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Cursos profissionalizantes impulsionam a entrada do jovem no mercado de trabalho

Buscar novas qualificações e habilidades por meio de cursos profissionalizantes é uma boa alternativa a curto prazo, além de servir como bússola, para os jovens, de qual carreira seguir. Mesmo em um cenário de incertezas, o mercado de trabalho ainda é positivo para aqueles que buscam colocação. Segundo uma pesquisa do Espro – Ensino Social Profissionalizante, no ano passado, houve um aumento de 21% no número de admissões de adolescentes no segmento de estágios.

Alinhado a esta tendência, o Grupo Prepara, por meio da marca Prepara Cursos, maior rede de cursos profissionalizantes do país, há uma década, capacita jovens para a vida profissional. A rede de franquias oferece mais de 80 cursos, em diversas áreas, para alunos com faixa etária a partir de 14 anos.

Segundo o portal Catho, a área de TI (Tecnologia da Informação) é uma das mais promissoras de 2016 e o profissional pode conquistar uma remuneração mensal de até 5 mil reais. Uma boa saída para quem deseja se especializar no setor são os cursos profissionalizantes “Analista de Sistema de TI e Sistemas” e “Desenvolvedor de Sistemas”. Nas aulas, os participantes terão um panorama completo sobre o segmento no país e também módulos como desenvolvimento de sistemas e manutenção de computadores.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a qualificação é um diferencial imprescindível para que o jovem tenha acesso a boas oportunidades e se destaque em um ofício. “A nossa filosofia é preparar a nova geração para competir com igualdade por um posto de trabalho e, assim, conquistar horizontes de vida mais promissores”, explica Rogério Gabriel, fundador e presidente do Grupo Prepara.

Já para quem pretende atuar na área administrativa, que é um dos setores em alta, uma boa opçõa é o programa de “Gestor Administrativo”. Somente em São Paulo, a Catho disponibiliza mais de 80 mil vagas neste segmento, para atuar como gestor, analista, auxiliar administrativo, recepção, entre outras. Nas aulas, os participantes terão contato com temas como liderança, planejamento financeiro e rotina administrativa. Os candidatos também poderão ampliar seus conhecimentos em informática e tecnologia por meio dos cursos “Excel Avançado” e “Personal Cad”.

Além de oferecer capacitação técnica, a Prepara Cursos também promove o encaminhamento dos jovens ao primeiro desafio profissional, por meio do Programa Mais Empregos, que já beneficiou mais de 100 mil pessoas em todo o país. “Encaminhamos cerca de 15 mil jovens por mês ao mercado de trabalho, sendo 70% deles ao primeiro emprego”, destaca Rogério.

Para se inscrever em uma das 80 opções de programas profissionalizantes, os interessados podem ir até uma unidade mais próxima de sua cidade. Mais informações: www.prepara.com.br

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Qualificação da mão de obra brasileira, uma nova urgência

Por Alexander Damasceno

Embora as taxas de desocupação indiquem que estamos caminhando para um cenário de pleno emprego no Brasil, o crescimento econômico demandará novas habilidades e competências dos profissionais do País. Resta saber se os brasileiros estão preparados para as novas exigências do mercado, já que os dados das últimas pesquisas são alarmantes. A produtividade do Brasil é cinco vezes menor que a dos Estados Unidos, quando medida em termos de produto interno bruto (PIB) por pessoal ocupado. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), somente 11 a cada cem brasileiros entre 25 e 64 anos detêm um título de nível superior. Já nos países ricos, 31 a cada cem passaram por algum tipo de educação terciária.

Não obstante, o governo federal prepara um plano ambicioso para atrair mão de obra estrangeira altamente qualificada. O ministro Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, lidera o projeto. A intenção do governo é aumentar de 0,3% para 3% o número total de estrangeiros na população brasileira. Desse modo, seis milhões de imigrantes passarão a prospectar empregos no mercado nacional.

O próprio ministro reconhece que a educação dos brasileiros seria a melhor ferramenta para o País alcançar o desenvolvimento necessário. Contudo, “é um caminho mais demorado”, ele confessa. Por esse motivo, pretende tornar o Brasil um destino prioritário para os estrangeiros.

Não é um cenário para medo, pavor, xenofobia ou protecionismo. É preciso lembrar que cerca de 4 milhões de brasileiros vivem no exterior, sendo os Estados Unidos, Japão e diversos países europeus os principais destinos. Muitos saem em busca de uma nova vida, trabalho e estudos. Aqueles que ousarem aprender com as renomadas instituições estrangeiras ou buscarem qualificação no país em que moram, estarão aptos a competir globalmente mediante as novas conjunturas. Há algum sentido nos bordões midiáticos que reforçam “o apagão da mão de obra no Brasil”, afinal, esses bordões comprovam os gargalos do desenvolvimento que existem por aqui. Contudo, as soluções estão cada vez mais aparentes.

A entrada de estrangeiros no País vai não só atrair mão de obra qualificada, mas também incentivar o brasileiro a buscar mais formação dentro e fora do Brasil com o objetivo de garantir seu espaço. Experiências internacionais em universidades como UC Berkeley, Babson College, Columbia, Johns Hopkins e Jiao Tong são uma ótima opção de destinos para aqueles que querem atender a demanda por mão de obra qualificada e estratégica. Profissionais que procuram esse tipo de formação já perceberam a urgência de se qualificarem de modo a melhorar a produtividade, capacidade tecnológica e base de inovação do Brasil e, assim, alcançarem mais destaque em um mercado cada vez mais competitivo.

*Alexander Damasceno é diretor do B.I. International, escola global de educação executiva com foco em empreendedorismo e inovação

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Curso técnico: acesso mais rápido ao mercado de trabalho ?

Letícia Bechara*

Há poucos dias iniciou-se o processo de inscrições para o vestibular das ETECs no Estado de São Paulo. Mais de 60 mil vagas em todo o estado, distribuídas em mais de 100 cursos.

A proposta do curso técnico é dar uma oportunidade para que o aluno ingresse no mercado de trabalho de forma mais rápida, já que o curso tem duração de 18 meses, e uma formação mais técnica e específica.

O mercado brasileiro está aquecido e demanda profissionais de diferentes áreas. De acordo com os dados do governo, os alunos das ETECs após concluírem o curso, quase 70% deles já estão empregados. A curto prazo realmente garante um acesso rápido ao mercado de trabalho.

Vamos pensar um pouco no longo prazo. Para alunos que escolhem cursos de bacharelados hoje, com duração entre 4 e 5 anos, a entrada no mercado de trabalho será prorrogada. Provavelmente entre 20 e 21 anos, será o momento de começar as experiências profissionais com os estágios, e entre 22 e 23, ao final do curso, as experiências nos programas de trainee das empresas.

Em termos de remuneração, os trainees tem uma faixa salarial bem superior aos estágios e cursos técnicos, apresentam uma proposta de ampliação de conhecimento e visão geral da organização das empresas. Os alunos que irão concorrer para essas vagas, também precisarão de um preparo melhor: para começar inglês fluente, domínio da língua portuguesa e conhecimentos gerais – capital cultural mesmo. Essa diferença coloca o aluno que entrou mais tarde no mercado de trabalho, a frente de todos aqueles que terminaram o curso técnico e estão exercendo as funções mais operacionais.

Para a maioria dos jovens brasileiros, terminar o Ensino Médio já é um enorme desafio, e muitos deles não poderão se dar ao luxo de fazer essa escolha, deverão entrar no mercado para batalhar por uma vaga e com a concorrência, deverão ser esforçar para conseguir o trabalho e se manter nele. Para eles, o Ensino Técnico é essa possibilidade de especialização e crescimento, porque a partir dessa experiência, poderão dar prosseguimento aos estudos, investir no curso superior e aumentar o conhecimento e possibilidades.

Diante dessa situação atual, qualificação profissional é o caminho de curto prazo que trará mais benefícios para as empresas e futuros empregados. Mas é preciso manter o olhar no futuro e incentivar o pensamento que ao longo da vida, o mais importante é desenvolver o senso da aprendizagem. Aprender não é apenas adquirir conhecimento técnico, significa aprender a se conhecer melhor, a se relacionar com pessoas e interagir em uma estrutura profissional que demanda postura e ética e não apenas conhecimento específico.

* Leticia Bechara é mestre em Educação e coordenadora do Vestibular e Relacionamento da Trevisan Escola de Negócios

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