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Super Marcas em tempos de Super Apps

Por Andrea Dietrich, Sócia/ Digital Transformation & Branding Consultant da Organica

Quando uma amiga recebeu uma entrega da Rappi, me chamou atenção a embalagem super descolada e customizada do próprio serviço. Questionei de onde era o seu pedido, e ela rapidamente respondeu: “Não tenho ideia, queria comida japonesa, percorri as opções disponíveis e escolhi uma delas”. O nome do restaurante estava na embalagem, de uma forma bem sutil que quase nem notei. Quem ganhou a cena foi mesmo a linda caixinha da Rappi. E para completar chegou numa sacola que dizia “seu supermercado online em 35 minutos”, divulgando seu serviço para supermercados.

Os super apps (ou “delivery de tudo”), que resolvem nossas vidas com milhões de funcionalidades num mesmo aplicativo, me fez gerar uma reflexão: como vamos diferenciar as marcas dentro desse novo ecossistema? Como as marcas poderão usufruir desses novos canais de venda, porém preservando seus diferenciais e sua base de clientes?

Os aplicativos próprios das empresas sempre foram ferramentas fortíssimas de fidelização e, consequentemente, de conhecimento do comportamento de seus clientes. Quando começamos a ver um crescimento absurdo desses sistemas integrados, em função de uma lacuna enorme deixada pelas próprias marcas, vemos a divisão dessas bases de clientes. A confiança do consumidor começa a ser mais na plataforma, que atende às suas necessidades de conveniência, do que necessariamente na marca que está de fato servindo.

A grande referência desse movimento é o WeChat na China (com mais de 1 bilhão de usuários) e, seguindo a tendência, a rede de supermercado Pão de Açúcar adquiriu recentemente o James, plataforma de serviços “entrega tudo”. A Magazine Luiza já anunciou que está em seus planos criar o seu super aplicativo próprio para não ficar fora desse jogo. E, nessa guerra de inovações digitais na corrida por otimizar o tempo das pessoas, fazer parcerias com esse tipo de serviço parece ser uma saída rápida e eficiente para ampliar canais. Para quem ainda não tinha um e-commerce próprio, é uma oportunidade de começar a vender online.

Porém, sob a ótica de construção de valor de marca e de engajamento com a sua base de clientes, vale refletirmos alguns desafios do sistema:

01) Seus clientes serão direcionados para uma plataforma terceira, com milhões de outras opções similares;

02) Os super apps vão ficando cada vez mais inteligentes com toda base comportamental dos usuários, e tendo a oportunidade de poder fazer uma curadoria ou filtro de marcas para os usuários em sua plataforma (obs: vale conhecer as iniciativas por tras do Rappi one.rappi.com/);

03) A construção de marcas está cada vez mais pautada na experiência que ela proporciona na vida das pessoas. Como transmitir os diferenciais de experiência do negócio quando você não controla a cadeia (por exemplo quem está selecionando o mamão para o cliente)?;

04) A experiência dos seus clientes e dos shoppers e motoboys das plataformas dentro da loja física merece um cuidado adicional. Cuidado com as filas nos checkouts, as vagas no estacionamento, a harmonia da circulação interna de loja. Alguns varejistas já dedicam um caixa exclusivo aos shoppers de Rappi, iFood e Cia, outros determinam somente algumas lojas para esse tipo de serviço.

Isso tudo não quer dizer que esses apps sejam vilões, ao contrário, são importantes aceleradores para ampliar sua atuação no mercado online, porém, com a ressalva de que não sejam trabalhados como seu canal único e principal a longo prazo. Vale uma estratégia clara e equilibrada do seu ecossistema próprio e terceiro, e daquilo que você quer terceirizar ou não.

Em tempos de “tudo o que quiser em minutos”, é fundamental preservar e potencializar aquilo que as empresas têm de mais importante: sua base de clientes e sua experiência de marca.

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SXSW: Painel formado por brasileiros é destaque no maior evento de inovação do mundo

Entre os dias 8 e 17 de março, acontece o SXSW Conference & Festivals, maior festival de inovação em mercado, tecnologia, cinema e música do mundo, em Austin, Texas (EUA). Nesta edição, os brasileiros marcam presença e, no dia 10 de março, acontece o painel “Brazilian innovation ecosystem: get to know the hubs and the Brazilian successful startups”.

Formado por Priscilla Erthal, Sócia Organica, Stella Brand, Diretora de Marketing da 99 App, André Ferraz, CEO da In Loco e Felipe Spina, Growth Hacking do Distrito, o encontro será às 12h (Horário de Brasília), e os profissionais irão discorrer sobre os polos pelo País e as tendências de mercado que estão transformando diversas startups em negócios de sucesso.

Segundo Priscilla, que é especialista em transformação digital e varejo, empresas e startups brasileiras ainda são um mistério para muitos estrangeiros e o SXSW é um palco excepcional para mostrar o talento e a oportunidade que o País oferece. “Ficamos muito felizes com o convite para participar do painel no evento. Afinal, a Organica está tendo uma grande chance de falar sobre inovação, mostrar seus cases e trocar experiências com profissionais do mundo inteiro. O Brasil tem muito a mostrar no SXSW. Aqui tem grandes empresas e muitas boas histórias de sucesso”.

Em 2018, passaram 500 mil pessoas pelo evento, destes, 1.400 eram brasileiros. A expectativa é de um número ainda maior para este ano. Para mais informações acesse o site http://www.sxsw.com/.

Evento: SXSW (South by Southwest®)

Local: Austin, Texas, Estados Unidos

Painel: “Brazilian innovation ecosystem: get to know the hubs and the Brazilian successful startups”

Data: 10 de março (domingo)

Horário: 09h00 (horário local), 12h00 (horário de Brasília)

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O novo RH: transformação está além de novas tecnologias

Por Joice Maciel, Consultora de Gente e Gestão da Organica

Quando se pensa em inovação, muitas vezes a primeira associação feita é com novas tecnologias, metodologias e processos de trabalho. Esses aspectos fazem parte da inovação sim, mas existe um fator que é decisivo: o mindset. Essa é uma palavra muito usada hoje no meio corporativo, em uma tradução literal, significa “configuração mental”, ou seja, é a forma que uma pessoa vê o mundo, e através desta perspectiva, é influenciada diretamente no seu pensamento e comportamento.

A psicóloga e pesquisadora da Universidade de Stanford, Carol S. Dweck, diz em seu livro “Mindset: a nova psicologia do sucesso” que existem dois tipos de mindset: o fixo e o de crescimento. Mindset fixo é aquele que acredita que as coisas são imutáveis (se nasce com aptidão para algo ou não, as qualidades ou defeitos são fixos) e o mindset de crescimento é aquele em que o que você tem é apenas a base do desenvolvimento (uma pessoa pode não ser boa em algo, mas com esforço e dedicação, ela se desenvolve).

Uma pessoa de mindset fixo, teme errar, pois o erro, em sua forma de ver o mundo, indica que ela é um fracasso e por isso evitam se expor, se arriscar e buscam autoafirmação constante de suas habilidades como proteção. Já uma pessoa de mindset de crescimento, vê o erro como uma oportunidade de aprendizado, sabe que o fracasso é situacional, não permanente e por isso força seus limites, experimenta o novo e sai da sua zona de conforto.

Agora transportemos esses conceitos para o mundo corporativo: empresas são integralmente feita de pessoas, logo, suas crenças, valores e formas de pensar impactam diretamente nos negócios. Tendo isso em vista, para transformar uma empresa para o crescimento, nem as melhores ferramentas ou tecnologias disponíveis no mercado trarão resultados se o mindset dos funcionários não for trabalhado. Em organizações, encontramos mindsets coletivos, um setor inteiro orientado por uma mesma forma de pensar, que pode não estar alinhado com a inovação e que, com isso, tolhe as oportunidades de experienciar coisas novas, de impulsionar pessoas e de ver além do que está estabelecido.

A boa notícia é que os mindsets podem ser trabalhados e nesse aspecto o setor de Recursos Humanos tem um papel fundamental. Uma empresa que não vê seu RH como estratégico corre sérios riscos de se perder, pois esse setor é quem cuida do fortalecimento da cultura, da qualidade de vida e do engajamento das pessoas. Mas e se o RH não tiver um mindset de crescimento também? Será que a empresa conseguirá disseminar inovações? Provavelmente não.

Para que o RH seja o agente de transformação na empresa, ele também precisa passar por uma profunda autoavaliação e observar se o que eles tanto tentam implementar em outros setores, de fato é uma realidade para eles também. Por muitos anos, a área de pessoas foi vista como um prestador de serviços interno para contratações e demissões, burocracias com folha de pagamento e legislação trabalhista, depois, com o advento da revolução tecnológica, começou a atuar mais com a saúde do trabalhador, capacitações e treinamentos técnicos. Agora temos um mercado altamente acelerado, perfis profissionais novos, cobrança de desenvolvimento de skills cada vez mais relacionais do que técnicos, gestão de conhecimento entre outros, e a área de recursos humanos precisa se renovar, acompanhar essas mudanças e compreender as novas formas de trabalhar.

Uma pesquisa realizada pela Qulture.Rocks, trazendo um panorama do RH no Brasil, indicou que 91% dos respondentes apontaram que a tecnologia é considerada como decisiva para a área (apesar de só 15% deles considerarem que há efetivamente um uso alto no setor hoje). Há também uma grande tendência a trazer a cultura de dados para o RH como mostra o aumento da busca por ferramentas de People Analytics (o relatório anual de tendências de Capital Humano de 2017, feito pela Deloitte, mostra que 71% dos líderes colocam esse tema como importante ou muito importante).

A tecnologia, com certeza, é uma grande aliada para modernizar o setor, mas antes disso é importante revisitar o mapa mental que essa área tem em relação a sua atuação. Como sair de uma atuação executora para um posicionamento mais estratégico? Como posso fazer para conhecer as novas necessidades de mercado e garantir que o negócio esteja alinhado a elas? Como lidar com o novo perfil profissional para mantê-lo engajado e atraí-lo para a empresa? Como sair do automático para realmente construir um RH mais analítico e propositivo nas tomadas de decisão? Ferramentas auxiliam com dados, mas é o reconhecimento do mindset e a adoção de estratégias para modificá-lo que direcionam a atuação, aí sim, novas tecnologias farão sentido e serão impulsionadoras da verdadeira transformação das pessoas e das organizações.

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13 primeiros passos de uma startup em Early Stage

Por Diego Daminelli, do time da aceleradora de Negócios Organica

Não existe uma fórmula de sucesso infalível para uma startup decolar, porém podemos dizer que existem fórmulas que certamente levam ao fracasso. É muito comum empreendedores iniciantes, que acabaram de tirar sua ideia do papel, serem colocados diante de algumas armadilhas, dificultando ou mesmo paralisando seu crescimento.

Em primeiro lugar, algumas perguntas e premissas precisam ser validadas antes do negócio sair do primeiro estágio. Eric G. Flamholtz, co-fundador e presidente a Management Systems, e Yvonne Randle, vice-presidente executiva da Management Systems, chamam esse processo de Estágio de New Ventures.

Em seu livro “De Zero a Um”, Peter Thiel nos confronta com quatro condicionantes. Elas avaliam se uma startup é, de fato, promissora e se conseguirá exercer um controle de share de mercado, suficiente para que seus lucros sejam maximizados e as ameaças de concorrente sejam mínimas ou inexistentes.

Segundo Thiel, para se ter sucesso, uma startup precisa, antes de tudo, de Tecnologia proprietária, ou seja, possuir um diferencial tecnológico ou de processo que seja único e exclusivo com grande dificuldade de ser copiado. O negócio também deve garantir efeitos de rede, fator que torna a empresa ou produto mais útil à medida que mais pessoas o utilizam (exemplo do Facebook, que se faz muito relevante já que todos seus amigos estão na rede).

Em terceiro lugar, a empresa deve crescer pela lógica da Economia de Escala, ou seja, os custos fixos para criar um produto se diluem por quantidades crescentes de vendas. Startups como a Netflix, por exemplo, podem desfrutar de economias de escala substanciais porque o custo marginal se aproxima de zero. Por último, o autor destaca a importância da criação da marca e diferenciação de Storytelling, que seria o último estágio, mas não menos importante, que uma empresa precisa chancelar sua originalidade com sua marca.

Antes de avançar em sua ideia, reúno abaixo algumas perguntas que o empreendedor deve ser fazer à respeito do seu negócio:

1-Você criou um produto ou serviço para atender uma necessidade real do mercado?

2-Testou sua solução com alguns potenciais clientes e provou a viabilidade de atender esse mercado?

3- Definiu missão, visão e valores?

4-Definiu claramente seu modelo de negócios? De onde virá suas receitas e despesas?

5-Desenhou o esboço do planejamento estratégico para desdobrar em metas básicas de acompanhamento?

6- Conhece os concorrentes e possíveis substitutos? Não seja egocêntrico nessa resposta.

7-Identificou e definiu o segmento de mercado em que vai buscar seu público-alavanca?

8- Validou a solução com os clientes para entender qual é o seu job to be done?

9- Construiu um funil de vendas e testou canais de maior atração?

10-Definiu a identidade visual e storytelling da marca?

11- Acompanha a taxa de churn dos clientes a cada mês ou já tem os KPIs para isso?

12- Criou a estrutura básica de tecnologia para servidores, sistemas e infraestrutura?

13- Organizou a contabilidade básica: impostos, orçamento, capital de giro e fluxo de caixa?

Tendo validado essas premissas e seu projeto e conseguido sobreviver a esses primeiros questionamentos, o empreendedor começa a pegar tração e com isso possui a base para enfrentar novos desafios com muito mais chances de sucesso.

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Recrutamento e Seleção: mudanças na era digital

Por Joice Maciel, especialista em Recursos Humanos da Organica

O setor de Recursos Humanos vem sofrendo grandes modificações com as inovações constantes do mercado. Essa revolução vai desde o uso de inteligência artificial na seleção de perfis em bancos de talentos até softwares que realizam a análise de fit cultural entre candidato e empresa. Apesar de serem recursos muito válidos, alguns profissionais apontam que apenas na fase de entrevistas presenciais é realmente possível validar a melhor escolha de um candidato. Será mesmo?

Recentemente, jornais de negócios publicaram uma matéria sobre uma metodologia que combina recursos de vídeo com inteligência artificial para melhorar a assertividade na escolha dos candidatos.

O processo funciona da seguinte forma: a empresa disponibiliza a vaga e aponta suas necessidades, perguntas a serem feitas e destaca algumas palavras-chave importantes que devem ser verificadas. Do outro lado, o candidato se cadastra por meio de um vídeo-currículo e, usando algoritmos específicos para analisar as respostas dadas, a inteligência artificial localiza os perfis que responderam da maneira desejada classificando-os em um ranking para avaliação da empresa.

A prática de entrevistas via vídeo já acontece há algum tempo em recrutamento e seleção, mas esse recurso vai além do virtual, realizando uma pré-seleção mais profunda do que a feita em um banco de talentos, por exemplo. Se por um lado é um recurso valioso em termos de economia de tempo, logística e até dinheiro, por outro, é uma ferramenta que precisa ser usada de forma complementar a um processo seletivo, fato reconhecido pelas próprias empresas que as utilizam.

Nenhum recurso tecnológico pode substituir o contato essencial entre as pessoas. Um bom processo seletivo, apesar de estruturado e com caminhos específicos, sempre precisa ter margem para sair do roteiro e explorar tudo que o candidato pode trazer. A nova geração de profissionais busca no trabalho um propósito – uma forma de realização pessoal – e não apenas um meio para outros projetos. Para conseguir extrair os valores, ambições e objetivos das pessoas, uma conversa honesta, fluida e acolhedora pode ser essencial.

O profissional de Recursos Humanos precisa saber usar todas as ferramentas disponíveis para fazer o melhor recrutamento possível, pois a escolha do colaborador certo é positiva para todos os envolvidos. Por um lado, ganha a empresa que terá um profissional engajado. Por outro, ganha o profissional, que estará em um ambiente que alimenta seus propósitos e onde tem mais chances de atingir ao máximo seu potencial.

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Andrea Dietrich é nova sócia da aceleradora de negócios Organica

A Organica tem uma nova sócia: Andrea Dietrich. Profissional de marketing com foco em desenvolvimento de marcas e estratégia digital com passagem por empresas como GPA, Netshoes e BRF, Andrea se junta a Roni Cunha, Renato Mendes, Priscilla Erthal, Luciane Aquino, Pedro Paulo Moraes e Maurício Alexandre à frente da aceleradora de negócios. Com trajetória marcada por movimentos de transformação digital, a nova afiliada chega para agregar ao time no desenvolvimento de marcas, cultura e estratégia de negócios na Nova Economia.

Com formação em publicidade e propaganda e pós graduada em Gestão de Negócios pela FGV, Andrea é apaixonada por novas tecnologias, economia colaborativa e marcas de propósito, afinidade que pretende desenvolver no trabalho de aceleração de empresas.”Me dedico a ajudar as organizações, de startups a grandes empresas, a se conectarem com as transformações digitais e a encontrarem seu propósito no mundo”, comentou.

Andrea teve ampla experiência em empresas líderes de mercado em segmentos distintos. Ela foi responsável pela estruturação de um dos primeiros núcleos dedicados ao digital no varejo brasileiro em 2010 no Grupo Pão de Açúcar. Posteriormente também liderou o reposicionamento de marca do maior e-commerce de artigos esportivos do mundo (Netshoes) e de uma das empresas de alimentos mais valiosas do País (Perdigão). Hoje, além da atuação como consultora, ela é empreendedora co-fundadora da Évolus, startup de educação para varejo. Eleita como uma das 50 profissionais mais inovadoras do mercado e TOP 3 de canais digitais da Info Exame, Andrea também é colunista do jornal Meio e Mensagem.

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Como evitar a polarização de ideias no ambiente corporativo

Por Diego Daminelli, do time da aceleradora de Negócios Organica

O termo polarização já está no mainstream, ou seja, no cotidiano dos brasileiros. É mais comum ainda ouvir essa palavra em referência à atual corrida eleitoral. A população, desde os últimos anos, vem se dividindo em diferentes escalas da esquerda e da direita e outras ideologias opostas também separam grupos sociais. E quais são os maiores reflexos dessa situação?

Discussões rasas sem a profundidade necessária para que o tema seja devidamente decupado e também o afastamento pessoal e intelectual das pessoas, cada um correndo para sua bolha, são algumas das consequências dessa divisão social.

Mas será que são apenas estes os casos de polarização que trazem prejuízo? Na verdade, os ambientes corporativos também relatam casos e casos de perda de produtividade por conta destas discussões.

Na Organica, empresa que lidera a aceleração de negócios, conforme passamos mais tempo dentro das empresas que aceleramos, aprofundamos ainda mais os estudos sobre cultura, análise de público-alvo, jornada de clientes, objetivos e priorização de projetos. Podemos perceber que existem pequenas arenas e debates políticos entre a equipe comercial e a de Tecnologia de Informação, marketing versus suporte ou dentro de uma mesma equipe, por exemplo, branding versus performance.

Qual empresa nunca viu uma discussão de um comercial com a “demora” da entrega da equipe de produto? Quem nunca viu uma equipe de performance dizer que branding “fica gastando com besteira, mas quem converte é a gente.”

No curto prazo, esse embate pode parecer positivo. “Tenho uma equipe muito motivada que briga pela empresa”. Não, cada um briga para ter razão, briga por seus objetivos pessoais.

Nestes casos, alavancas de trabalho com foco em cultura e também de gestão costumam amenizar ou resolver grande parte desse problema que se resume em: cada um remando para seu lado ao invés de remarem rápido e juntos o famoso “Andar em Bloco”, quando falamos de cultura ou projetos de gestão em Squads, onde pessoas e áreas diversas se agrupam em projetos, um modelo que ficou muito famoso com a Spotify.

Em outros casos, alinhados com esses trabalhos específicos de Cultura e Gestão, se derrubam os “muros” de algumas áreas criando grandes setores de “Client centric”, ou seja, foco no cliente na abordagem para fazer negócios que se concentra em criar uma experiência positiva para o cliente.

Bill Macaitis, ex CMO da Slack, Zendesk e Ex VP da Sales Force, derrubou esses muros e uniu embaixo de seu guarda-chuva as áreas de Marketing, Vendas e Client Success (suporte). Com isso, ele unificou metas e colocou a satisfação e encantamento do cliente como principal objetivo de todas as áreas, seja em qual momento o cliente tivesse contato com a empresa. Não por coincidência, se tornaram cases de sucesso de gestão e resultados

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5 dicas para atração e contratação mais eficaz

Com a taxa de desemprego do Brasil a 12,9% (IBGE), a concorrência pelas vagas abertas aumenta e, com tanta oferta, nem sempre é fácil escolher o profissional que melhor se adeque ao cargo. Pensando nisso, a equipe de Hunting da Organica, empresa que lidera o crescimento acelerado de negócios, separou cinco dicas para uma contratação mais eficaz dentro do contexto da Nova Economia.

Para o time da aceleradora, o conhecimento do perfil da empresa é um dos principais pontos para garantir uma contratação satisfatória. “Conseguimos utilizar a imersão no negócio para trazer os profissionais mais adequados em competências técnicas e comportamentais, com perfil mais aderente à cultura do crescimento exponencial”, explica.

1- Investir em “Employer Branding”: Trata-se da reputação da marca como empregadora, como lugar para se trabalhar. Sua empresa é reconhecida por oferecer ao colaborador um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional? O ambiente gera desenvolvimento?Os colaboradores são ouvidos? Quaisquer que sejam os atributos, eles precisam ser bem claros para atrair profissionais que tenham compatibilidade com a sua empresa.

2- Trabalhar a autenticidade: Uma empresa autêntica é aquela que transparece seus valores no dia-a-dia. Mostre aos candidatos a realidade do seu ambiente de trabalho e assim atrairá profissionais que serão felizes atuando no seu negócio.

3- Conheça o perfil dos profissionais que deseja atrair: Os profissionais da Nova Economia são pessoas mais críticas em relação às posições que buscam. É necessário respeitar a busca por propósito desse público e oferecer diferenciais que estão além das questões financeiras. O propósito não precisa ser necessariamente grandioso, mas ter significado para o colaborador que a empresa deseja atingir.

4-Usar bem os canais de divulgação: Uma boa divulgação de uma vaga passa pelo entendimento do perfil de cada canal. É importante conhecer as opções disponíveis e construir uma estratégia de divulgação de acordo com o perfil de profissional que se pretende atrair.

5- Identificar o “fit cultural” : Quando um colaborador se identifica com a cultura e os valores da empresa todos saem ganhando. Com sentimento de vínculo, o funcionário se sente motivado e produz um trabalho de qualidade para a empresa. Essas características devem ser bem avaliadas no momento do processo de seleção do profissional.

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Aceleradora de Negócios Organica chega ao Rio Grande do Sul

A Aceleradora de Negócios Organica anuncia sua expansão rumo ao Sul do País com a oficialização da sua chegada a Porto Alegre (RS). A nova operação reforça o crescimento da empresa fundada em 2014 por Roni Cunha Bueno e Renato Mendes e tem como objetivo atender à demanda de clientes que buscam criar modelos de negócio vencedores dentro da Nova Economia.

À frente da expansão para a praça está a sócia Luciane Aquino. Ela explica que a chegada ao Rio Grande do Sul foi um movimento natural do mercado. “O mercado de Porto Alegre é muito rico e nós temos sido procurados por muitas empresas com potencial para crescimento na economia digital. Algumas são startups já com tração e que precisam crescer ainda mais rápido, e outras são empresas tradicionais que perceberam que precisam dominar o digital para não perder mercado, mas não conseguem vencer as barreiras culturais para ter sucesso”, comenta Luciane.

No Rio Grande do Sul, a Organica já está trabalhando com as empresas como a Umbler, de hospedagem em nuvem por demanda, Rocket.Chat, plataforma de chat corporativo, e Delivery Center, solução de entregas que integra varejo online e offline.

Em todo País, a aceleradora já auxiliou mais de 40 empresas a crescer, entre elas MaxMilhas (Melhor startup 2017 pela Startup Awards), Méliuz (Melhor startup 2016 pela Startup Awards), Dr. Consulta (Empresa de maior impacto 2017 pela Latam Founders), Banco Votorantim, Mercado Bitcoin, Netshoes, Banco Modal, Banco Olé (Grupo Santander), Oi, Time for Fun, Terra, GetNinjas, Leiturinha, Netfarma, Serasa Experian, Empiricus, Netfarma, e.Bricks Ventures, Dinda, Object Edge, ProntMed, entre outras.

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Programa de Inovação visa aproximar grandes empresas e startups

Mais que contribuírem para oportunidade de negócios e emprego, as startups são a chave para levar inovação aos mercados tradicionais, trabalhando na solução de desafios encontrados em diversos setores. Pensando neste objetivo, a Organica, empresa líder em aceleração de negócios, desenvolveu um Programa de Inovação aberta com o objetivo de aproximar startups e grandes empresas que possuem objetivos semelhantes.

A ideia é buscar startups que auxiliem as grandes empresas a encontrarem soluções para algumas áreas internas da companhia. “Ao final do programa, o objetivo é que as empresas tradicionais vejam as startups como futuros fornecedores ou mesmo passem a investir na compra de participações nesse setor, revolucionando e trazendo soluções novas para seus mercados”, explica Pedro Paulo Moraes, sócio da Organica.

Nesta semana, a aceleradora deu início a sua primeira ação que será realizada no setor de saneamento: o Iguá Lab, que encontrará auxílio para a Iguá Saneamento, empresa que atua no gerenciamento e na operação de sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. O projeto, realizado em parceria com o BrazilLAB, selecionará startups com soluções voltadas aos cinco desafios lançados. São eles:

Desafio Fintech: como diminuir a inadimplência e a evasão de receitas?

Desafio Perdas: como reduzir os índices de perda de água e fraude?

Desafio Comunicação: como melhorar a comunicação entre a Iguá e seus clientes?

Desafio Treinamento: como disseminar o treinamento aos mais de 1.500 colaboradores da Iguá?

Desafio Tecnologia: quais as melhores tecnologias para realizar investimentos mais eficientes?

As startups vencedoras poderão se beneficiar de duas formas: por meio de contratos de fornecimento de soluções por um ano firmados com a Iguá Saneamento ou com investimento direto de forma minoritária. Com a parceria, ainda receberão mentoria de executivos da companhia e terão a oportunidade de apresentar as soluções para um grupo de investidores.

As inscrições para o Iguá Lab vão até o dia 15 de junho no endereço http://igualab.com.br/. No site também estão detalhadas todas as etapas e detalhes do programa.

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Por que as Fintechs são a bola da vez

Especialista aponta oportunidades e desafios para essas empresas

Em meados dos anos 1960, o Banco Bradesco investiu em um computador da última geração, um IBM 1401, com apenas 4k de memória. Logo após unificou sua rede de agências com telex. Já nos anos 70 e 80 os mainframes eram caríssimos, mas lá estava o Banco investindo na sua implantação. Chegou a década de 90 e vieram investimentos em fibra óptica, laser e rede de alta velocidade em longas distâncias. Tudo isso para preparar o terreno do que aconteceria nos anos 2000: o primeiro Internet Banking do hemisfério sul. “Enquanto muitos achavam aquilo tudo um desperdício de dinheiro, os fundadores Amador Aguiar e Lázaro Brandão já enxergavam o que hoje se tornou óbvio: ganhos de escala só combinam com automação de processos e somente a tecnologia é capaz de suprir essa necessidade”, comenta Pedro Paulo Moraes, sócio da Organica, empresa focada na aceleração de negócios e pessoas dentro da lógica da Nova Economia. “Graças a essa ousadia, o Brasil se consolidou como referência mundial em inovação e segurança bancária.”, complementa.

Durante algumas décadas, as grandes instituições bancárias navegavam em um mercado de baixíssima concorrência e de uma barreira de entrada praticamente intransponível, mas hoje em dia esse cenário mudou. Bancos gigantes e tradicionais enfrentam a concorrência acirrada com empresas fundadas por jovens, enxutas e ofertantes de serviços e soluções diferenciadas, são as chamadas fintechs. Mas, como isso foi possível de uma hora para outra?

Com algumas fintechs aceleradas pela Organica, Pedro Moraes separou alguns fatores que explicam esse fenômeno:

Paradoxo da Abundância

Antigamente os recursos (humanos e financeiros) eram escassos e caros. Apenas grandes bancos dispunham de tais recursos para investir, tornando uma barreira praticamente impenetrável para novos entrantes no mercado. Hoje, tais recursos se tornaram baratos e abundantes: energia elétrica se consegue de graça (através do sol e do vento, por exemplo), conexões de redes e acesso à internet estão cada vez mais rápidas e baratas, grandes servidores podem ser compartilhados por várias empresas na nuvem, altos custos de aquisição foram substituídos pelo pagamento mensal em valores muita mais baratos (SaaS, por exemplo), os algoritmos e linguagens se tornaram populares e amplamente difundidas, as tecnologias de telecomunicações permitem que diversos colaboradores estejam alinhados e participativos mesmo a quilômetros de distância, sem a necessidade de um espaço físico. O próprio blockchain, tecnologia por trás do bitcoin, traz oportunidades de ganho de escala a custos baixíssimos. Isso tudo eliminou a barreira de entrada.

Explorando ineficiências

Como o mercado bancário era praticamente impenetrável, as grandes instituições se acomodaram. O foco no cliente não era tão profundo. A cultura de gestão ficou ultrapassada enquanto as fintechs com pouquíssimos funcionários eram capazes de entregar mais rápido e melhor através de metodologias agile, scrum, squads, OKRs, entre outras. Um modelo de negócio de uma fintech que não demonstra o resultado esperado é rapidamente alterado (ou pivotado, como se diz) e as probabilidades de êxito aumentam imediatamente.

Mercado

O mercado brasileiro é enorme e pouco explorado. Existe uma parcela gigantesca da população considerada ” esbancarizada”, que foram esquecidos pelos bancos tradicionais e estão sedentos por ofertas de soluções a baixo custo de forma personalizada, gerando uma oportunidade para as fintechs..

Marketing

Assim como metodologias de gestão mencionadas anteriormente, as startups já nascem com DNA de Marketing, seja de performance (aquele que visa divulgar a marca através das redes sociais) ou de branding (aquele que desenvolve o branding, storytelling, cultura, etc.). Uma boa estratégia de Marketing diferencia a empresa e atrai os clientes dos bancos tradicionais.

Foco e Verticalização

Diferentemente dos bancos tradicionais, que tem sua estrutura horizontalizada, as fintechs preferem dar foco a nichos ou verticais: algumas são especializadas apenas em crédito, outras em seguros, ou apenas em investimentos, etc. O resultado disso é maior agilidade e velocidade na criação de novos produtos e identificação das necessidades dos clientes.

Por outro lado, as fintechs tem como principal desafio vencer a regulamentação de mercado. No Brasil (e no mundo), existem órgãos como Banco Central, Susep, CVM que olham para essas empresas com certa desconfiança, por isso não dão as permissões legais para atuação. Importante que haja uma união das fintechs para criarem órgão que os representem e facilitem no processo de incorporação para que o país não deixe de estar na vanguarda da tecnologia bancária.

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Lições que as empresas tradicionais podem aprender com as startups

A Nova Economia, mudança criada pela tecnologia, está revolucionando a cultura de gestão corporativa e desafiando os modelos de empreendimentos tradicionais. As startups, empresas inovadoras e disruptivas, estão influenciando as companhias maiores e já consolidadas, que buscam remodelar o negócio para alcançar essa inovação. Um exemplo é a Coca-Cola, que firmou algumas parcerias com startups, que renderam, apenas em 2016, 20% de todo o crescimento da multinacional. São diversas as lições que os empresários podem aprender com os novos CEOs. Para isso, Renato Mendes, sócio da Organica, empresa focada na aceleração de negócios e pessoas dentro da lógica da Nova Economia, e Ana Julia Ghirello, fundadora da abeLLha, incubadora de negócios de impacto, separaram algumas dicas. Confira:

Criar uma cultura de negócios orientada ao cliente

A principal medida a ser adotada é conversar com os clientes para entender qual deve ser o caminho do negócio a ser seguido. “A partir de uma lógica de manter um diálogo permanente e de absorção das reclamações, é preciso entender as críticas como uma oportunidade de oferecer ao cliente um melhor serviço”, explica Renato.

Buscar inovação a partir dos feedbacks dos clientes

Após as conversas com o cliente, a crítica recebida deve se tornar uma hipótese de melhoria a ser testada de forma rápida e com o menor custo possível. Sempre buscar a inovação aproveitando os feedbacks dos clientes. “Se ela funcionar, o ideal é que a empresa aplique e busque a escala. Caso contrário, deve ser descartada. É preciso trabalhar em uma dinâmica de melhoria contínua”, diz o sócio da Organica.

Executar mais

As startups planejam menos e executam mais. A partir do momento que a empresa foi orientada pelo cliente, não é preciso planejar por dois anos para só depois colocar em prática. “O conceito de MVP (Minimum Viable Produc), usado pelas startups, é lançar a novidade quando já tiver uma proposta mínima de valor, de forma rápida. Com o resultado, ir melhorando e evoluindo o produto”, completa Renato Mendes.

Troca de experiências

Enquanto as startups podem ensinar essa nova forma de produto e inovação, as empresas tradicionais auxiliam os novos CEOs na escala e na estabilidade. “É importante que as empresas mais estruturadas troquem ensinamentos e auxiliem as startups com o que as fizeram estar tanto tempo ativas no mercado”, diz Ana Julia Ghirello, CEO da AbeLLha.

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