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PIX e Open Banking vão revolucionar a vida dos brasileiros

Por Ralf Germer


O Banco Central do Brasil (Bacen) tem trazido atualizações necessárias para levar o ecossistema bancário brasileiro a um novo patamar de inovação e equipará-lo aos mercados mundiais mais avançados. Termos como PIX e Open Banking estarão cada vez mais presentes em nosso dia a dia, uma vez que prometem transformar a forma como lidamos com as transações financeiras. Não é preciso ser especialista para entender que essas resoluções vão incentivar a inovação e competição entre as instituições financeiras e, consequentemente, quem se beneficiará serão os consumidores.


A primeira novidade são os pagamentos instantâneos, iniciativa prevista para chegar em novembro e que visa trazer mais praticidade. O PIX vai permitir que as transações sejam efetivadas em até dez segundos, sem restrição de datas e horários, reduzindo significativamente os custos das operações e abrindo um leque de possibilidades para o varejo e os consumidores. Por meio da tecnologia, pagadores e recebedores movimentarão o seu dinheiro de forma online e imediata para toda e qualquer entidade, empresa e pessoa física.


Já o Open Banking é uma revolução maior e, sem dúvida, um grande avanço para o mercado nacional. Com um sistema aberto e transparente, os cidadãos vão poder acessar seus dados e histórico financeiro, hoje mantidos pelos grandes bancos, e compartilhar com qualquer empresa regulada pelo BC se assim desejar. Os clientes passam a ter controle das suas informações e podem escolher por entidades do setor que tenham serviços mais adequados ao seu perfil.


Imagine, por exemplo, que uma pessoa queira conquistar um crédito pessoal para quitar suas dívidas. As fintechs do setor, bastante procuradas em épocas de crise, vão conseguir acessar as operações financeiras desse cliente, avaliar e negociar propostas que possam ser interessantes, além de terem um risco operacional menor, identificando bons e maus pagadores. Vale dizer que a regulamentação do Open Banking vem ao encontro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).


Como comentei inicialmente, toda essa adaptação será importante não só para a evolução do mercado como um todo, mas também para proporcionar aos consumidores uma oferta maior de produtos e serviços. Por meio da tecnologia, será possível adquirir crédito pessoal com taxas de juros mais baixas, isso porque todas as instituições poderão ter acesso ao histórico de pagamento do cliente, se assim ele permitir.

Por fim, acredito que todo o dinamismo que os pagamentos instantâneos e o Open Banking irão proporcionar para o mercado financeiro, fará com que ele se torne mais competitivo e menos engessado. E nessa corrida pelo digital e disruptivo, sobrevive quem acompanha o mercado e sai na frente dos demais.

Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil

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Os desbancarizados se tornam os trendsetters

Por Ralf Germer

Se antes ter uma conta em banco era essencial para o início de uma vida financeira, hoje o cenário mudou de configuração. Com a grande gama de serviços digitais, oferecidos majoritariamente pelas fintechs, existem soluções para transferências, pagamentos, câmbio, investimentos, créditos e muitas outras operações que antes ficavam concentradas nos gigantes financeiros. Segundo dados do Finnovation, instituição especialista em fintechs, o Brasil registra cerca de 377 empresas desta natureza nos mais diferentes setores, com destaque para as empresas de pagamentos e remessas, que representam 25% do total.

Isso é curioso pois, apesar de que o número de pessoas sem contas em banco não cresce, há uma demanda cada vez maior por esses serviços mais independentes. Desta forma, as fintechs têm um papel crucial na inclusão financeira, principalmente em países em desenvolvimento, onde o acesso às instituições tradicionais ainda não é algo universal. A tendência apontada por dados do Banco Mundial é que o acesso a serviços financeiros aumenta globalmente, motivado por iniciativas privadas e governamentais de redução da desbancarização.

Nos países com altos índices de pessoas sem acesso a serviços bancários, pesquisas sobre o tema apontam diversos motivos para que isso ocorra. Estão entre eles: a distância até uma agência, as altas taxas cobradas, falta de confiança nas instituições, falta de dinheiro, o fato de que algum familiar já tenha conta e, até mesmo, motivos religiosos. Além disso, também cabe destacar que pessoas endividadas e inclusive aquelas que não têm como comprovar um endereço fixo, também ficam excluídas do sistema bancário tradicional.

Por isso, acredito que há uma falha dos bancos em assumir uma posição de liderança em termos de inovações para o setor, que sejam mais inclusivas. De modo geral, as instituições financeiras tradicionais começam a trazer mudanças devido ao movimento criado pelas fintechs, que chegaram com tudo para atender a um novo perfil de consumidor.

Numa análise deste cenário, podemos perceber que ficar à margem do sistema bancário tradicional é mais do que uma tendência, e sim uma opção que se torna progressivamente mais viável. Por isso, acredito que as pessoas sem contas em bancos entrarão no radar definitivo dos provedores de serviços financeiros. E eles têm tudo para conquistar cada vez mais adeptos, já que os novos serviços digitais chegaram para atacar duas das principais barreiras para a participação no sistema financeiro: distância e taxas.

Outros serviços oferecidos por fintechs, como pagamento em dinheiro ou cartões pré-pagos, também contribuem para que os “sem banco” possam participar ativamente da economia em qualquer setor, inclusive no e-commerce. É sempre bom lembrar que o Brasil é uma potência no varejo digital, registrando 10 milhões de novos consumidores em 2018, segundo relatório da E-Bit|Nilsen.

O Banco Mundial aponta que a inclusão financeira tem um papel essencial na redução da pobreza ao redor do globo, o que automaticamente melhora as economias locais. Do outro lado do “balcão”, os bancos também precisam se atualizar constantemente para manter sua relevância. Além de democratizar o acesso aos serviços financeiros, as fintechs estão muito focadas na experiência do usuário. Há uma relação mais próxima, com uma linguagem mais acessível do que a de instituições tradicionais. As grandes empresas que se aliam às fintechs automaticamente passam a desfrutar desta “repaginada” e são vistas como modernas, inclusivas e focadas no cliente.

No resto do mundo, há países que são referência no desenvolvimento de produtos para desbancarizados. Atualmente, os pagamentos móveis são a grande tendência para este público. Dados do Banco Mundial mostram que dos 1.7 bilhões de pessoas sem banco ao redor do mundo, 1.1 bilhões possuem celular. Neste sentido, dois países se destacam com modelos completamente distintos: Quênia e China.

Na China, provedores de serviços de pagamentos, como Alipay e WeChat Pay, oferecem apps que podem ser vinculados a uma conta bancária ou instituição financeira. Os consumidores podem pagar compras ou transferir dinheiro para outra pessoa simplesmente usando o aplicativo. No Quênia, por outro lado, os serviços financeiros são oferecidos diretamente pelo provedor de telefonia e não precisam estar ligados a uma instituição bancária tradicional.

Em termos de Brasil, o país registra hoje, segundo IBGE, 60 milhões de desbancarizados. Ou seja, milhões de pessoas para atingir e atender. Meios de pagamentos alternativos, como o PEC Flash, que permite o pagamento de compras em dinheiro no e-commerce, foram criados com foco na inclusão de todos os brasileiros na economia digital. É preciso que haja uma sintonia entre as instituições tradicionais e as fintechs, além da participação do setor público, para democratizar o acesso a estes serviços. Por exemplo, um grande responsável pela inclusão financeira é o Governo Federal. Cerca de 80% das pessoas que recebem pagamentos governamentais, como o Bolsa Família, recebem em uma conta bancária.

Concluo que sem bancos, mas com acesso à internet e smartphones, o público pede por novas alternativas. É nosso dever compreender suas necessidades e criar produtos assertivos para um universo financeiro cada vez mais democrático e que leve agilidade e segurança para todos.

Ralf Germer, co-CEO e co-fundador da PagBrasil, fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerce ao redor do mundo

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Atualizar sua loja virtual é mantê-la viva

Por Ralf Germer

Uma loja física e uma loja online possuem características bem distintas. Enquanto uma precisa estar em um ponto movimentado e arcar com contas como luz, telefone e internet, a outra fica em um espaço virtual e precisa ter sua operação de entregas extremamente organizada e alinhada. No entanto, os dois modelos de lojas convergem em um quesito: precisam chamar a atenção de seus clientes em potencial e fidelizar os recorrentes. Como isso pode ser feito? Muito trabalho e constante inovação.

Pensemos nas primeiras lojas que adotaram os cartões de crédito como opção de pagamento e em seu pioneirismo. Agora vamos analisar o presente, em que até criptomoedas podem ser aceitas em compras. Foi um longo caminho para chegarmos até aqui e não vejo sinais de desaceleração nesta jornada. Visto que no universo digital o tempo corre em velocidade acelerada, as lojas online precisam se atualizar constantemente para se manterem vivas e atrativas.

Dados recentes do relatório Webshoppers realizado pela E-Bit|Nilsen, que avalia todo o cenário do varejo online no país, nos mostram que 4,5 milhões de novos consumidores chegaram ao e-commerce apenas no primeiro semestre de 2018. Isso consiste em uma média de 25mil novos e-consumidores diariamente. Visto este cenário, não podemos oferecer para quem chega hoje uma loja “de ontem”, ou seja, desatualizada, com opções escassas e que não acompanham as tendências de consumo.

Além disso, os e-commerces também precisam estar constantemente atualizados sobre as melhores práticas logísticas e de UX (user experience, ou experiência do usuário) do site, incluindo ferramentas que facilitem a atenção ao cliente e até mesmo o pós-venda. Dentro disso, um ponto importante são os meios de pagamento oferecidos aos consumidores. Estes precisam estar sempre condizentes com as demandas de agora. Imagine, hoje em dia, uma loja virtual não aceitar pagamentos via cartão de crédito? Ela não conseguiria se manter ativa.

O fato é que o e-commerce tende a ficar obsoleto com mais facilidade. Para uma loja em um ponto físico estar em local de movimento e privilegiado é primordial. Já no digital a competição é acirrada e as lojas competem com milhares de outros sites de outros países, uma vez que a internet é um mundo sem fronteiras. A pesquisa “O Perfil do E-Commerce Brasileiro 2018” da PayPal Brasil mostra que existem cerca de 675 mil e-commerces ativos no país. Além da concorrênica, há a necessidade de acompanhar constantemente as rápidas mudanças nos algoritmos do Google, Facebook, e também no comportamento dos consumidores e suas dores. No segmento de pagamentos, o longo tempo de confirmação de compras via boleto e ausência de opções de pagamento em dinheiro físico eram empecilhos no momento de finalização das visitas às lojas online.

Como co-CEO de uma empresa que trabalha para oferecer a maior gama de possibilidades de pagamentos aos clientes virtuais, preciso estar atento a tudo que acontece no trade e pode influenciar positiva e negativamente as experiências de compra. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indica que nosso país conta com mais de 60 milhões de habitantes que não possuem contas em banco. Portanto, lojas que não contam com um serviço que atenda este público sofrem com a perda indireta de 60 milhões de novos consumidores em potencial. Visto estas demandas, criamos soluções como BoletoFlash e PECFlash que estão alinhadas com as necessidades de consumo do público e das lojas em seguir estas tendências.

Vivemos um momento de ebulição do varejo digital em que mais e mais consumidores querem inserir esta prática em seu cotidiano. A pesquisa Conversion do Consumidor Digital 2017, feita pela Conversion, agência especializada em SEO, apurou que 78% deles se sentem seguros ao comprarem pela internet. Isso mostra como as lojas virtuais cada vez mais se alinham às demandas e ultrapassam a barreira daqueles que não compravam via internet, pois não confiavam nas lojas, justificativa muito comum tempos atrás.

Em termos de logística, o momento de finalização da compra é crucial para o sucesso da loja. É nele que a loja se conecta à realidade do consumidor e pode disponibilizar combinações de meios e prazos para que ele escolha a que se melhor encaixa em seu perfil. Tratando-se de um meio tão democrático como o online, quanto mais opções, melhor. Da nossa parte, fica a extensa pesquisa e desenvolvimento de produtos que se adequem a qualquer tipo de demanda.

Por fim, destaco que o importante é estar em constante evolução para garantir sucesso nas vendas e, mais do que isso, engajar o maior número de pessoas possível. Cuide sempre das atualizações de sua loja, desde a captação de novos clientes, passando pelo pagamento até a entrega e pós-venda. Tudo está em constante mudança e não podemos deixar de acompanhar estes fluxos.

Ralf Germer, co-CEO e co-fundador da PagBrasil

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