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Lollapalooza, choque de gerações e transformação digital

2017-03-29-PHOTO-00006681

No final de semana, vi de perto como um mundo novo transforma hábitos, gostos musicais e, principalmente, o consumo baseado em tecnologia nos dois dias do Lollapalooza em São Paulo.

Primeiro, este pai, quase beirando os 50, foi apresentado pela filha adolescente para aquilo que costumo chamar de música de mano, batidas repetidas da febre eletrônica e também fenômenos do palco como o canadense The Weeknd.

Durante os dois dias de shows no Autódromo de Interlagos, convivi com a impressão de que eu e a maioria dos presentes não vínhamos do mesmo planeta(ou, pelo menos, não seguíamos a moda de um mesmo universo).

Mas o que agradou a todos e motivou este artigo, independente de idade e estilo, foi o bom uso da tecnologia no evento. A edição deste ano contou com a Lolla Cashless, uma pulseira com tecnologia RFID, que serviu para identificação e ingresso do público e que também podia ser carregada com dinheiro para consumo de comida e bebida. Os créditos podiam ser colocados nos caixas do evento, ou previamente, pela internet, com autorização de faturamento pelo cartão de crédito. Funcionou muito bem. Bastava aproximar a pulseira dos dispositivos de pagamento para efetuar as transações, com direito a avisos sobre os gastos via e-mail e possibilidade de bloqueio via internet. A novidade ajudou muito e foi usada com tanta naturalidade que nem parecia algo inédito.

O Lollapalooza me pareceu um evento muito bem organizado. Sabe agradar o público alvo, mas também os jurássicos pais e eternos fãs de boa música, que honraram nossa geração lotando o show do sempre bom rock pesado do Metallica.

Mas faltou algo importante: internet de qualidade. O sinal das operadoras capengava o tempo todo e não teve wi-fi para os quase 200 mil presentes nos dois dias de Lollapalooza. Foi como fazer uma viagem em uma nave moderna rumo a um passado em que você não conseguia se conectar com todos a todo momento. Foge da realidade dos mais novos e dos mais velhos também.

Boa música para todos os gostos e tecnologia de ponta sempre vão ser ingredientes certos para o sucesso de um grande evento. Fora isso, como bem cantou James Hetfield, “nothing else matters”.

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