Muitos dos mercados que apoiamos são similares ao Brasil, onde há muitas comunidades sem ou com conexão limitada de internet, em que a velocidade de dados é inferior a 1 Mbps. Mais de 60% dos domicílios no Brasil ainda não tem internet banda larga”.

O Al Yah 3, um satélite dedicado exclusivamente à banda Ka, alcançará mais de 95% dos domicílios brasileiros em mais de 5 mil cidades, provendo serviços de banda larga rápida e acessível, assim como links de suporte econômicos e de alta velocidade para operadoras e provedores de serviços.

Em relação ao mercado de atacado, Marcio Tiago detalha a articulação feita até o momento. “Já estamos em negociações com operadoras, provedores de serviço via satélite e suas parceiras para adquirirem serviços de conectividade no atacado. Conexões via satélite de banda Ka são mais acessíveis, rápidas e abrangentes em cobertura, alcançando áreas que não se pode alcançar de forma econômica por soluções terrestres”, aponta Marcio.

A Yahsat no Brasil está participando do Futurecom 2016, em São Paulo, no Transamerica Expo Center, no corredor C, posição C4.

Painéis no Futurecom 2016 – Marcio Tiago, diretor geral da Yahsat no Brasil, participará de dois painéis do Futurecom:

– “Inovações nas Comunicações através de Satélites”, em 18/10, terça-feira, das 16h40-17h50, no auditório Argentina. O painel terá como foco a crescente demanda por serviços de conectividade constante de banda larga em qualquer lugar. As inovações nas arquiteturas das comunicações de banda larga por satélite (LEO, HTS, MSS) serão debatidas por executivos especialistas no sentido de rentabilizar e viabilizar serviços ao mercado com vantagens competitivas às operações com satélites.

– “Soluções para Conectar os Desconectados”, em 19/10, quarta-feira, das 16h40-18h30, no auditório México. O foco das discussões estará nas soluções com maior inovação, viabilidade e vontade política dos países da América Latina em um grande esforço para conectar os desconectados, sem o qual não haverá desenvolvimento sustentável na região.

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