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O que você ainda não sabe sobre impressão 3D?

A impressão 3D já é uma realidade, mas como de fato funciona, quase ninguém sabe. Quer tirar algumas dúvidas básicas? O especialista em Performance Materials (Plásticos) da UL, Marcelo Fontoura, explica o que você quer saber:

– Por que o processo se chama impressão 3D? Impressão não tem que ser no papel?

Não! Chama-se de impressão 3D, pois o processo ocorre em três dimensões e o produto possui exatamente as mesmas características de um produto fabricado por métodos tradicionais. Mas, não ocorre como numa impressora comum. Na verdade, envolve adicionar camadas de um produto até chegar ao produto final. Por isso, o nome técnico é manufatura aditiva.

– Para que ela serve? Dá para imprimir qualquer tipo de objeto?

Basicamente tudo pode ser impresso em 3D. Utilizando diferentes tipos de matérias-primas chega-se a uma enorme variedade de produtos. No início, a impressão 3D era uma tecnologia apenas utilizada com o intuito de criar protótipos para testes e homologação, mas hoje já se utiliza a impressão 3D para produção em série de inúmeros produtos.

– Então, se a pessoa quiser imprimir em casa objetos restritos, como armas, ela pode?

É contra a lei, mas se a pessoa possuir a tecnologia ela pode imprimir até uma bazuca, se quiser.

– Para imprimir um carro, por exemplo, a impressora tem que ser do tamanho do veículo?

Não, na verdade funciona mais como na indústria tradicional, em que são produzidas várias peças de tamanhos diferentes e depois é feita a montagem dos produtos maiores.

– Uma impressora 3D é muito cara?

O valor de uma impressora 3D pode variar muito, dependendo do tamanho, velocidade, e da matéria prima a ser utilizada, entretanto os modelos mais básicos, para uso em menor escala, possuem valores extremamente acessíveis, na ordem de USD 3.000,00.

– Só pode usar plástico na impressão 3D?

Não! A impressão 3D pode ser feita com uma gama maior de matérias- primas, como diversos tipos de polímeros e/ou resinas, metais, poliamidas e etc.

– O fato da impressão 3D usar principalmente plásticos não vai aumentar a poluição?

A impressão 3D irá coexistir com os processos tradicionais de produção que também utilizam plásticos como matéria-prima havendo, portanto, uma troca de tecnologias de produção.

– Por que se diz que impressão 3D é o futuro?

Podemos dizer que está afirmação já está desatualizada porque a impressão 3D já é uma realidade. Exemplos que nos fazem acreditar que a impressão 3D já uma tecnologia atual podem ser facilmente encontrados. Você poderia imaginar um prédio de seis andares, totalmente construído com impressão 3D? Uma máquina de vendas de sapato que realiza a leitura do seu pé em três dimensões e após você escolher a cor e modelo, imprime o sapato no mesmo momento? Um pneu de bicicleta que não fura? Todos estes são exemplos reais!

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Truckvan lança primeira sala-cofre do Brasil com certificado de segurança emitido pela UL

Especializada na fabricação de implementos rodoviários e unidades móveis, a Truckvan amplia a atuação para um novo mercado, agora de instalações fixas. Aproveitando sua expertise em segurança (carros-fortes e semirreboques blindados para transporte de valores), a empresa investiu cerca de R$ 3 milhões para desenvolver salas-cofre para as áreas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações e todos os segmentos que necessitem de proteção passiva contra fogo, inundação, vandalismo e roubo. O produto é o primeiro do País com selo de conformidade emitido pela UL do Brasil, líder mundial em segurança de produtos, que avaliou que a sala-cofre da Truckvan segue as normas ABNT NBR 15.247:2004 e EN 1.047-2:2013 e atende todos os requisitos que garantem confiabilidade na proteção contra incêndio e penetração de água.

“A sala-cofre possui todas as faces com características mecânicas iguais e se diferencia por ter porta com sistema de travamento, pintura especial e a possibilidadede fixar acessórios nas paredes internas sem comprometimento do grau de proteção”,destaca João Bosco Reis, engenheiro de implementação da Truckvan. O produto é 100% nacional e pode ser financiado por bancos de fomento como o BNDES e FINAME.

Além disso, a sala-cofre foi submetida a ensaios realizados no Laboratório daTruckvan, construído conforme NBR ISO/IEC 17.025, onde foram testados a resistência ao fogo, impacto e estanqueidade à água, entre outros fatores.

“Uma das características de nosso programa é que ele não se limita à análise antes da concessão do selo de conformidade, mas conta com ensaios periódicos posteriores, além da análise de possíveis reclamações de consumidores, para avaliar se as condições descritas no projeto certificado seguem sendo executadas”, explica Vladson Athayde, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios de Building & Life Safety Technologies – B&LST da UL do Brasil. “A área de proteção contra incêndio é uma das mais avançadas dentro da UL. Temos mais de 120 anos de experiência em desenvolvimento de normas para essa indústria e trazer uma certificação voluntária para o mercado brasileiro é uma maneira de oferecermos mais segurança para esse mercado enquanto não existem normas locais compulsórias”, completa Athayde.

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Especialistas da UL alertam sobre o risco de hacking automotivo

Imagine dirigir pela estrada e, sem aviso prévio, o seu carro “ganha vontade própria” e começa a selecionar as estações de rádio ou ajustar o sistema de refrigeração. Ou ainda pior, o veículo aciona os freios bruscamente sem o seu comando. Embora possa soar impossível, especialistas da Underwriters Laboratories (UL), organização global de ciência da tecnologia, afirmam que a ameaça de ataques cibernéticos em automóveis é real.

De olho na indústria, principalmente a automotiva que promove uma corrida tecnológica para lançar o primeiro veículo totalmente autônomo, a UL lançou o Programa de Garantia de Segurança Cibernética (CAP) que ajuda os fabricantes, compradores e usuários finais, públicos e privados, a mitigar os potenciais riscos de segurança de dispositivos interligados por meio de avaliações metódicas de risco e avaliações.

Atualmente, alguns países permitem testes em veículos semiautônomos, ou seja, os carros já estacionam sozinhos e até guiam sozinhos, mas sempre é necessária a presença de um humano. Em meio a essa disputa, os especialistas da UL alertam que além da discussão em torno de falhas da operação, a utilização de tecnologias de consumo inteligentes para melhorar a experiência do motorista, incluindo conveniências como a ignição remota a partir de um smartphone, hotspots Wi-Fi no veículo e aplicativos de comida e entretenimento do painel podem servir como porta de entrada para que os cyber criminosos acessem os sistemas dos carros.

“Todas as conveniências eletrônicas são, potencialmente, vulnerabilidades eletrônicas”, disse Jack Dunham, membro da equipe de Segurança Cibernética da UL. “Em uma era pré-conectada, o pior cenário era a perda de informações pessoais ou número de cartão de crédito, mas o hacking automotivo tomou outras proporções, podendo causar a morte”, afirmou.

As crescentes preocupações sobre o potencial de hacking automotivo levaram a Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA) a lançar diretrizes destinadas a proteger veículos contra potenciais cyber ataques. O objetivo das diretrizes é garantir que a segurança cibernética seja um fator chave entre os designers e fabricantes de automóveis em um mundo onde a eletrônica conectada controlará cada vez mais os carros.

Entre outras recomendações, a NHTSA destaca que:

– Os freios, aceleração e direção – componentes rotulados como “sistemas críticos de controle para a segurança” – devem ser uma área prioritária de foco para as montadoras

– As “entradas” nos sistemas eletrônicos básicos de um carro, que os desenvolvedores de software usam para corrigir bugs, devem ser trancadas ou seladas quando os carros velocidade compatível às estradas

– Chaves de criptografia e senhas que dão acesso ao computador de um carro não deve fornecer acesso a vários veículos

Ao trabalhar com os principais interessados, a UL auxilia o avanço da segurança cibernética antes de se torne um problema. “Uma abordagem proativa em relação à segurança, ao invés de reagir às ameaças à medida que surgem, é fundamental para proteger as pessoas e permitir que as montadoras continuem a inovar com tecnologias dentro do veículo”, concluiu Dunham.

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