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Home Office exigirá novos formatos dos programas de compliance

A pandemia da Covid-19 levou muitas empresas a mudarem a forma como trabalham, transferindo boa parte de suas estruturas para o home office. Segundo dados do IBGE, cerca de oito milhões de pessoas estão atuando nessa modalidade no País, o que tem levado as organizações a repensar suas políticas de compliance e controles Internos.

“Quem ainda não tinha programas de compliance provavelmente está correndo atrás para implementá-los”, analisa Francisco Sant’Anna, presidente do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. “As empresas acabaram ficando mais expostas nesse sentido. Por isso, é preciso intensificar as ações de compliance, aprimorar os processos de controle interno e fortalecer a comunicação, para que os colaboradores consigam receber essas informações”, explica.

O Report to the Nations – 2020, estudo global sobre casos de fraude, realizado pela ACFE (sigla em inglês para Associação dos Examinadores Certificados de Fraudes) em empresas, órgãos governamentais e organizações não-governamentais, mostrou que a maioria dos casos de fraude ocorrem internamente (99%), sendo que a maioria dos casos envolve funcionários (41%), diretores (35%) e executivos / proprietários (20%).

O estudo foi realizado entre janeiro de 2018 e setembro de 2019, com a análise de 2.500 casos de fraudes em 125 países, dentre eles o Brasil, que trouxeram prejuízos de aproximadamente US$ 3,6 bilhões em todo mundo.

“O cenário do levantamento é anterior à pandemia, onde, mesmo presencialmente e com os mecanismos antifraude, ainda ocorriam casos. Agora, com o distanciamento social, isso pode ser visto como uma oportunidade para que pessoas mal-intencionadas realizem fraudes e ataques virtuais, que podem comprometer a integridade da empresa”, comenta Sant’Anna. “Por isso, é necessário fortalecer todas as esferas do compliance”.

Ainda segundo o estudo, as deficiências de controles internos e a ausência de supervisão são as fraquezas que mais facilitam as fraudes, aparecendo, respectivamente, em 35% e 19% dos casos estudados.

Como muitas empresas não estavam totalmente preparadas para a pandemia, algumas ferramentas de comunicação e tecnologias externas à organização, passaram a ser utilizadas como alternativa. Um exemplo são as reuniões e as trocas de informações sensíveis por WhatsApp, o uso de e-mails pessoais e a liberação de dados por meio de acessos remotos, como VPN.

“É preciso que uma estrutura adequada seja levada para a realidade do home office. Há políticas, processos e sistemas que precisam ser utilizados no dia a dia, mesmo à distância”, explica Sant’Anna.

Ainda de acordo com o Report to The Nations, a auditoria é apontada como a principal forma de controle antifraude, apontada por 83% das organizações pesquisadas, mesmo que seu objetivo primário não seja a identificação de fraudes. Em seguida, temos os Códigos de Conduta (81%), Auditorias Internas (74%) e Certificações Financeiras (73%).

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Pix: como a nova tecnologia afetará os MEIs?

Com a pandemia de Covid-19, o número de MEIs aumentou em quase 1 milhão no Brasil. As facilidades do pagamento via Pix, como baixo custo e praticidade, poderão ajudar esses microempreendedores a manter seus negócios no mercado.

A partir de novembro, os mais de 10 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) do Brasil poderão se beneficiar do Pix, uma nova modalidade de pagamentos instantâneos criada pelo Banco Central do Brasil. A novidade acompanha uma popularização dos meios de pagamentos digitais acelerada pela pandemia e consolida a necessidade de digitalização dos negócios.

Atualmente, as transações comerciais eletrônicas têm um alto custo devido às taxas percentuais que são cobradas pelos meios de pagamento, como as maquininhas de cartão, por exemplo. Já o custo de adesão do Pix será fixo em alguns centavos por transferência para as empresas, sem necessidade de equipamentos físicos. “Você vai poder receber e mandar dinheiro sem precisar de cartão, nem de conta bancária efetivamente, bastando ter um celular”, explica Piero Contezini, CEO do Asaas. A fintech, que oferece uma conta digital para empreendedores, teve um crescimento de 52% no volume transacionado pela sua plataforma do segundo para o terceiro trimestre de 2020.

Em levantamento realizado pela Mastercard em parceria com a Kantar, cerca de 75% dos brasileiros entrevistados disseram ter aumentado o uso do pagamento digital desde o início do isolamento social. Diante do cenário, os MEIs terão no Pix uma forma de manter a concorrência no mercado, usufruindo dos recursos digitais, mas com operações mais baratas, simples e independentes de bancos. De acordo com a Pesquisa Fintechs de Crédito (2019), 45 milhões de brasileiros estão excluídos do sistema bancário e de crédito. 

Para Piero, outro ponto positivo da implantação da modalidade será a disponibilidade imediata do dinheiro pago pelos clientes aos empreendedores. “Hoje, o meio mais rápido é o boleto bancário, que fica disponível no dia seguinte. O cartão leva até 30 dias”, explica. “Com o Pix, nós vamos poder entregar aquilo que sempre sonhamos: dar acesso fácil ao dinheiro dos nossos clientes, além de permitir que o microempreendedor que não tem uma maquininha de cartão ou não a queira usar, possa receber dinheiro na hora, na frente do cliente, tirando a necessidade de pagar taxas para operadoras de cartão”. As transações via Pix ocorrerão em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. 

Essas vantagens facilitam a inclusão financeira dos microempreendedores, o que é fundamental em um contexto onde muitos vêm de uma situação de desemprego e flexibilização das relações de trabalho. Somente entre março e setembro deste ano, o número de MEIs no país aumentou em quase 1 milhão. 

Digitalização dos meios de pagamento não deve parar

O Pix começará a funcionar a partir de 16 de novembro como uma função dentro das plataformas digitais de bancos e fintechs, que são obrigadas a oferecer a modalidade. As formas tradicionais de transferências, como TED e DOC, continuarão disponíveis, mas devem se tornar cada vez menos frequentes. 

A novidade, que compete diretamente com papel moeda, boleto e cartões de débito, ainda deve trazer adaptações em outras formas de pagamento à longo prazo. As maquininhas de cartão de crédito, por exemplo, provavelmente começarão a cobrar taxas mais competitivas.

“Acho que o Pix vai virar o real moeda digital do Brasil, onde todo o fluxo de dinheiro do país vai migrar para lá. Em 10 anos não acho que existirá outro meio de pagamento, talvez nem mesmo o papel moeda ou o cartão de crédito”, alerta Piero. A expectativa também está presente na pesquisa da Mastercard com a Kantar, em que 55% dos entrevistados afirmaram que esperam que todas as transações financeiras sejam realizadas de forma instantânea até 2030.

Para receber um Pix, não será preciso compartilhar nenhum dado bancário, apenas uma chave cadastrada na conta financeira. Essa chave pode ser o CPF/CNPJ, e-mail ou número de telefone, por exemplo. 

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Pulse lança edital de sustentabilidade para atrair novas startups

O Pulse, hub de inovação da Raízen, empresa integrada de energia e licenciada da marca Shell no Brasil, lança edital de sustentabilidade para seleção de startups que tragam soluções de impacto para os compromissos 2030 assumidos pela companhia. As inscrições são para empresas de base tecnológica que possuam inovações que contribuam para os desafios da empresa na dimensão socioambiental.

Os compromissos públicos assumidos pela Raízen estão atrelados a 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e são os pilares que irão direcionar as estratégias e as ações da companhia para cumprir as metas da agenda de sustentabilidade com base em ferramentas, manuais e procedimentos socialmente responsáveis.

O objetivo é compartilhar os desafios com as startups para que juntos com a Raízen embarquem na jornada de solução de desafios e promoção de valor para os negócios da companhia e para a sociedade. Esta oportunidade ainda contribui para 14 dos 17 ODS da ONU, trazendo mais robustez e importância para a iniciativa.

A dinâmica do edital acontecerá de forma remota, respeitando as regras de isolamento social em decorrência da pandemia de COVID-19.

Os desafios propostos pelo edital são: soluções que proporcionem redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), mudanças climáticas e promoção da transição energética, alavanquem a gestão hídrica e a redução na captação de água, que incentivem uma agricultura mais sustentável com um melhor uso da terra, auxiliem no cumprimento de programas e certificações com reconhecimento internacional, monitorem e fomentem os direitos humanos em toda cadeia e contribuam com a redução de riscos de violação dos padrões de ética e compliance da companhia.

“A sustentabilidade é parte primordial da nossa estratégia de negócios desde a criação da Raízen. Com o edital, buscamos fortalecer parcerias que nos auxilie a consolidar nosso impacto positivo cumprindo, de forma inovadora e mais ágil, os compromissos recém assumidos e contando com uma rede colaborativa de boas práticas”, afirma Cláudio Oliveira, vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Raízen.

As propostas deverão ter como objetivo a geração de produtos, softwares, processos ou serviços inovadores de base tecnológica para a realidade dos diferentes negócios da companhia. O projeto conta com parceria da Endeavor, SP Ventures, Thought for Food e da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

“Nós acreditamos que a geração de mais e melhores negócios entre corporações e scale-ups é fundamental para acelerarmos o crescimento de empreendedores que aceleram o país. Por meio de iniciativas como essa, as scale-ups ganham escala e capilaridade para crescer mais rápido, enquanto grandes empresas como a Raízen aceleram seus resultados de inovação encontrando soluções inéditas para problemas complexos”, conta Ilana Nasser, diretora de Engajamento de Rede na Endeavor.

Já o CEO da SP Ventures, Francisco Jardim, concorda e afirma, ainda que, as startups podem ser catalisadoras de boas práticas direcionadas para a sustentabilidade nas corporações. “As startups tendem a ser orientadas por propósito, com um DNA de propósito muito forte em suas respectivas culturas. Elas possuem um novo olhar sobre a incorporação de sustentabilidade nos processos de uma empresa. Consequentemente, o engajamento com startups tende a acelerar a adoção de práticas sustentáveis em corporações.”

Após o período de inscrições, a equipe do Pulse fará entrevistas e convocação das startups selecionadas. As soluções serão avaliadas por meio de uma banca avaliadora, em Pitch Day que incluirá time técnico e executivos da Raízen. As propostas que atenderem aos critérios de seleção e apresentarem sinergia com os compromissos e negócios da Raízen poderão ser selecionadas para continuidade do Edital, com fase de ideação e desenvolvimento de projeto piloto. Caso a entrega da solução atenda às expectativas do desafio proposto e tenha resultados positivos em campo, existe a possibilidade de que a startup se torne uma prestadora de serviços para a companhia, com a assinatura de contrato como fornecedor de longo prazo com condições diferenciadas e mentorias coletivas junto aos parceiros do projeto.

“A Raízen tem a convicção de que o cumprimento de seus compromissos sustentáveis ocorrerá não só pelos seus esforços internos, mas também via conexão e colaboração entre todos os envolvidos em suas cadeias produtivas. Nesse contexto, é nosso papel ser protagonista nessa integração. Nossas experiências e aprendizados com a inovação aberta tem trazido inúmeros benefícios para todo o ecossistema, e sabemos que o papel das startups e seus empreendedores poderá ser alavancado ainda mais com o nosso apoio para experimentação, testes, pilotos e escalonamento de suas ideias. O Edital vem para consolidar ainda mais esse nosso apoio”, destaca Fábio Mota, vice-presidente responsável por Tecnologia e Inovação na Raízen.

Para inscrição, as startups terão que atender alguns requisitos como CNPJ ativo, capacidade técnica para desenvolvimento de projeto piloto com as áreas de negócio da Raízen, alinhado com as necessidades de práticas mais sustentáveis, além de já possuírem um MVP (Produto Mínimo Viável). As inscrições estão disponíveis até 30/10., pelo endereço http://pulsehub.edital2020.com.br/.

Pulse Hub – Edital de inovação e sustentabilidade
Prazo de inscrição: Até 30/10
Link para inscrição: http://pulsehub.edital2020.com.br/
Participação gratuita.

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Covid-19 e seus impactos nos contratos

Por Daniel Alcântara Nastri Cerveira

A paralisação da circulação de pessoas, mercadorias e capital, causada pelas quarentenas impostas em função do novo coronavírus, provocou um choque no mundo dos negócios. Muitos empresários ficaram sem meios que comprimir as suas obrigações, o que acarretou negociações em massa, visando promover ajustes temporários ou a rescisão dos contratos celebrados antes do aparecimento da Covid-19.

O Código Civil Brasileiro traz artigos que cuidam da possibilidade de revisão judicial e da rescisão dos pactos sem ônus, quando ocorre um fato imprevisível e extraordinário que desequilibre a relação, gerando onerosidade excessiva para um lado e vantagem extrema para outro, bem como na hipótese em que “sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução”.

Neste contexto, partindo-se do entendimento de que o surgimento da Covid-19 e suas consequências configuram fatos imprevisíveis e extraordinários, as eventuais partes prejudicadas pelos eventos que não conseguiram chegar numa composição poderão demandar junto ao Poder Judiciário os direitos que julgar devidos, desde que demonstrem estar presentes os requisitos acima mencionados, isto é, nem todas as avenças foram afetadas pela pandemia de modo a justificar a sua revisão judicial ou rescisão sem multa.

O legislador também foi instado a contribuir no tema, sendo promulgadas leis direcionadas a proteger as companhias. Neste aspecto, destaca-se a Lei 14.010/20, conhecida como a Lei da Pandemia, a qual positivou a aplicação da Teoria da Imprevisão no cenário da Covid-19, conforme seus artigos 6º e 7º:

“Art. 6º As consequências decorrentes da pandemia do coronavírus (Covid-19) nas execuções dos contratos, incluídas as previstas no art. 393 do Código Civil, não terão efeitos jurídicos retroativos.

Art. 7º Não se consideram fatos imprevisíveis, para os fins exclusivos dos arts. 317, 478, 479 e 480 do Código Civil, o aumento da inflação, a variação cambial, a desvalorização ou a substituição do padrão monetário”.

Daniel Alcântara Nastri Cerveira, sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Associados Advogados Associados

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Liderança em cenário inconstante. Como ter sucesso?

Por Eduardo Henrique, CEO da WAVY Global

É fato que o ser humano gosta de se sentir seguro, confortável e sob controle. Quando se muda o ambiente – por um efeito externo como, por exemplo, a necessidade de isolamento social, ou até mesmo mudanças que envolvem a empresa -, as pessoas são forçadas a saírem das suas zonas de conforto, e isso pode ser um enorme desafio para alguns perfis. Trazendo para o cenário corporativo, essa situação pode ser ainda mais adversa, uma vez que para promover mudanças e garantir a aderência da equipe, é fundamental que nós líderes sejamos claros nos direcionais. Para isso, a comunicação é chave, digo, inclusive que é uma arte, pois é difícil, é preciso investir tempo, diversificar os canais, trazer simplicidade e repetir o discurso principal, quantas vezes for necessário.

Antes de entrar no detalhe do papel da liderança em cenários de crise ou de mudança, vamos voltar um passo e entender o que é preciso para a empresa se preparar para novas situações. Quando falamos de novas circunstâncias, as empresas precisam ter poucos objetivos e que estes estejam muito claros, ou seja, precisam fazer menos coisas, mas com bastante profundidade e foco. As apostas devem diminuir e os planos de longo prazo congelarem em prol do curto prazo. Aqui na Wavy, por exemplo, tínhamos um ano completo de objetivos e metas, porém tivemos de modificar os planos de acordo com a demanda (que no caso, foi as mudanças trazidas pela pandemia. Para isso, elegemos três prioridades, que foram exaustivamente comunicadas todos os dias: 1. cuidar das nossas pessoas; 2. cuidar das finanças (receita, custos e caixa); e 3. cuidar do ecossistema.

Vocês devem ter percebido que cuidar das pessoas veio como primeira prioridade, afinal, empresas são pessoas, e sabemos que os maiores desafios que podemos enfrentar durante períodos de mudanças são nossas próprias ansiedades e a inseguranças. Por isso, é muito importante que os times troquem entre si, pensem sobre o desdobramento das estratégias, e sejam guiados pelas pessoas que compõem a liderança, responsáveis por espalhar a comunicação estratégica pela empresa. Pessoas mais seguras e conscientes da direção, são mais arrojadas e acostumadas à mudança. Assim, entendem as ações da empresa e sentem mais vontade de produzir e contribuir com o negócio.

Dito tudo isso, voltamos ao assunto principal, o papel da liderança. É necessário conduzir com atitudes e não só com ordens, uma vez que as pessoas copiam e se espelham nisso para executar seu trabalho. Uma gestão que não se comunica, não se alinha e não se preocupa com as pessoas, está fadada a ter uma empresa que não cresce.

Assim, ter cuidado para que estas mudanças sejam feitas de forma alinhada garantindo que a comunicação esteja transparente o suficiente, é papel de toda liderança. Afinal, é ela que dá o exemplo de atitude e cuidado entre as pessoas. Um líder precisa genuinamente se importar com o time, e se mostrar disponível para entender não apenas tarefas do cotidiano, como também possíveis problemas que possam estar impactando seu trabalho. Criar conexão é importante e esse vínculo é essencial para que haja uma relação de confiança. É a transparência brutal tanto para feedbacks duros e notícias difíceis, quanto para elogios. Em muitos casos, os líderes precisam ser mentores, professores, conselheiros dos liderados, trabalhando lado a lado, inclusive ensinando como agir e atuar em várias situações. O papel da liderança deve ser sempre o de “ensinar a pescar”.

Sendo assim, o resumo que deixo é que liderar em cenários complexos exige tomadas de decisões difíceis, esforço de comunicação e gestão por parte da gestão da empresa. Confiança, lealdade, união, colaboração e trabalho em equipe são muito importantes para superar quaisquer momentos de instabilidade, e é por isso que, principalmente durante eles, devemos poder contar uns com os outros incondicionalmente, com a máxima transparência. E também que em momentos de mudanças a colaboração é tão importante, e devemos ser ainda mais “um por todos e todos por um” do que “cada um por si”.

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Seja grato. Isso vai transformar como você entrega experiências

Por Tiffany Apczynski, VP de Políticas Públicas e Impacto Social da Zendesk

Este tem sido um ano desafiador para todos, repleto de grandes mudanças em nossas vidas pessoais e profissionais. Com a pandemia, que levou os níveis de ansiedade, insegurança e isolamento a condições extremas, muitos descobriram o benefício simples, mas poderoso, de dizer ‘obrigado’. À medida que avançamos rapidamente para essa nova realidade, a gratidão transformará a forma como conduzimos os negócios.

Em uma pesquisa do Boston Consulting Group com mais de 200.000 profissionais em todo o mundo, ser reconhecido foi listado como a principal prioridade para ser feliz no trabalho, seguido por um bom relacionamento com os colegas. Pequenos momentos, como receber o reconhecimento por um “bom trabalho” dos colegas ou iniciar uma reunião do Zoom anunciando algo bom que a equipe fez, podem fazer uma grande diferença.

Mais do que nunca, isso é importante para se conectar com o outro. Quando se sentem melhor consigo mesmas e com os outros, as pessoas ficam mais motivadas para dar o melhor de si.

Essa filosofia inspirou o lançamento do Thank You Machine, uma campanha interativa e social que incentiva pessoas em todo o mundo a criar e compartilhar cartões de gratidão para reconhecer atos de gentileza em um ambiente menos formal. E não surpreendentemente, na Zendesk quase 70% desses cartões foram enviados entre colegas.

Outras empresas também estão trabalhando para promover uma cultura de gratidão. Nosso cliente Squarespace, por exemplo, implementou na maior parte de suas equipes uma rotina de agradecimento durante as reuniões. Uma delas é “Atitude de Gratidão”. Cada pessoa compartilha algo pela qual é pessoalmente grata, ou apenas como está se sentindo, e então passa a tocha e compartilha um agradecimento para a pessoa sentada ao lado, ou em uma call virtual.

Essa filosofia também se estende ao relacionamento com os clientes, e que está diretamente relacionado a bons negócios. Se um agente de suporte ao cliente está infeliz e se sentindo subestimado, por exemplo, será mais difícil ele demonstrar empatia com o cliente. Eles se lembram de como foram tratados em um momento de necessidade, ainda mais se tiveram uma experiência negativa. Por outro lado, demonstrar apreço e empatia por um cliente, especialmente quando ele está vulnerável e precisando de suporte, pode mudar toda a experiência e fundamentalmente mudar como o cliente enxerga sua marca.

Em 2021, um dos desafios igualmente complexos e gratificantes para os líderes será gerenciar a felicidade dos funcionários e dos clientes no mundo em que vivemos hoje. A gratidão não é apenas um cartão que você envia de vez em quando. É uma prática diária e boa para os negócios. Foi um longo ano e agora é a hora de terminá-lo forte, com empatia e apreciação no centro de tudo que fazemos, desde nossa vida pessoal e profissional até tudo que está no meio. Vamos todos criar grandes experiências para o outro e desenhar as mudanças que podem ser alcançadas com um simples “obrigado”.

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Startups Wayra abrem mais de 80 vagas em todo o país

A Wayra, hub de inovação da Vivo no Brasil e da Telefónica no mundo, acaba de anunciar novos vagas para quem está buscando emprego. As oportunidades são para trabalhar nas startups que compõem seu portfólio, com diversos cargos e salários, em empresas, como: Docket, RankMyApp, Econodata, Netshow.me, VOLL, ProRadis, LinkApi, Getup Cloud e bem.care.

Confira as vagas abaixo:

DOCKET (23 vagas)

Startup que realiza busca, gestão e pré-análise de documentos, a Docket utiliza tecnologia avançada para otimizar processos jurídicos de empresas de vários segmentos. Atualmente, a empresa conta com vagas abertas para Especialista em Web Analytics FarmerInside SalesSales Development RepresentativeAnalista de BI, entre outras oportunidades com opções remotas que você pode conferir aqui: http://docket.gupy.io/

RankMyApp (16 vagas)

Referência global em inovação e qualidade focada em estratégia de mobile marketing, como o melhor ranqueamento nas lojas virtuais com App Store Optimization e Campanhas de mídia para aplicativos, o RankMyAPP ocupa o 3º lugar no ranking mundial de agências e/ou empresas que trabalham com ASO e conta com 150 colaboradores. A startup está com mais de 16 vagas abertas para Analistas de Banco de Dados; Customer Success (onboarding); Tech Lead; Desenvolvedores Full-Stack, Freelancers de Campanhas com Influenciadores e Atendimento Espanhol; Suporte Pré Vendas, entre outros, com opções remotas. Acesse: http://rankmyapp.gupy.io/

Econodata (15 vagas)

Referência em prospecções B2B, a Econodata une tecnologia e vendas para fornecer uma Plataforma de Prospecção com 20 milhões de empresas de todo o Brasil. A startup está 15 vagas abertas para Grande São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre, todas home-office. As opções são Sales Team Leader, Marketing Analyst, SDR, BDR, Closer, Customer Success Analyst, QA Analyst, Full Stack Developer, Lead Developer e vagas para estágio em suporte, desenvolvedor e financeiro/administrativo. Para mais informações, acesse: http://econodata.recruitee.com/

Netshow.me (12 vagas)

A startup, que oferece soluções profissionais de vídeo e transmissões ao vivo para empresas e produtores de conteúdo, está com oportunidades para Analistas de Marketing, Suporte Técnico e Financeiro; Customer Success Analyst; Desenvolvedores; Designers; além de estágio em marketing. Algumas oportunidades possuem opções remotas. Para mais informações, acesse: http://netshowme.gupy.io/

VOLL (11 vagas)

VOLL é uma startup de tecnologia completa para gestão de transporte corporativo, especialmente projetada para simplificar processos, otimizar custos e facilitar a mobilidade dos colaboradores de empresas de médio e grande portes. Como a maior e mais inovadora plataforma do segmento, a VOLL é referência em mobilidade corporativa simplificada e conta com 11 vagas para Analista de Segurança da Informação, DevOps, Pessoa Desenvolvedora Fullstack, Pessoa Desenvolvedora Front-end, Pessoa Desenvolvedora Mobile (Android e iOS), Product Manager, QA, Tech Lead, UX/UI Designer, Designer gráfico e Inside Sales. Todas as vagas são para trabalho remoto e com diferentes remunerações. Interessados devem enviar seus perfis para o jobs@govoll.com.

ProRadis (6 vagas)

Startup de soluções inovadoras para o futuro da radiologia, a ProRadis ajuda a otimizar operações e ampliar o faturamento de empresas utilizando sistemas que agregam valor aos clientes. A ProRadis conta com seis vagas em aberto para Desenvolvedor Full-stack (.NET Core), Desenvolvedor Front-endAnalista de Relacionamento ao Cliente (Help Desk), Executivo de Contas Pleno (enviar e-mail para contato@proradis.com.br), Analista de Marketing Digital e Estágio no setor financeiro. Algumas oportunidades contam com opções remotas e a média salarial varia entre R﹩ 1.500 e R﹩ 7.000. Para mais informações acesse: http://proradis.com.br/

LinkApi (4 vagas)

A empresa tem foco em desenvolvedores e empresas internacionais que desejam alcançar sua transformação digital usando APIs e integrações. Sua plataforma unifica os conceitos de API Management e iPaaS (plataforma de integração como serviço). Atualmente a LinkApi possui vagas abertas com possibilidade remota para Tech Lead Executivo de Parcerias DevOps Engineer e UX/UI Pleno, com salários a partir de R﹩ 6 mil. Para mais informações acesse: http://linkapi.gupy.io/

Getup Cloud (1 vaga)

A Getup Cloud nasceu em 2013 para trazer mais informações e dados sobre DevOps, prática que unifica o desenvolvimento e operação de software. É especializada em oferecer tecnologias Open Source, como Containers e Kubernetes, uma plataforma de serviços que aumenta a agilidade e eficiência no desenvolvimento de software. Reduz a complexidade de gestão de servidores, aumenta a rapidez para rodar aplicações em nuvem, com poder de escala e performance, além de contribuir para a redução de custos de infraestrutura em até 40%. A startup está com vaga aberta para UX Designer com média salarial de R﹩ 6 mil. Para se candidatar acesse: http://getupcloud.com/carreiras

bem.care (1 vaga)

A bem.care é um super aplicativo que oferece uma experiência exclusiva de gestão de benefícios de saúde para empresas e famílias. Entre os serviços oferecidos estão consultas e exames, nutricionistas, psicólogos, teleconsultas, seguro de vida e descontos em medicamentos. A startup está com vaga aberta para Analista de Marketing de Performance com opção de trabalho remoto. A média salarial é de R﹩ 4.000 e entre os requisitos estão superior completo, inglês intermediário, capacidade de instalação, configuração e depuração de pixels de conversão, entre outros. Para consultá-los e aplicar para a vaga acesse: http://bemcare.recruitee.com/o/analista-de-marketing-de-performance

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Gartner prevê que gastos globais com infraestrutura de Data Center crescerão 6% em 2021

De acordo com a mais recente pesquisa do Gartner, Inc, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, os gastos mundiais com infraestrutura de Data Center devem chegar a 200 bilhões de dólares em 2021, o que representa um aumento de 6% em relação ao número esperado para este ano. Segundo a pesquisa, a expectativa é uma queda de 10,3% nos gastos dessa área em 2020 devido à restrição de fluxo de caixa por causa da crise atual. A previsão indica que, apesar do declínio provocado pela pandemia de Covid-19, o mercado d e Data C enter deve retomar o ritmo de expansão rapidamente, com crescimento contínuo, ano a ano, até 2024.

“A prioridade para a maioria das empresas em 2020 é manter as luzes acesas, o que tem feito com que investimentos em Data Centers sejam postergados até que o mercado entre no período de recuperação”, diz Naveen Mishra, Diretor Sênior de Pesquisa do Gartner. “Nossa projeção é que os maiores centros empresariais pausem temporariamente seus gastos e retomem os planos de expansão ainda este ano ou no início do pr&oa cute;ximo ciclo. No entanto, as empresas de destaque, conhecidas como hiperescaladoras, continuarão com seus planos de expansão global, com investimentos contínuos em Nuvem Pública”.

Os bloqueios provocados pela pandemia de COVID-19 impedirão a construção de mais de 60% das novas instalações planejadas inicialmente para 2020, razão pela qual a receita de infraestrutura do segmento de Data Center diminuirá 10,3% em 2020. Os gastos de usuários finais devem crescer na casa de um dígito a partir de 2021.

Gastos com infraestrutura de Data Center em todo o mundo (em bilhões de dólares)

 201920202021
Gastos de usuários finais (em bilhões de dólares)210188200
Crescimento (%)0,7-10,36,2

Fonte: Gartner (Outubro de 2020)

“Grande parte da redução da demanda deste ano deve retornar em 2021, quando as equipes estarão presentes fisicamente nos escritórios”, avalia Mishra. “Por enquanto, todos os segmentos de infraestrutura de Data Center estarão sujeitos a medidas de contenção de custos e as áreas de compra das empresas devem estender os ciclos de vida dos equipamentos instalados”.

Com a lenta melhora no crescimento econômico, os gerentes de infraestrutura de Data Center deveriam priorizar um conjunto selecionado de clientes novos e existentes. O Gartner recomenda, especificamente, que as empresas:

1) Treinem a força de vendas para que esses vendedores consigam se envolver com o diretor financeiro (Chief Financial Officer – CFO) e o diretor de compras dos clientes em um novo conjunto de iniciativas para otimização de custos, como renegociaç ã o de contratos de TI, redução de custos de Nuvem e consolidação de TI.

2) Elaborem um manual do setor que ajude os fornecedores de tecnologia a entenderem o impacto da COVID-19 em uma gama de setores diferentes para, então, recomendar ações de curto a médio prazo para os fornecedores em cada setor.

3) Invistam em um novo modelo go-to-market, com características que atendam operações nativamente digitais e sejam capazes de impulsionar a inovação. Valorizem as soluções de TI híbrida e com preços baseados em consumo para melhorar o compartilhamento de ideias com os clientes nativos digitais.

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Estudo IBM: líderes brasileiros apontam áreas de investimento impulsionadas pela Covid-19

Um novo estudo da IBM com executivos C-Level de todo o mundo, incluindo o Brasil, revelou que quase seis em cada dez organizações pesquisadas aceleraram suas transformações digitais devido à pandemia e que líderes de negócios planejam aumentar a priorização de novas tecnologias, como nuvem e inteligência artificial. 66% dos executivos globais entrevistados disseram que concluíram iniciativas que antes encontravam resistência e barreiras tradicionais, como tecnologia, imaturidade e a oposição dos funcionários à mudança.

Além disso, as empresas participantes estão vendo com mais clareza o papel crítico que as pessoas desempenham na condução de sua transformação contínua. Os líderes pesquisados destacaram a complexidade organizacional, as habilidades inadequadas e o esgotamento dos funcionários como os maiores obstáculos a serem superados – tanto hoje quanto nos próximos dois anos.

O estudo, conduzido pelo IBM Institute for Business Value (IBV), “COVID-19 e o futuro dos negócios”, que inclui contribuições de mais de 3.800 executivos C-Level em 20 países e 22 setores, mostra que os executivos entrevistados estão enfrentando uma proliferação de iniciativas devido à pandemia e tendo dificuldade de foco, mas planejam a priorização das iniciativas internas e operacionais, como desenvolver habilidades da força de trabalho e projetos de flexibilidade – áreas críticas a serem abordadas para impulsionar o progresso.

O estudo revela tendências de investimento apontadas pelos líderes pesquisados no Brasil para se fortalecerem nesse período.

• 51% dos executivos brasileiros compartilharam que a transformação digital será prioridade para os próximos dois anos.

• Apenas 2% dos executivos brasileiros priorizavam a segurança no trabalho há dois anos. Hoje, 18% dizem priorizar e nos próximos dois anos 52% compartilham que será prioridade.

• 30 pontos percentuais é o crescimento no número de executivos brasileiros que planejam aumentar a priorização da escalabilidade operacional em até dois anos de (5% a 35%). Dentro desse contexto, o crescimento da prioridade em nuvem será de 21 pontos (de 59 para 80%) nesse mesmo período.

• O percentual de líderes que planejam aumentar a priorização da inteligência artificial nos próximos 2 anos subiu de 31% para 48%, um aumento de 17 pontos em relação ao período atual.

• Os executivos brasileiros têm planos de aplicar cada vez mais a automação em todas as funções do negócio, mas grandes saltos são esperados em aquisições (3,2x), risco (2,5x), cadeia de suprimentos (2,8x) e P&D (3,2x).

• 56% dos executivos brasileiros de organizações que produzem bens materiais compartilharam que planejam priorizar mais capacidade disponível para enfrentar qualquer nova crise nos próximos 2 anos. Essa porcentagem foi a mais alta em todos os países para planos de capacidade adicional para a cadeia de abastecimento.

• 51% dos executivos pesquisados planejam priorizar a cibersegurança.

“Para muitos líderes, a pandemia foi o ponto de inflexão necessário para impulsionar a transformação digital. Ela provou que, mais do que nunca, a tecnologia é a principal aliada para que a empresa opere de uma forma madura, ágil, resiliente, gerando experiências únicas ao cliente. Mas essa transformação só será sustentável se as empresas prepararem seus talentos para essa nova era, com skills que permitirão a criação de uma cultura de reinvenção digital constante dentro da empresa”, diz Thais Marca, Managing Partner para IBM Services na América Latina.

Insights globais do estudo

A disrupção abrupta gerada pela pandemia de COVID-19 mostrou como pode ser importante para as empresas serem construídas para a mudança. Muitos executivos estão enfrentando flutuações de demanda, novos desafios para apoiar funcionários que trabalham remotamente e requisitos para cortar custos.

O estudo revela que a maioria das organizações está fazendo mudanças permanentes em sua estratégia organizacional. Por exemplo, 94% dos executivos pesquisados planejam participar de modelos de negócios baseados em plataforma até 2022, e muitos relataram que aumentarão a participação em ecossistemas e redes de parceiros.

Liderando, envolvendo e capacitando a força de trabalho de novas maneiras

O estudo mostrou também que o foco nas pessoas pode ser crítico em meio à pandemia de COVID-19, enquanto muitos funcionários trabalham fora dos escritórios tradicionais e lidam com o estresse pessoal e a incerteza.

Pesquisas de consumo de IBV em andamento mostraram que as expectativas dos funcionários em relação aos empregadores mudaram em meio à pandemia – os funcionários agora esperam que seus empregadores tenham um papel ativo no apoio à sua saúde física e emocional, bem como às habilidades de que precisam para trabalhar de novas maneiras. 83% dos executivos brasileiros acreditam que têm ajudado seus funcionários a aprenderem as habilidades necessárias para trabalhar de uma nova maneira, e 82% dos dizem que estão apoiando a saúde física e emocional de sua força de trabalho.

Para resolver essa lacuna, a IBM recomenda que os executivos coloquem mais foco em seus talentos, colocando em primeiro lugar o bem-estar de ponta a ponta dos funcionários. Líderes empáticos que estimulam a responsabilidade pessoal e apoiam os funcionários a trabalhar em equipes autodirigidas que aplicam o design thinking, princípios Agile, ferramentas e técnicas DevOps podem ser benéficos. As organizações também devem pensar em adotar um modelo holístico e multimodal de desenvolvimento de habilidades para ajudar os funcionários a desenvolver as habilidades comportamentais e técnicas necessárias para trabalhar no novo normal e promover uma cultura de aprendizagem contínua.

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Seis dúvidas mais comuns das pequenas e médias empresas a respeito do PIX

Esperar para receber o dinheiro no próximo dia útil ou pagar altas taxas para a utilização de um meio de pagamento – como boletos – sempre foram dores comuns para as empresas de todos os portes. A partir de novembro, porém, será possível fazer recebimentos dentro de apenas dez segundos, em qualquer dia da semana e a qualquer hora. Trata-se do PIX, novo sistema de pagamentos instantâneos operacionalizado pelo Banco Central.

“O PIX veio para mudar a forma como enxergamos os meios de pagamento. Por meio dele, tanto as pessoas físicas quanto as empresas poderão realizar transações de forma mais segura e inovadora, a custos muito mais baixos do que os meios utilizados até hoje”, afirma Luiz Paulo, diretor-executivo da NTW Contabilidade e Gestão Empresarial.

Luiz Paulo listou às seis principais dúvidas dos pequenos e médios empresários sobre como o PIX pode melhorar os processos e as transações dentro das organizações:

1 – Existem intermediários nesta modalidade de pagamentos?

Não. Pelo PIX, os pagamentos ocorrem diretamente entre pagador e recebedor. Por isso, eles são muito mais vantajosos do que os tradicionais boletos, por exemplo. Os intermediários, além de encarecerem as transações, as tornam mais demoradas. “Vale lembrar que a instantaneidade é uma das principais vantagens do PIX”, afirma Luiz Paulo.

2 – Preciso fazer o cadastro em vários bancos?

Segundo o especialista, o recomendado é cadastrar-se no banco que a empresa mais utiliza. Vale avaliar em qual banco o dinheiro rende mais, e também considerar o aplicativo mais intuitivo e menos burocrático. Luiz Paulo lembra que é possível cadastrar até cinco chaves, sendo dois e-mails, dois números de telefone, CPF e CNPJ. “Caso deseje trocar o banco, é possível fazer a portabilidade”, esclarece ele.

3 – O PIX substituirá a função do cartão de débito?

Esta será uma das suas funções, já que ele permite fazer pagamentos pelo celular por meio de um QR Code. “A partir de novembro, inclusive, empresas poderão usar apenas um código para receber via diferentes meios de pagamento, incluindo o PIX. Além de facilitar o processo, isso revoluciona: o cliente não precisará mais andar com uma carteira cheia de cartões”, avalia. Já o cartão de crédito deve permanecer firme por um bom tempo, já que o PIX não oferece a possibilidade de parcelamento das compras.

4 – Como serão revertidas as transações equivocadas?

Este ainda é um ponto nebuloso. Os bancos ainda verificam como deverão proceder, mas de qualquer forma o PIX requer mais cuidado e atenção na hora de conferir os dados. “Por enquanto, depois de confirmada a transação, o dinheiro só retorna se a pessoa que recebê-lo quiser devolver”, alerta o especialista.

5 – O PIX vai expor as movimentações para a Receita Federal?

Como se trata de um sistema centralizado no Banco Central, ficará cada vez mais fácil para os órgãos reguladores descobrirem as movimentações das pessoas físicas e jurídicas. “Quando a Receita encontra indícios de irregularidade em um CPF, automaticamente o status do documento já muda para pendente ou pendente de regularização. Com o PIX, isso pode ocorrer mais facilmente”, avalia Luiz Paulo.

6 – Existe a possibilidade de o PIX ser utilizado para recolhimento automático de impostos?

Sim, isso pode acontecer no futuro, tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, já que o governo conhecerá minuciosamente sua movimentação. Já imaginou nunca mais necessitar fazer a declaração do imposto de renda? Este dia pode estar mais perto do que se imagina.

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Visão 360º: o futuro é mais digital e flexível

Por Manoel Pimentel, diretor de Lean-Agile na GFT Brasil

São mais de 7 meses em que nos deparamos com a pandemia do coronavírus em todo o mundo. Além das mudanças na área de saúde e de novas medidas de segurança e higiene, o setor corporativo também precisou se adaptar. Muitas empresas tiveram que correr contra o tempo para se manter competitivas e se adequar à transformação digital. É preciso mais do que nunca, agir e entregar de forma rápida e ágil.

Recentemente, o Gartner divulgou a pesquisa Plan How the Enterprise Will Exit the Pandemic (Planeje como a empresa sairá da pandemia, em português) em que mapeia as etapas desse processo de retomada econômica, baseado em 3 fases: responder, recuperar e renovar. Obviamente, a duração de cada fase deve variar por país, setor, empresa – e até por unidade de negócios, produto ou serviço.

Plasticidade Organizacional

À medida que as sociedades reabrem, mesmo que em níveis diferentes, e de forma gradual, a lição que fica para os líderes de negócios é: todos os clientes agora são digitais. Isto significa que é necessário rever processos internos e se reinventar para atuar nesse “novo normal”. Remodelar as operações de negócio para atuar digitalmente é um dos pilares dessa transformação, o que chamo de “plasticidade organizacional”, que é a capacidade de se restruturar neste novo formato e adquirir novas competências, como a desmaterialização de procedimentos, por exemplo.

O Gartner também lançou um outro estudo intitulado “Futuro das tendências de trabalho Pós-COVID-19”, em que comenta sobre o impacto de longo prazo e as ações para a área de Recursos Humanos neste momento. Antes da pandemia, as organizações focavam suas atividades em aumentar a eficiência nas entregas.

Agora, com as operações mais enxutas durante a crise provocada pelo coronavírus, um outro cenário surgiu, o de maior resiliência. Essa característica tornou-se vital pois, durante a pandemia, as empresas foram subitamente testadas sobre o quanto que conseguem adaptar suas operações de negócios em um curto espaço de tempo.

Algumas mudanças foram importantes neste momento, como a necessidade de proporcionar aos colaboradores opções mais variadas, adaptáveis e flexíveis, como a possibilidade de trabalhar remotamente, sem a necessidade de ir para o escritório ou indo apenas alguns dias da semana, e disponibilizar mais cursos e treinamentos online, por exemplo. Outra iniciativa interessante também foi utilizar estruturas de tecnologia, como a nuvem, para direcionar a análise e a coleta de dados, e assim, trazer mais resultados e qualidade no trabalho, em vez de mais processos.

Economia do agora

Acompanho bastante estudos sobre o “Now Economy” que reflete a personalização de serviços por demanda. Na pandemia, as empresas precisarão, mais do que nunca, colocar o consumidor no centro da sua estratégia, se antecipar ao que ele quer e entregar com a maior agilidade possível. Esta situação reflete a manutenção de pequenos negócios, que investiram em serviços de delivery, por exemplo, e a crise em grandes empresas, que não tinham equipamentos e infraestrutura em nuvem.

Vimos nos últimos anos a grande evolução da Amazon neste aspecto, na disrupção de seus negócios, principalmente na logística. A empresa desenvolveu uma cadeia de suprimentos robotizada para identificar produtos e empacotá-los.

A pandemia trouxe oportunidades para criação de novos modelos, funções e responsabilidades de negócios. Já as tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial, Cloud, Internet das Coisas e cibersegurança foram impulsionadas e são indispensáveis neste momento. Muitos problemas enfrentados por empresas de diferentes portes, por exemplo, poderiam ter sido resolvidos com o uso dessas inovações, como plataformas de gestão, pagamentos e análises de resultados, que são necessárias para todas as organizações.

Sem o contato presencial, as ferramentas de comunicação à distância também tiveram um aumento de uso, principalmente para o trabalho remoto e a educação à distância. O WhatsApp, por exemplo, relatou um aumento de 40% na sua utilização durante a pandemia.

Acredito que mesmo com a abertura econômica, alguns formatos de negócios, como o e-commerce, a contratação de novos colaboradores de home office e o atendimento personalizado devem persistir e ser uma realidade para muitas empresas, que investiram na digitalização de seus procedimentos. Um novo mercado está surgindo e, com certeza, é mais digital e flexível do que antes.

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Foodtech oferece tecnologia para restaurantes se integrarem com Picpay e PIX

Com o objetivo de facilitar a vida de seus clientes, oferecendo diversas formas de pagamento em sua plataforma, a GrandChef, foodtech especializada na gestão completa de restaurantes, bares e estabelecimentos gastronômicos anuncia a integração com o PicPay, aplicativo para pagamento de contas e transferência de dinheiro. Com isso, pequenos e médios empreendedores do food service poderão diminuir taxas, aumentar a segurança nas transações e receber os valores automaticamente em suas contas.

Dentro dos serviços oferecidos com o PicPay, a foodtech está atualizando suas funções para recebimento via PIX (o novo pagamento instantâneo do Banco Central) por meio de QR Code, a fim de agilizar processos e minimizar custos. Para usá-lo em seu restaurante, basta o cliente pegar o celular em mãos e ler o código que o direcionará para sua conta, validando a operação e efetuando a operação de imediato, de forma rápida, segura e bem simples, usando o celular no lugar do cartão de crédito ou débito.

“O uso das nodas modalidades de pagamento nos restaurantes e bares, tal como PicPay e do Pix, facilitam e muito a vida dos gestores e proprietários desses estabelecimentos pois, além de proporcionar o distanciamento seguro e falta de contato a seus clientes na pandemia, permite-os um recebimento dos valores antecipadamente ao que há atualmente”, pontua Geison Correa, CEO do GrandChef.

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StartSe University se consolida como escola internacional de negócios

Em mais um passo em direção a facilitar o acesso de brasileiros à conhecimentos produzidos por líderes globais da nova economia, a escola de negócios StartSe vai ampliar a atuação da StartSe University, até então sua base educacional no Vale do Silício. A partir de agora, este braço da companhia volta-se exclusivamente para a educação executiva, conectando-se ainda com os demais hubs da organização, hoje presente em São Paulo e também na China, Israel e Portugal.

Além dos programas de imersão já realizados, a instituição ofertará cursos online voltados para este público em específico. No cronograma, já constam dois novos programas, previstos para o mês de novembro. Blitzscalling é um deles. O curso abordará técnicas modernas para escalar empresas e será ministrado diretamente por Chris Yeh, empreendedor e criador deste consagrado método, adotado por empresas como Amazon, LinkedIn, Airbnb. As aulas serão realizadas online, ao vivo e terão tradução simultânea.

O outro curso já agendado é o XBA, Xponential Business Administration, um programa inédito de certificação internacional para formar gestores exponenciais. Ele será realizado em parceria com a Nova SBE, uma das maiores escolas de negocio da Europa e contará com um grupo de professores direto do Vale do Silício.

A StartSe University é a materialização da principal crença da companhia, a de que as pessoas não aprendem mais da mesma forma e de que nosso modelo de educação ensina a trabalhar em empresas do passado. “Se a educação serve para adaptação às mudanças de que adianta um conhecimento antigo? Nossa ideia é oferecer uma educação inspiradora e imersiva onde o foco é o conhecimento do agora”, comenta Junior Bornelli, fundador e CEO da StartSe. “Estamos buscando ampliar nossas parcerias e nossa atuação para levar o melhor da educação executiva do mundo aos líderes brasileiros, para que eles saiam do modo sobrevivência e possam ditar as regras da disrupção em seus mercados”, reforça.

Desde sua fundação oficial, em 2015, 100 mil pessoas passaram pelos cursos, programas e eventos da StartSe, o que faz dela uma das principais formadoras de habilidades e de conhecimento para a Nova Economia. Só nos últimos três anos, cerca de 5 mil pessoas passaram por seus programas de imersão internacionais. Até o final de 2021, a companhia tem como meta atingir mais de 500 mil profissionais com seus eventos online, curso e imersões internacionais.

Atualmente, a companhia organiza o maior evento de inovação da América Latina, a Silicon Valley Web Conference, que já acumulou mais de 300 mil inscrições e conta com a participação de experts do Vale do Silício.

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Governo de São Paulo cria Jornada Digital do Paciente

O IdeiaGov, Hub de Inovação do Governo, que já lançou quatro editais e teve mais de 170 propostas inscritas, inaugura a sua 2ª edição e lança novo edital, com desafios na causa de Jornada Digital do Paciente. O objetivo é desenvolver uma experiência mais humanizada e centrada nas necessidades do paciente da área de Diagnóstico por Imagem do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Para o Prof. Dr Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho do Instituto de Radiologia (Inrad) do Hospital das Clínicas, a Jornada Digital do Paciente surge da união de dois cenários. O primeiro é que, a partir de uma ampla análise, foi possível identificar melhorias necessárias para o atendimento dos pacientes da radiologia. O segundo está relacionado ao cenário da COVID-19, que fez com que a transformação digital se tornasse urgente, tanto para lidar com a sobrecarga do sistema de saúde local, quanto para dar vazão aos exames e atendimentos que ficaram represados em decorrência da pandemia.

O esforço conjunto com a equipe do IdeiaGov faz parte de uma estratégia de transformação digital do Hospital das Clínicas, o maior complexo hospitalar da América Latina com 2,5 mil leitos e 20 mil profissionais nas mais diversas profissões. Por ano, são realizados mais de um 1,4 milhão consultas ambulatoriais e mais de 1 milhão de exames de imagem. “Queremos que a tecnologia nos traga benefícios para conseguir, a cada dia, atender mais pessoas de forma mais segura e com mais qualidade”, afirma Kleber Garcia, Gerente de Regulação do InRad.

Para Henrique Bussacos, diretor do Impact Hub São Paulo, responsável pela operação do IdeiaGov, esse projeto materializa o potencial do IdeiaGov de apoiar o governo a colocar a inovação a serviço de melhores serviços para os cidadãos, principalmente em assuntos tão sensíveis como a saúde pública.

Jean Carlo Gorinchteyn, Secretário da Saúde, afirma que a tecnologia é a chave para retomar a rotina de atendimento na saúde, com segurança e qualidade. “Desde o início pedimos para as pessoas ficarem em casa e, hoje, nós continuamos com esse pedido. A única forma que vamos poder trazer-los de forma segura e, avaliar o risco que cada um deles corre e incorre é por meio de uma jornada digital, seja, no agendamento de consultas, na realização da telemedicina, ou seja, fazendo todo atendimento e monitoramento. A jornada tecnológica de inovação unifica qualidade e agilidade para nosso sistema de saúde”, diz Gorinchteyn.

Jornada Digital do Paciente

A Jornada Digital do Paciente vai receber inscrições de empresas ou consórcios que tenham interesse em apresentar propostas de soluções inovadoras relacionadas aos seguintes desafios:

1. Solicitação de Exames baseada em dados do paciente, para identificar soluções inovadoras de empresas que consigam criar um sistema de auxílio à solicitação de exames de diagnóstico por imagem;

2. Experiência do Usuário no Atendimento – soluções inovadoras para melhorar a experiência do paciente e do colaborador, a partir do uso de tecnologias que tornem os processos mais simples e digitais, desde a recepção do paciente até o término do exame;

3. Agendamento Automatizado de Exames – podem participar empresas que apresentarem soluções que possibilitem melhorar a gestão das vagas dos equipamentos de diagnóstico por imagem a partir do agendamento inteligente e automatizado, com foco em reduzir o absenteísmo de pacientes;

4. Operação Remota de Equipamentos de Exame de Imagem – a chamada busca soluções inovadoras que possibilitem operar remotamente os equipamentos de Ressonância Magnética e/ou Tomografia Computadorizada de diferentes fabricantes, de forma eficaz e de rápida implementação para auxiliar a realização desses exames.

As inscrições serão recebidas em formato eletrônico, por meio de formulário disponível no site ​IdeiaGov e qualquer pessoa jurídica pode se inscrever. Os interessados poderão submeter propostas para um ou mais dos quatro desafios do edital, preenchendo um formulário específico para cada desafio.

As soluções escolhidas irão rodar projetos-piloto em ambiente de uso real no Hospital das Clínicas, testar e validando essas tecnologias e tendo acesso a:

• apoio técnico,

• aceleração especializada para apoiá-las na venda para o governo,

• espaço de escritório gratuito,

• conexão com fontes de financiamento e crédito, tanto públicas, como a Desenvolve SP, quanto com fundos privados de investimento.

Uma vez validadas, essas soluções poderão ser implementadas pelo governo, e adotadas pela administração pública.

A Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, destaca o desafio de implementação de inovações na saúde pública “A maior dificuldade, que ninguém imaginava enfrentar, trouxe uma grande oportunidade e, o legado positivo que pode ficar da pandemia é a implementação em escala dessas tecnologias que foram viabilizadas por conta da pandemia e, agora, o desafio é implementá-las, definitivamente, em todo o sistema”, finaliza.

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Acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos representa um passo concreto em direção a uma parceria mais ambiciosa

“O acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos é um importante marco em direção a uma parceria bilateral mais ambiciosa. Ele permitirá fortalecer o comércio e os investimentos entre os dois países, trazendo benefícios para suas empresas e sociedades”. Esta é a avaliação de Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, entidade que representa cerca de cinco mil empresas brasileiras e americanas e que tem acompanhado as negociações desde o seu início.

A conclusão do acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos foi anunciada, nesta segunda-feira (19/10). O acordo compreende as áreas de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção. Entre seus resultados, espera-se a redução de burocracia e custos, bem como o aumento de transparência e segurança jurídica nas relações bilaterais.

“É um pacote formado por temas não tarifários, bastante técnicos, mas que trazem benefícios práticos muito significativos para o dia a dia das empresas e para as trocas comercias entre Brasil e Estados Unidos”, contextualiza Vieitas. O resultado converge com a proposta da Amcham, apresentada no ano passado, por ocasião da visita à entidade do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, de avançar de maneira gradual em direção a um acordo de livre comércio, começando por temas não tarifários de menor complexidade.

Menos burocracia, mais negócios

Segundo a Organização Mundial do Comércio – OMC, medidas de facilitação de comércio podem diminuir em até 13% os custos nas trocas globais. Por sua vez, estima-se que os custos envolvidos no cumprimento de diferentes exigências regulatórias no comércio internacional podem chegar a aproximadamente 20%. “Menos burocracia e mais previsibilidade se traduzem em mais negócios. A combinação de redução de custos nas operações de exportação e importação e da adoção de boas práticas na atividade de regulação do comércio internacional levam à criação de mais comércio”, acrescenta Abrão Neto, vice-presidente Executivo da Amcham Brasil.

Uma vez em vigor, o acordo permitirá aprofundar os fluxos de comércio e de investimentos entre Brasil e Estados Unidos. “O comércio bilateral de bens e serviços é da ordem de US﹩ 80 bilhões por ano e o estoque mútuo de investimentos supera US﹩ 110 bilhões. Esses números são expressivos, mas em se tratando das duas maiores economias das Américas, há um enorme espaço para crescimento. O acordo será um estímulo nesse sentido”.

A Amcham Brasil espera que o entendimento recém-anunciado seja implementado com agilidade, de forma a contribuir para a retomada do comércio bilateral, que está caindo mais de 25% neste ano de 2020 em razão do impacto da pandemia da COVID-19, conforme aponta os dados do Monitor de Comércio da Amcham. A entidade também espera que mencionado acordo sirva para lançar as bases para um futuro acordo de livre comércio envolvendo os dois países.

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Com parceria entre Boali e Relp! o setor da alimentação ganha hub de inovação e programa de aceleração para startups

Com o lançamento do seu aplicativo e o desafio de operar um canal de delivery próprio, a Boali, maior rede de alimentação saudável do Brasil presente em 12 estados com 40 lojas em operações até dezembro 2020, se aproximou da Relp! Aceleradora de Restaurantes, startup com três anos de história, mais de 20 anos de bagagem e uma estrutura que já acompanhou mais de 350 operações desde a sua criação e que desenvolveu uma expertise em tecnologias digitais para o ramo da alimentação.

Logo nas primeiras conversas ficou claro que as duas empresas compartilhavam a mesma ambição, de ajudar o segmento por meio da inovação em startup de Foodtech, Food Service e Healthy Food. Esse antigo sonho compartilhado entre os fundadores da Relp! e os sócios da Boali já estava se tornando realidade por meio de iniciativas separadas. Por um lado, a Relp! havia lançado o HUB-R (com “R” de restaurantes) um centro de inovação para a alimentação situado na avenida Paulista e que conta com espaço de coworking para receber as startups e parceiros do HUB. Por sua vez, em julho a Boali lançou a Boali Biosphere, sua plataforma de inovação aberta para identificar novas tendências do mercado e facilitar o processo de colaboração com jovens empresas inovadoras.

Contando com um grande espírito de colaboração as duas equipes decidiram somar suas competências para dar início a uma grande parceria que coloca lado a lado seus respectivos programas de inovação e aceleração de startups para acompanhar toda a cadeia da alimentação, unindo as diversas pontas do mercado: startups, restaurantes, investidores, instituições e universidades, além das indústrias e setor atacadista e varejista de alimentos.

Segundo Cesar Lima, CEO da Relp!, a parceria com a Boali vai de encontro aos valores do “ganha-ganha” e com isso a ajuda oferecida aos parceiros e sociedade será ainda mais efetiva. “O HUB-R Relp! terá um foco concentrado nas tecnologias digitais para restaurantes e a Boali Biosphere em novos alimentos e alimentos do futuro. Ambos buscam inovações que cobrem todo o processo do Farm-to-table (da produção de alimentos até a mesa do cliente).

Rodrigo Barros, CEO da Boali ressalta que esta união trará um grande impacto positivo para o mercado. “Acreditamos que startups são fontes de transformação e como empreendedores queremos acelerar o seu crescimento gerando oportunidades de co-criação para novas soluções. Através da nossa rede de restaurantes e da aproximação com grandes empresas parceiras, a Boali Biosphere é capaz de facilitar o lançamento de novos produtos e serviços, trazendo muitos benefícios para nossos clientes e para a sociedade como um todo”, conta.

As startups selecionadas contarão com programa de mentoria, conteúdos, espaço de coworking, eventos (online e presencial) frequentes sobre gestão e operação de restaurantes, gestão e crescimento de startups, desenvolvimento de novos produtos e serviços, além de pitch para investidores e metas compartilhadas para garantir seu crescimento. Parte desses eventos são abertos para o público e outros apenas aos parceiros do HUB-R e da Boali Biosphere. Todo conteúdo é oferecido pelos organizadores Relp!, Boali e também pelos parceiros, como Bares SP, ABRASEL SP, NCR, InovaBRA Universidade Presbiteriana Mackenzie e outros.

As inscrições para o Programa de Inovação & Aceleração HUB-R Boali Biosphere tiveram início em 1º de outubro de 2020 e terminam no sábado, dia 31 de outubro de 2020.

Acesse

Boali.com.br/Acelera (http://www.boali.com.br/acelera) ou

Acelera.RelpAceleradora.com (http://acelera.relpaceleradora.com) para mais informações sobre o programação.

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Pix vai acelerar a adesão do QR Code no Brasil

Por Rodrigo Petroni


A pandemia do novo coronavírus tem acelerado a adesão de novos meios de pagamentos no país. Se por um lado os brasileiros têm usado o dinheiro físico com menos frequência para evitar que alguma cédula contaminada toque as mãos, dando espaço para os pagamentos por aproximação, por exemplo, por outro, em decorrência das dezenas de shows digitais que estão sendo transmitidos ao vivo pelo Youtube nessa quarentena, a sociedade passou a criar uma certa familiaridade com o QR Code e as carteiras digitais, que realizam transações financeiras com praticidade, agilidade e segurança.


Com a chegada do Pix, ferramenta de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil (Bacen) marcada para novembro, o mercado financeiro vai passar por uma mudança ainda mais significativa, já que o sistema vai permitir que pagadores e recebedores movimentem o seu dinheiro online para toda e qualquer entidade, empresa e pessoa física cadastrada em até dez segundos, 24 horas por dia, sete dias da semana – inclusive feriados – e com baixo custo. Esse método de pagamento exigirá apenas dados como o telefone, e-mail, CPF ou CNPJ do destinatário ou a leitura de QR Codes pelos smartphones.


Como os novos métodos de pagamentos dependem apenas de um dispositivo móvel, acredito que a inclusão financeira será o próximo efeito da Covid-19 por aqui. E já existem dados que vão na direção do meu pensamento: de acordo com um estudo sobre m-Commerce e m-Payment feita pelo Panorama Mobile/Opinion Box – conjunto de pesquisas periódicas sobre hábitos dos brasileiros no consumo de conteúdos e serviços móveis – em agosto, o número de pessoas que realizaram compras ou pagamentos via celular aumentou de 85% para 91% entre aqueles que acessam a internet pelo aparelho.


O levantamento citado também apurou que, em relação aos meios de pagamento, o QR Code foi utilizado por 48% dos consumidores, ou seja, o mobile payment deixou de ser uma promessa e hoje já é realidade. Faço ainda uma outra observação: tendo em vista que o pagamento por QR Code não exige smartphones caros, a tendência é que ocorra uma grande inserção do público de baixa renda nas operações, uma vez que a quantidade de fintechs que oferecerem esse tipo de pagamento ao custo muito inferior, é enorme.


Vejo que a mobilidade urbana precisa se modernizar e acompanhar as tendências do mercado para poder evoluir. Oferecer novos métodos de pagamento nos ônibus, metrôs e CPTM é de fundamental importância. Atualmente, os usuários de transporte público perdem muito tempo em filas para compra ou recarga de bilhetes. Com a disseminação do pagamento por QR Code, os trabalhadores teriam mais facilidade no dia a dia e ganhariam tempo para se deslocar pela cidade. A tecnologia é uma solução mais democrática e atende a todos, sem distinção.


O nosso país conta com 45 milhões de pessoas que não mexem na conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco, mas que movimentam cerca de R$ 800 bilhões anualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles serão os grandes beneficiados dos métodos de pagamento que desburocratizam trâmites bancários e rompem barreiras. O Brasil estava precisando dessas mudanças para poder progredir. O caminho ainda é longo, mas demos o primeiro passo.

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LinkLab ACATE seleciona startups para se conectarem com grandes empresas

O LinkLab, rede de Inovação Aberta da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), abriu a última chamada do ano para startups do todo o país se inscreverem. O programa conecta médias e grandes empresas a startups com o objetivo de solucionar problemas e criar negócios inovadores. Nesta edição, serão cerca de 50 oportunidades para startups de todo o país fecharem negócio com corporates como AMBEV, ArcelorMittal, Engie e CTG Brasil. As inscrições são gratuitas para as startups no site https://linklab.acate.com.br/ até o dia 8 de novembro.

As empresas participantes buscam startups para promover inovação aberta e soluções para diversas áreas de negócios, como logística, marketing, data science, relacionamento com clientes, varejo, big data dentre outras.  Na página do LinkLab, é possível conhecer cada uma das corporates e seus os desafios. Nos dias 3, 4 e 5 de novembro, acontece o evento LinkLab Open Day, e as startups terão a oportunidade de ficar frente a frente (online)  com as empresas para tirarem suas dúvidas sobre os desafios e fazer network. 

“A metodologia da rede LinkLab é desde a ponta. Nosso time mapeou junto com as grandes empresas quais eram seus maiores desafios de inovação e as conecta de forma estruturada a todo o ecossistema da ACATE e ecossistemas parceiros, promovendo a inovação de produtos, serviços, cultura e métodos. Com isso, conseguimos excelentes resultados para as corporates de forma mais ágil, e as startups conseguem potencializar o seu crescimento no mercado”, Silvio Kotujansky, Head de Inovação da ACATE. 

Um recente case de sucesso do LinkLab é a parceria entre a startup Evoluum e a varejista catarinense Koerich no mercado de fintechs. Durante um ano, foi feito um trabalho em conjunto para o desenvolvimento de um aplicativo financeiro para os clientes do grupo.

Como funciona

  1. Inscrição da startup/solução no LinkLab ACATE
  2. Pré-seleção e enquadramento nas áreas de interesse (desafios) das corporates
  3. Seleção da startup por uma ou mais corporates para apresentação do negócio
  4. Aprovação, alinhamento e proposta de trabalho conjunto (corporate + startup)
  5. Jornada para várias oportunidades e conexões que podem alavancar seu negócio

Corporates participantes da Rede LinkLab: AMBEV, ArcelorMittal, Bloco, Catarinense Pharma, CESUSC, CISA, CLAMED, Code7, CTG Brasil, Dimas, Engie, FCDL Santa Catarina, Fort Atacadista, Governo de Santa Catarina, Grupo ND, Koerich, Marisol, Orbenk, Porto Itapoá, Realize, Schulz, SETA Engenharia, Teltec Solutions, Tigre, Unimed Grande Florianópolis, UNIASSELVI, Univen, WEG e Whirpool

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