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Maior transparência das renúncias fiscais – Por Marco Aurélio Pitta

Passado o capítulo da greve dos caminhoneiros, às vésperas da Copa do Mundo, o plenário aprovou no último dia 12 de junho o texto base do projeto de lei do Senado n.º 188/2014, que autoriza a Receita Federal a dar transparência aos beneficiários de renúncias fiscais no Brasil. Isso significa tornar público os nomes de pessoas e empresas beneficiadas por quaisquer benefícios concedidos pelo Governo.

São mais de R$ 280 bilhões por ano somente envolvendo benefícios tributários concedidos pela União. São mais de 60 tipos de renúncias tributárias diferentes. Destes, quatro representam mais da metade de todo o montante de concessões (52%): Simples Nacional e Microempreendedor Individual (MEI), Zona Franca de Manaus, Desoneração da cesta básica e a “famosa” Desoneração da Folha de Salários. Os setores mais contemplados são de Comércio e Serviços (29%), Trabalho (15%), Saúde (13%) e Indústria (12%).

Cabe destacar que renúncias fiscais fazem parte da política dos países mundo afora. A Polônia, por exemplo, incentiva a população que tem mais de um filho com menor tributação. Esse fato ocorre neste país europeu e em outros países da OCDE, pois necessita-se de mão de obra mais jovem para manter o crescimento da economia.

Voltando a falar do Brasil, tais benefícios são justos? Depende do ponto de vista. Dizer que há injustiças seria leviano de minha parte. O mais adequado seria estudar a fundo cada um desses benefícios, entendendo quem seriam os elegíveis (pessoas físicas e jurídicas), suas regras e as contrapartidas.

A fiscalização é necessária para que não tenhamos a sensação de injustiça. Por que determinado setor tem determinado benefício e outros não? São questões que precisam ser respondidas. Elencamos alguns exemplos. Pequenas empresas e microempreendedores individuais não têm estruturas como as grandes corporações têm. Por isso, as pequenas precisam de um incentivo. Ainda mais que, de acordo com o IBGE, empregam mais da metade dos brasileiros. Não incentivar o chamado MEI poderia trazer, além de informalidades, quedas na própria arrecadação.

Outra situação que me parece adequada seria em relação a benefícios para alavancar economias regionais menos favorecidas. Sem a Zona Franca, a região de Manaus estaria perto da situação atual? Me parece pouco provável. Não podemos esquecer que o “cobertor” continua do mesmo tamanho. Ou seja, se tirarmos de um lado, precisamos cobrir o outro. As últimas semanas demonstraram isso. O Governo precisou abdicar da arrecadação de PIS, COFINS e CIDE por conta dos reflexos da greve dos caminhoneiros. Essa renúncia fiscal precisou ser compensada com redução de outra: a reoneração da folha. Foram mais de 40 setores reonerados, permanecendo somente 17. Entendo que seria preciso, antes talvez de revisitar as renúncias, refletirmos sobre duas situações: o tamanho da máquina pública e as sonegações fiscais. O primeiro passa por mudanças na estrutura estatal, que parece ser exagerada. A nova geração de governantes precisa rever esse ponto. Já em relação à sonegação tributária, passa pela atitude de cada contribuinte. Estima-se em mais de R$ 500 bilhões sonegados por ano em nosso país. Isso compensaria todo o déficit fiscal, além de reforçar o caixa do Governo para maiores investimentos em setores necessários da nossa população.

Por isso tudo, defendo que programas de renúncias fiscais devem continuar para tentar equilibrar as enormes injustiças do ambiente tributário brasileiro. Isso desde que sejam transparentes e justos para todos os contribuintes.

Marco Aurélio Pitta é coordenador e professor dos programas de MBA da Universidade Positivo (UP) nas áreas Tributária, Contábil e de Controladoria.

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Reflexos da greve dos caminhoneiros no sistema tributário brasileiro

Por Marco Aurélio Pitta

Os últimos dias têm sido um caos. A greve dos caminhoneiros trouxe consequências pouco esperadas pelos nossos governantes. Desabastecimentos que vão desde combustíveis até itens de primeira necessidade. Essas paralisações reduzem o ritmo da economia e já resultam em perdas bilionárias para a própria União em termos de arrecadação de impostos. Vários setores da economia estão parados. R$ 26,3 bilhões deixaram de circular na economia brasileira com negócios que não puderam ser fechados. Já são mais de R$ 3,8 bilhões não arrecadados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Justo ou não, o pedido foi feito pelos grevistas e atendido pelo governo: redução de impostos. O presidente Michel Temer prometeu redução de R$ 0,46 no litro do diesel, além de redução à alíquota zero do CIDE, PIS e COFINS para esse combustível. Esses 3 tributos representam cerca de 13% do preço do diesel. Mas as consequências podem ser ainda maiores. Imaginar que várias classes trabalhadoras possam reivindicar benefícios e questionar injustiças podem causar um colapso nunca visto anteriormente. E todos estes temas estão, de forma direta ou indireta, relacionada a questões tributárias.

Quando o ministro da fazenda Eduardo Guardia foi questionado sobre as formas de compensar esses gastos não previstos pelo Governo, a resposta foi imediata: provável aumento de impostos! O fim da desoneração da folha se tornou urgente do dia para a noite. São 28 setores que devem deixar a sistemática da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB). Isso pode trazer reflexos importantes em alguns setores. Aumento de preços para os cidadãos é líquido e certo. O fato da desoneração atual ter a opção anual e irretratável conforme regras atuais podem gerar questionamentos judiciais por conta de vários contribuintes.

Mas o que mais está por vir? No âmbito tributário, temos diversas questões que precisam ser apreciadas pelo judiciário. Uma das principais é a redução do ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS. O STF deve se pronunciar sobre questões da possível modulação e definição do conceito de ICMS nos próximos meses. Mas existem muitos outros casos. O próprio Governo vem prometendo mudanças importantes na sistemática do PIS e COFINS há um bom tempo. São diversas alterações, como a mudança de base de cálculo, mudanças de alíquota, forma de creditamento e a unificação destes 2 tributos.

A tributação sobre dividendos é outro tema que sempre surge. Poucos países no mundo ainda não tributam essa destinação aos acionistas de empresas privadas. O Brasil é um deles. Chegando perto da Copa do Mundo, a comparação com outros países – não só no futebol – é inevitável: o Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo. Somos um dos maiores países em tributação sobre o consumo, que atinge todos os cidadãos de maneira igualitária. Uma família que ganha 10 salários mínimos paga o mesmo imposto que uma família que ganha 1 salário mínimo. Parece muito desigual. Já em relação aos tributos sobre a renda, estamos na zona de rebaixamento. Embora todos dizerem que pagam muito imposto de renda, o que acontece é que o Brasil tributa em média 20% somente. EUA e vários países europeus chegam a cobrar mais de 40%.

E não para por aí. Em dezembro de 2017, o Governo Trump fez uma ampla reforma tributária nos EUA, reduzindo o Imposto de Renda para as empresas de 35% para 21%. No Brasil, a tributação média desse imposto é de 34%. Efeitos práticos? Falta de atratividade dos investidores americanos no nosso país. Outras economias do mundo estão se mexendo. Inclusive nossos vizinhos Argentina, Paraguai e Colômbia. Aliás, este último acabou de entrar no seleto grupo de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Equilibrar a política fiscal e alinhar regras tributárias são lições de casa para o Brasil também fazer parte deste grupo.

Enfim, os desafios tributários no Brasil são imensos. Me parece que o “cobertor é curto” e, sem uma reforma tributária ampla e bem discutida, teremos muitas dificuldades no futuro próximo. Propostas não faltam. O Centro de Cidadania Fiscal e a Reforma Tributária liderada pelo Deputado Federal Luiz Carlos Hauly são caminhos interessantes. Passam por simplificação tributária, redução de tributos sobre o consumo, imposto de renda de forma progressiva, entre outros. Caberá ao novo presidente fazer isso acontecer.

Marco Aurélio Pitta é gerente de contabilidade e tributos do Grupo Positivo, coordenador e professor dos programas de MBA da Universidade Positivo (UP) nas áreas Tributária, Contábil e de Controladoria.

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A tecnologia e o futuro do emprego

Por José Pio Martins

Que o mundo está passando por uma gigantesca revolução tecnológica ninguém duvida. Robô sapiens, Internet das Coisas, inteligência artificial, comunicação na palma da mão, redução de intermediação humana em várias atividades (bancária, compras, atendimento, fluxo de documentos etc.) são alguns exemplos do arsenal de mudanças em andamento. Todos os dias lemos que livrarias estão fechando porque os compradores preferem o oceano de ofertas via internet; que as mais sofisticadas operações bancárias são feitas por computador e por celular; que os aplicativos de smartphone estão acabando com tarefas comerciais e burocráticas antes feitas presencialmente e com material físico.

O mundo da burocracia está diminuindo (menos no Brasil). Coisas como ir a um cartório para fazer ou retirar um documento, ir ao laboratório para buscar resultados, gastar tempo para fazer coisas simples que tomam tempo e custam dinheiro são exemplos de atividades que vão sumir. Além dessas, há atividades altamente sofisticadas que estão sendo paulatinamente assumidas pelas tecnologias e vão eliminar milhares de tarefas e de trabalho humano. A ansiedade é saber para onde irão os empregos eliminados em face das novas aplicações tecnológicas.

Já foi publicado que, nos Estados Unidos, 47% dos empregos estão ameaçados de extinção por substituição tecnológica. As pessoas estão assustadas e gritando: “Os robôs irão roubar nossos empregos!” No curto prazo, a explosão de novas tecnologias irá, sim, gerar um deslocamento nos empregos. Mas, no longo prazo, deve acontecer uma mudança nos padrões e formas de trabalho, e milhões de empregos de outro tipo serão criados. A revolução tecnológica irá aumentar a produtividade por hora de trabalho e diminuirá custos.

Quando os custos diminuem, os preços também caem e, por consequência, milhões de consumidores de menor renda passam a ter poder de comprar; logo, melhoram sua qualidade de vida, fazendo que surjam novas formas de emprego. A alta tecnologia resulta de um mercado livre e competitivo e reduz não apenas o custo dos produtos de consumo, mas também os bens de capital – sobretudo as novas máquinas de tecnologia moderna –, que também passam a ser produzidos a custos menores.

Quando ocorre essa sequência de eventos econômicos – avanço da tecnologia, aumento da produtividade do trabalho, barateamento dos bens e serviços, barateamento dos bens de capital, aumento do consumo –, outro fenômeno explode: uma maior parte da renda das pessoas (consumidores) fica liberada para outras compras. E novas demandas surgem, outros bens e serviços têm de ser ofertados, outros empreendimentos são criados e outros tipos de empregos são gerados.

Um computador pessoal que hoje é comprado por US$ 500 custava quatro vezes mais há poucos anos. Os milhões de computadores vendidos no mundo decorrem da diminuição de seu preço nos últimos anos, e o número de empregados trabalhando em toda a cadeia de produção, venda e assistência técnica aumentou vertiginosamente. Em toda a história da humanidade, quando revoluções tecnológicas ocorreram – como a máquina a vapor, o motor a combustão e a eletricidade –, o resultado foi uma abundante criação de empregos. Empregos antigos se tornam obsoletos e são eliminados, e trabalhadores são liberados para os novos empregos.

Em 1970, o Brasil tinha 46% da população vivendo na zona rural. Ou seja, para duas pessoas terem alimento, uma tinha de estar na lavoura, produzindo para ela própria e para mais uma. Em uma sociedade na qual metade da população tem de estar no campo produzindo comida, a pobreza será a norma corrente, e não haverá espaço para produzir educação, saúde, lazer, turismo e uma penca de bens industriais e serviços pessoais a fim de melhorar o padrão médio de bem-estar.

A possibilidade de a humanidade viver melhor veio com a introdução da tecnologia na agricultura e na pecuária, pelo fim da necessidade de tantas pessoas terem de trabalhar na produção de alimentos. A liberação das pessoas da zona rural propiciou a expansão da indústria, depois do comércio e dos serviços, e elevou o padrão de vida. Mas a tecnologia assusta. Quando a eletricidade sepultou velas e lampiões e os automóveis enterraram as carroças e as charretes, não faltou quem prenunciasse o fim dos tempos. O desemprego tem outras causas, entre elas a explosão demográfica. O mundo tinha 1 bilhão de habitantes em 1830; em 100 anos dobrou, e atualmente somos 7,4 bilhões; seremos 9,4 bilhões daqui a 30 anos. A revolução tecnológica será a salvação, não a condenação.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

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O ônus da ignorância – Por José Pio Martins

Uma tribo indígena, sem contato com a civilização, tem um padrão de consumo – logo, de bem-estar – exatamente igual ao padrão proporcionado pela quantidade de frutas, animais e peixes que seus membros conseguem coletar, caçar e pescar. Se essa tribo tiver conhecimento de agricultura, ela poderá obter também milho e mandioca e melhorar seu padrão de vida conforme o produto de seu próprio trabalho e de sua eficiência produtiva.

O padrão de vida da tribo será igual à produção feita por metade de seus membros, pois em geral nos agrupamentos humanos – uma tribo, uma comunidade, uma nação –, metade dos membros não são aptos a produzir, embora sejam consumidores; são as crianças, os doentes, os idosos, os aposentados, etc. Com um país não é diferente, ressalvadas algumas complicações decorrentes da complexidade de sua economia em razão da tecnologia e do imenso número de itens de bens e serviços.

Como o país é mais complexo que uma tribo, existem as leis de convivência social, o Estado e seu braço executivo, o governo, as estruturas burocráticas, os palácios, as mordomias, as sinecuras e todo aparato estatal dos três poderes.

Para sustentar tudo isso, o governo é autorizado a “tomar” uma parte do que é produzido pelos habitantes e, no Brasil, essa fatia já passa dos 35%, que é carga tributária para pagar os serviços coletivos (justiça, segurança, saúde, educação, defesa nacional etc.), os investimentos públicos e distribuir um pouco aos pobres em forma de programas sociais. Mas os homens da máquina governamental são espertos e primeiro pagam a si mesmos, geralmente com salários, vantagens e aposentadorias a valores médios maiores do que os valores médios da população.

Pelas razões acima, o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), órgão do governo federal, já publicou estudos mostrando que o setor público piora a distribuição de renda. Outro ponto é o seguinte: imagine que os membros da tribo possam se aposentar com idade de 53 anos e vivam 75 anos na média; logo, recebendo durante 22 anos a mesma cota de comida que tinham quando trabalhavam. Se a produtividade (produção por hora de trabalho) for sempre a mesma, o padrão de vida cairá. Assim é a previdência social.

Essas lições simples de economia – que, para conhecer, é necessário estudar – estão na base das políticas e ações para superar a ineficiência produtiva, consertar os dois sistemas de previdência e vencer a pobreza. Infelizmente, os membros do parlamento, com as exceções de praxe, não revelam conhecimentos dessas questões, e a maioria parece nem se interessar muito em estudar, pesquisar e aprender.

Certa vez disseram a Derek Bok, professor de Harvard, que a educação estava cara, ao que ele respondeu: “Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância”. Pois o Brasil vem fazendo isso há muito, e o ônus da ignorância aí está. Um país rico de recursos (naturais) e pobre de riquezas (recursos transformados em artigos consumíveis).

José Pio Martins é economista, reitor da Universidade Positivo.

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Carros elétricos já são realidade – mas não aqui

Gualter Crisóstomo  Foto: Roberto Gilliard

Gualter Crisóstomo
Foto: Roberto Gilliard

O ambiente atual não poderia ser melhor. Recentemente, os governos do Brasil e Portugal firmaram um novo marco de cooperação, com prioridade para a mobilidade elétrica. Portugal começou sua política de mobilidade em 2008. Menos de uma década depois, o país tem 1.600 pontos de carregamento de veículos elétricos espalhados por todas as regiões, garantindo assim que um veículo possa rodar como qualquer outro movido a combustível fóssil. Um marco regulatório que incentiva a inovação do setor e garanta a participação para empresas comercializarem a energia para a rede de mobilidade elétrica são alguns dos pontos que explicam o sucesso do projeto em Portugal. A rede é de propriedade do governo português, mas a descentralização já está encaminhada e o plano é repassar os postos de reabastecimento para as prefeituras.

Para o superintendente de Projetos Especiais da Copel e professor da Universidade Positivo (UP), Julio Omori, para abastecer um país com as dimensões do Brasil seriam necessários cerca de 40 mil eletropostos. “É possível executarmos a instalação em até 7 anos, dependendo do investimento disponível e do modelo de execução”, afirma. Segundo ele, o maior recurso necessário é para prover a infraestrutura elétrica de alimentação destes eletropostos, cuja demanda pode variar de acordo com o regime (carga lenta ou carga rápida). Porém, o Brasil ainda está preso a indefinições regulatórias. “Hoje, apenas as empresas de distribuição de energia podem vender a energia para consumidores finais de baixa tensão”, conta o professor. Este ano, a Aneel abriu processo de consulta pública para tratar do tema. As informações sobre a consulta estão disponíveis no endereço http://www.aneel.gov.br/consultas-publicas.

De acordo com Omori, a implantação de uma rede de mobilidade elétrica no Brasil beneficiaria não apenas o consumidor, com a economia de combustível, como o meio ambiente e, inclusive, as distribuidoras de energia, com aumento na base de remuneração. Mas o principal benefício é para o bolso do consumidor. Para ter uma ideia de custo, para rodar cerca de 120 Km, um veículo leve de passeio gasta em média 16kWH, totalizando um valor de R$13 por recarga, sendo que R$ 2, em média, ficam com as distribuidoras para remuneração da infraestrutura. “Por outro lado, há o risco de sobrecarga no sistema elétrico, caso não haja planejamento na implantação dos pontos sem o devido reforço na rede”, alerta Omori. Isso aconteceria se, por exemplo, todos os veículos de uma determinada área efetuarem carga rápida ao mesmo tempo. “Contra este problema, o mais recomendado é que seja implantado também um sistema de gestão de demanda integrada que ajudará, no futuro, a controlar também os próprios veículos elétricos que efetuaram cargas em locais particulares como as residências. É neste ponto onde o conceito de redes inteligentes se integra com os veículos elétricos”, esclarece o professor.

“O setor de distribuição de energia brasileiro é estratégico para garantir a viabilidade de uma rede de mobilidade elétrica nacional, como a que já existe em Portugal, a primeira nação do mundo em que um carro movido à eletricidade pode abastecer em qualquer ponto do território do país”. A afirmação é de Gualter Crisóstomo, presidente da CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produtos), empresa portuguesa da cidade do Porto, especializada na criação de redes de mobilidade elétrica e aeronáutica. “O veículo elétrico pode ser um inspirador que ajude na gestão integrada dos serviços de energia. Trata-se de uma oportunidade de negócios para as distribuidoras criarem redes de abastecimento para veículos elétricos. As distribuidoras brasileiras podem virar uma referência no mundo associadas à mobilidade elétrica”, afirmou Crisóstomo, durante o SENDI 2016 (Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica), em Curitiba.

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A glória da burrice – Por José Pio Martins*

Inconformado com a estupidez do governo e dos políticos dos anos 50 e 60, que batiam no peito e gritavam que nunca iriam autorizar empresas multinacionais a produzirem petróleo no Brasil, Roberto Campos desabafou dizendo que “a burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor”. A angústia do grande economista era que, enquanto rejeitava capitais de risco dispostos a investir na produção de petróleo aqui, o governo sofria em busca de empréstimos (a juros altos) para fazer importações do produto.

Roberto Campos não entendia que lógica o governo e os políticos viam na ideia de que mendigar empréstimos internacionais e ficar na dependência de suprimento externo era melhor que atrair empresas estrangeiras para a produção em território nacional. Quando veio a crise do petróleo, em 1973, e o preço do barril pulou de US$ 3,20 para US$ 14, o Brasil importava 75% do consumo, a dívida externa explodiu e o país quebrou. A frase de Roberto Campos foi profética. A burrice provou sua glória passada como, após a morte do autor, em 9 de outubro de 2001, continuou firme rumo ao futuro promissor.

Exemplo soberbo da burrice nacional são os entraves à participação na globalização. Levantamento da Câmara de Comércio Mundial informa que o Brasil continua sendo o país mais fechado para o comércio exterior entre todas as nações do G20, ficando com nota 2,3 em 2015 (a escala vai de 1 a 6), atrás de Argentina e Índia. Para piorar, o país caiu da 57.ª para a 75.ª posição, entre 140 países, no ranking da competitividade global publicado pelo Fórum Econômico Global – perdendo, assim, 18 posições.

Mas o que é essa tal globalização? Para começar, é uma necessidade, em face da superpopulação. O planeta atingiu 1 bilhão de habitantes somente em 1830. Em apenas 100 anos, a população dobrou. Hoje, já somos 7,3 bilhões. A globalização é a possibilidade de um habitante de Berlim comer um mamão produzido em Manaus, um morador de Maringá poder comer trigo produzido na França ou uma maçã da Argentina, um doente na China poder curar-se com um medicamento feito na Bélgica, ou um esquerdista francês poder escrever contra a globalização em seu notebook coreano.

As necessidades humanas estão onde as pessoas estão; as condições adequadas à produção, não. O Brasil tem terra fértil e clima favorável à soja, mas não tem para o trigo. Certos países têm petróleo, mas não têm comida. Quanto mais os países se especializarem naquilo em que são mais produtivos e eficientes, melhores serão as chances de elevação do bem-estar via comércio exterior. Ademais, ao comércio seguem-se os investimentos e, a estes, segue-se a transferência de tecnologia. O nacionalismo protecionista condena o país ao isolamento e ao atraso. Nenhum país do mundo – nem mesmo os Estados Unidos – consegue gerar toda a tecnologia requerida para seu crescimento.

Quando proibiu a importação de computadores, componentes eletrônicos e tecnologia, e também proibiu empresários estrangeiros de investirem em empresas de informática em nosso território, a lei de reserva de mercado de informática (que durou até 1991) cometeu grave crime econômico contra o povo brasileiro. Mas os nacionalistas – de direita (inclusive alguns militares) e de esquerda – reivindicavam medalhas de defensores da pátria. Lamentável!

Apesar da repetição do fracasso desse tipo de nacionalismo, continuamos insistindo na mesma rota. Definitivamente, a burrice no Brasil tem garantido um futuro promissor.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

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Trocas são oportunidades e devem ser aproveitadas – Por Fabíola Paes*

Correria de Natal e muitos presentes entre amigos e familiares. Nem sempre a escolha é acertada. O resultado disso é que na semana logo após as comemorações começa a jornada de trocas. Milhares de pessoas voltam às lojas – não mais para comprar, mas sim para trocar os presentes que ganharam porque não gostaram ou não serviram. Porém, muitos empreendedores, donos e gestores das lojas, perdem oportunidades importantes ao não darem atenção a essa época pós-Natal, que chega a figurar entre as cinco semanas mais importantes no faturamento das vendas do ano em algumas redes de varejo.

Há tanta preocupação antes do Natal: a promoção, as ofertas, a decoração, a preparação das embalagens, a contratação e treinamento da equipe, a reposição de mercadorias, entre outras providências. Mas, e o pós-Natal? Raros são os estabelecimentos que compreendem a importância e a oportunidade em incrementar as vendas com bom atendimento das trocas depois do Natal e orientam seus vendedores a darem o máximo de si com cada troca para ampliar a carteira de clientes com um atendimento verdadeiramente diferenciado.

Uma troca bem feita, com atendimento que concentre nas necessidades do cliente e aposte na venda casada, pode render bons retornos imediatos, como aquisição de mais peças do que apenas a da troca, e gerar um relacionamento duradouro para a loja. É fundamental que o comércio planeje o atendimento pós-Natal e se prepare com igual antecedência, dentro do planejamento da ação de Natal:

. Reunindo a equipe e motivando-a, mostrando o quanto pode lucrar com vendas adicionais geradas pelas trocas que serão feitas;

. Mimando o possível cliente. Oferecendo na loja um atendimento caloroso, sorridente e prestativo. Incluindo balas ou um cafezinho.

. A loja deve estar arrumada. Orientar a equipe para que todos cuidem para que a loja esteja com os produtos arrumados e de fácil visualização;

. Não deixar de vender porque não tem a numeração do produto que interessou ao cliente. Mostrar opções diferenciadas e similares;

. Aproveitar o momento da troca para ampliar a base de clientes para futuras ações de relacionamento do estabelecimento.

Até o final de janeiro dá tempo de reverter bons resultados com as trocas de Natal. Mãos à obra!

*Fabíola Paes é coordenadora do MBA em Gestão de Varejo e Administração de Shopping Center da Universidade Positivo.

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A economia e a Bíblia cristã – Por José Pio Martins*

A economia e a Bíblia cristã
José Pio Martins*
A época de Natal não é muito propícia para discutir economia, pois as atenções estão concentradas nas férias e nas festividades. Mas, como os problemas econômicos, os nacionais e os pessoais, insistem em invadir nosso cotidiano sem pedir licença, dá para usar o livro do aniversariante – a Bíblia cristã – a fim de extrair algumas lições para a gestão da economia do país e das finanças pessoais. A Bíblia é rica em lições úteis. Citarei três.

Começo com a advertência feita aos políticos e aos homens de governo em Lucas 11,46, que diz: “Ai de vós, doutores das leis, que carregai os homens com cargas difíceis de transportar quando vós mesmos nem com um de vossos dedos tereis de tocá-las”. Teoricamente, quando um político se elege, sua preocupação prioritária é com o bem público e em servir ao povo. Só teoricamente. Na prática, a primeira preocupação de um político é consigo mesmo e seu objetivo principal é a manutenção do poder.

Se, para ter êxito pessoal e conseguir permanecer no poder, o político precisa servir ao povo, isso é apenas uma feliz coincidência. A primeira tendência do político no poder é inchar o Estado, conceder vantagens a si e aos que tripulam a máquina de governo e sobrecarregar a sociedade com tributos e dívida (dívida pública é dívida do público).

A segunda lição está em Lucas 14,28-30, que ensina: “Qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, dizendo: este homem começou a edificar e não pôde acabar”. Esse ensinamento deveria ser pregado nos gabinetes de todos os governantes e burocratas que têm a responsabilidade de gerenciar o dinheiro público. No Brasil, com um enorme canteiro de obras inacabadas, malfeitas e superfaturadas, cujo exemplo presente mais relevante é o escândalo da Petrobras, essa lição deveria ser adotada como prece matinal de todos os executivos estatais.

A terceira lição vem da parábola do semeador, que está em diversos livros bíblicos, um deles Mateus 13,1-9, e pode ser usada com significados diversos: “Certo homem saiu a semear. Uma parte das sementes caiu à beira do caminho, vieram as aves e as comeram. Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra, e as sementes brotaram; mas, tendo saído o sol, elas secaram, pois não tinham raízes. Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos; estes cresceram e as sufocaram. Outra parte caiu em terra boa e deu frutos, produzindo até cem vezes mais”. A lição serve para nossa vida profissional, para o empreendedor privado e, sobretudo, para o governo e suas estatais. O cipoal de desperdício e corrupção que a imprensa denuncia diariamente é prova de quanta semente (tributos) é lançada em solo infértil sob a direção de administradores incapazes e corruptos. Estima-se que, embora o Brasil tenha renda per capita de US$ 11 mil/ano, um quinto disso é jogado no lixo do desperdício e da corrupção.

Em menos de dois anos, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com 33,3 mil ações contra pessoas suspeitas de praticar ato de corrupção no país. Em média, foram 50 ações por dia. São números do banco de dados do MPF. Roberto Campos parecia ter razão quando dizia que, no governo, prevalecem dois tipos de burocratas: os que são incapazes e os que são capazes de tudo.

*José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

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10 Lições que as startups ensinam para a vida

Muito se fala sobre a cultura de startups e como fazer uma empresa dar certo. Mas o caminho inverso também é válido e pode agregar conhecimentos e práticas valiosas para a vida de quem não está na onda do empreendedorismo, mas gostaria de acelerar seu desenvolvimento. O coordenador geral da Pós-Graduação da Universidade Positivo, de Curitiba (PR), Leandro Henrique Souza, listou alguns conceitos e dicas muito comuns entre a nova geração de empreendedores e que podem ser adaptados para potencializar o sucesso da sua vida pessoal. Confira.

1. Haja rapidamente e quebre paradigmas (move fast and break things)

Esse é o mantra que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook prega até hoje. A ideia é que a velocidade da criação é a chave para o sucesso, mesmo que algumas coisas não estejam 100% certas ou ainda precisem de ajustes. É preciso agir rápido, sair na frente e estar em constante movimento para ir em busca do sucesso.

2. Pivotar

O termo vem do inglês – pivot -, que significa girar ou mudar. É bastante usado no mundo de startups e representa a flexibilidade que é preciso ter para mudar a direção, se for preciso. O erro está mais perto do acerto que do fracasso. Pivotar não significa um fracasso, mas sim um ajuste de trajetória e uma nova visão ou perspectiva de algo.

3. Tenha um olhar periférico

Uma boa dica de leitura é o artigo “Restrições são libertadoras”, de Fábio Akita. O argumento do autor é válido não só para o mundo dos negócios, mas também para a vida pessoal. Ficar esperando que surjam melhores opções, um cenário mais promissor ou uma oportunidade melhor não vai levar ninguém a lugar algum. Já o contrário se prova verdadeiro, pois a necessidade é a mãe da inovação e da criatividade.

4. Correr riscos inteligentes

Essa dica é muito simples e direta: arrisque mais! Tente novos projetos, ouse tirar ideias do papel, experimente novos caminhos e maneiras de fazer coisas diferentes. Ao sair da tão falada zona de conforto, você se depara com diferentes necessidades e situações que podem te surpreender. Corra riscos inteligentes. E, afinal de contas, o não você já tem.

5. Empreenda pelas razões certas

Seja significativo. Buscar a solução de um problema ou elevar a qualidade de vida das e não apenas o lucro, com certeza é mais recompensador e pode render até mais financeiramente, pois seu produto ou serviço se venderá sozinho. Além disso, se você conseguir identificar e criar algo que resolva um problema que você tem, com certeza estará ajudando centenas de outras pessoas. Então, ao adotar a filosofia de agir pelas razões certas, o dinheiro acaba sendo uma consequência natural.

6. A boa aleatoriedade

Ver e ser visto, conhecer novas pessoas e interagir são recomendações que trazem benefícios tanto para sua vida pessoal como profissional. Se seu interesse é por inovação, por exemplo, confira os eventos que estão acontecendo em sua cidade e participe. Aproveite para conhecer pessoas que compartilhem do mesmo ideal ou sonho que você, troque ideias e multiplique conhecimento. É aquela velha história: ninguém arruma um novo namorado ficando em casa.

7. Colabore informalmente

Viu um link interessante na internet? Leu uma matéria que pode interessar a alguém? Então envie a informação para a pessoa e colabore com o interesse dela. Isso é chamado de colaboração informal e faz bem, tanto à sua imagem pessoal, quanto à sua rede de amizades e conhecidos, pois você se mostra ser alguém que compartilha informações úteis e significantes para a rede de relacionamentos.

8. Sentimento de urgência

Não deixe nada para depois! É sério! Sempre quis fazer aquele curso de gastronomia? Então faça. Sempre sonhou em aprender como se desenvolve aplicativos para celulares? Então procure uma instituição de ensino e se matricule ou pesquise por conta e seja autodidata, já que as opções são inúmeras. Quem vive a realidade das startups sabe que tempo é importante e vale mais do que dinheiro. Então o importante é não ficar parado acumulando sonhos e deixar as realizações para depois.

9. Seja enxuto

Essa dica vem do conceito de lean startup e envolve a eliminação de desperdícios para maximizar a performance. Ou seja, otimize suas ações para ter o melhor resultado possível, tanto no tempo, como com os recursos e sem perder qualidade. Esse conceito é ideal para quem tem uma meta, mas ainda não tem certeza de como alcançá-la. A sugestão é descrever o passo a passo inicial e aí tentar enxugar e otimizar cada ação. Isso vale para uma empresa, para uma viagem de férias ou para a construção de uma casa.

10. Se permitir – viver a vida fora do escritório

Por fim, depois de tantas dicas, a mensagem final é: permita-se um pouco. Se tem algo que todos podem aprender com a cultura startup é que a vida não acontece somente dentro das paredes de um escritório, durante o horário comercial. Ao afrouxar um pouco as linhas que dividem a vida pessoal e a profissional, pode ser possível aproveitar um pouco mais os dois lados. Ir trabalhar em um café no centro da cidade ou tirar umas horinhas para você durante a semana, já que aquela ideia surgiu no meio do fim de semana e você aproveitou para adiantar o projeto, pode ser uma forma de tirar o melhor proveito das situações.

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Hackathon desenvolve soluções inovadoras para varejo e serviços

Um aplicativo chamado Brick, que ajuda o consumidor a encontrar soluções para a suas necessidades dentro de lojas de autosserviço, foi a ideia vencedora do Hackathon Retail + Service, uma maratona de empreendedorismo promovida pelo Sebrae/PR, Universidade Positivo (UP) e ParkShoppingBarigüi, que aconteceu na última semana, em Curitiba (PR). A solução promete resolver o problema de 2 em cada 3 compradores do autosserviço, que não encontram as informações que precisam e acabam saindo das lojas frustrados. “O Brick ajuda as pessoas em todas as etapas da compra, da identificação da necessidade à sugestão de produtos alternativos”, afirma Fabrício Toledo, desenvolvedor da equipe vencedora. Além dele, a equipe é composta por Matheus Moro, Kethleen Teixeira, João Felipe Oliveira Floriano de Souza e Rodrigo Sasi.

De 26 a 30 de agosto, foram 27 participantes, 20 horas de visitas técnicas, 12 horas de treinamento e capacitação e apenas 12 horas para o desenvolvimento de seis startups que resolvessem problemas sugeridos pelas empresas apoiadoras do evento: Slaviero Hotéis, Lafort, Inove, Condor, Confidence Cambio, Balaroti, C&A e Grupo Boticário. Para a consultora do Sebrae/PR e coordenadora regional, do Programa Startup PR, Marielle Rieping, “as visitas técnicas foram um grande ganho aos participantes, pois permitiram diagnosticar os gargalos existentes em alguns processos e serviram de insumo primordial para os insights, além do entendimento do mercado”.

O estudante de Administração de Empresas e participante do Hackathon Retail + Service, Reginaldo Pacheco, destacou o poder de relacionamento de eventos como esse: “vimos seis projetos maravilhosos que emergiram da rede. Tenho certeza que, com o potencial de cada um e com as conexões sendo criadas e ficando cada vez mais fortes, esse movimento de startups vai impactar o mundo, muito além do cenário econômico. Todo esse movimento é capaz de promover uma mudança na estrutura como a gente acaba se relacionando, gerando um impacto social muito grande”.

Além do troféu e das medalhas, a equipe vencedora ganhou uma bolsa de estudos na Pós-Graduação da UP, a incubação da startup no Laboratório de Varejo da UP e a vaga garantida no Epifania Sebrae, o programa de aceleração de startups do Sebrae/PR, em 2016. Para a coordenadora do Laboratório de Varejo da UP, Fabíola Paes, a escolha da startup vencedora foi muito difícil, pois todas as soluções desenvolvidas surpreenderam os mentores e os jurados na inovação, qualidade e escalabilidade apresentadas. “Espero que as seis equipes deem continuidade ao desenvolvimento dessas ideias, alavancando o empreendedorismo no varejo e serviços”, afirmou.

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Aplicativos móveis: veja como foi o evento da Cenetic

A Central de Negócios de TI de Curitiba realizou evento sobre aplicativos móveis em parceria com a Universidade Positivo. Os participantes puderam acompanhar cases de de empresas como Mapway, Vitrina, Guia Unimed/Visionnaire, SnowMan Labs. Também houve palestra com Giuliano Morais, que apresentou tendências e ferramentas para desenvolvimento da IBM Brasil.

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Não perca,amanhã, o evento Aplicativos Móveis – Grandes Oportunidades

Nessa terça-feira, 26/11, acontece o evento “Aplicativos Móveis- Descubra Grandes Oportunidades. A realização é da Cenetic – Central de Negócios de TI de Curitiba em parceria com a Universidade Positivo e com apoio da Assespro-PR.

Acompanhe, a programação em http://cenetibr.acessotemp.net/eventos/ e uma entrevista em vídeo com Oscar Monteiro, presidente do conselho da Cenetic.

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