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E-commerce no Brasil tem alta de 55,88% nas vendas em setembro de 2020

Mesmo com a gradual retomada do varejo físico, as vendas online continuam em expansão no país. Em setembro de 2020, ao comparar com o mesmo mês do ano anterior, registrou-se alta de 55,88%. O faturamento do setor foi ainda mais expressivo: 66% (usando a mesma base comparativa). Os dados compõem o índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) em parceria com o Neotrust | Movimento Compre & Confie.

“O mês de setembro apresentou um crescimento menor se comparado com os meses anteriores deste ano, onde as medidas de isolamento social estavam mais restritivas. Porém, podemos considerar que o resultado ainda foi extremamente satisfatório para o setor. A expectativa para o final do ano ainda é muito otimista, principalmente para a Black Friday e Natal, onde os consumidores investirão em produtos de maior valor agregado”, afirma André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e Fundador do Neotrust | Compre & Confie.

Vendas online

Apesar de os brasileiros continuarem consumindo pela internet, ao avaliar a comparação das vendas de setembro com agosto, o índice foi negativo (-9,43). Por sua vez, o acumulado do ano segue positivo: 47,30%.

Ao observar o índice referente às vendas online, por região, de setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2019, a composição ficou da seguinte forma:Nordeste (92,25%), Norte (66,88%), Centro-Oeste (64,42%), Sul (60,19%) e Sudeste (47,58%).

No acumulado do ano, o Nordeste continua na liderança com (74,59%), seguido por Sul (55,37%), Centro-Oeste (47,47%), Norte (44,58%) e Sudeste (41,05%).

Faturamento

A métrica de faturamento, na comparação entre setembro e agosto, também registrou queda (-7,70%). Já o acumulado do ano teve variação positiva: 50,76%.

A composição regional do faturamento, na avaliação entre setembro deste ano frente ao mesmo período do ano passado, o Nordeste segue em primeiro lugar com 101,68%. Na sequência, Norte (91,59%), Centro-Oeste (77,15%), Sul (69,59%) e Sudeste (54,99%).

Por sua vez, no acumulado do ano, a configuração mudou: Nordeste (80,22%), Sul (56,66%), Norte (46,39%), Centro-Oeste (46,32%) e Sudeste (43,73%).

Participação do e-commerce no comércio varejista

Em agosto, o e-commerce representou 9,9% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do e-commerce no comércio varejista corresponde a 8,4%.Vale destacar que esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 8 de outubro.

Categorias

A composição de compras realizadas pela internet, por segmento,em agosto, ficou da seguinte forma:equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (40,7%); móveis e eletrodomésticos (24,2%); e tecidos, vestuário e calçados (12,7%). Na sequência, outros artigos de usos pessoal e doméstico (8,8%);artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,2%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,2%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,2%). Esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.

Consumidores Online

Outra métrica avaliada pelo MCC-ENET revela que, no trimestre de julho a setembro de 2020, 17,9% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma queda de 0,3 p.p em relação ao trimestre anterior (18,2%). Já na comparação com o mesmo período em 2019 (11,3%), houve crescimento de 6,87 p.p.

Metodologia do MCC-ENET

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro. Também são utilizadas informações dos indicadores econômicos nacionais do IBGE, IPEA e FGV.

O MCC-ENET traz uma visão completa a respeito do e-commerce no paísa partir da análise das seguintes variáveis: percentual nacional e regional de vendas online, faturamento do setor e tíquete médio. Outras métricas analisadas mensalmente são participação mensal do e-commerce no comércio varejista e crescimento do setor no varejo restrito e ampliado, além da distribuição das vendas por categoria. Por último, a penetração de internautas que realizaram ao menos uma compra trimestralmente pela internet também está contemplada no índice.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pelaNeotrust | Movimento Compre & Confie.

Clique aqui para acessar o estudo completo: http://www.mccenet.com.br/

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Gestão de vendas pela internet: 5 ferramentas que vão fazer a diferença

A Tray, unidade de e-commerce da Locaweb, com soluções exclusivas e integração com marketplaces, alavanca as vendas dos empreendedores nos negócios digitais. Mas, além de um e-commerce bem estruturado, é fundamental saber administrar as vendas pela internet. Por isso, Pedro Henrique Sobral, coordenador de marketing digital da Tray, separou 5 dicas para resultados mais eficientes na gestão online. Confira:

1. Principais ferramentas para a gestão de vendas online

O empreendedor que deseja começar a vender online deve atentar-se ao uso de algumas ferramentas, a primeira delas é a plataforma de e-commerce escolhida. Esse, sem dúvida, será o core business da operação digital, pois permitirá a gestão não só das vendas, mas também de todos os processos essenciais para que a loja virtual funcione corretamente e se mantenha ativa. Sendo assim, é interessante escolher uma solução que oferece benefícios completos, como integração com marketplaces, ferramentas e apps que podem complementar o ecossistema de vendas. Essas características dispensam a contratação de um hub de integração, diminuindo custos e otimizando lucro.

Após, se certificar de ter explorado todos os benefícios e recursos do serviço digital contratado, o lojista deve recorrer a um bom ERP (Sistema Integrado de Gestão Operacional). A ferramenta deverá ser integrada à loja virtual auxiliando na na emissão de notas fiscais, integrando a loja física com a virtual, além de otimizar processos operacionais.

Também é importante pensar em bons intermediadores de pagamentos que irão garantir a aprovação dos pedidos, pagamento e recebimento dos valores transacionados dando segurança tanto para o vendedor como para o comprador.

Para aumentar a taxa de conversão e ainda garantir uma boa experiência para o cliente, o empreendedor digital deverá contar com uma boa ferramenta de frete e envio, pois por meio dela será possível conseguir descontos em determinadas negociações, e principalmente garantir que o produto chegue ao cliente final, com qualidade satisfação na entrega.

2. Ferramentas

Cada uma delas pode ser configurada em momentos diferentes da operação ou nível de vendas do lojista, mas o interessante é trabalhar de forma simultânea. Imagine uma máquina com várias engrenagens, se uma não funcionar direito, todas as demais podem ser prejudicadas.

Essencialmente, a plataforma de e-commerce, o ERP, o intermediador de pagamentos e frete/envio devem ser configurados antes de inaugurar a loja, após a publicação na internet, as ferramentas de marketing serão o combustível da máquina.

3. Vantagens lojas virtuais

As vendas pelo e-commerce permitem a utilização de diversas ferramentas que podem otimizar as vendas, por isso, o lojista, ao optar por uma plataforma integrada, garantirá o sucesso em sua gestão. Conforme ele evoluir em suas vendas e for adquirindo expertise no mercado, poderá implementar mais ferramentas em seu e-commerce e, com tantas opções disponíveis, ter tudo isso integrado em um único painel, facilitando a gestão, além de minimizar falhas ou erros que podem gerar prejuízo financeiro.

4. Transformando um negócio offline

Em muitos casos as vendas no varejo físico ficavam limitadas apenas a cidade do lojista, porém no e-commerce ele abre as portas para vender em todo Brasil. Mas uma dica que compartilho com os empreendedores iniciantes que estão migrando do físico para o virtual é focar na divulgação da loja online onde ele já é conhecido. Por exemplo, na cidade que ele atua e para alcançar esse público específico de forma efetiva, pode-se utilizar o Facebook Ads e Instagram Ads, criando campanhas direcionadas e segmentadas para o público certo. Logo, o empreendedor terá menos custos com frete, dará mais credibilidade ao e-commerce recém-criado e começará a ter mais prática no uso das ferramentas.

5. Vendas online podem auxiliar PMEs

Neste período de pandemia, vender online é praticamente a única opção, pois a internet ganhou mais presença na rotina das pessoas, o que possibilita alcançar um número maior de possíveis clientes.

Além disso, o e-commerce não é apenas a solução a curto prazo, mas sim a solução a médio e longo prazo, pois quando o isolamento social acabar as pessoas continuarão propensas a comprar pela internet, ou seja, as vendas online que já se popularizaram antes da pandemia, vão ganhar mais força no pós-pandemia.

Nesse contexto, há várias lojas que vendiam apenas por whatsApp e que tiveram que adotar uma plataforma de e-commerce para conseguir gerenciar as vendas online. Além disso, o PME deve estar atento ao processo logístico, pois é quem determinará o tempo de entrega, garantirá que o produto chegue em perfeito estado e proporcionará uma boa experiência de compra ao cliente e fidelização nas vendas futuras.

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