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Start Me Up capta R$ 300 mil reais em sua primeira oferta por meio do Equity Crowdfunding

Em apenas 19 dias, a startup atingiu a meta de captação. Em época de crise, a plataforma oferece um novo mercado de investimentos baseado em pequenos aportes, a partir de R$ 100, que visam impulsionar projetos inovadores, mesmo fora dos grandes centros Rio-São Paulo

A Start Me Up, primeira plataforma de investimento colaborativo no Brasil, conseguiu atingir em poucos dias a meta de captação de sua primeira oferta, prevista para ser encerrada em 90 dias. Foram 36 investidores que, em conjunto, aplicaram R$ 300 mil. O capital levantado será revertido para desenvolvimento de um novo ambiente de investimentos para suportar novas captações, aperfeiçoar processos internos da plataforma, além da contratação de novos colaboradores.

Para Fábio Silva, sócio fundador da Start Me Up, a crise financeira demandou a criação de um novo modelo de negócio, onde qualquer empreendedor interessado em projetos rentáveis pode investir, com um valor mínimo, em empresas com potencial de crescimento. Além disso, o equity crowdfunding é também uma alternativa de investimento para quem fica distante dos grandes centros Rio-São Paulo. Para se ter uma ideia, investidores localizados em Recife, Maceió, Salvador e Rio Branco aportaram recursos pela internet na primeira oferta da startup.

“Em um momento econômico de incertezas, o novo modelo é uma boa oportunidade de investimento devido à velocidade e valor agregado. Qualquer pessoa, em qualquer local do Brasil, pode apoiar um negócio inovador e ainda ter o direito de participar nos resultados financeiros da empresa, podendo, ao final, converter seu investimento em participação societária”, diz Fábio.

Nos 19 dias de captação em que a oferta esteve disponível, a Start Me Up recebeu investimentos diversos, entre R$ 100 e R$ 60 mil, tornando o Equity Crowdfunding uma alternativa viável para a captação recursos, mesmo na crise financeira, pois representa um menor custo de aquisição de capital, além de ser um bom momento para inovar e sair do tradicional. “Para o Brasil, o grande ganho é a real democratização do mercado de investimento em pequenas empresas”, explica.

Outras ofertas de investimento em projetos inovadores via Equity Crowdfunding estarão disponíveis no portal da Start Me Up já em janeiro de 2016. Entre elas, a captação de recursos para uma plataforma de intermediação de moto fretes capaz de conectar empresas/pessoas e transportadores, uma micro cervejaria de marcas premiadas, uma franquia online de reparos em aparelhos eletrônicos portáteis e um espaço de coworking e co-criação.

“Acreditamos que empreendedores de alto impacto devem ter alternativas fáceis e viáveis para a captação de recurso para o seu negócio, sem que para tanto tenha que recorrer a um empréstimo bancário a juros altíssimos. Por isso trabalhamos para o desenvolvimento de um novo mercado, o do investimento colaborativo de multidão, em que empresas inovadoras passam a obter recursos financeiros provenientes de um grupo indistinto de investidores, sejam estes amigos, conhecidos, profissionais do mesmo mercado, fundos de investimento, ou ainda pessoas que simplesmente acreditam no potencial de crescimento destas empresas, todas reunidas em uma única oferta, além de poder rentabilizar o investimento”, finaliza Fábio.

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Equity Crowdfunding: Start me up lança plataforma para investimentos a partir de R$ 100,00

O conceito de equity crowdfunding, investimento coletivo em que empresas buscam recursos para viabilizar modelos de negócios completos a partir de plataformas na internet, vem ganhando força no Brasil. O modelo inovador tanto para quem quer investir quanto para quem quer empreender, contudo, ainda parecia restrito a investidores profissionais. Para preencher a lacuna que separava pessoas interessadas em apoiar boas ideias, mas cujos recursos financeiros não permitem grandes aportes de capital, surgiu a Start Me Up, primeira plataforma de investimento colaborativo no Brasil baseada no conceito de captação de recursos na multidão.

Seguindo a proposta de democratizar o fomento de empresas inovadoras, a plataforma permite aplicações a partir de R$ 100,00. “Acreditamos que empresas baseadas em boas ideias podem e devem ser rentáveis. Elas precisam apenas de alternativas para a captação de capital. Por isso trabalhamos para o desenvolvimento de um novo mercado, o do investimento colaborativo de multidão, em que empresas inovadoras passam a obter recursos financeiros provenientes de investidores, amigos, conhecidos ou pessoas que simplesmente querem ajudar a impulsionar estas empresas, além de rentabilizar seu investimento”, diz Fábio Silva, sócio fundador da Start Me Up.

Além disso, a Start Me Up também funciona como um canal de comunicação entre a startup e os investidores, para que todos possam acompanhar o desempenho da empresa e receber informações sobre a sua performance, viabilizando, posteriormente, a participação do investidor na partilha dos resultados da startup. Ao final do contrato o investidor tem ainda a opção de se tornar sócio da empresa investida, uma maneira inovadora e simples de investir.

“Em nossa plataforma, empreendedores disponibilizam projetos de captação para seus negócios, apresentando informações sobre a sua proposta em busca de investidores. Quanto maior o valor do investimento maior será a participação do apoiador na empresa”, explica Fábio.

Equity Croudfunding como alternativa para empresas e investidores

Ao lado de Diego Perez, Fernando Patucci e Rodrigo Carneiro, Fábio tem a missão de difundir no Brasil um modelo destinado a unir investidores interessados em negócios rentáveis para empreendedores em busca de capital. Por isso, além de servir como agente de contato entre as duas pontas, a Start Me Up facilita o fluxo do capital investido e disponibiliza um canal de comunicação entre o empreendedor e seus investidores, permitindo o acompanhamento da performance da empresa investida.

“A StartMeUp é uma plataforma de investimento colaborativo que disponibiliza tecnologia para que qualquer pessoa possa investir em empresas com potencial de crescimento, onde o investidor receberá como contrapartida o direito de participar nos resultados financeiros desta empresa. Ao final do contrato, o investidor poderá converter o seu investimento em participação societária direta no capital social da empresa investida, tornando-se sócio”, explica Diego.

Para que isso seja possível, o investidor ingressará em um Contrato de Investimento Coletivo, que estabelecerá as regras do investimento e os seus direitos e obrigações do para poder participar nos resultados da empresa. Feito isso, o empreendedor receberá os recursos captados e os aplicará em sua empresa, executando as atividades que propôs no projeto disponibilizado no site da Start Me Up.

Números do Crowdfunding

Dados disponibilizados pelo Banco Mundial e pelo Crowdsourcing.org apontam que negócios e empreendedorismo foram responsáveis por 41,3% das campanhas de crowdfunding pelo mundo, o que representa uma movimentação de US$ 6,7 bilhões. Neste cenário, a modalidade de Equity Crowdfunding – ou investimento colaborativo – atingiu a marca de US$ 1,1 bilhão em 2014, número que representa um crescimento de 182% em relação ao ano anterior.
De acordo com a organização Anjos do Brasil, o mercado nacional de investimento em startups tem potencial para chegar a R$ 2,9 bilhões até 2017. Se considerarmos o volume registrado em 2014, esse segmento chegou a movimentar R$ 688 milhões, com um valor médio de aporte por investidor de R$ 97 mil.

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