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Finep anuncia R$ 90 milhões de subvenção descentralizada para empresas inovadoras

A Finep acaba de lançar dois editais de programas de subvenção econômica (recursos não-reembolsáveis e muito disputados entre empresas inovadoras) descentralizados, totalizando R$ 90 milhões. A ideia em ambas as iniciativas é selecionar Parceiros Operacionais em nível estadual que tenham interesse em operar o repasse do dinheiro. A diferença dos programas é o nível de consolidação das companhias atendidas, o que os torna complementares.

O Programa Geração de Empreendimentos Inovadores (até R$ 30 milhões no total disponibilizado) visa selecionar agentes estaduais que conduzirão recursos para estímulo, orientação e promoção da criação de empreendimentos de base tecnológica inovadores com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões, criados e formalizados a partir do programa ou com até 12 meses da criação, a contar do lançamento do edital. Já com o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica – Finep-Tecnova II (até R$ 60 milhões), continuação do Tecnova I, a financiadora mira empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões.

Em ambos os casos, podem participar órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta ou entidade privada sem fins lucrativos, que serão responsáveis pela coordenação e execução técnica do projeto, sendo preferencialmente Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs). “A ideia de uma subvenção descentralizada confere capilaridade, visando ao entendimento das vocações empreendedoras dos estados”, explica o diretor científico-tecnológico da Finep, Wanderley de Souza.

Dos recursos financeiros a serem concedidos, 30% deverão ser dirigidos às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Caso o valor total das propostas selecionadas para aprovação oriundas destas regiões seja inferior a este percentual, o dinheiro não aplicado será automaticamente transferido às candidaturas com melhor classificação em outras partes do Brasil.

No caso do Programa Geração de Empreendimentos Inovadores, as datas finais para a submissão das propostas eletrônica e impressa são, respectivamente, 24/09 e 04/10. Para o edital do Finep Tecnova II, 10/10 e 11/10. Os resultados finais dos editais estão previstos para divulgação a partir de 03/12 (Programa Geração de Empreendimentos Inovadores) e a partir de 10/12 (Finep-Tecnova II).

“A subvenção é um recurso nobre e a Finep, a cada iniciativa, refina ainda mais a sua relação com os parceiros, de modo a desenvolver mais empresas que trabalham com tecnologia Brasil afora”, diz Marcelo Camargo, gerente do Departamento de Fomento à Interação entre Ciências Aplicadas e Inovação e responsável direto pelos editais.

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Finep e EMBRAPII se unem para financiar projetos de inovação em acordo cooperativo

Para fortalecer o apoio à inovação brasileira e agilizar a oferta de financiamentos facilitados, a Finep e a EMBRAPII – Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, ambas ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, assinaram acordo de cooperação no dia 18 de janeiro, na sede da Finep no Rio de Janeiro. A ideia é criar um fast track para otimizar a atuação das duas instituições por meio da troca de informações sobre suas carteiras de clientes, facilitando o acesso aos recursos técnicos e financeiros oferecidos.

O presidente da Finep, Marcos Cintra, destaca a importância da complementariedade de ações: “A EMBRAPII é como um selo de qualidade que vai permitir mais rapidez na concessão dos financiamentos, porque as empresas indicadas por eles já terão passado por um crivo rigoroso”.

Jorge Guimarães, presidente da EMBRAPII, explicou que a Associação atua de forma tríplice, unindo empresas, governo e centros de pesquisa organizados como Unidades EMBRAPII, sendo 42 as existentes atualmente. “De todas as nossas parcerias, a Finep é a única que apoia os dois lados – as unidades EMBRAPII e as empresas”, destaca.

A EMBRAPII financia 1/3 dos valores de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) realizados em parcerias com suas Unidades, de forma não-reembolsável, ou seja, o dinheiro não precisa ser devolvido no fim do projeto. A responsabilidade pelo restante do valor (2/3) é dividida entre a empresa parceira e a Unidade. A Finep entra aí, concedendo financiamentos de longo prazo, com juros baixos e de forma rápida às instituições beneficiárias da cooperação. “Pretendemos ainda no primeiro semestre de 2018 começar os desembolsos ligados a esse acordo”, disse Wanderley de Souza, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep.

O acordo terá vigência de dois anos. Para a concessão do financiamento, os projetos deverão estar em fase avançada de negociação, condicionado à efetiva contratação, ou contratados pela Unidade EMBRAPII ou Polo EMBRAPII IF, já contando, dessa forma, com os respectivos recursos financeiros disponibilizados pela EMBRAPII.

A cooperação prevê que empresas de todos os setores possam solicitar financiamento à Finep, desde que apresentem um projeto de inovação de produtos, processos ou serviços nas áreas de atuação da EMBRAPII, como: biotecnologia, agronegócio, engenharia, eletrônicos, Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, entre outros.

“Precisamos aumentar a competitividade da indústria nacional, o que depende em grande parte da sua capacidade inovadora. No entanto, inovar tem um custo. Com os recursos que serão garantidos pela Finep, oferecemos uma oportunidade para viabilizar a execução da ideia”, disse Jorge Guimarães. A expectativa é que sejam disponibilizados este ano cerca de R$ 3 bilhões para financiamentos a empresas por parte da Finep.

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Wanderley de Souza é o novo presidente da Finep

Foto: João Luiz Ribeiro/Finep

Foto: João Luiz Ribeiro/Finep

Reforçar o papel da Finep no apoio à infraestrutura científica nos institutos e universidades, em áreas estratégicas para o desenvolvimento científico nacional, assim como apoiar as empresas que atuam na área de inovação. Esses são os objetivos centrais do novo presidente da Finep, o médico e cientista Wanderley de Souza. A nomeação foi publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União, juntamente com a exoneração do cientista político Luis Fernandes, que esteve à frente da instituição nos últimos oito meses. Formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Wanderley se especializou em doenças infecciosas e parasitárias (como chagas, leishmaniose e toxoplasmose). Suas atividades de pesquisa se concentram em estudos de biologia celular de protozoários patogênicos e de sua interação com a célula hospedeira.

Professor titular do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ e pesquisador do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem da mesma universidade, Wanderley também tem uma carreira importante no serviço público. Foi secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, quando criou o Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj), que deu origem à Universidade Aberta do Brasil. De acordo com o novo presidente da Finep, o trabalho em sinergia com o MCTI será fundamental para o sucesso das ações da empresa: “Um dos objetivos é aperfeiçoar o sistema de avaliação dos projetos, para exigir mais qualidade e foco, dentro das prioridades que forem estabelecidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação”.

Wanderley de Souza também foi diretor do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), vice-diretor e diretor do Instituto Carlos Chagas e primeiro reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro e da Universidade Estadual da Zona Oeste, em Campo Grande. Motivo de orgulho, a sua relação com a Finep data de quatro décadas. “Fui cliente desde 1976, quando ainda era estudante. O laboratório onde eu trabalhava, na UFRJ, era apoiado pela Finep, que financiou todo o equipamento”, conta. Agora no comando da financiadora, ele pretende “instaurar a cultura do debate e reflexão dos grandes temas da Ciência, Tecnologia e Inovação dentro e fora da Finep”.

Membro das academias Nacional de Medicina, Brasileira de Ciências e de Ciências do Terceiro Mundo, Wanderley de Souza é consultor de instituições como a própria Finep, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), a Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a FAP-DF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal). Além disso, também é membro do corpo editorial de diversas publicações científicas nacionais e internacionais.

Autor de mais de 600 artigos, Wanderley atua junto a várias sociedades científicas, como: Sociedade Brasileira de Microscopia Eletrônica, Sociedade Brasileira de Protozoologia, Society of Protozoologists, Interamerican Society for Electron Microscopy, American Society for Cell Biology, American Society of Parasitologists.

Fonte: Finep

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