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Mesa robótica une inteligência humana e artificial

Os mais recentes avanços tecnológicos e industriais começaram a abrir espaço permitindo maior interação na cadeia de produção. O que há de mais novo dentro do conceito de Indústria 4.0 é a capacidade de inovar sistemas e produtos, permitindo a personalização e customização.

De olho nesse cenário, a Festo, multinacional alemã líder em automação industrial, desenvolveu o BionicWorkplace, um sistema que une inteligência artificial com a inteligência humana.

A mais recente inovação conta também com o BionicCobot, braço robótico biônico, que trabalha em conjunto com vários sistemas de assistência em rede e que se comunicam entre si. A mesa possui um sistema de aprendizado e antecipação que se aperfeiçoa continuamente.

No campo de visão do operador, há uma grande tela de projeção, que fornece todas as informações relevantes e reage dinamicamente com o conteúdo aos requisitos relevantes. Ao redor da tela de projeção, vários sensores e sistemas de câmera são instalados, que registram constantemente as posições do operador. Dessa forma, um humano pode interagir diretamente com o BionicCobot e controlá-lo usando movimento, toque ou fala.

O sistema reconhece o operador e seus movimentos por uma roupa de trabalho especial, equipado com sensores de inércia, e uma luva integrada com marcadores infravermelhos, utilizando mais um conceito que é uma tendência hoje em dia que são as tecnologias wearable. Com a ajuda dos dados gravados no sensor, o BionicCobot é capaz de entregar objetos ao humano de forma segura e precisa.

O software inteligente processa simultaneamente as imagens da câmera posicionada no centro da mesa, juntamente com outros dados. Ele usa todas essas informações para obter a sequência ideal do programa. O sistema então divide as tarefas de forma conveniente para o robô e outras ferramentas, a fim de dar ao humano o melhor suporte durante o trabalho.

O sistema vai coletando novos dados a cada nova resolução. Isso cria um chamado mapa semântico que cresce continuamente. Ao longo dos caminhos de rede, os algoritmos armazenados constantemente tiram conclusões dinâmicas. Como resultado, uma sequência controlada, programada e definida gradualmente se transforma em um método de trabalho muito mais livre, flexível e integrado.

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Robótica se inspira nos movimentos do morcego e da aranha

A Festo, multinacional líder em automação industrial, anunciou na última Conferência sobre a participação de Hannover, a maior feira industrial do mundo, os mais novos Bionics, robôs inspirados no movimento dos animais: o BionicFlyingFox e o BionicWheelBot.

As tecnologias fazem parte do projeto interdisciplinar da Festo, o Bionic Learning Network, com o apoio de universidades, institutos e empresas globais de desenvolvimento.

“O objetivo é aplicar o aprendizado biônico em linhas de automação no futuro. Esta é uma das nossas estratégias para desenvolver novas tecnologias para a Indústria, trazendo uma nova abordagem em automação industrial”, revela Flávio Rodrigues, Gerente de Marketing da Festo.

Conheça os novos Bionics:

BionicFlyingFox

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=zDq4kjY19UU[/embedyt]

Inspirado no movimento dos morcegos, e em suas características especiais de voo. Para que o robô se mova de forma semi-autônoma em um espaço definido, existe a comunicação com um sistema de rastreamento de movimento. O sistema planeja os caminhos de voo e fornece os comandos de controle necessários para isso. Uma pessoa realiza o início e o pouso manualmente e o piloto automático assume o voo.

BionicWheelBot

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=jGP5NxcCyjE[/embedyt]

Esse mais novo bionic foi embasado em estudos sobre o comportamento da aranha, que levaram ao desenho de vários robôs que podem se impulsionar em terrenos difíceis. O modelo biológico para o BionicWheelBot é a aranha flic-flac (cebrennus rechenbergi), que vive no deserto de Erg Chebbi, à beira do Saara. Ela também pode se lançar para o ar, no entanto, com uma seqüência combinada de cambalhotas e rolando no chão, e foi exatamente assim que o Bionic foi desenvolvido.

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Instrumentos robóticos miniaturizados aumentam as possibilidades das intervenções cirúrgicas

World’s Smallest Robotic Wrist (PRNewsfoto/MMI Srl)

A Medical Microinstruments S.r.l. (MMI), desenvolvedora de soluções robóticas inovadoras para necessidades médicas ainda não atendidas, apresentou hoje sua plataforma robótica especificamente projetada para microcirurgia aberta. A plataforma permite que o cirurgião controle dois microinstrumentos articulados minúsculos que simplificam os procedimentos de reconstrução depois de lesões traumáticas e depois da retirada de tumores em tecidos moles e ossos, e oferece a possibilidade de melhores taxas de sucesso cirúrgico e melhores resultados para os pacientes.

Os instrumentos da MMI possuem os menores pulsos articulados, com 3 mm de diâmetro externo e pontas com apenas 150 mícrons de largura. O pulso é decisivo para a realização da microcirurgia robótica em ambientes clínicos reais e permite a fácil manipulação de suturas pequenas, com tamanhos de 9-0 a 12-0.

“Graças ao uso de materiais avançados e de processos inovadores de microfabricação, projetamos o menor pulso articulado para fornecer aos microcirurgiões destreza no uso dos instrumentos e precisão robótica inéditas”, disse Massimiliano Simi, cofundador e vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento.

O cirurgião opera os microinstrumentos sentado no console cirúrgico e fazendo a monitoração através do microscópico cirúrgico. A plataforma robótica da MMI captura os movimentos da mão do cirurgião, e uma imagem reduzida do movimento é imposta sobre os microinstrumentos.

“Desenvolvemos essa tecnologia pioneira junto com microcirurgiões, desde a concepção do produto; o feedback positivo e as respostas que recebemos desde então têm sido realmente impressionantes e nos fazem crer que estamos no caminho certo para desenvolver um robô feito pelos microcirurgiões e para eles”, disse Hannah Teichmann, cofundadora e vice-presidente clínica.

O prof. Marco Innocenti, chefe de microcirurgia reconstrutiva e plástica do Hospital da Universidade Careggi em Florença e consultor clínico da MMI, que apresentou o trabalho pré-clínico com o robô da MMI no 9º Congresso da Sociedade Mundial para Microcirurgia Reconstrutiva em Seul, inclusive anastomose vascular robótica de 0,35 mm, comentou:

“Creio que a plataforma robótica da MMI impulsionará a microcirurgia para além das capacidades da mão humana, permitindo assim que mais cirurgiões executem procedimentos mais complexos e possibilitando também a supermicrocirurgia, como reconstrução linfática, para aqueles mais especializados.”

O presidente e cofundador da MMI, Giuseppe Maria Prisco, estima que o potencial anual de oportunidade de mercado seja de cerca de $ 2,5 bilhões.

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CommScope abre centro de tecnologia avançada, com recursos de realidade aumentada e robótica

As demandas tecnológicas têm aumentado em velocidade acelerada na indústria. Para enfrentar este desafio, a CommScope, líder mundial em soluções de infraestrutura para redes de comunicações, inaugurou um novo Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada em suas instalações de Kessel Lo, na Bélgica. O centro é fruto de uma aliança recente com a Yaskawa, maior provedor de robôs do mundo, e tem como objetivo impulsionar a adoção de tecnologia robótica e de maior automatização aos processos de manufatura.

A criação deste novo Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada permite à CommScope desenvolver competências e tecnologia automatizadas de produção, em um ambiente de laboratório, por meio da colaboração com universidades, parceiros de conhecimento e provedores. O objetivo é colocar em prática o desenho de novos equipamentos e ferramentas de automação para implementar mundialmente em locais de manufatura.

“À medida que olhamos para o futuro, a natureza da manufatura evolui de forma rápida e nossos clientes esperam personalização e entrega quase imediata de produtos de qualidade”, destaca Chris Story, Senior VP de Abastecimento Global da CommScope. “A fábrica digital transformou a manufatura novamente em um tema de grande apelo. A CommScope vê a crescente proliferação da automatização flexível como uma parte chave da inovação para nossos clientes.”

Este centro inclui um laboratório de mecatrônica de apoio à robótica para desenvolver ferramentas automatizadas de inspeção de qualidade e de suporte para realidade aumentada, e também permitirá o design de ferramentas para facilitar operações delicadas e de alta precisão. A aliança com a Yaskawa e sua tecnologia, que inclui o robô colaborativo Motoman HC10 e o sistema Industry 4 utilizado para gerenciar seus equipamentos de robótica, são peças fundamentais para que este Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada consiga alcançar seus objetivos.

“A manufatura contribui com mais de seis trilhões de euros* para a economia mundial, enquanto a demanda de mão de obra altamente qualificada, tecnológica e inovadora continua crescendo”, ressalta Eddie Mennen, diretor geral de Yaskawa Benelux. “A Yaskawa está colaborando com a CommScope para modernizar as tecnologias de produção necessárias para responder de forma eficiente em mercados que mudam rapidamente, como a eletrônica e a alta tecnologia”.

Os robôs de alta precisão facilitam a consistência e a exatidão de processos que não podem ser alcançadas pelo trabalho humano, especialmente para tecnologias como a conectividade de fibra óptica e circuitos.

O novo espaço será apresentado durante as visitas pelas instalações para mostrar aos clientes como a CommScope está trabalhando para inovar as operações de manufatura e será uma parte chave da aquisição de talento.

“Contar com lugares como este Centro de Tecnologia de Manufatura Avançada é uma parte chave para desenvolver e testar tecnologia, enquanto inovamos em robótica, o que será um grande apoio no esforço em acrescentar maior automatização à nossa rede global de manufatura, bem como apoiar nossas operações em busca de melhorar a qualidade, eficiência e velocidade”, concluiu o Senior VP de Abastecimento Global da CommScope.

*Hennik Research, Annual Manufacturing Report 2017. The Manufacturer.

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RoboFEI é campeão latino-americano e brasileiro de robótica

A equipe RoboFEI do Centro Universitário FEI participou da Competição Latino-Americana e Brasileira de Robótica, em Curitiba, no Paraná. O projeto foi campeão em duas categorias: o futebol de robôs humanoides e @Home, com a robô Judith. Com este título, Judith tornou-se bicampeã latino-americana e brasileira de robótica. Atualmente, o RoboFEI possui um dos melhores desenvolvimentos em robótica móvel e inteligente do País.

RoboFEI

O projeto RoboFEI existe desde 2003, quando começou a projetar, desenvolver e aprimorar projetos de robótica para competir nas categorias de futebol de robôs da IEEE e RoboCup. Desde então, o projeto cresceu e foi muito além de simplesmente criar um time de robôs que disputa uma partida de futebol. Sua intenção é, e sempre foi contribuir para o avanço científico e tecnológico dos alunos de graduação e pós-graduação do Centro Universitário FEI.

Juntamente com os programas de mestrado e doutorado em Inteligência Artificial Aplicada a Automação (IAAA), o projeto RoboFEI hoje agrupa alunos de graduação dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Automação e Controle, Engenharia Mecânica, além de alunos de mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica, aproximando-os dos avanços mais modernos e atuais em inteligência artificial e robótica.

O aprendizado de quem participa do RoboFEI é enorme e vai muito além do aprendido em sala de aula. Além disso, o contato dos alunos de graduação com os de mestrado e doutorado, e vice-versa, cria um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico que perdura e gera resultados ao longo de anos. Não à toa que hoje a FEI possui um dos melhores desenvolvimentos em robótica móvel e inteligente do País, e este avanço é cada vez maior a cada ano que passa.

O RoboFEI participa da Competição Brasileira de Robótica (CBR) desde a sua primeira edição, em 2003. Atualmente, as equipes competem nas categorias que demandam os mais avançados robôs, sendo uma das maiores vencedoras das competições que participam.

Judith @Home

Judith foi desenvolvida em 2015 como uma iniciativa da área de Interação Humano-Robô nos projetos de robótica da FEI. O objetivo do projeto é oferecer suporte às pessoas em residências, como por exemplo, ajudar nas tarefas de pessoas com baixa mobilidade. Sendo assim, Judith possui um conjunto de sensores como laser, ultrassons, infravermelhos e câmeras que permitem identificar em qual ambiente ela se encontra, reconhecer pessoas e objetos. Além disso, também é capaz de abrir portas, pegar utensílios e realizar demais movimentos no processo interativo com o ambiente e com as pessoas. Coordenado pelo Prof. Plínio T. Aquino Jr., o projeto conta com o trabalho e pesquisa de alunos de graduação dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia Mecânica, Elétrica, Automação e Controle, alunos e professores do mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica. Ano passado, a Judith ganhou o primeiro lugar na Competição Latino- Americana e Brasileira de Robótica.

Humanoide

Esta linha de pesquisa foca no desenvolvimento de robôs humanoides, com estudo e desenvolvimento de otimização de passos, métodos de estabilização, visão e localização, raciocínio de alto nível, entre outros. Os humanoides também participam da RoboCup e jogam futebol, além de servirem como excelente plataforma de pesquisas avançadas e de ponta em nível mundial. A equipe RoboFEI é bicampeã latino-americana e brasileira nesta categoria, e figurou entre as melhores equipes de robôs humanoides do mundo, em 2016.

Small Size League

O objetivo principal desta categoria é desenvolver a colaboração entre robôs autônomos e inteligentes. O ambiente aplicado é um jogo de futebol entre robôs. Seu foco é fazer com que os robôs joguem em conjunto executando e desenvolvendo passes e dribles, sistemas de ataque e defesa, estratégias de acordo com os movimentos do oponente. A equipe do RoboFEI, nesta categoria, é hexacampeã brasileira, tetracampeã latino-americana e já figurou entre as oito melhores equipes do mundo na RoboCup internacional, junto com equipes do Japão, Alemanha, EUA, entre outros.

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Maior escola de tecnologia de Minas Gerais chega a São Paulo

Uma escola de robótica que teve suas primeiras aulas ministradas dentro de um apartamento virou um case de sucesso. A Buddys, que teve sua história iniciada em 2013, hoje já fatura R$ 1,5 milhão por ano. A iniciativa de quatro jovens empreendedores agora aposta na consolidação pelo sudeste ao chegar à capital paulista e no interior do estado.

“Esse modelo tende a ser o futuro das escolas. O aluno se desenvolve de forma individual. O legal é que se valoriza muito mais a interação entre professor e aluno, com isso potencializa o aprendizado em um ambiente colaborativo e que estimula a criatividade”, conta Breno Leles, Co-fundador e diretor de expansão, sobre a metodologia da escola.

Para atrair interessados em investir em uma franquia da Buddys, os jovens prezam pelo diferencial das escolas de robóticas e programação, além de entregar um modelo de negócio enxuto. “Com nossa metodologia inovadora conseguimos ter inúmeros diferenciais, como investimento seguro, operação enxuta, baixos custos e alta lucratividade”, explica Leles.

Hoje, já são três escolas próprias e dez franquias. O objetivo é alcançar 50 unidades pelo Brasil até 2018. “Nosso plano é abrir unidades nas regiões sul, sudeste e centro oeste. Por isso, buscamos empreendedores que acreditam que podem transformar a educação no país com tecnologia”, finaliza Leles.

Raio X da Franquia

Investimento total: 150 a 190 mil

Taxa de franquia: 30 mil já incluso no investimento total

Prazo de retorno do investimento: de 24 a 30 meses

Faturamento médio mensal: 40 a 50 mil

Lucro mensal: 30 e 40%

Capital de giro: 10 a 30 mil já incluso no investimento total

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Rede de escola de programação e empreendedorismo expande negócio pelo Brasil

Uma escola de robótica que teve suas primeiras aulas ministradas dentro de um apartamento virou um case de sucesso. A Buddys teve sua história iniciada em 2013 e hoje a rede já fatura R$ 1,5 milhão por ano. A ideia de jovens empreendedores agora busca alcançar novos mercados, como os das regiões sul, sudeste e centro oeste. A expectativa é abrir 50 unidades até o final do ano.

“Esse modelo tende a ser o futuro das escolas. O aluno se desenvolve de forma individual. O legal é que se valoriza muito mais a interação entre professor e aluno, com isso potencializa o aprendizado em um ambiente colaborativo e que estimula a criatividade”, conta Marlon Wanderllich, CEO da empresa, sobre o modelo de negócios da rede.

Para atrair interessados em investir em uma franquia da Buddys, os irmãos prezam pelo diferencial das escolas. “Se for olhar o mercado, observará a enorme quantidade de concorrência para franquias de escola de idiomas, por exemplo. De tecnologia, são poucas! Além disso contamos com um modelo de negócio enxuto com alta lucratividade e baixo ponto de equilíbrio.”, explica Wanderllich.

Atualmente, a rede conta com três unidades próprias e dez franqueadas. Para ajudar no processo de expansão da Buddys, os irmãos contaram com a ajuda do primo Breno Leles. O objetivo é alcançar as 50 unidades pelo Brasil em 2018. “Nosso plano é abrir unidades nas regiões sul, sudeste e centro oeste. Por isso, buscamos empreendedores que acreditam que podem transformar a educação no país com tecnologia”, explica Breno.

Raio X da Franquia

Investimento total: 140 a 190 mil

Taxa de franquia: 30 mil já incluso no investimento total

Prazo de retorno do investimento: de 24 a 30 meses

Faturamento médio mensal: 40 a 50 mil

Lucro mensal: 30 e 40%

Capital de giro: 30 mil já incluso no investimento total

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Gastos Globais em Robótica devem atingir US$ 87 bilhões até 2025

Maior parte deste crescimento deve vir do mercado consumidor por causa de aplicativos como veículos autônomos e dispositivos para casa

O mercado global de robótica está crescendo mais rápido que o esperado e deve alcançar US$ 87 bilhões até 2025, de acordo com as novas projeções do The Boston Consulting Group (BCG)

Atualizando sua estimativa anterior, feita três anos atrás, que projetava um alcance de US$67 bilhões, o BCG revisou seus cálculos principalmente por conta do alto crescimento da demanda de consumidores finais. Em sua nova pesquisa Gaining Robotics Advantage, a consultoria projeta um crescimento adicional de US$ 14 bilhões, alcançando US$ 23 bilhões apenas no setor de consumo, uma evolução de 156%.

“Muito do crescimento acelerado virá do mercado consumidor por causa de aplicativos como veículos autônomos e dispositivos para casa”, explica Vlad Lukic, sócio do BCG e coautor do artigo. “O crescimento projetado no setor comercial explica o restante do ajuste – um aumento de 34% para 22,8 bilhões.”

Muitos fatores contribuíram para a necessidade de rever as estimativas. Primeiro, no espaço de apenas um ano, de 2014 a 2015, o investimento privado no espaço de robótica triplicou, de acordo com o BCG. A redução dos juros, que intensifica a queda dos preços, aumentou o avanço e o desenvolvimento de componentes no setor, de uma forma muito maior que observada inicialmente.

Em 2016, a área de robótica vivenciou uma mudança em serviços focados no consumidor, com um grande aumento de companhias do setor focada neste público. Hoje, os robôs podem aspirar e esfregar pisos, limpar calhas, ajudar crianças, fornecer vigilância e segurança doméstica e atuar como acompanhantes e auxiliares de saúde.

Desde 2012, 40% das novas empresas de robótica emergiram no setor de consumo, superando o crescimento nos setores militar, comercial e industrial. O setor militar representou 26% das novas empresas de robótica, o setor comercial 24% e o setor industrial apenas 10%, de acordo com a análise do BCG.

Alison Sander, líder do Center for Sensing & Mining the Future coautor do artigo, conta que todos os setores sentirão os efeitos uma vez que os consumidores começam a comprar robôs. “À medida que as pessoas se tornam mais receptivas aos robôs em suas vidas – abraçando tudo, desde aspiradores de pó de robôs a trabalhadores remotos no escritório – elas começam a exigir mais desses produtos. Isso atrairá mais capital de investimento e impulsará novos avanços nas capacidades de robótica “.

Mel Wolfgang, sócio do BCG e coautor do artigo, observa que a adição de robótica a uma empresa é uma decisão estratégica e não apenas um investimento de capital. Isso requer repensar e alterar fundamentalmente os níveis dos colaboradores, o mix de produtos, a pegada de fabricação e outros aspectos do modelo de negócios.

“O desafio para as empresas focadas no futuro é descobrir como usar a robótica para obter uma vantagem competitiva. Isso pode significar a identificação da combinação ideal entre trabalhadores humanos e máquinas, ou pode envolver a criação de um modelo de negócio totalmente novo”, diz Wolfgang. “A gestão empresarial precisa atuar para desenvolver um ponto de vista, testar e conduzir aplicativos robóticos e investir em infraestrutura, inclusive para estabelecer as bases para uma cadeia de fornecimento digital no chão da fábrica”.

O estudo completo pode ser encontrado em http://on.bcg.com/2uJO4Gf.

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Robótica se inspira em animais para automatizar a indústria

A Festo, multinacional líder em automação industrial, estará no 7º Congresso Brasileiro de Inovação e contará com a presença de quatro robôs inspirados em animais: AirJelly, Smart Bird, Air Penguin, além de um display com a formiga BionicAnt. As tecnologias fazem parte do projeto interdisciplinar da Festo, com o apoio de universidades, institutos e empresas globais de desenvolvimento.

“A ideia é aplicar o aprendizado biônico em linhas de automação no futuro. Esta é uma das nossas estratégias para desenvolver tecnologias para a Indústria 4.0, trazendo uma nova abordagem em automação industrial”, revela Flávio Rodrigues, Gerente de Marketing da Festo.

Além dos bionics, o Vice-Presidente de Pesquisa e desenvolvimento mundial da Festo, Dr. Peter Post, estará no evento para ministrar palestra sobre a Digitalização na manufatura e automação – Indústria 4.0. Peter Post é doutor em engenharia pela Universidade de Siegen, na Alemanha. Em 2010, recebeu o German Future Prize por seu trabalho no desenvolvimento de sistema de manipulação biônico e, recentemente, foi nomeado membro para o Conselho Alemão de Ciência e Humanidades.
Conheça os robôs que estarão em solo brasileiro:

AirJelly

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=divLsTtA5vk[/embedyt]

Inspirado no movimento das águas-vivas, a inovação desliza pelo ar com a ajuda de seu atuador elétrico central e de um sistema mecânico inteligente e versátil. Este bionic é controlado remotamente e mantido no ar por um balão cheio de gás hélio. Sua única fonte de energia são duas baterias de polímero de íon-lítio conectadas ao atuador elétrico central.

Smart Bird

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=nnR8fDW3Ilo[/embedyt]

Inspirado no movimento das gaivotas, o famoso pássaro inteligente foi todo produzido com fibra de carbono, possui uma envergadura de dois metros e seu peso total não passa de 485 gramas. O Smart Bird é capaz de decolar, voar e aterrissar sozinho, sem o auxílio de outros dispositivos de elevação.

Air Penguin

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=jPGgl5VH5go[/embedyt] Este robô foi inspirado nos movimentos dos pinguins. Com nadadeiras de torção passiva, a tecnologia faz com que os pinguins voem para frente e para trás. Os Air Penguins são ultraleves por conta de um balão cheio de hélio. O robô simula com precisão os movimentos de suas contrapartes naturais graças à sua estrutura 3D com o efeito Fin Ray Effect® na frente e nas costas.

BionicANTs

https://www.festo.com/group/en/repo/assets/media/bionicants-en-SD.mp4

Pela primeira vez, o comportamento cooperativo das criaturas também foi transferido para o mundo da tecnologia de controle por meio de algoritmos complexos.
Cada formiga toma as suas decisões de forma autônoma, mas ao fazê-lo é sempre subordinado ao objetivo comum e, assim, desempenha o seu papel no sentido de resolver a tarefa em questão. De uma forma abstrata, este comportamento cooperativo fornece abordagens interessantes para a fábrica de amanhã. Sistemas de produção futura serão fundamentados em componentes inteligentes, que se adaptam de forma flexível a diferentes cenários de produção e, assim, assumem tarefas a partir de um nível de controle mais elevado.

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria

Data: 27/06 e 28/06
Local: Transamérica Expo Center SP

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A fábrica do futuro já existe e será apresentada na FEIMAFE

A fábrica do futuro estará ao alcance dos visitantes da FEIMAFE 2017 – 16ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, que será aberta no dia 20 de junho, no Expo Center Norte, na capital paulista. Um conjunto de empresas de alta tecnologia mostrará o funcionamento de “máquinas inteligentes” que, de forma integrada, realizam trabalhos por horas a fio e ainda tomam decisões sem a interferência humana. A demonstração desses feitos poderá ser presenciada na Manufatura Inteligente, um espaço exclusivo na Feira cujo principal objetivo é transformar o processo de produção mais eficiente, flexível, adaptativo, preditivo e produtivo, condições imprescindíveis para participar em mercados altamente competitivos.

A Manufatura Inteligente é fundamentada através da conexão da robótica avançada com os chamados Big Data Analytics (que compila e analisa através de método estatístico um grande conjunto de dados), graças também à incorporação de recursos de Tecnologia da Informação (TI) e internet nas máquinas, explica o diretor da Okuma, Mohseen Hatia. Com a junção dessas funcionalidades, as máquinas robotizadas e altamente informatizadas “aprendem” com a experiência durante o processo de trabalho, tomando decisões independentemente da interferência humana.

Confira as novas atividades e atrações da FEIMAFE que vai guiar o visitante da entrada do evento passando por 11 pontos de interesse onde ele encontrará de forma mais fácil o que busca em relação à inovação e eficiência.

Manufatura Inteligente

Oitos robôs controlados pelo YRC 1000, modelo desenvolvido pela Yaskawa Motoman, demonstrarão várias aplicações numa cabine de caminhão. Eles estarão fazendo solda mig, solda ponto por resistência, solda laser e pintura. Haverá também dois robôs de manipulação, abrindo e fechando as portas da cabine de caminhão. Já a Sandvik Coromant apresenta o programa Right from the start (Certo desde o início) que visa indicar qual ferramenta de corte é mais adequada à uma nova máquina (Rua B-44).

Ilha da Eficiência

O estande da empresa LMT Tools dará lugar a uma experiência inédita, a Ilha da Eficiência, um espaço de 300 m² onde serão apresentadas empresas responsáveis pelo processo fabril de um motor de automóvel, de fabricação nacional. O processo é composto por dez empresas, desde o corte do aço até o produto final, no caso o de um Renault Captur, modelo lançado ano passado no Salão Internacional do Automóvel. (Rua D-50).

Arena da Robótica e Automação Industrial

A Festo vai mostrar aos visitantes o Robotino, um robô que tem feito sucesso de público pelo mundo por resolver problemas complexos sem a necessidade de seu operador executar programas intrincados. O robô ficará responsável por locomover peças de um quebra-cabeça através da interação com um ambiente chamado “Portal H”. A montagem do jogo entre o robô e o portal será em tempo real. (Rua N-30)

Espaço TruConnect

Neste ambiente montado pela TRUMPF, será apresentado todo o processo de produção da Indústria 4.0 em chão de fábrica por meio de realidade virtual. Os visitantes poderão visualizar e interagir com a produção de uma peça utilizando óculos de realidade virtual HTC Vive, que permite a imersão do usuário em um ambiente 3D. Com ele, dois controles disponíveis que aumentam a imersão do visitante nessa experiência. Durante a exibição, a pessoa escolhe o tipo de material utilizado para criar a peça. Todo o passo de cada processo pode ser acompanhado na imagem reproduzida ao levantar o joy stick da mão esquerda (Rua D-31).

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Fábricas Inteligentes: Setor automotivo pode melhorar margem operacional em até 40%

A Capgemini, um dos líderes globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, anuncia os resultados do seu relatório sobre Fábricas Inteligentes. O estudo, conduzido pelo Instituto de Transformação Digital da Capgemini, estima que um fabricante automotivo poderia atingir uma melhoria de cerca de 40% na sua margem operacional por meio de melhores custos de logística e material, eficácia do equipamento e de qualidade de produção. Como tal, a maioria das empresas industriais já embarcou na digitalização de plantas produtivas para permanecer competitiva.

Geralmente descrita como a pedra estrutural da “Revolução Digital Industrial”, uma fábrica inteligente faz uso de tecnologias digitais, como IoT (Internet das Coisas), big data analytics (análise inteligente de dados), inteligência artificial e robótica avançada, para aumentar produtividade, eficiência e flexibilidade. Os recursos da fábrica inteligente incluem robôs colaborativos, trabalhadores que usam componentes de realidade aumentada e máquinas que enviam alertas quando precisam de manutenção.

A pesquisa, que foi realizada de fevereiro a março de 2017, entrevistou mil executivos que ocupam o cargo de diretoria para cima em empresas de manufatura com uma receita de mais de US$1 bilhão ao ano. A pesquisa foi conduzida em seis setores: manufatura industrial, automotivo e transporte, energia e utilities, aeroespacial e defesa, ciências da vida e produtos farmacêuticos e bens de consumo. Diretores da Alemanha, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Reino Unido e Suécia responderam entrevistas qualitativas e quantitativas.

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Olimpíada Brasileira de Robótica 2017 tem inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2017, destinada a alunos do ensino fundamental e médio de todo o País. A OBR é uma das olimpíadas científicas apoiadas pelo governo federal, através do CNPq, Capes, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Ministério da Educação. É uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos, coordenada de forma voluntária por professores e pesquisadores da área de robótica de universidades brasileiras. A Olimpíada é uma iniciativa para popularizar a ciência, tecnologia e inovação junto aos jovens e para aproximá-los da área de exatas, além de ser um grande estímulo para a proposição de novas metodologias no processo ensino-aprendizagem.

A OBR teve, em 2016, a participação recorde de mais de 111 mil alunos, distribuídos em mais de 1.600 escolas em todos os Estados do País. É uma das olimpíadas que mais cresce no Brasil em função da grande aceitação da robótica pelos alunos.

O que nem todo mundo sabe é que Sorocaba tem uma presença importante na organização da OBR. Dentre os membros fundadores da OBR estão dois professores de Sorocaba, que foram os coordenadores nacionais da olimpíada nos biênios 2011-2012 e 2015-2016. É aqui em nossa cidade que fica a sede administrativa da OBR, bem como todo o sistema de computadores da Olimpíada, ambos instalados nas dependências da Unesp Sorocaba. Em 2017, a coordenação nacional da OBR é de um professor da UFSCar, universidade também instalada em nosso município.

Embora toda essa iniciativa ocorra em nossa cidade, a participação dos alunos de Sorocaba ainda é pequena. Em 2016 foram inscritos na OBR apenas 203 alunos de nove instituições sediadas no município. Isso corresponde a 0,18% do total de alunos. É ainda, pouco para a cidade.

Quem pode participar da OBR? Qualquer aluno matriculado no ensino fundamental, médio ou técnico de qualquer escola pública ou privada.

Como é a participação na olimpíada? A OBR tem provas teóricas e práticas. Se a escola já utiliza robótica, então ela pode participar da modalidade prática. As provas práticas ocorrem em todas as regiões, e os finalistas de cada estado são convidados a participar da final nacional.

Se a escola não possui robôs, a OBR tem provas teóricas em vários níveis escolares. Não é preciso ter um grande conhecimento prévio sobre robótica. Muitas das questões da OBR abordam o conteúdo curricular do ensino fundamental e médio aplicado à robótica. As provas produzidas pela OBR são aplicadas na própria escola na primeira fase.

Todos os participantes – alunos e professores – recebem certificados de participação. Toda escola participante recebe pelo menos uma medalha para seu melhor aluno. A fase final da OBR acontece em conjunto com a Competição Brasileira de Robótica (CBR) e a Mostra Nacional de Robótica (MNR), e o melhor aluno do Brasil ganha o direito de participar da RoboCup internacional.

Para participar da OBR, os alunos devem procurar um professor de sua escola e solicitar a ele para que faça a inscrição no evento. A participação é totalmente gratuita.

As inscrições vão até 20 de maio de 2017. Modalidade Teórica: provas nacionais em 2 de junho (1ª fase) e 25 de agosto (2ª fase, apenas para o nível 5); Modalidade Prática: etapas regionais e estaduais de julho a agosto e a Final Nacional será em Curitiba (PR). Mais informações: www.obr.org.br

Alexandre da Silva Simões é professor da Unesp em Sorocaba, vice-diretor do Instituto de Ciência e Tecnologia de Sorocaba (ICTS), e membro do Conselho Municipal de Educação (CME) de Sorocaba.

Esther Luna Colombini é professora do Instituto de Computação (IC) da Unicamp e pesquisadora junto à Unesp Sorocaba.

Rafael Vidal Aroca é professor do departamento de Engenharia Mecânica da UFSCar, Câmpus de São Carlos e coordenador nacional da OBR 2017. Os três são membros do Conselho Superior da OBR.

Publicado originalmente em
http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/771584/olimpiada-brasileira-de-robotica-2017

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