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Carrefour é a 1ª varejista no Brasil a utilizar blockchain para rastrear alimentos da fazenda até a gôndola

O Carrefour avança no uso de tecnologia para rastreamento dos produtos comercializados em suas lojas e lança sua primeira linha de produtos com blockchain. A partir desta semana, a linha de Suíno Sabor & Qualidade, disponíveis em 18 cortes, chega a todas as lojas da rede no Estado de São Paulo. Com a tecnologia, inédita no varejo brasileiro, os clientes da rede poderão acessar informações detalhadas de todas as etapas de produção e distribuição, desde a fazenda até a chegada em loja. Até o fim desse ano, a expectativa é incluir mais quatro produtos nesse rastreamento. Trata-se do primeiro passo da rede para ter, até 2022, 100% dos produtos Sabor & Qualidade utilizando a tecnologia de rastreio. A iniciativa conta com parceria da empresa Safe Trace.

Com o objetivo de armazenar e transmitir a informação, a plataforma blockchain permite rastrear todo o histórico de um produto, atingindo os níveis máximos de segurança alimentar e transparência. Por meio da leitura de uma etiqueta com QR Code, o consumidor poderá conhecer informações específicas de cada lote, como o modo de criação, nome do criador, localização da fazenda, alimentação dos animais, cuidados veterinários, condições de transporte até os frigoríficos e dados sobre bem-estar do animal até chegar às gôndolas das lojas do Carrefour.

Segundo Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil, o lançamento da tecnologia blockchain para a cadeia alimentar brasileira marca um passo importante na implantação do plano de transformação Carrefour 2022. “Esta primeira cadeia de rastreamento deverá ser seguida de outras, cobrindo todos os produtos Sabor & Qualidade até 2022. Com isso, atenderemos uma prioridade absoluta: garantir aos consumidores total transparência na rastreabilidade de nossos produtos”, destaca o executivo.

A plataforma blockchain também traz vantagens importantes para toda a cadeia produtiva. Para o Carrefour, a tecnologia proporciona total controle e eficiência em casos de bloqueio e recall, além de assegurar que os rigorosos padrões de segurança alimentar exigidos pela rede são atendidos. Já para os fornecedores, permite uma visão 360º sobre todo o processo de distribuição e valorização da qualidade do produto.

A colaboração entre o Carrefour e a Safe Trace, líder na rastreabilidade da cadeia produtiva de alimentos e pioneira no Brasil na aplicação da tecnologia blockchain, permitiu apoiar tecnicamente os parceiros para mapear seus processos e interligar seus sistemas de informações ao blockchain, além de permitir o uso das etiquetas com QR Code nas bandejas de suínos Sabor & Qualidade.

A aplicação pioneira do blockchain no varejo alimentar no Brasil é mais uma iniciativa importante que faz parte do Act For Food – movimento global lançado pelo Grupo Carrefour em 2018 com o objetivo de estimular uma mudança positiva nos hábitos alimentares, ampliando o acesso do consumidor a alimentos saudáveis com maior qualidade, seguros, produzidos com responsabilidade socioambiental e a preços justos.

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Transformação digital: o varejo do futuro

Por Danilo Nascimento

A transformação digital no varejo não é mais uma tendência, e sim uma necessidade do mercado. A mudança de comportamento dos consumidores, que cada vez mais encontram no smartphone um parceiro fiel para seus relacionamentos com marcas, produtos e serviços, o que muda, totalmente, a regra do jogo.

Empresas de todos os portes precisam integrar processos e soluções tecnológicas para aumentar sua eficiência operacional, trazer inovações e entregar experiências de consumo realmente relevantes. O fato é que o ambiente de varejo precisa evoluir, e tornar-se muito mais do que um lugar para comprar produtos. Os clientes passaram a demandar mais conveniência, opções de escolha, acesso facilitado, simplificação dos pontos de contato e, principalmente, personalização.

No momento em que o consumidor começa a esperar que as lojas entreguem o mesmo tipo de experiência que recebem em seu celular, isso passa a ser um desafio para o varejo. Além disso, a equipe de vendas que conhece de forma superficial os produtos não tem chance quando comparada ao Google, e a publicidade soa ainda mais artificial quando colocada a frente das opiniões pessoas.

É por isso que a transformação nesse setor significa repensar processos e criar um ambiente conectado que, ao utilizar a tecnologia de forma eficiente, faz com que o consumidor esteja realmente no centro dos negócios. Acompanhar seus movimentos (e, de preferência, antecipá-los) exige que as empresas sejam inovadoras, ágeis e inteligentes no uso de dados. Tentar fazer isso com base na cultura tradicional, analógica, é impossível. E, se as regras do varejo mudaram, é preciso se reinventar.

É importante entender que a transformação digital do varejo é, em primeiro lugar, uma transformação cultural. Mas isso só começa a acontecer a partir do momento que pessoas entendem os processos internos da corporação e a maneira de usar essas tecnologias. Para que isso aconteça, o varejo precisa mudar os seguintes pontos:

. Cultura interna: Os modelos de gestão, remuneração e engajamento dos colaboradores precisam ser repensados para essa nova era, e como isso vai refletir nos consumidores. Diante desse cenário, é preciso desenvolver as competências (conjunto de habilidades e tecnologias) necessárias para oferecer benefícios aos seus clientes e se diferenciar do mercado.

. Estruturas das empresas: Elas precisam ser mais leves, colaborativas, ágeis, flexíveis e com menos hierarquia e burocracia. Assim, o varejo vem evoluindo aos poucos, incorporando aspectos culturais da transformação digital, criando áreas que estimulam a inovação e, fazendo as alterações necessárias para a nova realidade do mercado.

. Modelo de negócios: O grande diferencial do varejo é sua proximidade com os clientes. A partir disso, é possível entender o comportamento do público e desenvolver soluções que façam sentido para eles. As empresas precisam colocar o cliente no centro do negócio.

. Invista em dados: Os dados ajudam nas tomadas de decisões e análises. O tempo da intuição ficou para trás, mas fazer essa mudança demanda novas habilidades e competências. O mercado é complexo demais para que o varejo determine preços, promoções, sortimento, volume de compras e expansão com base naquilo que uma ou algumas pessoas acreditam ser o ideal. Com frequência, decisões melhores poderiam ter sido adotadas caso houvessem mais dados disponíveis. Importante ter em mente que dados ganham de opiniões.

Diante desses pontos, podemos concluir que a transformação digital já é uma realidade no varejo, pois as marcas já entenderam essa necessidade. Mas, ainda há muitas lacunas a preencher. Portanto, continuemos sendo otimistas que em pouco tempo o setor vai ser totalmente baseado na análise de dados e serão entregue insights e análises ainda mais detalhadas.

Danilo Nascimento, sócio-diretor da Propz

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Varejo brasileiro mantém ritmo de recuperação e cresce 4,7% em fevereiro, aponta ICVA

Com crescimento de 4,7% em fevereiro, comparado ao mesmo período do ano passado, o varejo brasileiro mantém o ritmo de recuperação observado nos últimos meses. É o que aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta sexta-feira (15). O indicador já tem descontado a inflação que incide sobre os setores do varejo ampliado. Em termos nominais, que refletem a receita de vendas de fato observadas pelo varejista, o ICVA registrou alta de 8,0% na comparação com o ano anterior.

O resultado do mês foi impactado positivamente pelo calendário. O Carnaval, período em que as receitas de vendas são tradicionalmente menores, caiu em março, enquanto que em 2018 a data foi comemorada em fevereiro. Ajustando o ICVA deflacionado a esse efeito, o índice apontaria alta de 3,8%, leve aceleração em relação a janeiro. Pelo ICVA nominal, no mesmo conceito, o indicador apresentaria alta de 7,1% na comparação com o mesmo período de 2018, também apresentando leve aceleração.

“Mesmo descontando o benefício do calendário, o resultado do ICVA em fevereiro reforça a trajetória de recuperação no varejo”, comenta Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo. “Um destaque positivo foi a aceleração no setor de Vestuário. Por outro lado, dentre as regiões, o Sudeste – particularmente o RJ – contribuiu negativamente para o resultado do mês”, complementa.

INFLAÇÃO

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado em fevereiro pelo IBGE apontou alta de 3,89% no acumulado dos últimos 12 meses, com uma leve aceleração em relação ao número registrado em janeiro (3,78%). Os grupos de itens de Alimentação no domicílio e Artigos de residência tiveram aceleração, enquanto o bloco de Transportes caiu ainda mais, de 3,1% em janeiro para 2,0% em fevereiro. A desaceleração foi puxada principalmente pelo item de Passagem aérea – que teve a maior queda – saindo de 14,3% de alta para deflação de 1,6%. Ponderando o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no varejo ampliado em fevereiro ficou em 3,1%, tendo uma estabilização em relação a janeiro (3,2%).

SETORES

O bloco de Bens não Duráveis foi o único que apresentou desaceleração na passagem de janeiro para fevereiro, considerando o índice com ajustes de calendário. O desempenho do bloco foi puxado pelos setores de Drogarias/Farmácias e Supermercados e Hipermercados – que apresentou alta de preços no mês. Já o grupo de setores de Bens Duráveis e Semiduráveis apresentou aceleração na passagem mensal, influenciado pelas acelerações de setores como Vestuário e Móveis, Eletro e Lojas de Departamento. Finalmente, o bloco de setores de Serviços foi o que apresentou maior aceleração de janeiro para fevereiro, puxado principalmente por Alimentação em Bares e Restaurantes e Turismo e Transporte – este influenciado pela queda de preços experimentada no setor em fevereiro.

REGIÕES

Todas as regiões brasileiras apresentaram aceleração na passagem mensal, segundo o ICVA Deflacionado com ajuste de calendário. A única exceção foi a região Nordeste, que apresentou certa estabilidade no período. Pelo ICVA deflacionado sem ajustes de calendário, comparando com o mesmo período do ano anterior, o varejo ampliado na região Norte apresentou alta de 10,0%, seguido pelas regiões Centro-Oeste e Sul com 7,3% e 6,3% respectivamente. Por fim, temos as regiões Nordeste, com alta de 5,9%, e o Sudeste, com alta de 2,8%. “A região Sudeste foi impactada negativamente em decorrência das fortes chuvas – principalmente no estado do Rio de Janeiro – que fizeram diminuir o ritmo de vendas no estado”, comenta Mariotto. Pelo ICVA nominal – que não considera o desconto da inflação – o destaque também foi a região Norte, que registrou alta de 11,8% em fevereiro. Em seguida, temos as regiões Centro-Oeste e Nordeste, ambas com crescimento de 9,9% no período. Por último, temos as regiões Sul e Sudeste, que apresentaram crescimentos de 8,6% e 6,9%, respectivamente.

SOBRE O ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro de acordo com a sua receita de vendas, com base em um grupo de mais de 20 setores mapeados pela Cielo, de pequenos lojistas a grandes varejistas, responsáveis por 1,4 milhão de pontos de vendas ativos credenciados à companhia. O peso de cada setor dentro do resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Inteligência da Cielo e tem como proposta oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

COMO É CALCULADO

A gerência de Inteligência da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento, como a variação de market share, bem como isolar os efeitos da substituição de cheque e dinheiro no consumo – dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é de forma alguma a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

ENTENDA O ÍNDICE

ICVA Nominal – Indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.

ICVA Deflacionado – ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator que é calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.

ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário – ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.

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Loja física vai morrer?

Uma tendência no setor varejista fez até mesmo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) rever suas projeções para a quantidade de lojas que serão abertas no Brasil. Se no começo desse ano a entidade calculou o surgimento de 20,7 mil pontos de venda em 2018. Agora, se espera que o ano feche com apenas 5,2 mil novos estabelecimentos. Números que sugerem que é preciso apertar os cintos para atravessar a instabilidade econômica e o clima de incerteza no País.

Há uma série de indícios, além do apresentado pela Confederação, que apontam as dificuldades que um empresário pode ter ao tentar abrir uma loja física, seja qual for o porte. Um deles é o fato de os compradores estarem cada vez mais conectados a opções de e-commerce, algo que existe há pelo menos 20 anos no Brasil, mas que tem avançado em várias direções a cada ano. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) divulgada em agosto mostrou, por exemplo, que 75% dos jovens entre 16 e 22 anos entrevistados fizeram compras em lojas virtuais ou sites de revenda, como o Mercado Livre.

As lojas físicas, assim, que, dependendo da estrutura da empresa, são sinônimos de gastos que se equilibram na corda bamba da crise, perdem cada vez mais espaço. E esse é um fato, infelizmente, dentro do mercado empresarial brasileiro. De acordo com dados do IBGE de 2017, das 733,6 mil empresas abertas em 2010, apenas 37,8% sobreviveram até 2015.

Tanto os varejistas quanto as grandes corporações já perceberam que o momento agora é de mudar e rever a modalidade de negócio. Afinal, atraindo clientes ou não, com retração de vendas ou não, é preciso manter o negócio funcionando.

Daí vem a tendência de migração para o e-commerce. As marcas precisam estar onde o público está, ou seja, no mundo real e no virtual. O consumidor espera que seu desejo seja realizado a um clique e, frente aos problemas que o varejo enfrenta, como desvalorização do real, desaceleração do mercado interno e dúvidas sobre o futuro econômico do País, nada mais urgente do que atendê-lo.

Avançando há pelo menos dois anos no mercado brasileiro, os marketplaces também se consolidam como uma vitrine eficaz para o varejo. É cada vez mais comum empresas de pequeno porte se posicionarem oferecendo seus produtos nos chamados “shoppings virtuais”. O vendedor está no mesmo ambiente que o comprador e pode, então, abordá-lo de maneira mais eficiente e gastando menos do que se a compra estivesse sendo feita em uma loja física. Melhor: pode monitorar o que ele coloca no carrinho, qual foi seu caminho até chegar à loja, o que procurou dentro do site.

A internet também se torna uma aliada na gestão dos negócios. Sistemas que integram informações de estoque, controle de vendas, emissão de notas fiscais contribuem fortemente para que a loja virtual (e também a física) atue com toda a sua capacidade, focando no atendimento de qualidade, enquanto tudo está na ponta do lápis – ou seja, em painéis de controle e gestão do negócio – “do outro lado do balcão”. Hoje existem muitos sistemas de gestão que podem fazer tudo isso em conjunto: controlar a empresa e, ao mesmo tempo, inserir o negócio no mercado digital.

As estratégias de venda precisam ser flexíveis em tempos que o comércio está fechando as portas. A venda virtual, definitivamente, não pode ser deixada de lado, com o risco de ficar para trás e perder uma boa fatia de compradores.

Robinson Idalgo, fundador do Sistema Grátis – ERP com alguns módulos grátis.

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Problemas do varejo que a Indústria 4.0 já está resolvendo

Por Ronaldo Oliveira

À medida que a Indústria 4.0 acelera o crescimento da manufatura inteligente e avançada, muitos mercados estão sendo transformados por tecnologias que ajudam a otimizar ainda mais as operações comerciais. Quando pensamos em varejo e fast fashion, imagens de lojas, glamour, estilos modernos e influenciadores de redes sociais podem ser lembradas. Mas nos bastidores, os fabricantes estão montando coleções que os designers criam utilizando materiais provenientes de uma rede global de fornecedores, dentro de prazos cada vez mais apertados e preferências do consumidor em constante evolução. Por mais complexo que possa parecer, várias tecnologias emergentes estão prestes a gerar um impacto significativo no setor de varejo e na forma como os produtos são projetados e desenvolvidos.

Nesse artigo cito apenas três tecnologias, que já estão impactando o varejo mundial:

Internet das coisas (IoT)

Desde a otimização do layout de lojas inteligentes e conectadas até a melhor prevenção contra roubo usando tags RFID, há um número crescente de casos de uso da IoT no varejo. A facilidade na administração dos níveis de estoque se torna muito mais simples quando a tarefa de verificar o estoque é automatizada pela computação da IoT. Um sistema de alertas pode ser configurado para garantir que os itens de vendas mais quentes sejam reabastecidos adequadamente, e a conectividade com os sistemas de PLM (product lifecycle management) significa mais rapidez para avaliar a orquestração das cadeias de suprimentos.

Ou seja, a análise preditiva com base em IoT pode fornecer aos varejistas informações úteis para orientar suas decisões de negócios, conectando e visualizando dados rapidamente em vários sistemas. A aplicação do aprendizado de máquina aos dados da IoT permite que os varejistas detectem tendências e respondam de maneira proativa, proporcionando-lhes uma vantagem competitiva baseada em dados e um melhor entendimento de seus clientes.

Impressão 3D

Uma das tecnologias da Industry 4.0 que pode ser a mais potencialmente disruptiva para o mercado de varejo é a impressão 3D. Em vez de adivinhar quais estilos serão mais bem-sucedidos e produzir um número definido de roupas e vestuário para estocar na loja física e online, a impressão 3D permite ao varejista selecionar determinados designs ou criar os próprios designs e, em seguida, ter seus itens feitos para o cliente após a venda. Esse conceito de comprar o produto antes de ser criado pode virar o processo de fabricação de cabeça para baixo, eliminando os problemas de desperdício e de estoque excessivo. Grandes redes de varejo já estão experimentando este modelo: investir primeiro na tecnologia, e no inventário em segundo lugar.

Robótica

Os robôs também podem ajudar a melhorar os níveis de estoque nas lojas, e muitos varejistas de grandes volumes já estão usando a robótica para automatizar processos de armazenamento, como embalagem e manuseio de itens. À medida que o uso da robótica se torna mais convencional, os compradores esperam ver e interagir com os robôs como parte da experiência de compra física. Eles podem atender a uma série de funções, desde ajudar compradores a localizar itens e auxiliar com checkouts, até monitorar prateleiras de estoque.

Assim como os dispositivos inteligentes e conectados e as máquinas de impressão 3D, o uso da robótica no varejo gerará uma grande quantidade de dados que podem ser usados ​​para entender melhor as preferências do cliente e ajudar os varejistas a oferecer uma experiência mais envolvente. A chave é aproveitar esses dados e transformá-los em uma visão prática que ofereça uma vantagem única.

Ronaldo Oliveira, Diretor Regional Latam Sul da PTC, empresa de tecnologia fornecedora de soluções de Internet das Coisas, realidade aumentada e PLM (Product Lifecycle Management).

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