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FecomercioSP: Corte no orçamento é fundamental, mas, para crise acabar, é preciso medidas mais complexas

Diante da falta de um plano consistente de ajuste fiscal e do cenário de instabilidade política, o governo federal anunciou hoje um corte de R$ 23,4 bilhões no orçamento de 2016. Para a FecomercioSP, a medida é necessária, mas não será ela, somada à volta da CPMF e a medidas de estímulo ao crédito, que conseguirá reverter o atual quadro, cada vez mais grave e desanimador.

No atual cenário, é quase certo que o governo não conseguirá cumprir a meta de 0,5% de superávit primário estabelecida para 2016. A tendência de expansão das despesas públicas é estrutural, enquanto as receitas recuam aceleradamente por causa da retração acentuada da atividade econômica.

A Federação aponta que é imprescindível avançar em reformas estruturais, como a da Previdência – com estabelecimento de idade mínima para a aposentadoria, por exemplo –, e a desvinculação das receitas da União. É urgente também um projeto de reforma do Estado que busque a redução da máquina pública e os aumentos da eficiência e da qualidade dos serviços prestados à população.

No caso do setor de comércio e serviços, o cenário já é ruim em razão principalmente da falta de confiança de empresários e consumidores. Os primeiros não sentem confiança suficiente para realizar investimentos e os consumidores estão preferindo guardar seu dinheiro e quitar dívidas em vez de consumir.

A entidade destaca que todas as variáveis que influenciam o movimento do comércio apresentam um quadro negativo, como a renda em queda, desemprego aumentando e a inflação alta. A Entidade entende que ou se começa a atacar a raiz do problema (que é fiscal) ou teremos que continuar a conviver com uma crise sem precedentes, e sem data para terminar.

Fonte: FecomercioSP

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“Em vez de equilibrar o orçamento, governo anuncia déficit de até R$ 60 bilhões”, afirma Skaf

Presidente da Fiesp e do Ciesp critica crescimento dos gastos do Governo em relação a 2015

Nesta sexta (19/2), os ministros da Fazenda e Planejamento convocaram a imprensa para anunciar contingenciamento de R$ 23,4 bilhões dos gastos públicos para o ano de 2016.

“Na realidade, mesmo com a revisão do orçamento, os gastos totais apresentam um crescimento de 4,8% em relação aos gastos realizados no ano de 2015”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Além disso, o contingenciamento não passou de cortina de fumaça para o anúncio da chamada banda fiscal, ou seja, um mecanismo que deixa explícito que a equipe econômica trabalha com a perspectiva de um déficit de até R$ 60,2 bilhões para 2016.

“É crucial recuperar a credibilidade da política econômica. Porém, ao anunciar um déficit de até R$ 60,2 bilhões, o governo assume a falta de comprometimento em atingir a meta de resultado primário estabelecida, o que aumenta as desconfianças e piora ainda mais sua credibilidade”, diz Skaf.

O governo também anunciou um teto teórico para o gasto público, que ainda terá que ser transformado em projeto de lei, para depois ser aprovado pelo Congresso Nacional.

“A gestão séria do orçamento demanda corte e controle de gastos imediatos, e não mecanismos teóricos mirabolantes que, na realidade, nada mais representam do que a consolidação de sucessivos déficits públicos”, conclui Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

Fonte: Fiesp

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