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Grandes marcas do varejo nacional e internacional compartilham suas experiências no VTEX DAY

Empresas como C&A, Unilever, O Boticário, Mercado Livre, B2W, Netshoes e Saraiva já confirmaram presença no VTEX DAY 2017, maior evento de varejo multicanal da América Latina que reunirá os principais especialistas do setor para abordar as tendências e inovações do omnichannel, em São Paulo, nos dias 30 e 31 de maio.

A expectativa da organização é receber 10 mil participantes que terão a oportunidade de conhecer as novidades na área, identificar como está o segmento no mundo, bem como se inspirar nas empresas nacionais e internacionais que apresentarão seus cases de sucesso.

Na Sala Keynote Arena, o CEO da C&A, Paulo Correa, ministrará a palestra Teoria x Prática do Omnichannel (desafios da digitalização), às 9h, do dia 31. Já os desafios da digitalização da centenária Saraiva será o tema abordado pelo diretor de e-commerce da companhia, Adriano Di Bella Travollassi, na Sala Comercial, às 10h50.

A expansão global do Grupo O Boticário será o assunto da palestra de Fernando Mattar, executivo de TI, e Guilherme Farinelli Silva, diretor de e-commerce, às 11h20, na Sala Operacional. Na sequência, às 15h25, na Sala do Fórum do Empreendedor Digital, acontecerá o Painel Como vender nos grandes marketplaces brasileiros?, cujo tema será debatido por Flávia Marcon, gerente de marketplace do Mercado Livre, Luis Vabo Jr., diretor executivo da B2W Digital,eLívia Soares, head Of Strategic Partners da VTEX.

Chau Banks, CIO and Channel Integration at New York & Company, e Zia Daniell Wigder, Chief Global Content Officer at Shoptall, debatem às 9h35, do dia 31, A organização digital nos tempos modernos: Top 10 lições de uma líder americana de varejo de moda. Patricia Amaro, diretora de e-commerce para a América Latina da Unilever falará também no dia 31 sobre O olhar da indústria para o canal do e-commerce em momentos de crise, na sala My Case III, às 13h20.

“O VTEX DAY é o ponto de encontro do mercado para os profissionais que buscam construir parcerias de valor para suas empresas e, principalmente, gerar novos negócios durante o evento”, explica Mariano Gomide, Co-CEO da VTEX.

Área de Exposição

A área dedicada à exposição das novidades para o varejo terá a participação de mais de 100 empresas. Serão centenas de produtos e serviços, incluindo soluções para pagamento, marketing digital, relacionamento com o consumidor, logística, integração, entre outros.

“O conteúdo e as tecnologias dos expositores foram pensados com o objetivo de oferecer ao participante o que há de melhor para o varejo virtual e físico. Nosso objetivo é mostrar as boas práticas de vendas e gestão que podem ser aplicadas nos negócios aqui no Brasil e em toda América Latina”, explica Alessandra Scano Hypolito, Head do VTEX DAY e Diretora de Eventos da VTEX.

Confira a agenda completa no site: http://vtexday.vtex.com/

VTEX Day

Data: 30 e 31 de maio de 2017

Horário: dia 30, das 16h às 22h00; e dia 31, das 07h30 às 22h

Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes, km 1,5

Ingressos: http://ingressosvtexday.vtex.com/

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Internet das Coisas nas empresas: onde está o ROI? – Por Paulo Henrique Pichini

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Se fizermos um momento de reflexão sobre um passado não muito distante, relembraremos que o mercado teve dificuldades para entender como as empresas inovadoras que vieram para alavancar ou desbravar o processo de transformação digital – caso do Facebook, Google, etc. – ganhavam dinheiro. De onde vinham os lucros que as faziam crescer de forma tão avassaladora e com perspectivas de eternidade?

De forma semelhante, talvez menos perceptível, o mercado também demorou a entender e adotar o uso de recursos “de” e “em” cloud computing.

Hoje em dia, testemunhamos o crescimento dos investimentos e a criação de sensores IoT (Internet of Things, Internet das Coisas) de baixíssimo custo. São dispositivos com capacidade de transmitir em bandas de baixa velocidade para plataformas em nuvem. Essas plataformas recebem informações, geram BigData e devolvem dashboards online que suportam decisões de negócios altamente precisas. Dados da CompTIA indicam que, até 2020, 50 bilhões de dispositivos IoT estarão conectados e operando. Hoje, nos EUA, 6 em cada 10 empresas dizem já utilizar IoT. Fica claro, portanto, a pujança do mercado IoT.

Ainda assim, o mercado se pergunta: Onde se ganha dinheiro com IoT? Qual o ROI (Return on Investiment) das empresas usuárias que implementam IoT dentro de casa?

A resposta a essa indagação deve vir de dois ambientes (tipos de empresas) claramente definidos e com expectativas e interesses diferentes entre si.

Em primeiro lugar, encontramos as empresas usuárias que estão de alguma maneira incluindo IoT em seus processos. Identificamos o uso de sensores nas mais diversas áreas de produção, venda, marketing, etc. Na verdade, os processos que incluem o uso de sensores permitem um aumento agressivo da eficiência operacional. Os resultados aparecem nas novas formas de fidelização de clientes e nas novas logísticas de distribuição, que fazem com que as empresas aumentem os volumes de vendas e reduzam os custos operacionais, tudo ao mesmo tempo.

Pense em fabricantes de sorvetes que colocam suas geladeiras em diversos pontos comerciais de um país como o Brasil. Essas empresas enfrentam o desafio de garantir que as geladeiras – que pertencem ao fabricante de sorvete – estão realmente armazenando só sorvetes. O abastecimento dessas geladeiras especiais é feito por caminhões de entrega que devem passar de tempos em tempos pelo ponto comercial, muitas vezes sem ter certeza se o estoque está realmente baixo. Não é possível saber, ainda, se acontece do dono do comércio onde está instalada a geladeira preferir deixar o equipamento desligado para economizar na conta de energia. Isso é um fato que acontece com frequência, especialmente porque o sorvete derretido é substituído sem custo para o ponto de vendas.

A implementação, na geladeira, de um sensor mínimo, que tenha controle de temperatura, de abertura de portas e uma mini câmera que envie imagens internas de tempos em tempos muda todo esse quadro. Trata-se de um caso de uso de IoT em que a entrada em cena desses sensores propicia ganhos operacionais, nova logística de distribuição, otimização do uso das geladeiras, etc. Com a IoT, os processos do fabricante de sorvete passam a utilizar informações que, antes, simplesmente não estavam disponíveis de forma massiva e automatizada.

Este é um projeto IoT típico, em que o ROI é sempre menor do que 12 meses.

Fica claro, portanto, que a empresa usuária que investe em IoT ganha deixando de gastar e aumentando suas vendas e sua eficiência. Esse avanço propicia, também, a melhor compreensão do comportamento do cliente e sua fidelização. Em suma, conquista-se uma tangível melhoria em processos e operações.

O segundo ambiente de inserção dos dispositivos IoT é representado pelos provedores de serviços e soluções. Este grupo inclui grandes operadoras de Telecom que estão reinventando seus negócios e desenvolvendo ofertas sob medida para verticais de mercado como Agronegócios, Retail, Transporte, Manufatura, etc. Alguns ambientes desses provedores de serviços podem ser customizados de modo a atender a mais de um mercado vertical. Mas, em geral, a especificidade dos negócios de cada vertical da economia tem levado os provedores de serviços a respeitar essas peculiaridades, algo que se reflete em sua oferta de serviços baseados em IoT.

Esses provedores de serviços sabem que o processo de implementação de sensores vem caindo de preços e valores de forma muito acentuada. A evolução e o uso de arduinos na composição dos sensores e a presença de servidores baseados em Raspberry mostra que não é vendendo estes dispositivos por 10 dólares ou menos que as empresas sobrevivem. Além disto, as redes de comunicação também passam por transformações para transmitir este novo volume de dados. Neste ponto, entram em cena soluções de baixo custo e principalmente baixo consumo de energia como LoRa – Long Range Radio. LoRa é a tecnologia wireless desenvolvida sob medida para redes M2M e IoT.

Os ganhos de empresas como operadoras de Telecom não virão nem de dispositivos nem da rede. O dinheiro está nas plataformas e nos motores capazes de transformar os dados gerados pelo IoT – o BigData – em insumo para dashboards de apoio à decisão – o Analytics. Isto é o que transformará este mercado em uma oportunidade de 470 bilhões de dólares até 2020 (dados da Bain).

É hora de acordar!

A transformação digital está aí, pronta e disponível, a baixos custos e sem espaço para os que ficarem esperando o mercado amadurecer. É ela que vai definir o perfil dos negócios nos próximos anos.

Este mundo novo é baseado em dinheiro novo, proveniente de diversas fontes.

Quem daria valor a um blogueiro semianalfabeto, mas que tem milhões de seguidores fiéis? O que será que vale dinheiro: a informação postada pelo blogueiro ou a base de dados de seus seguidores?

Quando se imaginou uma moeda digital capaz de pagar pela exposição (clic) de um vídeo não só pelo primeiro usuário a ver o vídeo, mas também pelos terceiros, quartos e quintos usuários a clicar sobre esse vídeo? Na Internet, a visualização viral de um vídeo vale dinheiro. O Bitcoin é a moeda que extrai valor financeiro dessa transação digital.

Com o IoT e seus constantes companheiros – BigData e Analytics – ganha-se de todos os lados. Acima de tudo, conquista mercado a empresa que conhece seus custos, sofre menos perdas e aumenta sua eficiência!

Paulo Henrique Pichini, CEO & President da Go2neXt – Cloud Computing Builder & Integrator

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Dia das mães pode dobrar o movimento de vendas online

E-commerces de diversos segmentos do mercado já se preparam para um aumento no volume de negócios a partir da semana que antecede o Dia das Mães. O número de transações costuma ser cerca de 10% maior que em semanas típicas. Mas é a partir da sexta-feira que o movimento cresce significativamente.

Em 2016, o Pagar.me, primeiro provedor de serviços de pagamento do Brasil, registrou 17% de alta nas transações na sexta-feira que antecede a comemoração. O crescimento passou a 34% no sábado e atingiu pico de 55% de aumento no domingo, Dia das Mães. “Temos um cuidado especial neste período, para que as transações sejam rápidas e seguras”, comenta Alessandra Giner, Diretora de Operações do Pagar.me “Nosso objetivo é que a experiência de compra seja muito positiva, e claro que as mães em geral recebam os presentes no tempo previsto!”.

Presentes muito lembrados no Dia das Mães são arranjos de flores, cestas de café da manhã, orquídeas e rosas. A Uniflores, que recebe pedidos online e atende a mais de 1400 cidades no país já se preparou para a ocasião. Douglas Pedrosa, cofundador da empresa espera um aumento de 30% nos pedidos “de última hora” para entrega no próximo final de semana.

Ele comenta que há um equilíbrio entre os consumidores, mas ainda são os homens os maiores usuários do serviço. “É comum serem múltiplas entregas na mesma compra, com presentes para mães, sogras e também esposas, que muitas vezes são mães”. Vale lembrar que as cestas e arranjos de flores também são presentes procurados nas novas famílias, em que há mais de uma mãe, pais, tios e avós que também são mães.

Com a ferramenta de cobrança do Pagar.me utilizada há cerca de um ano e meio, a Uniflores conseguiu otimizar os processos de compras envolvendo múltiplos fornecedores e tem mais tranquilidade, principalmente em períodos de pico como este.

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Atos lança aplicativo para o varejo do futuro

A Atos, líder internacional em serviços digitais, acaba de lançar um aplicativo voltado para a transformação digital do varejo. O aplicativo, chamado Atos Connected Shopping, foi desenvolvido na Fábrica de Software da Atos, em Londrina (PR), e promete mudar a experiência de compra em estabelecimentos como supermercados, atacadistas, lojas de materiais de construção e móveis, entre outros.

Com o Atos Connected Shopping, não será mais preciso, por exemplo, se locomover dentro de um supermercado carregando todos os produtos dentro do carrinho. Basta baixar o app, escanear o código de barras ou QR code do produto com o smartphone, selecionar quantas unidades pretende comprar e realizar o pagamento no caixa. A ideia é garantir mais praticidade, agilidade e conforto ao consumidor.

Após a compra, o cliente poderá retirar os produtos diretamente na saída da loja, recebê-los onde estacionou seu veículo ou até mesmo por delivery, de acordo com a política de cada estabelecimento. O aplicativo vai facilitar também a comercialização dos chamados produtos de alto risco – bebidas alcoólicas, cigarros, perfumes etc. – que ficam armazenados fora das prateleiras dos supermercados e são retirados após a compra.

Integração

O aplicativo pode ser totalmente integrado com os softwares já existentes no varejo, diminuindo o custo de implementação pelas empresas. Ele pode ser utilizado com ou sem conexão de internet. Porém, a presença de Wi-Fi na loja melhora a experiência do usuário, já que é possível ter acesso a informações do produto (foto, descrição, preço), além de ter acesso a produtos semelhantes ou relacionados, o chamado cross-selling.

“A ferramenta foi criada utilizando os dispositivos mais modernos para aprimorar a experiência do consumidor”, diz Alexandre Morais, head de Transformação Digital da Atos América do Sul. “O Atos Connected Shopping é uma ferramenta que além de fidelizar os clientes, é capaz de aumentar o ticket médio das lojas”, adiciona.

O executivo exemplifica que um carrinho de compras mais vazio abre espaço para outros produtos. O cliente, por sua vez, sente-se mais confortável com um carrinho mais leve e tem menos pressa de ir embora da loja.

Prateleiras inteligentes

Além do aplicativo, a Atos possui know how global para oferecer tecnologias de identificação de consumidores na loja, como um mapa de calor, que auxilia as empresas a gerenciar ou remanejar produtos para locais onde há maior circulação ou visualização por parte dos clientes, garantindo melhores ofertas e aumento exponencial de vendas, seguindo seu perfil de consumo.

“Para a Atos, os processos de transformação digital devem abranger não apenas tecnologia, mas também processos, gestão de mudança, integração e principalmente a experiência do cliente”, afirma Alexandre Morais.

“É importante que todas as soluções entreguem valor agregado para o cliente. A Transformação Digital não está na adoção da tecnologia por si só, mas na mudança introduzida no processo de negócio, que cria uma nova alternativa para o consumidor se relacionar com a empresa. Este é o segredo do sucesso”, acrescenta Sergio Saad, gerente de consultoria em Transformação Digital e Negócios da Atos.

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A tecnologia como oportunidade para o varejo – Por Lucas Forte

Nos últimos tempos, parece que o mundo está mudando mais rápido do que a mente humana consegue lidar. Esta velocidade – e complexidade – tem criado grandes possibilidades para marcas, além de proporcionarem ao segmento de varejo estreitar e valorizar o relacionamento com os seus clientes. E o varejista de loja física que não utilizar o seu espaço para oferecer experiência de compra não sobreviverá ao mercado.

Conforme as tecnologias avançam, elas ficam mais acessíveis e se disseminam no mercado. Assim, o que é inovador hoje, amanhã se tornará comum. E, dessa maneira, o varejo físico deve capitalizar em algo muito mais difícil de ser entregue no mobile: o uso de todos os sentidos no ambiente.

Vamos a um exemplo peculiar: muitas vezes, o consumidor toma sua decisão de compra dentro de um provador. Logo, é um local apropriado para investir e transformá-lo em um ambiente mais sensorial e imersivo. Segundo a CEO da GDR Inteligência Criat, RFIKate Ancketill, duas lojas – uma na Holanda e outra nos Estados Unidos – compreenderam bem esta realidade. Em seus provadores, a iluminação e a música ambiente podem ser customizáveis de acordo com o gosto, sentimento ou até mesmo o item que o cliente está provando.

Outras regiões também vêm percebendo tal importância. Na Ásia, há estabelecimentos cujas etiquetas de identificação por radiofrequência (RFID) fazem o espaço tocar uma música relacionada àquele item que o consumidor está levando para provar. A compra torna-se, assim, uma experiência emocional. E, neste contexto, nenhum comércio online poderá atingir este mesmo nível de experimentação.

Por outro lado, há ferramentas que apenas o e-commerce pode implementar para aumentar a sua experiência de compra. Entre elas, vídeos de alta qualidade e produção com narrativas onde tudo o que é visto ali pode ser comprado naquele momento. Outra também somente aplicada no online é a de recomendação por perfil de consumo: “pessoas como você podem gostar de…” ou “pessoas que levaram este produto também compraram…”.

Todavia, há quem consiga integrar a loja física e o mobile e, assim, transformar a experiência do consumidor. É o caso do mercado de luxo, que recebe primeiro grande parte das inovações. Uma delas é a conversa entre consumidores – seja em casa ou na rua – e o colaborador de sua preferência via aplicativo. Além de poder escolher as marcas do seu interesse, ele também tem acesso a todo o estoque, escolhe o que quer provar (ou o que vai comprar) e, quando chegar à loja, tudo estará separado seja no provador ou no caixa.

A tecnologia altera até mesmo o papel do consultor de loja. O uso de beacons, por exemplo, fornece, por meio do celular, informações sobre os produtos, promoções, condições de pagamento, vídeos dos itens e uma infinidade de possibilidades sem que o vendedor esteja, necessariamente, ao lado do consumidor.

As inovações tecnológicas chegaram para alterar absolutamente tudo no varejo. E o consumidor, por sua vez, irá usufruí-las por meio da interatividade com os itens, canais, colaboradores, estoques, provadores e até mesmo em relação ao pagamento e à retirada de produtos. Se alguma empresa não acompanhá-las, o seu concorrente irá fazê-lo e os consumidores, bem, não pensarão duas vezes em ir até ele.

Lucas Forte, Relaacionamento Corporativo e Institucional do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR)

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Três dicas básicas de segurança da informação para supermercados

As varejistas são alvo cada vez mais frequentes de ataques virtuais pelo fato de processam volumes massivos de informação pessoal, como os dados de cartões de crédito, em ambientes altamente vulneráveis com terminais de consulta, pontos de serviço e de vendas. No universo supermercadista a realidade não é diferente acrescido ao fato de que um ciberataque tem chances de fazer paradas bruscas em toda a operação do estabelecimento, que podem comprometer o bom andamento dos negócios, além de gerar uma imagem ruim, de desorganização, para o cliente final.

Para mitigar e ampliar a segurança da informação no setor, a aposta da Reposit Tecnologia, provedora especializada em gerenciamento de banco de dados para os setores atacado distribuidor e varejo, é prover soluções como forma de antecipação para os próximos passos dos cibercriminosos.

A fim de evitar prejuízos financeiros e ameaças à integridade dos negócios, a provedora aponta que a primeira indicação preventiva é aprimorar os investimentos com segurança digital em métodos que bloqueiam o acesso dos hackers, que vão além do simples uso de um sistema de varredura. A adoção de firewalls com antivírus é o passo inicial para evitar a invasão de hackers nos sistemas dos supermercados.

Outra medida de segurança indicada pela Reposit é o monitoramento constante na infraestrutura de segurança e nos ativos críticos de informação. De acordo com a empresa, a proteção de uma rede está na coleta e na análise dos milhares de informações que passam pelas aplicações tecnológicas dos supermercados. Pensando nisso, a Reposit criou um aplicativo de monitoramento remoto 24×7, que possibilita o profissional de TI visualizar o grau de vulnerabilidade do seu ambiente virtual pelo celular, através de gráficos que apontam o nível de criticidade de cada incidente.

O terceiro e último passo para a gestão de vulnerabilidade nos supermercados é o backup na nuvem. Além da flexibilidade no atendimento às demandas do cliente, realizando um backup na nuvem, o ambiente de TI do supermercado terá a segurança da informação aliada à alta disponibilidade dos dados.

“O mercado supermercadista necessita de ir além das precauções de primeiro nível como bloquear pop-ups; instalar antivírus ou proibir a instalação de programas sem autorização por funcionários. Roubo de notebook, incêndios, quedas de energia e até catástrofes naturais também são acidentes que corroboram para o aumento do acesso vulnerável aos dados destas empresas”, conclui Leonardo Barros, diretor executivo da Reposit Tecnologia.

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5 passos para vender mais no e-commerce

O big data – volume de dados estruturados e não-estruturados, que impactam no dia-a-dia dos negócios – é uma das tendências tecnológicas com mais expectativas de expansão. Segundo projeção da Frost & Sullivan, o mercado de big data e analytics movimentou US$ 2,48 bilhões em 2016 na América Latina e o Brasil possui 46,8% de participação.

Amplamente utilizado em campanhas políticas e abordado em séries de TV do gênero sci-fi, o big data possui alto potencial de análise que permite conhecer profundamente o usuário. De acordo com pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é possível prever a orientação sexual, origem étnica, opinião política e religiosa, nível de inteligência e etc de uma pessoa com a análise de 100 curtidas nas redes sociais. Com 150 curtidas é possível conhecer a personalidade do usuário melhor do que o companheiro e em 250 curtidas, o algoritmo compreende a personalidade do usuário melhor do que ele próprio.

Diante das possibilidades dessa tendência, Gastão Mattos, CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo e líder em soluções de meios de pagamento para e-commerce na América Latina, aponta 5 maneiras de aproveitar o big data para vender mais no comércio eletrônico.

– Tempo real: utilize tecnologias que possam avaliar a situação das compras em tempo real e que estejam integradas com soluções que permitam ação imediata para solucionar possíveis problemas e converter em vendas. Por exemplo: identificar motivos de abandono do carrinho de compras e oferecer alternativas para que a compra seja concretizada. Se uma determinada bandeira de cartão de crédito ou banco é negada por problemas sistêmicos ou ausência de limite é possível apresentar ao consumidor outras formas de pagamento, fazendo com que a compra seja concluída.

– Objetividade: ofereça ao cliente o que ele deseja. Através do cruzamento de dados é possível descobrir esta informação antes mesmo que o consumidor saiba. A reunião de tecnologias que além do perfil de compra, tal como: tipos de produtos, frequência de compra, formas de pagamento preferidas e etc, também envolvam dados qualitativos como: comentários e curtidas nas redes sociais é ainda mais eficiente.

– Conheça o concorrente: ter uma visão geral do mercado e separada por segmento é crucial na hora de apresentar ofertas diferenciadas. Ao saber qual segmento é mais vendido ou mais procurado, por exemplo, é possível criar ofertas personalizadas por setor e ampliar o número de vendas.

– Acompanhamento diário: quanto maior o acompanhamento, maior as chances de fazer uma análise altamente qualificada que permita ampliar o número de estratégias de acordo com cada perfil de público.

– Precisão dos dados: não adianta possuir uma série de dados imprecisos, desatualizados ou com possibilidade de análise insatisfatória. Uma das características do big data é o grande número de dados, mas a precisão também é um dos seus principais desafios. Utilize soluções que garantam esta precisão para ampliar a possibilidade de êxito nas ofertas.

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Pernambucanas anuncia aplicativo para venda online

A partir de 27 de abril, a Pernambucanas lança seu novo aplicativo para celulares e tablets. A ferramenta, gratuita e disponível para iOS e Android, apresenta diversas funções para ampliar a comunicação com seu cliente, além de facilidades e benefícios exclusivos.

A principal novidade do aplicativo é a possibilidade de compras online. Produtos de moda e casa, peças infantis e coleções especiais estarão disponíveis, à distância de um clique. As operações poderão ser realizadas no Cartão Pernambucanas e demais cartões de crédito, com entrega para todo o Brasil.

Outras funções do aplicativo incluem cupons de desconto exclusivos, para serem usados no próprio aplicativo ou lojas físicas; localizador de lojas; e central de solicitação do Cartão Pernambucanas; mural com convites para eventos, alertas de novidades das coleções e ofertas personalizadas; agenda pessoal, onde o cliente pode anotar compromissos diários; e conteúdo especial, que dá acesso aos catálogos e filmes de novas coleções em primeira-mão.

O aplicativo será apresentado junto da campanha de Dia das Mães, no dia 27 de abril. E, para celebrar a ocasião, a Pernambucanas oferece uma promoção especial: o cliente que fizer uma compra na Loja Pernambucanas física e se cadastrar no aplicativo no período da Campanha de dia das Mães (27/4 a 15/5), ganhará um desconto especial para ser utilizado durante a Campanha de Namorados (25/5 a 12/6).

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Megaempresário Richard Branson virá ao Brasil para o VTEX DAY

O megaempresário britânico Richard Branson confirmou presença no VTEX DAY 2017, maior evento de varejo multicanal da América Latina, que reunirá mais de 100 palestrantes e receberá 10 mil convidados, nos dias 30 e 31 de maio, em São Paulo.

O empresário, cuja fortuna está avaliada em mais de US$ 5 bilhões, é fundador do Grupo Virgin, conglomerado com mais de 400 empresas em diversos setores, como aviação, vestuário, lazer, bem-estar, serviços financeiros e até turismo espacial. Suas empresas estão presentes em mais de 30 países, incluindo Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Ásia, Europa e África do Sul. Conhecido por seu espírito aventureiro e realizações esportivas – já cruzou oceanos em um balão de ar quente -, Branson foi nomeado Cavaleiro pela Rainha da Inglaterra, em 1999, por sua contribuição para o empreendedorismo.

No VTEX DAY 2017, Branson falará sobre as 10 decisões mais difíceis que já teve que tomar em suas companhias. A apresentação mediada por Mariano Gomide, Co-CEO da VTEX, será no dia 30 de maio, às 19h. Na sequência, o empresário participará de uma coletiva de imprensa.

Reconhecido pelo conteúdo e pelos cases nacionais e internacionais que apresentam um panorama global do mercado, o VTEX DAY destacará temas e tecnologias como big data, chatbot, mídia programática, mobile payment, os desafios de se iniciar uma operação internacional, integração de pagamento online e offline que elevam a experiência de compra entre o varejista e o consumidor em diversos canais.

Além de Branson, estão confirmados nomes como: Zia Daniell Wigder, chefe de Conteúdo Global do Shoptalk; Chau Banks, vice-presidente executiva da New York & Company; Neil Patel, cofundador da CrazzyEgg; Lincoln Murphy, Customer Success da Driven Growth; Patricia Jebsen, presidente da Câmara Argentina de Comércio Eletrônico (CACE); Thiago Maia, diretor comercial do Grupo Netshoes e Patricia Amaro, diretora de E-commerce para América Latina da Unilever, além dos co-CEOs da VTEX, Mariano Gomide e Geraldo Thomaz.

O evento tem dezenas de patrocinadores, entre eles: B2W Marketplace, PagSeguro, B2W Services, Cielo, Elo, Mercado Livre, Mercado Pago, PayU, Synapcom e Walmart.com.

Confira a agenda completa no site: http://vtexday.vtex.com/

Palestra Richard Branson

Data: 30 de maio, às 19h
Coletiva de Imprensa: das 20h às 20h15
Credenciamento pelos e-mails: juliana@oliverpress.com.br; elaine@oliverpress.com.br; vanessa@oliverpress.com.br

VTEX DAY

Data: 30 e 31 de maio de 2017
Horário: dia 30, das 16h às 22h00; e dia 31, das 07h30 às 22h
Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes, km 1,5
Ingressos: http://ingressosvtexday.vtex.com/

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Nova pesquisa destaca a importância do RFID na precisão de estoque das grandes redes varejistas

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A Tyco Retail Solutions fez parcerias com diversos grupos da indústria para examinar a importância da tecnologia RFID na garantia da precisão do estoque e habilitação do atendimento dos pedidos nas lojas. A pesquisa confirma que o RFID combate a distorção do estoque e aumenta sua precisão e visibilidade do estoque, considerado a base essencial para o comércio de grandes redes que vendem seus produtos em diferentes canais (lojas físicas e online).

O estudo do IHL Group, Retail’s Inventory Distortion Problem: Sizing it all up (Problema de Distorção do Estoque no Varejo: Avaliação Total), mostra o que representa a distorção do estoque para os varejistas, em todo o mundo. A combinação de mercadorias fora de estoque (out-of-stocks – OOS) com excesso de estoque é um problema de aproximadamente $1,1 trilhão para a indústria de varejo (1). Este problema impede que os varejistas tenham confiança na disponibilidade do estoque, fazendo com que sejam cautelosos ao utilizar todas as quantidades de um item para atender os pedidos de vendas online e nas lojas. O risco para o cliente é muito grande e a perda é de uma média de 8,7% do total de vendas, devido à alta imprecisão (2).

De acordo com o mais recente estudo do RFID no Varejo da Kurt Salmon RFID, os lojistas classificaram os principais desafios dos dias de hoje: 1) Necessidade de oferta de mais opções para o atendimento dos pedidos dos clientes (55%); 2) Maior visibilidade do estoque (33%); 3) Aumento dos lucros operacionais (30%) (3). Com uma visibilidade imprecisa do estoque, os varejistas têm dificuldade para implementar com sucesso as iniciativas de comércio unificado (vendas em diversos canais) devido à incapacidade de atendimento a um custo eficiente de demandas do tipo “compre em qualquer lugar, pegue em qualquer lugar”.

O segredo para oferecer várias opções de atendimento a pedidos é a visibilidade em tempo real de cada item do estoque por meio do RFID. A adoção desta tecnologia e de processos de contagem regular do ciclo permitem aos varejistas evitar a distorção do estoque e aumentar a precisão em até 99%, mantendo-a em 95-99% (4). Com o aprimoramento da precisão do estoque, o número de compradores que deve encontrar o produto que procura pode aumentar as vendas de 5% a 25% (5).

“Os clientes estão à procura de produtos onde e quando querem. Por isso, os varejistas devem priorizar a implementação de uma tecnologia que dê suporte à estratégia de comércio unificado”, disse Brent Brown, vice-presidente e gerente geral de Inteligência de Estoque e IoT da Tyco Retail Solutions. “As soluções baseadas em RFID permitem que os varejistas tenham confiança na contagem do estoque em tempo real para atender às expectativas do cliente e maximizar os resultados dos negócios.”

Os dados de cada item levantados por meio do RFID compõem a informação de mercadoria mais importante disponível para ajudar os varejistas a ter uma contagem do estoque precisa para seus clientes.

Recentemente, o Platt Retail Institute divulgou resultados detalhados dos benefícios quantificáveis do RFID de acordo com uma pesquisa ampla com a Macy’s e seu programa de RFID. A Macy’s foi pioneira na utilização de RFID para informações de itens de produtos, utilizando a solução de estoque de RFID da Tyco Retail há alguns anos. A pesquisa revelou resultados de precisão do estoque, indicado que a Macy’s estava acumulando uma variação de estoque de 4-5% mensal antes de implementar a contagem de ciclo mensal e de RFID. Com a contagem do ciclo regular com RFID a variação foi mantida entre 2-4,5%, com menos reduções de preços do estoque da empresa.

Além disso, tornar todas as mercadorias na loja disponíveis para comercialização resultou em um aumento quantificável nas vendas, entregas de produtos e atendimento de pedidos. Isto é de importância vital para a Macy’s, porque cerca de 20% das mercadorias da empresa nas lojas vêm em unidades individuais. Eles também alcançaram economias mensuráveis com custos de transporte, redução de preços e nível de estoque. O estudo Platt mostra uma pesquisa extensa de casos de uso de RFID em quatro lojas. As lojas com RFID que participaram do projeto-piloto tiveram um desempenho substancialmente superior ao das lojas que não usam RFID (6).

(1) Retail’s Inventory Distortion Problem: Sizing it all up, IHL Group
(2) Kurt Salmon RFID no Retail Study 2016
(3) Kurt Salmon RFID no Retail Study 2016
(4) Retail’s Inventory Distortion Problem: Sizing it all up, IHL Group
(5) Kurt Salmon RFID no Retail Study 2016
(6) Quantifiable Benefits and Analytical Application of RFID Data 2017, Platt Retail Institute

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Startup Cata Company recebe investimento de R$ 5 milhões da Bzplan

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Após ampliar o faturamento em 6.000% em dois anos, desenvolver o portfólio de produtos e iniciar a operação nos Estados Unidos, a startup Cata Company, com sede em Florianópolis (SC), anuncia o investimento de R$ 5 milhões feito pelo Fundo Sul Inovação. Esse primeiro aporte do fundo de investimento será utilizado para o lançamento de dois novos produtos ainda neste ano, escalar a equipe (especialmente na área P&D, vendas e suporte técnico) e acelerar expansão internacional da empresa.

O aporte na Cata Company é o primeiro de uma série de investimentos que será anunciada em 2017 pela Bzplan, sócia da FIR Capital na gestão e administração do Fundo Santa Catarina (FSC) e do Fundo Sul Inovação (FSI). A gestora fez o primeiro aporte de venture capital na startup em janeiro de 2013 e agora aposta novamente na próxima etapa da Cata Company, que saltou em 2016 para um faturamento de R$ 12 milhões. “Estamos apostando mais uma vez na Cata Company, que agora expande seus horizontes ao buscar a internacionalização e colocar novos produtos no mercado. A empresa sempre investiu em inovação e tem sido muito bem sucedida no desenvolvimento de soluções envolvendo hardware e software. Somente em 2016, obteve um crescimento de 350% no faturamento, o que reforça nosso posicionamento de investir em empresas B2B e com alto potencial de crescimento”, diz Marcelo Amorim, sócio da Bzplan.

O investimento do Fundo Santa Catarina (FSC) ocorreu quando a startup ainda se chamava Catamoeda e estava desenvolvendo seu primeiro produto homônimo: um equipamento que troca moedas por cédulas, vale-compras, doações e recarga de créditos de celular, uma forma de incentivar a população a tirar do cofrinho as moedas acumuladas que fazem falta no comércio. As primeiras máquinas chegaram a redes de supermercado no sul do Brasil no final de 2013 e espalharam-se pelo país durante o ano seguinte.

Em 2015, a empresa anunciou um acordo comercial exclusivo com a Prosegur, companhia líder em segurança privada no país, e em 2016 lançou, em parceria com a multinacional, três novos produtos: o CataCash One/Caixa Fácil Mini – cofre compacto inteligente para os pequenos e médios varejistas-, uma linha de equipamentos de back office para concessionárias e empresas de transporte e, ainda, uma nova plataforma de publicidade para trade marketing. “Já começamos a produção do novo cofre de alta capacidade e performance, o Mille, e criamos a Cata Tech, uma nova divisão da empresa voltada para o desenvolvimento de soluções inéditas de segurança para transporte e custódia de valor”, afirma o CEO e fundador da Cata Company, Victor Levy.

A primeira solução dessa divisão, já em fase final de desenvolvimento, é o Super Armário, produto altamente tecnológico voltado para a proteção de numerários. Em paralelo, a empresa continua com seu ritmo de inovação, e já são 14 os pedidos e registros de patentes, marcas, desenhos e propriedades industriais, tanto nacionais quanto internacionais, da empresa.

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SONDA lança estratégia para varejo no modelo Retail as a Service

Para apoiar a sua estratégia de verticalização, que passou a ter o segmento de varejo como um dos focos de atuação, a SONDA, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, desenvolveu a oferta Retail as a Service, uma solução oferecida como serviço para o segmento e que propõe acelerar o time to market e otimizar os processos de negócios por meio da implementação, suporte e manutenção de infraestrutura tecnológica.

Para liderar esta frente, a SONDA está nomeando uma nova diretoria comercial, comandada por Lilian Aguiar, que atua há 12 anos na companhia. “O varejo, assim como outros setores de mercado, está passando por uma transformação digital que proporciona aos seus clientes uma melhor experiência de compra. E a proposta da SONDA é justamente fornecer a sustentação para este caminho, disponibilizando um pacote de soluções e serviços na modalidade IaaS (infrastructure as a Service), que tem como proposta integrar os universos físico e digital”, comenta Lilian.

O Retail as a Service é composto por cinco módulos: a sinalização digital, que permite a comunicação de ofertas para aumentar o ticket médio; a segurança, que fornece rastreabilidade de ciclos completos de incidentes por meio de áudio e vídeo analytics e centrais de monitoramento; o escritório, que abrange mobilidade, portabilidade, redução dos custos de impressão e suporte de software corporativo; a experiência de compra, que promove a gestão de pontos de venda móveis, de filas e de caixas e, por fim, a conexão por meio de projetos de arquitetura de rede.

“O objetivo é desenhar toda a arquitetura necessária para a abertura de uma loja, fornecendo ferramentas, infraestrutura e soluções para sustentar tecnologicamente a operação para seu pleno funcionamento”, explica Lilian. Segundo a executiva, a proposta também envolve o apoio às atividades de rotina de um estabelecimento, como por exemplo, utilizar as centrais de monitoramento para identificar quando a fila em um ponto de venda está muito longa. O sistema alerta o gestor para que abra um caixa ou disponibilize vendedores com pontos móveis de pagamento, melhorando assim a experiência de compra e satisfação do cliente.

Ainda por meio da central de controle, é possível analisar as áreas com maior tráfego de clientes e implementar telas com descontos nos corredores, o que aumentará a rentabilidade por metro quadrado de área de vendas.

“Os benefícios para as empresas que contratarem o pacote de soluções residem não somente na eficiência crescente, produtividade e rentabilidade por metro quadrado, mas também no apoio à área de TI, que muitas vezes tem uma equipe enxuta para administrar todas as demandas e pode transformar um problema de TI em um problema de negócios. A proposta aqui é beneficiar toda a cadeia do varejista, liberando tempo e recursos para cuidar do foco do negócio”, finaliza Lilian.

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Big Data e Machine Learning no centro da transformação digital – Por Gabriel Lobitsky

A análise de dados vai além do big data e sua crescente adoção. Recentemente, uma pesquisa da Forrester Research mostrou que, em média, 40% dos líderes de análise de dados globais afirmam que já estão implementando ou expandindo o uso da tecnologia de big data, e 30% dos que ainda não adotaram planejam fazer até o próximo ano. Não há dúvidas sobre a capacidade da ciência de dados em transformar indústrias e modelos de negócios tradicionais. No entanto, a adoção massiva fomenta a discussão sobre a transformação de dados em insights e da sua evolução, o machine learning, capaz de ‘prever problemas futuros’ ao usar algorítimos e análise de padrões de dados para identificar e indicar soluções efetivas para problemas de negócios.

Ao usar algorítimos e uma linguagem matemática, a ciência de dados pode criar soluções transformadoras para as empresas. Com uso de análises preditivas, o big data e o machine learning permitem traçar estratégias, otimizar ações, interagir com os clientes e, claro, impulsionar vendas. Mas isso só é possível porque a nuvem ampliou o poder computacional sob demanda, facilitando a armazenagem e análise de dados. Hoje, modelos preditivos são capazes de entender o lado crítico de cada operação por meio do software.

Veja como as tecnologias podem gerar insights e transformar algumas operações:

Supply Chain: complexo para muitas empresas, o bom funcionamento das operações é essencial para minimizar custos com atrasos e falta de produtos no estoque. Os cientistas de dados estão fazendo uso total do poder computacional para modelar os cronogramas e antecipar informações sobre acontecimentos que podem impactar negativamente as operações, como a combinação de machine learning e big data. Juntas, as tecnologias dão melhor visibilidade e compreensão para as empresas identificarem os atrasos normais e os que são resultados de imprevistos, como desastres naturais, greves, etc.

Logística: a ciência de dados está permitindo que a próxima geração de software empresarial, resultado de soluções preditivas, fale ao usuário a quantidade de inventários necessários para atender demandas futuras; que informe como precificar os itens para garantir a lucratividade em longo prazo; e aponte os portos com melhores capacidades para embarques, com o intuito de minimizar o impacto dos atrasos.

Varejo: normalmente, aplicações inteligentes de CRM atuam de forma preditiva no setor, e mostram potenciais compradores e produtos mais buscados. As tecnologias complementares, como sensores e RFID, dão às lojas uma visibilidade mais ampla do estoque para saber localização e movimentação de um produto, por exemplo. Se associada a interpretação dos dados, as tecnologias permitirão uma verdadeira transformação digital nas lojas físicas, que poderão não apenas compreender a jornada do consumidor, mas ofertar produtos e itens específicos. No setor de vestuário, por exemplo, os dados capturados por sensores podem ampliar a oferta de produtos que se ajustem ao gosto e tamanho do cliente. E, esse mesmo tipo de solução pode apoiar a gestão da armazenagem e do estoque no varejo, por disponibilizar informações sobre níveis de inventário, eliminando a necessidade de uma contagem manual e demorada, com mais incidência a erros.

A ciência de dados precisa ser compreendida como um componente fundamental para a transformação digital, pois é a única forma de criar soluções que, de fato, impactam na tomadas de decisões. Os algorítimos empregados ao software não devem ser como uma caixa preta fechada, que não mostra aos usuários o que está acontecendo por dentro, e por outro lado, não precisa bombardear o usuário com informações desconexas. É preciso um meio termo para que a ciência se torne acessível e compreensível para todos, principalmente para os usuários das empresas com operações críticas, como varejo, logística e supply chain, em que a palavra otimização é um imperativo.

Gabriel Lobitsky, Vice Presidente da Infor para Brasil e América Latina

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PwC revela mudança em hábitos de compra do brasileiro

Para “fazer mais com menos” no cenário de dificuldades econômicas no ano passado, os brasileiros apelaram para pesquisas mais frequentes em lojas para encontrar as melhores ofertas. Segundo a Total Retail 2017, da PwC, 63% dos entrevistados disseram ter realizado mais pesquisas de preço em diferentes varejistas para encontrar o menor preço e, dessa forma, economizar.

Outras medidas adotadas pelos brasileiros para enfrentar a crise foram: redução de frequência de entretenimento (restaurante, bares, entre outros), adotada por 49% dos entrevistados; visitas mais frequentes a lojas em busca de ofertas (46%); e restrição de compras a artigos de primeira necessidade (43%).

A Total Retail é o levantamento anual da PwC sobre os hábitos de compra no varejo virtual e físico, realizado globalmente pelo sexto ano consecutivo. A pesquisa ouviu cerca de 24 mil consumidores em 29 países, entre eles cerca de 1.000 entrevistas no Brasil.

De acordo com a pesquisa, num cenário de melhora na economia, 41% dos brasileiros pretendem preservar os hábitos de consumo e poupar dinheiro. E outros 38% farão mais pagamentos à vista.

“Por conta da crise econômica, o brasileiro se viu forçado a reduzir os gastos e buscar melhores ofertas e oportunidades de descontos em pacotes de compras”, diz Ricardo Neves, sócio da PwC e especialista em Varejo e Consumo. “Segundo a pesquisa, o consumidor deve manter seus novos hábitos mesmo com a melhora da economia, o que trará maior competição ao setor varejistas no país.”

As compras online estão ganhando relevância no Brasil nos últimos anos. Em 2012, 70% das pessoas afirmavam realizar compras em lojas físicas pelo menos uma vez por mês. Hoje, são 55%, a mesma porcentagem que afirma utilizar o computador mensalmente para fazer aquisições. O canal que apresentou maior crescimento foi o smartphone, que era usado por 15% das pessoas e, agora, por 31%. “A evolução tecnológica dos dispositivos e a conveniência do canal explica o crescimento do uso de smartphones para compras”, diz Neves.

Perfil de consumo

A pesquisa aponta ainda que, no Brasil, os dispositivos móveis são, na média, mais utilizados do que nos outros países: 53% dos brasileiros pesquisam produtos online, ante 44% da média mundial, e 45% comparam preço (globalmente, são 38%). Apesar de gostarem de receber ofertas em seus smartphones (53%) e de considerarem até a utilização dele no pagamento das compras (55%), a maioria dos consumidores brasileiros (64%) ainda teme pela segurança da privacidade de suas informações pessoais durante a compra online via dispositivos móveis.

Entre os produtos que os consumidores brasileiros preferem adquirir online estão os livros, músicas, videogames e eletrônicos. Para as categorias alimentos, móveis, objetos de decoração e materiais de construção, os consumidores ainda preferem visitar a loja física para experimentar e testar produtos.

Os fatores com maior importância para a experiência do consumidor nas compras em lojas físicas, e os graus de satisfação com tais fatores, também foram levantados. Para 88% dos entrevistados, o nível de conhecimento do vendedor em relação ao produto é importante ou muito importante, assim como a possibilidade de verificar estoque em outras lojas da rede ou on-line (80%) e ofertas personalizadas (73%). Porém, os consumidores apontaram níveis diferentes de satisfação com tais itens, dizendo-se satisfeitos ou muito satisfeitos 56%, 57% e 51% respectivamente aos fatores acima citados.

As mídias sociais também exercem um papel relevante: 40% dos brasileiros se sentem motivados a realizar uma compra ao visitar a página do varejista, enquanto 61% levam em consideração avaliações e comentários sobre o produto compartilhados nas redes. “O brasileiro acessa com frequência as redes sociais e tem utilizado cada vez mais deste canal para trocar experiências de consumo”, diz Neves.

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Emissão instantânea de cartão alavanca negócios no varejo – Por Fernando Giroto

Definitivamente, o brasileiro tem adotado cada vez mais o pagamento eletrônico em detrimento do dinheiro e cheque. A expansão do uso de cartões no consumo é devido ao processo de substituição de meios de pagamentos. Uma amostra do volume de vendas que reflete esse crescimento é o número de transações com cartões, que no primeiro semestre de 2016 foi superior a 6 bilhões de reais. No caso do débito, o aumento é de 13% e o crédito corresponde a 5,5%. As duas modalidades representam mais de 50% das compras em todo o país. Todos esses números fazem parte de um estudo feito pela ABECS (Associação Brasileiro das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços), apresentado em junho desse ano, e evidenciam um crescimento que coloca o Brasil entre os 10 maiores mercados do mundo em transações feitas com cartão. Mas existem gargalos a serem superados. A lentidão da entrega dos cartões é um dos maiores desafios na relação entre empresa e cliente. Essa é uma reclamação constante de novos correntistas de bancos ou clientes que ingressam em programas de fidelização no varejo.

E apesar do obstáculo, existe uma grande evolução em curso no mercado. Uma das soluções mais bem sucedidas é a emissão instantânea de cartões. Essa inovação foi implementada no varejo, com seus cartões private label, e trouxe muitos benefícios para o setor. A entrega imediata permite aos lojistas aumentarem as taxas de ativação, requisição e retenção dos seus clientes. Além disso, é vantajoso para os varejistas, que ganham em produtividade, redução de custo com correios e evitam fraudes geradas por extravio dos cartões. Neste caso os altos gastos com call center são dispensáveis, uma vez que os cartões já são automaticamente desbloqueadas e suas senhas definidas de forma instantânea, proporcionando ao consumidor viver uma nova experiência em serviços oferecidos pelo fornecedor.

E qual o melhor modelo de negócio para atender toda essa demanda? O ideal é descentralizar as operações e criar parcerias que envolvam empresas especialistas em várias áreas. Há empresas que possuem portfólios de serviços complementares à avaliação de crédito e processamento de dados. Há também parcerias entre companhias que estão oferecendo soluções completas para emissão de cartões personalizados, que são considerados um avanço no mercado. Todas essas alternativas formam uma cadeia de parcerias que propicia a empresa focar na sua principal atividade.

Essas parcerias vão permitir que bancos e varejo possam emitir o cartão de crédito para o cliente de forma imediata e segura. Além disso, vai eliminar custos com correio e fraudes geradas por extravio. Essa alternativa vai impulsionar também as vendas no varejo porque possibilita ao cliente a compra imediata de produtos e serviços.

Os cartões conhecidos como “picture card” alcançam o nível máximo de personalização pois permite ao cliente gerar um “espelho” com sua própria foto ou podem optar também por sua foto preferida e tê-la impressa no cartão. Trata-se de uma solução madura e consolidada no mercado, totalmente customizável de acordo com as necessidades do consumidor, muito superior a outras ofertas de mercado que não viabilizam nenhuma interação entre cliente e empresa. Para os varejistas, a maior vantagem de aderir à essa solução é a possibilidade de aumentar o mix de produtos oferecidos pelas lojas com a finalidade de aumentar a carteira de clientes e, por consequência, elevar o fluxo financeiro. Essa iniciativa já é uma realidade no mercado brasileiro e está seguindo uma tendência mundial.

Fernando Giroto, Diretor de Vendas da HID Global para Brasil e Cone Sul da Divisão de Secure Issuance

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The Everywhere Store – O futuro do varejo

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O evento The Everywhere Store (TES), em seu terceiro ano, aconteceu na cidade de Nova Iorque logo após a NRF Big Show, um dos maiores eventos de varejo do mundo. Com todos os players concentrados na Big Apple, a Tlantic, organizadora do TES, com o apoio do Kaizen Institute, optou por levar o evento à cidade. Na 6ª Avenida, bem no centro de Manhattan, o TES recebeu no Kimpton Hotel Eventi, palestrantes e membros do mercado varejista, do mundo acadêmico e de tecnologia para discutir o futuro das lojas e a realidade do Omni-Channel. Foram mais de 15 palestrantes e varejistas de vários países que, juntos, debateram os desafios e delinearam o futuro do setor, apresentando soluções que estão implementando. Além dos debates, houve também o momento dedicado às startups que apresentaram suas ideias disruptivas e criações tecnológicas voltadas à resolução de problemas da indústria do varejo.

Os principais pontos levantados e discutidos por todos os conferencistas foram: a integração entre lojas físicas e lojas online – principalmente no que diz respeito à informação de comportamento dos consumidores; a importância de oferecer aos clientes a melhor experiência de compra possível; as ferramentas tecnológicas para engajar clientes dentro da loja; as Pop-up Stores para criação rápida e temporal de lojas e testar novos conceitos; o problema da falta de produtos em estoque nas lojas (também online); a importância dos colaboradores no crescimento das vendas e o paradigma da expansão física das lojas versus o incremento da faturação, mostrando como a maturidade da rede varejista nao tem necessariamente a mesma correspondência no crescimento de faturação: fim da expansão das redes varejistas como forma de crescimento – conclusão levantada por Marshall Fisher em sua palestra.

“A Loja é a Rede Social” foi o tema do evento deste ano.

“Quisemos levantar o desafio de entender como varejistas de todo o mundo, de diferentes tamanhos e segmentos, se estão adaptando a esta realidade da Loja enquanto agente de conexão entre pessoas, produtos e serviços”, comentou Paulo Magalhães, CEO da Tlantic.

Daniel Corsten, professor da IE Business School e autor da pesquisa da Procter & Gamble apresentada no The Everywhere Store, foi mais uma vez o âncora do evento. “A nossa comunidade TES tem crescido por todo o mundo”, disse Daniel.

A 4ª edição do evento TES está já marcada para o ano de 2018, na cidade de Nova Iorque.

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Beacons prometem melhor atendimento ao cliente e são tendência de mercado para 2017 – Por Caio Bretones

Ser reconhecido ao entrar nas lojas, receber promoções personalizadas, ganhar cupons para gastar nas suas compras usuais ou até mesmo ser direcionado a um cantinho especial da loja para encontrar itens que você possa gostar. Todas essas opções já são realidade no varejo graças a uma tecnologia específica: beacon.

Embora os beacons não sejam exatamente uma tecnologia nova, 2017 promete ser o ano em que ela começará a ganhar força no mercado. Vivemos em tempos em que os consumidores estão acostumados com uma alta taxa de interatividade, seja com pessoas, marcas ou estabelecimentos e eles também sabem exatamente o que querem comprar, usar ou frequentar. Por isso, os beacons são uma ferramenta valiosa para personalizar o atendimento ao cliente e se manter próximo a ele.

Os beacons são dispositivos de geolocalização para locais fechados. Eles permitem que os smartphones se conectem a eles via Bluetooth, estabelecendo uma comunicação por meio de um aplicativo personalizado. Os beacons geralmente ficam instalados na entrada de lojas e eventos, assim, captando a entrada do usuário no minuto que ele adentra o ambiente, dando início à interação.

A utilização dessa tecnologia traz um mar de possibilidades: fidelizar clientes, oferecer promoções, colher informações de público, entre várias outras coisas. É perceptível no mercado uma crescente demanda por beacons, geralmente em locais onde concentram-se grande quantidade de pessoas, como lojas (varejo e atacado), feiras, eventos corporativos e restaurantes.

Quando a tecnologia beacon é bem trabalhada, é possível reunir uma boa quantidade de dados, e com essas informações levantadas, o dono do estabelecimento consegue criar interações únicas e individuais para cada tipo de cliente, sabendo sua frequência de presença no local, tempo de permanência e proximidade de produtos ou serviços que são do seu interesse.

Por isso, a dica é cada vez mais manter-se atento a essa tendência de mercado, pois os clientes adoram novidades e gostam ainda mais de se sentirem únicos, duas demandas que os beacons atenderão sem dúvida alguma neste ano.

Caio Bretones, CEO da Mobile2you Tecnologia, é administrador formado pela Universidade Mackenzie, com passagens em diversas empresas de importação e exportação, como Fedex (Federal Express), onde adquiriu experiência no atendimento e tratamento personalizado dos clientes.

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Como a análise de dados muda os programas de fidelidade no varejo – Por Mauricio Andrade de Paula

Fidelizar o cliente nunca esteve tão em alta. Além dos tempos de crise exigirem que não se perca clientes segue sendo importante “roubar” consumidores dos concorrentes. Ao mesmo tempo, com o crescimento da maturidade analítica no varejo brasileiro, as empresas do setor querem verdadeiramente conhecer melhor seus consumidores, não mais apenas de forma coletiva, e sim individualizar cada consumidor. Nessa jornada os varejistas começam a perceber que um bom programa fidelidade combina conhecimento sobre o cliente com boas oportunidades relacionadas diretamente com as preferências desse consumidor, melhorando a experiência de compra e agregando valor real ao processo de venda, por meio da otimização de processos operacionais, ou mesmo do aumento das margens e do tíquete médio. Neste cenário de elevação da maturidade analítica aliada aos programas voltados para a satisfação do cliente, o que podemos esperar sobre o futuro desse tipo de estratégia em nosso país?

Hoje os varejistas no Brasil trabalham para colocar o consumidor como peça chave de suas decisões (algo como varejo orientado pelo cliente), onde a análise mais profunda do comportamento do consumidor por meio dos dados disponíveis interna e externamente servem de norte para definição de estratégias de precificação, promoção, comunicação, e afins. Os programas de fidelidade cumprem um papel de “identificadores dos dados”, ou seja, onde as informações antes anônimas agora possuem nome e sobrenome e podem ser analisadas de formas inovadoras, gerando uma série de insights que alimentarão novas ações práticas. Um exemplo poderia ser obter o conhecimento sobre o histórico de compras de um dado domicílio, representado por duas ou três pessoas que mantem relacionamento comercial com a empresa, e assim determinar o que esse lar mais consome, em que momento essa família está (recém casados, filhos pequenos, filhos adolescentes, casal de melhor idade, etc.), podendo gerar correspondência com iniciativas de marketing (por exemplo, cupons promocionais ou conteúdos exclusivos) que atraiam esse consumidor.

Outra prática possível é a análise de sortimento sob essa perspectiva comportamental dos clientes, onde o lojista ganha a capacidade de evitar rupturas ou combinar ofertas com outros produtos de maior lucratividade de forma exclusiva, explorando de forma direta conceitos de up-selling e cross-selling.

Apesar do varejo possuir muitos indicadores (KPIs) e até plataformas de BI (Inteligência de Negócios) bastante sofisticadas, a análise avançada dos dados dos consumidores é que cria a capacidade de encontrar os padrões, tornando fácil identificar e tratar aquilo que é considerado “fora do padrão” e que pode representar um insight de negócio importante: um caso, ocorrido no último Latam Retail Show em 2016 dentro da loja do futuro, foi a descoberta através dos dados de que, dentro daquele ambiente simulado, uma determinada cesta de vinhos era vendida com camisas brancas (produto ponte entre categorias) e com jóias em um único tíquete. Apresentado a este insight, o púbico presente rapidamente gerava estratégias e compartilhava idéias sobre como gerar melhores resultados através da observação do relatório analítico (veja exemplos abaixo onde utilizamos grafos para representar os tíquetes a fim de avaliar a efetividade das promoções e responder outras perguntas típicas de negócio).

Se estamos sempre buscando benchmarks mundiais a fim de estabelecer quem são os melhores com o intuito de aprender com eles e até mesmo “imitá-los”, pode-se dizer que a próxima lição a ser aprendida é “retroceder no tempo”: buscar novamente aquele atendimento emocional, interessado, que só quem conhece verdadeiramente o outro pode fazer. Lá fora, no mercado estrangeiro, já podemos ver algumas tentativas nessa direção buscando aplicar ferramentas de análise de dados e inteligência artificial – a NRF desse ano foi palco dessa mudança, onde as pessoas são o foco.

A celebre frase “…vai o de sempre hoje, Dona Maria…”, repetido inúmeras vezes pelo dono da vendinha da esquina para as nossas avós é o que resume bem essa ideia: o varejista nesse caso já conhece e entende o que seu cliente precisa, eliminando o processo decisório por parte do consumidor, oferecendo aquilo que é necessário. Com isso, a mente do cliente fica “mais à vontade, mais livre”, e este busca uma relação mais constante com o conceito de “familiarizado”, ou seja, ele com o estabelecimento e o estabelecimento com ele. Segundo o artigo apresentado pelos especialistas, repetir o mesmo estímulo no cérebro humano faz com que nossa mente tenha um tempo de resposta mais curto, levando menos tempo para entender o estímulo gerado. Quantas vezes você já não leu um anúncio sem nem ao menos ter olhado a publicidade até o fim? Para os especialistas, o mais importante nesse processo é manter a mesma estratégia sempre, focando no comportamento individual de cada consumidor. Para essa nova corrente de pensamento o mais importante é manter os estímulos, já que nosso cérebro prefere percepções já conhecidas a fatos inusitados na hora de uma compra.

Com um super cérebro analítico a disposição é esperado que os grandes varejistas procurem se assemelhar as lojas de bairro e de menor fluxo de pessoas, onde os clientes tem uma relação mais afetiva com a loja e sua equipe, sendo o oposto também verdadeiro. Segundo os especialistas norte-americanos, o setor varejista deve mirar seus investimentos nos hábitos de cada consumidor – o que tem se traduzido atualmente por conhecer e pilotar a jornada do cliente. Se antes os varejistas menores e locais conseguiam essas informações pela relação interpessoal próxima, hoje grandes redes que atendem milhares de pessoas diariamente buscam emular essa relação de conhecimento e proximidade por meio da análise de todas as informações fornecidas e geradas por cada um de seus clientes.

Mauricio Andrade de Paula, especialista de Varejo e Big Data da Teradata para América Latina.

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