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Seis razões que comprovam que a certificação de cabeamento é mais necessária que nunca

Por Richard Landim

O atual cenário de crise econômica que o país enfrenta demandou uma reestruturação dos orçamentos de TI. Reduzir custos é a prioridade número um das empresas, que precisam tomar decisões difíceis para reduzir despesas operacionais e de capital. No entanto, neste processo, é fundamental que os gerentes de TI não se esqueçam de que uma infraestrutura de rede saudável está diretamente ligada à produtividade, eficiência e expansão de serviços.

Uma opção tentadora para reduzir as despesas de TI pode ser adiar a manutenção. Embora nenhuma organização prorrogue uma manutenção realmente crítica, existem tarefas que podem ser adiadas, pois estão em uma zona cinzenta que pode ser considerada “opcional”. Trafegar nessas decisões não é fácil, mas seria um grave erro suspender os testes da fundação de cada rede: seu cabeamento de cobre e fibra.

O teste mais completo para o cabeamento de rede é a certificação. A certificação prova que um sistema de cabos adere a rigorosos padrões de desempenho e de execução da instalação, por isso, este procedimento requer técnicos treinados e equipamentos de teste especializados. Este é um esforço caro que pode ser adiado, certo? Errado.

O cabeamento é responsável por metade de todas as falhas na rede. Ao certificá-lo, as falhas são significativamente reduzidas. Em tempos financeiramente desafiadores, este é um benefício crucial que pode ser potencializado de seis maneiras:

1. Certificar é mais barato que reparar

A certificação de cabos de cobre e fibra previne problemas. Sem ela os reparos devem ser feitos em uma rede ativa ou pior, em uma rede que está sofrendo uma interrupção.

O tempo de inatividade da rede resulta em perda de receita e produtividade, redução de serviço ao cliente e desvantagem competitiva. Um estudo do Gartner estimou que uma hora de inatividade de uma rede corporativa custa, em média US$ 42.000, dependendo da indústria.

Se uma empresa é desafiada a melhorar seu tempo de atividade anual de 99,9% para 99,99%, ela precisa reduzir o tempo de inatividade por oito horas. Usando a estimativa do Gartner sobre o custo de inatividade, isso gera uma economia para a empresa de US$ 336.000 por ano. Mas como se chega lá?

Há muitas causas de inatividade. Um estudo do Gartner/Dataquest apontou que o erro humano e de aplicação são responsáveis por 80% das falhas. Mas se a rede representa apenas 20% da causa, ela responde por US$ 67.000 da exposição.

Compare isso com o custo da certificação. Uma rede com 600 linhas de cobre Categoria 6 passa por testes de certificação. Uma suposição realista é que 5% dos links falham no teste inicial e devem ser reparados e testados novamente. Usando um certificador de cabo moderno todo o processo levaria aproximadamente 11 horas. A uma taxa comercial de R$50 por hora, a despesa será de R$600. R$600 de despesa para economizar US$67.000. O caso de sucesso da certificação é auto evidente.

2. As garantias do produto estão limitadas

Em tempos difíceis um proprietário de rede pode ser tentado a usar a garantia de um fabricante por segurança. Isso é compreensível uma vez que a maioria dos fabricantes de cabos e conectores oferecem boas garantias e estão por trás de seus produtos. Entretanto, esses fabricantes não podem garantir a instalação final.

A qualidade de uma instalação de cabos está em grande parte nas mãos dos instaladores. Se a habilidade do profissional é fraca, mesmo produtos excelentes falham. As falhas e problemas associadas à rede estão fora do escopo de uma garantia de hardware, de modo que o proprietário da rede e o instalador devem negociar a correção.

A única maneira de assegurar que a obra do instalador atenda aos padrões e que as melhores práticas sejam seguidas é através dos testes de certificação. A certificação dá a proteção necessária contra custos imprevistos ao proprietário da rede e, quando os ventos da economia estão desfavoráveis, essa proteção é sempre bem-vinda.

3. Certificação e Recertificação serão a prova de futuro da infraestrutura

Você pode acreditar que um cabo, após instalado e certificado, nunca mais precisará de atenção. Isso pode ser imprudente. Uma planta de cabeamento recertificada pode provar ser compatível com o tráfego de alta velocidade que é implantado anos após o cabo ser instalado pela primeira vez. Quão importante é o suporte para velocidades mais altas? De acordo com um levantamento de datacenters pela empresa de pesquisa BSRIA, a tecnologia multigigabit é comum agora:

Quais são as implicações disto? O cabo de cobre da categoria 6 foi projetado para suportar uma taxa de dados de 1 Gigabit por segundo. Os recentes testes de certificação em campo indicam que boa parte do cabo Cat 6 usado nos datacenters está em conformidade com o padrão 10GBASE-T e pode suportar o serviço de 10 Gigabit em distâncias curtas a moderadas. Se você recertificar o cabo Cat 6 em seu datacenter pode encontrar um caminho eficiente para uma taxa de transferência de 10X, evitando alguns ou todos os custos de substituição de cabeamento. Além disso, quando a demanda por serviços de TI repercutir, a planta de cabos recertificados estará pronta para suportar novos equipamentos e expandir os serviços.

4. Cabeamento não certificado = Capital Subutilizado

É um fato: Recessões agitam o mercado, especialmente o imobiliário. Quando um novo inquilino entra em um edifício o estado de seu cabeamento apresenta uma série de questões. Quantos anos têm? Funciona? Para que foi usado? Quando? O novo inquilino pode ver a essa quantidade de cabos de cobre e/ou fibra como um mistério e não como algo bom.

Certificar 200 links de cabos custará menos de R$ 1000. A instalação de 200 novas linhas do novo cabo Cat 6 custará de R$ 5.000 a R$ 10.000. A escolha para o locatário é fácil.

A certificação é sinônimo de capital poupado para os proprietários de edifícios e inquilinos. A falta de certificação transforma o cabeamento legado em capital subutilizado: dinheiro gasto que não pode ser recuperado.

5. Reduzir resíduos é uma boa política

O argumento econômico para estender a vida dos cabos foi descrito no item 4, mas pode não ser o pior caso. O Código Elétrico Nacional (NEC 2002) requer a remoção de cabos abandonados que não sejam identificados para uso futuro. Sem certificação, o custo do cabo legado pode incluir a despesa com a remoção e reciclagem dos cabos e/ou o impacto ambiental da eliminação.

Maximizar o uso de cabos de cobre e fibra existentes é uma política de negócios consistente. Quando devidamente conservado tem uma longa vida útil. Com orçamentos limitados exigindo maior eficiência, faz sentido usar a certificação para implementar os três pilares da gestão ambiental: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

6. Comprador Cauteloso

Uma tendência inquietante na indústria de cabos refere-se a produtos das categorias 5, 6 e 6A. Estes cabos são muitas vezes fabricados fora do país e é mais barato se comparado ao de grandes fabricantes. Infelizmente, muito destes cabos baratos são produzidos com materiais inferiores e em processos de fabricação questionáveis.

Em 2008, a Communications Cable & Connectivity Association testou nove marcas de cabos sem nome em comercialização no mercado.. Nenhuma delas atingiu porém os requisitos físicos definidos no TIA 568-B.2; apenas cinco atenderam aos padrões de teste elétrico determinados no TIA 568-B.2; e somente uma atende aos pré-requisitos de segurança definidos pelas normas UL 1666 e NFPA 262. Mas como esse cabo tão fraco chega ao mercado? Isso acontece porque as agências de segurança realizam testes aleatórios na fábrica e não no campo. O abismo no processo de qualidade deixa os usuários finais expostos a riscos de segurança e desempenho totalmente evitáveis.

Para assegurar que não haja prejuízo ou riscos ocultos com cabos Cat 5, 6 e 6A de baixo custo, as empresas e instaladores devem se certificar de que o cabeamento esteja de acordo com os padrões da indústria.

Em suma, o cabeamento certificado tem muito mais valor. E pode variar dependendo da aplicação e da empresa. Considere as armadilhas dos cabos não certificados. Considere o trade-off entre os testes e “espere o melhor”. A esperança é raramente uma boa estratégia e, em uma economia desafiadora, é ainda mais perigosa.

Richard Landim, Especialista de Produtos da Fluke Networks Brasil, líder mundial no fornecimento de soluções de teste de rede e monitoramento.

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Verificação, qualificação, certificação: Qual destas ferramentas de teste é a mais adequada?

Por Richard Landim

À medida que as redes crescem e se transformam, o desempenho do cabeamento torna-se crítico no que diz respeito à qualidade do serviço entregue. Os administradores e usuários estão constantemente demandando novas tecnologias, serviços e melhor performance, o que, inevitavelmente, requer infraestrutura de rede avançada, confiável e segura.

Neste cenário, as ferramentas de teste de cabeamento tornaram-se essenciais para que instaladores, empreiteiros e técnicos garantam a qualidade e evitem falhas na infraestrutura da rede. Essencialmente existem três maneiras para se testar uma instalação de cabeamento: verificação, qualificação e certificação. Mas é preciso analisar cada tipo de teste para que o usuário certifique-se qual ferramenta melhor atende às suas necessidades.

O cabeamento está conectorizado corretamente?

Os testes de verificação respondem a esta pergunta. Para o cabeamento de cobre, essas ferramentas de baixo custo e simples de utilizar realizam funções de continuidade básicas, como pinagem e geração de tons. A pinagem dirá que cada par está conectado aos pinos certos em plugues (machos) e soquetes (fêmeas) com bons contatos nas terminações, enquanto que a geração de tons é usada para auxiliar na identificação de um cabo específico em um grupo ou em uma extremidade remota.

Alguns testadores de verificação incluem um recurso de reflectometria no domínio do tempo (Time Domain Reflectometer, TDR) para ajudar a determinar a distância até a extremidade de um cabo ou um local de problema. Esse tipo de ferramenta também é capaz de detectar se um switch está conectado ao cabo sob teste.

No caso da fibra, um localizador visual de falhas (Visual Fault Locator, VFL) pode servir como ferramenta de identificação, à medida que verifica a continuidade das conexões de fibra para ajudar a encontrar interrupções, conectores e fusões com problemas. Além disso, o localizador visual de falhas verifica a polaridade e a orientação apropriadas das fibras em caixas de passagem, cassetes e DIOs.

Embora a verificação seja ideal para o troubleshooting e realmente a primeira linha de defesa na descoberta de problemas de cabeamento, a maioria dos testes de cabo exige mais do que uma simples verificação. Como consequência, raramente é o único método utilizado, a menos que esteja testando aplicações apenas de voz POTS (serviço telefônico convencional) rodando sobre cabos de voz simples como os de Categoria 3.

Sozinhos, os testes de verificação não averiguarão a capacidade do cabeamento para comportar aplicações específicas. E certamente não resultarão na capacidade de garantir as normas de conformidade necessárias para uma garantia de fabricante.

O cabeamento pode suportar a aplicação desejada?

Os testadores de qualificação incluem a funcionalidade de verificação, porém são mais sofisticados, capazes de qualificar a largura de banda do cabeamento. A qualificação fornece as informações necessárias para determinar se o cabeamento sob teste suportará a sinalização para aplicações específicas.

Combinados com o recurso de verificação, os testadores de qualificação também são excelentes ferramentas na solução de problemas. São ideais para pequenas adições, movimentos e alterações ou para a configuração de uma rede temporária que precisa estar qualificada a uma tecnologia de rede específica. Também podem ajudar a decidir se uma planta de cabeamento existente precisa ser atualizada para comportar uma nova aplicação.

Mas como os testes de verificação, a qualificação não realiza a certificação exigida pelos fabricantes de cabeamento ou pelas Normas atuais.

O cabeamento cumpre as normas do setor?

Os testadores de certificação são a única resposta para esta pergunta. Usados por instaladores/fornecedores e gerentes de unidades empresariais para assegurar que o novo cabeamento satisfaça plenamente aos requisitos das normas de cabeamento como a nova TIA-568.3-D, uma ISO 11801 ou a nossa ABNT NBR 14565, a certificação é a mais rigorosa de todos os testes de cabo. É exigida pelos fabricantes de cabeamento para receber uma garantia.

A certificação inclui todos os testes que entram na verificação e na qualificação, mas também realizam várias medições por meio de faixas de frequência definidas previamente e compara os resultados detalhados aos padrões definidos pela TIA, ISO ou demais órgãos reguladores como a ABNT. Os resultados determinam aprovação ou reprovação de acordo com a norma e indicam se uma ligação está em conformidade com uma categoria ou classe específica de cabo, como a categoria 6A ou EA. Isso, por sua vez, diz qual aplicação esse link é capaz de suportar.

A escolha é importante

Embora a decisão de utilizar testes de verificação, qualificação ou certificação de cabeamento, em última análise, se trate do que o cliente necessita, os testadores de certificação que atendem as normas do setor são os únicos capazes de oferecer o suporte e a segurança financeira necessária. Qualquer outra escolha põe a responsabilidade única de garantia sobre você. E com um custo médio do link de pelo menos R$200 para uma instalação comercial, qualquer valor em risco é muito significativo.

Richard Landim, Especialista de Produtos da Fluke Networks Brasil, líder mundial no fornecimento de soluções de teste de rede e monitoramento

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Novo dispositivo da Fluke Networks simplifica o processo de inspeção de fibra óptica

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Para facilitar aos instaladores de rede inspecionar fibras,a Fluke Networks, líder mundial no fornecimento de soluções de teste de rede e monitoramento, anuncia ao mercado brasileiro a disponibilidade do novo FI-500 FiberInspector, primeira sonda de inspeção de fibras por vídeo com lanterna integrada. O recurso PortBright combinado com autofoco e visor grande e de alto contraste, torna o FI-500 um dispositivo fundamental para técnicos de fibra que atuam em ambientes densos com baixa luminosidade.

Terminais de fibras ópticas sujos são uma grande fonte de problemas tanto no sistema monomodo quanto no multimodo. O novo dispositivo da Fluke Networks permite que os técnicos determinem rapidamente se os terminais estão contaminados ou danificados e está posicionado entre dispositivos analógicos simples e modelos com vídeo automáticos de preço elevado. Embora o FI-500 seja quase metade do preço da maioria dos dispositivos de inspeção completamente automáticos, ele fornece muitos dos mesmos recursos, incluindo autofoco, visor com iluminação de fundo, uma visualização congelada, e uma ampla variedade de pontas para inspeção de praticamente qualquer terminal de fibra.

“Como a fibra é implantada mais profundamente na rede do data center, é importante ter acesso a uma gama completa de ferramentas de solução de problemas”, disse Stuart Hoiness, vice-presidente sênior de redes corporativas para comunicações ópticas da Corning. “A limpeza da extremidade do conector é muitas vezes esquecida na solução de problemas. Assim, este dispositivo amigável de um líder de setor como a Fluke Networks beneficiará o mercado de data center e deve ser parte de qualquer kit de ferramentas do instalador de fibra”, completa Hoiness.

O FI-500 fornece iluminação para ajudar o usuário a localizar a fibra ou a porta certa em painéis escuros ou congestionados, mais uma tecnologia para autofoco rápido. Controles na sonda permitem a operação com apenas uma mão, incluindo um botão de pausa que congela a imagem, tornando mais fácil inspecionar lugares de difícil alcance ou para ver quando a imagem simplesmente não fica parada. A sonda compacta proporciona um campo de visão de 610 X 460 mícrons, com uma gama de funções de zoom e centralização. O visor grande fornece uma visualização instantânea de contaminação de fibra no anteparo ou cabos de conexão.

“Para técnicos de fibra tentando solucionar problemas em locais complexos, compactos e de baixa visibilidade, o FI-500 proporciona a simplicidade e praticidade de um dispositivo de inspeção manual, mas com recursos avançados para reduzir o tempo da inspeção e da solução de problemas”, ressalta Richard Landim, especialista de produto da Fluke Networks Brasil. “Acreditamos que nove entre 10 dentistas aprovariam o fato de que o FI-500 ajuda os técnicos a evitar segurar uma lanterna com os dentes”, ironiza.

“A facilidade de operação torna o novo FiberInspector uma ótima ferramenta para diagnósticos e solução de problemas de contaminação de terminais de fibra”, revela Greg Badnerosky, supervisor de projetos da Fisk Technologies, empresa líder em projetos e instalações de sistemas de cabeamento estruturados. “O recurso de lanterna é especialmente útil, pois muitas das caixas de fibras que encontramos em locais de construções não são bem iluminadas.”

Vendido por cerca de metade do preço de dispositivos com vídeo automáticos, o FI-500 está disponível por intermédio de diversos fornecedores tradicionais e online. Uma gama de adaptadores está incluída, atendendo à maioria dos aplicativos sem compras adicionais, embora adaptadores especiais também estejam disponíveis.

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