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MediaTek assume a liderança do mercado de chips para smartphones na América Latina

A MediaTek, fabricante global de semicondutores, assumiu no primeiro semestre de 2017 a liderança do mercado latino-americano de chipsets para smartphones. Segundo dados do instituto de pesquisas IDC, a empresa taiwanesa cresceu 32% em unidades vendidas de smartphones, no primeiro semestre de 2017 (quando comparada ao mesmo período do ano passado), atingindo quase 40% do market share e encerrando a primeira metade do ano no primeiro lugar na região.

“A América Latina é um mercado muito importante para a MediaTek, por isso estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos pela companhia na região”, afirma Russ Mestechkin, diretor de vendas corporativas da MediaTek para Estados Unidos e América Latina.

“Tivemos o maior crescimento de nossa história no Brasil”, comemora Samir Vani, country manager da Mediatek no País. Atualmente no País a companhia conta com 30,2% de market share, segundo o IDC, com forte ritmo de crescimento. Do primeiro semestre de 2016 para o mesmo período de 2017, a empresa viu seu volume de unidades crescer 75% no País. O resultado no Brasil foi essencial para que a empresa atingisse o primeiro posto na América Latina.

Segundo Leonardo Munin, analista de pesquisa do mercado de celulares da IDC para América Latina, entre os fatores que levaram a MediaTek à liderança na região destacam-se os acordos realizados com grandes fabricantes como Samsung, Motorola e LG e o investimento da companhia no chamado middle market.

“Além de equipar modelos com grande volume de vendas desses fabricantes globais, a MediaTek também tem forte presença no setor de smartphones intermediários, que tem ganhado força nos últimos anos”, destaca o analista. “Muitas pessoas que, em 2014 e 2015 compraram seu primeiro smartphone com recursos mais limitados, estão partindo agora para sua segunda compra e optando por aparelhos mais avançados e com preços competitivos, segmento no qual a MediaTek tem forte presença”, explica.

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Quad, Octa, Deca-core… Que diferença isso faz para o seu smartphone? – Por Samir Vani

Desde o auge dos computadores pessoais, vemos uma corrida por parte dos fabricantes de processadores em busca de chips mais velozes, o que impulsionou rapidamente as frequências de clock dos mega para os giga-hertz. Com a chegada dos smartphones, celulares que são verdadeiros computadores de bolso, essa disputa por chips mais poderosos migrou para a palma da mão dos usuários.

Muitos consumidores começam a se familiarizar com termos como quad-core, octa-core e deca-core, que se referem à quantidade de núcleos que um chip possui. Mas, afinal, o que essa característica influencia na performance do seu celular? Quanto mais núcleos você incluir em um processador, melhor será o seu desempenho? O simples fato de ter mais núcleos no chip não é suficiente para dizer que um smartphone terá uma performance melhor que a de um aparelho com menos núcleos. Na prática, é possível encontrar, por exemplo chips dual-core que funcionem melhor que um quad-core.

É importante ressaltar que há vários fatores a considerar. Para começar, velocidade não é tudo. Como bem sabemos, o smartphone virou um equipamento imprescindível, que carregamos o tempo todo e que precisa funcionar o dia inteiro. Por isso, precisa ter autonomia e equilíbrio. Ou seja, não adianta ter um processador extremamente poderoso rodando no seu aparelho se esse chip consumir muita energia. Queremos ter um celular que aguente uma maratona, não uma corrida de 100 metros, certo?

Além da questão da eficiência energética, agravada por telas cada vez maiores, aplicativos que exigem cada vez mais capacidade de processamento e consumidores que não gostam de grandes baterias, é preciso estar atento também à questão da eficiência térmica. A maior capacidade de processamento, além de gastar mais, gera o aquecimento do chip. E estamos falando de unidades que não contam com os grandes coolers (ao contrário do que acontecia nos desktops, quando era possível refrescar o processador com ventiladores).

Os fabricantes de chips têm adotado soluções distintas para lidar com esses desafios. Uma das principais tendências é a adoção de vários núcleos. Na arquitetura conhecida como big.LITTLE, uma das mais populares, é possível encontrar modelos octa-core com dois grupos, com quatro núcleos cada (que se revezam nas tarefas). Os núcleos mais poderosos funcionam para recursos mais exigentes, como games, por exemplo, enquanto os menores dão conta das atividades triviais, que exigem menor poder de processamento, como enviar um e-mail ou trocar mensagens no WhatsApp. Porém, como esses núcleos atuam em grupos de quatro, há desperdício de energia em alguns momentos. É como se você mandasse quatro pessoas buscarem uma caixa do outro lado da rua sabendo que apenas uma delas já daria conta do recado.

Uma das melhores soluções é a adoção de um sistema linear (encontrado em arquiteturas de CPU como true octa-core e deca-core, que trabalham com oito e dez núcleos, respectivamente), com grupos de núcleos que podem atuar de forma independente. Eles entram em ação conforme o aparelho necessita, trabalhando também de forma individual. Assim o usuário não enfrenta desperdício e a bateria dura mais. Ou seja, a arquitetura escolhida faz muita diferença.

De forma semelhante ao que aconteceu com os computadores, quando os consumidores procuravam se informar sobre itens como velocidade do chip, memória RAM disponível e capacidade de armazenamento para realizar uma boa compra, começamos a notar que os usuários de smartphone também estão se familiarizando com as configurações dos celulares. Esse comportamento já é forte em países como a China e começa a ganhar corpo no Brasil.

De maneira geral, para garantir o investimento na hora da compra, vale estar atento ao seguinte:

Busque modelos com processadores com arquiteturas mais modernas. Eles consomem menos energia e permitem leitura mais rápida das informações.
Gerações mais novas de sistemas operacionais – Elas têm soluções melhores para o gerenciamento dos componentes.
RAM – Quanto mais “pesado” for um aplicativo, maior será a exigência por essa memória.
Memória interna – Um aparelho com pouco espaço para o armazenamento também pode comprometer o desempenho.

A corrida por chips mais eficientes não para. Vale à pena conhecer os competidores e sua armas, para não apostar suas fichas no smartphone errado.

Samir Vani, Country Manager da MediaTek no Brasil, empresa fabricante global de semicondutores

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Gartner: despesas mundiais de capital com semicondutores devem crescer 2,9% em 2017

O Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia, afirma que as despesas mundiais de capital com semicondutores devem aumentar 2,9% em 2017, alcançando US$ 69,9 bilhões, um crescimento menor se comparado aos 5,1% registrados em 2016 (ver Tabela 1).

“O crescimento mais forte em 2016 foi alimentado pelo aumento dos gastos no final do ano que pode ser atribuído a uma demanda por NAND flash (chip para armazenamento de dados que não necessita de eletricidade constante), que foi mais intensa nesse período e vai persistir durante a maior parte de 2017. Essa procura se deve a um mercado melhor que o esperado para smartphones, que está conduzindo uma atualização de gastos com NAND em nossa última previsão”, explica David Christensen, Analista Sênior de Pesquisas do Gartner. “Os gastos com NAND aumentaram US$ 3,1 bilhões em 2016 e diversos segmentos relacionados à fabricação de equipamentos wafer (fina fatia de material semicondutor) mostraram crescimento mais forte do que a nossa previsão anterior. Em 2017, os segmentos térmico, track e implante devem avançar 2,5%, 5,6% e 8,4%, respectivamente.”

Comparado ao início de 2016, o panorama de semicondutores melhorou, especialmente em dispositivos de memória, devido aos preços mais altos e a um mercado melhor que o esperado para smartphones. Uma recuperação antecipada nos chips de armazenamento de dados deve impulsionar o crescimento em 2017 e ser ligeiramente reforçada por mudanças em aplicações-chave.

As fundições continuam a superar o mercado geral de semicondutores com processadores móveis da Apple, Qualcomm, MediaTek e HiSilicon como impulsionadores da demanda do processo de fabricação avançado de wafers. Em particular, a rápida migração para o 4G e os processadores mais poderosos resultaram em tamanhos de matrizes maiores do que os processadores de aplicativos da geração anterior, exigindo wafers com mais de 28 nanômetros (nm), 16/14 nm e 10 nm das fundições. As tecnologias secundárias continuarão a ser fortes com os controladores e circuitos integrados de driver de vídeo e chips de identificação de impressão digital com matriz ativa de emissão de luz orgânica por diodos (da sigla em inglês AMOLED).

Essa análise é realizada pelo programa de Fabricação de Semicondutores do Gartner. O projeto de pesquisas, que faz parte do grupo global de estudo de semicondutores, fornece uma visão abrangente de toda a indústria, desde a produção até as tendências do mercado de dispositivos e aplicações.

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Unitec Semicondutores abre mais de 100 novas vagas neste ano e prevê novas contratações

A Unitec Semicondutores, maior e mais moderna fábrica do segmento no hemisfério Sul, vai abrir cerca de 150 vagas neste ano, englobando contratações em várias posições como jovens aprendizes, estagiários, técnicos, profissionais com formação superior e especializados em diversas áreas. Para conhecer as oportunidades e se inscrever, basta acessar o site www.unitecgroup.net e acessar o link “Carreiras”.

Diante de novos investimentos definidos, a empresa ampliou em 25% sua previsão inicial de contratações, que era de 400 colaboradores, e passou para cerca de 500 até 2017. Atualmente, a companhia possui um efetivo de 150 pessoas e o objetivo é fechar 2016 com 300 colaboradores. Hoje, a empresa conta com profissionais de 10 nacionalidades diferentes, uma vez que na indústria de alta tecnologia é uma das pioneiras em todo o hemisfério sul.

Uma das alavancas dos novos postos de trabalho é a Unitec Soluções, subsidiária criada recentemente com o objetivo de oferecer soluções integradas em semicondutores. A nova unidade utiliza engenharia de software e hardware, além de promover parcerias estratégicas para o atendimento ao cliente. Outro importante investimento é na linha de encapsulamento de chips que irá começar a operar ainda no primeiro semestre deste ano. O processo é a fase final da cadeia de semicondutores e consiste em encapsular os circuitos integrados a serem usados em cartões inteligentes, por exemplo. A nova linha irá operar inicialmente em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A gerente de Recursos Humanos da companhia, Camila Scorsatto, explica o momento: “A Unitec está iniciando as suas operações e comercialização com força total, bem como diversificando de seus negócios e atividades. Por isso, vamos precisar de mais profissionais. Somos uma empresa inovadora e que busca talentos. Além da repatriação de brasileiros em atuação no exterior, buscamos pessoas que conheçam e/ou tenham afinidade com as atividades relacionadas à indústria de alta tecnologia”.

A Unitec é a primeira empresa brasileira a atuar em todas as etapas do processo produtivo de semicondutores. A companhia já está desenhando chips (etapa conhecida como design) para aplicações diversas. A fabricação própria dos semicondutores está prevista para 2017, na sede da companhia, em Ribeirão das Neves, também na região metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, a companhia já investiu cerca de R$ 1 bilhão.

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