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Concrete Show começa amanhã em São Paulo

Acontece de amanhã, 23, até sexta-feira, 25, o Concrete Show South America, único evento na América Latina a reunir a cadeia produtiva do concreto. Nesta 11ª edição, a feira conta com lançamentos de produtos e soluções de tecnologia, demonstrações de equipamentos, sessão de autógrafos de livros técnicos, premiação nacional para estudantes de arquitetura e uma galeria de concreto com peças de design e materiais inovadores baseados em concreto de diferentes países.

A abertura está marcada para às 11 horas de amanhã, com a presença dos presidentes das associações do setor, José Romeu Ferraz Neto, (SindusCon-SP); Renato Giusti (Associação Brasileira de Cimento Portland); Jairo Abud (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem); Julio Timerman (Instituto Brasileiro do Concreto) e Íria Lícia Oliva Doniak (Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto) e da UBM Brazil, Jean-François Quentin.

A cerimônia contará também com a presença do arquiteto Ruy Ohtake, encarregado de entregar ao arquiteto Yuri Vital uma homenagem por seu trabalho.

Destaque do evento também são as mais 60 palestras gratuitas para a capacitação e atualização de profissionais que atuam na construção civil. Realizadas em paralelo à feira, serão ministradas por diversos profissionais renomados do setor da construção civil. As palestras serão divididas em quatro palcos simultâneos, com a duração de 40 minutos cada e capacidade para até 70 pessoas. A expectativa da organização é receber cerca de 3.800 profissionais nos três dias.

Mais detalhes no link: http://www.concreteshow.com.br/pt/conferencia/palestras-gratuitas.

Concrete Show South America 2017
Data: 23 a 25 de agosto
Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo (SP)
Horário da Exposição: 23 de agosto das 13h às 20h / 24 e 25 de agosto das 10h às 20h

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Por que o BIM falha? – Por Marcus Granadeiro

As incorporadoras, as empresas de infraestrutura e as consultorias de engenharia de modo em geral têm investido em BIM (Building Information Model). Compram software, buscam formação em palestras e treinamentos, investem no desenvolvimento de projetos piloto e enchem salas com diversos workshops, seminários e feiras sobre o tema. Não há uma pesquisa formal que relacione os esforços com os resultados, mas a percepção é que o resultado dos projetos é baixo. As poucas e bem sucedidas iniciativas de BIM são um pequeno número perto do volume de vontade e esforço. Por que os projetos falham? Quais os principais obstáculos? Como vencê-los?

Um primeiro ponto é a dificuldade de entender os benefícios do processo e modelo BIM e, assim, não conseguir cobrar ou pagar a mais por ele. O projeto em BIM deve custar mais caro que o tradicional, pois tem mais valor agregado, contém mais informação, maior escopo, resolve mais problemas e é mais complexo de ser desenvolvido. Quanto de economia e risco uma simulação 4D pode trazer na fase de projeto ou mesmo na fase de obra para uma tomada de decisão? Quanto tempo perdido se evitaria com discussões após uma correta análise de interferências ou pleno entendimento do projeto por todos os stakeholders após uma sessão de realidade virtual? Quão mais fácil seria vender um projeto ou uma alternativa construtiva se baseando em um modelo e apresentando simulações? As respostas para estas perguntas não são simples, mas o custo benefício é nítido, principalmente quando analisado pelo ponto de vista de quem pensa de forma estratégica.

Outra questão que dificulta muito está relacionada ao tempo. Com o BIM há um retardo no início dos entregáveis e há necessidade de antecipar a contratação de parte dos profissionais, piorando o fluxo de caixa do projeto. Já o processo tradicional de projeto permite gerar os primeiros entregáveis em um tempo bem menor, assim dá a impressão que é mais eficaz e eficiente. O tempo de preparação, a modelagem e a análise em BIM é maior, em contrapartida o produto sai mais maduro, pois o processo contém mais “travas” e não aceita tudo como o “papel” usado no processo tradicional. Sob este aspecto, a dinâmica comercial precisa ser alterada, o escopo dos entregáveis rediscutidos e os aspectos financeiros e até mesmo o relacionamento serem repensados. É natural ouvir associado ao tema BIM o termo PID, desenvolvimento integrado de projeto. Estes pontos levam a conclusão que é fundamental a participação dos líderes, pois não dá para fazer BIM com o framework e expectativas antigas. A sincronia fica difícil.

Agregando a estes obstáculos há questões de compreensão, uma lacuna de entendimento que a alta direção das empresas tem sobre o tema. O BIM não é tecnologia, é processo, é uma nova maneira de vender, abre possibilidade de novos produtos e serviços e pode ser uma saída para épocas de crise como a que estamos vivendo.

São três os erros clássicos que notamos neste sentido. O primeiro é achar que o projeto apenas por ser em BIM será melhor que o tradicional e, por isso, se investe na tecnologia e no treinamento e sem se preocupar com demais aspectos, inicia-se um piloto. O resultado em via de regra é frustrante, pois o modelo é tão bom quanto a informação que ele contém, assim as falhas de processo e fluxo não são corrigidas e apenas ficam mais evidenciadas.

Depois, ainda nesta linha aparecem as demandas de BIM que acontecem de forma genérica. Fazer em BIM sem um escopo, um objetivo e um plano é fracasso na certa. O fracasso não é culpa da tecnologia, não está relacionada à falta de treinamento ou incapacidade da equipe. Nestes casos é simplesmente falta de estratégia. Completando a tríade da incompreensão sobre BIM, a demanda ocorre tardiamente, ou seja, o projeto nasce da forma tradicional, apresenta vícios e problemas e alguém resolve migrá-lo para o BIM com a esperança de que esta migração será simples e resolverá os problemas de forma mágica.

Colocados os pontos acima, conclui-se que uma das principais causas de problema nas iniciativas BIM e o que poderia alavancá-las de forma exponencial é o entendimento por parte dos diretores e presidentes das empresas sobre o tema. Por incrível que pareça estes é que ficaram para trás. Suas equipes já estão preparadas, os fornecedores a postos e até o governo já se mobilizando para montar um framework adequado. O que falta é o nível estratégico fazer a sua parte para deixar o BIM injetar a produtividade, a transparência e a produtividade que estamos precisando no momento.

Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

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Construção 4.0 – a realidade da automatização para reduzir custos nos canteiros de obras

Nos últimos anos as construtoras brasileiras se adequaram rapidamente às tecnologias oferecidas para controle e que podem melhorar o desempenho nos processos que envolvem o setor de construção civil. A automatização de canteiros de obras e gerenciamento de fornecedores da construção, por aplicativo WEB, é realidade no setor. Ela proporciona a melhoria da comunicação, no controle de projetos e da qualidade, e, também, traz benefícios para empreiteiros.

Um dos desafios do setor é controlar todas as atividades existentes num canteiro de obras e prever as necessidades, já que as principais diferenças estão concentradas nas questões de prioridade e importância e que pode inclusive gerar economia de investimentos. “Nos últimos anos, as construtoras passaram a contar com uma série de tecnologias que melhoram o desempenho dos processos, ligado tanto às questões de automatização por meio de máquinas e equipamentos, softwares que possibilitam os processos da empresa se alinhar ao financeiro, softwares de desenvolvimento do produto e para o alinhamento com o Cliente, assim como softwares de mobilidade” – explica Ana Cecília Ribeiro, especialista em TI para Engenharia e Arquitetura do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações. Ana afirma que o grande desafio é desenvolver produtos que atendam a necessidade dos canteiros e que tenham um custo-benefício compatível com as expectativas das construtoras. Pensando nisso, com a automatização pode-se controlar a gestão de projetos, inspeção de obra, segurança no trabalho, qualidade do serviço, resíduos, fornecedores até a entrega efetiva da unidade ao comprador.

Ainda sobre o Sistema criado pelo CTE, Ana esclarece que ele permite o controle total da obra com uma conexão de comunicação eficaz com os coordenadores de projetos – “o sistema está implantado em mais de 800 empresas e possui aproximadamente 50 mil usuários ativos. Temos clientes em todos os estados do Brasil, assim como no Chile e em Portugal”. Além disso, é utilizado, também, por usuários nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Portugal, Canadá, África do Sul, Angola, Austrália, China, Argentina, Chile e México.

Todos os sistemas são plataforma SaaS – Software as a Service, o que significa que o software é comercializado como serviço que é disponibilizado por meio de aluguel mensal. Neste pacote está incluso o aluguel assim como as respectivas atualizações, a implantação e treinamento, a infraestrutura, suporte e backup.

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Aplicativo móvel auxilia fiscalização de obras em Belo Horizonte

As obras realizadas pela seretaria de Serviços Urbanos de Belo Horizonte são fiscalizadas por uma ferramenta móvel para o gerenciamento das atividades. A aplicação chamada Sistema Integrado de Fiscalização foi desenvolvida pela Algar Tech, multinacional brasileira que integra soluções de TIC e BPO para a Prodabel, empresa de informática e informação de Belo Horizonte.

Os cerca de 350 fiscais de campo do município atuam com a ajuda de smartphones ou tablets com o software embarcado e uma impressora sem fio que se acopla ao dispositivo para imprimirem automaticamente notificações. Anteriormente à implantação da aplicação havia procedimentos operacionais em que todas as etapas do input de dados das ações de fiscalização eram feitas manualmente. Os fiscais iam a campo, desenvolviam o trabalho e depois remetiam os dados. Hoje, tudo é feito automaticamente.

O sistema possui a funcionalidade de consulta à legislação vigente para as fiscalizações, reduzindo a ocorrência de problemas técnicos ou equívocos. Outra vantagem em termos de transparência de informação é que ele permite gerar relatórios em tempo real para que as equipes que trabalham nos escritórios, no backoffice, possam acompanhar as ações.

A versão 2016 do software conta, inclusive com suporte offline, que possibilita aos agentes de fiscalização atuarem em áreas onde não há sinal de rede de telefonia. Quando o fiscal entra em uma área que possibilita a transmissão das informações, tudo é compilado automaticamente.

Para o secretário municipal de serviços urbanos de Belo Horizonte, Pier Senesi, a solução trouxe melhoria da produtividade, condição de trabalho e transparência das informações públicas: “A partir do momento que a prefeitura se dispõe a desenvolver em conjunto com seus servidores uma ferramenta de altíssima qualidade, esse resultado com transparência e informações mais rápidas são um ganho para os cidadãos. A cidade hoje tem que ser pensada como uma cidade inteligente. Se é possível incorporar ferramentas que signifiquem redução de custos e do tempo de trabalho e aumento de produtividade há um resultado muito positivo para a cidade com uma aplicação melhor dos recursos arrecadados”, afirma.

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