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Entidades de TI manifestam apoio ao relatório do Senador Airton Sandoval que reinsere o setor na Desoneração da Folha

A Comissão Mista do Senado vota na próxima terça-feira (27) o relatório do senador Airton Sandoval (PMDB), no qual o setor de TI é reinserido na desoneração da folha de pagamento. A proposta altera o conteúdo da Medida Provisória 774/1, pedindo também a prorrogação da aplicação do Projeto de Lei para janeiro de 2018. A ABES, juntamente com ACATE, Assespro e Fenainfo apoiam esse entendimento, uma vez que a alteração no modelo atual coloca em risco milhares de empregos e mesmo a manutenção das empresas do setor.

Os números demonstram que essa modalidade de contribuição previdenciária se traduz em um importante mecanismo de redução dos custos dos fatores de produção, estruturante para o setor de TI.

“A continuidade do modelo vigente é vital para seguir no fortalecimento deste setor inovador, jovem e competitivo, que cresce anualmente em faturamento e empregos, com influência direta em todos os setores econômicos”, afirma Francisco Camargo, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software).

Sendo assim, as entidades signatárias manifestam-se pela aprovação total do parecer e do PLC do relator visando não comprometer o futuro do Brasil em matéria de inovação e tecnologia de informação e comunicação.

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Trazendo à tona verdades (às vezes) incômodas sobre o Setor de TI

Por Roberto Carlos Mayer

O Setor de Tecnologia da Informação possui uma série de características próprias, que o diferenciam de todas as demais atividades econômicas. Somando este fato com sua relativa ‘juventude’, não é de estranhar que o volume de informação disponível sobre o próprio Setor seja bastante limitado.

Eventualmente, essa ausência de informação acaba servindo para que supostos formadores de opinião manifestem opiniões que não encontram respaldo na realidade. Um exemplo disso, identificado por uma empresa associada da Assespro, é a afirmação que consta em entrevista concedida por um instituto global de pesquisas, afirmando que “empresas brasileiras não gostam de contratar fornecedores que não estejam localizados em sua área geográfica local. É a forma como os brasileiros fazem negócios, portanto você precisa ter presença não apenas no país, mas a nível regional. Se você se posicionar num raio de 500 km de São Paulo, então você está OK”. Veja em http://www.nearshoreamericas.com/brazil-seek-larger-share-global-bpo-market/

Esse tipo de empresa global de pesquisa normalmente avalia o mercado consumidor de TI. Quando eles trabalham sobre o próprio Setor de TI, é porque algum de seus clientes (as grandes companhias globais do Setor de TI) busca qualificar ou ampliar suas redes de parceiros. Nesses casos, entretanto, há um perfil bem definido dos alvos, que certamente não são representativos da indústria local de TI de nenhum país.

Talvez seja essa a razão pela qual a afirmação acima citada se opõe totalmente aos resultados do Censo do Setor de TI desenvolvido pela Assespro em 2012, que revela uma abrangência geográfica muito maior na atuação das empresas. São Paulo e Rio de Janeiro, como maiores metrôpoles do país são as regiões que mais recebem filiais de empresas de outros Estados. Porém, as distâncias que estas empresas percorrem correspondem ao tamnho continental do país, chegando a milhares de kilómetros de distância em muitos casos. Até empresas localizadas no Estado do Amazonas possuem clientes no Rio Grande do Sul.

Outra fonte de informação disponível se origina na análise das bases de dados oficiais. Por exemplo, a partir de dados de declarações de impostos e das declarações sobre empregados, é possível obter dados sobre faturamento e emprego no setor – trabalho esse que foi desenvolvido no Brasil pioneiramente pelo projeto SIBSS, da Softex.

Entretanto, estas informações são insuficientes para avaliar diversos aspectos das empresas do Setor de TI, seja para formular benchmarkting útil ao desenvolvimento das empresas, seja para avaliar a implementação de políticas públicas para o Setor.
Foi essa realidade que levou a Assespro Nacional a lançar, depois de quase dois anos de preparação, a primeira edição do Censo do Setor de TI no ano de 2012.

Entretanto, por meio da participação da Assespro nas Federações Internacionais do Setor, constatamos que a mesma problemática existe em praticamente todos os países do mundo. Nem mesmo nos países desenvolvidos, há informação em profundidade sobre o Setor de TI. E nem falar sobre a harmonização de indicadores entre países.

Somando a experiência da Assespro no Brasil com outras experiências pioneiras, desenvolvidas em outros países, mas sempre a nível nacional, decidiu-se então ampliar o Censo do Setor de TI na sua edição 2013 para todos os países membros da ALETI. Esperamos ampliar a iniciativa a outras regiões do planeta nos próximos anos.

O desafio de desenvolver um levantamento simultâneo de dados em dezenove países ao mesmo tempo exigiu quase um ano de preparação. Com o patrocínio de empresas privadas www.surveymonkey.com e www.mbi.com.br , finalmente os questionários estão disponíveis para a participação das empresas: o questionário em português – para Brasil e Portugual- pode ser encontrada em www.mbi.com.br/mbi/contatos/questionarios/2013-censo-aleti/ , enquanto a versão em espanhol está disponível em www.mbi.com.br/mbi/global/espanol/2013-censo-aleti/.

Na edição 2013, o Censo do Setor de TI abrange temas tão diversos como a distribuição geográfica da atuação das empresas, a oferta de produtos e serviços, as tecnologias adotadas, as características dos clientes (quanto a porte, localização e atividade econômica), os recursos humanos das empresas, os modelos de negócios envolvidos, as atividades comerciais locais e internacionais, incluindo a exportação, a atenção dada a temas como qualidade e propriedade intelectual, o foco e/ou interesse em projetos de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento, as fontes de capital financeiro utilizadas, entre vários outros.

Além de gerar informação sobre o Setor de TI, as informações foram estruturadas de forma a possibilitar o desenvolvimento de alianças comerciais e a estruturação de uma política de desenvolvimento de projetos de P&D em cooperação internacional (outra ação pioneira iniciada pela Assespro em 2011, apresentada inclusive no Parlamento Europeu).
Ainda, o questionário foi elaborado tomando-se o cuidado de permitir desenvolver análises cruzadas entre os temas cobertos (p.ex., gostariamos de avaliar qual a relação entre a origem dos capitais que deram origem às empresas e o nível de inovação que praticam), além de análises comparativas a nível de região e/ou país.

Ainda, nesta edição de 2013, as empresas são incentivadas a autorizar o uso das informações sobre a sua oferta de produtos e serviços, e os mercados onde atuam, para a geração de oportunidades de negócios (que deve ser implementada por meio de um catálogo baseado nessas informações).

Por todas estas razões, a ampla participação das empresas do Setor de Tecnologia da Informação, filiadas ou não às Associações representativas do Setor, é extremamente importante. Se você trabalha no Setor, faça com que sua empresa participe, e incentive outras empresas a participar. Se você trabalha numa empresa que consome produtos e serviços de TI, então incentive seus fornecedores a participar!

Como dizem os ditados populares “a união faz a força” e “juntos podemos mais”. Esta iniciativa é uma prova viva de que a cooperação e o associativismo voluntário trazem benefícios para todos, tanto no nível coletivo, como no nível individual. Por isso me atrevo a agradecer antecipadamente pela sua cooperação!

Roberto Carlos Mayer (rocmayer@mbi.com.br) é diretor da MBI (www.mbi.com.br), vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e presidente da ALETI (Federação das Entidades de TI da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha).

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Executivos da área de tecnologia esperam crescimento moderado para o setor, aponta pesquisa da KPMG

Brasil ocupa o terceiro lugar neste ranking, empatado com a Índia, como o mercado com a maior expectativa de aumento de receitas
O setor de tecnologia parece estar caminhando em direção a uma fase de crescimento moderado em relação ao número de contratações, receita e investimentos no próximo ano, de acordo com os resultados da pesquisa anual Technology Industry Business Outlook (Panorama de Negócios para a Indústria de Tecnologia, em português), realizada pela KPMG LLP, firma-membro norte-americana da rede KPMG International. Segundo o levantamento, os Estados Unidos continuam a liderar o mercado em relação às perspectivas de crescimento em contratações, receita e pesquisa e desenvolvimento nos próximos dois anos, à frente da China e Índia.

Embora um número maior de executivos de tecnologia entrevistados (57%), em comparação com a pesquisa de 2011 (49%), esperar aumento no número de funcionários de suas empresas no próximo ano, eles dizem acreditar que a maior parte do crescimento terá um índice moderado. Quando questionados sobre o tamanho do aumento, 42% responderam de 1% a 6%, em comparação com os 28% da pesquisa realizada no ano anterior. Somente 15% previram uma taxa de crescimento de 7% ou mais, resultado 21% inferior à do ano anterior.

Os executivos estimam receitas similares. Apesar de mais de 75% deles esperarem o aumento da receita de suas empresas no próximo ano, somente 10% confiam em uma receita significativamente maior daqui a um ano, contra os 17% da pesquisa de 2011. Por outro lado, 67% dos executivos afirmaram que a receita de suas empresas será moderadamente maior, em comparação aos 60% da pesquisa realizada no ano anterior. O grupo de entrevistados que prevê que a receita não sofrerá alteração por um ano soma 20% do total, praticamente o mesmo de 2011 (21%). Espera-se que a computação em nuvem, os aplicativos móveis e o consumo de TI gerem o maior crescimento para as receita nos próximos três anos.

Gary Matuszak, sócio norte-americano e líder global da prática de Technology, Media and Telecommunications da KPMG, afirma que, “em conjunto com as perspectivas moderadas de contratações, de receitas e investimentos, há um foco maior no processo e na execução do setor, conforme os executivos investem com cautela para implementar seus planos e auxiliar na garantia do sucesso de suas estratégias”. “Na pesquisa deste ano, um número maior de executivos identifica a melhoria nos processos como uma das principais iniciativas de gestão em suas empresas para os próximos dois anos, embora o crescimento orgânico continue sendo a iniciativa primordial de gestão.”

“No Brasil, as perspectivas são similares à média apurada na pesquisa. O que tem feito a diferença são as políticas de incentivo adotadas pelo governo e o fortalecimento gradativo de nosso mercado consumidor interno”, destaca Marcelo Gavioli, sócio do segmento na KPMG no Brasil.

Quanto aos segmentos em que pretendem aumentar o investimento no próximo ano, os executivos novamente estão apontando para novos produtos ou serviços, aquisições e pesquisas e desenvolvimento como as maiores prioridades.
Ao analisar as despesas de capital como um todo, apenas 27% dos executivos de tecnologia preveem um aumento de 6% para o próximo ano, em comparação com 31% há um ano. Outros 27% veem um aumento de 1% a 5%, em comparação a 22% em 2011.
Matuszak afirma que “o panorama para as despesas de capital, apesar de mais moderadas, demonstra que os líderes das empresas reconhecem a importância de investir em seus planos de crescimento para serem inovadores e reagir às pressões da concorrência.”

Espera-se, também, taxas de crescimento mais modestas em relação aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento para o próximo ano. A pesquisa da KPMG revelou que sete em dez entrevistados, praticamente o mesmo resultado de 2011, esperam um aumento nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. No entanto, somente 29% percebem um aumento de 6% ou mais para os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, em relação aos 36% da pesquisa do ano anterior, enquanto 42% esperam um aumento de 1% a 5%, em relação a 34% em 2011. Nesse sentido, houve um pequeno aumento no número de executivos que afirmaram não haver mudança nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Crescimento dos mercados dominantes
Pelo segundo ano consecutivo, os Estados Unidos lideram, à frente de China e Índia, como o mercado de que se espera o maior aumento de receita na área de tecnologia nos próximos dois anos, e onde as empresas de tecnologia preveem seu maior aumento relacionado a investimentos em pesquisas e desenvolvimento e contratações. O Brasil ocupa o terceiro lugar neste ranking, empatado com a Índia, como o mercado com a maior expectativa de aumento de receitas, o quarto lugar em aumento das contratações e o sétimo em investimentos em pesquisas e desenvolvimento.

Barreiras para o crescimento do setor
As pressões relacionadas aos preços continuarão sendo a barreira mais significativa ao setor no próximo ano, acompanhadas da atualização contínua em relação às novas tecnologias, além da falta de procura pelos clientes.
Este ano, um número maior de executivos cita os custos trabalhistas, pressões regulamentares e legislativas, ausência de mão de obra qualificada, concorrência externa, bem como tributação elevada como barreiras significativas para o crescimento. Os executivos de tecnologia indicaram que a governança de privacidade/segurança é o principal desafio para que as empresas adotem a computação nuvem, as mídias sociais e as tecnologias móveis.

Demora na recuperação dos EUA
Em consonância com as pesquisas realizadas pela KPMG nos dois últimos anos, os executivos de tecnologia adiam suas expectativas em relação à recuperação da economia dos Estados Unidos, já que mais de dois terços destes profissionais não veem uma recuperação substancial da economia até 2014 ou além.

Sobre a pesquisa
A pesquisa Technology Industry Business Outlook, da KPMG, foi realizada nos Estados Unidos em abril de 2012 e reflete basicamente as respostas de 122 altos executivos do setor de tecnologia. Dos 122 entrevistados, cujas empresas podem estar localizadas nos Estados Unidos ou em outros países, 62% pertencem a companhias com receitas anuais superiores a US$ 1 bilhão, e 38%, a empresas com faturamento entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão.

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