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Tudo o que você precisa saber sobre a Carteira de Trabalho Digital

Por Polyana Lais Majewski Caggiano, advogada associada no escritório Marins Bertoldi

Na Era em que vivemos, a tendência é que todos os documentos, aos poucos, passem ao formato digital. E não poderia ser diferente com a Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Na verdade, o aplicativo da CTPS digital já existe desde 2017, mas não era obrigatório. A partir da entrada em vigor da MP da liberdade econômica, para a contratação dos empregados, o documento físico deixou de ser imprescindível.

A CTPS digital certamente aumentará a segurança trabalhista, tanto para empregados quanto para empregadores.

O empregado, por exemplo, poderá acompanhar em tempo real, os dados anotados em sua CTPS e todos os outros inseridos, tais como salário, função e demais alterações, controlando inclusive se o empregador anotou corretamente a data do início do vínculo empregatício. O benefício é recíproco, na medida em que o próprio empregador ganha agilidade e praticidade para proceder as anotações e atualizações cabíveis via sistema.

A funcionalidade digital também auxiliará os empregados que buscam aposentadoria, pois reunirá dados que antes não eram interligados, otimizando tempo e até mesmo acarretando maior segurança e veracidade de informações.

De igual forma, a CTPS digital traz segurança para o empregador que utiliza o sistema e-social, uma vez que a anotação pode ser simultânea, evitando a dependência de o empregado entregar a carteira, tanto para a admissão, quanto para a demissão.

Não é incomum, por exemplo, um empregado se negar a trazer a CTPS quando ocorre uma demissão. E nesse sentido o empregador pode realizar todo o procedimento de forma rápida, prática e desburocratizada por meio da plataforma digital.

Não se pode esquecer que o sistema é seguro, pois é desenvolvido pela DATAPREV. As informações coletadas são obtidas através das bases do Governo Federal, como CPF, CNIS, CAGED, RAIS, dentre outros, e de forma alguma podem ser repassadas a terceiros, exceto por ordem judicial. Esta funcionalidade inibe os chamados “bancos negativos de dados de trabalhadores”. Por fim, o documento digital é capaz de impedir e minimizar golpes que envolvam a falsificação do documento físico, bem como é responsável por dificultar, ou até mesmo impedir, fraudes envolvendo seguro desemprego ou perante o INSS, além de reduzir uma série de discussões em âmbito judicial acerca de danos morais e materiais oriundos da extravio da carteira de trabalho física.

Vantagens da carteira de trabalho digital

A principal vantagem da implementação da CTPS digital é a redução da burocracia, principalmente para as empresas que dependiam da entrega do documento físico para poder efetivar uma contratação. De igual forma a medida facilita o acesso ao mercado de trabalho, já que através do fornecimento do CPF do empregado, pode-se realizar todo procedimento que envolve admissão, demissão, licença-maternidade e até mesmo auxiliar no pedido de aposentadoria.

Outra vantagem da CTPS digital é o poder que o empregado terá de acompanhar em tempo real o que está sendo anotado, conseguindo conferir todas as informações através de um aplicativo on line que facilita a visualização das informações, atualizações, etc.

Ainda, a CTPS digital traz maior segurança às pessoas, já que o fato de não ter que portar o documento físico elimina possibilidades de perda do documento, furtos ou roubos.

Não menos importante é a questão ambiental. O documento digital alia tecnologia e sustentabilidade, uma vez que a redução da emissão de CTPS físicas minimiza impactos ambientais ocasionados pelo uso excessivo de papel e outros recursos necessários para sua produção.

A emissão da CTPS digital não tem custos, sendo acessível a todo e qualquer cidadão, até mesmo os gastos com a foto, que antes saíam do bolso do empregado, não existem mais. Além disso, a CTPS digital leva em torno de 15 a 20 minutos para ficar pronta, otimizando ainda mais o tempo, que nos dias de hoje é tão precioso. Por fim, as palavras que resumem o tema são economia, acessibilidade, sustentabilidade, desburocratização e praticidade. Ademais, certamente os frutos da implementação dessa medida não tardarão a ser colhidos de forma ampla pela sociedade.

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Outubro Rosa: Empresa de tecnologia realiza campanha para conscientização e prevenção do câncer de mama

A Matera, empresa de tecnologia voltada ao segmento de mercado financeiro, varejo e gestão de risco, inicia o mês de outubro com a campanha “Matera Touch”, uma ação especial sobre a importância do autoexame para detectar o câncer de mama. Com o slogan “Segurança na ponta dos dedos”, a empresa busca mobilizar funcionários, colaboradores e a população, na conscientização da prevenção da doença.

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) e o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos três tipos de câncer de maior incidência no mundo, é o que mais acomete mulheres em 154 países. Os números são alarmantes: 2,1 milhões de diagnósticos pelo mundo, mais de 59 mil novos casos no Brasil em 2018, mais de 16 mil mulheres perderam suas vidas para a doença em 2017. Por isso, o autoexame é a melhor forma de prevenção.

“Nosso objetivo é mostrar que toda mulher tem a melhor “tecnologia” e é de graça. O simples toque pode mudar uma vida”, afirma o CEO da Matera, Carlos Netto, que fez o vídeo de lançamento da campanha ao lado do médico Dr. José Alaercio de Toledo Lima, ginecologista e obstetra. A empresa iniciará uma série de ações para promover o autoexame, com dicas do médico, depoimentos de colaboradores que já vivenciaram essa história, dados da doença, mensagens de incentivo, ensinar como fazer o autoexame e na última semana farão uma ação de doação de cabelos para instituições de combate ao câncer.

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112 startups são selecionadas para aceleração do Governo Federal

O próximo ciclo do InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, teve início no dia 03 de setembro. Para esta edição, foram selecionadas 112 startups de todo o Brasil, no estágio de Operação e Tração, que desenvolvem soluções tecnológicas inovadoras.

Nos próximos três meses, essas empresas terão a oportunidade de realizar mentorias individuais, coletivas e especializadas; treinamento de pitch; e atividades online para se prepararem para o Bootcamp Nacional e Demoday InovAtiva Brasil, que ocorrem de 30 de novembro a 02 de dezembro.

Nessa ocasião, as startups participarão de um evento presencial em São Paulo no qual poderão fazer networking com outros empreendedores e terão a chance de gerar ainda mais visibilidade e conexão para o negócio. Ao final do ciclo, as startups se apresentarão para a maior banca de investidores e grandes empresas do Brasil.

“Entre 2013 e 2019, mais de 2000 startups de todas as regiões do Brasil participaram do programa e 926 delas chegaram à fase de apresentar seus negócios em bancas presenciais com investidores. Além disso, o programa, que conta com mais de 80 mil pessoas da comunidade de empreendedorismo sendo impactadas e 1145 mentores voluntários (executivos, investidores anjo, empreendedores de sucesso), já recebeu mais de 11 mil projetos de startups”, afirma Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia.

Ao término do ciclo, as startups que participarem de todas as etapas do programa receberão descontos e pacotes de serviços exclusivos de empresas e entidades parceiras, como Google, Amazon Web Services, Moskit CRM, Agendor, Pipefy e Contentools. Além disso, elas continuarão recebendo suporte do programa e de parceiros estratégicos e terão ainda uma pontuação extra no Edital de Inovação para a Indústria.

Para o Sebrae, o InovAtiva Brasil é uma excelente oportunidade de acesso a mercado. “A aceleração da startup pelo programa entrega aos empreendedores além da oportunidade de melhorar a sua empresa e o seu produto, a possibilidade real de inserção no ecossistema de inovação, conhecendo mentores, investidores, incubadoras e outros empreendedores. Isso viabiliza as conexões necessárias para que a empresa cresça e possa fechar negócio com potenciais parceiros”, explica o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick.

A lista com todas as empresas selecionadas está disponível no site do programa:
www.inovativabrasil.com.br/aprovadas-ciclo-2019-2/

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Teoria das Restrições permite que as empresas atinjam simultaneamente crescimento, estabilidade e harmonia

O Brasil está em um momento de transição e recuperação econômica. Com a aplicação da Teoria das Restrições (Theory of Constraints – TOC, na sigla em inglês) – metodologia importada de Israel que tem ajudado companhias nacionais e multinacionais, incluindo empresas familiares, a identificarem seu ponto de alavancagem – as organizações podem voltar a ter crescimento, estabilidade e harmonia em 2019. É o que garante o Partner e CEO Brasil e Portugal da Goldratt Consulting, Aureo Villagra.

“O dia a dia atribulado da vida empresarial nos leva a complicar mais do que deveria as coisas, a perder o foco, sobretudo em períodos de crise. Enquanto na recessão os gestores querem cortar custos, o que chama a atenção na Teoria das Restrições é o poder de focalização naquilo que deve ser mudado, não fazer tudo o que pode ser feito, mas fazer primeiro o que realmente traz um grande impacto para a organização. O diferencial da TOC é a simplicidade dos seus processos de raciocínio”, conta Villagra, enfatizando que o corte de custos pode ser necessário em algumas situações, mas o que faz a diferença é acelerar o fluxo de geração de valor da empresa. “Melhor do que reduzir custos para aumentar a produtividade é entregar valor para o cliente. É assim que se cria a vantagem competitiva que pode garantir o sucesso da empresa no curto e no longo prazo”.

Quando a empresa oscila entre crescer, fazer investimentos e ações de longo prazo, e ter estabilidade, cortar custos e focar em ações de curto prazo, gera desarmonia e possíveis conflitos entre as áreas. “Quando identificamos o ponto de alavancagem da empresa e colocamos foco em desenvolvê-la, o crescimento e a estabilidade podem andar juntos. Resolvendo bem esse dilema, é possível ter harmonia”, explica Aureo Villagra. “As prioridades são claras para todos e a empresa está focada em entregar valor ao seu cliente”.

Introduzida no livro A Meta, best-seller no mundo da gestão de empresas, a Teoria das Restrições, elaborada pelo físico Dr. Eli Goldratt, explica que uma das coisas mais importantes para os CEOs é olhar o sistema empresarial como um todo – e não cada parte do sistema de forma isolada – para que o processo fique mais produtivo, com pouco custo e muita entrega.

Entre as centenas de casos de sucesso da Goldratt Consulting Brasil, está a Betânea Lácteos, empresa de laticínios do Nordeste, produtora e distribuidora líder na região. Utilizando a Teoria das Restrições, a empresa percebeu que seu crescimento não estava relacionado ao custo de produtividade de mão de obra, mas sim de colocar os itens mais procurados pelos clientes nas gôndolas dos supermercados. Dessa forma, em questão de seis meses, a empresa saiu de um nível de corte de 13% para 7%, aumentando 40% seu giro de estoque, sem mais investimentos, deixando os processos mais simples e com mais harmonia entre as equipes.

“Em varejo, o raciocínio é simples: o empresário precisa colocar na loja aquilo que o cliente quer. Através de lead times curtos do Centro de Distribuição para as lojas, é possível ressuprir a venda de forma ágil, sem precisar ter excesso de estoques nas lojas para proteger a disponibilidade dos produtos”, explica Villagra. Segundo o especialista, com as ferramentas da TOC é possível inserir um sistema puxado pela demanda real, para atingir resultados reais, não tentando melhorar as previsões de vendas.

Com operações no Japão, na Índia, na China, na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, a Goldratt Consulting atua com clientes como P&G, Boeing, Riachuelo, Vivara, Toyota, Sony e Panasonic, auxiliando empresas através de diferentes processos: coaching pessoal, treinamentos, conferências e eventos que discutem as aplicações da Teoria das Restrições e, até mesmo, projetos grandes e estruturados de consultoria. Os resultados, por sua vez, dependem de cada caso, uma vez que existem clientes que precisam aumentar a produtividade com urgência e outros que estão mudando todo o modelo de negócios.

“As ações tomadas a partir da Teoria das Restrições são simples, porém é preciso que os gestores quebrem paradigmas e mudem o mindset. A TOC permite que as organizações obtenham, simultaneamente, crescimento, estabilidade e harmonia. Deixando as prioridades claras para todos, desde o chão de fábrica até a diretoria e presidência, para que o fluxo possa ser acelerado”, relata o CEO da Goldratt Consulting no Brasil. “Apesar de falarmos muito em lógica, há uma tríade tão importante quanto: emoção, intuição e razão. Se as pessoas gostam do que fazem, começam a desenvolver a sua intuição e percebem que algo deve ser melhorado, fazendo de uma maneira diferente. E assim pode ser usado os processos de raciocínio da TOC, para transformar essa intuição em algo concreto”.

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Fundador do Wikipedia é confirmado no CASE 2019

Jimmy Wales é o mais novo palestrante confirmado no palco da 6ª edição da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo – Case 2019, maior evento latino-americano voltado para startups, a ser realizado em 28 e 29 de novembro, em São Paulo, pela Associação Brasileira de Startups.

Empresário americano da Internet, Wales é um dos fundadores da Wikipédia; também eleito, em 2009, pela revista Times como uma das pessoas mais influentes do mundo; ano em que também ficou em terceiro lugar na lista Agenda Setters 2009 como um dos 50 indivíduos mais influentes do mundo tecnológico.

Em um espaço maior, a edição deste ano do principal evento do cenário de inovação do Brasil e América Latina espera cerca de 10 mil participantes, que poderão encontrar quatro arenas de conteúdo voltadas para os principais áreas dentro de uma startup: hacker (desenvolvedores e tecnologia), hipster (design, UX e produto), hustler (vendas e customer success) e hyper (marketing e Growth Hacking).

CASE 2019
Data: 28 e 29 de novembro de 2019, das 10h às 20h
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo (SP)
Informações e ingressos: case.abstartups.com.br

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Stefanini e Insead estão com inscrições abertas para nova turma do Leadership Transformation Program na França

A Stefanini e a Insead, uma das maiores e mais prestigiadas escolas de negócios do mundo, estão com inscrições abertas para a 3ª turma do Programa Leadership Transformation, que será realizado de 28 de março a 04 de abril de 2020, no campus de Fontainebleau, a 75 km de Paris, na França. Direcionado aos executivos C-Level de diversos segmentos, o curso promove uma profunda imersão em uma sala de aula interativa e personalizada para as necessidades específicas da turma.

Com uma taxa de satisfação de 98% em suas primeiras turmas, o curso reúne um corpo docente renomado e com ampla experiência em transformação digital, como os professores Felipe Monteiro e Nathan Furr. O programa, que acontece durante cinco dias, oferece uma experiência educacional, que permite aos executivos desenvolver habilidades necessárias para mudar a mentalidade, acompanhar as disrupções do setor, inspirar as equipes e engajá-las no processo de transformação digital.

“A transformação digital deixou de ser apenas uma ‘buzzword’ para ser olhada com mais proximidade. A partir de agora, ela entra numa segunda onda: a Transformação como Estratégia de Negócio. É hora de os executivos e líderes empresariais colocarem seus planos em prática e encarar de frente os desafios e as oportunidades que a jornada de transformação propõe”, explica Wagner Kojo, Head de Digital e Inovação na Stefanini e coordenador da próxima edição do programa.

O diretor de experiência digital da Vivo, Fernando Moulin, participou da primeira turma, em 2017. “O curso trouxe elementos fundamentais para implementar o Vivo Digital Labs, considerado um centro de referência em inovação”, ressalta. Para Paulo Assis, diretor comercial e de incorporação da Direcional, o programa disponibiliza um conteúdo denso e enriquecedor, “que nos ajuda a traçar um plano de ação para utilizar os conceitos na prática”.

Nesta nova turma, a ideia é ampliar a participação de executivos de outros países, especialmente da América Latina. “Na segunda edição, contamos com alunos da Argentina e do Peru e discutimos fatores regionais relevantes, além de oportunidades em áreas como mídias sociais e conectividade”, diz Guilherme Stefanini, diretor de novos negócios da Stefanini.

Leadership Transformation Program – Stefanini e Insead

Data: 28/03/2020 (data de saída) a 04/04/2020 (data de retorno)
Local: Insead campus Fontainebleau (a 75 km de Paris)
Inscrições: Informações pelo e-mail insead@stefanini.com

O que mudou:

– A transformação digital entra numa segunda fase, onde o plano de execução se torna uma necessidade-chave para acelerar os negócios na era digital

– Maior pragmatismo na estruturação da agenda de transformação – aterrissagem do aprendizado ganhou um dia exclusivo para este fim

– A agenda da próxima edição conta agora com 5 dias de imersão intensa nos temas

– Transformação e Inovação – 5º dia focado na construção da agenda de transformação

– Extensão do programa para toda a América Latina.

Algumas informações sobre o programa

Índice de satisfação acima de 9
NPS de 100%
Vídeo depoimento 1a edição: https://bit.ly/2XA49Bv
Vídeo depoimento 2a edição: https://youtu.be/T23AOcj3r-s

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Futurecom destaca os avanços do sistema financeiro em sua trilha Payment

O que as instituições financeiras e empresas ligadas a um dos temas mais emblemáticos do momento vêm trabalhando para tornar a jornada e experiência do cliente mais dinâmica, amigável, sensorial e digital? Para debater e esclarecer o que tem sido realizado nesse tema que mexe literalmente no bolso do consumidor, o Futurecom deste ano vai trazer uma ampla discussão em sua trilha Future Payment.

Entre os dias 28 e 31 de outubro, no São Paulo Expo, o maior evento de transformação digital da América Latina está preparado para demonstrar e ampliar o debate sobre as principais soluções digitais de pagamento que têm tomado conta em larga escala da vida de todos os cidadãos ávidos por simplificar, baratear e democratizar a utilização de meios de pagamentos e afins.

As fintechs, por exemplo – responsáveis por popularizar os serviços de pagamento e crédito ao público ‘desbancarizado’, ou seja, aquele que não tem acesso às contas bancárias – têm espaço garantido no evento, onde mostrarão como as plataformas digitais promoveram mudanças disruptivas no setor financeiro e acertaram em cheio nas necessidades deste perfil de consumidor, permitindo acesso fácil e desburocratizado às transações financeiras.

“O foco do Futurecom é, sem dúvida, explorar a transformação digital como um todo, discutindo os avanços das tecnologias aderentes aos negócios, da inovação e do desenvolvimento da estrutura de conectividade para a transformação da cadeia produtiva. Para tanto, devemos debater as soluções disruptivas que podem dar cabo de todo esse processo”, defende Hermano Pinto, diretor do Futurecom.

Durante a trilha do Future Payment, e todo o Futurecom, qualidade da conexão e segurança terão lugar de destaque entre os temas que serão a tônica deste ano. “Como os dados hoje são o ‘minério’ mais relevante de todo o ecossistema, é essencial garantir operações adequadas, com métodos eficazes de proteção, para assegurar a privacidade deste conteúdo que trafega livremente por aí”, explica Hermano. Os sistemas alternativos de autenticação (biometria, reconhecimento facial, digital, de voz, entre outros) já são uma realidade e ganharão escala nos próximos anos e são uma importante interface homem-máquina. E para garantir a segurança necessária nesse processo, a aplicação cada vez mais forte da Inteligência Artificial será fundamental. Na esteira das novas tecnologias, o machine learning complementa, juntamente com outras ferramentas, a verdadeira transformação digital que se instala em várias frentes.

Um tema que ganha evidência e espaço nas agendas corporativas é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regulamenta o uso, a proteção e a transparência de dados pessoais no Brasil, com data-limite até agosto de 2020 para que empresas de todos os setores estejam em total adequação à nova lei. Diante desse cenário, a LGPD será debatida tanto na trilha do Future Payment quanto no Future Cyber.

Com foco nas possibilidades que a tecnologia traz para desenvolvimento de soluções de identificação e meios pagamento, o Future Payment terá três dias de palestras e paineis com temas variados que envolvem Open Banking, Contactless, Blockchain, E-Wallets, Stablecoins & Moedas Digitais, Private Label, Mobile Payments e Tokenização, Segurança & Fraude.

Além do Future Payment, o Futurecom terá também outros eventos paralelos como Future Gov, Future Jud, Future Cyber e Future Tech. Todas as possibilidades e tendências proporcionadas por novas tecnologias e o 5G serão debatidas durante o Future Congress. Confira a programação completa: http://bit.ly/2ZcWitv.

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MP da Liberdade Econômica: entenda riscos e algumas vantagens

A Medida Provisória nº 881, de 2019, ou MP da Liberdade Econômica foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e é ponto de grande ânimo e debate entre o empresariado, que busca nessa mudança um novo fôlego para a retomada da economia e das empresas. Contudo, é preciso uma análise aprofundada sobre o tema, avaliando pontos positivos e negativos relacionados às mudanças.

Segundo o consultor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Robson Carlos, “a medida de forma geral visa o direito à liberdade econômica, ou seja, o direito de exercer atividade econômica de baixo risco, que busque sustento próprio ou de sua família, de uma forma menos burocrática”.

Com isso, será facilitada a abertura de novas pequenas empresas com a desburocratização no que diz respeito a exigências de licenças e alvarás para pequenos comércios, por exemplo.

Existem riscos

Robson Carlos observa que em sua análise essa novidade é positiva, mas também existem riscos. “Um dos pontos a serem considerados não tão positivos sem dúvida é a questão da tratativa dos contratos, conforme prevê as Disposições Finais da Lei. Pois, nas relações contratuais privadas, prevalecerá o princípio da intervenção mínima do Estado, por qualquer de seus poderes”.

Ele explica que com isso pode ocorrer a fragilização para alguns empresários, pois, antes, era possível contestar as cláusulas que se considerasse injustas, mesmo depois do acordo assinado, com a edição da MP prevalecerá o que estiver escrito

Pontos positivos

O consultor da Confirp, entretanto aponta a existência de muito mais pontos positivos, dos quais destaca alguns:

Possibilidade de constituição de sociedade unipessoal – por meio da MP foi possibilitada a criação de sociedade limitada unipessoal, ou seja, anteriormente à edição, para a abertura de uma sociedade limitada, era mandatório ter no mínimo duas pessoas, após sua edição, a sociedade poderá ser unipessoal, ou seja, com apenas um sócio.

Dispensa de alvarás e licenças (não ambientais) – Essa medida, beneficiará aquelas empresas que possuem atividades de baixo risco, como por exemplo pequenos comércios, já que para estes casos, não se exigirá o alvará de funcionamento e licenças que não abranjam questões ambientais.

Flexibilização do e-Social – Essa medida descontinua o projeto do e-Social, que será substituído por um sistema mais simples, de informações digitais de obrigações previdenciárias e trabalhistas.

Desconsideração da personalidade jurídica

Outro ponto importante, segundo Robson Carlos, é segurança patrimonial de sócios, administradores de empresas. Sendo que, de acordo com a MP será desconsiderada a personalidade jurídica se constatado o abuso nessa confusão patrimonial. “Significa dizer que poderá o juiz, a requerimento da parte interessada, ou mesmo do Ministério Público intervir no processo e desconsiderar a personalidade jurídica para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos sócios e administradores da Pessoa Jurídica”, explica o consultor da Confirp.

Em resumo não haverá a confusão patrimonial de sócios, associados, instituidores ou administradores de uma empresa será separado do patrimônio da empresa em caso de falência ou execução de dívidas. Também se tem a proibição de cobrança de bens de outra empresa do mesmo grupo econômico para saldar dívidas de uma empresa.

“Assim, com a lei, somente em casos de intenção clara de fraude, sócios poderão ter patrimônio pessoal usado para indenizações”, finaliza Robson.

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ABES Software Conference 2019 debate disrupção, negócios exponenciais e LGPD

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) promove a 9ª edição da ABES Software Conference, reconhecida como uma as mais importantes e aguardadas conferências do setor. Este ano, o evento ocorrerá no dia 14 de outubro, das 8h às 19h, no Centro de Convenções do São Paulo Corporate Towers, em São Paulo. O tema dessa edição é Disrupção – Negócios Exponenciais, com o objetivo de promover o debate sobre os drivers da transformação digital e abordando assuntos como: tendências tecnológicas para os próximos 20 a 30 anos, inovações disruptivas nos dois mais importantes polos de inovação do mundo; avanços no ambiente regulatório; e a experiência da GDPR na Europa. Além disso, essa edição da conferência contará com palestrantes internacionais, vindos da Holanda, México, Estados Unidos e Israel, além de brasileiros de peso.

“Esse ano, a ABES Software Conference irá focar na disrupção tecnológica, provocando debates referentes às diferentes visões sobre o futuro; formas exponenciais de fazer negócios; as reais oportunidades nos principais polos de inovações do mundo, como Israel e Vale do Silício; o papel da regulamentação na digitalização do Brasil; e como enfrentar os desafios da LGPD. Neste sentido, convidamos os mais renomados especialistas do mundo para debater esses temas. Será uma oportunidade única para trocarmos experiências e juntos trabalharmos por um Brasil mais digital e menos desigual, levando oportunidades a todos”, afirma Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

Palestrantes confirmados e programação

A 9ª edição da ABES Software Conference – “Disrupção: Negócios Exponenciais” reunirá cerca de 350 convidados, CEOs, presidentes e diretores de empresas de tecnologia, além de autoridades de governo, acadêmicos e jornalistas. O evento será dividido em cinco painéis:

O primeiro painel do evento, Disrupção – O Mundo em 20 Anos, que visa debater como as tecnologias convergentes estão transformando a forma de fazer negócios para o modelo exponencial, contará com a participação do Paul D. Roberts, Diretor de Inovação e Estratégias da Singularity University, referência mundial da disrupção tecnológica.

Em seguida, Margarise Correa, Founder e CEO da BayBrazil; Andrew Tsao, Head of Global Gateway Silicon Valley Bank; e Daniel Skaba, Co-Founder e CEO da IBI-Tech, engajarão em um debate sobre Negócios Exponenciais e formas e identificar negócios disruptivos nos dois principais polos de inovação do mundo – Vale do Silício e Israel.

O terceiro painel, Brazil: Getting it Right, trará uma apresentação do Roberto Martínez Yllescas, Diretor da OCDE para a América Latina, a respeito dos avanços do ambiente regulatório para assegurar os benefícios da inovação no desenvolvimento socioeconômico e a redução de desigualdades. Logo após, Luciano Ramos, Gerente de Pesquisa e Consultoria do IDC, apresentará um estudo mensurando tendências do mercado de tecnologia brasileiro e mundial, no painel Mensurando Oportunidades e Negócios.

Para concluir o evento, três líderes globais especializados em privacidade e proteção de dados, o Tony de Bos, Partner e Financial Advisory Services na EY; a Corinna Schulze, Director, EU Government e Global Corporate Affairs na SAP; e a Christina Montgomery, Vice President & Chief Privacy Officer na IBM, engajarão em um debate sobre a experiência da Europa com a implementação da Autoridade de Proteção de Dados no painel LGPD: A Experiência Europeia. A programação completa, com os nomes dos palestrantes e mediadores para cada tema, e informações sobre inscrições podem ser acessadas aqui.

ABES Software Conference 2019

Data: 14 de outubro
Horário: 8h às 19h
Local: Centro de Convenções – São Paulo Corporate Towers
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1909 Itaim Bibi, São Paulo – SP

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Twitter anuncia reposicionamento de área focada em levar próximas ideias e movimentos às marcas e agências

A partir de hoje (23), Twitter Next será o nome do time responsável por atuar em parceria com marcas e agências para desenvolver estratégias e criar experiências com foco nas pessoas e seus interesses. Chamada de Estratégia de Marca desde 2012, quando foi criada, a equipe tem seu reposicionamento anunciado para refletir melhor a missão, oferta de serviços e funções da área.

Essa frente de trabalho do Twitter vai além da estratégia da marca e se ramifica no desenvolvimento de campanha e conteúdo, definição de voz da marca e um laboratório em que tecnólogos, produtores e designers espalhados pelo mundo testam novas ideias e campanhas em parceria com os clientes.

“Em linha com o #ComecePelasPessoas – posicionamento do Twitter que destaca os diferenciais de nossa audiência -, desenvolvemos novos serviços e funções para que reforçar essa missão e trazer, cada vez mais, foco para quem realmente importa: as pessoas. Além de nos tornarmos referência, o objetivo com a ressignificação de nossa identidade é possibilitar que marcas e agências se conectem às próximas grandes ideias e momentos”, afirma Daniela Bogoricin, Diretora do Twitter Next no Brasil.

Antes composto apenas por estrategistas de marca, o time agora também conta com planejadores de marca, especialistas em criação, tecnólogos, gerentes de programa, desenvolvedores e cientistas de dados. A nova área passa a atuar em mais de 20 mercados onde o Twitter possui escritórios, com destaque para o Brasil, México, Canadá, Reino Unido, França, Espanha, Dubai, Cingapura, Japão, Índia e Austrália.

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QR Code: Os brasileiros estão prontos para esse novo modelo de pagamento?

Desde o começo do mês, usuários do Metrô e da CPTM se depararam com uma nova forma de comprar o bilhete único e liberar a catraca: uma espécie de código de barras em QR Code está equivalendo a uma passagem. O projeto-piloto vai até o dia 18 de outubro e foi implantado pela Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) do governo do estado com a intenção de substituir, futuramente, a maior parte das compras de bilhete magnético unitário. Para Ralf Germer, CEO da PagBrasil – fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerces ao redor do mundo – todas as iniciativas de empresas ou startups que envolvam QR Code são muito positivas, já que fazem as pessoas se acostumarem com a novidade.

“No Brasil o QR Code ainda não é muito utilizado e para que realmente funcione no país é preciso que o sistema de pagamentos instantâneos – que permitirá que transações financeiras sejam efetuadas imediatamente e sem restrições de datas e horários – esteja estabelecido no mercado. Em comparação com outros lugares do mundo, como a China, por exemplo, estamos atrasados, mas os brasileiros são abertos para novas tecnologias: elas podem funcionar muito bem daqui pra frente!”, explica.

Segundo Ralf Germer, as pessoas estão confundindo a compra do bilhete unitário em formato de QR Code com os pagamentos por aproximação, outro tema que está cada vez mais presente no nosso dia a dia. No entanto, ele explica que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

“Dentro deste teste, os usuários que estão comprando o bilhete único com cartão de débito, por exemplo, recebem um comprovante em papel com o código QR Code e catracas específicas leem e caputuram o código, liberando a passagem. É um processo rápido, fácil e bastante cômodo. Os pagamentos por aproximação, por sua vez, têm a intenção de agilizar o processo de compra, mas para isso é preciso que as pessoas tenham um celular com funcionalidade NFC”, explica.

O passageiro pode comprar o QR Code de três formas: com cartão de débito (em totens instalados nas estações), com cartão de crédito (utilizando o aplicativo VouD) e ainda com dinheiro, nas bilheterias que participam do teste: metrô São Judas (Linha1-Azul), Paraíso (Linha 1-Azul e 2-Verde) e Pedro II (Linha3 – Vermelha) e da CPTM: Autódromo (Linha 9-Esmeralda), Tamanduateí (Linha 10-Turquesa), Dom Bosco (Linha 11-Coral) e Aeroporto-Guarulhos (Linha 13-Jade).

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O momento para se preparar para a LGPD é agora

Por Paulo Padrão, General Manager da ASG Technologies para a América Latina

Prevista para entrar em vigor em agosto do ano que vem, a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) promete uma verdadeira revolução no modo como as empresas brasileiras coletam, armazenam e usam os dados de seus clientes. As discussões sobre o tema já estão acendendo a luz vermelha das organizações, pois a maioria ainda não sabe como essa nova legislação deverá impactar os negócios.

Afinal de contas, independentemente do tamanho ou do segmento empresarial, o fato é que os dados têm um papel fundamental para o andamento das atividades. Imagine, por exemplo, o que sua empresa faria se todas as informações digitais relacionadas a clientes simplesmente não estivessem mais acessíveis. Como seria possível trabalhar sem esses dados?

Com processos cada vez mais conectados, não é exagero dizer, portanto, que as informações estão no coração das atividades empresariais, incluindo todas as etapas de relacionamento com clientes, assim como na gestão de sistemas, fornecedores e no controle de processos de fabricação e de vendas. Por isso mesmo, a verdade é que, na era dos dados pessoais, empresas de todos os segmentos estão diante de desafios semelhantes, para o bem e para o mal, diga-se.

Isso fica ainda mais claro quando notamos que ter informações dos clientes é importante para o sucesso dos negócios, mas também é a origem de grandes dúvidas e possíveis problemas. Basta acompanhar o noticiário para constatar a dimensão dos riscos e dos impactos para o futuro das empresas que sofreram perdas ou vazamento de dados. Não por acaso, pesquisas do Gartner apontam que a segurança das informações é hoje uma das três principais preocupações dos líderes de TI em todo o mundo.

É neste contexto que a LGPD chegará ao Brasil, apresentando novas regras para uso, armazenamento e compartilhamento de informações e obrigando as empresas a trabalharem em conformidade com uma nova dinâmica que garanta mais segurança aos dados no ambiente digital. Além disso, a lei demandará uma série de alterações em todos os registros, ao pedir o consentimento dos consumidores para uso de dados, ao estabelecer novas regras de subscrição e ao determinar novos formatos de utilização e de compartilhamento de informações. Ou seja, se sua empresa tem qualquer tipo de planilha, mailing ou arquivo com dados de clientes, ela certamente terá de se adequar à legislação. Por isso, as companhias precisam se preparar desde já, uma vez que eventuais ajustes não poderão ser feitos depois que a lei entrar em vigor.

Os desafios serão imensos, principalmente por envolver informações e processos que valem dinheiro. Somente em 2018, ataques virtuais e roubos de dados custaram, em média, US$ 1,35 milhão para as companhias brasileiras. Mais do que isso, fomos o segundo principal alvo de ciberataques, aparecendo no topo dos rankings de tentativas de fraudes por phishing. Todos estes números comprovam que a interrupção do trabalho das empresas pode ser extremamente onerosa e impactante. Dados, acima de tudo, são ativos de negócios.

O momento exige que as companhias agreguem inteligência à análise de informações, colocando os dados em destaque dentro do seu planejamento. Portanto, o Brasil não deveria novamente deixar para o último minuto os ajustes necessários para adequação à nova regulamentação, pois a continuidade dos negócios dependerá diretamente das informações que, sem dúvida, estão entre os principais ativos da atualidade.

Avançar no conhecimento acerca do que é a LGPD – e como ela afeta a rotina das operações – é o primeiro passo de preparação, pois a nova jornada demandará que as empresas sejam capazes de controlar todos os seus ativos digitais. Para a criação desse ambiente regulamentado, será preciso analisar toda a estrutura para mapear quais dados são armazenados, os formatos de coleta, as etapas de validação, os locais de armazenamento, as áreas que utilizam as informações e para quais atividades, além de um conjunto enorme de verificações e controles que precisam ser criados para as necessidades específicas de cada empresa.

Outro ponto essencial é capacitar as equipes para a nova realidade. Contar com tecnologia adequada e treinamentos de especialistas são condições essenciais para evitar o comprometimento de toda a estrutura empresarial. Pesquisas apontam que mais de 60% das perdas de dados são geradas por causa de falhas humanas, o que pode ser evitado com soluções de TI que possam gerenciar dados e gerar mais segurança e confiabilidade.

Estar preparado para a LGPD vai significar ir muito além do que manda a lei. Ao analisar suas estruturas, as companhias brasileiras podem aproveitar esse momento para catalogar seus dados e o fluxo interno que as informações percorrem em todas as áreas para a geração de novos resultados para os negócios. Por isso, analistas de indústria preveem um grande salto no aumento do uso de sistemas de automação focados em Data Intelligence, Analytics e Inteligência Artificial. Com a entrada em vigor da legislação, as empresas brasileiras estarão diante de uma nova estrada, com rotas diferentes. As companhias que escolherem o caminho do sucesso conseguirão transformar os desafios da nova lei em novas oportunidades de crescimento e de geração de valor. Como dizem, precisamos acreditar que todo progresso acontece fora da zona de conforto.

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Gartner diz que o futuro do autoatendimento é a automação conduzida pelos próprios clientes

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que, no futuro, organizações e clientes irão recorrer à Inteligência Artificial para aprimorar e controlar suas experiências digitais. De acordo com os analistas do Gartner, para lidar com a avalanche de informações e atividades digitais, os clientes – assim como as organizações – vão se voltar cada vez mais para a automação.

“Há sempre muita discussão sobre como as empresas devem investir em Inteligência Artificial (IA) para economizar tempo e dinheiro, mas muitas vezes ignoramos a próxima geração de clientes que está sendo igualmente receptiva para a ideia de conduzir suas próprias experiências pessoais no futuro”, afirma Anthony Mullen, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner.

“A realidade é que os consumidores precisam se engajar com atividades digitais intermináveis ​​ao longo da vida, o que significa muito mais dados a serem considerados. A tendência, desse modo, é que os clientes atribuam cada vez mais suas próprias atividades digitais aos assistentes virtuais pessoais (VPAs), chatbots e outras ferramentas de autoatendimento. Portanto, isso deverá crescer nos próximos 10 anos”, diz o analista.

Os impactos dessa transformação digital para as companhias e para os clientes será um dos destaques do Gartner IT Symposium/Xpo 2019™, principal evento do Gartner no Brasil e que acontecerá de 28 a 31 de outubro, em São Paulo.

Mudança no autoatendimento ao cliente

Na visão do Gartner, o autoatendimento está se tornando a norma, pois os clientes esperam cada vez mais uma experiência fácil e rápida em todas as situações. Nesse cenário, as organizações estão recorrendo a métodos de engajamento naturalista, como voz e outras tecnologias de interação, com destaque aos recursos de Inteligência Artificial, para oferecer aos clientes o que eles querem e, ainda assim, obter maior eficiência operacional. De fato, 91% das organizações planejam implantar soluções de Inteligência Artificial em seus serviços de atendimento nos próximos três anos. Até 2030, um bilhão de tíquetes de serviço será gerado automaticamente por bots de propriedade do cliente.

“O interessante é que, quando começamos a observar a dinâmica do autoatendimento e a automação contínua das organizações por um longo período, logo vimos as rachaduras começarem a aparecer”, diz Mullen. “Por isso, o peso de gerenciar e dar suporte aos serviços autônomos está sendo retirado das equipes de suporte operacionais e rapidamente enviado para as mãos dos clientes. Esse nível de delegação, do ‘faça você mesmo’ à Inteligência Artificial, será uma grande força que moldará o autoatendimento dos consumidores de um modo geral”, afirma o analista.

Os quatro cenários que representam o futuro do autoatendimento são do tipo:

1. Faça você mesmo

2. Faça isso juntos

3. Deixe meu robô fazer isso

4. Deixe nossos robôs (bots) fazerem isso

“À medida que os clientes adotam a mentalidade ‘faça você mesmo’, eles escolherão fornecedores que os ajudem a interagir facilmente com os pontos de contato controlados pelos consumidores, como alto-falantes inteligentes. Além disso, interfaces com o usuário fornecidas pela empresa serão cada vez mais prejudiciais às experiências controladas pelos clientes”, explica o analista do Gartner. “Como os clientes não conseguirão acompanhar o nível de autoatendimento necessário para gerenciar suas vidas digitais, eles delegarão a atividade para seus próprios robôs (bots). Portanto, o autoatendimento do futuro não estará apenas relacionado aos próprios clientes, mas também incluirá a relação sobre os clientes e seus bots”.

Geração Z é mais confortável com automação

Há um desejo de automação e o uso de Inteligência Artificial para economizar tempo e dinheiro em todas as gerações e casos de uso. No entanto, a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2009) é a mais receptiva a usar essas tecnologias para facilitar suas vidas. O Gartner prevê que, até 2030, as tecnologias pessoais se tornarão o objetivo principal da entrega da experiência dos usuários. Como a Geração Z representará a maior base de clientes até então, ela elevará o uso de tecnologias de automação direcionadas ao cliente para obter suporte e valor das organizações com as quais eles escolhem interagir.

Para discutir o tema e apresentar dicas sobre este cenário, os analistas do Gartner apresentarão pesquisas e novidades durante o Gartner IT Symposium/Xpo 2019™, principal evento do Gartner no Brasil, que acontecerá de 28 a 31 de outubro. Trata-se do mais importante encontro de CIOs e executivos de TI do mundo. Líderes da área confiam em eventos como esses para obter insights sobre como suas organizações podem usar TI para superar desafios de negócios e melhorar a eficiência operacional de suas empresas. Acompanhe novidades sobre os eventos no Twitter: #GartnerSYM.

As inscrições para o Gartner IT Symposium/Xpo 2019™ estão com desconto de R$ 700 até 20 de setembro. Há preços diferenciados para profissionais do setor público e descontos para grupos. Interessados podem entrar em contato com o Gartner pelos telefones (11) 5632-3109, 0800-7741440, e-mail: conferencias.brasil@gartner.com ou site: www.gartner.com/br/symposium.

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TIM vai ativar rede de experimentação 5G no Cubo Itaú até o fim do ano

A TIM anunciou hoje (20), durante o Cubo Conecta 2019, que por meio de uma licença específica da Anatel a operadora instalará no local, até o fim do ano, uma antena com a rede de quinta geração em parceria com a Ericsson para que as empresas startups baseadas no Cubo Itaú possam testar e desenvolver aplicações potencializadas pela nova tecnologia. A ativação é mais uma celebração da parceria de quatro anos do Cubo com a operadora, que já havia instalado no espaço o NB-IoT, uma plataforma dedicada para o desenvolvimento de soluções de internet das coisas com baixo consumo de energia e grande alcance de cobertura.

“A TIM quer estar inserida em ambientes de inovação, de pesquisa e de empreendedorismo, como o Cubo Itaú, viabilizando tecnologias que fomentem esse ecossistema favorável a criação de novos produtos e serviços que melhorem a vida dos cidadãos do nosso País. Estamos engajados na busca de novas aplicações que contemplem já a próxima onda tecnológica, o 5G, e a parceria com o Cubo Itaú é parte importante deste processo”, avalia o CTIO da TIM Brasil, Leonardo Capdeville.

Para o Cubo Conecta 2019, evento de celebração do aniversário do espaço, a operadora apresentará experiências de alta performance na rede 4G em parceria com a Ericsson no lounge TIM – IoT, indústria 4.0, AR, baixa latência – que poderão ser potencializadas com o 5G, alavancando novos negócios e inspirando o desenvolvimento de soluções. Todas as experimentações estarão disponíveis para os visitantes do Cubo Itaú durante o evento.

Parceria com o Cubo

Nesse último ano de parceria, a TIM avaliou mais de 200 soluções, ultrapassou o lançamento de 30 desafios para startups do Cubo, organizou mais de 20 pitches de inovação e 10 provas de conceito com startups. Um dos exemplos é a MOL- Mediação Online, empresa especializada na resolução de conflitos, que ajuda com os desafios de redução de custos no contencioso, e outro é a OvermediaCast, com soluções de videobot, para aumentar a satisfação dos clientes com o atendimento. Algumas startups, inclusive, tornaram-se fornecedoras da TIM, como a Intelipost, com soluções que integram de forma inteligente a cadeia logística. Outras, como a Enjoy, que oferece automação de bebidas on tap. já são parceiras da companhia para testar novas soluções de conectividade em IoT.

Além disso, nos últimos 12 meses, quase uma centena de colaboradores da TIM das áreas de compras, sustentabilidade, governança, financeiro, logística, RH, comercial, marketing, atendimento e tecnologia passaram por imersões no maior ecossistema de startups da América Latina para avaliar e explorar aspectos relacionados à transformação digital e seus desdobramentos no ambiente corporativo. “Muito mais do que dar apoio à iniciativa, temos o Cubo como um ambiente inspirador para nossas equipes internas, permitindo uma troca de conhecimento muito valiosa para nós como empresa”, complementa Capdeville.

O Cubo tem sido importante na construção da maneira de pensar na cultura digital da TIM, com a imersão dos executivos da operadora no espaço por meio de programas, como o Innovation Day. “O nosso processo de Transformação Digital tem o Cubo como um hub de inovação que combina educação empreendedora, cultura digital, espaços colaborativos, novas experiências e uma densidade de negócio única na América Latina. Com a parceria, a TIM quer encontrar soluções para os seus desafios internos, para aceleração de negócio, para desenvolvimento de produtos e experiência e para testar novos mercados”, analisa o Head de Innovation & Business Development da TIM Brasil, Janilson Bezerra.

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Empresas juniores de universidades terão papel de destaque no Future-se

As empresas juniores, instaladas dentro das universidades, terão prioridade no Future-se, programa do Ministério da Educação (MEC) para instituições federais de ensino superior. O secretário de Ensino Superior do MEC, Arnaldo Lima, afirma que a proposta é incentivar alunos que participam das empresas para que obtenham o apoio na promoção da vivência empresarial como universitários.

De acordo com Lima, o MEC pretende inserir três propostas para as empresas juniores no texto do Future-se:

• o trabalho em uma empresa júnior deve contar como estágio;

• a administração pública (União, estados e municípios) poderá dispensar licitação para contratar empresas juniores;

• criação de uma rede social para aproximar empresários e os projetos que são tocados pelas empresas juniores.

“A gente vai ter e-commerce, assim como crowdfunding na angariação de recursos para mais projetos”, afirmou o secretário. Lima também destacou que serão realizados eventos nas universidades para fomentar o empreendedorismo nas universidades.

A aproximação do MEC com as empresas juniores já começou. No dia 15 de agosto, o secretário recebeu membros da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior, que impulsiona a vivência empresarial nas universidades. A entidade representa mais de 900 empresas juniores nas 27 unidades da Federação.

Lima destacou que quer a contribuição da Brasil Júnior com sugestões de aperfeiçoamento para o Future-se, idealizado também com o intuito de promover experiências para formação empreendedora. “Quero que eles [Brasil Júnior] se vejam mais dentro do projeto”, disse.

Para Renan Nishimoto, presidente da Brasil Júnior, o primeiro diálogo com o secretário foi positivo. Ele acredita na construção de um país empreendedor e com diálogo para a educação avançar.

Future-se – Lançado em 17 de julho, o Future-se é o principal programa desta gestão do MEC para a educação superior pública federal. O objetivo é dar maior autonomia na gestão financeira das universidades e institutos e incentivar o empreendedorismo.

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Inscrições abertas para o Prêmio EDF Pulse Brasil

Estão abertas as inscrições para a 1ª edição do Prêmio EDF Pulse Brasil, com foco em startups de inovação que desenvolvem soluções eficientes para os desafios das indústrias e das grandes cidades. Serão oferecidos até R$ 100 mil aos primeiros lugares, sendo R$ 40 mil para os vencedores de cada categoria – Smart City e Smart Factory – e uma premiação especial de R$ 20 mil para um terceiro Projeto de Destaque. Além disso, caso alguma inovação seja de interesse das empresas EDF no Brasil, há a possibilidade da realização de parceria para o seu desenvolvimento. Os projetos serão avaliados por um júri de especialistas e executivos do Grupo. As inscrições podem ser feitas até 1º de novembro pelo site www.edf.fr/pulse-brasil, e os vencedores serão anunciados em dezembro deste ano.

Líder global em energia de baixo carbono, o Grupo EDF promove o Prêmio Pulse desde 2014, com edições na França, Itália, Reino Unido e África. No Brasil, o prêmio é resultado da parceria entre as principais empresas do Grupo no país: EDF Norte Fluminense, EDF Renewables, Citelum e Framatome. Do exoesqueleto que permite a paraplégicos andar novamente à iluminação de fibra óptica natural, o prêmio dá visibilidade a projetos inovadores alinhados à alta tecnologia para o futuro, sendo uma das principais iniciativas mundiais da EDF. Já concorreram 1.800 startups, com 22 vencedores e mais de 50 projetos acompanhados pelo Grupo no mundo.

Dentre as categorias do prêmio, a Smart City julga inovações voltadas para infraestruturas e espaços habitacionais, individuais e coletivos, à métodos produtivos e organizacionais, buscando transformar nossas cidades e territórios para enfrentar os desafios demográficos e ambientais. A Smart Factory avalia os projetos de aceleração na convergência entre os meios e processos industriais e tecnologias digitais, para maior eficiência e otimização do consumo.

Estão habilitadas a concorrer pequenas empresas e startups criadas até julho de 2019, domiciliadas no Brasil e compostas por no máximo 30 pessoas, que podem ter sociedade com empresas de até 500 colaboradores. O júri vai considerar os seguintes critérios: qualidade e robustez da solução; impacto e progresso para a sociedade; sustentabilidade do modelo do negócio; e a equipe (visão, complementaridade, experiências, habilidades).

O Brasil é um país estratégico para o desenvolvimento global do Grupo EDF, com investimentos em geração, serviços e soluções inteligentes de energia. Por isso, busca startups nacionais que contribuam para questões energéticas e soluções inovadoras para enfrentar os desafios da atualidade. Dessa forma, as empresas do Grupo podem identificar possibilidades de novos projetos e parceiros de negócios e ampliar a interação com startups, para melhor compreensão de sua dinâmica de funcionamento. Até o momento, já foram investidos cerca de R$ 60 milhões na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), no Brasil.

PRÊMIO EDF PULSE BRASIL

Inscrições: até 1º de novembro pelo site www.edf.fr/pulse-brasil.

Podem concorrer: pequenas empresas e startups criadas até julho de 2019, domiciliadas no Brasil e compostas por no máximo 30 pessoas, que podem ter sociedade com empresas de até 500 colaboradores.

Categorias: Smart City (R$ 40 mil), Smart Factory (R$ 40 mil) e Special (R$ 20 mil).

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Programa para startups da abeLLha agora é digital e gratuito

A falta de conhecimento e planejamento – estratégico ou financeiro – são as maiores travas para o desenvolvimento de novos negócios. Em geral, se uma ideia começa desestruturada, sem hipóteses claras a serem validadas, as chances de evolução são pequenas. Por isso, a abeLLha decidiu democratizar o conhecimento que acumulou durante mais de 4 anos de experiência em incubação e aceleração de startups e disponibilizou, gratuitamente, uma plataforma online com toda a metodologia e ferramentas de acompanhamento financeiro e de indicadores para startups em estágio inicial ou para quem está interessado em começar um empreendimento.

“A nossa missão é levar método, conteúdo e ferramentas que possam ajudar o maior número de empresas ou equipes a se desenvolverem de forma organizada, com agilidade e simplicidade. O mercado está muito veloz, as pessoas enxergam oportunidade de negócio para resolverem problemas e gerar valor, porém muitos tem dificuldade na gestão e organização da empresa. É aí que a gente entra: nosso método é simples e eficaz”, conta Ana Julia Ghirello, fundadora da abeLLha.
A plataforma abeLLha Digital é dividida em três pilares: educação (estágios), controle financeiro e acompanhamento de indicadores (KPIs).

O primeiro pilar, da educação, inclui 15 módulos divididos em dois estágios, com conteúdos que ajudam os empreendedores a tirar a ideia da cabeça e colocar em prática. No primeiro deles, os usuários aprenderão sobre os conceitos básicos do empreendedorismo e ferramentas úteis para estruturar um negócio. Por exemplo, como utilizar o modelo Canvas, criar estratégias de monetização, fazer um plano financeiro e como montar uma equipe coerente e eficiente.

No segundo estágio, os empreendedores aprendem a preparar o negócio para o lançamento e operar no dia-a-dia, sobretudo por meio de um produto mínimo viável (MVP, na sigla em inglês, minimum viable product), importante para testar e validar as hipóteses iniciais de viabilidade no mercado. Além disso, esse estágio ajuda a criar uma boa estratégia de marketing e comunicação, além de ensinar como organizar o financeiro da empresa.

O terceiro estágio, que será lançado em breve, é focado na operação do negócio, depois que o produto ou serviço já foi lançado no mercado e a empresa já está funcionando. Aqui, os usuários irão aprender a criar e manter a startup funcionando eficientemente, e entender a operacionalizar estratégias de branding, de produto, monetização e vendas. Nesse ponto, em alguns casos é importante pensar em captar investimentos, e para isso, incluímos módulos sobre pitch de investimento, vendas e patrocínio, além de conteúdo sobre relacionamento com investidores.

O material pedagógico está amparado por uma plataforma de acompanhamento financeiro, onde os usuários podem lançar receitas e despesas para controlarem o fluxo de caixa, as projeções do plano de negócio e ver os resultados de forma simples e prática. A plataforma transforma essa planilha em gráficos e indicadores (KPIs) que facilitam a leitura e deixa clara a evolução do negócio.

A abeLLha Digital terá o conteúdo atualizado sistematicamente e estará atenta aos feedbacks dos usuários. “Nesse início, vamos ficar de ouvidos abertos para os comentários dos usuários, entender o que falta e como podemos melhorar”, explica Ana Julia. “Essa não é uma plataforma estática. Estamos preocupados em aperfeiçoar e aumentar o conteúdo e as funcionalidades continuamente”, completa.

No futuro, quando o número de pessoas utilizando o sistema estiver maior, o plano da abeLLha é selecionar os melhores projetos e fazer um trabalho de aceleração com acompanhamento pessoal e captação de investimentos. “Como teremos as informações e os dados de evolução das startups, poderemos fazer a curadoria de forma muito assertiva. Com o consentimento dos empreendedores, vamos buscar criar as ligações com investidores, promovendo uma conexão muito mais relevante devido aos dados e histórico de cada empresa”, detalha.

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Governo Federal leva gratuitamente 17 startups para Boston

StartOut Brasil, programa de apoio à inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, escolheu 17 startups para participar do seu 8º ciclo de internacionalização. Ao todo, foram selecionados 15 negócios na categoria “ampla concorrência”, que são startups que nunca participaram ou participaram de apenas um Ciclo do StartOut Brasil; e duas startups na categoria “graduadas”, composta por empresas que já estiveram em dois ou mais ciclos de imersão oferecidos pelo programa.

Entre os dias 22 e 27 de setembro de 2019 essas empresas farão uma imersão no ecossistema de Boston, Estados Unidos, para visitar aceleradoras, incubadoras e empresas locais; participar de seminário de oportunidades, reuniões com prestadores de serviços e encontros de negócios organizados pelo programa; além de realizar uma apresentação para possíveis investidores e parceiros.

“As startups brasileiras tendem a olhar apenas para o mercado doméstico em função de seu tamanho. O programa busca justamente alterar essa mentalidade, mostrando as oportunidades de ganhar novos mercados e apoiar essas startups no processo de internacionalização. A participação do governo também ajuda a atrair a visibilidade necessária para a expansão desses negócios e a conectá-los com parceiros estratégicos”, afirma Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia.

Veja abaixo quais foram as startups escolhidas para participar na categoria “ampla concorrência”:

  1. Engage – solução para estruturar os principais processos de desenvolvimento de pessoas dentro de uma organização;
  2. APTAH – empresa de bioinformática especializada em desenvolver e validar novos medicamentos e métodos de diagnóstico;
  3. InEvent – especialista em soluções digitais para eventos e desenvolvedora de soluções para credenciamento, logística, aplicativos de engajamento, métricas em tempo real e coletores sociais de dados;
  4. Starline Tecnologia S/A – desenvolvedora de soluções que geram clareza e simplificam todas as etapas de um processo de avaliação;
  5. Eco Panplas – tecnologia produtiva limpa e sustentável, voltada para a reciclagem de embalagens plásticas de óleo lubrificante;
  6. Pix Force – empresa que utiliza tecnologias de visão computacional, inteligência artificial e machine learning para aquisição e interpretação automática de imagens e vídeos;
  7. SlicingDice – solução baseada em nuvem que fornece todas as ferramentas fundamentais usadas por técnicos e executivos para transformar os dados brutos das empresas em decisões orientadas para os negócios;
  8. PluriCell Biotech – empresa de Pesquisa e Desenvolvimento cujo principal foco é gerar células humanas especializadas a partir de células-tronco;
  9. Bright Cities – plataforma que executa um algoritmo complexo com toneladas de dados para criar um roteiro feito sob medida para que cidades possam se tornar mais inteligentes;
  10. Delfos Intelligent Maintenance – tecnologia que permite alcançar excelência operacional aproveitando todos os dados disponíveis dentro da organização;
  11. Cíngulo – aplicativo de terapia guiada que ajuda as pessoas a superarem os problemas emocionais e aumentarem o autoconhecimento;
  12. GYTH Desenvolvimento de Sistemas Ltda. – empresa de otimização de processos e gestão de logística;
  13. Aerothermal Solutions – desenvolvedora de projetos complexos para diversos segmentos da indústria, como aeroespacial, óleo e gás, pesada, transportes e máquinas e equipamentos;
  14. 3D Biotechnology Solutions – startup que possibilita a construção de tecidos humanos vivos que comprovadamente funcionem como tecidos nativos;
  15. Ubivis – solução completa para otimizar a operação industrial com a utilização de IoT;

E as selecionadas como “graduadas”:

  1. Portal Telemedicina LTDA – central médica online que une tecnologia e medicina para atender clientes em todas as etapas do negócio;
  2. RECICLAPAC – empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias de embalagens para logística reversa otimizada.

Ciclo Boston

Durante a missão as startups farão conexão com importantes players do ecossistema para, quando voltarem, aprimorarem sua estratégia de expansão e maximizar as oportunidades identificadas no exterior. Para preparar essas empresas para a imersão em Boston, o StartOut Brasil oferece consultoria especializada em internacionalização; acesso à plataforma Passaporte para o Mundo da Apex-Brasil; conexão com mentores que conhecem o ecossistema de destino e sessões online de treinamento de pitch.

Além disso, nos dias 23 e 24 de agosto, os participantes tiveram a oportunidade de participar de um workshop presencial em São Paulo, no qual assistiram palestras do Centro de Inovação, Excelência e Liderança (IXL Center) e do SelectUSA, programa do governo dos EUA que facilita o processo de conquista de investimento.

Nestes dois dias, as startups também puderam conhecer um pouco melhor cada um dos organizadores do StartOut Brasil, realizar network, ter acesso a agenda da missão e passar por Elevator Pitch, treinamento de pitch e reuniões com o matchmaker.

Para Roberto Machado, Cofundador da MarketFit, plataforma americana de aceleração de startups focada em treinamento de pitch, o trabalho iniciado durante o workshop ainda não terminou. “Meu papel é de ajudar as startups na preparação do pitch, ou seja, capacitá-las para se apresentarem aos investidores e outros parceiros locais que elas vão encontrar em Boston. Esse é um trabalho que está sendo desenvolvido, mas que ainda não está pronto. Temos mais umas quatro semanas para deixar os empreendedores preparados para a missão”, comenta Machado.

De acordo com ele, o mercado de Boston é dinâmico e bem desenvolvido. É um dos hubs de inovação dos Estados Unidos, junto com o Vale do Silício, Nova York e Los Angeles, por exemplo. Por isso, a missão será, não apenas para a venda de soluções e tecnologias, mas também para que os empreendedores aprendam sobre um dos principais mercados americanos.

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