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Carros elétricos já são realidade – mas não aqui

Gualter Crisóstomo  Foto: Roberto Gilliard

Gualter Crisóstomo
Foto: Roberto Gilliard

O ambiente atual não poderia ser melhor. Recentemente, os governos do Brasil e Portugal firmaram um novo marco de cooperação, com prioridade para a mobilidade elétrica. Portugal começou sua política de mobilidade em 2008. Menos de uma década depois, o país tem 1.600 pontos de carregamento de veículos elétricos espalhados por todas as regiões, garantindo assim que um veículo possa rodar como qualquer outro movido a combustível fóssil. Um marco regulatório que incentiva a inovação do setor e garanta a participação para empresas comercializarem a energia para a rede de mobilidade elétrica são alguns dos pontos que explicam o sucesso do projeto em Portugal. A rede é de propriedade do governo português, mas a descentralização já está encaminhada e o plano é repassar os postos de reabastecimento para as prefeituras.

Para o superintendente de Projetos Especiais da Copel e professor da Universidade Positivo (UP), Julio Omori, para abastecer um país com as dimensões do Brasil seriam necessários cerca de 40 mil eletropostos. “É possível executarmos a instalação em até 7 anos, dependendo do investimento disponível e do modelo de execução”, afirma. Segundo ele, o maior recurso necessário é para prover a infraestrutura elétrica de alimentação destes eletropostos, cuja demanda pode variar de acordo com o regime (carga lenta ou carga rápida). Porém, o Brasil ainda está preso a indefinições regulatórias. “Hoje, apenas as empresas de distribuição de energia podem vender a energia para consumidores finais de baixa tensão”, conta o professor. Este ano, a Aneel abriu processo de consulta pública para tratar do tema. As informações sobre a consulta estão disponíveis no endereço http://www.aneel.gov.br/consultas-publicas.

De acordo com Omori, a implantação de uma rede de mobilidade elétrica no Brasil beneficiaria não apenas o consumidor, com a economia de combustível, como o meio ambiente e, inclusive, as distribuidoras de energia, com aumento na base de remuneração. Mas o principal benefício é para o bolso do consumidor. Para ter uma ideia de custo, para rodar cerca de 120 Km, um veículo leve de passeio gasta em média 16kWH, totalizando um valor de R$13 por recarga, sendo que R$ 2, em média, ficam com as distribuidoras para remuneração da infraestrutura. “Por outro lado, há o risco de sobrecarga no sistema elétrico, caso não haja planejamento na implantação dos pontos sem o devido reforço na rede”, alerta Omori. Isso aconteceria se, por exemplo, todos os veículos de uma determinada área efetuarem carga rápida ao mesmo tempo. “Contra este problema, o mais recomendado é que seja implantado também um sistema de gestão de demanda integrada que ajudará, no futuro, a controlar também os próprios veículos elétricos que efetuaram cargas em locais particulares como as residências. É neste ponto onde o conceito de redes inteligentes se integra com os veículos elétricos”, esclarece o professor.

“O setor de distribuição de energia brasileiro é estratégico para garantir a viabilidade de uma rede de mobilidade elétrica nacional, como a que já existe em Portugal, a primeira nação do mundo em que um carro movido à eletricidade pode abastecer em qualquer ponto do território do país”. A afirmação é de Gualter Crisóstomo, presidente da CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produtos), empresa portuguesa da cidade do Porto, especializada na criação de redes de mobilidade elétrica e aeronáutica. “O veículo elétrico pode ser um inspirador que ajude na gestão integrada dos serviços de energia. Trata-se de uma oportunidade de negócios para as distribuidoras criarem redes de abastecimento para veículos elétricos. As distribuidoras brasileiras podem virar uma referência no mundo associadas à mobilidade elétrica”, afirmou Crisóstomo, durante o SENDI 2016 (Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica), em Curitiba.

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Curitiba recebe 300 estudantes para maior hackathon do Brasil

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A capital paranaense vai receber 300 estudantes de todo o Brasil para o Hackathon SENDI 2016 – uma maratona de programação voltada ao setor de energia. Realizado pela ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) e coordenado pela Copel, com o apoio da Universidade Positivo (UP) e Centro Internacional de Inovação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, o evento acontece de 4 a 6 de novembro, no Expotrade.

Os participantes serão divididos em equipes, limitadas por área de atuação e divididas igualmente em quatro desafios. As equipes são formadas por 5 integrantes, sendo obrigatório um desenvolvedor, um designer e um estudante de negócios. “Alunos de outras áreas também são bem-vindos. Temos inscritos de quase todos os cursos e, quanto mais heterogênea a equipe, mais chance de saírem boas ideias”, afirma Fabiano Nezello, coordenador do evento. Com a mentoria de mais de 60 especialistas, as equipes terão 30 horas para apresentarem uma solução para um dos quatro desafios: “relacionamento inteligente com o consumidor”; “energia inteligente”; “operação e automação inteligente de redes de distribuição” e “soluções para cidades e instalações inteligentes”.

Os projetos concluídos serão selecionados por uma comissão julgadora, levando-se em conta a criatividade, originalidade, utilidade prática e possibilidade de implementação. Os dois melhores projetos de cada desafio serão premiados e passam para a segunda fase, que escolherá, entre as oito melhores, a equipe campeã, que vai ganhar, entre outros prêmios, uma viagem para a Itália, com visitas técnicas a empresas inovadoras. Cada integrante da equipe que conquistar o segundo lugar vai ganhar, entre outros prêmios, um smartphone Quantum. Todos os participantes que apresentarem seus projetos serão contemplados com uma inscrição para o SENDI 2016 – XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica –, que acontece de 7 a 10 de novembro, e um ingresso para jantar e show do Titãs, no dia 09 de novembro, em Curitiba.

O Hackathon SENDI 2016 marca o início das atividades do maior evento de distribuição de energia elétrica da América Latina – o SENDI 2016, que reúne representantes das maiores distribuidoras de energia públicas e privadas, do Brasil e exterior, para a apresentação de novas tecnologias, relacionamento de negócios, debate sobre novas tendências e integração entre os profissionais. Mais informações e inscrições pelo site www.sendi.org.br.

Programação

As atividades iniciam na sexta-feira, 04, às 20h. Reunidos no Expotrade, os participantes vão conhecer as ferramentas de trabalho (PhP; C; C++; C#; Java; Blue Mix, InoveMais; GitHub; HackDash e impressão 3D). A competição em si começa no sábado de manhã, com a formação das equipes. A primeira avaliação (check point) do projeto acontece às 15h e a apresentação (pitch), às 18h. Todas as refeições e atividades são gratuitas. A noite de sábado será embalada por pizza, energético e música, com a banda The Gorgonzolas e DJ madrugada adentro.

No domingo, às 10h, as equipes já apresentam o protótipo do projeto desenvolvido e, às 14h, acontece a primeira eliminatória, com 4 bancas simultâneas, que vão selecionar os oito projetos finalistas. As equipes selecionadas terão oportunidade de realizar melhoras nos trabalhos até às 17h, que é quando ocorre a banca final. O anúncio do vencedor é às 18h, seguido pelo encerramento do evento, com show de stand up comedy de Diogo Portugal.

Hackathon SENDI 2016

Data: 4 a 6 de novembro de 2016

Local: Expotrade – Curitiba – PR

SENDI 2016 – XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica

Data: 7 a 10 de novembro de 2016

Local: Expotrade – Curitiba – PR

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