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As empresas estão preparadas para o novo mundo digital? – Por Siro Canabarro

Enquanto tecnologias digitais entram em todos os aspectos de suas operações, empresas ao redor do mundo antecipam a necessidade de uma mudança massiva nos próximos cinco anos.

Em uma pesquisa feita pela Harvard Business Review com 376 líderes de empresas estadunidenses, quase todos afirmaram que esperam que a pressão para mudanças só irá ficar cada vez mais forte.

Três quartos desses executivos, de empresas grandes atuantes em serviços financeiros, manufatura, tecnologia, saúde, varejo e outras indústrias, dizem que a empresa deles irá necessitar de uma mudança extensa para se tornar ainda mais digital.

Mas, quando indagados sobre o que mais preocupam eles no futuro de suas empresas, a maioria desses executivos focou na falta de habilidade de mudar rápido o suficiente para sobreviver e se destacar nesse mundo cada vez mais digital.

Apenas 7% dos executivos entrevistados disseram que suas empresas são extremamente abertas a mudanças.

Outros 35% falaram que suas empresas são mais ou menos abertas a mudanças. Estamos falando de 42%!

Questionados sobre o quanto suas empresas são “digitais”: 33% responderam que são pouco digitais, 39% moderadamente digitais, 29% muito digitais, com mais da metade de seus produtos, operações e modelos de negócios dependentes de suas habilidades de explorar informações digitais e tecnologias.

O caminho não é fácil: a mudança começa ao se criar e comunicar para toda sua empresa uma estratégia digital atraente e mudar toda a estrutura organizacional, sistemas e processos.

E por conta dessa “digitalização” rápida do mundo, novas habilidades, aptidões e maneiras de se trabalhar são requisitadas, sendo necessários maiores investimentos em suporte aos colaboradores e mudança de cultura.

Departamentos de TI precisam mudar seus papéis para a vanguarda da inovação de uma empresa.

Não há uma “receita de bolo” para se acelerar as mudanças em todas as empresas do mundo, mas o estudo realizado pela Harvard Business Review identificou peças-chave para empresas refletirem enquanto procuram a disrupção.

Comunicar a estratégia

Pessoas não podem mudar o que não podem compreender.

A transformação começa ao se criar um senso de propósito e uma compreensão comum, uma vez definida uma estratégia digital atrativa.

Enquanto mais de três quartos das empresas “muito digitais” da pesquisa já tomaram esse cuidado, apenas 40% das empresas consideradas moderadamente digitais já o fizeram.

Inclusive, 83% dos respondentes disseram que a comunicação vinda da liderança sobre a necessidade de mudanças é uma das três formas mais efetivas de se criar uma cultura que abrace mudanças – mais do que qualquer outro fator.

Construir novas estruturas

89% dos respondentes estão criando novas estruturas organizacionais e novos times para suportar as operações digitais e os novos modelos de negócio.

As organizações consideradas “muito digitais” estão fazendo isso com o dobro de intensidade do que as “moderadamente digitais”.

Times que pensam

Ao lançar esforços de transformação, as empresas consideradas “muito digitais” adotam como tática comum a criação de times multifuncionais. incluindo colaboradores com um grande conhecimento sobre a indústria que atuam, habilidades analíticas, habilidades criativas, conhecimento de leis e políticas, entre outros.

A inovação é acelerada quando as pessoas pensam sobre um problema com abordagens diferentes.

Experimentar e Aprender

Inovação digital significa trabalhar e explorar dados de uma maneira completamente diferente da tradicional.

E organizações digitais devem adotar um mindset de velocidade e experimentação.

Enquanto fazem essas mudanças, empresas estão focando em desenvolver respostas mais rápidas para insights dos consumidores e mudanças de mercado. além de usar em sua plenitude os recursos e a capacidades disponíveis na nuvem, tanto de talentos fora da empresa quanto dentro.

Repensar a TI

Muitos sistemas de TI legados são lentos e rígidos para um negócio digital.

Modernizando suas infraestruturas de TI, as empresas estão procurando ganhar flexibilidade, escalabilidade e, acima de tudo, velocidade.

Isso significa nuvem e infraestrutura baseadas em serviços/API. Mas, além de usar novas tecnologias, as empresas estão repensando o papel da TI.

Com a TI sendo incorporada em novos produtos, serviços e modelos de negócio, não é de se surpreender que quase metade dos respondentes reportaram que a TI e a equipe de desenvolvimento de suas empresas atuam bastante próximas uma da outra.

Essa aproximação inovadora em relação a TI é ainda a exceção ao invés da regra. Apenas 17% dos respondentes disseram que enxergam sua equipe de TI como extremamente capaz de executar a estratégia digital de sua empresa.

A recompensa

68% das empresas consideradas “muito digitais” dizem ter percebido uma mudança positiva significativa em suas finanças a partir de seus esforços digitais.

Apenas 20% das empresas “moderadamente digitais” sentiram o mesmo.

6% das empresas consideradas “não muito digitais” perceberam algum resultado financeiro significativo a partir de seus esforços digitais.

Para resumir, para permanecer e prosperar nesse mundo cada vez mais digital, as empresas precisam determinar qual área irá prover um maior benefício para seu negócio, digitalizar suas operações “core”.

Criar um novo tipo de engajamento de clientes, inovando através de novos produtos digitais e novos modelos de negócios e, então, colocar a faca entre os dentes e perseguir esse objetivo.

Isso irá exigir liderança, investimento, reestruturação na organização, e novos relacionamentos dentro e fora da empresa.

Empresas devem suplantar a inércia e a resistência a mudanças.

Acima de tudo, isso requer flexibilidade. Enquanto a disrupção acelera, a necessidade de adaptação é cada vez mais urgente.

*Siro Canabarro, CMO da Gumga.

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Cinco maneiras criativas de descobrir se você teve uma boa ideia

Você estava em seus afazeres diários quando de repente teve uma boa ideia.

Essa é aquela que você acredita que vai mudar tudo, que irá te deixar milionário.

Investidores vão fazer fila para colocar o dinheiro deles em sua ideia, você vai comprar uma casa numa ilha paradisíaca e sair na capa da Forbes, tudo graças a essa sua maravilhosa ideia.

Mas como você sabe que é uma boa ideia?

“Sexto sentido”, “algo está me dizendo que sim”, “tenho certeza”, podem não ser respostas boas o suficiente para tornar isso uma verdade.

A Harvard Business Review – uma revista de negócios mantida pela Escola de Negócios de Harvard – fez uma pesquisa com proprietários de pequenas empresas e startups.

Através da pesquisa, ela encontrou cinco maneiras que essas pessoas classificaram como a melhor forma de descobrir se sua ideia de um novo negócio é realmente boa, ou não passa de uma “pira errada”.

1 – Pergunte para colegas, mentores ou conselheiros

Você, provavelmente, tem, em seu círculo social, alguém em quem você confia que tenha um bom julgamento, seja essa pessoa um colega de trabalho ou alguém que você vê como um mentor.

Procure essa pessoa e peça pelo seu feedback honesto.

Você pode, inclusive, procurar agências, como o Sebrae, que possuem serviço de consultoria por um preço bastante acessível, com ótimos profissionais.

2 – Amigos e família

É sempre bom consultar profissionais, mas não esqueça da opinião de seus amigos e família.

Dependendo da ideia, seu grupo de amigos pode atuar como beta testers, sendo uma forma bastante barata de se fazer uma prova de conceito.

Mesmo que seus amigos e família possam não entender muito do mundo corporativo, são pessoas que se importam com você. Portanto, você deveria levar a opinião (e o feedback) deles em conta.

3 – Faça uma pesquisa de mercado através do crowdsource

Crowdsource são pessoas que se unem para resolver problemas em conjunto, criar novos produtos, testarem sites, criarem conteúdo, encontrarem soluções e muito mais.

Apesar do nome difícil, é algo que existe há muito tempo (cooperativas são um exemplo de crowdsource).

Sites gratuitos de anúncios – Craigslist, Mercado Livre, Toda Oferta, etc., podem ser utilizados para reunir pessoas interessadas em testar gratuitamente um produto.

Vai abrir uma sorveteria que vende sorvetes artesanais? Ofereça amostras e peça o feedback das pessoas!

Você terá custos, com certeza, mas os custos serão bem menores do que investir numa ideia através do puro “achismo” e quebrar depois.

4 – Grassroots, ou “raiz de grama”

Você pega um tufo de grama, planta em um solo adequado, com nutrientes e incidência de luz solar, rega esse tufo, e, em questão de semanas, essa grama espalhou-se por uma área muito maior.

No mundo dos negócios, isso também funciona.

Bata de porta em porta em sua comunidade, peça para pessoas (se for uma ideia B2C) ou para empresas (se for uma ideia B2B), qual a opinião delas sobre sua ideia, de preferência dando a elas insumos para que sua ideia seja testada.

Vai abrir um restaurante?

Que tal fazer uma pesquisa boca a boca na área de atuação de seu restaurante, perguntando o que as pessoas prezam quando vão a um restaurante, o que elas gostariam de ver de diferente?

5 – Seja seu próprio rato de laboratório

Algumas ideias pedem por um voluntário para usar o produto ou testar o serviço.

E quem melhor do que você mesmo para ver se sua ideia funciona?

Claro que esse método não vai funcionar para tudo.

Mas, se você puder começar pequeno e testar por conta própria sua ideia, você vai economizar tempo e dinheiro que gastaria envolvendo grupos de terceiros nessa tarefa.

Uma das entrevistadas para a revista Harvard Business Review sobre novos negócios foi Annalisa Berns, que trabalha como investigadora particular de pets perdidos.

Na entrevista ela contou que muitos achavam absurda a ideia, mas que, atuando por conta em casos de animais perdidos e percebendo que tinha condições de fazer um bom trabalho (e principalmente que o mercado tinha espaço para esse tipo de atividade), decidiu investir e hoje tem um negócio de sucesso.

Da mesma forma que Annalisa, se você tem condições de testar sua ideia por conta – por mais insana que essa ideia possa parecer – faça já!

Essas são cinco maneiras de testar uma nova ideia, utilizadas por empreendedores de sucesso do mundo todo.

Por que não tentar com a sua ideia? Talvez, dessa forma, aquela casa isolada em uma ilha paradisíaca pode chegar mais rápido do que você imagina!

Por Siro Canabarro, CMO da Gumga.

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Como o processo de inovação da sua empresa deveria ser?

 

Empresas e agências governamentais geralmente cometem o erro de olhar para a inovação como um “ajuntado” de atividades sem disciplina ou sem regulamentação.

Na realidade, para que a inovação venha a contribuir com uma empresa ou com uma agência governamental, ela deve ser pensada como um processo, desde o começo de seu desenvolvimento.

Quando empresas não possuem um pipeline formal de inovação, aprovações de projetos tendem a ser embasadas em quem tem a melhor demo ou slides, ou nos lobbies mais fortes.

Não há, para quem propôs a ideia, o fardo de conversar com possíveis clientes, criar um mínimo produto viável, testar hipóteses e compreender as barreiras do desenvolvimento.

Nesses casos, conta-se somente com pessoas bem-intencionadas e inteligentes, sentando num comitê para decidir que ideias valem serem colocadas em prática.

Ao invés disso, empresas precisam é de um pipeline auto regulável, embasado em evidências.

Ao invés de um comitê de ideias, elas precisam de um processo que opera com velocidade e urgência, e que ajuda pessoas inovadoras e outros stakeholders a levantar e priorizar problemas, ideias e tecnologias.

Esse processo de priorização tem que começar antes mesmo de uma nova ideia chegar até a engenharia.

Dessa maneira, as inovações que chegam até a engenharia já irão possuir evidências substanciais, e irão evitar desperdício de trabalho e de investimento.

Validar necessidades de consumidores, processos, segurança legal, problemas de integração, etc.

excelente processo de inovação dentro de uma companhia deveria ser assim:

Inovação: durante um período, um grupo gera uma lista de problemas, ideias e tecnologias que podem valer a pena investir.

Curadoria: durante alguns dias ou mesmo semanas, os inovadores saem de seus próprios escritórios e conversam com colegas e clientes.

O objetivo é encontrar outros lugares na empresa onde um determinado problema poderia existir de uma forma ligeiramente diferente.

Identificar projetos internos relacionados já existentes e encontrar soluções comercialmente disponíveis para problemas.

Também procurar identificar questões legais, problemas de segurança e problemas de suporte.

Esse processo auxilia a identificação de quem seriam os possíveis clientes de uma solução a ser desenvolvida, a equipe a ser envolvida no desenvolvimento, e até mesmo como um mínimo produto viável deve ser.

Essa fase inclui a criação do mínimo produto viável inicial.

Algumas ideias “morrem” quando o time reconhece que ela pode ser inviável financeira, legal ou tecnicamente, ou ao descobrir que alguém já fez um produto similar.

Priorização: uma vez que uma lista de ideias de inovação foi refinada pela curadoria, é necessário priorizar essas ideias.

Um dos modelos mais rápidos para isso é o Modelo de Três Horizontes, de McKinsey.

Uma vez que os projetos estejam priorizados, a equipe deve então pegar o primeiro da lista e se perguntar: “esse projeto vale ser executado pelos próximos meses, com esforço integral de nosso tempo?”.

Essa priorização não é feita por um comitê, e sim pela própria equipe de inovação.

Exploração da solução e teste de hipóteses: as ideias que passarem pelo filtro da priorização entram em uma fase de incubação.

Esse processo entrega evidências para decisões baseadas em dados, facilmente defensáveis. Para cada ideia, o time de inovação cria um canvas de modelo de negócio.

Tudo nesse canvas não passa de hipótese, e a ideia é validar tudo.

Incubação: Uma vez que os testes de hipóteses forem concluídos, muitos projetos ainda irão precisar de um período de incubação enquanto os times concluem o recolhimento de informações acerca da aplicação.

Concluem a criação do MPV, e se acostumam a trabalhar juntos (em casos de equipes recém-formadas).

A incubação requer uma atenção dedicada das lideranças da empresa, para que se garanta que o projeto não morra por falta de acesso a recursos ou se torne “órfão” (sem alguém para o guiar).

Integração e inovação

Nesse ponto, se a inovação for Horizonte 1 ou 2 (segundo o Modelo de Três Horizontes, de McKinsey), é hora de integrar ele na organização já existente de sua empresa (inovações Horizonte 3 geralmente são criadas para serem independentes).

Tentar integrar projetos de inovação novos, sem orçamento e planejamento prévio é caótico e frustrante, com certeza gerará atrito.

Uma realidade de mercado atual é de que as empresas estão enfrentando a grande ameaça da disrupção.

Algumas inclusive começaram a perceber que sua vantagem tecnológica é diminuída ano após ano, e ficar parado logo vai se transformar em ficar para trás.

Que tal fazer uma pausa e pensar em como o seu processo de inovação se parece, e como pode ser melhorado?

 

Por Siro Canabarro, CMO da Gumga

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Saiba como olhar para o espelho do foco no cliente

Encantar seus clientes é algo crítico no sucesso de uma empresa em longo prazo.

Clientes satisfeitos irão se manter como seus clientes até que eles vejam a oportunidade em algo que seja melhor do que o oferecido por você, ou mais barato, com um melhor custo x benefício.

Clientes encantados (que se encantaram por uma empresa tendo suas expectativas excedidas) se tornam leais e as chances de continuarem seus clientes por um longo período de tempo são muito maiores.

Para encantar seus clientes, normalmente, o caminho é prestar atenção nos pequenos detalhes. Saber, a parte da rotina deles, em que seu produto/serviço diretamente afeta.

E refletir sobre o que pode ser feito para melhorar ainda mais essa rotina, através de pensamento criativo, conhecimento da indústria, possibilidades técnicas e as realidades do mercado.

Esse é o caminho para se conquistar esse encantamento. Pensando nisso, uma empresa criou um espelho com um dispositivo que aquece.

Pode parecer um exemplo bastante bobo, mas é um ótimo exemplo de como ir além das expectativas dos clientes.

Em nossas casas, ou em hotéis, toda vez que você sai do banho, o espelho do banheiro está totalmente embaçado, sendo impossível de utilizar sem uma passada de mão (que, geralmente, marca o espelho) ou de pano/toalha.

Já, esse espelho, não.

Ele tem um dispositivo, na parte de trás, que gera calor, o que faz com que o embaçado desapareça em questão de segundos, antes mesmo de você terminar de se secar.

É um pequeno detalhe. Provavelmente, você nunca ouviu alguém reclamando que o espelho embaça após o banho.

Mas a empresa que desenvolveu esse espelho está recebendo pedidos de hotéis do mundo inteiro.

Da mesma, simplesmente expressar a seus colaboradores o desejo de melhorar algum processo interno não vai efetivamente fazer com que o processo interno melhore.

Dizer ao mercado que você está preocupado em encantar o cliente não irá encantá-lo.

Para se conseguir chegar lá, você deve enxergar sua empresa como um sistema, e fazer os ajustes adequados em seus processos para que a empresa seja otimizada para encantar o cliente.

Pegue todos os pontos em que os clientes interagem com a organização: site, fan pages, equipe comercial, equipe de suporte, equipe de implantação, etc.

Como fazer para tornar esses pontos de interação uma riquíssima fonte, capaz de extrair de seus clientes o que eles esperam e o que fazer para superar suas expectativas?

Não é uma tarefa fácil, vai exigir um compromisso seu, como gestor, e de sua equipe com a melhoria contínua de processos e com as pessoas que sua empresa atende. Pode parecer óbvio, mas o cliente é muito mais do que uma mera cifra.

Cuide bem do seu cliente e essa cifra não só irá se manter na conta de sua empresa como também irá aumentar de tamanho.

Por Siro Canabarro, CMO da Gumga

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Tempo: como aproveitar melhor e ser mais produtivo com uso de tecnologia – Por Siro Canabarro

Muitos de nós frequentemente acreditamos que não desperdiçamos tempo durante nosso expediente.

Geralmente nos deparamos com pessoas que dizem “eu estava muito ocupado”.

Mas é fato que nós raramente contabilizamos as horas que nós realmente passamos executando uma ou mais tarefas.

O motivo por eu estar dizendo isso é que, se nós soubéssemos o tempo que estamos gastando com nossas tarefas é muito menor do que achamos, saberíamos que há um grande escopo para aumentar nossa produtividade. E, assim, completar muito mais tarefas num único dia, de maneira satisfatória.

É como diz o velho ditado: o primeiro passo para a mudança é perceber que ela é necessária.

Se você realmente souber o quanto tempo gasta com cada uma de suas tarefas diárias, você pode se esforçar para aumentar sua eficiência e sua produtividade.

E como fazer isso? Bom, isso é simples: utilizando-se de algum tipo de software de gerenciamento de tempo.

Usando um software de gerenciamento de tempo

Saber quanto tempo você gasta com cada uma de suas atividades não é complexo.

Tudo o que você precisa é uma aplicação eficiente que registre em que tarefa você está trabalhando e quanto tempo está em cada uma delas.

Um software assim vai manter os colaboradores que são de alta performance encorajados a continuar assim.

E os que estão abaixo na lista de produtividade encorajados a subir de posição.

Além, claro, de encorajar a equipe como um todo a concluir seu trabalho dentro do prazo estipulado.

Registre o que for essencial

Você pode registrar tudo o que você faz nesse tipo de software, mas você precisa ter em mente o que é importante manter registro e o que não é.

Caso contrário, o processo se torna extremamente burocrático – e ironicamente vai lhe fazer perder tempo.

Busque transparência

Se você é um profissional freelancer e seu trabalho é mensurado por hora.

Então, seus clientes certamente vão querer saber o quão eficientemente você gasta de tempo em cada trabalho.

Isso é uma das coisas mais difíceis de prestar contas para os clientes, e que é simplesmente resolvido com um software de gerenciamento de tempo.

Inclusive aumentando, assim, a relação de confiança entre você e seu cliente.

Isso vai simplificar o processo de cobrar seus clientes, não importa que tipo de serviço você oferece.

Seja web design, seja serviços de contabilidade, o número de horas trabalhadas que geralmente gasta em seu cliente deve permitir que você gere renda para sua empresa.

Caso contrário, você está fazendo isso errado. Ninguém quer trabalhar para sair no prejuízo.

Além da transparência, citada anteriormente, esse processo irá lhe permitir saber se o que você está cobrando dos clientes é suficiente para cobrir o seu tempo trabalhado.

Isso baseado em fatos, não mais em mero achismo.

Se você perceber que está cobrando menos do que deveria e que está saindo no prejuízo, você terá provas para mostrar isso ao seu cliente e reajustar o valor de seus honorários.

Se você está cobrando demais do cliente, é melhor dar a ele um desconto, antes que você o perca para um concorrente.

Existe uma porção de softwares de gerenciamento de tempo gratuitos na internet, como o ActiTime, AccountSight, Hubstaff, etc…

Opções não faltam, basta você escolher uma delas, testar e ser mais produtivo.

Por Siro Canabarro, CMO da Gumga

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Big Data: três pequenas formas de utilizar em seu negócio – Por Siro Canabarro

O Big Mac é um hambúrguer. Quando você vai até o McDonald’s e pede por um Big Mac, você sabe exatamente o que é e o que quer fazer com ele: comê-lo.

Big Data não é tão simples assim. Você pode inclusive não estar tão seguro de que sabe o que Big Data realmente é. Você muito provavelmente não tem ideia do que fazer com isso.

Não se sinta mal. Se existe um consenso sobre big data é que realmente não há uma definição específica. Uma das melhores definições que eu pude ver é de Josh Dreller, Diretor de Pesquisa de Marketing da Kenshoo. Ele descreve big data simplesmente como: qualquer coisa grande o suficiente para não ser possível de lidar com uma planilha de Excel.

O escopo de dados sendo coletados pelas empresas hoje é de explodir qualquer mente. De acordo com a IBM, nós atualmente criamos 2.5 quintilhões de bytes em dados por ano. Não sabe o que é quintilhões? É isso: 2.500.000.000.000.000.000. A quantidade de dados que estamos gerando hoje é tão absurdamente grande que podemos dizer que 90% dos dados do mundo foram criados nos dois últimos anos.

Agora, o que raios vamos fazer com tudo isso de dados? Dados são ótimos, mas a maioria de nós não temos tempo de analisar um grande volume deles e ainda por cima realizarmos nossas tarefas diárias, temos negócios para gerenciar! Então o que nós realmente precisamos são de insights.

Por sorte, há ferramentas por aí que nos ajudam a tirar algum sentido desse monte de dados. Aqui estão três pequenas coisas que você pode fazer com big data.

Explorar tendências no Google

O Google é um dos gigantes nessa montanha de dados que criamos. A missão deles é organizar a informação do mundo e tornar ela universalmente acessível e utilizável. Todos nós podemos usar o Google para realizar buscas, mas o Google oferece outras ferramentas gratuitas que podem transformar dados em insights.

Digamos que eu esteja vendendo bananas. Eu posso acessar o Google Trends e explorar termos relacionados com uma palavra chave (nesse caso, “bananas”). O Google vai mergulhar em seu algoritmo de busca e me servir com os termos mais buscados que tenham a ver com bananas. Eu então descubro que no Leste Europeu e na Ásia quase não se busca por bananas. E que na Austrália se busca bastante por esse termo.

Então se eu for montar uma vendinha de bananas, eu iria para a Austrália, e não para a República Tcheca. Isso é um insight, por mais esdrúxulo que seja meu exemplo.

Monitorar mídias sociais

É muito útil saber o que as pessoas falam sobre sua marca, sobre seus concorrentes ou sobre outros termos relevantes para seu negócio. Cada um desses termos pode ser uma oportunidade para engajar, responder, resolver um problema, mostrar que sua marca se importa.

Vamos supor que você veja um tweet negativo sobre um produto seu. Se você perceber isso rapidamente, entrar em contato com a pessoa que está tendo problemas, e oferecer uma forma satisfatória de resolver esse problema, você com certeza irá transformar alguém que estava falando mal de sua marca em um ferrenho defensor, e irá ganhar muitos admiradores no processo.

Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para esse fim. Se você trabalha em uma empresa que tem recursos para esse tipo de ação, existe o Radian6, ou o Adobe Marketing Cloud. Se não, dá pra se virar bem com algumas ferramentas grátis, como a www.socialmention.com.

Faça retargeting

Cookies estão em todo lugar. Sua “onipresença” mudou completamente como a grande maioria das publicidades online são feitas. Você pode oferecer um produto específico para uma pessoa que pesquisou anteriormente por um termo relacionado a esse produto. Se há maior sinal de interesse de compra do que esse, eu não conheço!

Pense no valor que isso tem para uma empresa de segmento específico, como a Netshoes, por exemplo. Mostrar o anúncio de um tênis de corrida para um usuário que estava anteriormente pesquisando por… tênis de corrida. Isso se chama retargeting ou remarketing. Faça ele!

Pronto, você já pode dizer que usa de big data para diferenciar-se no mercado. Claro que existem várias e várias outras formas de fazer big data, mas toda jornada começa com o primeiro passo. Dê o seu!

Siro Canabarro, CMO da Gumga

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