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FecomercioSP e Brasscom debatem a transformação digital no varejo brasileiro

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realizou nesta quarta-feira, 29, o evento “A transformação digital e o impacto no comércio de bens e serviços”, promovido pela Entidade em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). O encontro reuniu especialistas, empresários do varejo e fornecedores de serviços digitais para discutir como o segmento de comércio e serviços se transforma diante das mudanças impostas pela tecnologia.

“O objetivo da Brasscom é trazer à tona essa discussão sobre tecnologias de transformação digital e fazer com que esse debate entre na sociedade com base nos agentes econômicos”, disse o presidente-executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo. “Inovação é aquilo que destrói o concorrente – no fundo, todos nós estamos correndo o risco de nos tornarmos obsoletos. Com o avanço tecnológico, o que era impossível passou a ser possível.”

Estar presente em apenas um local – como site ou aplicativo – já não é uma opção, concordaram os palestrantes. Para conquistar o consumidor, é preciso entender seu comportamento e oferecer serviços personalizados, assertivos, imediatos e que integrem plataformas on e offline. Da formação de preços, passando pelo atendimento, até o cálculo do estoque ideal, o empresário deve acompanhar as tendências para não perder mercado e construir sua marca aos olhos do público. “Se 27% dos brasileiros consomem conteúdo da televisão e da internet, simultaneamente precisamos nos perguntar: o que isso muda para o varejo?”, provocou o presidente do Conselho do Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, Pedro Guasti.

Ainda segundo Guasti, 47% das vendas que ocorrem no ambiente offline têm origem em plataformas online, por meio de pesquisas ou buscas feitas pelos consumidores. Enquanto 40% das pessoas tiram fotos dos produtos quando estão em uma loja, apenas 9% realmente efetivam a compra imediatamente em lojas físicas. O 36º relatório Webshoppers, da Ebit, divulgado em agosto, mostrou que o e-commerce segue se tornando cada vez mais relevante no Brasil: apenas no primeiro semestre deste ano, faturou R$ 21 bilhões, crescimento nominal de 7,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando as vendas somaram R$ 19,6 bilhões.

Os caminhos para fazer negócios estratégicos com base nas mudanças de comportamento dos clientes na economia digital (que deve atingir US$ 2,5 trilhões de dólares ainda neste ano) envolvem, em geral, aproveitar os dados que a tecnologia é capaz de fornecer sobre cada um para criar experiências de venda.

“Nesses modelos disruptivos, quem manda é o consumidor final”, enfatizou a CEO da Stefanini Brasil, Mônica Herrero. “O futuro é hoje, não dá para adiar. O e-commerce tem de estar acessível 24 horas, a qualquer tempo, em qualquer lugar, de qualquer forma e em apenas um toque. A loja física não vai desaparecer, mas deve ter um papel diferente do de hoje ao se integrar à jornada do cliente”, completou a executiva.

Experiência do consumidor

As pesquisas sobre o comportamento de quem compra ajudam as empresas a criar uma experiência de consumo que favoreça o aumento das vendas. “Mais de 50% dos usuários de smartphone abandonaram o site depois de esperar três segundos para que uma página carregue”, contou o gerente de Marketing e Produtos de Soluções Digitais da Embratel, Augusto Bezerra. “A experiência do consumidor via smartphone é importante, e para suportar essa demanda, será necessária uma tecnologia robusta de processamento e estratégia”. De acordo com o Relatório Webshoppers, o faturamento das vendas por dispositivos móveis cresceu 56,2%, no primeiro semestre de 2017, e o tíquete médio dessas compras foi 14,9% maior que no ano passado.

Ainda segundo Bezerra, as mudanças disruptivas (termo que descreve a inovação tecnológica que utiliza quebra de paradigmas para superar uma tecnologia dominante no mercado) incluem também mudar o modelo de negócio das empresas. “Devemos passar do commodity para produto de valor agregado e de valor estratégico. A informação é o bem mais valioso para uma organização, e o compartilhamento é um modelo para otimização de recursos”, explicou.

Marketing

O uso da tecnologia nas estratégias de marketing também foi tema de discussão no evento. “Os clientes querem ser conhecidos como únicos. Por isso, o mundo digital nunca foi tão fácil e tão difícil de compreender”, explicou o representante da Stefanini, Victor Hugo Cardoso Alves. “Temos de entender o consumidor e captar o que é importante no meio de uma explosão de dados para, assim, gerar valor agregado. Quem não entender a jornada que seu cliente faz, por meio de cliques em sites e entradas na loja física, vai ter dificuldades em vender”, completou Alves. Segundo ele, 85% das interações entre clientes e empresas vão ser digitais até 2020.

Para o industry advisor da DXC Technology, Marcelo Raducziner, há uma mudança radical em como as situações se dão. “As pessoas seguiam processos no seu dia a dia e eram suportadas pela tecnologia. Agora a tecnologia passa a seguir processos definidos e orientados por pessoas”, disse, durante sua apresentação.

Da mesma maneira, o e-mail marketing precisa estar alinhado à experiência de compra que as firmas buscam proporcionar. “O e-mail marketing representa 30% da receita dos grandes varejistas, mas um e-mail marketing equivocado faz o cliente sentir que a empresa não o conhece”, afirmou o gerente de marketing da Locaweb, Welington Souza. “Precisamos agir de forma transacional e multicanal, identificar comportamentos como abandono de carrinho e de navegação; e ter a informação do cliente centralizada, para começar a impactá-lo em qualquer canal”.

Plataformas digitais, integração e Internet das Coisas

De nada adianta ter canais de atendimento que funcionem bem se a experiência final do cliente não for efetivamente prazerosa, dizem os especialistas. “A experiência omnichannel deve ser intuitiva, personalizada, mas é preciso também que ela efetivamente resolva a questão proposta pelo cliente, disse o diretor de pré-vendas de Soluções Digitais da Embratel, Paulo Venâncio Marcelino.

A Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e sua presença no País também foi destacada pelos palestrantes presentes. Até 2020, 20 bilhões de “coisas” estarão conectadas no planeta – número muito superior ao de pessoas. “Para que a Internet das Coisas seja um elemento, de fato, de transformação, uma solução IoT precisa de coisas conectadas (sensor de temperatura e sensor de quantidade de pessoas, por exemplo) que estarão ligadas a um gateway, uma plataforma que organiza tudo para que os negócios possam se aproveitar dessas decisões. Assim, seu negócio soluciona um problema específico e você gera um novo valor”, comentou o vice-presidente de Negócios para o segmento de microempresas da Totvs, Eros Jantsch.

No Brasil, 37% dos entrevistados em pesquisa conduzida pela Localis em 2017 afirmaram que IoT é importante nos seus negócios. Além disso, 18% dos pesquisados já adotaram e 19% estão adotando processos da Internet das Coisas. “O agronegócio é um dos setores que mais usam esse tipo de tecnologia e 14% dos empresários do comércio afirmam que adotam IoT. O comércio tem muito a se beneficiar do uso da Internet das Coisas, mas ele precisa começar a de fato fazer”, observou o diretor de Tecnologia da Logicalis, Lucas Pinz.

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Setor de TI pode perder mais de 83 mil postos de trabalho com o fim da desoneração da folha

Tema volta a ser debatido em Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que avalia o Projeto de Lei 8.456/2017, que tem teor semelhante à MP 774

Embora o Governo Federal defenda o fim da desoneração da folha de pagamento como forma de aumentar a receita e reduzir o déficit público, a Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, está concentrando esforços para tentar esclarecer ao Executivo e ao Legislativo sobre a importância da manutenção de diversos setores – incluindo empresas de software e serviços em TI – na desoneração instituída pela Lei 12.546/11.

Para isto, a associação reuniu dados que mostram que a desoneração foi estruturante para o setor de TI. A Lei 12.546/11 favoreceu o aumento do faturamento das empresas e a arrecadação para o Governo, além de garantir ao profissional de TI uma remuneração média 2,3 vezes maior que a remuneração média nacional.

Segundo Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom, o setor cresceu vigorosamente durante a desoneração com a criação de 95 mil postos de trabalho entre 2010 e 2015. “O segmento recuperou a baixa arrecadatória de 2012 no ano seguinte e produziu uma arrecadação cumulativa incremental de R$ 4,2 bilhões até 2016, crescendo 9,9% ao ano, acima, portanto, da inflação medida pelo IPCA”, ressalta.

O assunto, que teve uma grande repercussão com a MP 774/2017 – que terminou sendo revogada – voltou à tona com o envio do Projeto de Lei 8.456/2017, de inciativa do Poder Executivo e teor semelhante ao da medida provisória, que está tramitando na Câmara dos Deputados em Comissão Especial. Se a mudança proposta no Projeto de Lei for aprovada as empresas voltarão a contribuir para Previdência com alíquota de 20% sobre a folha de pagamento, ao invés dos atuais 4,5% sobre a receita bruta. Tal mudança representa um expressivo aumento de carga tributária para as empresas que mais empregam.

A Brasscom estima que a manutenção da tributação nos moldes atuais impulsionará, no período até 2019, o crescimento das empresas e a geração de 21 mil postos de trabalho. Por outro lado, a reoneração da folha deve provocar a redução de 83 mil profissionais de TI, cerca de 15% do total da força de trabalho atual, produzindo uma arrecadação R$ 1,2 bilhão inferior à auferida com a manutenção da desoneração.

O Projeto de Lei 8.456/2017, ao determinar o fim da tributação substitutiva, levará o setor a retroagir dez anos. “Se o setor de TIC permanecer com a folha desonerada, vislumbra-se um cenário de crescimento, com a expansão de novas tecnologias e serviços. Se houver a reoneração da folha, o Brasil perderá competividade para atrair novos postos de trabalho a serem preenchidos com profissionais especializados nas competências tecnológicas da transformação digital. Seria um contrassenso ante as políticas públicas de inovação, tais como a Estratégia Brasileira de Transformação Digital e o Plano Nacional de Internet das Coisas recém anunciadas pelo Governo Federal, bem como o futuro Plano Nacional de Indústria 4.0, em fase concepção”, pondera Sergio Paulo.

Em audiência pública realizada em Brasília nesta quarta-feira (22/11) para discutir a matéria com setores de serviço, o deputado Odorico Monteiro (PSB-CE) declarou que TI fez o seu dever de casa na política de desoneração e reforçou que o setor é estratégico para o Brasil. “Há a necessidade de entender que TI é impulsionador da economia e suporte para os demais setores”, ressalta.

De acordo com Sérgio Sério, diretor de Relações Institucionais e Oportunidade Social da TOTVS, que também participou da audiência pública, a continuidade da desoneração em TIC representa na manutenção de uma política pública estruturante iniciada em 2011 voltada a potencializar a empregabilidade. Destacou, ainda, que a estabilidade de regras robustece a segurança jurídica, sendo fator importante para o planejamento das empresas, especialmente das que investem pesadamente em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O relator do PL 8456/17, Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), destacou que tentará encontrar um ponto de equilíbrio nos diversos pontos apresentados. “Nosso desafio é tributar sobre a receita bruta, não sobre a folha de pagamento”, afirmou.

Para a Brasscom e principais empresas brasileiras de TI, a manutenção da contribuição de 4,5% preserva as condições atuais de custos e competitividade, possibilitando um crescimento setorial compatível com a esperada recuperação do mercado de trabalho.

Com a economia ainda em recuperação, o aumento de impostos determinará um choque de custos e repasse nos preços do mercado. Consequentemente, a demanda será impactada, acarretando uma queda da taxa de crescimento a partir de 2018. “Neste cenário, as empresas serão obrigadas a fazer uma reestruturação, reduzindo quadros e a remuneração”, alerta o presidente executivo da Brasscom.

Segundo o fundador e CEO global da Stefanini, Marco Stefanini, o setor de tecnologia é um dos que mais empregam no País. “Não é justo que o segmento seja penalizado, mesmo tendo cumprido toda sua parte na formalização e geração de empregos. Precisamos conscientizar o Executivo e o Legislativo de que qualquer tipo de oneração será prejudicial não apenas ao setor, mas ao crescimento do Brasil como um todo”.

De 2010 a 2015 a remuneração cresceu 14,3% ao ano, e a receita bruta1 experimentou um crescimento anual de 12%. De acordo com a Brasscom a política de desoneração permitiu que muitos trabalhadores contratados como pessoas jurídicas fossem formalizados com carteira assinada.

“É preciso dar continuidade ao que já foi debatido ao longo da tramitação da MP 774. O assunto tem impacto significativo e recebeu contribuição de diversos agentes da sociedade, como empresas, sindicatos, associações e parlamentares. Nossa sugestão é de que esse novo projeto de lei evolua a partir do produtivo diálogo já realizado. Acreditamos também que a discussão sobre a contribuição previdenciária traz uma oportunidade para o Brasil desenvolver uma legislação mais compatível com as tendências globais. O país sairá na frente e tornará o mercado brasileiro de TI mais competitivo e atrativo se entender que tributar sobre o consumo, e não sobre a força de trabalho, é mais benéfico para todos. Dessa forma, garante-se a receita do governo no cenário de robotização e conexão/mecanização das coisas”, defende Laércio Cosentino, CEO da TOTVS.

“Com a oneração da folha, regrediremos os avanços conquistados ao longo destes anos, fazendo o setor voltar para clandestinidade e informalidade, perdendo os investimentos no setor e reduzindo a arrecadação”, enfatiza Benjamin Quadros, CEO e fundador da BRQ.

“O mercado de TI cresce anualmente em faturamento, número de empregos e empresas, promovendo inovação e transformação digital em todas as verticais da economia. O Brasil precisa que esse setor se mantenha competitivo em relação aos concorrentes de outros países. Dessa forma, é fundamental que os altos impostos sejam revistos para continuar contribuindo com o futuro do País. A desoneração auxilia no crescimento sustentável e, principalmente, na geração de empregos fundamentais para o sucesso do Brasil”, diz Paulo Marcelo, CEO da Resource.

De acordo com Sergio Paulo, da Brasscom, a contribuição de 20% sobre a folha, conforme previsto pelo PL 8.456/2017, reduzirá de maneira significativa o crescimento do setor de TIC e, consequentemente, a arrecadação do Governo com o segmento, além de destruir empregos e aumentar a informalidade. “Deixar TI de fora da desoneração comprometerá o desenvolvimento econômico e a capacidade de o Brasil se tornar um dos protagonistas da Nova Revolução Industrial”, finaliza.

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Empresas de TI se unem pela competitividade e preservação de empregos e investimentos no Brasil

Stefanini, TOTVS, BRQ e Resource defendem a permanência do setor na política de desoneração da folha de pagamento e a obrigatoriedade da tributação pelo faturamento

As maiores empresas brasileiras de TI, Stefanini, TOTVS, BRQ e Resource, com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), se uniram para sensibilizar a sociedade e o Governo Federal quanto à manutenção da política de desoneração da folha de pagamento para o setor. O objetivo deste movimento é garantir que o setor permaneça com a incidência da contribuição previdenciária patronal sobre a receita bruta, mantendo assim a competitividade das empresas e as perspectivas de crescimento e geração de empregos.

No último dia 30 de março, foi publicada Medida Provisória determinando o fim da tributação substitutiva, visando minimizar o crescente déficit das contas públicas. Conforme veiculado, o governo entende que a desoneração da folha não contribuiu para a recuperação da economia. No entanto, a desoneração da folha de pagamento foi instituída como política pública estruturante para TI e TIC, que foi um dos setores piloto. De acordo com dados consolidados pela Brasscom, enquanto esse regime tributário vigorou, entre 2010 e 2015, foram gerados mais de 95 mil empregos[1] no setor de TI, com forte formalização de mão de obra. A remuneração cresceu 14,3% ao ano, no período, atingindo R$ 28,8 bilhões, enquanto a receita bruta[2] chegava a R$ 78,1 bilhões, experimentando um crescimento anual de 12%.

Para Sergio Paulo Gallindo, Presidente Executivo da Brasscom, “os números mostram que a desoneração foi estruturante para o setor na medida em que aumentamos o faturamento das empresas, elevamos a remuneração dos nossos trabalhadores e, principalmente, crescemos e formalizamos a força de trabalho, o que redundou em maior arrecadação para o Governo”.

Caso a decisão não seja revista, o setor, que emprega aproximadamente 600 mil pessoas, pode perder mais de 83 mil postos de trabalho nos próximos três anos – o que representa quase 15% do total de seus trabalhadores, afirmam as quatro empresas. Com efeito, a folha de pagamento de companhias de serviços do setor pode alcançar uma expressiva proporção de seus custos totais, remetendo à dificuldade de absorção de um abrupto choque de custos decorrente do aumento da carga tributária.

“A lei da desoneração não foi um benefício e, sim, um planejamento do Governo, que cumprimos à risca. O setor de tecnologia, que é um dos que mais empregam no país, está sendo penalizado, mesmo tendo cumprido sua parte na formalização e geração de empregos. Precisamos mudar este cenário para que a oneração não seja prejudicial a todos”, afirma Marco Stefanini, CEO Global e fundador da Stefanini.

Risco externo

Se forem obrigadas a se submeter ao encargo proposto de 20% na folha de pagamento, as empresas perdem competitividade perante concorrentes externos. “O setor de TI pode retroceder 10 anos. Sendo um dos mercados com melhor qualificação, remuneração e que investe alto em P&D – só a TOTVS investiu R$ 1,4 bilhão nos últimos seis anos -, queremos igualdade de condições para software produzido localmente e fora do país para continuarmos gerando empregos de alto valor agregado, aumento de renda e preservarmos a competitividade do Brasil no âmbito global”, destaca Laércio Cosentino, CEO da TOTVS.

Segundo os executivos dessas empresas, não se trata de protecionismo, mas sim de equilibrar os custos tributários na produção para estimular a competitividade da indústria doméstica. Para eles, o ideal para garantir isonomia competitiva e menos informalidade nas relações trabalhistas seria a taxa em torno de 4,5% sobre o faturamento de softwares e serviços consumidos no Brasil, independentemente da sua origem e como obrigatoriedade para todos, pois a contribuição social se daria no momento do consumo e não em cima do trabalhador.

“Desde 2011, quando a mudança da incidência tributária foi implantada, até hoje, o setor de TI aumentou a arrecadação, gerou empregos, reduziu a informalidade e gerou igualdade nos softwares e serviços fabricados aqui frente aos desenvolvidos fora do país. Todos esses movimentos fortaleceram o setor de tecnologia no Brasil. Com a oneração da folha, regrediremos os avanços conquistados ao longo destes anos, fazendo o setor voltar para clandestinidade e informalidade, perdendo os investimentos no setor e reduzindo a arrecadação”, afirma Benjamin Quadros, CEO e fundador da BRQ.

Inovação sob ameaça

A reoneração da folha coloca em risco um dos segmentos de maior valor agregado na cadeia produtiva, com impactos e sinergias positivas sobre toda a atividade econômica no país. É a partir do desenvolvimento de novos produtos e serviços que a tecnologia da informação impulsiona a produtividade, a competitividade e a inserção do Brasil nas cadeias globais de inovação, garantindo mais emprego e renda.

“Provamos numericamente a vantagem da desoneração. O mundo está vivendo um momento de transformação e o Brasil não pode ficar para trás, pois tecnologia é o motor propulsor dessas mudanças. O setor de TI deseja preservar empregos e contribuir para a retomada da economia” Paulo Marcelo, CEO da Resource.

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