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Resource apresenta soluções inteligentes para o mercado financeiro no CIAB 2019

A Resource, multinacional focada na entrega de transformação digital, anuncia sua participação no CIAB FEBRABAN 2019, principal evento de tecnologia da informação para o setor financeiro. Durante o congresso, a empresa apresentará soluções de seu amplo portfólio voltado para o segmento financeiro, envolvendo RPA, Analytics, SAP S/4HANA Cloud, SMP, Agile, Big Data, Machine Learning, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (IA), User Experience (UE), Customer Experience (CX) e outras tecnologias e conceitos emergentes aplicados a meios de pagamento, infraestrutura end-to-end especializada em Financial Services e sistemas de parametrização, entre outras ofertas baseadas em abordagens estratégicas.

Considerado o maior congresso de Tecnologia da Informação (TI) para o setor financeiro da América Latina, o CIAB 2019 será realizado de 11 a 13 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Nesta edição, sob o tema “Conectado com o Cliente. Contribuindo para a Sociedade”, o evento contará com debates e demonstrações sobre os processos de inovação no qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar seus desempenhos, aumentar o alcance e garantir resultados melhores.

Durante o evento, a Resource apresentará cases de transformação digital desenvolvidos com as principais instituições do segmento financeiro do País. Nessas ações, a atuação da Resource é sempre realizada por meio de abordagens estratégicas e modelos consultivos, com foco em mudanças que agregam valor real ao modelo de negócio dos clientes e conforme suas necessidades específicas. Dessa forma, a Resource projeta caminhos inovadores capazes de gerar mudanças rápidas e com resultados consistentes para as companhias.

Entre os cases para o segmento financeiro, a Resource destaca a implementação de uma nova plataforma integrada de gestão empresarial – ERP da SAP, na TecBan, empresa que administra o Banco24Horas, para suportar o seu atual processo de melhoria continua, de forma mais rápida, estável e segura. Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, que envolveu a participação de 20 áreas e mais de 100 profissionais, o projeto promoveu a integração do novo ERP SAP em Hana (base de dados in-Memory) aos 29 sistemas já existentes dentro da operação da TecBan.

Outro projeto da Resource para o segmento foi o desenvolvimento da plataforma Única, novo sistema de pagamento eletrônico para o Tribanco, unidade de serviços financeiros do Grupo Martins, uma das mais importantes empresas brasileiras de distribuição. A solução realiza operações de pagamento e adquirência (processo de credenciamento e habilitação de lojistas para a realização de transações feitas com cartões de crédito e débito) para atender redes varejistas clientes do Grupo em todo o País. A multinacional foi responsável pela construção de uma arquitetura especialmente preparada para gerenciar um alto volume de transações de forma rápida, precisa e segura, usando as tecnologias e ferramentas mais modernas do mercado.

Destaque também para a implementação de uma nova plataforma integrada de gestão empresarial (ERP) para uma importante entidade sem fins lucrativos que administra os planos de previdência dos empregados e aposentados de uma companhia hidroelétrica do Nordeste. Desenvolvido com soluções em Nuvem da SAP, o projeto tem como objetivo aperfeiçoar a gestão integrada e aprimorar os processos contábeis, de gestão de riscos e de análises financeiras da fundação. A companhia utilizou uma série de soluções modernas e inteligentes, como o ERP Cloud da SAP (S/4HANA Cloud), o SAP Analytics Cloud Planning (Plataforma Cloud de Analytics e Planejamento) e o TaxServices (serviços fiscais em Cloud). Esse é o primeiro projeto de SAP S/4HANA Cloud e SAP Analytics Cloud totalmente conduzido por um parceiro SAP no Brasil utilizando a cloud pública da companhia, incluindo as etapas de arquitetura, implementação e suporte.

No final do ano passado, a companhia obteve a certificação de Desenvolvedor Corda, destinada a profissionais com conhecimento técnico avançado no desenvolvimento de aplicações na plataforma de blockchain Corda. Com a novidade, a companhia se torna uma das poucas empresas no Brasil a contar com certificado nessa competência. O documento é emitido pela R3, empresa de software empresarial que desenvolve a plataforma de blockchain Corda e a única organização a conceder esse tipo de validação.

A multinacional destacará ainda seu amplo portfólio de soluções baseadas em tecnologia digital e desenvolvidas especialmente para tornar os clientes empresariais mais eficientes, inovadores e competitivos. “Iremos apresentar como a transformação digital pode simplificar processos, agilizar as decisões, reduzir os custos e aumentar a eficiência operacional das empresas”, afirma Fabiana Batistela, Vice-Presidente de Marketing, Inovação e Capital Humano da Resource.

Com quase 30 anos no mercado – mais de 25 deles atuando no segmento financeiro -, a Resource antecipa tendências para o setor e oferece serviços end-to-end, ou seja, atuando desde a consultoria até a entrega do produto. Boa parte do faturamento da companhia é impulsionada por bancos, que buscam a inovação de forma constante e em um ritmo acelerado.

“Oferecemos um portfólio de tecnologias disruptivas e que estará sendo demonstrado no CIAB FEBRABAN, evento que conta com um público altamente qualificado, formado por executivos do setor financeiro das áreas de tecnologia, canais, pesquisa, inovação tecnológica, riscos, segurança da informação, meios de pagamento, serviços bancários, seguros, entre outros que frequentam os três dias do congresso e da exposição”, diz a executiva.

Novo reposicionamento de marca

No estande da Resource, o público poderá conhecer melhor as características e vantagens das soluções para o mercado financeiro e também da nova identidade visual da multinacional. “O reposicionamento da marca e a nova identidade visual são iniciativas que nos colocam em sintonia com o atual momento de inovação. Estamos reforçando nosso portfólio de serviços para ampliar a atuação da companhia em setores estratégicos e intensificar as parcerias com os principais fabricantes globais”, explica a Vice-Presidente de Marketing, Inovação e Capital Humano da Resource.

Dados do mercado nacional

A Resource está explorando as tecnologias mais modernas do mundo para oferecer a seus clientes soluções diferenciadas. A empresa destaca, por exemplo, o crescimento do segmento mobile. Segundo dados da FEBRABAN, o número de transações bancárias feitas pelo celular em 2018 cresceu 24%, em relação ao ano anterior, e os aplicativos dos bancos tornaram-se o canal preferido dos brasileiros para fazer pagamento de contas, transferências de dinheiro e outras transações financeiras. Hoje, de cada 10 transações, com ou sem movimentação financeira, seis são feitas por meios digitais – celular ou computador.

O estudo revela que os gastos com tecnologia bancária, incluindo despesas e investimentos, continuaram consistentes e somaram R$ 19,6 bilhões no ano passado, um crescimento de 3% em comparação a 2018. Desse total, R$ 10 bilhões foram destinados a aplicações de software, reforçando o foco das instituições bancárias no desenvolvimento de novas funcionalidades em serviços e produtos dos bancos.

Quando perguntados sobre os investimentos prioritários previstos para os próximos anos, os bancos revelam que o setor tende a usar cada vez mais a inteligência de dados em suas operações: 80% dizem planejar investimentos em Big Data/Analytics; e 73% investirão em Inteligência Artificial e computação cognitiva. O setor bancário é, junto com o governo, o que mais investe em tecnologia no Brasil.

CIAB FEBRABAN 2019

Quando: de 11 a 13 de junho, das 10h às 19h

Local: Transamérica Expo Center

Informações: https://ciab.com.br/pt/informacoes

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Comportamento profissional é principal motivo da baixa produtividade brasileira

Por Erika Linhares

A produtividade da força de trabalho no Brasil não é novidade, está muito aquém da observada nas principais economias globais. Um levantamento feito pela Fecomercio-SP e divulgado em março deste ano mostrou que um trabalhador brasileiro leva uma hora para fazer o mesmo produto ou serviço que um norte-americano consegue realizar em 15 minutos e um alemão em 20 minutos.

Em geração de riqueza, isso significa que produzimos em uma hora o equivalente a US$ 16,75, enquanto os Estados Unidos produzem US$ 67 nos mesmos 60 minutos. Para fazer essa comparação de produtividade entre os países, os especialistas analisam fatores como capital físico, humano, financeiro, burocracia e acesso à tecnologia. Porém, há um aspecto por vezes menos tangível, mas com profundo impacto sobre a produtividade das companhias e, consequentemente, de um país: o comportamento dos colaboradores.

Em mais de 20 anos de vida corporativa tenho observado com frequência organizações muito dedicadas ao cliente e pouco dedicadas a quem entrega soluções ao cliente, os seus funcionários. São, em geral, empresas que buscam oferecer produtos e serviços dinâmicos, inovadores e competitivos. Para conseguir isso, têm estratégias focadas na satisfação do consumidor e, na hora de contratar, na grade curricular e nas experiências do candidato. No entanto, o comportamento do profissional quase nunca entra na equação de sucesso da companhia.

Boas universidades, idiomas e experiência não são sinônimo de produtividade e entrega, mas comportamento sim. As pessoas que progridem em suas vidas pessoal e profissional não tiveram necessariamente as mesmas oportunidades e o mesmo estudo, mas têm o mesmo tipo de comportamento: um mindset progressivo. Por isso, mais importante do que o perfil de um colaborador é desenvolver seu comportamento corporativo, progredindo de um mindset fixo para um mindset progressivo, ou seja, um profissional que encara problemas como desafios, se autorresponsabiliza e é independente.

Normalmente isso funciona como uma pirâmide dentro de uma empresa: 10% não querem mudar e não há como educá-los de forma diferente; 20% já nascem com um mindset progressivo e não precisam de ajuda; e os outros 70% são aqueles profissionais que ainda tem o mindset fixo, mas podem ser educados comportamentalmente. Os benefícios dessa mudança estão muito além da produtividade, trazendo ainda mais leveza para funcionários que, por vezes, não sabem o que os impede de progredir e encontrar felicidade profissional.

A capacidade produtiva de um país é central para o crescimento das organizações e não pode ser um fator que impede as companhias de crescerem. Não são governos que progridem países, mas empresas e colaboradores que inovam, geram postos de trabalho e fazem a economia girar.

As organizações precisam se interessar genuinamente pela evolução do modelo mental de suas equipes. Pessoas com um mindset fixo não prosperam! O estudo é muito importante, mas sem atitude é desperdício! Transformar o comportamento torna os profissionais mais práticos e felizes e, logo, mais engajados e produtivos.

A educação comportamental leva as pessoas a pensarem e serem autônomas, a técnica puramente as transformam em robôs esperando manutenção!

Erika Linhares, fundadora da B-Have, empresa que oferece mentoria especializada em mudança de comportamento humano nas empresas.

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Em seu primeiro evento no Brasil, Automation Anywhere anuncia parceria com a TOTVS

A Automation Anywhere®, líder mundial em robotic processs automation (automação robótica de processos ou RPA, na sigla em inglês), realizou seu primeiro evento no Brasil, no Renaissance Hotel, em São Paulo. Na ocasião, batizada “Digital Workforce Summit”, foi abordada a crescente Transformação Digital nas empresas, por meio de bots de software, para mais de mais de 600 pessoas, entre parceiros e clientes. Além disso, a companhia anunciou parceria com a TOTVS, multinacional brasileira líder no desenvolvimento de soluções de negócios no mercado brasileiro.

Ao comentar a novidade, Weslyeh Mohriak, Country Director da empresa no Brasil, disse que o País é um mercado-chave para os negócios, pois demonstra alto nível de aceitação da automação. “Com a aliança, será possível expandirmos nossa atuação local ao fazer com que mais empresas tenham acesso a soluções que melhoram a sua eficiência e lucratividade, além de liberarem profissionais humanos para atividades de maior valor agregado e deixarem as tarefas repetitivas a cargo de bots”, afirma o executivo.

Entre os destaques do evento, houve também a palestra de Ankur Kothari, um dos co-fundadores da companhia, que falou sobre a trajetória de empreendedorismo e visão da organização, que planeja quadruplicar seus negócios no Brasil em 2019. Além disso, foram apresentados cases de sucesso de alguns dos clientes da empresa, como os da CPFL, Banco Votorantim e Unilever. “Estamos muito felizes com os 100 clientes que conquistamos em um ano de atuação no país e de ver que eles já colhem frutos relacionados a maior produtividade, agilidade e redução de erros operacionais”, destaca Mohriak.

O time de produto da Automation Anywhere também falou sobre as inovações e o roadmap para o mercado local, e uma sessão de Build a Bot usando Inteligência Artificial foi oferecida para que os presentes tivessem a oportunidade de construir seu próprio robô, sem precisar de linhas de desenvolvimento ou ser um desenvolvedor. “A inovadora tecnologia da Automation Anywhere empodera pessoas e oferece soluções com interfaces gráficas, o que torna mais rápido e fácil a criação e uso de robôs por áreas de negócios – e não necessariamente por times que têm alto conhecimento de tecnologia”, ressalta Mohriak. O evento contou, ainda, com a presença de Edmundo Costa, vice-presidente da empresa para a América Latina, responsável por garantir a expansão bem-sucedida da organização de vendas.

A parceria anunciada, realizada no modelo OEM, possibilita a venda exclusiva dos bots no Brasil, integrados aos softwares da TOTVS. Por meio da força e capilaridade da rede de distribuição da líder nacional em ERP (do inglês Enterprise Resource Planning, ou Planejamento dos Recursos da Empresa), responsável pela venda e implantação em mais de 30 mil clientes, a expertise de RPA da Automation Anywhere passará a fazer parte dos sistemas de gestão mais utilizados no País. “Possuímos uma grande capacidade de levar tecnologia de ponta de forma acessível a empresas dos mais diversos portes e segmentos. Ao incorporarmos rotinas inteligentes ao nosso portfólio, entregaremos uma gestão de negócios mais digital e eficiente a essas empresas”, explica Juliano Tubino, vice-presidente de negócios da TOTVS.

Fundada nos Estados Unidos em 2003, a Automation Anywhere oferece uma plataforma de RPA combinada à Inteligência Artificial (IA) que permite liberar humanos para atividades mais estratégicas, ao passo que tarefas repetitivas ficam a cargo de robôs com capacidade de machine learning. Presente no Brasil desde maio de 2018, por meio do parceiro Smartforce, a companhia anunciou no final de março seu primeiro escritório no Brasil, em Alphaville, São Paulo, que já conta com 50 pessoas.

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Prever o potencial dos profissionais é a tendência para o setor de Recursos Humanos

Por Marcelo Souza

Neste mundo cada vez mais ágil e disruptivo, contar com equipes compostas por indivíduos com capacidades cognitivas variadas é a forma de ter uma empresa mais competitiva no mercado.

Quando falamos de capacidade cognitiva nos referimos a várias habilidades que as pessoas têm ou podem desenvolver ao longo da vida, entre elas: facilidade na aprendizagem, agilidade na solução de problemas, rapidez de raciocínio e aptidão para lidar com a ambiguidade.

Tanto a experiência quanto o potencial de aprendizagem são fatores importantes para que as pessoas desenvolvam a capacidade cognitiva, que permite a adaptação às mudanças rápidas e à complexidade do cenário atual.

Atualmente, o grande desafio das empresas, em especial dos profissionais de RH, é escolher não só os melhores talentos para as organizações, mas aqueles com capacidade de se adaptar e prosperar no cenário de mudanças rápidas.

Com isso, os RHs passam a ter uma atuação mais estratégica dentro das empresas, já que os CEOs e líderes confiam neles para indicar os melhores perfis de profissionais, principalmente aqueles com capacidade de resolver os problemas e questões importantes antes que se tornem desafios intransponíveis, que vão demandar a intervenção da alta liderança.

Além da capacidade de antever e solucionar problemas, os funcionários de hoje devem ser ágeis o suficiente para aprender e adotar novas tecnologias praticamente da noite para o dia, aproveitando todos os recursos tecnológicos disponíveis para criar valor para a organização e também para seus clientes.

Porém, identificar ou prever essas habilidades não é tarefa simples. E sem o apoio das ferramentas desenvolvidas para esse fim, isso torna-se quase que uma missão impossível, ainda mais se considerarmos que algumas ferramentas identificam poucos traços psicológicos, como inteligência e ambição. Mas as empresas precisam saber muito mais do que isso no momento de contratar ou promover um profissional.

Ao conhecer todo o potencial das pessoas para novas aprendizagens e de que forma elas vão lidar com os desafios empresariais que surgem inesperadamente, as empresas são capazes de designar aos profissionais funções que se encaixam perfeitamente em suas habilidades. Isso traz impactos positivos em todo o processo, resultando em equipes mais satisfeitas, engajadas e estáveis.

Conseguir descobrir a combinação certa de habilidades cognitivas entre integrantes de uma equipe – seja ela formada por novos profissionais e também por aqueles que já estão na empresa – é o grande desafio da área de Recursos Humanos.

Para atender essa demanda, atualmente existem avaliações que fornecem todas as respostas necessárias para a correta tomada de decisão, e a Avaliação de Inteligência Geral (GIA) é uma delas.

Por meio do GIA é possível prever de forma precisa o tempo que alguém levará para lidar com uma nova atividade ou função, habilidade, processo etc. A avaliação mede o potencial exato das pessoas, apontando sua capacidade de se desenvolver e crescer profissionalmente, em vez de focar exclusivamente nos conhecimentos existentes.

O GIA engloba cinco testes de habilidades cognitivas simples: lógica, velocidade de percepção, cálculo e precisão, significado de palavras e visualização espacial. Ao avaliar os recursos de um indivíduo nessas cinco áreas, você poderá agir de forma a manter as pessoas engajadas no trabalho, destinando a elas funções que desafiam e estimulam os pontos fortes que têm.

E uma vez que os RHs tenham acertado essa combinação de profissionais com diferentes capacidades em seus processos de gestão de pessoas e talentos, eles estarão de fato apoiando suas organizações a prosperar até mesmo, e principalmente, nos momentos de crises e grandes desafios.

Para saber mais sobre com prever o potencial dos profissionais, acesse o whitepaper da Thomas International Brasil em: bit.ly/Thomas_Predicting

Marcelo Souza, CEO do Grupo Soulan, que é referência no mercado de RH, e Country Manager da Thomas International no Brasil.

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Líderes de Recursos Humanos precisam rever estratégias para o futuro, diz KPMG

Apenas 40% dos líderes de Recursos Humanos têm um plano de trabalho de transformação digital implementado. Além disso, apesar de 70% reconhecerem a necessidade de uma transformação da força de trabalho, apenas 37% estão muito seguros sobre a capacidade de modificar a área de RH. Essas são algumas das conclusões da pesquisa “O futuro do RH” (The future of HR, em inglês), conduzida pela KPMG entre julho e agosto com 1.201 altos executivos da área de 64 países, representando 31 setores da Ásia-Pacífico, Europa, América do Norte, Oriente Médio, África e América Latina.

“Os líderes de Recursos Humanos mais arrojados estão agindo de forma consistente e sem hesitação, apostando na transformação da área como fator determinante para o sucesso dos negócios. Um modelo mais moderno, ágil e focado na experiência do empregado está alinhado com a aplicação de novas habilidades de gestão, inteligência artificial e robótica para integrar talentos humanos e estratégias digitais”, afirma Patrícia Molino, sócia-líder de Pessoas e Transformações da KPMG no Brasil.

A cultura do local de trabalho também mereceu destaque na pesquisa, sendo considerada uma barreira à transformação digital para 41% dos respondentes. Aproximadamente um em cada três respondentes (35%) disse que a cultura é mais orientada para tarefas em vez de ser inovadora ou experimental. Outra conclusão importante é que as áreas de RH que estão passando agora por processos de transformação digital avaliam que as deficiências de habilidades (51%) e a falta de recursos (43%) são as principais barreiras para alcançar mudanças mais profundas. O conteúdo também revelou que 42% dos entrevistados concordam que preparar a força de trabalho para o futuro utilizando inteligência artificial é um dos maiores desafios a ser enfrentado nos próximos cinco anos.

Outro dado relevante é que mais da metade dos executivos (60%) acredita que a inteligência artificial criará menos postos de trabalho do aqueles que serão eliminados e exigirá maior qualificação dos colaboradores. “A pesquisa também revela que há uma parcela significativa de líderes que estão assistindo passivamente as transformações do mercado, esperando que outras áreas como tecnologia da informação mostrem o caminho para iniciar as mudanças”, completa a sócia da KPMG. Esta postura não é compatível com a expectativa dos CEOs segundo o estudo CEO Outlook, onde 72% relataram que preferem iniciar a disrupção em suas empresas e não esperar que a mudança ocorra no mercado para depois reagir, pois 60% acreditam que este processo é mais uma oportunidade que uma ameaça.

Aproximadamente metade da amostra da pesquisa é de empresas com número de funcionários com número igual ou superior a 5 mil e 42% dos respondentes são de organizações com receita anual superior a US$1 bilhão. O conteúdo está disponível na íntegra no link – assets.kpmg.com/content/dam/kpmg/xx/pdf/2018/11/future-of-hr-survey.pdf.

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Chatbots: uma revolução no atendimento ao cliente

Por Yuri Fiaschi

Os chatbots representam uma grande evolução na relação entre pessoas, marcas e tecnologia. Essa tecnologia já está presente em setores da economia como call centers, instituições financeiras, redes sociais e fintechs, de modo a integrar processos de automação, machine learning e inteligência artificial. A constante utilização dessa ferramenta faz com que o processo de atendimento seja personalizado, com respostas direcionadas a diversas áreas e finalidades.

Atualmente, várias empresas utilizam bots em mensagens (SMS/aplicativos de mensageria) e voz. Estamos em uma época de consolidação, em que os mais rápidos e melhores ficarão na frente, e os demais deixarão a cena. Em um exemplo maior, temos as assistentes de voz como Siri, Alexa e Cortana – esta última, aliás, está deixando a cena para começar a integrar as demais. Os bots seguirão o mesmo caminho, por isso o desenvolvimento da inteligência é tão importante, com mais integração. Ao pensarmos no futuro, a aplicabilidade dos bots fica focada no atendimento ao cliente, seu grande potencial e diferencial.

O futuro dos chatbots integrado com outras inteligências em nosso cotidiano está cada vez mais próxima da realidade. Por exemplo, um técnico pode tocar a campainha de sua casa para consertar a geladeira, e você nem sabia que havia um problema, ou um cliente pode receber proposta de um banco para um novo serviço e fechar o negócio. O fato é atribuído por conta de a média de interação crescer mais de 200% quando os bots são integrados a ofertas de produtos e atendimento ao consumidor.

Os setores da economia que já utilizam os bots incluem call center, instituições financeiras, gerenciamento de redes sociais e fintechs. Nesses casos, o uso de chatbots potencializa o atendimento, fazendo com que os colaboradores se concentrem mais em problemas complexos, que dependem da capacidade humana para ser resolvidos. Por exemplo, os bots podem ser usados para checar o saldo em sua conta no fim do mês, mas, ainda assim, os clientes gostariam de ser atendidos por um humano para lidar com situações como
cartões clonados. No primeiro caso, o pedido do cliente pode ser facilmente resolvido pelo robô. No segundo, a empatia e a aproximação com um atendente pode transmitir segurança maior para um cliente que se descobriu vítima de fraude.

A grande questão do momento é como os bots conseguem acessar as informações e por onde. Existem divergências entre diversas áreas, e um tema cada vez mais importante é a segurança dos dados. Com isso, cada empresa deve medir seus riscos e ver até onde permitirá que os dados sejam acessados em suas data bases. Isso demanda não só protocolos mais robustos como também segurança e conexões rápidas, dentro e fora dos data centers, ainda mais em tempos em que os cidadãos se preocupam cada vez mais com sua privacidade e com os dados aos quais as corporações têm acesso.

No âmbito nacional, o Brasil é um early adopter dos chatbots. Assim, todos os mercados olham para nós com atenção para aprender com o que está sendo feito. O mercado de tecnologia brasileiro, na área de banking, é um dos mais avançados do mundo, por exemplo. Quando falamos de ideias e desenvolvimento, o mercado americano sempre é um benchmark, mas em termos de adoção o Brasil é modelo.

Yuri Fiaschi, head das Américas da Infobip, empresa croata que opera uma das maiores plataformas omnichannel do mundo.

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Certsys estreia seu laboratório de tecnologia no CIAB FEBRABAN 2019

Palco de grandes novidades em tecnologia voltadas para o sistema financeiro e de negócios, o CIAB FEBRABAN 2019, que ocorre de 11 a 13 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, foi o local escolhido pela Certsys, integradora de TI responsável por realizar toda a jornada tecnológica de Transformação Digital de empresas, para lançar seu centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação de soluções para o mercado: o Certsys Labs.

O Certsys Labs chega ao mercado com o objetivo de desenvolver e apresentar soluções próprias. Internamente, a expectativa da empresa é compartilhar técnicas e envolver as equipes, expandindo seu portfólio e tornando o negócio cada vez mais disruptivo e competitivo.

Com o objetivo de apresentar lançamentos de produtos e soluções, além de atualizar o mercado com as últimas tendências do setor, a 29ª edição do CIAB anuncia 10 grandes temas para discussão: Tendências Tecnológicas, Fintechs & Startups, Serviços de Tecnologia, Regulação, Meios de Pagamentos, Seguros, Futurismo, Segurança & Cybersecurity, Jornada do Cliente e Provedores de Soluções e Negócios.

Quanto aos expositores da CIAB, que conta com mais de 140 nomes do ramo, a Certsys tem seu lugar cativo também como patrocinador, o que lhe proporciona ainda maior visibilidade para os líderes e a oportunidade de estabelecer relacionamentos e ativar contatos. Durante os três dias, o time Certsys estará no estande A69, no Hall A.

Na quarta-feira, dia 12, às 16 horas, a Certsys irá realizar palestra com o tema Social Analytics na Indústria Financeira, abordando a importância das mídias sociais nos novos modelos de negócios.

Instituições bancárias também estão confirmadas para o evento, com a palestra de Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco, e Jim Marous, bancário, palestrante global e colaborador da Forbes.

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Ascenty inaugura novo data center em Paulínia

A Ascenty, empresa líder no mercado de data center com foco na América Latina, anuncia o início das operações de seu novo data center no município de Paulínia (SP). Com investimento de R$ 150 milhões, o projeto conta com 7 mil m² de construção e 16 MVA de energia e visa atender à demanda crescente das empresas por soluções de data center de alta qualidade.

“O início das operações da unidade de Paulínia é mais um passo importante dentro dos planos de expansão da Ascenty. A região metropolitana de Campinas é extremamente estratégica, pois oferece localização privilegiada, próxima a rotas de acesso à capital e aos principais municípios da região, onde atuam grandes companhias que já são nossas parceiras”, afirma Roberto Rio Branco, vice-presidente de Marketing e Relações Institucionais da Ascenty.

“O ritmo do forte crescimento do mercado global de data centers deve continuar e estamos bem posicionados para atender a essa demanda na América Latina. Nossa integração à plataforma global da Digital Realty e a recente parceria com a Brookfield Infrastructure proporcionam aos nossos clientes acesso a uma das maiores redes de data centers interconectados do mundo e aos benefícios de uma das maiores gestoras de ativos do Brasil nos segmentos de infraestrutura e private equity.”, completa Marcos Siqueira, vice-presidente de operações da Ascenty.

A Ascenty finalizará 2019 com 16 data centers em operação no Brasil. Como próximos passos, a empresa anunciou, recentemente, a construção de seu primeiro data center no Chile, com lançamento previsto para julho de 2020.

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Instituições financeiras podem explorar sistemas bancários integrados para oferecer serviços digitais seguros, afirma Unisys a líderes do setor

A Unisys Corporation (NYSE: UIS) participa da Fintech Americas 2019 para discutir as oportunidades que os sistemas bancários integrados podem oferecer ao setor de serviços financeiros. Entre elas, formas de integrar funções bancárias, de empréstimo e pagamento às aplicações de consumo mais populares. Ao eliminar obstáculos dos processos tradicionais por meio dessas medidas, as instituições serão capazes de proporcionar uma excelente experiência aos clientes e promover avanços na gestão de identidades, que podem garantir uma sólida postura de segurança em meio ao acelerado ritmo de transformação.

Maria Allen, vice-presidente e head global da Unisys para a área de Serviços Financeiros, apresenta um painel de discussão ao lado de David Estevez, CIO do Grupo Petersen, e Daniel Kennedy, vice-presidente do Scotiabank para bancos digitais, para discutir como a transformação digital das instituições financeiras está mudando a experiência e as expectativas dos clientes, e como avanços como o open banking têm aberto portas para a oferta de muitos serviços que bancos tradicionais não poderiam oferecer anteriormente. A discussão também aborda os riscos da segurança cibernética que as transformações podem trazer consigo e o importante papel de uma abordagem Zero Trust para garantir sucesso no futuro.

“O ritmo acelerado das mudanças no setor bancário está abalando a abordagem tradicional dos bancos em relação aos consumidores”, destaca Allen. “Os clientes de hoje contam com muitas opções, mas avanços como o sistema bancário integrado permitem que os serviços digitais sejam oferecidos em tempo real, quando e onde for preciso. Trata-se de eliminar os obstáculos dos processos bancários tradicionais – permitindo que pessoas realizem transações de qualquer dispositivo, a qualquer momento – para proporcionar uma melhor experiência”.

Entre outros temas, destaca-se também a necessidade de os bancos ficarem atentos aos riscos de cibersegurança que podem enfrentar ao adotar novas tecnologias (como inteligência artificial baseada em voz) e de tomarem medidas proativas para estabelecer uma abordagem de segurança, uma vez que as defesas dos perímetros já não são suficientes para reagir às ameaças de hoje.

“Zero Trust é um tema importante atualmente e, como muitos outros termos novos, pode significar coisas diferentes para diferentes empresas. Na Unisys, acreditamos que uma essa abordagem se baseia na ideia de que nenhum usuário ou dispositivo – dentro ou fora de redes privadas – deve ser confiável e de que as organizações devem dar o mínimo acesso possível mediante a identificação segura”, explica Allen. “É necessário contar com uma abordagem que usa ‘identidades confiáveis’, pois a interconectividade com parceiros, fornecedores e clientes exige a proteção de dados críticos nos vários pontos de acesso. Felizmente, avanços como autenticação biométrica multimodal, incluindo elementos como reconhecimento de voz e de íris e biometria comportamental, como velocidade de digitação, podem ser implantados para verificar a identidade do usuário nos diversos canais”.

Usando tecnologias de acesso baseadas em identidade, bancos e instituições financeiras podem implementar um modelo de segurança Zero Trust para combater riscos sistêmicos agregados a sistemas bancários integrados. Dessa forma, conexões com fornecedores e parceiros podem ser feitas com confiança e os benefícios do open banking podem ser concretizados.

A Unisys ajuda as instituições financeiras a alcançar níveis elevados de digitalização utilizando o Elevate™, plataforma de software completa e pacote de aplicações desenvolvidas para proporcionar experiências seguras aos clientes de bancos digitais. O Elevate conta com a segurança do Unisys Stealth®, que dispõe de recursos dynamic isolation™ para isolar rapidamente dispositivos ou usuários ao primeiro sinal de comprometimento. O Stealth™ reduz as superfícies de ataque por meio de microssegmentação baseada em identidade, permitindo que os bancos separem e escondam ativos críticos e estabeleçam canais codificados para comunicação segura de usuários, aplicações e sistemas.

Mais de 450 instituições financeiras em todo o mundo usam soluções da Unisys. Para obter mais informações sobre os recursos da Unisys para serviços financeiros, clique aqui.

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ABES sela parceria com IBI-TECH para apoiar o ingresso de startups israelenses no Mercado Brasileiro

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, (esquerda) e Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de assinar uma carta de intenções com Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech (Israel Brasil Innovations LTD), empresa israelense com filial no Brasil, com o objetivo de unir esforços para apoiar a ida de empresas de tecnologia da informação de Israel para o Brasil. Em Tel Aviv, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão de empresários brasileiros em Israel, Rodolfo Fücher comenta que “O mercado brasileiro apresenta uma excelente oportunidade para empresas israelenses investirem, porém, o Brasil possui uma percepção negativa para investidores estrangeiros, devido à complexidade tributária, forte judicialização e processo judicial caro e demorado. Neste sentido, a ABES possui mais de 30 anos de experiência na área jurídica, regulatória, tributária e pode auxiliar as companhias estrangeiras que desejem operar no Brasil”, afirma.

O executivo Shaul Shashoua explica que sua operação no Brasil permite a conexão do mercado brasileiro com o ambiente empreendedor de Israel. “Por meio de nossa forte experiência em Tecnologia e Desenvolvimento de Negócios, transformamos oportunidades inovadoras em projetos reais no Brasil e em Israel. A parceria com a ABES será de grande valor para estreitar relações e criar novas oportunidades para os empreendedores nos dois países”, afirma o presidente da IBI-Tech.

Missão em Israel

Rodolfo Fücher está, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão, organizada pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativo), em Tel Aviv, Israel, com executivos e conselheiros de administração brasileiros. Um dos objetivos do executivo nesta viagem é posicionar a ABES como referência em inovação para empresas israelenses, principalmente startups, que buscam expandir seus negócios no Brasil, além de apontar o País como um excelente mercado para prospecção de negócios.

Com uma agenda com visitas previstas à Universidade Technion; à Autoridade de Inovação de Israel, Programa de Inovação da Bolsa de Valores de Tel Aviv; e a empresas como Intel e Elbit System; a missão teve como intuito mostrar como Israel, conhecido como “Startup Nation”, teve um crescimento econômico tão significativo nos últimos anos: atualmente, o país concentra a maior média de empresas de tecnologia por habitante, 1 a cada 1.400 pessoas. “Israel é um celeiro de startups de sucesso que podem ser exemplos para empreendedores brasileiros. Neste sentido, essa missão nos ajuda a conhecer mais de perto o ambiente de inovação do país e a criar caminhos que nos permitam aproximar os dois mercados”, conclui Fücher, que volta ao Brasil no dia 4 de junho.

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3º Hackaton CIAB FEBRABAN divulga lista dos 130 desenvolvedores selecionados para participar da competição

O congresso anual CIAB FEBRABAN promoverá a terceira edição da maratona de programação “Hackaton CIAB FEBRABAN”, e a lista de desenvolvedores selecionados acaba de ser divulgada. A competição acontecerá nos dias 08 e 09 de junho, em São Paulo.

Este ano, o Hackathon registrou mais de 250 inscritos, dos quais 130 foram selecionados para participar da competição. Sob a temática: “Entender para Atender Melhor os Clientes na Era da Economia Analítica” a maratona tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de projetos que impactam positivamente o mercado bancário no Brasil.

“Em mais um ano, o Hackathon atraiu um grande número de inscritos. Estou com boas expectativas sobre os projetos que serão apresentados, pois certamente trarão ideias capazes de influenciar positivamente todo o setor bancário por meio da tecnologia”, afirmou Marcelo Assumpção, Gerente de Relacionamento de Eventos da FEBRABAN, que recepcionará os participantes no primeiro dia da competição.

A maratona de programação contará com equipes de até 5 pessoas e terá três desafios: conhecimento do cliente e diligência, para aprimorar a experiência e eficiência no processo de onboarding e verificação de novos clientes; perfil de crédito e redução da inadimplência, para compreender o perfil de crédito do cliente e impedir seu endividamento; e a proteção de dados e conformidade de requisitos legais, com o objetivo de aprimorar o processo de proteção de dados do cliente, cumprindo diretivas legais e melhorando a eficácia dos procedimentos de segurança

A programação do Hackathon do CIAB FEBRABAN terá início no dia 08 de junho, às 9h e se encerrará no dia 09, às 18h30, com o anúncio das equipes finalistas que terão a oportunidade de participar do CIAB FEBRABAN.

Os quatro grupos finalistas da 3ª edição do Hackathon serão premiados com ingressos para os três dias do congresso e poderão demonstrar suas soluções em um dos balcões de exposição durante o evento. Já a equipe vencedora terá direito a duas reuniões com lideranças de grandes bancos para apresentar seu projeto, além de cinco notebooks Samsung Expert X55, US$5.000 em créditos para uso na plataforma AWS e ingressos para assistir o Brasil na Copa América.

Para conferir a lista dos desenvolvedores selecionados para participar do Hackathon, assim como a programação da maratona, acesse: www.hackathonciab.com.br/

3º Hackaton CIAB FEBRABAN

Data: 08 e 09 de junho de 2019

Local: iMasters (Rua Oscar Freire, 2379)

Site: www.hackathonciab.com.br/

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Você sabe o que é fisital? Conheça o impacto dessa inovação no setor financeiro

Por Simone Pittner

São Paulo, maio de 2019 – O fisital, união entre o físico e o digital, está evoluindo muito rapidamente no Brasil e em todo o mundo. Esse conceito foi cunhado na Inglaterra em 2015, e fica claro nas experiências de varejo, onde o cliente muitas vezes enfrenta problemas na hora de trocar, na loja física, produtos adquiridos no ambiente online. Há, por exemplo, diferença de preços entre os produtos (devido ao comissionamento de vendedores, prática comum das lojas físicas), falta de determinados modelos ou marcas, novos tempos de entrega, entre outros.

Com o aumento de profissionais especializados em Customer Experience (CX), a unificação de todos os canais da empresa, assim como a linguagem utilizada nesses canais (loja física, e-commerce, redes sociais, callcenter e aplicativos), começou a ficar mais forte. No mundo financeiro, com as instituições trazendo experiências dos bancos digitais para a sua forma de negócio, praticando abertura de contas e acompanhamento de cartões de crédito totalmente online, o fisital se fez presente.

Atualmente, alguns bancos de montadoras possuem serviços de aprovação do limite de crédito para compra de bens, liberando para o cliente na própria concessionária (no caso de compra de carro ou moto) em tempo real, além da aceitação de documentos enviados também digitalmente. O processo se tornou muito mais rápido – passamos de dias para horas – com a vantagem das empresas contarem com estrutura de armazenamento de documentos em nuvem, possibilidade exponencialmente mais barata.

Esse cenário caminha para uma realidade ainda mais transformadora, com a possibilidade das integrações digitais. Os bancos, corretoras, empresas de investimento e grandes negociações financeiras estão abrindo suas plataformas de serviços e produtos em formato de API, as chamadas Open APIs. Isso possibilita que duas empresas consigam se conectar através da integração de software. Um exemplo de nosso dia a dia é a funcionalidade de ouvir música no Spotify enquanto está com o Waze aberto.

Essas integrações com troca de dados têm sido ponto de discussões e regulamentações recentes, como a GDPR, na União Europeia, e a LGPD, no Brasil, criando a possibilidade de se abrir informações para que empresas comprem ou troquem entre si dados ou microsserviços de tecnologia.

O fisital também acrescenta melhorias na experiência do cliente. Atualmente, é comum termos cartões bancários em nossos celulares – existem aplicativos, como ApplePay e SamsungPay, que tornam desnecessário o uso do cartão físico. A transferências de crédito entre pessoas físicas em múltiplos países e interbancos acontece de maneira semelhante.

Uma validação recente, sinônima de toda essa integração, por exemplo, é um boleto atrasado. Os internet bankings, no últimos meses, prepararam-se para conseguir calcular o novo valor, mesmo que a conta seja de outra instituição, algo que não era permitido em um passado recente.

Esses são alguns exemplos que ilustram essa integração entre o físico e o digital no mercado financeiro. As mudanças só tendem a aumentar e os bancos as, corretoras e as investidoras serão cada vez mais digitais, com todas as transações em aplicativos, diminuindo a presença do cliente na agência física e sua necessidade de interação com o gerente ou a central de atendimento. Estamos vivendo numa realidade entre dois mundos: aspectos que ainda precisam do físico e do contato humano e outros que o mundo digital está resolvendo sem esse contato – na maioria das vezes, de maneira mais inteligente e rápida.

Quando falamos do fisital no Brasil, já conseguimos ver cases relevantes acontecendo. A Avon, por exemplo, desenvolveu um aplicativo com duas importantes funcionalidades, aumentando a rentabilidade e diminuindo os custos. A primeira permite às revendedoras resolverem problemas sem a necessidade de interação humana com o call center, acessando grupos de dúvidas e trocas de produtos parados. A outra funcionalidade do app é a leitura digital do folheto de compra, tornando a venda totalmente automatizada.

Outro case relevante para o cenário brasileiro é o de uma grande varejista que atualmente está no caminho para se tornar um banco. A marca iniciou seu processo de transformação digital com uma reestruturação do call center. Para reduzir o número de ligações, foram desenvolvidos canais web e mobile permitindo ao cliente buscar informações por conta própria. Essa ação teve um resultado surpreendente, com uma redução de 27% em ligações feitas para o call center só no primeiro mês. Outra ação da marca foi a implementação de 21 novos serviços em seu aplicativo, incluindo a solicitação de cartões de crédito.

Além de todos esses impactos, vale destaque para a transformação do que nomeamos BackOffice ou Digital BackOffice. Com as diversas mudanças proporcionadas, é preciso revisitar as jornadas internas, como captura e armazenamento de documentos e dados, uso de nuvem, redução de servidores locais, robotização de tarefas repetitivas, inteligência artificial, implementação de workflows, inclusão de testes de produtos de forma automatizada, entre outros. E nessa linha de raciocínio, assistimos ao aumento da utilização e importância do Data Science e o Business Intelligence, agora também sendo explorados e gerando oportunidades de negócios.

Simone Pittner, Head of the Lean-Agile Operations da GFT Brasil

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Neon tem 62 vagas abertas para escritório em São Paulo

A Neon Pagamentos, fintech fundada em 2016 com o objetivo de simplificar a vida financeira das pessoas, possui 62 vagas abertas para sua sede em São Paulo. Com quase 3 anos, a empresa está buscando profissionais de Segurança da Informação, Desenvolvedores, Designer, Engenheiros de Dados, Business Inteligente, Qualidade, Atendimento, Dados, Product Owner, Conteúdo, entre outros.

Todas as vagas são para contratação em regime CLT e, além do salário, os funcionários têm direito a um pacote flexível de benefícios e podem escolher entre: assistência médica, assistência odontológica, vale-transporte ou fretado, vale-refeição, vale-alimentação, vale-cultura, vale-combustível, estacionamento, Gympass, massagem e budget para treinamentos e cursos. Cada funcionário escolhe o benefício que é mais indicado.

A Neon oferece conta digital sem mensalidade para pessoas físicas e pessoas jurídicas e foi eleita pela Forbes um dos três melhores bancos brasileiros em 2019. Entre os últimos lançamentos da Neon estão a a função de controle de assinaturas online e a conta Neon Pejota, voltada para pequenas e médias empresas. Para esse ano, a fintech promete ainda mais novidades.

Para conhecer os requisitos e se inscrever nas vagas, acesse o link: neon.gupy.io

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7 em cada 10 negócios online do Brasil têm aumento de prejuízos com fraudes em 2018, aponta pesquisa global da Experian

Em 2018, 72% dos negócios online do Brasil admitiram aumento de prejuízos devido ao avanço de fraudes digitais em suas operações. É o que mostra o Global Identity and Fraud Report, pesquisa realizada pela Experian, que entrevistou mais de 1.000 companhias em todo o mundo. O Brasil aparece como o terceiro maior entre os apurados – atrás somente dos Estados Unidos e do Reino Unido.

“A interação à distância é uma realidade para os negócios digitais, o que faz com que as empresas tenham que se adaptar para oferecer um ambiente seguro, capaz de eliminar riscos de fraudes e usar as informações pessoais de clientes de forma transparente e inteligente para entregar experiência s online relevantes”, afirma Eduardo Castro, diretor de Decision Analytics da Serasa Experian.

Mais investimentos em segurança e transparência contra ameaças virtuais

As empresas ouvidas pela pesquisa entendem a importância de destinar mais tempo e recursos para neutralizar fraquezas que expõem seus negócios às ameaças virtuais, uma vez que 69% delas afirmam ter uma preocupação crescente com fraudes eletrônicas – no Brasil, o número chega a 84%.

Os investimentos em transparência também cresceram nos últimos seis meses, informação apontada por 51% das empresas entrevistadas globalmente e 62% no Brasil. Estes recursos têm como objetivo educar consumidores sobre o uso de suas informações pessoais; adotar termos de uso mais concisos para facilitar a comunicação; e auxiliar os clientes a terem um controle efetivo de seus dados.

A pesquisa 2019 Global Identity and Fraud Report realizada pela Experian ouviu mais de 10.000 consumidores em 21 países no mundo, que representam 40.000 dispositivos, 85.000 contas virtuais e mais de 480.000 transações eletrônicas realizadas no último ano Também participaram do levantamento mais de 1.000 empresas com receita anual média de US$ 3,1 bilhões cada, totalizando US$ 3,4 trilhões, dos quais US$ 2,3 trilhões foram gerados por meio de canais digitais.

A íntegra da pesquisa Global Identity and Fraud Report pode ser acessada pelo link: www.serasaexperian.com.br/pesquisafraude2019

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Criptomoedas – prestação de informações passa a ser obrigatória

Conforme Instrução Normativa da Receita Federal Nº 1.888, de 3 de maio de 2019, quem movimentar criptoativos (criptomoedas ou moedas virtuais) deverá enviar a prestação de conta ao governo de todas as informações dessa ação. O primeiro conjunto de informações referente ao tema deve ser entregue em setembro de 2019, contendo as operações realizadas em agosto de 2019.

A partir dessa data transmissão dessa obrigação passará a ser mensal, até as 23h59min59s do último dia útil do mês-calendário subsequente àquele em que ocorreu o conjunto de operações realizadas com criptoativos. Mesmo com a declaração ainda será necessário a guarda dos documentos e manutenção dos sistemas de onde elas foram extraídas.

O envio dessa informação será obrigatório para as pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no país que fizerem operações mensais superiores a R$ 30.000,00 e para exchange de criptoativos que atuam no Brasil.

“Essa nova obrigação já era esperada, acredito até mesmo que demorou para ser publicada, frente a cada vez maior busca de informações referentes as movimentações financeiras. Haviam muitas acusações até mesmo de lavagem de dinheiro por esse meio, agora com essa obrigatoriedade o cerco se fecha”, explica o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

Como entregar

Os dados das movimentações deverão ser prestados por meio do sistema Coleta Nacional, disponibilizado no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) da RFB, em um modelo que será definido em até 60 dias pelo Governo. O que se sabe é que será enviado de forma eletrônica devendo ser assinado digitalmente pela pessoa física, pelo representante legal da pessoa jurídica ou pelo procurador.

Definições de criptoativos

Segundo definição da Receita:

Criptoativo: a representação digital de valor denominada em sua própria unidade de conta, cujo preço pode ser expresso em moeda soberana local ou estrangeira, transacionado eletronicamente com a utilização de criptografia e de tecnologias de registros distribuídos, que pode ser utilizado como forma de investimento, instrumento de transferência de valores ou acesso a serviços, e que não constitui moeda de curso legal; e

Exchange de criptoativo: a pessoa jurídica, ainda que não financeira, que oferece serviços referentes a operações realizadas com criptoativos, inclusive intermediação, negociação ou custódia, e que pode aceitar quaisquer meios de pagamento, inclusive outros criptoativos.

“Como pode se observar é bastante amplo o campo de abrangência dessa nova obrigação, contendo desde a pessoa física, que investe nesses produtos financeiros, até as empresas que fazem a gestão e as chamadas mineradoras. Reforçando que a Receita Federal incluiu no conceito de intermediação de operações realizadas com criptoativos, ‘a disponibilização de ambientes para a realização das operações de compra e venda de criptoativo realizadas entre os próprios usuários de seus serviços’”, detalha Domingos.

As movimentações que deverão ser declaradas são: compra e venda; permuta; doação; transferência de criptoativo para a exchange; retirada de criptoativo da exchange; cessão temporária (aluguel); dação em pagamento; emissão; e outras operações que impliquem em transferência de criptoativos.

Multas pela não entrega ou erros

A não entrega desse documento nos prazos estabelecidos fará com que a pessoa física ou jurídica esteja sujeita a multas. Em caso de pessoa jurídica será de R$ 500,00 a R$ 1.500,00 por mês ou fração de mês. Já para pessoa física será deR$ 100,00 por mês ou fração.
Em caso de prestação com informações inexatas, incompletas ou incorretas ou com omissão de informação, a multa será de 3% do valor da operação a que se refere a informação, não inferior a R$ 100,00 (cem reais), no caso de pessoa jurídica. Para Pessoa física será de 1,5% do valor da operação a que se refere a informação.

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O despertar da inovação no mercado atacado distribuidor

Por Luciano Almeida

Transformação Digital é a expressão do momento nas empresas. Neste ano, os termos metodologia ágil e inovação entram com muito mais força no vocabulário corporativo e explanam a capacidade de obter benefícios embutidos neste conceito. Não é à toa que até o final de 2019 os investimentos das empresas em transformação digital serão de, aproximadamente, US$ 1,7 trilhão em todo mundo. Um incremento de 42% em relação aos gastos do ano passado, segundo o IDC (Internacional Data Corporation).

A jornada digital se assemelha a uma grande viagem. Existe o planejamento, o convite para o engajamento e o agendamento para início. Logo depois, existe aquela preparação básica, como verificar trajeto, os locais de descanso e também as atrações.

Após o “go live”, deparamos com atrasos no voo, overbooking, falha na reserva do hotel e atrações em manutenção. Nos piores casos, brigas e desentendimentos afastando os integrantes da viagem.

Se olharmos mais amplamente, essa jornada pode ser equiparada às nossas vidas com muitos desafios, conquistas, derrotas, tempestades e dias lindos no caminho, que não podemos abandonar. Talvez possamos dar um tempo, mas teremos que retomar.

Ambas as analogias cabem em muitos mercados, em especial ao mercado atacadista distribuidor. Este setor, importante elo da cadeia de abastecimento, ainda manda às favas a digitalização de processos, bem como também não se deu conta do papel catalizador da inovação, de aproximar clientes e agilizar o go to market.

Muitas dessas empresas vivem, ou viveram recentemente, rotinas analógicas por uma questão cultural. Fruto de gestões anteriores, dos tempos em que a negociação era feita com papel, caneta e “olho no olho”. Alguns empresários até começam a se atentar para a importância da tecnologia nos negócios devido à chegada de jovens,sucessores que entram para a liderança.

Esta movimentação contempla o início de um despertar para a transformação digital no atacado distribuidor. Será um caminho de disrupção, nde a tecnologia dará ferramentas para entender de forma profunda quem é o cliente e todas as suas necessidades. Ou seja, haverá prerrogativas de inovação à disposição para ajudar as distribuidoras a potencializarem os seus negócios.

A transformação é só uma parte desta “jornada digital”, focada nos aspectos de trazer cada vez mais, migalhas analógicas do nosso passado para um futuro de bit e bytes. Não é modismo, é necessidade básica de sobrevivência corporativa. É a reserva no voo sem a qual você não conseguirá embarcar.

Fiquemos atentos e a bordo porque estamos apenas no começo da era da transformação.

Luciano Almeida, diretor de tecnologia da MáximaTech, companhia desenvolvedora de soluções móveis para força de vendas, e-commerce, trade e logística para o atacado distribuidor.

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Grupo brasileiro cria plataforma de gestão de compliance e prevenção de práticas corruptas

O grupo formado pelas empresas Compliance Total e Contato Seguro lançou em 14 de maio, durante o 7º Congresso Internacional de Compliance, em São Paulo, a Compliance Station®, uma plataforma que oferece às empresas soluções para implementação e gestão de políticas de compliance e transparência, incluindo todas as atividades processos e ferramentas necessárias.

Segundo Wagner Giovanini, sócio-diretor da Compliance Total e Contato Seguro, o objetivo da plataforma é fornecer às empresas todos os instrumentos de um sistema de integridade para prevenir práticas ilícitas, entre elas corrupção, fraudes, questões concorrenciais. “A Compliance Station® é uma solução completa para a empresa construir seu próprio sistema de maneira fácil, rápida e profissional. Ela irá gerar as políticas de compliance, códigos de conduta e todos os materiais de comunicação e treinamento, além de propiciar a gestão da documentação, dos parceiros e fornecedores, canal de denúncia, entre outros, sem a necessidade de contratar uma consultoria especializada”, diz. “A plataforma disponibiliza mais de mil documentos e tutoriais, para facilitar a vida do gestor, que estarão à mão, à medida que uma necessidade lhe surgir à frente, seja nas atividades programadas ou em situações específicas e pontuais”, explica.

A Compliance Station® conta com 12 módulos para a implementação, incluindo a identificação de riscos, estabelecimento de códigos de conduta, introdução do canal de denúncia, comunicação, treinamentos, reuniões, entre outros. Adicionalmente, a plataforma auxilia o profissional, que não precisa ser especialista em compliance, a gerar relatórios analíticos com os resultados do seu sistema, incluindo os de auditorias internas. “O objetivo, além de apresentar uma solução completa de compliance, é capacitar os profissionais para o devido tratamento de todos os processos e atividades que visam proteger a empresa, prevenir irregularidades, detectar eventuais ilicitudes e promover as correções devidas”, completa Wagner.

O Grupo ressalta que a Compliance Station® é completa, capaz de atender aos requisitos das normas aplicáveis (ISO 37.001 e DSC 10.00o) e da Lei nº 12.846/2013, também conhecida como Lei Anticorrupção, que prevê punições pesadíssimas às empresas infratoras.

Parceria internacional

Além do lançamento da Compliance Station®, o Grupo anunciou ainda a assinatura de um contrato de parceria e cooperação com a Compliance Ecuador C.L., com o objetivo de exportar tecnologia e conhecimento para implantação de sistemas de integridade corporativa em corporações operantes em países da América Latina. Na prática, a parceira transfere o know-how brasileiro no combate à corrupção para os países latino americanos.

Contrato firmado

Como resultado imediato, as companhias fecharam dois contratos importantes no Equador. O primeiro com uma das maiores operadoras de telecomunicações atuante não somente no país, mas em outros países da América Latina, e o segundo com uma grande companhia do Equador que atua no mercado de produção e distribuição de alimentos. “Nosso objetivo é disseminar a cultura da integridade e ética no âmbito corporativo”, explica Marcelo Gomes, sócio-diretor executivo da Compliance Total e Contato Seguro.

As empresas já estão atuando em conjunto no mercado Andino, atendendo países como Equador, Colômbia e Peru. Os planos para chegar à América Central e México, bem como à região do Cone Sul, na Argentina e Chile, estão em andamento. “Vamos colocar em prática o que funcionou aqui no Brasil para o combate à corrupção e a disseminação da cultura de integridade corporativa”, ressalta Santiago Reyes Mena, sócio e CEO da Compliance Ecuador.

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Brasil se destaca no competitivo mercado de startups da América

Por André Bain

Recentemente participei do eMerge Americas, um evento que reúne grandes corporações e traz palestrantes de diversos segmentos para apresentar tendências no mercado de tecnologia e empreendedorismo. O grande foco do evento nos últimos anos tem sido o fomento a startups de diversos segmentos de todos os países do continente americano, que participam em módulos específicos para esse tipo de empresa.

Em seu DNA, o eMerge – e toda a movimentação que ele gera – busca trazer à tona discussões sobre o que se tornará tendência no mercado de empreendedorismo e tecnologia. Figuraram nessas conversas o aumento e importância da presença feminina no meio empreendedor e de investimentos em negócios, as tendências em marketing digital, tecnologias de suporte à gestão, IoT – Internet das coisas e a discussão ainda acalorada sobre blockchain, inclusive trazendo casos reais de empreendedores que estão efetivamente usando esse tipo de tecnologia como forma de fomento ou desenvolvimento de negócios. No primeiro dia estas discussões foram encerradas com a performer e engenheira de som Imogen Heap que mostrou, além de suas habilidades no campo da música que lhe geraram diversos prêmios Grammy, suas luvas musicais disruptivas Mi.Mu, que produzem música via software por meio de gestos. Além do produto inovador, ela explicou como fez uso de criptomoedas para custear o projeto.

Entre conversas, apresentações de negócios e interações, das 100 startups inicialmente escolhidas para participar entre milhares de inscritas, chega-se a 25 empresas das quais apenas 5 serão selecionadas para os pitches finais. Elas realizam apresentações para uma plateia de mais de 1.000 pessoas, além de serem avaliadas por experts do segmento, membros da organização do eMerge e uma celebridade empreendedora convidada – que nesse ano foi o músico Pitbull.

Os speed dates (traduzidos de forma simplória como “encontros rápidos”) promovidos pela 100 Open Satrtups são outro destaque do evento, permitindo que empresas busquem produtos e serviços que atendam suas áreas de inovação ou ainda que investidores encontrem novos negócios interessantes para injetar capital. De forma descomplicada, os empreendedores e seus negócios podem ser abordados e têm a chance de apresentar e conquistar contratos e investimento.

A qualidade das startups que chegam ao eMerge Americas em busca de um lugar de destaque é incrível: discursos bem construídos, cases, análises de negócio bem-feitas e resultados surpreendentes já demonstrados estão entre os pontos que me impressionaram ao circular em meio a outros empreendedores e entender seus negócios e caminhos trilhados. É possível observar essa força presente em empresas em todo continente americano, o que mostra claramente o impacto que o movimento das startups tem gerado na economia dos países por toda a América.

No fechamento do eMerge, as 5 startups reconhecidas mostraram como o mercado é diverso e promissor: da grande vencedora, KnoNap, empresa norte americana que trouxe como tecnologia um guardanapo especialmente projetado para detectar drogas prejudiciais em bebidas, passando por um sistema de pagamento criado no México, o Swap. O Brasil também se viu representado nesse seleto grupo com a Flowsense, uma empresa que fornece soluções de análise comportamental e engajamento de usuários de aplicativos via geolocalização. Além disso, tivemos também a Colômbia representada pelo app de compras TiendApp e uma outra empresa norte americana, com sede em Miami, chamada Bioverse Labs, cujo CEO é brasileiro, e que trouxe como produto um controle de insetos focado em manter a biodiversidade.

O que posso dizer é que, em um meio tão competitivo de novos negócios e fóruns discutindo tecnologias que ainda parecem distantes do dia a dia da grande maioria, fazer parte de uma startup reconhecida pela audiência do evento foi incrível e mostrou que, mesmo com tantos percalços, o mercado latino americano – incluindo o Brasil – tem conseguido se destacar com empresas promissoras. Eventos como este, somados a notícias cada vez mais frequentes sobre feitos realizados por startups “unicórnios” nacionais passando a atuar em países como México, Argentina, Colômbia e outros, me permite afirmar que ainda há espaço para crescimento. Vamos acompanhar e ajudar a escrever os próximos capítulos dessa história!

André Bain, CEO da Flowsense

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