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Entenda como os serviços financeiros SaaS estão ganhando cada vez mais espaço no Brasil

Por Patrick Negri

É fato que as empresas brasileiras estão cada vez mais abertas à adoção de soluções de TI no modelo de Software as a Service (SaaS). Uma pesquisa realizada pela Capgemini, consultoria de serviços de tecnologia, revelou que SaaS é o modelo mais utilizado para entregar serviços pela nuvem no Brasil, com 92% das empresas adotando pelo menos uma solução deste tipo.

Um dos setores que mais têm usado esse modelo de negócios é o financeiro. Hoje existem diversos softwares de gestão financeira que entregam suas soluções na nuvem, o que garante para a empresa acesso a um software sempre moderno, facilitando a vida e o dia a dia das empresas que optam por esse tipo de solução.

O mercado de fintechs que oferecem soluções SaaS ainda está engatinhando no Brasil. É comum ver mapeamentos que apontam que o país possui centenas de startups focadas em serviços financeiros. Porém, quando tratamos de empresas que realmente geram receita, esse número cai bastante, uma vez que muitas delas ainda estão no começo de sua operação.

É provável que em cinco anos esse modelo vai estar consolidado por aqui. Há dois anos, o mercado de startups no geral estava inchado, por conta de muitos empreendedores que se aventuraram, e com as fintechs não é diferente. Então, quando o setor passar por essa seleção natural, com muitos negócios sucumbindo as dificuldades, as startups financeiras finalmente irão se estabelecer.

Modelo SaaS proporciona maior eficiência do retorno do CAC

Um estudo recém-lançado pela Brazil SaaS Landscape Research mostrou que as startups SaaS brasileiras são incrivelmente eficientes em capital: 60% das empresas recuperam seu CAC (Custo de Aquisição de Clientes – o quanto é gasto para conquistar cada cliente) em menos de seis meses.

Esse período está na média e é interessante. Porém, o ideal seria recuperar o valor em cerca de três ou quatro meses. As startups brasileiras têm focado nesse retorno por conta da necessidade. O ticket médio dessas empresas no Brasil é pequeno. Aqui estamos falando de companhias que em sua maioria têm uma carteira de clientes composta por PMEs – inclusive as fintechs SaaS. No cenário atual existem pouquíssimas startups que miram o mercado de grandes empresas com contratos maiores.

Outro fator que contribui para a eficiência desse modelo de negócio é o fato de que nosso país não joga o jogo do Vale do Silício. Aqui não temos os mesmos investimentos e nem capital infinito para escalar as empresas. Isso obriga os empreendedores a serem mais eficientes. Se analisarmos a pesquisa citada anteriormente, a maioria das startups é bootstraped, ou seja, empresas que operam com capital próprio. Isso acontece porque como elas não dispõem de capital de risco disponível, o empreendimento é obrigado a andar com as próprias pernas e forçada a recuperar o CAC rapidamente.

Hoje, um dos maiores motivos de descontentamento é o atendimento. As instituições financeiras tradicionais estão com dificuldades de atender as pequenas empresas, ao mesmo tempo em que oferecem um serviço de muita qualidade para companhias maiores. Por isso, as PMEs têm optado por soluções automatizadas com custos reduzidos e por um atendimento mais próximo.

FaaS é o futuro do mercado

Para o futuro, é esperado que o conceito de Financial as a Service (FaaS) seja uma realidade em nosso país. O FaaS pode ser interpretado como uma visão completa do ecossistema, onde todas as fintechs se conectam e oferecem os serviços equivalentes aos oferecidos pelas instituições financeiras. Em cerca de cinco a dez anos, quando finalmente o setor alcançar maturidade, teremos um ecossistema completamente conectado, com cada startup do setor oferecendo uma solução especializada em determinado segmento. Este é um caminho lógico para o mercado e todas as partes envolvidas saem ganhando.

Patrick Negri é CEO e cofundador da iugu, startup de automação financeira que oferece serviços completos para pagamentos e recebimentos.

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Conheça quatro startups que apostam no modelo SaaS e suas soluções inovadoras

Lançado recentemente, o estudo Brazil SaaS Landscape Research, uma iniciativa conjunta entre a SaaSholic, Rock Content, Signal Hill e Redpoint eVentures, revela que as startups SaaS brasileiras são incrivelmente eficientes em capital. Segundo a pesquisa, hoje 60% das empresas recuperam seu CAC (Custo de Aquisição de Clientes – o quanto é gasto para conquistar cada cliente) em menos de 6 meses. Para efeito de comparação, em países que o ecossistema de SaaS é maduro, como nos EUA, é preciso 1 ano para obter o retorno do CAC. Além disso, as startups do Brasil são financeiramente saudáveis: 67% delas têm uma relação de LTV (Lifetime Value) /CAC superior a 3.

Para ficar de olho nesse mercado, conheça quatro empresas SaaS que já estão consolidadas no mercado:

Samba Tech – plataforma de vídeos online

Eleita pela FastCompany como uma das companhias mais inovadoras da América Latina em 2014, a Samba Tech ajuda centenas de empresas a se comunicarem melhor com sua audiência por meio de vídeos online. Suas soluções de Educação a Distância, Comunicação Corporativa, Transmissão ao Vivo e TV na Internet, cuidam de ponta a ponta, desde o momento que o vídeo sai da câmera até ele ser distribuído para qualquer aparelho conectado à internet. Por meio da tecnologia de streaming, a empresa leva o conteúdo de seus clientes a milhares de pessoas, tornando mais democrático o acesso a uma mensagem de qualidade.

Iugu – plataforma de automação financeira

A iugu surgiu depois de seus criadores, Patrick Negri e Marcelo Paez, perceberem as dificuldades para gerar cobranças num serviço de assinatura (SaaS). Em 2014, a empresa apostou nesse segmento e foi na contramão do mercado de pagamentos online tradicional, que mira o varejo online como o principal mercado em potencial. Neste ano, projeta um volume transacionado de mais de meio bilhão de reais.

Cobli – sistema de gestão de frotas

SaaS de gestão de frotas, a Cobli proporciona um sistema capaz de fornecer, em tempo real, mais de cinco mil informações sobre o veículo. Por meio de inteligência artificial, a empresa monitora e entrega relatórios que avaliam a logística, rastreamento de veículos, roteirização e acompanhamento do modo de condução dos motoristas. Com um bilhão de quilômetros monitorados, a Cobli está presente em 27 estados brasileiros, conta com centenas de clientes e carros monitorados, gerando uma economia de 30% em quilômetros rodados e 25% em tempo.

FullFace – solução de biometria fácil

Startup brasileira que criou um sistema de reconhecimento facial que facilmente se integra a hardwares e softwares facilitando processos de autenticação biométrica facial web e mobile. A tecnologia desenvolvida pelos engenheiros da FullFace garante 99% de precisão no reconhecimento biométrico individual a partir de 1024 pontos da face em menos de um segundo. A startup tem investimentos próprios e atende clientes como GOL Linhas Aéreas Inteligentes, Cubo, Serasa Experian, Itaú e Motorola.

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Evento reúne líderes do mercado de assinaturas e SaaS do Brasil

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Para mostrar aos empreendedores novos caminhos para alcançar o sucesso e escalar negócios com mais velocidade, a primeira edição do Superlógica Xperience reunirá mais de 40 referências nacionais e internacionais dos mercados de assinaturas e SaaS (software as a service) para discutir boas práticas e o modelo de negócio. O evento acontece nos dias 10 e 11 de agosto, em Campinas.

Entre os speakers internacionais estão Lincoln Murphy, uma das maiores autoridades em customer success do mundo; Alexia Ohannessian, diretora de marketing internacional do Trello; Peter Schlecht, fundador e presidente da The SaaS Co.; Sean Sheppard, especialista em aceleração de startups e fundador da GrowthX; e Carl Schmidt, cofundador e CTO da Unbounce.

O time de palestrantes brasileiros inclui Gustavo Caetano, CEO da Samba Tech; os fundadores da Resultados Digitais, André Siqueira e Guilherme Lopes; o CEO e CMO da Rock Content, Edmar Ferreira e Diego Gomes; Alessio Alionço, fundador e CEO do Pipefy; o ex-Stripe e fundador da NetMovies, Daniel Topel; o CEO da Superlógica, Carlos Cêra; os investidores Patrick Arippol, da DGF Investimentos, Pierre Schurmann, da Bossa Nova Ventures, e Joaquim Lima da Riverwood Capital; além de dezenas de outros grandes nomes.

As apresentações acontecem em dois dias de imersão e serão divididas em duas trilhas, separadas por temas como gestão, precificação, customer success, growth hacking, métricas, tendências, investimento, marketing, vendas, inovação, pagamentos, cultura & pessoas, desenvolvimento de negócios e outros.

O evento ainda conta com uma feira de negócios com mais de 20 empresas do setor onde os participantes terão oportunidade de realizar parcerias. A programação completa está no site do evento.

“Os participantes terão a oportunidade de expandir o networking com mais de mil pessoas, entre fundadores, CEOs, diretores e investidores do mercado de assinaturas e SaaS. Será um excelente espaço para fazer negócios e trocar experiências com empreendedores que já tiveram sucesso em seus mercados”, afirma Carlos Eduardo Moura, Chief Growth Officer da Superlógica e idealizador do Superlógica Xperience.

Para mais informações, palestras e inscrições, acesse o site do evento: http://xperience.superlogica.com/.

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Banco IBM anuncia nova oferta de financiamento para soluções de SaaS

O Banco IBM S.A., braço financeiro da IBM Global Financing, apresenta ao mercado sua nova oferta de financiamento de soluções de SaaS (Software como Serviço). Por meio dela, as empresas terão acesso a uma opção de parcelamento em até 12 vezes para aquisições de SaaS no valor de R$ 15.000,00 – sujeito à análise e aprovação de crédito do cliente.

O benefício direto ao cliente é relevante, pois os preços de licenças de software comercializados em dólar são repassados para a moeda local e o cliente paga parcelas fixas em reais. Além disso, ao parcelar a aquisição de SaaS as empresas conseguem congelar o valor da aquisição, não ficando suscetíveis às variações mensais de preços em razão de oscilações cambiais.

Com a possibilidade de financiamento oferecido pelo Banco IBM, os parceiros podem aumentar a retenção de clientes com contrato de SaaS de longo prazo, além de acelerar o fluxo de caixa e reduzir custos administrativos. A cobrança mensal do cliente é transferida para o Banco IBM e o mesmo assume o risco de crédito.

A oferta, disponível para empresas de todo território nacional e limitada ao valor máximo de R$ 1.5 milhão, pode ser acessada por meio do IBM Rapid FinancingTM, ferramenta desenhada para facilitar e agilizar o processo de financiamento, disponível nos distribuidores autorizados TechData (antiga AVNET) e Ingram Micro.

Segundo uma pesquisa do Gartner publicada em novembro de 2015, o mercado de SaaS dobrará até 2019, mas muitas empresas ainda não sabem como irão pagar pelos investimentos iniciais exigidos, por isso, o Banco IBM espera dar suporte à aquisição de tecnologia de seus clientes com um produto que atenda as necessidades imediatas do mercado. “Tornou-se um padrão no setor de tecnologia a aquisição de Software como Serviço. Isso pode representar um desafio para as organizações que têm restrições orçamentárias para migrar para este modelo ou iniciativas estratégicas que competem por financiamento, por isso a nova oferta é tão representativa para o mercado como um todo”, explica Felippe Melo, presidente do Banco IBM.

Em 2016, o lucro líquido do Banco IBM registrou um crescimento de 61%, comparado a 2015, trazendo um salto no patrimônio líquido da instituição de 15%. Mesmo financiando apenas projetos de tecnologia da informação, o Banco IBM ocupa hoje o 3º lugar no ranking brasileiro de instituições que fomentam o arrendamento mercantil, atrás apenas do Bradesco Leasing S.A e Santander Leasing S.A., segundo a Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel)

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T-Systems Brasil e Engine fecham acordo de dez anos

A Engine, provedora nacional de soluções de gestão empresarial em nuvem, acaba de fechar uma parceria de dez anos com a T-Systems Brasil, provedora alemã de soluções e serviços de TI. Pelo acordo, as soluções da companhia brasileira passam a ser hospedadas no data center da T-Systems.

Especializada na oferta de software como serviço, principalmente soluções SAP, a Engine conta com um modelo que envolve investimento inicial zero, com rápida implementação e revisão de processos de negócio de seus clientes. Consolidada no mercado há mais de 6 anos, a companhia buscava agregar modernidade e condições comerciais mais flexíveis à sua oferta.

De acordo com Fábio Barnes, diretor-executivo da Engine, “a T-Systems é um dos principais parceiros SAP e nos fez uma oferta tecnológica que unia segurança e estabilidade”. O executivo conta que diferenciais como modernidade e segurança foram primordiais para a migração de provedor.

“A oferta é muito mais moderna e viável que a de outros data centers”, diz o executivo. Barnes lembra que, ao longo dos anos, a Engine sempre esteve atenta aos provedores de ponta de data centers e que, por isso, a decisão foi muito bem suportada.

Para fazer a migração dos clientes da Engine para o data center da T-Systems as duas empresas desenvolveram um projeto de quatro meses para a criação da infraestrutura. Durante este período, uma série de testes foi realizada, anulando a ocorrência de falhas. Barnes explica que a mudança começou numa sexta-feira, às 20h e que, no domingo, no mesmo horário, todos os clientes da Engine estavam operando dentro do data center da T-Systems.

O executivo ressalta que a migração permitiu reduzir custos e trouxe mais segurança e estabilidade. “Com isso, nossa oferta ficou ainda mais completa. Agora conseguimos oferecer disaster recovery, por exemplo, sem grandes impactos financeiros”, diz.

Para Ronaldo da Matta, Diretor de Vendas da T-Systems, com a parceria, a companhia alemã será o único hosting provider das soluções oferecidas pela Engine no Brasil. “A parceria é de longo prazo porque acreditamos no crescimento dos modelos que simplificam e geram acessibilidade principalmente a clientes médios e pequenos de soluções completas. O potencial deste mercado, principalmente neste momento econômico e fiscal enfrentado pelo País, é enorme e com a T-Systems acreditamos que a Engine ganha ainda mais força e potencializa sua capacidade de crescimento”, diz.

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