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Como desenvolver uma cultura organizacional que incentive o digital workspace

Por Rodrigo Coppola

Um estudo da Brookings Institution, aponta que os millenials, geração nascida a partir da década de 1980, serão 75% da força de trabalho até 2025. Estes jovens profissionais tem uma característica que difere bastante das gerações anteriores – além de mais práticos e voltados para resultados eles ainda prezam por um bom ambiente de trabalho mais do que pelo salário e acham importante saber o papel que a empresa da qual fazem parte, representa na sociedade. Além disso, ainda valorizam uma cultura organizacional voltada à transformação digital.

Uma outra pesquisa, a Dell & Intel Future-Ready Workforce Study, esta realizada nos EUA, mostra que 42% dos millennials deixariam a empresa caso a tecnologia oferecida para trabalhar fosse abaixo da média de outras companhias da mesma área. E as lideranças parecem perceber essa tendência. De acordo com a pesquisa PwC CEO Survey, modernizar o ambiente de trabalho é a principal prioridade para 86% dos líderes e, para 77% deles, implementar formas flexíveis para a jornada de trabalho é uma maneira de reconhecer como os melhores talentos do mercado querem trabalhar e tornar-se atraente para eles.

Nesse contexto, vejo que proporcionar uma cultura organizacional integrada, equilibrada e voltada à transformação digital torna-se imprescindível.

Ter um digital workspace, no entanto, é muito mais do que somente inserir novos softwares no dia a dia de uma equipe, é mudar toda a rotina dos times, a forma como se comunicam entre si e como colaboram. Isso pode ser feito pela integração entre as tecnologias já utilizadas como plataformas para conversas corporativas em grupo e telas interativas, que permitem debates sobre projetos, compartilhamento de ideias, sugestões de melhorias e envolvimento do cliente ainda nos estágios iniciais do projeto, além de softwares para medição do desempenho e do progresso de projetos, agendas virtuais colaborativas, entre outras ferramentas.

Porém, apesar de existir uma demanda, e até mesmo uma cobrança do colaborador pela tecnologia integrada ao trabalho, os ambientes digitais só funcionam se as equipes da empresa trabalharem a seu favor. E é isso que ocorre quando os times de TI e Recursos Humanos trabalham juntos.

Os funcionários precisam ser guiados e altamente treinados, para poderem colaborar com seus times e utilizar por completo as ferramentas que lhes são dadas. Esse treinamento deve dar um entendimento de todas as utilidades daquela plataforma, pois somente assim o colaborador irá fazer um uso acertado de todas as funcionalidades propostas, levando a um aproveitamento maior.

Outro ponto fundamental é que o colaborador saiba que será ouvido. As equipes de RH e os gestores precisam ter a consciência de que os feedbacks periódicos são importantes. Só assim será possível entender como as ferramentas estão sendo utilizadas, o que possibilita compreender se os objetivos iniciais estão sendo cumpridos, se são necessárias adaptações ou até se as suas equipes encontraram novas formas de usar as plataformas.

Por isso, acredito que o digital workspace deve vir atrelado a uma mudança cultural profunda na organização, que precisa, a partir de agora, ouvir mais seu colaborador, fazer um treinamento completo e ainda dar o exemplo. Ou seja, gestores, diretores, CEOs e CIOs precisam mostrar aos seus funcionários que estão comprometidos com a transformação digital de suas empresas. Isso é feito por meio do uso das ferramentas digitais, do incentivo ao melhor aproveitamento, da participação em treinamentos e também da conscientização constante sobre os benefícios que aquelas plataformas já estão trazendo para a empresa.

Com tudo isso, é certo que teremos equipes mais motivadas dentro das empresas, engajadas no estabelecimento bem sucedido de um digital workspace e totalmente adaptadas a essa nova forma de trabalhar.

Rodrigo Coppola, gerente de desenvolvimento de negócios de colaboração para América Latina na Orange Business Services.

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Digital workspace e colaboração: a evolução do home office

Por Rodrigo Coppola

A forma como nos comunicamos acompanha a transformação tecnológica. O número cada vez maior de dispositivos e ferramentas à disposição contribui para a composição de novas formas de trabalho e comunicação das empresas, que aos poucos aderem a modelos culturais mais colaborativos. Nesse contexto, entram em jogo dois termos que são frequentemente confundidos como sinônimos, mas são conceitualmente diferentes: home office e digital workspace.

Ambos modelos de trabalhos se diferenciam do tradicional, já que não demandam a presença física do colaborador na empresa diariamente. Mas, na prática, enquanto o trabalho remoto é explicado basicamente pela ausência no escritório, a criação de um ambiente digital incita uma mudança mais profunda nas organizações, baseada na quebra de paradigmas e na utilização de ferramentas que promovam a aproximação, não apenas entre colaboradores, mas também com os clientes.

Esse novo modelo mais flexível pode aumentar desde a qualidade de vida, até a produtividade das pessoas, que deixam de gastar horas no trânsito para chegar ao escritório, mas se comunicam com colegas constantemente de onde quer que estejam. Como exemplo, a pesquisa “The digital workplace: Think, share, do: transform your employee experience” (O ambiente de trabalho digital: pense, compartilhe, faça: transforme a experiência do seu colaborador, em tradução livre), da Deloitte, constatou que organizações com redes sociais internas são 7% mais produtivas do que aquelas que não as possuem.

A necessidade de unir pessoas alocadas em regiões diferentes e formar grupos de trabalho compostos por profissionais de diversas áreas impulsionaram o desenvolvimento de ferramentas que possibilitam a colaboração remota. Plataformas para conversas corporativas em grupo e telas interativas, que permitem debates sobre projetos, compartilhamento de ideias, sugestões de melhorias e envolvimento do cliente ainda nos estágios iniciais do desenho, compõem os chamados digital workspaces e criam dinâmicas flexíveis de comunicação unificada – por áudio, vídeo e texto -, de maneira instantânea e à distância.

Para alcançar essa evolução do home office, no entanto, é preciso romper com a visão de liderança matricial, ainda presente nas empresas. Modelos com um único gestor à frente de projetos e áreas de atuação que não conversam entre si podem impedir o desenvolvimento da colaboração horizontal, desvalorizando os benefícios do ambiente de trabalho digital.

O progresso tecnológico permite que pessoas criem e compartilhem experiências enquanto trabalham de casa, de um restaurante, da praia ou de qualquer outro local que estejam. Resta a cada um de nós sermos, efetivamente, colaboradores dessa nova realidade.

Rodrigo Coppola é gerente de desenvolvimento de negócios de colaboração para América Latina na Orange Business Services

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