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Plataforma brasileira de chat open source recebe aporte de 5 milhões de dólares

Em meados de 2015, quando o código do Rocket.Chat foi disponibilizado na internet, a ideia de seus criadores era apenas aprimorar um projeto de atendimento a clientes encomendado por uma empresa. Menos de dois anos depois, a trajetória premiada da plataforma de chat open source culminou em um aporte de US$ 5 milhões do fundo de investimentos americano especializado em tecnologia New Enterprise Associates (NEA).

O interesse da NEA pela plataforma surgiu a partir da percepção de que sistemas semelhantes a chats estão se tornando a norma dentro de empresas, tanto no relacionamento com consumidores, quanto em sua comunicação interna. O líder nesse segmento, de código fechado, já recebeu US$ 540 milhões em investimentos e hoje é avaliado em quase US$ 4 bilhões.

“Empresas precisam de ferramentas customizáveis, sofisticadas, escaláveis e de fácil integração com sistemas preexistentes. Assim, a plataforma de comunicação open source Rocket.Chat atende a uma demanda crítica do mercado”, explica Chetan Puttagunta, general partner da NEA. Harry Weller, um dos criadores do fundo americano, foi uma das únicas cinco pessoas que apareceram em todas as edições da lista dos “midas” do investimento em tecnologia da Forbes. Responsável pelo investimento na empresa brasileira, Harry faleceu pouco após o aporte, em novembro de 2016.

Para o Rocket.Chat, no curto prazo o investimento permitirá melhorar a usabilidade e desenvolver novas funcionalidades na plataforma, que é gratuita. Em longo prazo, a ideia é interconectar os servidores diferentes ao chat e abrir um canal de comunicação livre. “Vemos uma tendência mundial para a diminuição do uso de e-mail e o crescimento do WhatsApp. Mas esse é projetado para ser pessoal, e não corporativo. Queremos ser o WhatsApp corporativo”, afirma Gabriel Engel, fundador da empresa.

Parte essencial desse processo é a cooperação de desenvolvedores independentes em comunidades como o GitHub, que ajudam a implementar novas funcionalidades e a identificar e corrigir falhas na plataforma. São mais de 400 colaboradores nessa rede e Engel explica que a principal forma de recrutamento é justamente essa: escolher pessoas que já ofereceram contribuições interessantes para o projeto. Os interessados em entrar para a equipe fixa da empresa podem se candidatar em: https://rocket.chat/jobs.

Com mais de 100 mil servidores instalados e premiada pela Black Duck com o Open Source Rookies of the Year em 2015 e pela InfoWorld com o Bossie Awards: The best open source applications em 2016, o Rocket.Chat estima que seus usuários estão na casa dos 10 milhões. Para o fundador da empresa, uma das razões do sucesso da plataforma é o alto nível de segurança e extensibilidade: “Hoje se entende que softwares abertos são mais confiáveis por serem muito mais testados e auditados do que os fechados. Nós construímos junto à comunidade de desenvolvedores o que as empresas precisam e, assim, estamos constantemente inovando”, diz Engel.

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O código não tem que ser secreto – Por: Marcio Sanchiro

Há três anos, a possibilidade de que a EMC um dia ofereceria um código aberto livremente para o mundo seria considerada uma heresia. Até então, a ideia era a de que apenas compartilharíamos nosso próprio código fonte sobre nosso cadáver. Reconhecemos, naquela época, que para ganharmos no mundo da nuvem nativa era preciso fazer uma mudança radical de atitude em relação a código aberto. Por quê?

Em primeiro lugar, porque o sucesso como fornecedor neste mercado tem a ver com ter o apoio da comunidade sobre aquilo que você faz. Segundo porque o código aberto nos permite avançar mais rápido no desenvolvimento feito por comunidades de desenvolvedores. E em terceiro lugar, queremos eliminar as preocupações em torno de lock-in (obrigaçãoem alterar o preço de um produto de acordo com diferentes clientes).

Esta mudança de paradigma levou alguns anos para se manifestar, mas recentemente aceleramos o passo. Ao fazer essas contribuições, aprendemos detalhes importantes sobre a participação no mundo do Open Source que valem a pena compartilhar:

1. Quando você sente que está quase pronto para compartilhar seu código, você já está

Tradicionalmente, quando imaginamos o lançamento de um produto, pensamos: “Temos que deixá-lo perfeito e resolver tudo antes de colocá-lo no mercado”. Mas quando o assunto é código aberto é muito menos importante obter coisas perfeitas inicialmente e mais importante lançá-lo como domínio público para que a comunidade possa trabalhar, crescer junto com ele e, aí sim, deixá-lo perfeito.

O que aprendemos com os lançamentos recentes é que você tem mais credibilidade lançando o software e assumindo esta condição de aperfeiçoamento ao invés de vez de fingir que tudo está impecável e tratar o lançamento como um produto acabado.

2. Você não precisa da comunidade para começar o projeto, mas precisa do seu comprometimento para finalizá-lo

Você pode pensar que ao liberar o código aberto de algum projeto, será necessário ter mais 50 parcerias engatilhadas para compensá-lo. Na verdade você não precisa. A chave para a condução de uma iniciativa colaborativa está em apenas ter comprometimento em desenvolver um trabalho de qualidade. Se ele tiver de fato valor, a própria comunidade vai sustentar seu desenvolvimento.

3. Sua comunidade é auto seletiva

Você não consegue sempre escolher seus parceiros – a comunidade sim, os seleciona. A Intel é um dos nossos grandes parceiros, mas não antecipamos as principais contribuições que, em conjunto, fizemos com a Oregon State University. A universidade já usa um código aberto iniciado pela EMC e Intel para desenvolver um novo plug-in.

E por quê a universidade se envolveu numa iniciativa dessas? A participação em projetos de código aberto são uma ótima maneira para os alunos projetarem seus talentos e nomes na sociedade e no meio científico.

4. Nem todas as licenças de código aberto são iguais

Existem muito tipos de licenças diferentes para códigos abertos. As diferenças entre as licenças são extremamente importantes para entender como elas podem afetar a contribuição da comunidade. Considerando-se que é possível garantir que todo o código desenvolvido como resultado do projeto continua a ser um “open source”, os outros desenvolvedores podem ter ainda mais interesse com diferentes projetos. Nosso próximo lançamento sairá inicialmente sob uma licença pública do Mozilla e, em seguida, migrará para o Apache License 2.0, beneficiando a comunidade de maneira única.

E quais os próximos passos? Achamos que muito do desenvolvimento de software e da nossa própria natureza vai trilhar pelo caminho do open source. Isso é comprovado de diversas formas e acontece cada vez mais. Parte de nossos códigossão inclusive compartilhados publicamente em nosso site, na comunidade de desenvolvedores: EMC{code} community.

Conheça os nossos códigos, nos diga o que pensa e contribua em sua programação. Seus comentários vão nos ajudar a nos tornar melhores membros da comunidade do código aberto e a sua contribuição vai fazer um melhor software para todos.

*Marcio Sanchiro, Especialista Sênior em Cloud e Storage no Brasil e Cone Sul da EMC

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EMC acelera mudança para código aberto

Projeto open source do RackHD™ e nova versão do CoprHD reforçam os investimentos da EMC com a comunidade de desenvolvimento e auxiliam nos desafios de gestão em data centers de hiperescala

A EMC Corporation (NYSE: EMC) anuncia o lançamento do RackHD™ (Rack “H” “D”), um conjunto de tecnologias independentes de plataforma projetadas para resolver o desafio de gerenciar e orquestrar servidores e recursos de rede em hiperescala. Além disso, a empresa está trazendo atualizações para o CoprHD, o REX-Ray™ e novas colaborações com a Intel e a Oregon State University.

Novos destaques:
• EMC lança o projeto de código aberto do RackHD, disponível sob licença do Apache, versão 2.0.

• O RackHD oferece tecnologia independente de plataforma para proporcionar automatização efetiva do gerenciamento de hardware e orquestração em hiperescala.

• A comunidade do CoprHD lança a primeira atualização, o CoprHD 2.4, com novo suporte ao ECS (EMC Elastic Cloud Storage) e ao EMC XtremIO 4.0.

• A comunidade do CoprHD lança dois novos projetos com a Intel e a Oregon State University para adicionar suporte a armazenamento terceirizado e integração do OpenStack.

• EMC atualiza o mecanismo de orquestração de armazenamento do REX-Ray com suporte ao EMC VMAX, ao EMC Isilon e ao GCE (Google Compute Engine).

De acordo com John Roese, vice-presidente sênior e CTO da EMC Corporation, as soluções aprimoradas abordam desafios significativos no gerenciamento de data centers definidos por software. “Ao tornar essas tecnologias abertas e acessíveis, a comunidade de desenvolvimento pode trabalhar em conjunto para beneficiar uma ampla gama de organizações e aplicações”, afirma o executivo.

“É um momento emocionante para a EMC com esse novo modelo de desenvolvimento em que temos os funcionários da empresa desenvolvendo códigos diretamente para ajudar a resolver grandes desafios no setor, enquanto desenvolvem novas tecnologias de um modo que permite a participação, contribuição, crítica e colaboração de todos”, completa.

O software RackHD oferece M&O (Management and Orchestration, gerenciamento e orquestração) de hardware que automatiza a detecção, a descrição, o provisionamento e a programação em uma grande variedade de servidores atuais e um roteiro para adicionar dispositivos de rede no futuro.

Os datacenters modernos são uma mistura de armazenamento de vários fornecedores, sistema de rede e servidores com uma crescente variedade de hardwares COTS (Commercial Off-the-Shelf, prontos para uso), sendo aplicados no aumento de casos de uso em hiperescala. Instalar sistemas operacionais de baixo nível ou atualizar microcódigo e BIOS em diversos dispositivos é tarefa manual complicada para engenheiros de datacenter. E se tornam ainda mais difíceis e caras em hiperescala. O RackHD foi criado para automatizar e simplificar essas tarefas fundamentais em uma ampla gama de hardware de datacenters.

Desenvolvedores podem usar a API do RackHD como componente em um sistema de orquestração maior ou criar uma interface de usuário para gerenciar serviços de hardware, independentemente do hardware subjacente no local. Foi projetada para ajudar organizações a acelerar a implementação de aplicativos modernos (Platform 3) que dependem de grandes números de servidores genéricos e infraestrutura heterogênea.

Hoje, o RackHD suporta uma grande variedade de servidores de datacenter com base no processador Intel® e detecção e monitoramento para switches. Foi estabelecida uma comunidade do projeto em EMC {code}, a comunidade Onramp para capacitação de desenvolvedores, para encorajar contribuições que estendam o suporte ao dispositivo heterogêneo e que desenvolvam novos recursos úteis para o datacenter definido por software. Uma lista detalhada de recursos está disponível na página da comunidade em GitHub: https://github.com/RackHD

Para o vice-presidente e gerente geral de Cloud Platform Business da Pivotal, James Watters, a parceria com a equipe de projetos do RackHD possibilitou à Pivotal executar implementações bare metal e híbridas pela primeira vez. “A força e a flexibilidade do RackHD permitiram uma transição do conceito para a demonstração da tecnologia em apenas duas semanas sem alterações no código central do CloudFoundry”, diz Watters.

A comunidade do CoprHD lança versão 2.4

O CoprHD é um software de automatização de armazenamento de código aberto que centraliza e transforma o armazenamento de vários fornecedores em uma plataforma simples e expansível. A comunidade da tecnologia fez sua primeira versão oficial com o CoprHD 2.4 para incluir novos recursos, projetos, contribuidores da comunidade e um novo switch de licenciamento para a licença do Apache, versão 2.0. A nova versão aumenta o escopo do software para incluir o armazenamento em object EMC® ECS™ e uma nova API REST do software EMC XtremIO® 4.0. Uma lista detalhada de recursos e plataformas suportadas está disponível na comunidade do projeto: https://coprhd.github.io/

A Intel e a Oregon State University, nos Estados Unidos da América, juntaram-se à comunidade do CoprHD como os novos contribuidores. A Intel está liderando um projeto para integrar a Keystone no software, permitindo o uso da API do Cinder e/ou da tecnologia para oferecer serviços de armazenamento em block. Esse recurso permite que as organizações ofereçam uma Interface de gerenciamento de armazenamento única para serviços do OpenStack.

Segundo Bev Crair, vice-presidente e gerente geral de Storage Group da Intel, o usuário final exige flexibilidade e segurança no desempenho dos serviços de TI, o que está direcionando o setor de soluções de armazenamento definidas por software. “A controladora do CoprHD Software-Defined Storage permite que plataformas em nuvem, como o OpenStack, gerenciem o armazenamento heterogêneo. Isso se alinha ao comprometimento e contribuições da Intel à comunidade de código aberto e nossos esforços para acelerar o desenvolvimento de soluções de armazenamento definidas por software”, afirma Crair.

Como um esforço para expandir o ecossistema do CoprHD, a comunidade do sofrware desenvolveu um SDK de camadas mais baixas projetado para permitir que fornecedores de armazenamento e terceiros possam adicionar suporte para outros sistemas de armazenamento ao CoprHD, com mais facilidade. Os alunos da Oregon State University estão desenvolvendo o primeiro plug-in com o SDK de camadas mais baixas para um novo driver do EMC ScaleIO®. Finalmente, ele substituirá o driver do ScaleIO na versão atual e servirá como caso de teste para desenvolvimento adicional do SDK de camadas mais baixas.

“Descobrimos como foi difícil implementar qualquer tipo de ferramenta de automatização para obter uma mistura heterogênea de sistemas de armazenamento. Colaborar com a comunidade do CoprHD nos permitirá atingir nossos objetivos de evitar o limite de fornecedores e dar suporte a toda a nossa infraestrutura”, explica Shayne Huddleston, diretor de infraestrutura de TI da Oregon State University.

A EMC atualiza o mecanismo de orquestração de armazenamento REX-Ray

A EMC também anunciou uma nova versão de seu mecanismo de orquestração de armazenamento REX-Ray, projeto de código aberto da EMC {code} que oferece acesso ao armazenamento persistente para tempo de execução de contêineres, incluindo aqueles fornecidos pela Docker, Mesos e outras. Ele foi projetado para permitir o recurso de armazenamento avançado em plataformas na nuvem, de virtualização e armazenamento comum.

A versão 0.3 contém diversas novas atualizações por meio de contribuições da comunidade, incluindo suporte à plataforma de armazenamento expandida do GCE (Google Compute Engine) e os sistemas de armazenamento EMC Isilon® e EMC VMAX®. Além disso, o REX-Ray foi atualizado com uma função de montagem de volume preventiva que permite ao host reatribuir volumes montados de hosts sem resposta. Isso garante que os aplicativos mantenham o acesso ao armazenamento persistente. O REX-Ray 0.3 está disponível sob a licença do Apache, versão 2.0 e hospedado no GitHub em: https://github.com/emccode/rexray.

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