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Advent International capta R$ 11 bilhões (US$ 2 bilhões) para sétimo fundo de private equity dedicado à América Latina

A Advent International, um dos maiores e mais experientes investidores globais de private equity, anunciou hoje que concluiu a captação de recursos para o Advent Latin American Private Equity Fund VII (“LAPEF VII” ou “Fundo”). O LAPEF VII recebeu o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 2 bilhões) em compromissos de investidores institucionais de todo o mundo.

Com o novo fundo, o capital total levantado pela Advent para investimentos em empresas da América Latina desde 1996 soma aproximadamente US$ 8 bilhões – o maior entre todas as empresas de private equity que atuam na região. Somando ao LAPEF VII os fundos Global Private Equity IX e Advent Tech, fechados no ano passado, a Advent captou US$ 22 bilhões nos últimos 16 meses para investimentos no mundo todo.

“O LAPEF VII reflete nosso forte histórico na América Latina, estabelecido ao longo de seis gerações de fundos e vários ciclos econômicos na região”, disse Patrice Etlin, Managing Partner da Advent em São Paulo e membro de seu Comitê Executivo global. “Continuamos a ver oportunidades de investimento interessantes na região. Pretendemos nos aliar a empresas de médio e grande porte e ajudá-las a expandir seus negócios usando nossa profunda experiência nos setores em que nos especializamos, nossa plataforma global e recursos operacionais de primeira linha.”

Dando continuidade à estratégia panregional e especializada em setores da economia dos fundos anteriores, o LAPEF VII investirá principalmente em Brasil, Colômbia, México e Peru, e também pode aproveitar oportunidades em países como Argentina e Chile. O fundo atuará nos cinco setores em que a Advent é especializada: (1) serviços e serviços financeiros; (2) saúde; (3) industrial; (4) varejo, consumo e lazer; e (5) tecnologia. O LAPEF VII terá flexibilidade para alocar capital em diferentes tipos de negócios – aquisições, carve-outs e transações de growth equity – e tamanhos, com aportes que podem variar de US$ 50 milhões a US$ 300 milhões ou mais.

“A América Latina tem um grande mercado e uma classe média em expansão, o que gera uma forte demanda por produtos e serviços de alto valor agregado”, disse Juan Pablo Zucchini, Managing Partner da Advent em São Paulo. “Além disso, diversos setores continuam muito fragmentados, e um grande percentual das empresas médias tem controle familiar. Isso cria oportunidades para gerar valor consolidando indústrias, profissionalizando negócios e acelerando seu crescimento.”

Uma ampla base de investidores institucionais entrou no LAPEF VII, incluindo fundos de pensão públicos e privados, endowments e fundações, fundos de fundos, fundos soberanos, family offices e outras instituições financeiras. A maior parte do capital veio dos investidores do LAPEF VI, com a Advent admitindo também um número seleto de novos investidores estratégicos para o novo Fundo.

“O LAPEF VII reforça a posição de liderança da Advent na América Latina e demonstra nosso compromisso com a região”, disse David Mussafer, Managing Partner da Advent em Boston e copresidente do Comitê Executivo. “Agradecemos o apoio contínuo de nossa diversificada base de investidores institucionais e temos o prazer de receber novos investidores selecionados para o programa LAPEF.”

POSIÇÃO DE LIDERANÇA DA ADVENT NA AMÉRICA LATINA


O novo fundo consolida a posição da Advent como um dos maiores e mais experientes investidores de private equity na América Latina. Nos últimos 24 anos, a Advent investiu ou comprometeu US$ 6,8 bilhões em 64 negócios na região e vendeu a totalidade de suas posições em 43 empresas, sendo nove por meio de IPOs. Hoje, o portfólio de empresas latino-americanas da Advent emprega mais de 80.000 pessoas. A companhia tem a maior equipe de private equity dedicada à região, composta por cerca de 40 profissionais de investimento e de apoio ao portfólio em escritórios em Bogotá, Lima, Cidade do México e São Paulo.

Desde a abertura de seu escritório em São Paulo, em 1997, a Advent investiu US$ 3,7 bilhões em 27 empresas brasileiras.

Em reconhecimento a essas realizações, no últimos 15 anos, a Advent foi nomeada 11 vezes como “Firm of the Year” na América Latina. A indicação foi feita por profissionais da indústria e editores da revista Private Equity International.

A ABORDAGEM DA ADVENT PARA A CRIAÇÃO DE VALOR


Na América Latina, como em outras regiões, a Advent adota uma intensa abordagem operacional para investir. A companhia faz parcerias com equipes de gestão das empresas investidas para criar valor de longo prazo por meio de melhorias operacionais, crescimento orgânico e aquisições, tanto nacional quanto internacionalmente. Para implementar essas iniciativas, a Advent tem uma grande rede de recursos na região. Isso inclui os 39 profissionais de investimentos e de apoio ao portfólio e 30 operating partners e operations advisors externos — executivos sêniores com profundo conhecimento setorial.

Ao colocar em prática esse modelo, a Advent ajudou empresas latino-americanas a crescer e gerar valor de forma significativa. Desde 2006, as empresas controladas pela Advent por um período de pelo menos um ano aumentaram a receita e o EBITDA em média 14% e 13% ao ano, respectivamente, durante o investimento. Sob o comando da Advent, o valor das empresas do portfólio latino-americano dobrou para US$ 41 bilhões.

INVESTIMENTOS E SAÍDAS RECENTES NA AMÉRICA LATINA


Os investimentos recentes da Advent na América Latina incluem o Nubank, o maior banco digital independente do mundo; a CI&T, um provedor global de serviços de transformação digital; a Prisma Medios de Pago, empresa líder em pagamentos da Argentina; o Grupo BIG (antigo Walmart Brasil), terceiro maior varejista de alimentos do Brasil; o Grupo Farmacéutico Somar, fabricante líder de medicamentos genéricos no México; a YDUQS, a segunda maior empresa de ensino superior do Brasil; e a Canvia, provedor líder de serviços de TI no Peru.

As vendas recentes de participações da Advent em empresas na América Latina incluem a Easynvest, maior plataforma de investimento digital do Brasil; a Lojas Quero-Quero, maior varejista de materiais de construção do Brasil em número de lojas; a Ocensa, dona do maior oleoduto de petróleo bruto da Colômbia; Grupo Biotoscana (GBT), uma empresa biofarmacêutica líder na América Latina; International Meal Company (IMC), uma das maiores operadoras de restaurantes da região; Alianza Fiduciaria e Alianza Valores, a maior empresa independente de administração de recursos da Colômbia; Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), empresa privada de ensino no sul do Brasil; Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), o segundo maior terminal de contêineres do Brasil; e Grupo Fleury, o maior provedor brasileiro de serviços premium de diagnóstico médico.

Além do LAPEF VII, a Advent está investindo os recursos de seu nono fundo global de private equity, o GPE IX, dedicado a aquisições na Europa, na América do Norte e na Ásia; e de um fundo de tecnologia, o Advent Tech.

Este press release não é uma oferta ou solicitação de uma oferta, convite ou incentivo para investir em qualquer fundo da Advent International. Nenhuma pessoa pode investir em qualquer fundo da Advent International, exceto de acordo e sujeito aos termos da documentação do fundo aplicável e à lei aplicável.

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FGV realiza workshop sobre Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups

A Fundação Getulio Vargas realizará na segunda-feira (2/12), a partir das 8h30, em São Paulo, um workshop sobre o mercado de private equity, venture capital e investimentos em startups. O objetivo é debater o crescimento e desenvolvimento do país a partir dos investimentos em startups, inovação, venture capital e private equity.

O evento reunirá em um mesmo ambiente investidores, gestores de private equity e venture capital, corporações interessadas em inovação, conselheiros e executivos de fundos de pensão, formuladores de políticas públicas, consultores, advogados, fundadores de startups e demais interessados no tema.

O workshop será dividido em quatro painéis: Alocação pelos LPs em Venture Capital e Private Equity: Desafios e Oportunidades; Investimentos de Private Equity; Inovação, Venture Capital, Private Equity e a Revolução nos Negócios Tradicionais; e Venture Capital e Investimentos em Startups.

Participam grandes nomes do mercado como: Eric Acher, sócio, Monashees; Luís Ricardo Martins, presidente, ABRAPP; Luiz Chrysostomo, sócio, NEO Investimentos e Diretor, ANBIMA; Carlos Garcia, sócio, Itajubá Investimentos; Alexandre Saigh, sócio, Patria Investments; Cristiano Lauretti, sócio, Kinea Private Equity; Mario Malta, sócio, Advent International; Priscila Rodrigues, sócia, Crescera Investimentos; Luiz Maia, sócio, Brookfield; Anderson Thees, sócio, Redpoint eventures; Frederico Pompeu, sócio, BTG Pactual e head, BoostLab; Rafael Padilha, diretor, Bradesco Private Equity & Venture Capital; Cláudio V. Furtado, presidente, INPI; Fernando Wagner da Silva, sócio, Crescera Investimentos; Izabel Gallera, sócia, Canary; Laura Constantini, sócia, Astella Investimentos; Pedro Oliveira, senior investment officer, Kaszek Ventures; e Maria Rita Spina Bueno, diretora executiva, Anjos do Brasil.

Inscrições:http://educacao-executiva.fgv.br/sp/sao-paulo/eventos/workshop-de-lancamento-do-mba-em-private-equity-venture-capital-e-investimentos-em-startups?geo-popup=hide

Workshop Private Equity e Venture Capital

Data: 2 de dezembro de 2019

Horário: 8h30-13h

Local: FGV – Rua Itapeva, 432 – Auditório FGV

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FGV realiza o workshop de lançamento oficial de seu “Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity”

A Fundação Getulio Vargas promove no dia 9 de agosto, das 08h30 às 13h30, no Rio de Janeiro, o workshop de lançamento oficial do FGVnest – Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity, com participação do presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, além de outras autoridades.

“A capacidade de empreender e inovar, associada à existência de investidores dispostos a tomar os riscos daí resultantes, como os fundos de venture capital e private equity, é fundamental para o aumento sustentável da produtividade, principal fonte de crescimento econômico no longo prazo. O Nest, como componente da FGV Crescimento e Desenvolvimento Econômico, tem como objetivo contribuir para difundir e fortalecer o empreendedorismo e a inovação”, aponta o diretor do FGV Crescimento & Desenvolvimento, Roberto Castello Branco.

Na ocasião, investidores, gestores de private equity e venture capital, empresas inovadoras, empreendedores e formuladores de políticas públicas debaterão o Impacto de Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity no Crescimento e Desenvolvimento do Brasil. A programação do workshop conta com três painéis que visam garantir um amplo espaço de reflexão sobre a possibilidade de construção de uma agenda positiva para o crescimento e desenvolvimento econômico do país por meio de negócios inovadores de alto impacto. O primeiro painel será “A Contribuição de Startups e Venture Capital no Desenvolvimento Econômico”; o segundo, “Inovação, Investimentos e Corporate Ventures”; e, por fim, o painel “Private Equity e Venture Capital: Presente e Futuro”.

Participarão dos painéis representantes da Anjos do Brasil, Antera Gestão de Recursos, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bozano Investimentos, BTG Pactual, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Gaia Silva Gaede Advogados, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), TOTVS, Turim Family Office e Vinci Partners, entre outros convidados.

“Esta iniciativa pioneira do FGV Crescimento & Desenvolvimento contribuirá ativamente com o ecossistema empreendedor de alto impacto do país. O FGVnest será um hub de referência nos segmentos de Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity, agregando, promovendo e estimulando iniciativas da própria FGV, bem como de investidores, empreendedores, formuladores de políticas públicas, empresas inovadoras e outras instituições acadêmicas, por meio da geração e disseminação de conhecimento”, afirma Caio Ramalho, coordenador do FGVnest.

Workshop de lançamento oficial do FGVnest – Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity da FGV
Dia: 9 de agosto
Local: Auditório Engº M F Thompson Motta – Praia de Botafogo, 190 – 12º andar
Horário: 08h30 às 13h30
Inscrições: http://www.fgv.br/eventos/?P_EVENTO=4016&P_IDIOMA=0
Programação:

08h30 às 08h50 – Credenciamento

08h50 às 09h55 – Boas-vindas e Lançamento Oficial do FGVnest
– Carlos Ivan Simonsen Leal (Presidente, FGV)
– João Victor Issler (Diretor de Pesquisa, FGV Crescimento & Desenvolvimento)
– Pedro Cavalcanti (Diretor Executivo, FGV Crescimento & Desenvolvimento)
– Roberto Castello Branco (Diretor Institucional, FGV Crescimento & Desenvolvimento)
– Caio Ramalho (Coordenador, FGVnest)

09h55 às 10h55 – A Contribuição de Startups e Venture Capital para o Desenvolvimento Econômico
– Eliane Lustosa (Diretora de Investimento, BNDES)
– Alessandro Dantas (Diretor de Inovação e Propriedade Intelectual, MDIC)
– Fernando Silva (Sócio, Bozano Investimentos)
Moderador: Paulo Queiroz (Líder do Núcleo RJ, Anjos do Brasil)

10h55 às 12h15 – Inovação, Investimentos e Corporate Ventures
– Marcos Cintra (Presidente, FINEP)
– Juliano Seabra (Head de Inovação, TOTVS)
– Frederico Pompeu (Sócio, BTG Pactual e Head BoostLab)
– Rodrigo Pereira (Superintendente de Negócios e Inovação, B3) – a confirmar
Moderador: Mauro Jacob (Sócio, Gaia Silva Gaede Advogados)

12h15 às 13h25 – Private Equity e Venture Capital: Presente e Futuro
– Antonio Carlos Berwanger (Superintendente de Desenvolvimento de Mercado, CVM)
– Bruno Zaremba (Sócio, Vinci Partners)
– Robert Binder (Sócio, Antera Gestão de Recursos)
– Rodrigo Louro (Sócio, Turim Family Office)
Moderador: Cláudio Furtado (Professor, FGV EAESP)

13h25 às 13h30 – Encerramento

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Brasil deve voltar ao radar das empresas de Private Equity

Depois de passar por um período de um grande boom de crescimento e, logo na sequência, de dois anos de correção econômica, o Brasil está no caminho da estabilização e se tornando atrativo para empresas de Private Equity (PE) que querem se diversificar em mercados emergentes. A recuperação contínua, as reformas pró-negócios e o crescimento em indústrias-chave estão criando uma clara oportunidade para empresas de PE. Essas conclusões são apresentadas pelo The Boston Consulting Group (BCG) em seu relatório Private Equity Strategies for Brazil’s New Economic Reality, que está sendo lançado hoje.

A economia do Brasil está mais madura que a de outros mercados emergentes. Com cerca de um terço da população da América Latina, o Brasil atraiu quase a metade de todos os investimentos de Private Equity na região entre 2008 e 2015. Em comparação com mercados desenvolvidos, como os EUA, ainda há espaço para crescimento. “Essa combinação de fatores coloca o Brasil no ponto ideal para empresas dispostas a investir em economias emergentes”, diz Heitor Carrera, sócio do BCG e um dos autores do relatório. “Durante a próxima década, o país vai oferecer uma oportunidade rara para empresas globais que desejam adicionar mercados emergentes em suas carteiras e também para empresas locais que querem intensificar os seus investimentos aqui.”

Crescimento Estável e Melhora no Clima para os Negócios

A maioria dos economistas prevê que, apesar de alguma volatilidade no primeiro semestre de 2017, o PIB do Brasil vai estabilizar em um período de crescimento lento, mas constante – cerca de 1,8% ao ano até 2021, o que ainda é mais rápido do que a dos países do G7. Além disso, o governo do Brasil introduziu uma série de reformas – como a redução da burocracia necessária para arquivar alguns impostos ou iniciar uma nova empresa – que visa promover um ambiente mais favorável às empresas.

Embora a recente correção econômica tenha atingido fortemente alguns setores, muitos outros – particularmente em segmentos de consumo, como de alimentos e saúde – continuaram expandindo em taxas de dois dígitos, com perspectiva de manter o crescimento. Esses setores são agora os principais candidatos para o tipo de estratégias de criação de valor que as empresas de PE podem aplicar.

Cinco Estratégias de Adaptação para Prosperar

Para se obter sucesso no Brasil, é necessária uma profunda compreensão dos aspectos únicos do seu mercado de PE. Por exemplo, o tamanho médio de negócios no Brasil é menor do que em muitos outros mercados, e até mesmo grandes empresas globais competem para fechar negócios menores. Além disso, IPOs são relativamente escassos, e as empresas são mais propensas a vender suas empresas de portfólio para os compradores estratégicos, não financeiros.

Tendo em conta estes fatores, o BCG identificou cinco estratégias cruciais para empresas de PE que pretendem competir no Brasil:

Olhar além de alvos convencionais – onde a concorrência é forte – e considerar o investimento em empresas em estágio inicial, ou até mesmo o lançamento de novas empresas a partir do zero.
Renovar o processo de triagem para um ambiente de crescimento lento. Identificar pequenos bolsões de crescimento, ou comprar ativos de empresas em dificuldade.
Explorar todas as opções para criação de valor. Dado que o crescimento global será mais difícil no futuro, as empresas deverão se concentrar em margens de lucro e outras abordagens.
Trazer conhecimentos específicos do setor para a mesa. Em um mercado onde a experiência local é crítica, as empresas precisam construir equipes fortes, que podem fazer as melhorias operacionais necessárias para criar valor em suas empresas de portfólio.

Proteger-se contra a volatilidade da taxa de câmbio da moeda brasileira, definindo, potencialmente, períodos de investimento de longo prazo.

“O Brasil deu aos investidores uma aventura turbulenta na última década”, diz Carrera. “Mas agora, com a entrada de um período de crescimento mais lento, oferece fortes desafios e oportunidades para firmas PE. As empresas que constroem a base certa, entendem o mercado local e adotam uma visão de longo prazo vão se estabelecer e saberão tirar vantagem do momento.”

O estudo completo pode ser acessado aqui.

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BC Partners e Medina Capital concluem aquisição da Easy Solutions

As empresas de private equity BC Partners e Medina Capital anunciaram hoje a conclusão da aquisição da Easy Solutions, bem como do portfólio de centros de dados da Centurylink e de centros de dados e análises de dados da Medina Capital. As transações avaliadas em aproximadamente 2,8 bilhões de dólares culminaram na formação de uma empresa chamada Cyxtera Technologies, que iniciou suas operações imediatamente. Fundada originalmente na Colômbia, a Easy Solutions tem sua sede em Miami – Flórida, com escritórios em Atlanta, São Paulo, Londres, Dubai e Tóquio.

A Cyxtera reúne um centro de dados global e um portfólio de segurança diversificado, moderno e baseado na nuvem, composto por quatro empresas inovadoras: Cryptzone, Catbird, Easy Solutions e Brainspace. O portfólio do grupo oferece uma plataforma de infraestrutura poderosa, segura e resistente, desenvolvida para as complexas e híbridas arquiteturas de TI de hoje, e capaz de proteger e suportar infraestruturas dedicadas e provedores de serviços na nuvem públicos e privados, com recursos de software e serviços que estendem a proteção a ambientes locais. A Cyxtera atende a mais de 3.500 clientes em todo o mundo.

“A Easy Solutions está bem posicionada para atender à crescente demanda por proteção antifraude decorrente da transformação digital experimentada pelas empresas. Ao nos tornarmos uma empresa Cyxtera, nós teremos mais recursos, maior capacidade e um alcance global que nos possibilitarão inovar mais rápido, expandir as nossas soluções e atender melhor aos nossos clientes e parceiros em todo mundo”, afirmou Ricardo Villadiego, CEO da Easy Solutions. “A possibilidade de trabalhar com um portfólio completo de recursos de segurança complementares, que inclui detecção e prevenção de fraude, machine learning e perímetro definido por software, nos permitirá desenvolver e oferecer as mais avançadas soluções de proteção contra fraude que o mundo já viu.”

Manuel D. Medina, fundador e sócio-gerente da Medina Capital e fundador e ex-CEO da Terremark Worldwide, comanda a Cyxtera. A equipe executiva da Cyxtera também conta com líderes das cinco empresas adquiridas, como o próprio Villadiego, representando a Easy Solutions, e uma lista de veteranos dos setores de infraestrutura empresarial e segurança cibernética.

“As últimas duas décadas trouxeram mudanças significativas na disponibilidade, agilidade e escalabilidade das empresas de TI, e a próxima era deve ser marcada por uma revolução semelhante na infraestrutura de segurança”, afirmou Medina. “Estou orgulhoso e empolgado por ter a oportunidade de trabalhar com uma equipe de profissionais experientes, com excelência comprovada nas áreas de infraestrutura de TI e segurança cibernética, no lançamento de uma nova plataforma global para ajudar os nossos clientes a operar e proteger seus sistemas empresariais e aplicações críticas. Estou muito feliz por dar as boas-vindas para a nossa equipe, nossos clientes e nossos parceiros à Cyxtera.”

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Ernst & Young: número de IPOS deve crescer em 2017

A confiança de empresários e investidores foi colocada à prova por contas das incertezas políticas e econômicas de 2016. Como resultado dessa instabilidade, o número de IPOs (ofertas públicas iniciais) teve uma redução significativa de 16% (1.055) com relação a 2015 e o capital levantado com essas operações caiu 33%, para US$ 132,5 bilhões. O volume de megadeals – IPOs com captação acima de US$ 1bi – foi de 21 ante 35 em 2015, uma queda de 40%. Todos esses dados estão presentes no estudo global produzido pela Ernst & Young (EY) sobre tendências para aberturas de capital.

“Esse foi um ano atípico, com um alto número de fatores que influenciaram negativamente o mercado. Para 2017, acreditamos que os grandes players continuarão preocupados com o futuro da União Europeia, com as políticas do novo governo norte-americano e com a curva do crescimento da China, mas, mesmo assim, teremos uma recuperação dos números”, afirma Carlos Asciutti, sócio líder de Serviços para Private Equity da EY Brasil.

O estudo da EY mostra que nos Estados Unidos, mercado que teve o pior ano desde a crise de 2009, tanto em números de IPOs quanto no montante de capital levantado, a reação do mercado financeiro à instabilidade geopolítica foi mais positiva do que as previsões.

“As operações patrocinadas por fundos de private equity e venture capital, diminuíram no último ano. Por isso, esperamos que a recuperação dos mercados, aliada à redução da volatilidade e ao forte apetite desses grandes investidores devem levar mais companhias ao mercado no próximo ano”, diz Asciutti.

Segundo os dados da pesquisa, o mercado da Ásia e Pacífico foi o epicentro das atividades de IPO em 2016, alcançando 60% do volume total de negociações e fazendo o mercado ser, pelo terceiro ano consecutivo, o principal em número de operações. O principal fator para esse crescimento foi o grande número de movimentações no primeiro semestre do ano provenientes da Grande China (China, Hong Kong, Macau e Taiwan).

“O mercado de Hong Kong teve uma performance de destaque dentro dessa região. Porém, por conta de fatores como o a queda de juros, o fortalecimento do ambiente norte-americano e as novas políticas de governo, não é possível ter um prognóstico para 2017. Japão, Austrália e Coreia do Sul também foram ativos, com um alto número de grandes transações e várias políticas de incentivos fiscais para a economia nacional”, reforça Asciutti.

Apesar do crescimento das atividades no último trimestre de 2016, a média de companhias que abriram capital na EMEIA (Europa, Oriente Médio, Índia e África) caiu 25% no período de um ano, com uma diminuição do valor de levantamento de capital de US$ 37,7 bilhões. Ainda que Índia e África tenham apresentado desempenho bastante positivo – a Índia teve um crescimento de 38% nos números de negócios concretizados, enquanto a África aumentou em 81% o número de capital movimentado – o mercado Europeu, por conta das instabilidades políticas, puxou os resultados do bloco para baixo.

Apesar de inúmeras situações que não eram esperadas para 2016, tais como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e o Brexit na Europa, a reação do mercado a essas mudanças e incertezas foi mais positiva do que se previa, portanto, o que se espera para o próximo ano é uma maior movimentação no número de IPOs, puxados pelas novas regulamentações na China que favorecem a abertura de capital das empresas e a consolidação da região da Ásia e Pacífico.

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Apex-Brasil realiza semana sobre Corporate Venture e investimentos em São Paulo

A cidade de São Paulo receberá, a partir do dia 24 de outubro, a Brasil Week: uma semana de atividades focadas no ecossistema de investimentos do país. A iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com a Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCAP), é composta por diversos eventos idealizados para fornecer aos potenciais parceiros e investidores locais e estrangeiros informações estratégicas e atualizadas sobre o ambiente de investimentos em venture capital no Brasil. A intenção é alcançar diversos públicos, como gestores de fundos de venture capital, investidores anjo, aceleradoras, startups, investidores e corporações.

O carro-chefe da programação da Brasil Week São Paulo é o Corporate Venture In Brasil 2016: um fórum de dois dias que busca conectar corporações e investidores brasileiros e estrangeiros para compartilhar melhores práticas de empreendedorismo corporativo no contexto do ambiente de investimentos e inovação do Brasil. O evento é espelhado na experiência obtida na edição 2015 da iniciativa, quando o foco era mostrar aos investidores estrangeiros o ambiente nacional para o Corporate Venture. De lá para cá o cenário brasileiro evoluiu, mesmo em meio à crise: a Apex-Brasil manteve contato com cerca de 30 corporações estrangeiras de setores distintos, como indústria química, agronegócios, máquinas, automação, materiais avançados, TI, meditech e cleantech.

CENÁRIO

“Buscamos sempre identificar o grau de interesse dos programas de inovação externa e empreendedorismo corporativo com relação ao Brasil e a partir daí, facilitar contato com empresas, startups e fundos de venture capital brasileiros”, explica a Gerente de Investimentos da Apex-Brasil, Maria Luisa Cravo Wittenberg. A partir de reuniões privadas, rodadas de investimentos (tais como a primeira edição do Corporate Venture in Brasil 2015 e o encontro anual de Venture Capitalists no Vale do Silício em parceria com a ABVCAP), a Agência propiciou oportunidades diretas para pelo menos 20 empresas e startups.

“Observamos até agora que pelos menos três negociações seguem em andamento e dois investimentos ocorreram: tomada de decisão de uma corporação em investir em um fundo nacional de capital empreendedor com foco no agronegócio; e outro em uma startup de biotecnologia. Para 2017, já esperamos mais um anúncio de abertura de fundo de uma grande corporação no Brasil”, completa Maria Luisa. Na sequência do Corporate Venture in Brasil, acontece na quarta-feira, dia 26, o Corporate Venture in Brasil – Edição Automotiva, um evento que acontece durante o Congresso da Sociedade de Engenheiros Automotivos – SAE Brasil 2016 e tem foco em corporações e investidores interessados em inovações na indústria automotiva. A programação inclui apresentações de empresas, startups e especialistas sobre inovação, tendências, dados e soluções para esse setor. O Congresso SAE Brasil é o maior e mais completo evento de Mobilidade e Engenharia na América Latina.

O dia 26 de outubro reserva ainda espaço para outra atividade da Brasil Week: rodadas de negócios e reuniões privadas entre corporações internacionais e nacionais e gestores de fundos de investimentos e empresas brasileiras. O objetivo dessa ação é estimular oportunidades de parcerias e compartilhar mais sobre o ambiente de investimentos no Brasil. A ação é organizada pela Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCAP) em parceria com a Apex-Brasil.

APOSTA

A Brasil Week termina no dia 27 de outubro com outras duas atividades vinculadas ao ambiente brasileiro de investimentos: a III Conferência Brasileira de Venture Capital e o V Fórum Export Venture. A III Conferência de Venture Capital reunirá os mais experientes e ativos executivos que atuam na indústria de venture capital no Brasil e na América Latina, além de contar com a presença de investidores internacionais, enriquecendo as discussões e apresentando as últimas novidades, tendências e desafios que a indústria deste segmento espera para o futuro próximo. Já o V Fórum Export busca apresentar empresas com alto grau de inovação em seus produtos e serviços e que desejam estabelecer potenciais parcerias com investidores estratégicos para alcançar mercados internacionais. Estas empresas atuam nos mais diferentes segmentos, como saúde, educação, agronegócios e varejo.

“Um resultado indireto de todo o debate e promoção do empreendedorismo corporativo que apoiamos até aqui tem sido auxiliar as corporações nacionais a acessarem melhores práticas, informações globais sobre o tema e abertura para parcerias que fortaleçam o desenvolvimento de seus projetos de inovação externa rumo a uma atuação de investimento em participações. Ainda em 2016 esperamos destacar, diretamente, pelos menos outras 20 empresas e fundos locais ao mercado e convidados internacionais durante a Brasil Week”, aposta a Gerente de Investimentos da Apex-Brasil, Maria Luisa Cravo Wittenberg.

SERVIÇO

Corporate Venture In Brasil 2016

DATA: 24 e 25 de outubro

HORA: 8h30 a 19h

LOCAL: Hotel Transamérica São Paulo (Av. Nações Unidas, 18591 – Várzea de Baixo)

Corporate Venture in Brasil – Edição Automotiva

DATA: 26 de outubro

HORA: 9h às 12h

LOCAL: Hub Tecnológico do Expo Center Norte, Pavilhão Vermelho (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme)

Rodadas de Negócios e Reuniões Privadas

DATA: 26 de outubro

HORA: 10h a 18h

LOCAL: Tozzini Advogados (Rua Borges Lagoa 1328, Vila Mariana)

III Conferência Brasileira de Venture Capital

DATA: 27 de outubro

HORA: 8h30 a 19h

LOCAL: Hotel Transamérica São Paulo (Av. Nações Unidas, 18591 – Várzea de Baixo)

V Fórum Export Venture

DATA: 27 de outubro

HORA: 11h a 12h30

LOCAL: Hotel Transamérica São Paulo (Av. Nações Unidas, 18591 – Várzea de Baixo)

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Carlos Henrique Testolini é o novo sócio da Oria Capital

Com 30 anos de experiência no mercado de Tecnologia da Informação, sendo 20 dedicados à Sonda IT, Carlos Henrique Testolini, que faz parte do conselho de administração da integradora chilena, acaba de se tornar sócio da Oria Capital, companhia de private equity especializada em empresas de TI. A gestora tem como diferencial sua especialização em Capital Inteligente, ou seja, além de financiar empreendedores, seu objetivo é aportar conhecimento nas organizações para apoiar o crescimento.

A ideia de atuar neste mercado foi a maneira que o executivo encontrou de continuar empreendendo no segmento de TI, mas com um perfil estratégico, cuja proposta é apoiar, direcionar e conduzir empresas que necessitam de investimentos e de suporte consultivo para alcançarem novos patamares no mercado. “A meta é maximizar a expansão das empresas investidas, garantindo o maior retorno possível do capital para os investidores”, acrescenta Testolini.

Para a Oria, a atuação de Testolini será um diferencial no que tange ao direcionamento das empresas investidas. Isso porque o executivo acumula um vasto networking empresarial e conhecimento no mercado de tecnologia, capacidades que serão utilizadas para orientar os líderes que estão à frente das operações das empresas investidas.

A chegada do executivo coincide com o momento em que a Oria finalizou os investimentos de seu primeiro fundo, no qual captou R$ 175 milhões para crescimento e aceleração no grupo de empresas investidas, processo que deve se encerrar até 2019 e que contará com o apoio de Testolini. Além disso, o executivo participará das novas rodadas de investimentos promovidas pela Oria, que anuncia seu segundo fundo de R$ 250 milhões para investir em empresas com perfil de gestão a partir das tecnologias promissoras, como fintechs, Internet das Coisas (IoT), Big Data e Indústria 4.0.

Outro ponto que soma a atuação do executivo às atividades da Oria é sua expertise no segmento de operações M&A (Merger and Acquisitions). Ao longo de 20 anos de comando na Procwork e Sonda IT, Testolini desenvolveu um vasto conhecimento a partir da sua participação em inúmeras fusões e aquisições realizadas pelas empresas, bagagem que dará condições de apoiar os processos de desinvestimento das empresas que fazem parte do fundo.

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Invest Tech anuncia nova participação societária

A Invest Tech, gestora de fundos de Venture Capital e Private Equity, anuncia sua nova composição societária, com a participação de 30% da Tesalia do Brasil, somando a experiência de dois dos principais executivos financeiros do mercado Europeu e Brasileiro ao time existente. Os sócios-fundadores da Invest Tech, Miguel Perrotti e Maurício Lima, assumirão as funções de presidente do Conselho e CEO, respectivamente. Já à frente da Tesalia está Santiago F. Valbuena, que foi Diretor Presidente da Telefónica Latinoamérica por 3 anos e CFO Global do Grupo Telefónica por 9 anos. No Brasil a empresa é representada por Gilmar Camurra, CFO da Telefonica Vivo por 14 anos e responsável pelo desenvolvimento de ativos no Brasil para receber investimento do Grupo.

“Nossa proposta é desenvolver a Tesalia do Brasil junto às outras iniciativas da Tesalia, criando uma ponte entre as oportunidades brasileiras e os investidores europeus. Acreditamos que o Brasil está começando um período de recuperação econômica, que apresentará muitas oportunidades para os investidores. Agora que os juros europeus são quase zero (ou mesmo negativos!), há um movimento de procurar novos investimentos com retorno positivo, sem ficar com o risco cambial. A parceria com a Invest Tech é uma forma de termos presença local e permanente no Brasil, possibilitando proximidade com as boas oportunidades de investimento”, comenta Valbuena.

Com a parceria, Invest Tech expande sua aproximação com players internacionais, tanto investidores como possíveis novas investidas, nas regiões da América Latina e Europa.

Portfólio Capital Tech II – Em 2014 a Invest Tech consolidou o lançamento do seu segundo Fundo de Investimentos em Participações, o Capital Tech II, com recursos de R$ 209 milhões obtidos de investidores internacionais e nacionais. São investidas desse fundo as seguintes empresas: Aker, e-Construmarket, Brasil/CT, Ahgora e Quality Software. No curto prazo, ainda há R$ 40 milhões a serem investidos.

De acordo com o responsável pela Invest Tech, Mauricio Lima, todas as investidas do fundo têm como característica a visão de longo prazo, um ponto fundamental para o sucesso do negócio. “Buscamos empresas que foram construídas para durar, para ser um projeto de vida longa, rentável para os sócios, os funcionários e o país”, diz Lima.

Futuro – Em 2015 a Invest Tech iniciou seu planejamento estratégico até 2020 e identificou oportunidades de crescimento e possíveis riscos. O trabalho identificou a necessidade de reforço na estrutura de capital e as possibilidades de alavancagem da empresa. A Invest Tech tem uma estrutura bem montada e baseada em processos. Mas as mudanças estruturais do mercado – necessidade de maior governança por mudanças na legislação, redução da presença dos investidores tradicionais e maior concorrência no longo prazo – põem em risco as vitórias da gestora. O movimento de buscar novos sócios está em linha com a visão de longo prazo e crescimento que os fundadores precisam consolidar.

Neste sentido, a Invest Tech está em fase de captação de um novo fundo com capital estimado de R$ 80 milhões e previsão de ser lançado ainda em 2016, com foco em empresas inovadoras com faturamento anual de até R$ 20 milhões. Além deste, a gestora quer alavancar os relacionamentos históricos e os dos novos sócios para lançar, em breve, o Invest III, no mesmo formato do fundo II, mas com um time complementar e escopo de investimento mais amplo.

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Portfólio Invest Tech atinge investimentos de R$ 220 milhões em 12 empresas

A Invest Tech, gestora de fundos de Venture Capital e Private Equity para empresas inovadoras, atingiu um montante de R$ 220 milhões investidos em 12 empresas, por meio dos fundos Capital Tech I (de 2008) e Capital Tech II (de 2014).

A gestora ainda tem R$ 40 milhões do fundo Capital Tech II para serem investidos no curto prazo, e procura empresas do mercado de TI e Telecomunicações com faturamento anual entre R$ 30 milhões e R$ 300 milhões para disponibilizar os recursos. Além disso, prepara um novo fundo para investimento em empresas iniciantes, com faturamento anual de até R$ 20 milhões e que tem capital estimado de R$ 80 milhões.

O foco de atuação da Invest Tech é auxiliar empresas e empreendedores inovadores a maximizar o valor do seu negócio, profissionalizar sua gestão e melhorar processos com o objetivo de maximizar resultado e perenizar seus negócios. Mesmo com o atual cenário macroeconômico, as investidas da Invest Tech apresentam crescimento acima de dois dígitos e desenvolvem interessantes projetos de fusão e compra de concorrentes.

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Lições para o empresário sobreviver à crise política e econômica – Por Maurício Lima

Por Maurício Lima, sócio fundador da Invest Tech, gestora de fundos de investimentos focada em Venture Capital e Private Equity para o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC).

O cenário macroeconômico de 2016 é ainda mais crítico que o do ano passado, agravado por uma séria crise política e de legitimidade do atual governo, o que desestabiliza ainda mais o mercado e se reflete no humor de todo o empresariado brasileiro. Além de baixo crescimento, inflação em alta, aumento do desemprego e uma estrutura de governo com gastos administrativos elevadíssimos, com reflexo nas contas do país, soma-se a esses fatores a indefinição dos rumos políticos do país e as alternativas viáveis para que o Brasil saia do atual imbróglio institucional.

Diante de tantos desafios, fica a pergunta: como o empresário vai conseguir sobreviver a 2016? É certo que o caminho será tortuoso e o impulso para o sucesso não virá do ambiente externo. Assim, seguem algumas das lições mais valiosas que aprendemos investindo e trabalhando com empresários de muito sucesso em mais de 30 negócios ao longo dos anos:

Prepare-se para o pior: Trabalhe firme no dia a dia para superar a crise, mas considere em seu planejamento o pior cenário possível. Só assim você será capaz de fazer os ajustes necessários. Assim, você estará psicologicamente preparado para atravessar a crise.

Arrume a casa: É hora de olhar para dentro, pois é impossível prever quando se dará uma retomada macroeconômica. Não espere a crise passar para então organizar sua empresa. Reveja processos, mapeie indicadores financeiros e de desempenho, analise pontos de melhoria e o que é possível fazer para cortar gastos e estimular a produtividade. Lembre-se, se quer uma empresa sólida deverá contar com carteira pulverizada, receita recorrente e contratos de longo prazo.

Atenção redobrada com a satisfação do cliente: O momento é delicado e todos estão pressionados para reduzir custos. Seus concorrentes muitas vezes não fazem a conta e estão dispostos a fazer qualquer preço para gerar alguma receita. Não deixe que seu cliente ponha em dúvida o valor da sua oferta. Mostre-se mais do que nunca parceiro, renegocie contratos, aproxime-se de clientes estratégicos, personalize ao máximo seu atendimento. Os tempos pedem esforço redobrado com a satisfação dos clientes.

Disciplina e comprometimento: Parece básico, mas muitos negócios e empresários carecem dessas habilidades. A empresa tem um plano de negócios definido? Qual o faturamento que se pretende atingir no curto, médio e longo prazo? As metas são perseguidas e acompanhadas sistematicamente? Prove que sua empresa foi construída para durar, rentável para os sócios, os funcionários e o país.

Mais dinheiro é melhor que menos dinheiro: Outro ponto que parece básico, mas passar momentos de crise com a gestão financeira controlando cada recurso gerado é chave. O momento é difícil, mas há diversas oportunidades para atrair investidores e financiadores para o capital da empresa. Gestão, oportunidades de aquisição de concorrentes ou fusões estratégicas podem ser elementos geradores de interesse para novos sócios.

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Setor de tecnologia lidera aumento de fusões e aquisições

1ª edição do relatório global de M&A da American Appraisal, empresa especializada em opinião de valor e avaliação de ativos e negócios, traz panorama geral nas áreas de Energia, Tecnologia, Farmacêutico, Financeiro, Consumo, entre outros
Setores como o de Tecnologia e de Energia ainda estão bem cotados aos olhos dos investidores, apesar das incertezas e da volatilidade do mercado financeiro que afetaram o volume o valor das transações em todo o mundo

Apesar da cautela e da retração geral nas atividades globais de fusões e aquisições, provocadas pela incerteza e a volatilidade do mercado financeiro, cada setor da economia apresentou um desempenho diversificado, registrando altos e baixos, na 1ª Edição do Relatório Global de Avaliação de M&A (Merger and Aquisition) da American Appraisal – empresa especializada e líder mundial em opinião de valor e avaliação de ativos e negócios.

O setor de Tecnologia, Mídia e Telecom, por exemplo, foi o que mais registrou aumento de transações, de acordo com o relatório da consultoria, realizado em parceria com a Mergermarket, a partir de pesquisas e análises de mais de 25 mil dados coletados em transações registradas em 28 países.

O estudo cita ainda conclusões valiosas sobre cada setor obtidas pela American Appraisal no contato in loco com seus clientes, além do panorama geral de setores como Energia, Mineração e Utilidades; Indústria e Área Química; Consumo; Tecnologia, Mídia e Telecom; Serviços Financeiros; e o setor Farmacêutico, Médico e Biotecnológico. Confira abaixo os resultados do estudo por setor:

Tecnologia, Mídia e Telecom (TMT)
A American Appraisal viu esse setor ofuscar os demais, devido às inovações tecnológicas em curso e o crescimento de certos segmentos, como mídias sociais. O Facebook e o Skype são dois exemplos de empresas cuja valorização causou alvoroço no mercado. Estes fatores propiciaram um ambiente de competição feroz entre os compradores na corrida para adquirir um ativo com grande potencial de retorno.

Os últimos meses presenciaram também quantias altas sendo pagas por ativos que ainda não geraram um único dólar de receita. É o caso do Instagram, que, com zero de receita, foi comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão. O estudo revela que temores de outra bolha de tecnologia são comuns perante ações deste tipo, já que os compradores têm aprendido duras lições do passado e estão cada vez mais minuciosos na compra de ativos de tecnologia. No entanto, estas ações não os impedem de fazerem apostas elevadas em ativos com alta projeção de lucro.

Dados do relatório mostram que a média dos múltiplos de EBITDA em TMT quase dobrou em 2011 na comparação com 2010. Isto se deve em parte às projeções elevadas de crescimento de receita – média de 48% – nas empresas para as quais a American Appraisal trabalhou durante a pesquisa. Estes dados refletem a resistência do setor perante a redução global de M&A que atingiu a maioria dos outros setores.

Energia, Mineração e Utilidades
O setor resistiu bem à queda nos preços das commodities, registrando aumento de múltiplos de EBITDA em 2011. Isto se deve parcialmente a investimentos estratégicos feitos por empresas no crescente mercado de óleo e gás na América do Norte.

A média da taxa interna de retorno de 14% sinaliza que os compradores ainda esperam retornos atrativos para este setor no futuro. De acordo com o estudo, é um sinal positivo que esta taxa esteja mantida em uma posição firme, até mais do que as avaliações dos ativos, que podem ter sido inflacionados por um apetite crescente por recursos naturais em mercados emergentes.

Infelizmente, no primeiro semestre de 2012, o estudo verificou o impacto da volatilidade dos preços das commodities no setor, o que sinaliza uma expectativa de queda das valorizações médias do setor em médio prazo. Compradores têm se queixado da lentidão de alguns mercados, particularmente na Rússia e nos estados vizinhos que outrora formaram a União Soviética. Enquanto isso, no Oriente Médio, o medo de uma possível interrupção no fornecimento de produtos, como os barris de petróleo, continua mais vivo do que nunca. Estes fatores, de acordo com o estudo, serão determinantes para medição das valorizações dos ativos deste setor no futuro.

Farmacêutico, Médico e Biotecnológico
O setor registrou um aumento de mais de 20% na média dos múltiplos de EBITDA em relação ao ano anterior. Por outro lado, teve a maior queda de taxa interna de retorno: de 20,8% em 2010 para 12,3% em 2011. Enquanto este dado fornece apenas uma pista do que se passa neste mercado, ele vem de encontro às expectativas gerais de taxas reduzidas de retorno esperadas pelas empresas farmacêuticas, uma vez que remédios de sucesso são cada vez mais escassos. Este declínio diz algo sobre a ampla divergência de avaliações de ativos deste setor entre, por exemplo, o alto retorno de ativos biotecnológicos e os ativos de escala maior dos fabricantes genéricos que possuem margens mais apertadas.
Neste cenário, a American Appraisal tem auxiliado seus clientes a harmonizarem os relatórios financeiros e estratégias fiscais, através de uma grande diversidade de ferramentas para que os interessados em investir neste setor tenham maior segurança de onde estão pisando.

Consumo
No setor de consumo, especialmente na Ásia, empresas estão ansiosamente dispostas a pagar preços altos por companhias que irão se beneficiar da demografia favorável da região num futuro próximo. Projeções de crescimento das economias asiáticas tem sido um ponto focal para as empresas do Ocidente e a forte competição destas por ativos asiáticos influenciará para cima o preço destes ativos.

Um dos maiores desafios deste setor atualmente, segundo o estudo, é a amplitude de sinais contraditórios que o mercado pode apresentar. Por exemplo, após a Austrália ter relatado, inicialmente, um fraco desempenho do seu mercado consumidor, uma nova onda de consumismo contribuiu para o País registrar crescimento de 4,3% em sua economia. Dados da American Appraisal confirmam que algumas taxas internas de retorno mais atraentes foram encontradas justamente no setor de consumo na Austrália. Um dos motores deste desempenho é o setor de mineração australiano que floresceu por meio de exportações, principalmente para a China. Isto ajudou o País a manter os níveis de emprego e impulsionar os gastos dos consumidores.

Para o segundo semestre de 2012 são esperadas mais transações de M&A neste setor, principalmente nos mercados emergentes. Empresas, cada vez mais, vão se expandir por meio de linhas de produtos que satisfaçam a demanda do consumidor e isto pode levar os compradores de empresas a adquirirem marcas já existentes e com boa cadeia de distribuição.

Serviços Financeiros
De acordo com o estudo, este é o setor que sofrerá mais impacto devido às reformas regulatórias em curso nas principais economias do mundo (particularmente na Europa e EUA), o que pode significar custos correntes substanciais e pressão adicional nas margens de lucro dos ativos deste setor.

Apesar das implicações negativas destas expectativas, as taxas médias de crescimento dos ativos ainda permanecem saudáveis. Isto explica, de alguma forma, o fato de que a contração de margem antecipada não está dissuadindo os compradores de fazer aquisições.

Um dos motores por traz da recuperação geral de valores dos ativos está nos esforços das empresas em quitar seus débitos e criar novas reservas de dinheiro. Segundo o estudo, isto pode ser notado em quase todos os setores nos quais a American Appraisal atua. Uma das grandes mudanças ocorreu justamente no setor de serviços financeiros, onde a média do débito para o total do capital caiu de 17% para 11% entre 2010 e 2011.

Esforços para reduzir as dívidas no setor continuarão a aumentar as ações de desinvestimento em alguns ativos, particularmente na Europa se a crise piorar. Contudo, ao procurar por ativos saudáveis, os compradores devem se precaver para não deixarem de comprar um ativo apenas por causa de sua seu possível alto grau de endividamento. De acordo com o estudo, uma estrutura de capital eficiente também inclui certa quantidade de débitos e comprar um ativo com uma perspectiva atrativa de crescimento ou com potencial de forte sinergia pode fazer com que o ativo com seus débitos valham à pena. Compradores que não se importam em assumir negócios com dívidas terão acesso a mais ampla variedade de ativos disponíveis.

Indústria e Área Química
Nos últimos dois anos, a proximidade entre as taxas médias de crescimento de cinco anos de EBITDA e de receita no setor Industrial e de empresas químicas sugerem que outros benefícios, além das sinergias, estão impulsionando as transações de M&A do setor.

A média dos múltiplos de EBITDA do setor, contudo, ficou basicamente no mesmo patamar entre 2010 e 2011, enquanto a maioria dos outros setores teve um ligeiro aumento. Isto reflete a desaceleração que o setor está enfrentando globalmente. Se a confiança das empresas deste setor diminuir um pouco mais, então táticas de corte de custos deverão voltar à tona e o M&A será parte fundamental nisso. Com o aumento dos desinvestimentos e a venda de ativos não essenciais, valorizações médias do setor podem c

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