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Black Friday: ocasião para dinamizar negócios e conquistar o cliente

Por Keila dos Santos e Viviane de Carvalho Lima*

O próximo dia 28 de novembro será marcado por um dos maiores acontecimentos do varejo brasileiro atual: o “Black Friday”. Esse evento, também chamado de “dia negro” ou “sexta-feira negra”, surgiu inicialmente nos Estados Unidos visando possibilitar aos varejistas que esvaziassem seus estoques antigos e os renovassem para as vendas de final de ano. Desde então, essa prática vem se tornando cada vez mais tradicional em diversos países, dentre os quais o Brasil.

O grande diferencial do “Black Friday” é a promessa de desconto muito além do valor normal que pode ser reduzido até à metade do preço convencional. Há varejistas que chegam a anunciar, inclusive, descontos maiores, na casa dos 70 e até 80% do valor normalmente agregado ao produto.
Contudo, além do período ter como marca registrada os grandes descontos, cada vez mais (e infelizmente) tem sido marcado por diversos tipos de fraudes, as quais acabam por comprometer sua credibilidade. Nos últimos anos inúmeros foram os casos em que se constatou que alguns comerciantes estavam apresentando falsas ofertas, promovendo o aumento do valor do produto poucos dias antes para gerar a falsa sensação de desconto ao cliente no “Black Friday”. Fato esse que rendeu ao evento o irônico apelido de “Black Fraude”.

Com o atual cenário consumerista, comete grande engano o varejista que ainda tenta apresentar falsos descontos ao consumidor. Isso porque, com o advento da tecnologia e a democratização da informação, os potenciais compradores estão muito mais sagazes e cuidadosos em relação às práticas abusivas cometidas pelo comércio varejista.
Assim, ao constatarem qualquer indício de fraude imediatamente desenvolvem uma imagem negativa do estabelecimento sob suspeita, a qual é ampla e rapidamente propagada por meio de diversos sites de reclamações e redes sociais na internet que divulgam listas de estabelecimentos que devem ser evitados, o que pode gerar prejuízos à reputação do varejista por um período muito maior do que aquele abrangido pelo “Black Friday”.

É notório, ainda, que após diversas reclamações dos consumidores, o comércio varejista tem passado por fiscalizações intensas do Procon e outros órgãos em defesa do consumidor, de modo a tentar coibir ao máximo as práticas abusivas. Neste período, talvez mais do que em qualquer outro, o varejista poderá ser submetido a diversas sanções administrativas, que incluem pagamento de multa, apreensão do produto e até mesmo suspensão temporária da atividade, sem prejuízo de outras penalidades de natureza cível e criminal, sempre que for constatada qualquer prática lesiva ao disposto no Código de Defesa do Consumidor e demais legislações aplicáveis.

Portanto, é imprescindível que o varejista aproveite o próximo dia 28 de novembro e a visibilidade proporcionada pelo “Black Friday” para aquecer o seu negócio utilizando-se de boas práticas comerciais a fim de evitar sanções de natureza administrativa, cível e penal. E também visando fortalecer o vínculo junto ao consumidor, fidelizando-o com base em um relacionamento pautado pela transparência, pela ética e pela credibilidade.

* Keila dos Santos e Viviane de Carvalho Lima são advogadas com atuação voltada ao segmento varejista do escritório A. Augusto Grellert Advogados Associados

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Grupo Pão de Açúcar é a empresa de varejo do ano

O Grupo Pão de Açúcar foi a empresa que mais levou prêmios ontem no encerramento da 2ª edição da “BR Retail Week” que aconteceu no hotel Transamérica, desde o dia de 30 de julho. A empresa venceu três categorias do Premio “Os Mais Importantes no Varejo”, realizado pela revista NOVAREJO. A Companhia destacou-se como: Varejo Empregador do Ano, Sustentabilidade e ainda levou o principal prêmio, o de Varejo do Ano.

“É sempre bom receber uma premiação, mas nós não trabalhamos para sermos premiados, buscamos resultados e procuramos cumprir nossa missão que é garantir a melhor experiência de compra para nossos clientes. Cada um dos nossos 170 mil colaboradores tem isso como meta e se continuarmos com essa dedicação, de forma constante e consistente, acredito que os prêmios serão uma consequência”, ressalta Hugo Bethlem, vice-presidente de relações corporativas do Grupo Pão de Açúcar.

Para chegar aos vencedores, a consultoria Accenture, que realizou o estudo pioneiro a pedido da revista NOVAREJO, idealizadora do prêmio, dividiu as empresas concorrentes em 19 categorias, sendo cinco baseadas em análise quantitativa e 14 em qualitativa. A avaliação foi realizada nos primeiros quatro meses de 2012.

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Varejo projeta crescimento de 5% em 2012

As vendas reais do setor supermercadista em junho de 2012 cresceram 6,68% em relação a junho de 2011, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado mensalmente pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em comparação com maio deste ano, houve queda de -5,47%. No acumulado do primeiro semestre de 2012, as vendas do setor supermercadista alcançam alta de 6,79%, na comparação com o mesmo período de 2011. Esses índices já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE.
Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras apresentou queda de -5,39% em junho em relação a maio e alta de 11,98% se comparado com junho de 2011. O acumulado nominal, no primeiro semestre de 2012, cresceu 12,55%, na comparação ao mesmo período do ano passado.

“O valor acumulado em vendas no primeiro semestre é alto, o que nos deu base para projetar crescimento em torno de 5% para o ano. E fizemos essa previsão, antes calculada em 4%, principalmente em função do resultado acumulado, mas é importante destacar que os indicadores mostram quedas nas vendas pelo segundo mês consecutivo. Vamos continuar monitorando esses indicadores mês a mês, até porque o segundo semestre tradicionalmente é melhor em vendas do que o primeiro”, avalia o presidente da Abras, Sussumu Honda.

AbrasMercado
Em junho, o AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK, apresentou alta de 0,33%, em relação a maio deste ano. Já na comparação com junho de 2011, o AbrasMercado apresentou crescimento de 7,00%, passando de R$ 299,24 para R$ 320,20.

Os produtos com as maiores altas em junho, na comparação com maio, foram: batata, com 29,55%; tomate, com 16,69%; e ovo, com 3,56%. As altas mais expressivas têm explicação nas quebras de safra provocadas pela seca, no caso da batata, e baixas temperaturas, no caso do tomate, que impactaram negativamente na produtividade e oferta do produto. Já os produtos com as maiores quedas foram: cebola, com -6,21%; carne traseiro, com -3,00%; e desinfetante, com -2,09%.

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