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Ontário, no Canadá, investe US$100 milhões em tecnologia limpa e eficiência energética

A província de Ontário, no Canadá, está investindo cerca de US$ 100 milhões do Ontario Green Investment Fund, em projetos que vão reduzir as emissões de gases de efeito estufa, aumentar a eficiência energética e apoiar a inovação de tecnologia limpa. A ação faz parte da nova estratégia de mudança climática da província.

A província canadense vai investir US$ 74 milhões em uma iniciativa de inovação de tecnologia limpa, que vai ajudar a reduzir a poluição de gases de efeito estufa, incentivando grandes plantas industriais a adotar tecnologias de ponta, enquanto apoia os empresários no desenvolvimento de soluções criativas. Para esta iniciativa, o governo está firmando uma parceria com o Ontario Centres of Excellence, que promovem o desenvolvimento da economia de Ontário ajudando a criar novos empregos, produtos, serviços, tecnologias e negócios.

O governo também está investindo US$ 25 milhões em um programa de eficiência energética Green Smart para ajudar as pequenas e médias empresas a reduzir as emissões e se tornarem mais eficientes em termos de energia. O programa será oferecido pela Canadian Manufacturers & Exporters, a maior associação de comércio e indústria do Canadá.

“Nosso governo está adotando medidas para parar a mudança climática, ajudando o nosso setor de negócios a criar prosperidade e empregos para hoje e para o futuro. Por meio destes dois novos programas, nós vamos ajudar a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, promovendo tecnologias inovadoras e revolucionárias que vão melhorar a produtividade e garantir o futuro econômico “, diz Kathleen Wynne, Premier de Ontário.

Em apenas 10 anos, Ontário tornou-se líder norte-americana no desenvolvimento, uso e fabricação de energia limpa. O novo Green Investment Fund de US$ 325 milhões de Ontário aloca verbas para projetos que combatem as mudanças climáticas, enquanto desenvolve a economia e cria empregos. Estes investimentos vão ajudar a transformar a maneira como população vive, move-se, trabalha e se adapta ao ambiente através da construção de comunidades fortes e sustentáveis.

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Lucratividade e custo são as novas diretrizes das empresas para utilizar tecnologia limpa

Dados do International Business Report (IBR) 2012 apontam crescimento da indústria de Tecnologia Limpa e mostram que as principais motivações das empresas para adotar práticas mais sustentável em suas operações não estão ligadas mais somente ao sentimento de serem vistas como uma companhia verde, mas estão relacionadas também a redução de custos, elevação dos lucros e ser apoiado pelo governo.

Mais da metade dos empresários do mundo (52%) disseram que adotaram tecnologias limpa para reduzir custos e 45% para elevar a lucratividade. A consciência ambiental e os requisitos de responsabilidade social continuam importantes, porém não são a principal razão das empresas adotarem práticas mais limpas.

“Não estamos mais falando só sobre preocupações ambientais. Estamos falando de como soluções alternativas podem aumentar o desempenho financeiro das empresas. O que estamos vendo é o potencial dessas tecnologias para competir com as tradicionais formas de energia e a expectativa de que, daqui algum tempo, elas possam competir em pé de igualdade”, diz Javier Martinez, responsável da Grant Thornton pelo IBR na América Latina.

As expectativas das empresas do setor para 2012 estão bem otimistas. Segundo o IBR, 64% das companhias de tecnologia limpa esperam elevar a receita esse ano – acima dos 54% registrados no ano passado – e o mesmo percentual estima elevar a lucratividade, ante 42% no ano anterior. Os fornecedores de tecnologia limpa preveem grande demanda das economias europeia (51%), Estados Unidos e Canadá (ambos com 39%).

O estudo da Grant Thornton mostrou um setor de tecnologia limpa em transição. Há mais companhias envolvidas em Pesquisa & Desenvolvimento (42%) e tecnologia da informação (29%) do que no ano passado (31% e 22%, respectivamente). Por outro lado a manufatura de produtos ligados a eficiência de energia caiu de 26% para 19%.

“A produção desses itens, como turbinas de vento, por exemplo, exige um capital enorme. Vemos, então, uma redução no ritmo de crescimento como resultado do cenário atual e da dificuldade de levantar recursos e créditos”, complementa Martinez.

Brasil
Os empresários estão otimistas com o setor de tecnologia limpa. Dados do International Business Report 2012 (IBR) da Grant Thornton revelam que 79% dos executivos consultados esperam aumentar as receitas nos próximos 12 meses e 48% preveem aumento da lucratividade nesse mesmo período.

Para isso, 63% afirmaram que devem investir em máquinas e equipamentos e Pesquisa e Desenvolvimento (47%). A maioria diz acreditar que terão suporte de financiadores (65%). Além disso, 41% dos executivos consultados esperam contratar. No ano passado, as contratações do setor aumentaram 35%.
De acordo com o IBR, a maior restrição para o crescimento das empresas do setor é a burocracia (46%) e a falta de mão de obra qualificada (41%).

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