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MCTIC lança Plano Nacional de IoT no Futurecom 2017

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e McKinsey revelam no evento as diretrizes para a Internet das Coisas no Brasil

Futurecom 2017, mais importante de TIC da América Latina, é o ambiente escolhido para o lançamento do Plano Nacional de Internet das Coisas, anunciado pelo governo federal desde o fim do ano passado. A cerimônia solene de abertura do Futurecom 2017, em 2 de outubro, a partir das 19h30, contará com a presença do ministro do MCTIC, Gilberto Kassab; do secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges; e do secretário de Política de Informática (Sepin) do MCTIC, Maximiliano Martinhão, que fará o lançamento oficial do Plano Nacional de IoT – “Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil”. Na sequência, a programação do congresso terá a primeira apresentação pública e para a imprensa do plano, às 9h do dia 3 de outubro, quando o consórcio liderado pela consultoria McKinsey & Company – com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto/Macedo – vai expor em detalhes as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos. Outro parceiro no trabalho é o BNDES.

Para a aplicação do Plano Nacional IoT, as instituições envolvidas realizaram estudos preliminares que identificaram quatro verticais prioritárias para receberem os primeiros serviços voltados à qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável por meio da tecnologia. São elas Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. O plano prevê que essas políticas sejam aplicadas já no período entre 2018 e 2022.

Segundo Laudalio Veiga Filho, presidente do Futurecom, “o evento tem o pioneirismo como uma de suas principais características e, neste ano, recebe o privilégio de lançar o plano que será capaz de promover a melhoria na gestão de serviços públicos e também na qualidade de vida da população, além de movimentar a economia do país”. “Temos certeza de que estamos contribuindo para um momento histórico no desenvolvimento da sociedade brasileira.”

O que é a Internet das Coisas na prática? De acordo com o cientista Kevin Ashton – foi ele que usou essa expressão pela primeira vez em 1999 – “Internet das Coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial”. Por exemplo, um automóvel informando o sistema de ventilação da residência que seu morador está chegando, o smartphone servindo como interface entre as pessoas e o sistema elétrico da residência para programar o horário de acender as luzes ou ligar o ar condicionado, ou até mesmo fazer o reconhecimento facial para acionar a abertura de um portão da garagem ou da fechadura de entrada.

O Plano Nacional de Internet das Coisas proporcionará mais inteligência na prestação de serviços públicos e privados capacitação de pessoas, inovação, empreendedorismo, além de colocar o Brasil como desenvolvedor de tecnologias no mercado global. Na saúde, a comunicação entre equipamentos pode melhorar o atendimento médico, as cirurgias e salvar vidas, tanto em locais remotos quanto em grandes centros urbanos. Já a indústria, vive o momento de mais uma revolução com o aperfeiçoamento das tecnologias de mecanização e perfeição de processos produtivos. E o agronegócio prevê grandes avanços na escala e na qualidade de produção mundial de alimentos para acompanhar o aumento populacional.

Futurecom 2017
Quando: de 02 a 05 de outubro de 2017, das 9h às 20h
Abertura: dia 02/10, às 20h
Apresentação do Plano Nacional de IoT: dia 03/10, 9h, auditório Brasil
Onde: Transamérica Expo Center – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
Informações: www.futurecom.com.br
Programação: futurecom.com.br/pt/o-evento/programacao-geral.html

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MCTIC, BNDES e McKinsey fazem balanço do Plano Nacional de IoT

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio liderado pela McKinsey & Company, com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto | Macedo, divulgaram nesta terça-feira (19 de setembro) no Painel Telebrasil 2017, em Brasília, alguns dos resultados já consolidados do estudo técnico “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, que servirá de base para o Plano Nacional de IoT. O balanço foi apresentado no painel intitulado “Plano Nacional de IoT: Prioridades e Objetivos” pelo coordenador-geral de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Política de Informática do MCTIC, Thales Marçal Vieira Netto; pelo Gerente Setorial AI/DETIC do BNDES, Ricardo Rivera; pelo sócio sênior da McKinsey, Paulo Fernandes; e pela sócia Patrícia Ellen, também da consultoria.

Nesta etapa do estudo técnico, estão previstos a elaboração de uma visão geral e os objetivos estratégicos para implementação de políticas voltadas à adoção da tecnologia para cada frente prioritária (verticais) e o desenvolvimento de um Plano de Ação para o período 2018-2022.

As quatro frentes prioritárias identificadas pelo estudo foram: Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. A metodologia para tal escolha incluiu a mensuração da demanda por serviços de Internet das Coisas (IoT) nas respectivas áreas, da capacidade de desenvolvimento da tecnologia em cada uma delas e da oferta de serviços de IoT para as mesmas. Os realizadores do projeto analisam agora como os fatores transversais (horizontais) a estes segmentos — capital humano; inovação e inserção internacional; ambiente regulatório, segurança e privacidade; e infraestrutura de conectividade e interoperabilidade — interferem e podem contribuir para evolução de IoT no Brasil.

Na frente de atuação para Cidades, o foco de aprofundamento do estudo é a viabilização de planos de IoT para municípios de diferentes perfis. Para a Saúde, a pesquisa explora como viabilizar a adoção de Internet das Coisas por hospitais e unidades de atendimento e monitoramento remoto de pacientes. No segmento do agronegócio, o estudo se aprofunda na compreensão de como promover IoT para impulsionar a produção das principais culturas agrícolas e da pecuária. Por fim, o foco de aprofundamento de IoT para a indústria é construção de uma visão geral de oportunidades de aplicação da tecnologia para fomentar o desenvolvimento do setor.

Os elementos do Plano de Ação para o período 2018-2022, apresentado no Telebrasil, tem como objetivo concretizar a aspiração definida pelo projeto para IoT no país, a saber, “acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, capaz de aumentar a competitividade da economia, fortalecer as cadeias produtivas nacionais, e promover a melhoria da qualidade de vida”.

Em outras palavras, o Plano de Ação é constituído por iniciativas que visam promover o desenvolvimento e o crescimento econômico; fazer com que a sociedade se aproprie e se beneficie desta tecnologia (com vistas à melhoria da gestão dos recursos públicos, prestação de serviços inteligentes e impulso à capacitação de pessoas); e permitir que IoT fortaleça as pequenas e médias empresas, gerando inovação, aumento do potencial de exportação desta tecnologia e inserção no cenário internacional.

Visões para as Frentes Priorizadas – Por fim, foram apresentados para cada uma das verticais selecionadas, como um dos resultados da Fase III do estudo “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, uma visão geral das aspirações do Plano e quatro objetivos estratégicos.

Na vertical de Cidades, esses objetivos visam aperfeiçoar a mobilidade, a segurança pública, o uso dos recursos e a inovação. No campo da Saúde, por sua vez, o plano aponta como objetivos melhorar a efetividade dos tratamentos e o monitoramento contínuo de doenças; a prevenção de situações de risco e o controle de epidemias; o aumento da eficiência dos hospitais públicos; e o estímulo à inovação. Para o agronegócio, os objetivos estratégicos giram em torno da melhoria do uso eficiente de recursos naturais, bem como do maquinário; o aumento do volume de informações e a precisão do monitoramento de ativos biológicos; e a promoção da inovação na área. Por fim, os objetivos para Indústria buscam aumentar a eficiência e a flexibilidade dos processos industriais; o desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio; a integração e a cooperação nas cadeias de fornecedores de bens, componentes, serviços e insumos; e a adoção de soluções desenvolvidas localmente.

O estudo técnico para a elaboração do Plano Nacional de IoT decorre do termo de compromisso firmado em dezembro do ano passado entre o MCTIC e o BNDES. Composta por quatro fases — diagnóstico e aspiração geral; seleção de verticais e horizontais; investigação das verticais, elaboração de visão para cada uma delas e construção de um Plano de Ação; e suporte à implementação —, a pesquisa foi realizada por um consórcio liderado pela McKinsey, com participação do CPqD e da Pereira Neto | Macedo Advogados, com ampla participação do ecossistema de internet das coisas do Brasil. Foram 4.600 convites para participar de um grupo de engajamento digital, 2.200 contribuições na Consulta Pública realizada pelo BNDES em dezembro de 2016 e janeiro de 2017; 380 especialistas consultados; mais de 100 entrevistas e mais de 80 horas de workshops com experts no tema.

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