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Gartner: líderes de segurança e gestão de riscos devem equilibrar problemas, confiança e oportunidade para ter sucesso

O  Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, alerta que, no ambiente atual de incertezas, os líderes de segurança e gestão de risco devem se concentrar em equilibrar risco, confiança e oportunidade em suas tomadas de decisão para ajudar a manter a capacidade de suas organizações de atuar como um participante confiável na economia digital.

“Ao longo da primeira metade de 2020, definir o apetite pelo risco se tornou um desafio ainda maior para os líderes de segurança”, diz Jeffrey Wheatman, Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner. “A capacidade de comunicar os impactos reais da mudança e do caos ou, em outras palavras, de atingir o nível certo de equilíbrio, é fundamental para trabalhar com as partes interessadas de negócios na definição e gestão do apetite de risco organizacional e capitalização de oportunidades”.

Neste contexto, os analistas do Gartner avaliam que é importante que os líderes dos processos de segurança e gestão de risco consigam atuar de forma equilibrada, balanceando os riscos, a confiança e as oportunidades presentes em suas tomadas de decisão.

Riscos – “Durante a pandemia de COVID-19, a segurança foi essencial. Ao longo da fase de resposta inicial, por exemplo, as equipes de segurança e risco identificaram riscos novos e ainda mais impactantes, atribuíram recursos e mudaram os investimentos para atender às iniciativas de negócios das organizações”, explica Wheatman. “Agora que as organizações fizeram seus investimentos iniciais em tecnologia, no entanto, os diretores de segurança da informação (Chief Information Security Officers – CISOs) e os líderes de gestão de risco têm a oportunidade de fortalecer suas companhias, à medida que avançam nas fases de recuperação e renovação. Para as equipes de segurança, a fase de recuperação é uma oportunidade de detectar e mitigar novos riscos que podem surgir como resultado da resposta inicial”.

De acordo com o analista, a pandemia também reforçou a necessidade crítica de programas de segurança ágeis o suficiente para reagir a choques externos – sejam eles menores ou maiores. Conforme as empresas avancem às fases de recuperação e renovação, elas devem reprojetar seus programas para atingir a agilidade necessária em suas operações.

Oportunidades – Uma pesquisa recente do Gartner descobriu que 90% dos CISOs acreditam que os negócios digitais gerarão novos tipos e níveis de risco. No entanto, 70% dos entrevistados disseram que o investimento em gestão de risco não está acompanhando esses novos níveis mais elevados de ameaças. Essas descobertas combinadas oferecem uma grande oportunidade para os líderes do setor se anteciparem às demandas.

“Os executivos de negócios continuam se concentrando na segurança como uma iniciativa estratégica. As organizações estão explorando como a tecnologia pode ajudá-las a transformar seus modelos operacionais. Isso significa que os profissionais de segurança e gestão de risco têm um papel fundamental a desempenhar, ajudando suas organizações durante essa transformação, evitando riscos desnecessários”, diz Wheatman. “Os CISOs têm uma capacidade única de fornecer aos líderes de negócios as percepções e ferramentas para ajudá-los a equilibrar o risco com a oportunidade potencial de transformação digital”.

Confiança – A adoção acelerada de recursos de transformação digital significa que a interação cada vez maior entre sistemas e clientes reforçará rapidamente a necessidade de as empresas estabelecerem equipes digitais dedicadas à gestão da confiança e da segurança em suas organizações. Essas equipes têm a tarefa de avaliar e gerenciar os riscos resultantes do número cada vez maior de pontos de contato e da necessidade de abordar uma visão estratégica de ameaças ao cliente e redução de danos.

Equilíbrio – Encontrar o equilíbrio certo entre a necessidade de os negócios aproveitarem novas oportunidades para obter vantagem competitiva e a exigência de se desenvolver políticas de segurança adequadas, que mitiguem os riscos em toda a operação, deve ser uma área de foco principal para os líderes de segurança e risco até 2021.

“Assim que o caos da recuperação começar a se estabelecer, as empresas viverão o novo normal. Nesta fase, o futuro começa a se tornar mais planejável”, afirma Wheatman. “Esta fase de renovação oferece aos líderes de segurança e risco uma grande oportunidade de apoiar os objetivos de negócios de suas organizações, ao mesmo tempo em que permite uma postura mais proativa na para a identificação e gerenciamento de riscos, o que fornece resiliência para as empresas seguirem em frente”.

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Reino Unido apresenta principais novidades de parceria estratégica em defesa e transferência de tecnologia na LAAD

Parcerias em defesa e segurança e transferência de tecnologia são os principais objetivos do Reino Unido na LAAD 2019, mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, que acontece de 2 a 5 de abril, no Riocentro.

Empresas britânicas que promovem equipamentos inovadores e capacitações nos setores de defesa e segurança veem na LAAD 2019 uma grande chance de firmar parcerias industriais com empresas brasileiras, além de oportunidades no setor marítimo, já que o Brasil procura investir em novas plataformas nos próximos anos. Os números do Reino Unido, de fato, impressionam: as exportações britânicas de defesa em 2017 atingiram de £9 bilhões, enquanto as exportações de segurança do Reino Unido, no mesmo ano, somaram £4.8 bilhões.

Segundo Mark Lancaster, Ministro das Forças Armadas, que lidera a equipe britânica nesta missão e vem ao Brasil na próxima semana para a feira, a relação estratégica com o Brasil é muito importante. “O tema da participação do Reino Unido é a amplitude e a profundidade da relação de defesa estratégica entre o Reino Unido e o Brasil. É construída sobre valiosas parcerias entre os dois países com interesses no futuro, forças armadas modernas e profissionais e indústrias de defesa ricas em tecnologia, refletidas no Acordo de Cooperação de Defesa.”, afirma.

Alexis Hammer Diretor Regional do Ministério do Comércio Internacional e da Organização de Defesa e Segurança do Reino Unido também vê na LAAD 2019 uma oportunidade importante para as empresas britânicas promoverem suas capacidades nos setores de defesa e segurança e identificarem oportunidades de joint ventures com empresas brasileiras. “A cooperação industrial é fator chave para o sucesso, por isso incentivamos empresas britânicas a colaborarem com iniciativas futuras e satisfatórias, ao passo que o Brasil moderniza suas forças armadas”, diz.

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Após 18 anos, cofres privados voltam a ser comercializados em São Paulo

O hábito de guardar pertences embaixo do colchão ou possuir cofres em residências parece raro e antiquado, mas se tornou mais comum do que imagina. Há 18 anos, os paulistanos tinham um lugar reservado para proteger bens com valores sentimentais, joias, obras de arte e documentos. Eram 60 mil cofres localizados em bancos, que requeriam dos paulistanos dois anos e meio de fila de espera, e começaram a ser extintos nos anos 2000.

Pensando nisso, com capital e know-how estrangeiro a SEKURO, única empresa brasileira de cofres privados, traz de volta as caixas de segurança privada. “Pensamos em trazer de fora o modelo que já existiu no Brasil e ainda é sucesso no exterior. O objetivo é resgatar em São Paulo aquele lugar especial e trazer segurança para as recordações com valores incalculáveis”, explica Daniel Aveiro, Diretor de Operações da SEKURO.

A empresa está localizada no 5º andar de um prédio na Berrini (SP), o local é uma espécie de “Bunker” nas alturas, um labirinto formado por paredes e painéis blindados que foram importados da Suécia e certificados nos Estados Unidos, rigoroso controle de acesso baseado em tecnologia japonesa, barreiras físicas, tecnológicas e monitoramento 24h. São oferecidas três opções de caixas: pequena (10x15x50cm), média (10x30x50cm) e grande (20x30x50cm), com valores a partir de R$ 360 por mês.

Foram quatro anos de desenvolvimento do projeto e a SEKURO contou com aportes financeiros de investidores estrangeiros para desenvolver o máximo de segurança, com premissas internacionais, sem procedente no Brasil. O plano de expansão prevê investimento de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos e chegará a cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador, e levar aos brasileiros a solução para guardar e proteger seus pertences de valor financeiro ou sentimental.

Segundo dados de 2017 da Secretária da Segurança Pública (SSP), São Paulo tem um lar roubado por hora e maior número de ataques de residências em três anos. Para Aveiro, ter um cofre na residência expõe a integridade da família e aumenta o risco de assaltos. “Se analisarmos o cenário após o desaparecimento das caixas de segurança em bancos, a violência nos lares aumentou. Os assaltantes sabem que todas elas possuem algo valioso e isso acabou se tornando uma isca.”, finaliza o Diretor de Operações.

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Segurança deficiente nos roteadores está deixando os brasileiros vulneráveis a ataques cibernéticos

Nova pesquisa da Avast revela que 43% dos brasileiros nunca acessaram a interface administrativa web de seus roteadores para alterar as credenciais de login de fábrica. Dos brasileiros que acessaram a interface administrativa web, 72% nunca atualizaram o firmware do roteador.

Os consumidores brasileiros, que têm uma segurança deficiente em seus roteadores, estão sob alto risco de ataques cibernéticos projetados para assumir o controle de dispositivos conectados à rede Wi-Fi, roubar senhas e coletar outras informações pessoais confidenciais. Uma nova pesquisa da Avast, líder mundial em segurança digital, revela que 43% dos brasileiros nunca acessaram a interface administrativa web de seus roteadores para alterar as credenciais de login de fábrica. Outra constatação preocupante é que 14% dos brasileiros que usaram essa interface administrativa web, ainda mantêm as credenciais fornecidas com o roteador. Somente 42% dos brasileiros alteraram suas credenciais de login dos roteadores através da interface web. Além disso, dos brasileiros entrevistados que acessaram a interface administrativa web, 72% nunca atualizaram o firmware do roteador.

A pesquisa foi realizada para entender melhor o conhecimento do público com relação à segurança dos roteadores, que é frequentemente negligenciada quando as pessoas prestam mais atenção nos dispositivos que estão utilizando.

No início deste mês, cerca de 700.000 roteadores em todo o mundo foram diagnosticados como vulneráveis a um malware com recursos de decodificação SSL. Conhecido como VPNFilter, esse malware modular contém recursos de ataque MiTM (Man-in-The-Middle), criado para injetar cargas maliciosas no tráfego da internet. O malware tem a capacidade de escanear o tráfego web de entrada e saída na rede do usuário, com o objetivo de coletar senhas e outras informações confidenciais. Até hoje, roteadores de 54 países foram afetados, incluindo os modelos Linksys, NETGEAR, D-Link, Huawei e Asus.

Também foi relatado recentemente que a botnet Satori, uma botnet que infecta dispositivos IoT (Internet das Coisas) usando-os para realizar ataques DDoS e minerar criptomoedas, está se espalhando e explorando uma vulnerabilidade nos roteadores DSL da D-Link. O Brasil é atualmente o país mais afetado.

A pesquisa da Avast ilustra como os ataques podem tirar proveito da falta de compreensão das pessoas sobre a segurança dos roteadores. Exatamente metade dos consumidores brasileiros admitiu acessar a interface do roteador uma vez por ano ou menos, para verificar se há atualizações, enquanto um número similar (52%) disse que não tinha ideia de que seus roteadores tinham firmware – um software pré-programado, gravado em hardware que requer atualização para incorporar patches de segurança.

“Uma rede local do usuário é tão relevante e pode ser vista como o elo mais fraco de uma cadeia. Na maioria das vezes, o roteador é o maior ponto de vulnerabilidade”,disse Martin Hron, Pesquisador de Segurança da Avast.

“O roteador é freqüentemente mal compreendido ou ignorado, porém, é indiscutivelmente o dispositivo mais importante ao atuar como porta de entrada para a internet. Ao conectar vários dispositivos e permitir que compartilhem dados entre si, enquanto gerenciam o tráfego web de entrada e saída, o roteador é um alvo natural para cibercriminosos que desejam coletar informações pessoais confidenciais dos usuários, como detalhes de login do banco e explorar dispositivos conectados à rede como os de IoT. No mínimo, deve-se alterar o nome do usuário e a senha padrão de fábrica, assim que o roteador estiver instalado e verificar pró-ativamente se há atualizações de firmware”, finalizou.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada pela Avast em junho de 2018 e entrevistou 1.522 consumidores no Brasil.

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Investir em segurança é essencial para o sucesso da IoT

Por Samir Vani

A Internet das Coisas é um conjunto de tecnologias que permite conectar os mais distintos equipamentos à rede mundial: relógios, câmeras de vigilância, geladeiras, roupas, carros, máquinas industriais, quase tudo pode fornecer dados e trocar informações online. Por meio dela, já é possível falar com assistentes pessoais inteligentes conectados à Internet (como o Echo Dot, da Amazon, ou o Google Home) que te dizem, por exemplo, onde fica o restaurante italiano mais próximo; enviar automaticamente o seu desempenho no último treino físico a um servidor na nuvem, registrado pelo app do seu smartphone ou por um smartwatch; ligar a banheira de casa mesmo estando a quilômetro de distância; e até mesmo alterar a temperatura do ar condicionado de centenas de unidades de uma rede de lojas remotamente.

Segundo dados do instituto Gartner, em 2017 já tínhamos 8,4 bilhões de “coisas” conectadas, número que deve superar 20 bilhões já em 2020. Todo esse volume de equipamentos cria uma infinidade de possibilidades de inovação, agregando recursos e inteligência a muitos deles, além de oferecem às empresas informações valiosas para a tomada de decisão. São bilhões de sensores que fornecem, por exemplo, dados sobre hábitos de consumo e desempenho de equipamentos, o que permite criar produtos mais adequados e reduzir custos com gerenciamento, entre outras funções.

Mas para que toda essa gama de recursos promissores seja utilizada de forma adequada, as empresas precisam estar muito atentas a um ponto vital: a segurança da plataforma. Afinal, equipamentos que antes estavam isolados, a exemplo de babás eletrônicas ou equipamentos que monitoram a saúde, passam agora a trocar informações em tempo real, e passar a ser alvo de hackers.

Com o crescimento vertiginoso do número de dispositivos de IoT, os criminosos virtuais já voltaram suas atenções para esses equipamentos. Dados levantados por especialistas do Kaspersky Lab na primeira metade de 2017 apontaram mais de 7.000 amostras de programas nocivos em equipamentos de IoT, mais do que o dobro do registrado no ano anterior. De acordo com números do Gartner, cerca de 20% das empresas já sofreram pelo menos um ataque relacionado a dispositivos de IoT nos últimos três anos. O resultado disso é que os gastos mundiais com a segurança da Internet das Coisas devem crescer quase 30% este ano, atingindo US$ 1,5 bilhão em 2018, em iniciativas que englobam, hardware, software e serviços.

Recentemente a Microsoft anunciou o primeiro chipset criado para a Azure Sphere, o MT3620 (desenvolvido pela MediaTek) equipado com um controlador conectado via rede Wi-Fi e um processador para rodar o sistema operacional de IoT dessa plataforma. Esse componente oferecerá suporte para os protocolos de segurança mais recentes da Microsoft, com conectividade e proteção integrados.

A meta é criar um ecossistema de fornecedores de silício e fabricantes de equipamentos de uma ampla variedade de setores, que entendem as oportunidades e os riscos associados ao crescente número de dispositivos e aplicativos de IoT e que se unam para garantir o desenvolvimento e a aplicação de padrões de segurança.

Com a redução significativa no custo da conectividade, mais de nove bilhões de dispositivos com microcontroladores entram no mercado a cada ano. Por isso é fundamental que as fabricantes trabalhem para garantir que todos os dispositivos conectados, independente do preço, tenham o mais alto nível de proteção.

Samir Vani é Country Manager da MediaTek no Brasil, empresa fabricante global de semicondutores para equipamentos como smartphones

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Como a tecnologia pode auxiliar no combate ao crime organizado

Por Mauricio Cataneo

Durante 2017, mais de 3 toneladas de drogas foram apreendidas nas fronteiras de Mato Grosso com a Bolívia, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Além disso, no início do ano, tivemos uma grave crise no sistema prisional brasileiro, com diversas rebeliões em diversos Estados do país. As graves consequências deste cenário e a perplexidade com que fomos impactados nos fazem questionar o que poderia mitigar a situação de risco das prisões.

A crise no sistema penitenciário se dá por um conjunto de fatores e, dentre eles, o tráfico de drogas e de armas surge como um aspecto preocupante que motiva a guerra entre as facções e, por isso, merece especial atenção. De acordo com o Departamento Penitenciário do Ministério da Justiça (DEPEN), este primeiro foi o crime que mais levou indivíduos à prisão em 2014, 28% respondiam ou foram condenados por crime de tráfico de drogas, 25% por roubo, 13% por furto e 10% por homicídio.

A situação nos presídios reflete, entre muitos outros aspectos, a batalha de facções criminosas por rotas do mais lucrativo tráfico internacional. Existe uma luta pelo poder e pela atuação em regiões fronteiriças do Brasil para comandar o tráfico de drogas, armas e outros produtos de procedência ilegal, nos quais o Brasil é rota, seja de origem ou destino. Mesmo reclusos em penitenciárias, esses indivíduos agem neste comércio paralelo e a briga pelo controle é o estopim para o que temos visto atualmente nas cadeias de todo o país.

Conter o tráfico de armas e drogas via fronteiras com países como Colômbia, Bolívia e Peru é um desafio imenso para o Brasil, visto que temos nada menos que 16.8 mil quilômetros de fronteiras terrestres e 7.4 mil quilômetros de costa marítima para serem vigiados. Em termos comparativos, a fronteira que os Estados Unidos fazem com o México apresenta 3.1 mil quilômetros, ou seja, menos da metade da nossa.

Diante do desequilíbrio entre a vastidão do território, somado ao volume de pessoas e cargas que entram e saem diariamente do país, e frente aos recursos insuficientes de controle e segurança em fronteiras, a tecnologia surge como uma poderosa aliada para auxiliar no combate aos desafios do crime organizado. Investir em sistemas de segurança por vídeo-vigilância automatizada (conceito de Centros de Comando e Controle), biometria, análise avançada de dados (data analytics), inteligência artificial e outras tecnologias que permitem o cruzamento de informações de milhares de fontes em tempo real potencializa o processo de análise nas investigações e, sobretudo, em medidas de prevenção.

Seja nos aeroportos e nas fronteiras terrestres, a ágil verificação de identidades se torna um requerimento essencial para a segurança. A implementação de soluções de identificação por reconhecimento facial, de íris, padrões de veias das mãos e outros sinais biométricos, bem como de scanners para grandes cargas transportadas, por exemplo, agiliza o fluxo de pessoas, ao mesmo tempo em que monitora mercadorias suspeitas.

Temos participado de projetos em diversos países nos quais esse tipo de inteligência composta essencialmente por soluções de software, em geral hospedadas em nuvem e com baixo custo de implementação, permite o cruzamento de dados advindos de agências do governo, forças policiais, redes sociais e até de colaborações vindas da própria população. Por meio de um portal público, os cidadãos fornecem informações para autoridades, agências de aplicação da lei e segurança pública, com o acompanhamento das solicitações por meio de smartphones e outros dispositivos móveis. Os dados cruzados identificam vínculos que até então não eram visíveis, permitindo que as autoridades reajam antecipadamente e possam atuar de forma preventiva, impedindo assim a ocorrência de crimes e outras ameaças.

Observamos que os avanços tecnológicos estão moldando novas relações entre os órgãos de segurança e a sociedade como um todo para uma gestão mais eficiente das cidades, um conceito que chamamos de “Cidades Seguras” (Safe Cities). Novos modelos de gerenciamento e controle podem ocorrer de maneira colaborativa entre entidades de segurança, empresas e cidadãos, revolucionando a forma que conhecemos a segurança pública hoje.

Com tanta informação disponível, não podemos esquecer da segurança cibernética. Para proteger dados sensíveis trafegados na rede, a utilização de tecnologias baseadas em microssegmentação se apresenta como uma alternativa importante. Elas permitem a criação de pequenos segmentos dentro do ambiente operacional, nos quais apenas usuários autorizados têm acesso. Ou seja, é possível criar grupos de trabalho formado por membros de diferentes entidades que atuam no âmbito da segurança federal, estadual e municipal (Polícias Civil, Militar e Rodoviária, Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público, Secretarias de Segurança e Administração Penitenciária etc.) para que possam conduzir investigações com total sigilo das informações que trafegam na infraestrutura tecnológica.

Analisando o contexto da segurança pública no Brasil, sabemos que não existe uma fórmula pronta e imediata para a resolução das questões que foram evidenciadas na mais recente crise no sistema prisional brasileiro. O mais importante é mudar a abordagem, passando de uma postura de remediação para de prevenção. É evidente que um plano de longo prazo deve contemplar investimentos em várias frentes, mas sem dúvida a priorização de tecnologias de ponta é aquela que pode trazer benefícios já no curto prazo, com a melhor gestão do fluxo de detentos, controle sobre produtos ilegais que entram e saem do país via fronteiras e aplicação de inteligência em investigações policiais.

Mauricio Cataneo é CFO da Unisys para a América Latina

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Hilmar Becker é o novo country manager da F5 Brasil

A F5, líder em soluções que garantem a segurança e a entrega de aplicações corporativas, anuncia que Hilmar Becker é o novo country manager da F5 Brasil. Profissional com mais de 25 anos de experiência no mercado de TIC, Becker passa a liderar a subsidiária da empresa global que faturou, no ano fiscal 2017 (terminado no dia 30 de setembro), US$ 2,1 bilhões. “Hilmar Becker é um executivo muito experiente, que faz a diferença. Seu conhecimento sobre a indústria, seu reconhecimento pelo mercado e seu networking irão levar a F5 Brasil a uma nova era”, afirma Roberto Ricossa, Vice-presidente de vendas da F5 América Latina & Caribe. Antes de atuar na F5 Brasil, Becker foi country manager da HPE Aruba. Becker trabalhou, também, na Cisco Systems, Extreme Networks, Aperto Networks e 3Com.

Desafios do mercado em 2018

Sob a liderança de Becker, a F5 Brasil seguirá atendendo as maiores empresas dos principais setores (finanças, Telecom, governo, indústrias, etc.). Becker acredita que, em 2018, os principais desafios vividos pelo mercado estarão ligados à migração para a nuvem híbrida. “A gestão da segurança em ambientes híbridos é complexa, pois o controle de acesso e as proteções oferecidas variam muito de provedor a provedor”, observa. “A falta de uma política de segurança unificada e a presença de usuários com múltiplos logins ameaça a integridade da informação e os processos de negócios das empresas”.

Dentro deste contexto, Becker aponta, ainda, que em 2018 haverá uma incidência de três tipos de ataques cibernéticos: ataques criptografados, ameaças combinadas, com mais de um tipo de vetor e, finalmente, ações criminosas baseadas em Botnets de dispositivos IoT (Internet das Coisas). “A F5 tem a resposta para esses desafios”, afirma Becker. “Para garantir a segurança das aplicações corporativas – o elemento mais crítico da transformação digital –, a F5 oferece soluções on premise, em forma de serviços e na nuvem que atuam desde o controle de acesso até a luta contra massivos ataques DDos”. Isso inclui soluções de WAF (Web Applicaton Firewall), visibilidade SSL e o serviço F5 Silverline de enfrentamento a ataques DDoS e DNS.

Becker ressalta, ainda, que 100% das vendas da F5 Brasil acontece por meio do canal. “Contamos com parceiros plenamente capacitados; são empresas que constroem soluções que extraem o máximo valor da tecnologia F5”. O ecossistema de canais da F5 Brasil contribui para que a empresa ganhe capilaridade no atendimento a seus clientes, contando com profissionais treinados e certificados nas cinco regiões do Brasil.

Hilmar Becker é graduado em Design Automotivo pela Escola Franz Obethuer em Wuesburg, Alemanha. Ele fala fluentemente Português, Inglês e Alemão. Em seu tempo livre, o executivo dedica-se ao mergulho em cavernas e a dirigir veículos 4×4 em trilhas off-road.

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Grupo New Space é certificado como Empresa Estratégica de Defesa no Brasil

Selo EED é concedido para a unidade de negócios NS Prevention, especializada em inteligência cibernética, prevenção de fraude e análise de risco

O Grupo New Space, um dos líderes em serviços de tecnologia para o setor financeiro no Brasil, anuncia a conquista da certificação de Empresa Estratégica de Defesa – EED. O selo é concedido somente às companhias que fazem investimentos de porte em desenvolvimento tecnológico e industrial que pode beneficiar as Forças Armadas do Brasil.

A homologação, concedida pelo Ministério da Defesa, atesta que a NS Prevention, unidade especializada em inteligência cibernética, prevenção a fraudes e análise de riscos, detém conhecimento e domina tecnologias essenciais para a manutenção da soberania nacional.

“Todos os produtos e serviços que fazem parte de nossa plataforma de inteligência receberam a certificação do Ministério da Defesa. Esse reconhecimento traz ainda mais credibilidade para os nossos serviços e soluções, já que se trata de um processo de certificação extremamente rigoroso. Atualmente, existem menos de 80 companhias brasileiras em todos os setores da indústria com esse nível de qualidade”, comemora Thiago Bordini, Diretor de Inteligência Cibernética do Grupo New Space.

Para receber o selo EED, uma empresa precisa preencher uma série de requisitos como, por exemplo, ter sua sede administrativa e industrial no Brasil, investir constantemente em atividades de pesquisa e ter maioria de brasileiros em seu quadro de acionistas. Além disso, uma das condições mais importantes diz respeito ao compartilhamento tecnológico, uma vez que as empresas certificadas devem dividir com as Forças Armadas do Brasil os direitos de propriedade intelectual e industrial de seus produtos. Em contrapartida, são autorizadas a ter acesso à estrutura das Forças Armadas para desenvolver novas tecnologias, sua estrutura de inovação e aprimorar sua capacidade tecnológica.

O processo de avaliação durou aproximadamente dois anos. O Grupo New Space foi analisado por diversas comissões do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCIBER) e pelo Ministério da Defesa antes de conquistar o selo EED.

“A certificação permitirá que o Grupo New Space dê um salto tecnológico em suas ofertas, beneficiando seus clientes de todos os segmentos, inclusive o financeiro. Para o Governo, o Grupo New Space poderá expandir sua presença, participando com prioridade de licitações públicas”, explica o executivo.

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