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Tag Saúde

Philips Connect Day 2016 reúne executivos e gestores de saúde para promover a tecnologia conectada à gestão de saúde

A Philips, líder global em inovação para saúde e bem-estar, realiza entre os dias 31 de outubro e 1 de novembro, o Philips Connect Day, que reunirá executivos de hospitais, organizações de saúde de todo o país e empresas parceiras de TI. O evento tem como objetivo compartilhar inovações na área da saúde, promover o conhecimento sobre tecnologias que suportam o negócio hospitalar, além de conectar instituições desse setor de todo o país.

Em sua terceira edição, o evento contará com estandes de empresas parceiras como Teiko, Certisign, Honeywell, Quick Soft, HQS, Wolters, E-val, Folks, Oracle, Accenture e Truven. Além disso, serão mais de 10 palestras que irão tratar de temas importantes para a área de saúde, como experiência do usuário e mobilidade, sistema de apoio à decisão clínica, gestão da tecnologia da informação e inovações em hospitais, medicina preventiva e tendências do setor de saúde e IT.

Segundo Solange Plebani, gerente geral de EMR da Philips, “o Philips Connect Day é uma oportunidade de apresentar a clientes todas as inovações da empresa, desenvolvidas para todas as fases da vida e que contribuem tanto com a melhoria da saúde das pessoas quanto com a sustentabilidade do negócio de saúde no país”.

A Philips tem como missão impactar a vida de 3 bilhões de pessoas por ano no mundo até 2025, mas é crucial conectar a saúde e as pessoas para obter resultados mais positivos. Todos os temas que serão apresentados durante o evento culminam no “Healthcare Continuum”, que vai da prevenção ao tratamento em um ciclo em que a tecnologia ampara a evolução. Os resultados são melhores quando o conhecimento é compartilhado, por isso o Connect Day promove este encontro de experts em saúde.

Para consultar a programação e mais informações sobre o Philips Connect Day 2016, acesse www.philipsconnectday.com.br.

Philips Connect Day 2016

Local: Centro Fecomercio de Eventos, São Paulo.
Endereço: Rua Dr. Plínio Barreto, 285, Bela Vista

Data: 31 de outubro | Horário: das 13h30 às 19h45
1 de novembro| Horário: das 09h às 16h

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Santa Casa de Porto Alegre utiliza PACS Aurora para otimizar fluxo de trabalho

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, instituição referência no Sul do país, diminuiu pela metade o tempo de avaliação e entrega de resultados de exames de radiologia com a adoção do sistema de arquivamento e comunicação de imagens da Pixeon, o PACS Aurora, implementado há quatro anos. Além disso, o hospital aumentou em 25% a quantidade de laudos realizados, pois o software possibilita a melhoria das filas de processos e integração de todas as etapas da realização de um exame de imagem.

“Nossa taxa de ocupação de leitos dependentes de exames de imagem obteve redução devido ao tempo de entrega do resultado dos exames”, explica Luciano Hoffmann, coordenador médico do Centro de Diagnóstico por Imagem da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. “A gestão do fluxo de trabalho melhorou muito, pois o sistema oferece ferramentas simples de controle de produtividade dos médicos, listas de trabalho e organização de prioridades”, complementa.

A partir da utilização do sistema da Pixeon, que facilita a organização de prioridades, houve um aumento de cerca de 25% no número de laudos realizados por médico. “Isso refletiu no crescimento do setor como um todo, que aumentou sua produção em torno de 20% com a utilização do PACS Aurora”, explica Hoffmann. “Os exames de tomografia e ressonância magnética tiveram um acréscimo em sua realização de aproximadamente 20%”, diz o gestor, que ainda salienta que o sistema auxiliou significativamente na redução do número de exames que saíam do prazo de entrega.

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre possui estações de visualização de imagens médicas do PACS em todas as enfermarias, blocos cirúrgicos e CTIs nos sete hospitais que integram o complexo. E com o sistema da Pixeon, as informações disponíveis nos laudos dos exames conseguem chegar mais agilmente aos profissionais responsáveis por dar continuidade ao tratamento de um paciente.

“Ter a oportunidade de entregar tecnologia para gestão de imagens médicas para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, instituição que serve como referência em todo o país por sua abrangência e relevância, é uma forma da Pixeon poder reforçar sua permanência sólida no mercado brasileiro”, ressalta André Silveira, diretor de Gestão e Concepção de Produtos da Pixeon.

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A presença dos médicos na era digital – Por Maurício Balassiano

Essa semana, comemora-se o Dia do Médico. Uma data que não poderia deixar de celebrada por conta da importância e do compromisso desses profissionais com a população. Eles acompanham a modernização dos processos e são adeptos à tecnologia em prol do bem-estar da sociedade.

Desde o surgimento da medicina, muitas coisas mudaram, inclusive o modo que esses profissionais assinam e autorizam procedimentos. A caneta e o carimbo, hoje, estão sendo substituídos pelo Certificado Digital. Já o receituário, o laudo e outros documentos em papel estão sendo transformados em arquivos eletrônicos.

Ainda bem, porque a consequência da adoção da tecnologia da Certificação Digital resulta em diversos benefícios: segurança para os médicos, pacientes e instituições de saúde, integração de dados, eficiência operacional e redução de custos.

Quando a documentação é feita no meio eletrônico, elimina-se o risco de erro na interpretação da grafia e facilita a auditoria dos processos. Já a integração de dados permite integrar diferentes unidades de saúde para indicadores, comparações e melhor controle de recursos. O uso do Certificado Digital também elimina em 100% o uso do papel. A consulta ao histórico do paciente se torna mais rápida e o atendimento mais eficiente e assertivo. E, sem papel e com processos mais rápidos, os custos são reduzidos.

Na mesma medida em que os médicos adotam e acompanham a tecnologia, ela também faz o mesmo para proporcionar a eles comodidade e conveniência. Tanto que atualmente os profissionais podem carregar seus Certificados Digitais no celular ou tablet, graças a modalidade mobileID. Ou ainda, se desejarem, eles podem usar o CRM Digital para armazenar o Certificado.

Esse cenário mostra o quanto os médicos estão inseridos na era digital. A população agradece. Parabéns a todos os médicos.

Maurício Balassiano, diretor de Produtos e Tecnologia da Certisign.

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Seus pacientes estão conectados. E você? – Por Luiza Ferracini

Os números não deixam dúvidas: de acordo com a eMarketer, empresa especializada em pesquisas sobre o mundo digital, quase dois terços dos usuários de internet no Brasil usam dispositivos móveis. Os especialistas apontam 2016 como o ano das inovações dos aplicativos, com grande integração entre plataformas. Tudo isso, na verdade, nada mais é do que reflexo do estilo de vida atual, onde a tecnologia encurta cada vez mais caminhos e organiza seu dia a dia.

Para os profissionais da saúde, as mudanças e facilidades encontradas nas rotinas de trabalho são cada vez mais palpáveis. No caso dos nutricionistas, por exemplo, muita coisa mudou, inclusive quando falamos da capacidade de potencializar e melhorar os resultados obtidos por seus clientes que decidem alterar o estilo de vida e alimentação. Estar conectado a seus pacientes é fundamental. Usar a tecnologia para fazer o acompanhamento nutricional do paciente não é mais uma tendência, mas uma realidade que ajuda a aumentar as taxas de sucesso, a reduzir os índices de desistência e ainda criar diferenciais para o profissional, agregando valor ao seu serviço.

A palavra-chave da atualidade é inovação e agregar ferramentas tecnológicas e usá-las da melhor forma pode sim ser um diferencial. Com um software de nutrição, é possível ampliar a capacidade de acompanhar a evolução do tratamento dos pacientes, promover maior engajamento e facilitar o armazenamento de informações do paciente que é feito em nuvem, uma tendência do mercado de TI que tem sido usada em diferentes áreas de atuação. O campo da saúde, como a Nutrição, que por muito tempo resistiu ao uso dessa tecnologia, mantendo as informações de pacientes em prontuários físicos, feitos de papel, hoje está se rendendo a essa tendência devido à melhor gestão do espaço, além da comodidade no armazenamento desses dados.

Ao usar a tecnologia como aliada, o profissional otimiza não só as suas consultas, mas o atendimento de uma forma geral, que antes era limitado às paredes do consultório. Ele amplia os horizontes do relacionamento profissional-paciente, tornando-o muito mais humanizado e dinâmico. Os aplicativos permitem que o nutricionista insira cada vez mais estratégias que engajem o paciente na dieta, possibilidades que você mesmo vai construindo aos poucos, de acordo com as características biológicas e psicológicas de cada um.

Totalmente online e baseados na nuvem, eliminando a necessidade de backups, os aplicativos permitem que o profissional monitore a dieta dos seus pacientes à distância, inclusive ajustando o plano alimentar, editando listas de substituições e tendo acesso ao diário alimentar preenchido pelo paciente. Dessa forma é possível monitorar a dieta de pertinho, sem precisar estar perto. E, se qualquer dúvida aparecer ou se quiser passar alguma recomendação, há um canal direto, um chat para conversar de forma rápida e segura.

Os softwares de nutrição apresentam uma versão que pode ser utilizada pelo paciente. O paciente pode baixar no smartphone ou no tablet uma versão do aplicativo que permite que ele interaja com seu nutricionista e acompanhe seu tratamento com apenas poucos cliques. Nesses aplicativos, o nutricionista pode enviar o plano alimentar e as orientações para o paciente, que por sua vez pode tirar dúvidas, mandar fotos e até abrir um chat com o profissional para solucionar algumas questões pertinentes até a próxima consulta. Essa interação permite que o cliente se engaje mais com o tratamento proposto e, é claro, obtenha melhores resultados na saúde e na forma física.

Luiza Ferracini, nutricionista do Dietbox, um software voltado para o relacionamento entre nutricionistas e pacientes e que auxilia os profissionais na gestão de seus atendimentos.

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Gestão Hospitalar: entre desafios e oportunidades

Por André Silveira, diretor de Concepção e Gestão de Produtos da Pixeon

A administração de instituições de saúde é de complexa compreensão. Existem características tão peculiares que a organização parece não se enquadrar em um modelo de gestão. Mas, ainda assim, deve gerar lucro ou, em caso de entidades públicas, provar sua viabilidade econômica.

O termo gestão sugere a ideia de dirigir, analisar e decidir. Na área da saúde não é diferente: o gestor hospitalar precisa de dinamismo para definir e alcançar as metas organizacionais, considerando a tríade instituição, profissionais e pacientes. Desta forma, alguns dos desafios recorrentes na gestão hospitalar são tornar o trabalho mais produtivo, proporcionar ótimo ambiente para os profissionais, administrar as responsabilidades e melhorar o processo de atendimento ao paciente.

Com as incertezas da população e dos executivos diante do recuo da economia brasileira no último ano, o setor de equipamentos médico-hospitalares registrou queda de 9,9%. Por outro lado, no primeiro semestre de 2016, o mercado de saúde suplementar – planos e convênios médicos – apresentou crescimento superior a 10% se comparado ao mesmo período em 2015.

Os dados de recuo e avanço, mesmo que discretos, tornam uma gestão eficiente ainda mais necessária. Diante deste cenário, o gestor hospitalar precisa ter o negócio nas mãos, usar uma “bússola” que o possibilite identificar as informações estratégicas, táticas e operacionais.

Instituições com visão de futuro e bom gerenciamento conseguem manter suas taxas crescentes. O segredo é saber controlar gastos e suprimentos, para evitar desperdícios de materiais e a manutenção de estoques elevados. Além disso, é indispensável observar o controle de custos continuamente, revisar os níveis de performance e checar o faturamento para que todo procedimento realizado seja cobrado, evitando a glosa. Atenção a esses pontos auxilia no bom andamento dos negócios. Porém, o gestor hospitalar necessita ter todas as informações de que precisa em um HIS (Hospital Information System) muito bem estruturado.

Este sistema de gestão deve gerar indicadores que pautem a percepção dos gestores sobre eventuais ajustes no caminho e deixe-o saber como está recepção, ocupação de leitos e tempo médio de permanência do paciente, por exemplo. O HIS permite incluir controles, regras e fluxos de trabalho que reduzem os erros e diminuem a taxa de glosa em até 8%, sendo possível conhecer melhor os números da instituição para conseguir diminuir os custos e aumentar a produtividade e a qualidade do atendimento.

Esta dica pode parecer óbvia, mas não é. Os hospitais ainda investem pouco em tecnologia. No último ano, segundo dados da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), somente 6% dos investimentos do setor de saúde foram em TI, enquanto em outros mercados, como comércio e serviços, os aportes nesta área foram superiores a 7,5%. É um crescimento muito tímido, ainda mais porque os investimentos não devem ser apenas em equipamentos tecnológicos, mas também em softwares de gestão e Business Intelligence.

Os benefícios do sistema de gestão hospitalar são inúmeros: é possível, por exemplo, controlar todo o processo que permeia o atendimento aos pacientes, garantindo que estes recebam medicamento e tratamento corretos. Além disso, integra diversos setores da instituição – desde a central de autorização, assistência e atendimento até o faturamento e relacionamento com os convênios -, o que melhora a comunicação, auxilia na tomada de decisões e torna o negócio mais eficiente.

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Sandoz lança desafio para jovens empreendedores resolverem problemas globais de acesso à saúde

A Sandoz, divisão de medicamentos genéricos e biossimilares do Grupo Novartis, anuncia hoje o lançamento da Sandoz HACk – Healthcare Access Challenge – uma competição global que tem como objetivo engajar jovens a promoverem ideias e soluções inovadoras para ajudar a resolver problemas de acesso à saúde em todo o mundo.

“Pesquisa global da Sandoz sobre a percepção do acesso à saúde envolvendo 12 nações mostrou que os brasileiros estão entre os mais preocupados com o tema no próprio país. Desta forma, é necessário um esforço em conjunto de diferentes setores na busca de soluções colaborativas”, conta André Brázay, diretor geral da Sandoz Brasil. “Com esta iniciativa global da Sandoz, estamos buscando fomentar ideias criativas que consigam reimaginar o acesso aos cuidados com a saúde usando a tecnologia como uma forte aliada. Muitas vezes, pequenas ideias inovadoras podem impactar em grandes mudanças”, aponta.

Apesar dos avanços realizados na medicina moderna, mais de dois bilhões de pessoas no mundo não conseguem os medicamentos de que necessitam e mais de 400 milhões não têm acesso aos serviços básicos de saúde.

Além disso, a tecnologia móvel tem mudado radicalmente a forma como os cuidados são prestados e a influência destes dispositivos na área da saúde continuará a evoluir em todo o mundo. Pensando nisso, a Sandoz Hack lança o desafio e incentiva a atual geração de empresários e pensadores criativos para inscrever ideias que utilizam tecnologias móveis para ajudar a resolver os desafios de acesso aos cuidados de saúde em diferentes regiões.

Os esforços combinados dos setores público e privado, incluindo a indústria farmacêutica, organizações sem fins lucrativos e governos promoveram avanços significativos para enfrentar os desafios do acesso aos cuidados de saúde em todo o mundo. No entanto, estas iniciativas sistemáticas em grande escala precisam ser apoiadas pela sociedade, impulsionada por soluções inovadoras de pequena escala que podem fazer uma grande diferença. Foi com isso em mente que o Sandoz Hack foi lançado.

Como participar?

Se você tem uma grande ideia para criar um aplicativo, serviço móvel ou alguma outra tecnologia que possa ajudar pessoas que não têm acesso aos medicamentos, faça sua inscrição.

Sandoz HACk está aberto para inscrições de pessoas entre 18-35 anos de idade em todo o mundo até o dia 30 de novembro de 2016.

Inscrição – Pré-requisitos

Conhecimento avançado em Inglês

É preciso entrar na competição por meio da página do Facebook Sandoz Global postando um vídeo de 1-2 minutos ou um texto de 150-200 palavras com a sua ideia inovadora

Caso selecionado, é preciso ter disponibilidade para viajar para Londres, em março de 2017 (todas as despesas serão pagas)

Premiação

As ideias dos participantes serão escolhidas e desenvolvidas em parceria com a comunidade on-line antes de serem apresentadas a um comitê de juízes.

Por meio de um processo de avaliação, seis projetos finalistas serão publicados no OpenIDEO – uma comunidade global que reúne as principais organizações e indivíduos que trabalham em conjunto para prover soluções para os maiores desafios da saúde no mundo. A equipe do OpenIDEO irá ajudar os finalistas a construir, desenvolver e aperfeiçoar suas ideias para que estejam prontas para a próxima fase da competição.

Além disso, receberão orientações da equipe da Sandoz que também oferecerá um grupo de mentores especialistas nas áreas de marketing, comunicação, gestão de projetos, finanças e negócios para ajudar a consolidar a ideia.

Após essas etapas, os finalistas serão convidados a participar do WIRED Saúde 2017, em Londres, para apresentar os projetos. WIRED Saúde é um evento global que discute soluções inovadoras para o setor da saúde. Em sua quarta edição, esse evento contará com cerca de 300 médicos, executivos renomados da área de saúde, cientistas e investidores que têm interesse em explorar a evolução e o futuro do setor da saúde.

Os três vencedores serão escolhidos no WIRED 2017 e serão premiados com 20 mil euros.

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Tecnologia a favor da saúde na era da informação – Por Lasse Koivisto

Na área da saúde, a implementação de novas tecnologias é um dos maiores desafios. Entretanto, o futuro dos avanços médicos está na mão das possibilidades que a inovação pode trazer, unindo pesquisas e estudos a resultados palpáveis, rápidos e eficientes.

Dentre os desafios tecnológicos da medicina, podemos citar alguns, começando pela resistência dos médicos à utilização de sistemas para prontuários. Alguns profissionais não se adaptam a sistemas que deveriam ajudá-los em seu dia a dia e acabam por desperdiçar um valioso instrumento de pesquisa e análise de dados clínicos.

É fácil de entender a falta de adesão aos prontuários eletrônicos se percebermos que dificilmente são desenvolvidos de acordo com a necessidade médica, o que resulta em um sistema pouco prático e que mais atrapalha do que ajuda o profissional. Consequentemente, os dados não são inseridos ou são inseridos sem parametrização, ou seja, de uma maneira que servem apenas como registro, sem gerar uma base inteligente e integrada de informações.

Para suprir a demanda do mercado de saúde e oferecer dados sólidos, a Prontmed surgiu em 1996, e desde então trabalha com um prontuário parametrizado que foi criado com base nas necessidades médicas. O sistema foi desenvolvido por especialidade, é clicável e permite a criação de protocolos inteligentes de exames e scores de risco. Além disso, segue o fluxo normal de um atendimento clínico, o que aumenta o contato visual entre médico e paciente e resulta na redução do tempo de preenchimento, que é feito de forma prática, para que o médico consiga inserir todas as informações coletadas durante a consulta. Apesar do setor ter progredido em relação aos registros médicos universais em alguns mercados, 74% dos pacientes afirmaram precisar repetir a mesma informação para diversos profissionais de saúde, além de 60% dos entrevistados ter precisado repetir exames.

Além dos prontuários desenvolvidos por especialidade aumentarem a adesão do médico ao sistema e agilizarem processos, os dados parametrizados ultrapassam os limites de um simples registro. Desde sua fundação, a empresa contabiliza mais de 100 milhões de dados médicos parametrizados, coletados em mais de 1,5 milhão de atendimentos. Presente em sociedades médicas e hospitais, como o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a Prontmed já parametrizou dados que serviram de base para inúmeras pesquisas na instituição, essenciais para o desenvolvimento da saúde no Brasil.

Deste modo, a tecnologia desenvolvida para tratar os dados cria uma base gigantesca e inteligente, que pode conter a chave para a otimização de pesquisas e resultados na saúde brasileira, setor tão delicado e carente. Informações tratadas e parametrizadas podem mapear tendências, alimentar estudos e até mesmo prevenir epidemias. A conclusão que chegamos cada vez mais é de que a nova era médica passa fundamentalmente pela informação e a otimização do seu uso.

Lasse Koivisto: formado em ADM-FEA, trabalhou 3 anos no mercado financeiro brasileiro e está há 5 anos no mercado de saúde como sócio e CEO da Prontmed.

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Brasileiro é um dos três vencedores do prêmio Merck de incentivo à inovação

Dr. Alexander Augusto de Lima Jorge, da USP, está entre os três vencedores, que dividirão o prêmio de € 400 mil para apoio à pesquisa

A Merck, empresa alemã líder em ciência e tecnologia, anunciou os vencedores do prêmio Grant for Growth Innovation 2016, cujo objetivo é identificar e apoiar pesquisadores com visão de futuro sobre crescimento físico. A inciativa está alinhada à estratégia da companhia em fornecer uma plataforma que possibilite a inovação.

Com o projeto “Farmacogenética do hormônio de crescimento e estrogênio em pacientes com síndrome de Turner”, Dr. Alexander de Lima Jorge, da Universidade de São Paulo, foi um dos três vencedores do prêmio, que contou com 38 projetos inscritos de 20 países.
“Este prêmio é uma conquista para a Endocrinologia Pediátrica nacional, pois resultou do trabalho inovador e consistente do nosso grupo nos últimos 20 anos e da união de diversos grupos brasileiros para realização de um estudo prospectivo e multicêntrico em busca de uma melhor compreensão da resposta ao tratamento com hormônio de crescimento”, comemorou Dr. Alexander.

Os projetos foram avaliados por um Comité Científico independente composto por cinco endocrinologistas de renome internacional e pesquisadores. Os demais vencedores foram: Dr. Andrew J. Brooks, da Universidade de Queensland, Brisbane, Austrália (o domínio transmembranar do receptor de hormônio de crescimento como alvo terapêutico para desenvolver novas classes de drogas para necessidades não atendidas no tratamento de distúrbios do crescimento) e Dr. Antonio Cittadini, da Universidade Frederico II, de Nápoles, Itália (Tratamento da deficiência do hormônio do crescimento associado com insuficiência cardíaca crônica: Um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo).

Sobre o Grant for Growth Innovation (GGI)

O programa GGI, da Merck, tem como objetivo apoiar e suportar o desenvolvimento da compreensão do campo de crescimento. Um apoio de até € 400.000 por ano, dividido entre até três propostas de pesquisa, é concedido aos projetos selecionados. Cada projeto é cego e avaliado por um Comitê Científico independente, composto por endocrinologistas de renome internacional e investigadores, de acordo com cinco critérios: inovação, fundamentação científica, clareza, viabilidade e impacto da investigação.

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Siemens Healthineers apresenta tecnologias voltadas para TI em saúde no 50º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica

A Siemens Healthineers participa do 50º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica, que será realizado entre os dias 27 e 30 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. Em seu estande serão apresentadas as últimas tecnologias voltadas para o diagnóstico por imagem e análises clínicas e soluções de TI para a área de saúde, que agregam mais valor à gestão laboratorial. Além dos equipamentos de Bioquímica, Hematologia, Hemostasia, Point of Care, Ultrassonografia e Mamografia expostos, a empresa também realizará palestras no próprio estande com inscrições prévias no local.

Soluções para TI nos laboratórios

O RAPIDComm 5.0 é um software que fornece controle total sobre o ambiente de testes de Point of Care, possibilitando monitorar os equipamentos de gasometria, urinálise e diabetes e executar comandos remotamente por meio de um celular ou tablet.

O Centralink é um sistema de gestão de dados que permite aos laboratórios entregar resultados precisos e de forma eficiente em tempo adequado. Com ele é possível aumentar a produtividade por meio da automação, racionalização e customização de fluxos de trabalho, acessar informações necessárias, além de simplificar operações com soluções integradas de automação, sistemas e TI.

Como novidade, a empresa traz o sLIM, um software que controla o estoque de reagentes em tempo real, utilizando a tecnologia de radiofrequência (RFID). O sistema permite que o profissional tenha informações mais assertivas sobre os insumos em estoque, como quantidade e data de validade, evitando compras de reagentes desnecessárias ou emergenciais, contagens manuais e desperdícios de material.

O AtellicaTM PM – Process Manager¹ é um sistema revolucionário de gerenciamento de processos que irá disponibilizar reports e informações de utilização dos equipamentos em tempo real. Com lançamento previsto para os próximos meses no Brasil, o sistema utiliza uma interface integrada e exibe dashbords customizados para cada laboratório. Com o software é possível ter uma visão completa de todo o processo e mais agilidade para localizar possíveis problemas.

Em termos de serviços, a empresa apresentará o LifeNet 2.0, um portal em português e totalmente interativo, que permite aos clientes gerenciar a performance e a manutenção do seu sistema e equipamentos de forma simples e rápida. Com apenas um clique é possível abrir e acompanhar chamados, consultar atividades programadas, verificar treinamentos agendados, acessar dados de contrato e outras funcionalidades.

Equipamentos apresentados

O ADVIA 360 e o ADVIA 560 são equipamentos que ampliam a carteira de analisadores hematológicos da Siemens Healthineers. O ADVIA 360 é um equipamento de pequeno porte e seu diferencial é apresentado no procedimento de separação de leocócitos em três partes. Já o Advia 560 é a versão do mesmo equipamento, porém para médio porte, que traz carregamento automático das amostras e separação de leocócitos dividida em cinco partes.

Na área de Hemostasia, serão apresentados o BEHRING FIBRINTIMER II (BFT II) e o CS-2100i. O BEHRING FIBRINTIMER II é um coagulômetro semiautomático desenvolvido para realizar testes de coagulação de rotina, como TP, TTPa, Fibrinogênio e outras análises com a utilização de plasma citratado. O CS-2100i é um sistema capaz de minimizar a repetição de testes por meio de controles do PSI e da tecnologia de scaneamento múltiplo de comprimento de ondas.

Outra solução é o Dimension EXL, que disponibiliza recursos automatizados que aumentam a produtividade de laboratórios de volume médio, laboratório STAT e laboratórios satélites associados com uma solução de automação da Siemens no laboratório central. Para imunologia e hormônios, o Centaur XPT é um equipamento de alta performance que atende a média e grande demandas. Realiza análises de forma rápida e precisa, com um dos maiores throughputs do mercado.

A divisão de Point of Care possui equipamentos capazes de analisar uma amostra fora do laboratório central e apresentar resultados ágeis e precisos. A amostra pode ser coletada e analisada em um centro de emergência, em um ambulatório ou em locais adaptados por profissionais de saúde experientes.

O RAPIDPoint500 é projetado para atender os desafios de configurações das áreas de cuidado crítico. O sistema fornece resultados rápidos, precisos e abrangentes da análise gasométrica de sangue em aproximadamente 60 segundos. O aparelho é fácil de usar e necessita de pouca manutenção do operador, sendo possível conectá-lo com o Sistema de Gestão de Dados RAPIDComm.

Os equipamentos CLINITEK Advantus, CLINITEK Status e DCA Vantage também serão apresentados no estande. O CLINITEK Advantus e o Clinitek Status são analisadores de química de urina que respondem às demandas por maior produtividade e alta qualidade. Os equipamentos possuem operação flexível que agiliza o fluxo de trabalho, com startup imediato, calibração automática, entre outros recursos. As tiras de urina da Siemens possuem checagem de umidade que é automaticamente verificada pelos analisadores Clinitek, aumentando a confiança em decisões clínicas.

O DCA Vantage, por sua vez, ajuda a monitorar o controle glicêmico e auxiliar na detecção de doenças renais precoces em ambientes que vão desde o consultório médico até áreas remotas. Apresenta padrões de teste de qualidade de laboratório, com um analisador que acelera e simplifica testes de diabetes e entrega resultados precisos, clinicamente relevantes, para melhorar a tomada de decisões, a adesão do paciente e os resultados.

Soluções integradas

A Siemens Healthineers também apresentará em seu estande algumas soluções voltadas para diagnóstico por imagem, como o ACUSON NX3, uma nova plataforma de ultrassom adaptável à demanda e às principais necessidades da rotina clínica. O equipamento apresenta alto desempenho, baixo consumo energético e recursos inovadores, como o Touch Screen de alta sensibilidade e soluções automatizadas para equalização de imagens.

Outra solução de imagem que estará no evento é o Mammomat Select, um equipamento de mamografia analógico com novo design e controle touch screen. O mamógrafo possui preço acessível e baixos custos de manutenção, além de recursos como o OpDose, onde o sistema sugere automaticamente a dose de radiação apropriada para cada paciente.

¹O produto AtellicaTM PM – Process Manager ainda não está registrado no Brasil e não pode ser comercializado no momento.

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Hapvida conquista Prêmio Health em Tecnologia da Informação

Maior operadora de saúde das regiões Norte e Nordeste, com 3,3 milhões de beneficiários, o Hapvida conquistou na quarta-feira, 14 de setembro, o Prêmio Health IT. A operadora foi premiada na categoria “Instituições do Ano – Investimentos”. A cerimônia de premiação ocorreu na capital paulista e contou com a presença do superintendente de Tecnologia da Informação (TI) do Hapvida, Vanderlei Leone.

Com um aporte previsto de R$ 22 milhões na área neste ano – em 2015 foram R$ 17 milhões –, o Hapvida amplia o poder de processamento de dados, permitindo novos mecanismos de controle de pacientes e demandas internas. Outra facilidade proporcionada ao beneficiário de planos médicos e odontológicos foi a disponibilidade do software do Hapvida para as plataformas móveis. Com isso, o paciente terá fácil acesso a sua ficha médica, à marcação de consultas, à obtenção de autorizações de procedimentos de maneira remota e móvel, promovendo mais praticidade à vida do beneficiário e também do corpo médico. Do total do aporte, R$ 2 milhões serão aplicados no Hapvida +Odonto, de atendimento odontológico da operadora, que atualmente conta com mais de 1 milhão de beneficiários.

Para o superintendente corporativo de TI, receber esse prêmio foi a afirmação de que a empresa está no caminho certo. “Entendemos que a tecnologia é um pilar fundamental na estrutura do Hapvida. Por isso, estamos sempre investindo em melhorias e qualidade, para que isso reflita no atendimento ao nosso beneficiário e o crescimento contínuo e sustentável dos negócios da operadora de saúde”, comemora Leone. O executivo faz questão de compartilhar esta conquista com toda a equipe de TI do Hapvida, composta por 180 funcionários diretos – destes, 27% estão dedicados somente no desenvolvimento de novas tecnologias.

Promovido pelo Grupo Mídia, o Prêmio Health IT reconhece as marcas mais lembradas, personalidades do ano, instituições de saúde e cases de sucesso no âmbito da tecnologia, com o objetivo de coroar o sucesso das iniciativas que vêm sendo feitas e que colaboram em levar para o paciente mais segurança, qualidade e agilidade em seu atendimento, bem como trazer para o gestor a assertividade das informações para a sua tomada de decisão.

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Internet das Coisas: um aliado na luta contra as perdas de insumos na saúde – Por Douglas Pesavento

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A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que 50% do total de vacinas produzidas em todo mundo são perdidas anualmente. Resolver esse problema não é tão simples, demanda tempo e discernimento para a escolha do melhor investimento a ser feito, especialmente porque não existe um único vilão nessa história e sim uma série de fatores, que juntos contribuem para esses indicadores tão alarmantes. As causas do desperdício são diversas, desde falhas de energia, falta de treinamento de profissionais da saúde, até refrigeradores inadequados abarrotados de vacinas. Sem falar da deficiência e escassez no monitoramento contínuo das temperaturas e condições nas quais esses insumos vitais são armazenados.

Embora não existam números consolidados relacionados às perdas no Brasil, a imprensa noticia com grande frequência ocorrências deste tipo, especialmente na rede pública de saúde. A Prefeitura de São Paulo, recentemente, divulgou um relatório afirmando que mais 630 mil doses foram perdidas em 18 meses (entre 2014 e 2015), nos mais de 450 postos de saúde da cidade. No município de Florianópolis, algumas unidades de saúde tiveram uma média superior a seis alterações de temperatura no ano, ou seja, a cada dois meses as vacinas foram descartadas por falha de conservação. Os motivos reportados são os mesmos em ambos os casos: danos em equipamentos ou falhas nos sistemas de distribuição de energia elétrica. Diante disso, o primeiro pensamento que vem a cabeça é: se regiões mais desenvolvidas, incluindo a capital do estado mais rico do país, apresentam estes indicadores, como ficam as demais, especialmente localidades menos abastadas? Ademais, imagine o impacto disto para os cofres públicos.

O Brasil é um país onde houve uma enorme evolução no que tange à produção de vacinas, porém, ainda há muito para se avançar no que diz respeito à preservação desses insumos. Claro que estamos falando de um país de grandes dimensões, onde as temperaturas, em um mesmo período, podem ultrapassar os 40 graus no interior do estado do Tocantins ou serem negativas nas Serras Catarinenses – o que certamente dificulta a criação de um padrão de conservação. Porém, a tecnologia e o conceito de Internet das Coisas (IoT) e, sobretudo, o bom senso, podem ser cruciais nessa luta contra o desperdício.

É importante, antes de tudo, contextualizar, que existem dois tipos de perdas. A primeira delas, chamada de técnicas, ocorrem devido ao ciclo de vida das vacinas: frascos multidoses são abertos, mas como não há demanda acabam não sendo consumidos dentro do prazo de vencimento, ocasionando inevitavelmente o descarte. Já a segunda categoria, às das perdas físicas, está relacionada aos erros de manipulação e problemas com a rede de frio. E são exatamente essas perdas que com algumas medidas poderiam ser mitigadas.

A conservação adequada e o monitoramento de temperaturas, que muitas vezes ficam em segundo plano nos investimentos governamentais, são itens imprescindíveis dentro deste contexto. Uma pesquisa de amostragem realizada na região metropolitana de Fortaleza (CE) relacionou os elevados índices de desperdício aos desvios na temperatura. Parece irônico, mas, a grande maioria das perdas, foi por congelamento das vacinas, que deveriam ficar na faixa de 3ºC a 7ºC, deixando os últimos graus (2ºC e 8ºC) como a faixa limite para resolver eventuais problemas. E o que poucos têm noção é que o investimento necessário para um monitoramento 24 horas de temperaturas, por exemplo, não ultrapassa 1% dos valores correspondentes aos insumos armazenados em estoque, mas em contrapartida, permitem reduzir ou até mesmo eliminar o índice de perdas físicas, que chega a ser 5% deste mesmo total.

Infelizmente o cenário no armazenamento de vacinas é de precariedade. Geladeiras tradicionais ainda são amplamente utilizadas para essa finalidade, sendo que o controle térmico desses equipamentos não é nada preciso, sem falar que em muitos destes locais, como não existe se quer um único termômetro para medição, não há nenhuma anotação a respeito da situação de armazenamento. Isso é ainda mais contraditório pelo fato da Anvisa já ter recomendado a descontinuidade dessa aplicação e a substituição dos refrigeradores pelas câmaras de conservação. Desenvolvidas exatamente para isso, as câmaras possuem diversos sensores para fixar temperaturas exatas, representando um considerável avanço de estabilização térmica de produtos críticos para a saúde. Além disso, as mais modernas do mercado possuem painéis eletrônicos, que de forma simples e intuitiva para o usuário, permitem executar inúmeras funcionalidades capazes de aprimorar e facilitar as atividades e ainda estabelecer um controle técnico assertivo. No caso de falta de energia, a tecnologia das câmaras permite a manutenção da temperatura evitando a perda do material armazenado.

Além disso, hoje em dia é possível contar com tecnologias que monitoram minuto a minuto a temperatura e disparam alertas no momento certo, ou seja, quando a temperatura ultrapassar a mínima ou a máxima configurada pela equipe de saúde. São sistemas ou serviços simples que ajudam a monitorar as vacinas, a energia e também os equipamentos, em caso de falhas. Com o registo manual, por exemplo, não é possível ter a mínima ideia do que acontece dentro do centro, nos finais de semana e feriados. E parece que, são exatamente nestes dias, quando ninguém está olhando, que ocorrem os problemas. A vantagem é que, com o apoio da tecnologia, mesmo à distância, seja ou não dia de folga, consegue-se viabilizar um procedimento emergencial. Isso é possível, graças ao monitoramento contínuo e Internet das Coisas (IoT), que traz um panorama de cada câmara, 24 horas, todos os dias da semana, assegurando assim a confiabilidade do sistema e garantindo que os responsáveis sejam comunicados imediatamente após a identificação de algum problema.

Ao contrário do que muitos pensam, a saída para o desperdício que está ocorrendo não é a compra de novos lotes de vacinas. É claro, que em alguns momentos isso é necessário, mas se não tivermos a consciência dos cuidados que envolvem o armazenamento e direcionar os esforços para o correto armazenamento, nada adiantará. Investir em tecnologia assegura não só a integridade das vacinas, a economia de recursos, mas principalmente a vida de milhões de pessoas. Em um cenário tão complexo e adverso direcionar recursos para monitoramento a distância é um bom caminho na redução das indesejáveis perdas de insumos.

Douglas Pesavento é CEO e Co-founder da Sensorweb, startup que desenvolve soluções em Internet das Coisas (IoT) para a Saúde e é responsável pela unidade de conectividade da FANEM.

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Startups focadas em soluções digitais para a área da saúde têm até domingo para se inscrever em prêmio

Descobrir jovens empresas de tecnologia e incentivar o desenvolvimento de soluções digitais inovadoras que contribuam para os cuidados com a saúde. Esse é o objetivo da 2ª edição do prêmio Desafio Pfizer, que selecionará três startups nacionais de Saúde Digital para um programa de mentoria com executivos da Pfizer no Brasil e nos Estados Unidos. Os interessados em participar da iniciativa, promovida em parceria com a Berrini Ventures, aceleradora de startups na área da saúde, podem se inscrever por meio do site www.desafiopfizer.com.br, até o dia 4 de setembro.

“O sucesso obtido no lançamento do prêmio em 2015 nos motivou a planejar uma nova edição. Para a Pfizer, que tem a inovação em seu próprio DNA e investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento em busca de novos tratamentos, essa é uma grande oportunidade de impulsionar o desenvolvimento de produtos e soluções que ajudem a melhorar a prática médica e, consequentemente, a vida dos pacientes, criando valor para a sociedade como um todo”, afirma o diretor comercial da Pfizer, Vagner Pin, que também lidera na companhia a área de Multi-Channel Marketing, idealizadora do projeto.

Startups brasileiras podem participar em três etapas: early-stage (em fase inicial de desenvolvimento), commitment (empresas já constituídas, com solução em uso beta por usuários) e scalling (com produtos finalizados e em crescimento expressivo no número de clientes). Entre as empresas inscritas, 12 serão selecionadas para apresentar seus projetos a uma banca multidisciplinar formada por executivos da Pfizer, da Berrini Ventures e de hospitais e grandes empresas na área de saúde.

As três vencedoras serão anunciadas no dia 27 de setembro, durante o Hospital Innovation Show, em São Paulo. Entre os mentores do prêmio estão Maria Lanzarone (diretora de Produto para a América Latina da Pfizer Inc), Sílvio Ferrari (diretor de Marketing e Vendas da Área Hospitalar da Pfizer Brasil) e Fernando Cembranelli (CEO da Berrini Ventures). O grupo terá encontros presenciais e virtuais com as startups vencedoras.

Os três primeiros colocados participarão do ciclo de aceleração da Berrini Ventures. “Só nos Estados Unidos, o setor de Digital Health recebeu quase US$ 1 bilhão em investimento nos primeiros quatro meses do ano. No Brasil, o mercado ainda é incipiente, mas tem grande potencial de se desenvolver”, destaca Cembranelli.

Globalmente, desde 2004, a Pfizer investe em empresas inovadoras em todo o mundo por meio da Pfizer Venture Investments, seu braço em Venture Capital.

Vencedores da primeira edição

A primeira edição do Desafio Pfizer foi realizada no ano passado. Os quatro vencedores foram a LinCare (que desenvolveu uma pulseira inteligente para monitoramento de idosos), Epistemic (com um projeto de dispositivo para detecção antecipada de surtos epilépticos), DoctorID (tecnologia para gestão de escalas e plantões médicos) e Clever Care (solução para monitoramento de pacientes a distância).

Para a fundadora da LinCare, a empresária Ana da Mata, participar do Desafio Pfizer foi uma experiência rica, que ajudou a empresa a se desenvolver. “O contato com uma empresa de renome mundial nos fez amadurecer e enxergar possibilidades por meio da ajuda e da colaboração dos mentores da Pfizer. Ganhamos uma aprovação do negócio e a ajuda de experts que colaboraram com a startup”, afirma. Ela destaca também a importância do apoio da Berrini Ventures para as startups vencedoras no processo de aproximação do mercado de São Paulo. “Trocamos contatos, participamos de eventos e nos ajudamos. Foi incrível”, completa.

Um dos mentores da primeira edição do prêmio, o diretor da Unidade de Vacinas da Pfizer Brasil, Marco Ferrazoli, destaca que a parceria com as startups é um processo de aprendizagem mútuo, em que ambas as partes saem fortalecidas. “De um lado, provocamos os empreendedores para que pudessem desenvolver uma visão mais estratégica de planejamento e de gestão financeira, sempre pensando no longo prazo. Ao mesmo tempo, também aprendemos lições importantes que estão totalmente alinhadas com as premissas de uma organização global, como pensar grande, mas sem esquecer que muitas vezes é preciso começar de baixo, sempre validando as estratégias ao longo do percurso”, ressalta.

Desafio Pfizer 2016

Inscrições: até 4 de setembro, por meio do site www.desafiopfizer.com.br
Avaliação das 12 startups finalistas: 15 de setembro
Premiação das 3 startups vencedoras: 27 de setembro
HIS – Hospital Innovation Show – São Paulo Expo (Ex-Imigrantes)

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Pesquisa da Philips aponta tecnologia como condutora de transformação dos sistemas de saúde na América Latina

O cuidado com a saúde é um dos principais desafios dos países da América Latina e, segundo o Future Health Index (FHI), estudo feito pela Philips para avaliar o status da preparação dos mercados para o cuidado da saúde, a solução dos problemas passa pela adoção e integração de tecnologias conectadas de saúde. A pesquisa destaca ainda que os países emergentes lideram a adoção dessas tecnologias, no entanto, o baixo preparo e qualificação posicionam o Brasil no penúltimo lugar entre os 13 países pesquisados em nível mundial. “ É encorajador ver que muitos países apresentam forte disposição para adotar tecnologias digitais conectadas, o que acabará por conduzir as transformações na área da saúde. O FHI fornece informações valiosas para os pacientes, profissionais de saúde e legisladores sobre onde a atenção precisa estar focada no aumento dos níveis de acesso, integração e adoção de tecnologias da saúde para melhorar os resultados de saúde e a experiência do paciente”, diz Frans van Houten, CEO da Royal Philips.

De acordo com este estudo, a tecnologia continua sendo uma questão geracional, tanto para pacientes, como para médicos. Mais da metade (57%) dos pacientes de 18 a 34 anos relataram ter um dispositivo de monitoramento da saúde, sendo que somente 25% deles tem conhecimento sobre aparelhos de saúde conectados, versus somente 14% daqueles de 55 anos ou mais. No Brasil, o custo de dispositivos de saúde conectados é considerado uma barreira entre os pacientes (45%) e profissionais de saúde (56%), assim como a burocracia do sistema de saúde para 42% dos pacientes e 39% dos profissionais de saúde.

Além disso, a pesquisa revela que apesar da proliferação de dados, o compartilhamento de dados ainda é um desafio a ser superado. Apesar dos progressos em relação aos registros médicos universais em alguns mercados, a grande maioria dos pacientes (74%) relata ter de repetir a mesma informação para vários profissionais de saúde, e a maioria (60%) também teve de repetir os mesmos exames. Enquanto isso, apesar de mais da metade (60%) dos pacientes possuir ou utilizar um dispositivo conectado para monitorar vários indicadores de saúde, apenas um terço dos pacientes (33%) já compartilhou essa informação com o seu médico.

“A América Latina também foi afetada pela quarta revolução industrial, a qual surge do crescimento do Big Data. Apenas nos dois últimos anos, foi gerado 90% de todos os dados da atualidade em nível mundial. Isto tem importantes implicações para o setor da saúde”, comentou Henk de Jong, CEO da Philips América Latina. “Contudo, nosso foco consiste em integrar soluções através de todo o cuidado continuo da saúde para proporcionar melhor acesso e cuidados aos pacientes, reduzir os custos de saúde, e facilitar o cuidado personalizado”, completa.

Atualmente, há mais de 275 milhões de pacientes internados sendo monitorados com equipamentos da Philips por ano. Cerca de bilhões de pessoas em mercados emergentes têm acesso às soluções de imagens de diagnóstico da Philips e a empresa administra 18 peta bytes de dados de imagens para fornecedores da saúde.

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Philips anuncia novo diretor da área de Tecnologia da Informação em Saúde para a América Latina

A Philips, empresa líder em inovação para saúde e bem-estar, anuncia Evandro Garcia como novo diretor de Vendas, Marketing e Serviços da área de Tecnologia da Informação em Saúde para a América Latina. O executivo já liderava a área de Serviços da Philips e assume o desafio de liderar as estratégias de expansão das soluções em Healthcare IT, como o software de gestão em saúde Tasy, e de garantir a qualidade da oferta de serviços e soluções para a base de clientes da empresa na região.

Com 15 anos de experiência profissional, desenvolveu sua carreira em posições de liderança de hospitais e serviços na área de saúde, como Unimed Maringá, GP Investimentos, First Line e Grupo Sobam.

A missão da Philips é melhorar a vida das pessoas por meio de inovações relevantes, como os seus produtos ou a implementação do Workplace Innovation para seus funcionários, um conceito global aplicado em todos os escritórios da empresa e que cria o ambiente adequado para estimular a criatividade e a inovação.

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Aplicativo que devolve a voz original a pacientes vence o 2º Startup Weekend Health

No último final de semana, investidores, profissionais e empreendedores da área de saúde se reuniram em São Paulo para o 2º Startup Weekend Health, que selecionou ideias de startups voltadas para a área de saúde para serem desenvolvidas. O evento, que teve apoio do Google Foundation e da Janssen, farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, reuniu 120 participantes em 13 projetos que contaram com o apoio de mentores, investidores e empresários da área dispostos a ajudá-los a tirar suas ideias do papel e tocar suas próprias startups.

O projeto vencedor, escolhido pelos jurados no final das 54 horas de trabalho, foi o Minha Voz, um aplicativo que permite a reprodução de palavras para pessoas que perderem a voz por conta de cirurgias ou algum tipo de doença.

Ao contrário de aplicativos similares que já existem no mercado, o Minha Voz tem como objetivo reproduzir a voz original da pessoa ao invés de usar um som eletrônico pré-programado, o que ajuda bastante na recuperação da autoestima do paciente. O grupo, formado por duas fisioterapeutas, uma fonoaudióloga, um médico especializado em medicina da família e urgências e um desenvolvedor, usou como case uma paciente que perdeu a voz há 16 anos. A partir de uma antiga fita de VHS, os empreendedores conseguiram captar algumas palavras ditas por ela e inseriram esses áudios no banco de dados do programa. Ao digitar as palavras no aplicativo os áudios são emitidos.

Segundo a fisioterapeuta Verônica Vilalta, integrante do grupo vencedor, a ideia do projeto surgiu porque o pai de uma das componentes da equipe teve um câncer na garganta e perdeu a voz. “Existem outros aplicativos no mercado com esta finalidade, mas nenhum que use a voz original do paciente. A nossa expectativa agora é conseguir viabilizar o projeto e lançar o aplicativo em caráter definitivo”, explica. A equipe vencedora recebeu muitos telefonemas de pessoas interessadas em ajudar a desenvolver e financiar o projeto e já até tem reuniões agendadas. Em princípio, o Minha Voz – com algumas palavras – será gratuito, podendo evoluir para uma versão paga com a programação de frases e textos mais longos.

Além do projeto Minha Voz, mais duas equipes se destacaram nessa edição do Startup Weekend Health. Tratam-se da solução “No Dia”, ferramenta de agendamento de consultas para o mesmo dia e o “Acompanhare”, que funciona como um “Uber” de cuidadores para idosos.

De acordo com Fernando Cembranelli, CEO da aceleradora de saúde Berrini Ventures, foram 54 horas de muito aprendizado trocas, discussões e, no final, um resultado absolutamente surpreendente. “Foi um privilégio poder testemunhar tantos profissionais e apaixonados por saúde lutarem para transformar seus sonhos realidade, através de startups.”

Sobre o Startup Weekend

É uma rede global de líderes e empreendedores de alto impacto com a missão de inspirar, educar e capacitar indivíduos, equipes e comunidades. Mais de 8.000 startups foram criadas nos eventos realizados em cerca de cem países. O Startup Weekend é ainda um evento de imersão, uma experiência única onde empreendedores e aspirantes a empreendedores podem descobrir se suas ideias de startups são viáveis. O encontro é uma oportunidade para desenvolver ideias, formar equipes e lançar startups. O Startup Weekend já realizou 4.240 eventos em 1.150 cidades de 150 países, tendo mobilizado mais de 240 mil participantes. No Brasil, chega à sua 235ª edição, tendo passado por 54 cidades e aglutinado mais de 20 mil participantes.

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“Operação robô” na medicina

854843_1 Erros médicos estão entre as causas de morte mais comuns nos Estados Unidos. Para combater esse problema e aumentar a taxa de sucesso em cirurgias, o engenheiro Blake Hannaford, membro sênior do IEEE – Instituto de Engenheiros Eletricistas Eletrônicos e diretor do Laboratório de Biorrobótica na Universidade de Washington, EUA, aposta no Raven, robô-cirurgião semi-autônomo, que vem se tornando fundamental para auxiliar os médicos durante procedimentos cirúrgicos.

Blake Hannaford é doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade da Califórnia e especialista em robótica medicinal. Foi premiado pelo IEEE no começo de sua carreira por suas realizações em engenharia para a sociedade médica e biológica. Ele explica que, para programar o Raven, foram utilizados algoritmos similares aos de videogame. “Nossa equipe descobriu que o uso de algoritmos de inteligência artificial chamados de ‘árvores de comportamento’, feitos para alguns jogos, podem ser usados com uma linguagem modelo para procedimentos médicos automatizados”, afirma.

Blake Hannaford, doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade da Califórnia, é especialista em robótica medicinal, inclusive foi premiado pelo IEEE no começo de sua carreira pelas suas realizações em engenharia para a sociedade médica e biológica. Ele explica que, para programar o Raven, foram utilizados algoritmos similares aos de videogame. “Nossa equipe descobriu que o uso de algoritmos de inteligência artificial chamados de ‘árvores de comportamento’, feitos para alguns jogos, podem ser usados com uma linguagem modelo para procedimentos médicos automatizados”, afirma.

Raven tem proporcionado maior destreza e precisão aos cirurgiões, diminuindo as chances de erros cometidos que podem levar a complicações ou até mesmo à morte. Segundo Hannaford “as árvores de comportamento de inteligência artificial têm aplicações diretas para a programação do Raven, e irão proporcionar a milhões de pacientes, tratamento de ponta, graças a procedimentos com alta precisão e minimamente invasivos”.

Sobre o IEEE – O Instituto de Engenheiros Eletricistas Eletrônicos é a maior organização mundial técnico-profissional dedicada a avanços tecnológicos em benefício da humanidade. Recentemente, IEEE incorporou tecnologias e ideias externas para direcionar inovações em campos da robótica, como combate a desastres naturais, campo médico, engenharia biomecânica, entre outras.

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Pesquisa da Philips revela: maioria dos pacientes e profissionais da saúde acredita na adoção de tecnologias conectadas para tratamentos

A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHI) divulga os resultados da primeira edição do Future Health Index (FHI), um extenso estudo que revela a forma como os países estão posicionados para atender a longo prazo os desafios da saúde mundial, por meio de integração e de tecnologias conectadas de saúde. O Brasil recebeu uma pontuação global de 50,6 de um total possível de 100, com destaque para o crescente interesse e confiança em soluções tecnológicas; a necessidade de um esforço combinado com o intuito de aumentar o acesso a serviços de assistência médica; e uma maior educação no que diz respeito aos benefícios da adoção de tecnologias conectadas para cuidados com a saúde.

Evidências comprovadas:

– Apesar do uso e conhecimentos limitados de tecnologias conectadas para cuidados com a saúde, a melhora na área de saúde, no Brasil, é algo de extrema importância.

– Poucos pacientes e profissionais de saúde acreditam que o sistema de saúde atende às necessidades dos pacientes, o que pode aumentar as preocupações com a saúde em geral. Pacientes e profissionais de saúde entendem que é preciso aumentar o acesso em todas as áreas da saúde para melhorar a saúde pública.

– Embora os pacientes e os profissionais da área da saúde não pensem na saúde do Brasil de forma integrada, ambos conseguem notar o valor que tal integração poderia trazer para o sistema de saúde.

A fim de melhorar a qualidade, o acesso e a capacidade financeira para adquirir os cuidados necessários com a saúde, os sistemas de assistência médica em todo o mundo estão se focando menos em modelos hospitalares convencionais e mais em novos modelos integrados e coordenados por todas as fases do ciclo da Saúde – hábitos para uma vida saudável, prevenção, diagnóstico, tratamento e atendimento domiciliar.

Analisando as percepções, comportamentos e atitudes dos pacientes e profissionais de saúde, o Future Health Index está focado em três fatores importantes e necessários para se desenvolver um sistema mais integrado de assistência médica: o acesso aos cuidados de saúde; a integração do atual sistema de saúde; e a adoção de dispositivos e sistemas de tecnologia de saúde que estejam conectados.

Ao passo em que os dados ilustram a crescente oportunidade para a tecnologia digital conduzindo a transformação da saúde, o Future Health Index também revela níveis de prontidão em todos os mercados pesquisados, além de também revelar oportunidades de melhoria para incentivar uma adoção de práticas de cuidado com a saúde de forma mais ampla e a nível mundial.

Mais de três quartos (76%) dos profissionais de saúde, em mercados desenvolvidos, concordam que seus pacientes têm acesso aos tratamentos necessários para condições médicas atuais e futuras. Nos mercados emergentes, essa relação cai para pouco mais da metade (58%). No Brasil, essa estatística ficou abaixo de 25%. Em geral, mercados emergentes como a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos parecem estar liderando o caminho na adoção de dispositivos conectados, sendo que os players em economias emergentes esperam que dispositivos conectados possam ser utilizados para gerir a saúde no futuro.

O estudo, que será atualizado anualmente, foi realizado em parceria com uma empresa de pesquisa de mercado global independente. Mais de 2.600 profissionais de saúde e 25 mil pacientes participaram foram ouvidos em 13 países – Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Holanda, Singapura, África do Sul, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA.

Atribuindo a cada país pesquisado uma pontuação média que poderia chegar a 100, o relatório FHI mostra a percepção de cada mercado sobre os benefícios da integração entre os sistemas de saúde e o interesse pela adoção dessas tecnologias. Os Emirados Árabes Unidos alcançaram a pontuação mais alta (65,3 pontos) entre os países participantes, sendo que a Holanda e a China também ficaram bem colocados, com pontuações de 58,9 e 58,1. Por outro lado, Alemanha, Brasil e Japão receberam as pontuações mais baixas, com 54,5, 50,6 e 49,0 – respectivamente.

“O FHI revelou uma série de áreas significativas nas quais os sistemas de saúde devem investir caso queiram obter sucesso a longo prazo na prestação de serviços de assistência médica”, disse Frans van Houten, CEO da Royal Philips. “No entanto, é encorajador ver que muitos países apresentam uma disposição relativamente forte para adotar tecnologias digitais conectadas, o que acabará por conduzir essas transformações. O FHI fornece informações valiosas para os pacientes, profissionais de saúde e legisladores – nos mercados desenvolvidos e emergentes – sobre onde a atenção precisa estar focada no aumento dos níveis de acesso, integração e adoção de tecnologias da saúde para melhorar os resultados de saúde e a experiência do paciente também a longo prazo respectivamente”, completa.

Outros dados do estudo mostram que:

Os dados estão se proliferando, mas o compartilhamento de dados continua a ser um desafio. Apesar dos progressos em relação aos registros médicos universais em alguns mercados, a grande maioria dos pacientes (74%) relata ter de repetir a mesma informação para vários profissionais de saúde, e a maioria (60%) também teve de repetir os mesmos exames. Enquanto isso, apesar de mais da metade (60%) dos pacientes possuir ou utilizar um dispositivo conectado para monitorar vários indicadores de saúde, apenas um terço dos pacientes (33%) já compartilhou essa informação com o seu médico.

Essas médias foram ainda menores no Brasil, comparando-se com os resultados nos 13 países pesquisados, sugerindo que o país está atrás de outros mercados emergentes. Muitos pacientes dizem que é difícil (60%) obter seus dados de saúde quando precisam, e a maioria (88%) diz que tiveram de dizer repetidamente as mesmas informações para vários médicos ou profissionais de saúde.

A tecnologia é uma questão geracional, tanto para médicos quanto para pacientes. Em todos os países pesquisados, os pacientes e médicos mais jovens também são mais propensos a usar e compartilhar informações a partir de dispositivos conectados, comparados aos seus pares mais velhos. Mais da metade (57%) dos pacientes com idades entre 18-34 relatam possuir pelo menos um dispositivo de vigilância de saúde e um quarto dos mesmos (25%) sentem que estão bem informados sobre dispositivos de cuidados com a saúde conectados, versus 14% das pessoas com 55 anos ou mais.

No Brasil, o custo de dispositivos de saúde conectados é considerado uma barreira entre os pacientes (45%) e profissionais de saúde (56%), assim como a burocracia do sistema de saúde para 42% dos pacientes e 39% dos profissionais de saúde.

Pacientes e médicos estão divididos em relação à capacidade dos pacientes em monitorar sua própria saúde. A grande maioria dos pacientes pesquisados (69%) sentem que têm o conhecimento necessário para gerir a sua própria saúde de forma eficaz. No entanto, menos da metade dos profissionais (40%) concorda com isso. Diferentes percepções também existem em termos de quem é responsável pela prevenção de problemas de saúde. Como o aumento da idade do paciente, eles são mais propensos a acreditar que são os guardiões da sua própria saúde – 79% dos entrevistados, com 55 anos ou mais, concordam que são totalmente responsáveis pela prevenção de sua saúde em comparação com pacientes mais jovens (66% daqueles entre 18-34).

No Brasil, apenas um terço dos pacientes (34%) estão bem informados sobre as tecnologias conectadas de cuidados com a saúde, em comparação com 58% dos profissionais de saúde. Por outro lado, a maioria dos pacientes (79%) e dos profissionais de saúde (84%) acreditam que as tecnologias conectadas de cuidados com a saúde sejam algo importante para a melhoria da saúde da população.

A integração e o compartilhamento de dados devem ser um objetivo claro. A maioria considerável dos pacientes e dos profissionais de saúde (69% e 85%, respectivamente) acreditam que os sistemas integrados de saúde e as tecnologias conectadas podem melhorar a qualidade dos cuidados aos doentes, e a maioria dos médicos (88%) concorda que a integração pode ter um impacto positivo direto sobre a gestão de saúde da população.

Áreas específicas de melhoria foram apontadas pelo estudo e devem ser abordadas para aumentar a adoção de tecnologias de forma mais ampla e em nível mundial.

· Em todos os países a burocracia é vista como um grande obstáculo. Mais da metade (54%) dos profissionais de saúde e 43% dos pacientes indicam que a burocracia do sistema de saúde é um dos principais obstáculos a fim de coordenar o compartilhamento de dados e a integração dos sistemas de saúde.

· Preocupações com custos, formação e segurança de dados são alguns dos pontos citados por entrevistados em todos os países pesquisados. Mais da metade dos profissionais de saúde e pacientes (52% e 51%, respectivamente) acreditam que os dispositivos de cuidado com a saúde conectados aumentariam os custos de saúde em geral, com preocupações sobre os recursos necessários para as necessidades associadas, tais como treinamento e segurança de dados.

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Para ler o Future Health Index completo, além dos dados de mercados locais, por favor, acesse: www.futurehealthindex.com

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Instituição de saúde do Reino Unido desenvolve app com MicroStrategy Mobile para gerenciar desempenho organizacional

A instituição de saúde do Reino Unido, Liverpool Community Health (LCH) NHS Trust, que presta serviços para cerca de 750 mil pessoas nas comunidades de Liverpool, Sefton e Knowsley, desenvolveu uma aplicação móvel para agilizar a entrega de relatórios gerencias para os membros do seu conselho diretivo. O app OPERA (Organizational Performance Electronic Reporting Application) foi desenvolvido com base no MicroStrategy Mobile e disponibiliza informações importantes para tomada de decisão, em tempo real, diretamente nos dispositivos móveis, substituindo um processo antes realizado manualmente e que demorava semanas para ser concluído.

A organização integra, desde 2010, o NHS Trust da Inglaterra, modelo de prestação de cuidados à saúde arquitetado pelo Serviço Nacional de Saúde (em inglês: National Health Service – NHS). O LCH dispõe de uma equipe de mais de três mil profissionais, sendo 80% deles com formação na área da saúde, incluindo enfermeiras, líderes das comunidades, visitantes da saúde, médicos, dentistas, nutricionistas, pediatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Os serviços do LCH permitem que as pessoas sejam atendidas dentro de sua própria comunidade, de maneira independente, sem terem que ir ao hospital. Muitos desses serviços são oferecidos em qualquer horário, 24 horas por dia e sete dias por semana.

Antes do desenvolvimento do app móvel, os relatórios e análises eram desenvolvidos manualmente, compilados em planilhas Excel, impressos e entregues fisicamente aos membros do conselho diretivo durante suas reuniões. Esse processo levava algumas semanas e por conta desta morosidade, os dados eram apresentados com uma defasagem de praticamente um mês. Com o OPERA, as reuniões tornaram-se muito mais produtivas e assertivas. Os conselheiros podem acessar os dados a qualquer momento e realizar suas próprias análises e pesquisas, de maneira independente, quando julgarem oportuno.

A nova aplicação não só colaborou para a redução significativa dos custos com impressões, como também aumentou a produtividade da equipe, liberando para outras atividades os analistas, que antes passavam grande parte do tempo na concepção de relatórios. O OPERA aprimorou o processo de obtenção de feedbacks, aumentando o engajamento dos pacientes, que passaram a responder às pesquisas de satisfação eletronicamente em um dispositivo móvel, com total confidencialidade. Essa nova abordagem permite à instituição com base nesses retornos realizar análises instantâneas, diagnosticar os pontos falhos e, posteriormente, concentrar-se na correção de quaisquer questões salientadas.

Os benefícios proporcionados pelo app, fizeram com que a mobilidade passasse a ser enxergada com bons olhos pela LCH. Novas iniciativas, visando estender a utilização do BI para a corporação como um todo, estão sendo desenvolvidas e a organização acredita que cada vez mais os dispositivos móveis devem ser parte das ferramentas básicas de trabalho de staff, proporcionando melhorias significativas na prestação dos cuidados de saúde. Já do ponto de vista da governança da informação, os médicos poderão coletar dados mais seguros a respeito dos pacientes e, futuramente, não será mais necessário lidar com registros em papel.

“Escolhemos o MicroStrategy Mobile, pois queríamos eliminar quaisquer riscos inerentes a esse app. Necessitávamos de uma solução móvel que tivesse sua qualidade comprovada pelo mercado e que ao mesmo tempo fosse fácil de ser implementada e intuitiva na forma de usar. Temos trabalhado com diversas ferramentas de BI e a MicroStrategy é de longe a mas avançada plataforma móvel disponível”, Ammy Singh, Head of Solutions da NCS-IT.

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