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Startups miram oportunidades no setor público apesar das dificuldades

Nem todo empreendedor pensa somente no interesse próprio. Para alguns, a oportunidade de transformar e ajudar a comunidade, estado ou cidade do país em que vivem têm alto grau de importância. Quem afirma isso são os CEOs Daniel Merege, da CityTech e Isabela Abreu, da Boostr, e o Head de Vendas do Kitado, Marcos Mylius – que participaram do 1º ciclo de encontros presenciais do programa de aceleração do BrazilLAB entre os dias 30 de agosto de 01 de setembro.

“Nós acreditamos na capacidade transformacional de empreender no setor público, e não dá para pensar em transformar uma cidade sem trabalhar junto dos órgãos públicos de gestão”, afirma Merege, da CityTech – site que utiliza inteligência artificial para facilitar o engajamento da população na solução de problemas urbanos. “Outro ponto importante é trazermos a inovação para dentro da gestão pública, melhorando os processos e deixando-os mais transparentes, que é um dos grandes pedidos da população”, completa Isabela, da plataforma de auxílio à tomada de decisões Boostr.

Mas trabalhar com o governo não é tão fácil assim. As principais dificuldades de empreender no setor público são a grande quantidade de burocracias e a legislação vigente, dizem os participantes. Para Marcos, do Kitado – plataforma online gratuita de negociação de dívidas com órgãos públicos -, a legislação atual não acompanha os avanços tecnológicos. “Veja os cartórios, por exemplo. Você ainda não pode fazer algumas operações pela internet pois a lei requer que você vá presencialmente somente para assinar um documento”, diz Mylius. É aí que entra o BrazilLAB.

Criado em 2016, o BrazilLAB apoia projetos de inovação e auxilia na conexão entre empreendedores e o Poder Público, tendo impactado mais de 1.300 startups e acelerado diretamente 26 empreendedores. “O setor público precisa se reinventar e articular parceiros. O BrazilLAB existe para conectar startups e todo o ecossistema de empreendedorismo com gestores públicos. Nós ajudamos os empreendedores a enxergarem oportunidades e, ao mesmo tempo, ajudamos o setor público na criação de caminhos que permitam a inovação em larga escala”, afirma Letícia Piccolotto, founder do BrazilLAB.

Neste primeiro ciclo de encontros presenciais, os empreendedores das 15 startups selecionadas, entre mais de 250 inscritas para a edição de 2017 do programa de aceleração do BrazilLAB, conversaram com Sérgio Lazzarini, professor do Insper e especialista em avaliação de impacto, Ronaldo Lemos, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colunista da Folha de S. Paulo, e Vinicius Müller, professor de História Econômica no Insper.

As startups passarão por mais três ciclos de encontros, nos quais aprenderão mais sobre como trabalhar com o setor público e ainda participarão de visita à prefeitura e outros órgãos públicos.

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FGV EAESP abre Fórum Permanente de Inovação no Setor Público

O Fórum de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) realizará no dia 22 de agosto, a partir das 8h00, debate sobre a importância de inovar no setor público. O objetivo é abrir caminho para incorporar inovações relevantes no setor público que simplifiquem, desburocratizem, agilizem e reduzam custos do setor.

Para que o Brasil recupere seu protagonismo mundial torna-se vital disponibilizar serviços públicos eficazes em desempenho e custo. Será preciso desvencilhar-se de modelos do século XX para atender as demandas do século XXI. Esta mudança será mais rápida e eficaz se houver sinergia e alinhamento entre os meios empresarial, acadêmico, governo e sociedade para avaliar e propor mudanças que alavanquem o desempenho do setor público.

O evento de lançamento do Fórum Permanente de Inovação no Setor Público será coordenado por Florencia Ferrer, pós-doutora em Governo Eletrônico e Especialista em Inovação no Setor Público e Miguel Sacramento, professor doutor da FGV EAESP e especialista em Cenários Futuros e contará com a presença de Pedro Parente, presidente da Petrobrás; Floriano Pesaro, secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo; Regis Matos, presidente do CONSEPLAN; Gustavo Nogueira, secretário de Planejamento do Rio Grande do Norte; Daniel Annenberg, secretário de Inovação e Tecnologia da cidade de São Paulo; Roberto Agune, membro do Conselho de Gestão da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de São Paulo; Cibele Franzese, doutora em Administração Pública e Governo e Paulo Tafner, economista e pesquisador do IPEA.

Inscrições: http://www.fgv.br/eventos/?P_EVENTO=3368&P_IDIOMA=0

Caro jornalista, caso queira acompanhar o evento, basta contatar a assessoria.

SERVIÇO

Evento: Fórum Permanente de Inovação no setor público

Data: 22 de agosto de 2017, das 8h às 17h30

Local: FGV EAESP, Salão Nobre, Rua Itapeva, 432, 4º andar, São Paulo, SP

Programação

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Governo baiano adota solução da SAP para gestão de capital humano

O governo baiano tornou-se o primeiro da administração pública direta do País a implantar o módulo Human Capital Management (HCM) do sistema de gestão SAP ERP (Enterprise Resource Management). A solução, que venceu concorrência pública que contou com a participação de vários players do mercado, entrou em ambiente de produção no mês de janeiro em oito empresas públicas e sociedades de economia mista da Bahia. O go live marca o término da primeira onda de implantação do RH Bahia, projeto que pretende eliminar o uso do papel em mais de 90% dos processos de Recursos Humanos daquele Estado.

“O RH Bahia vai promover uma mudança profunda e irreversível na gestão de recursos humanos do Estado”, destaca o superintendente de RH da Bahia, Adriano Tambone. O executivo ressalta ainda que a automatização proporcionada pelo software vai permitir a liberação das equipes de RH da execução de uma série de atividades operacionais, “abrindo espaço para um aprimoramento da gestão de pessoas”.

Com a implementação do SAP HCM, o Projeto RH Bahia, que exigiu investimentos da ordem de R$ 38 milhões, vai atingir um grupo de início 3000 empregados públicos e servidores. “Até o final da implantação do projeto, serão impactados 247 mil empregados públicos e servidores ativos e inativos de 63 unidades do Estado, entre secretarias, autarquias, fundações, agências, empresas públicas e sociedades de economia mista de 417 municípios do Estado”, diz Tambone.

Capaz de atender integralmente a mais de 200 requisitos funcionais exigidos pelo governo baiano, o SAP HCM vai permitir ao governo baiano aprimorar seus controles internos, obter economia financeira e mais rapidez no acesso às informações gerenciais. “Vamos automatizar, aperfeiçoar e empreender mais agilidade a todas as áreas de atuação da política de recursos humanos do Estado, incrementando ainda mais as ações de qualificação do gasto público”, diz o secretário da Administração, Edelvino Góes. Um exemplo emblemático de racionalização de gastos, além da eliminação de erros na folha de pagamento de pessoal (que corretamente processada já representa 50% das verbas de custeio), está na eliminação do uso do papel em 90% dos processos dos RH do Estado, o que representa uma economia de R$ 4,5 milhões.

Maior autonomia e rapidez para as demandas de funcionários

No total, o trabalho envolveu desenhar, configurar e desenvolver os processos de RH do Estado dentro do SAP HCM até uma bateria de mais de 850 horas de treinamento e oficinas de sensibilização com os usuários, passando pela realização de testes e migração de dados para o novo sistema, entre outras atividades. Entre as mudanças geradas pela implementação do SAP HCM para servidores e empregados públicos ativos, inatos e pensionistas estão fácil acesso, online, a informações, vantagens e benefícios. “O sistema ajuda a reduzir a distância entre o Estado e as pessoas porque permite uma autonomia maior ao trabalhador em relação a suas demandas”, explica Wilson Freitas, gestor de Negócio do projeto. Na prática, os trabalhadores poderão consultar documentos como contracheques e informes de rendimentos e também, por exemplo, programar virtualmente as próprias férias ou solicitar a inclusão de um dependente no plano de saúde. Além disso, no futuro, a migração para o sistema de informações relativas a 33 anos de movimentação pessoal no Estado, já coletadas do Diário Oficial do Estado, vai contribuir para agilizar os processos de aposentadoria, que devem ser concedidas em até 15 dias ao invés dos 90 atuais.

A implementação do SAP HCM foi realizado em parceria com Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), mobilizando até agora cerca de 100 pessoas, entre profissionais do Estado e da Resource, parceira da SAP. Também contou com a participação da área de suporte ao cliente da SAP, durante todo o desenrolar da implementação.

“A SAP tem um sólido compromisso com o mercado, e não poderia deixar de concorrer para o sucesso da primeira implementação de uma solução de gestão de desempenho na administração pública – da admissão à aposentadoria – do País”, afirma Jackson Borges, diretor de serviços públicos da SAP Brasil.

As oito organizações contempladas na primeira onda de implantação do projeto são Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Bahiapesca, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Companhia de Engenharia Hídrica e Saneamento da Bahia (CERB), Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), Companhia de Transportes da Bahia (CTB) e Empresa Gráfica da Bahia (Egba). Já a segunda onda de implantação – que será desenvolvida ao longo de 2017 – vai contemplar as demais organizações do Estado.

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BLOCKBIT aposta nos setores Enterprise e Governo e prevê crescimento de 30% em 2017

A BLOCKBIT, empresa global de produtos de cibersegurança, com escritórios na América do Norte, América Latina e Europa, vai focar sua estratégia de 2017 na expansão do negócio com foco nos setores de Enterprise e Governo. Fundada a menos de um ano, a partir da compra da BRconnection, a BLOCKBIT espera com essa estratégia um incremento de 30% em sua operação. Para atingir essa meta, a companhia pretende intensificar os investimentos no Programa de Canais, que já soma mais de 100 parceiros distribuídos por todas as regiões do país e lançar novos produtos.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados de 2016. Apesar das dificuldades enfrentadas, foi um ano de consolidação da empresa no mercado de cibersegurança e agora estamos prontos para ampliar a expansão da nossa operação. Nosso plano é aumentar a presença do canal, não apenas de um fornecedor de software e hardware para o cliente final, mas como um integrador que realmente agrega valor à oferta, entrega a solução adequada para a necessidade de cada cliente, fidelizando-o”, diz Cleber Ribas, vice-presidente da BLOCKBIT. “Neste ano nosso foco vai para os segmentos de Enterprise, Governo e Telecomunicações, sempre mantendo a atenção em nossa base já estabelecida que conta com mais de 2.000 clientes”, acrescenta.

De acordo com o vice-presidente da BLOCKBIT, estão previstos novos investimentos em capacitação dos canais com a ampliação dos treinamentos online, avaliações de performance e certificação. “O ensino a distância irá reduzir custos e agilizar as operações, principalmente de parceiros que atuam em regiões afastadas das grandes capitais”, completa.

Para os canais que atendem o setor público, a BLOCKBIT montou uma equipe de atendimento específica para estes os negócios, como explica Ribas, “podemos ajudar nossos parceiros nos projetos para governo apoiando desde a analise até a participação em processos licitatórios. Estamos entusiasmados com as recentes liberações de verba para aquisição de tecnologia e este deve ser um setor promissor este ano”.

Outro alvo no radar da empresa de cibersegurança são as operadoras de Telecom que estão adicionando às suas ofertas ao cliente final o componente de segurança. “Vamos buscar parcerias estratégicas e investir em ofertas e soluções sob medida. As operadoras irão funcionar como um canal, integrando nossas ferramentas aos projetos em 2017”.

Tendências de mercado e Novos produtos

A BLOCKBIT investiu ao longo de 2016 na contratação de especialistas experientes no mercado e em Pesquisa e Desenvolvimento. Ribas comenta ainda que “formamos uma equipe local de pesquisa de malwares e vulnerabilidades; são técnicos que entendem o mercado de segurança brasileiro. Isso é uma medida crucial para prevenir ataques”. Falando de produtos, Ribas destaca também o lançamento em novembro do ano passado da versão 1.2 do BLOCKBIT UTM, carro chefe da empresa, e adianta que uma nova versão já está em fase de desenvolvimento e chegará ao mercado muito em breve.

Outra solução de destaque é o BLOCKBIT VCM, ferramenta que faz uma varredura dos sistemas das empresas para correção de falhas e vulnerabilidades. Segundo Ribas, a solução trabalha de forma proativa, não somente na segurança de perímetro de firewalls tradicionais, mas também avaliando os riscos para gerenciar e monitorar mudanças em configurações, hardening, patches, vulnerabilidades e políticas de conformidade dos ativos de TI e aplicações web.

“A principal vantagem do BLOCKBIBT VCM é a análise da parte humana envolvida no processo de segurança de TI, ou seja, a partir da detecção de uma vulnerabilidade, quais as ações devem ser tomadas para corrigir a falha, qual equipe irá resolver o problema, qual o SLA desta equipe e, por fim, consolidar todas as conclusões em um relatório auditável de todo o processo”, destaca Ribas.

Ainda em 2017, será apresentada a solução mobile da BLOCKBIT, com todas as ferramentas do BLOCKBIT UTM para Android. Entre as principais funcionalidades, estarão presentes a detecção de ameaças, análise de downloads, gerenciamento centralizado, inserção de regras e políticas do negócio, controle de banda, entre outras. Também será lançada uma versão freemium para o usuário final que contará com detecção de ameaças, vulnerabilidades e proteção em redes Wi-Fi desconhecidas.

Hoje a BLOCKBIT conta com 100 colaboradores, um crescimento de 20%, desde o início das operações e avisa aos interessados que está ampliando a equipe nesse primeiro trimestre de 2017.

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Arrow ECS tem planos de expansão em 2017

A Arrow ECS (Enterprise Computing Solutions), distribuidora que comercializa soluções corporativas de TI, desafiou e superou os grandes obstáculos de 2016, crescendo com um programa de canais focado no relacionamento e construção de planos de negócios. Com a estratégia de amplificar no Brasil o modelo de negócios global que transformou a empresa em um dos maiores distribuidores do mundo, a Arrow fechou 14 parcerias somente em 2016, agregando ao seu portfólio fabricantes como Oracle, RedHat, A10, Lenovo e Alcatel-Lucent.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados de 2016, as metas foram alcançadas e o período de transição já passou. Estamos muito bem estabelecidos no país”, afirma Ronaldo Miranda, vice-presidente para América Latina e gerente geral da Arrow ECS no Brasil. “Nosso portfólio de fabricantes permite aos canais a oferta de soluções completas aos clientes finais, com a grande vantagem de ter o apoio de valor agregado da Arrow”.

O ano de 2016 foi um marco para as conquistas da Arrow ECS no Brasil. A inauguração do novo escritório em São Paulo com uma estrutura completa para atender os parceiros e suportar o crescimento da empresa nos próximos anos, seguindo a estratégia Global “5 Years Out”, como explica Miranda, “a Arrow é uma gigante global com mais de 100 mil clientes entre fabricantes e revendas porque pensa sempre à frente, criando uma comunidade sólida de desenvolvimento continuado com nossos parceiros. Isso é 5 Years Out, estimular os parceiros a pensar cinco anos a frente para criar soluções integradas para o mercado”.

Adilson Mulha, diretor Comercial da Arrow ECS, enfatiza que a empresa vai consolidar no Brasil sua habilidade e liderança mundial em Megatendências. Durante o Arrow-Roadshow 2016, que passou por várias cidades do país, o foco foi em como trabalhar a estratégia “5 Years Out” para colaborar com as revendas no movimento de transformação do mundo atual com soluções em Segurança, Cloud, Datacenter/Hiperconvergência, Big Data/Social Media e Internet das Coisas (IoT).

Além do novo escritório, a Arrow modernizou sua operação logística, por meio de investimentos e da mudança de seus warehouses de Itatiaia (RJ) e Miami (EUA). Também foi criado um novo warehouse em Cajamar (SP) para suportar o crescimento acelerado do portfólio dos fabricantes parceiros.

“2017 será fundamental para as revendas se desenvolverem nestas tendências e investirem na capacitação para oferecer ao cliente final soluções completas. Neste contexto entra a Arrow e seu portfólio cross solutions para ajudar os parceiros não apenas com benefícios de financiamento e compra, mas também com suporte em treinamentos, demonstração de novas soluções, consultorias e todo o nosso expertise e contato direto com fabricantes”, comenta Ronaldo Miranda.

Governo

Para os canais que focam seus negócios no setor público, foi criada em 2016 a diretoria de Governo, composta por especialistas em pregões, licitações, editais e processos regulatórios. Este é um diferencial de mercado da distribuidora para atender a grande demanda das revendas.

A Diretoria de Governo da Arrow oferece um suporte administrativo, jurídico e comercial para as revendas atuarem no setor público e participarem de processos de venda utilizando a estrutura da Arrow. Lisia Souza, diretora para Governo da Arrow ECS destaca, “desde sua criação, a diretoria aumentou em mais de 100% o faturamento nesta modalidade de negócios. Hoje, temos diversas Atas de Registro de Preços de vários fabricantes e uma abrangência comercial em todas as regiões do país para dar suporte às suas revendas”.

Com um portfólio de 33 fabricantes, oferecendo soluções de ponta a ponta, a Arrow ECS Brasil possui sede em São Paulo e times regionais no Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. Neste ano deverão ser anunciados mais quatro fabricantes ainda no primeiro trimestre.

Ronaldo Miranda finaliza: “estamos prontos para mais um ano de crescimento com foco no relacionamento e negócios crescentes com as revendas e com os fabricantes do nosso portfólio”.

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Empresas e governos: como sobreviver em 2017?

2017 chegou e as empresas encerraram o ano com a expectativa de uma recuperação econômico próxima. Depois da recessão prolongada e da dificuldade em retomar o crescimento, a retomada da força de serviços e produtos é esperança de estabilidade.

Independente do ramo de atuação de uma empresa, alguns investimentos são essenciais para começar o ano com o pé direito. Além de uma gestão cada vez mais eficiente, as organizações que tiverem um Plano de Continuidade de Negócios, o que envolve diretamente a área de Tecnologia da Informação, darão um passo à frente nos próximos meses.

Quem explica é o diretor da LTA-RH INFORMÁTICA, Alexander Barcelos, que alerta para as interrupções ou situações adversas que dificultam as operações das empresas e organizações públicas e privadas por um tempo muito além do que o previsto.

“Empresas privadas têm muito com que se preocupar neste sentido. Operações paradas são igual a prejuízo. Da mesma forma ocorre para as organizações públicas, agravando-se, ainda, com o fato de que o prejuízo destas não fica só na instância interna, mas atinge cidadãos, servidores, beneficiários. Afinal, se os sistemas do governo pararem ou forem atacados, informações de toda uma população estarão susceptíveis, serviços a muitas pessoas estarão indisponíveis”, revela o diretor.

Para ressaltar, ele lembra o caso do governo norte-americano quando do 11 de Setembro. Na época, muitos dados e sistemas foram destruídos, afetando serviços como os de previdência, água, esgoto e muitos outros. Tanto que há pouco tempo os EUA lançaram a Estratégia Nacional de Segurança do Espaço Cibernético (National Strategy to Secure Cyberspace, NSSC), visando a melhorar os planos de resposta a ameaças de Tecnologia.

Mas nem só de eventos trágicos se alimentam as interrupções de negócio.

“As paralisações podem acontecer por uma série de fatores como fraudes, falhas nos sistemas, desastres naturais e invasões maliciosas. Até mesmo uma falta de energia elétrica pode significar paradas, caso a empresa não esteja preparada. Na atual conjuntura, a organização que não possui um conjunto de ações preventivas e estratégias ágeis de contra-ataque permanecerá em crescimento lento ou quase nulo”, comenta Barcelos.

Barcelos explica que o PCN deve ser feito por uma empresa especializada, pois se modifica de acordo com a natureza do negócio. Muito embora possua conceitos únicos, as ações e estratégias se modificam conforme a necessidade de cada instituição.

“Quando montamos um plano dessa complexidade, devemos analisar, antes de qualquer coisa, o risco e as principais intercorrências que a empresa pode sofrer ao longo do tempo. Na infraestrutura de TI, por exemplo, é fundamental ter planos de contingência, garantir a redundância das estruturas de armazenamento e processamento. Desta forma, nenhuma organização, pública ou privada, ficará desassistida em caso de interrupção’, comenta o diretor.

A estrutura do Plano de Continuidade envolve um Plano de Contingência, um Plano de Administração ou Gerenciamento de Crises (PAC), um Plano de Recuperação de Desastres (PRD) e um Plano de Continuidade Operacional (PCO). Quanto mais eficazes esses tópicos estiverem, maior será a probabilidade de aumentar a produtividade e otimizar o tempo.

“É por isso que indicamos atenção e cuidado na hora de montar e organizar esse gerenciamento. Manter o serviço funcionando mais e melhor é uma forma inteligente de seguir ativo no mercado. A gravidade das consequências que as empresas sofrem com algumas paradas não é reconhecida até que elas causem um dano irreparável na organização podendo até decretar o fim dos negócios”, acrescenta.

Sendo assim, podemos afirmar que o PCN é um fator estratégico e indispensável para qualquer empresa, de qualquer tamanho e segmento. 2017 é um ano importante para que o Brasil recupere a força perdida e as empresas retomem o crescimento estagnado. Para ter sucesso nessa caminhada que vem pela frente (e que não será fácil), é necessário começar agora a investir naquilo que vai impulsionar o negócio.

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Unisys apresenta novo Vice-Presidente para o Setor Público na América Latina

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A Unisys Corporation(NYSE: UIS) anuncia a nomeação de Alejandro González Estrada como Vice-Presidente para o Setor Público na América Latina de Enterprise Solutions.

Alejandro fica baseado na Cidade do México e sob sua responsabilidade está a liderança da estratégia de crescimento para o setor de governo em toda a região. Além disso, na função de líder do país, Alejandro será responsável por conduzir as operações e dar suporte aos clientes existentes no México e apoiar a geração de novos negócios.

“Chego à Unisys em um momento muito importante, onde estamos renovando a nossa marca e fazendo investimentos em novos serviços e soluções em diferentes verticais de negócios, em busca de um crescimento sustentável na região. Para o setor público existe um grande desafio de transformação digital em vários países e estou certo de que vamos contribuir para que as entidades públicas possam cada vez mais mover-se em direção ao conceito de governo digital, para fornecer serviços mais eficientes aos cidadãos”, afirma González.

Alejandro tem mais de 20 anos de experiência na indústria de tecnologia, atuando em posições de destaque em empresas como IBM, Microsoft, Lenovo e SAP. Sua experiência de trabalho mais recente foi como Partner na empresa HOLIS – Soluções de TIC. O executivo é graduado em Administração de Empresas pela Universidade de Tecnologia do México (UNITEC) e tem especialização em Finanças pela mesma universidade.

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Como acelerar a transformação digital no setor público

Por Delfino Natal de Souza

Assim como na iniciativa privada, os líderes governamentais precisam “vender” seus projetos para as autoridades, fazendo-as enxergar seus benefícios e sua urgência. Além das autoridades, os governos possuem um cliente muito mais exigente: o cidadão. Mas como os líderes responsáveis pela Tecnologia da Informação podem promover a transformação digital no setor público, enfatizando sua devida importância?

Um exemplo típico é a adoção da computação em nuvem, a primeira ruptura a ser quebrada dentro das organizações. Os argumentos para que o projeto se torne realidade devem ir além da redução de custos e da eficiência operacional. A realidade é que há uma grande mudança em curso na sociedade e na vida digital dos cidadãos – e os governos que não acompanharem esta evolução serão impactados negativamente pela falta de maturidade tecnológica, o que pode, inclusive, colocar em risco a sobrevivência de alguns órgãos públicos. Ao considerarmos a inovação, o cenário – seja no setor privado ou na administração pública – é igual, já que ambos estão defasados em relação à oferta de serviços para o consumidor final.

O principal ponto de vista a ser considerado ao estabelecer uma estratégia de cloud computing é enxergá-la como facilitadora de negócios – um meio da organização ser reconhecida como inovadora e ágil, gerando mais serviços para a sociedade e criando novos modelos de atendimento ao cidadão. Afinal, um modelo de gestão eficiente atrai instantaneamente a aprovação da população. Na era digital isso é imprescindível – com as redes sociais, a sobrevivência de uma marca pode ser definida em segundos. No caso de uma avaliação positiva, é possível aumentar exponencialmente o número de clientes. Do contrário, pode-se arruinar em segundos uma reputação que levou anos para ser construída.

Para atender às expectativas do cidadão, que já está conectado e vive na era digital, o Estado precisa buscar agilidade e flexibilidade, rever seus modelos de negócios e melhorar sua eficiência operacional. E, para que isso seja possível, é fundamental desenvolver projetos abrangentes que busquem a adoção de cloud computing e de processos que permitam uma rápida adaptação às mudanças externas.

Alguns desafios para a implementação de uma estratégia digital no setor público é a forma de contratação de serviços prevista na Lei de Licitações – são necessários novos modelos e indicadores que abordem a prática de contratação de tecnologias que surgiram nos últimos anos. Seja através da divulgação de melhores práticas entre as instituições públicas ou na elaboração de novos normativos é necessário que a contratação de serviços em nuvem ganhe o dia a dia destas instituições e somente com esta prática é que será possível atingir a oferta de serviços públicos com as plataformas digitais.

Para alcançar o sucesso nesta jornada, também é preciso perceber o real valor de negócio das novas tecnologias – além da vantagem competitiva que podem promover. A chave para a adoção bem sucedida está na mudança cultural que deve ser conduzida pela alta administração para construir uma nova mentalidade em torno da experiência e da jornada do usuário final.

As pessoas já vivem na era digital. E a sua organização? Está pronta para atender todas as demandas – e exigências – do cidadão conectado?

Delfino Natal de Souza, vice-presidente de setor público da Capgemini no Brasil

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Teradata e Tarea fecham parceria mirando novas demandas analíticas no setor público

A Teradata, empresa líder em soluções analíticas, anunciou mais uma parceria em território nacional, dessa vez com a Tarea, empresa de tecnologia situada no Distrito Federal com filial no Rio de Janeiro, que fatura R$25 milhões ao ano com soluções de análise de dados, Business Inteligence e aplicações de Big Data. Segundo as empresas, a nova parceria visa atender a crescente demanda no setor público, que em pouco tempo passou a consumir uma quantidade muito grande de dados por conta do cruzamento de informações entre diferentes órgãos, ampliando sua base de análise de gigabytes para petabytes.

Segundo Rafael Vilela, Diretor da Tarea, “o nível técnico dos clientes está evoluindo de uma maneira muito rápida. Quando realizamos o primeiro contato com um cliente, percebemos que mesmo sem as informações técnicas sobre um appliance de Big Data os administradores vislumbram resultados com o cruzamento de dados, sempre de olho na melhor aplicação dos recursos financeiros e em novos insights que otimizem a operação”.

Para o diretor da Tarea, “essa nova prática de cruzamento de dados foi responsável por gerar uma grande quantidade de informação a serem analisadas, exigindo um bom “motor” para tornar esse tipo de prática uma realidade, sendo a Teradata a líder nessa área”. Hoje órgãos e empresas públicas buscam aglutinar informações em busca de inteligência de mercado, maior conhecimento e expansão do serviço público. Além dessas novas práticas que surgiram a partir do amadurecimento analítico de nossos governantes, outro fator de mercado que chama a atenção é a adoção de sistemas de análise e Big Data em cloud. Para Vilela este pode ser um caminho para democratizar o acesso a esse tipo de tecnologia, barateando o custo do investimento inicial e permitindo que órgãos municipais, muitas vezes pressionados por orçamentos mais restritos, possam aderir a onda da análise de dados também.

Refletindo sobre os objetivos da parceria, Rafael Vilela afirma que os produtos Teradata estarão em 80% dos novos projetos da Tarea, sempre oferecendo escalabilidade e robustez para ambientes analíticos que exijam um poder de processamento eficaz e com alto volume, podendo tornar projetos mais complexos em realidade.

Por parte da Teradata, a parceria representa mais um caminho que pode gerar maior controle nas contas do estado, gerando economia para o setor público. Segundo Carlos Bokor, Diretor de Governo da Teradata, “hoje a palavra de ordem no setor público é controle, e nada melhor do que a tecnologia de análise de dados e Big Data para solucionar problemas crônicos. Se antes os administradores públicos “sentavam” em cima dos seus silos de dados, hoje os governantes mais atentos buscam o cruzamento dessas informações, sempre com o objetivo de gerar ganhos para o Estado como um todo”.

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Empreendedores com iniciativas inovadoras disputam vagas no Brazil Lab 2016

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Continuam abertas as inscrições para a primeira edição do Brazil Lab, programa de apoio para inovação no setor público que tem como objetivo acelerar ideias e conectar empreendedores com o poder público. Nesta edição, foram escolhidos desafios em três temas prioritários: Saúde, Educação e Sustentabilidade Ambiental. O programa selecionará até dez iniciativas de empreendedorismo dentro dos segmentos e os projetos selecionados receberão seis meses de mentoria especializada. Após essa fase, três finalistas serão escolhidos e o vencedor receberá como prêmio um investimento de U$ 5.000 para dar início a implementação de sua ideia. As inscrições seguem até esta sexta-feira, 10 de junho.

Entre as startups já inscritas para disputar uma vaga no programa, estão TagFit, Palotec e Mitsidi, cada uma representando um dos eixos temáticos propostos pelo programa.

A TagFit, primeira rede social brasileira focada em saúde e qualidade de vida, é uma das grandes promessas do programa na área de Saúde. A empresa trabalha diretamente para a redução de doenças crônicas de forma eficaz e com baixo custo. A plataforma, disponível em formato de aplicativo para Android, conta com profissionais da área de saúde que acompanham 24h por dia, através das fotos postadas, os hábitos dos usuários. Dessa forma é possível que dicas e orientações personalizadas sejam oferecidas constantemente, o que ajuda na adoção de hábitos mais saudáveis, como uma alimentação mais equilibrada e maior frequência de exercícios físicos. A ideia é que os usuários sejam motivados por profissionais e por outras pessoas na mesma situação a focar e buscar os resultados desejados, com diminuição de peso e ganho de saúde. O aplicativo está disponível gratuitamente para download na Play Store e já possui mais de 10 mil usuários ativos.

Já a Palotec é um dos exemplos do setor de Educação. Trata-se de uma plataforma de conexão para crianças, pais e profissionais de creches e escolas públicas que tem como intuito auxiliar o desenvolvimento pedagógico e social e, ainda, ajudar o poder público a gerar conhecimentos relacionados ao comportamento infantil. A Mitsidi concorre a uma vaga na área de Sustentabilidade Ambiental apresentando soluções evolutivas nas áreas de construção civil e energia. O produto da empresa consiste em um software para realização de auditorias do consumo de água e energia em edifícios residenciais, reunindo uma rede multidisciplinar com especialistas do setor para trabalhar com geração de conhecimento, consultoria de projetos e capacitação de profissionais.

Mais sobre o hub de inovação – O Brazil Lab surgiu este ano como uma forma de atender a necessidade de inovação para soluções de problemas sociais em larga escala, como questões de saúde, abastecimento, locomoção, educação, empregabilidade, entre diversas outras preocupações do setor público. A ideia é que os empreendedores e jovens com ideias inovadoras contribuam para ajudar o governo a lidar com esses desafios.

Por outro lado, para ajudar os empreendedores a desenvolver a proposta, os dez projetos selecionados receberão mentoria de especialistas e professores do MIT, Harvard, Stanford, INSPER e FGV. Os selecionados ainda terão acesso a um ciclo de palestras com conteúdo especializado e desenvolvido especialmente para capacitar os participantes do programa.

As inscrições para concorrer a uma vaga seguem até esta sexta-feira (10) e podem ser feitas por qualquer pessoa interessada – seja ela representante ou não de uma empresa já estabelecida ou um negócio pré-operacional – que apresente uma ideia condizente com o regulamento e com os desafios estabelecidos pelo hub de inovação para o ano 2016.

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Convergência vai melhorar a transparência no setor público, afirma representante da Ifac

A contabilidade pública brasileira é regida pela Lei 4.320/1964. A legislação, muito baseada nos aspectos orçamentários, não acompanhou as transformações vividas pela contabilidade no Brasil e no mundo. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), responsável pela normatização contábil no País, tem 11 normas para o setor que foram criadas inspiradas nas regras internacionais. Agora a entidade está trabalhando em sua convergência e na edição convergida das demais regras internacionais existentes. Até o fim do ano serão publicadas as cinco primeiras e a estrutura conceitual.

As International Public Sector Accounting Standards (Ipsas) são normas emitidas pela Federação Internacional de Contadores (Ifac, na sigla em inglês) e têm o objetivo de orientar a elaboração das demonstrações contábeis de governos e outros entes públicos em todo o mundo. A adoção das Ipsas é um compromisso assumido pelos países membros da Ifac, pois elas buscam melhorar a qualidade, a consistência e a transparências das finanças do setor público em todo o mundo.

“O processo de convergência é muito peculiar para cada país. Há países que convergem integralmente; outros apenas adotam parcialmente as normas internacionais. Há países em que esferas distintas do setor público fazem a convergência em momentos diferentes. O Brasil convergirá todas as regras de maneira escalonada, publicando 5 este ano, 13 até 2018 e completando o processo em 2021 em todos os níveis da Federação”, afirma o presidente do Ipsasb, Board da Ifac que trata das Ipsas, Ian Carruthers.

Para fazer a convergência, o CFC mantém um grupo formado por representantes da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Tribunais de Contas Estaduais e da academia, coordenados pelo vice-presidente técnico do conselho, Zulmir Breda. “Já fizemos a convergência das normas aplicadas ao setor privado, das aplicadas à auditoria e o Código de Ética da Profissão. Agora o CFC elegeu a convergência das normas aplicadas ao setor público como uma das suas prioridades para os próximos anos”, diz Breda.

O grupo pretende apresentar a estrutura conceitual e quatro novas normas ainda este ano. As primeiras tratarão de variações patrimoniais com e sem contraprestação, provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, estoques e concessões de serviços públicos. Segundo o representante do Brasil no Ipsasb, Leonardo Nascimento, essas primeiras regras já produzirão alterações profundas na contabilidade dos entes federativos e contribuirão para a transparência das contas públicas. “Com a convergência teremos um regramento mais sólido. As normas que temos hoje não desciam ao detalhe, como ocorre nas regras internacionais existentes. Elas agregam uma gama de informações patrimoniais em que você pode constatar mais facilmente a realidade das contas públicas”, afirma Nascimento.

Para Carruthers, a transparência é um dos resultados do processo de convergência. “A convergência vai melhorar a transparência das finanças públicas no Brasil. Isso vai permitir que as agências de risco e os mercados tenham uma visão mais consistente sobre as finanças da federação brasileira, com impactos na classificação de créditos”, afirma. Carruthers ressalta que a relevância do Brasil para a América Latina e para o G20 faz com que o processo de convergência do País seja muito importante para a Ifac e para o Ipsasb. “A convergência brasileira reforça a campanha “Accountability.Now”, que pretende melhorar a governança, transparência e contabilidade global”, afirma.

Os avanços e desafios da contabilidade aplicada ao setor público em padrões internacionais será tema de palestra do 20.º Congresso Brasileiro de Contabilidade (CBC).O 20.º CBC ocorre entre os dias 11 e 14 de setembro, no Centro de Eventos Ceará, em Fortaleza. A programação completa está disponível no site do evento (cbc.cfc.org.br), onde também podem ser feitas as inscrições.

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