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NIC.br lança estudo sobre a qualidade da banda larga no Brasil

A qualidade da conexão à Internet entregue em diferentes regiões e estados brasileiros, assim como oferta, demanda e custo da conectividade no País são tema do livro “Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet”, lançado nesta quinta-feira (28) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (Ceptro.br), ambos do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A publicação foi apresentada hoje (28/6) durante o “4º Encontro Interministerial – Diálogo sobre políticas públicas e indicadores TIC”, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Brasília (DF).

O novo volume da série “Cadernos NIC.br – Estudos Setoriais” traz uma análise dos dados coletados por meio do Sistema de Medição de Tráfego Internet (Simet) e de diversas pesquisas realizadas pelo Cetic.br em um período de quatro anos (2013 a 2016), fornecendo insumos sobre a situação da qualidade da banda larga no país.

Este é o primeiro estudo do NIC.br que utiliza fontes de Big Data, a partir das informações geradas pelos usuários que fizeram medições através do Simet. “O uso de fontes alternativas de dados, como é o caso dos chamados Big Data, representa uma inovação metodológica de alta relevância e está alinhado com o monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Órgãos de estatística em todo o mundo têm se esforçado para garantir o acesso a essas bases e para avaliar seu uso como fonte de informação relevante para a construção de indicadores sociais e econômicos de interesse público”, reforça Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Resultados do Simet

Os resultados inéditos do Simet são apresentados na publicação a partir da comparação entre regiões do país e também do desempenho de 13 unidades da federação: aquelas que tiveram o maior volume de registros de medição aferidos entre 2013 e 2016, que também são as unidades de maior contingente populacional. “É fundamental lembrar que o Simet realiza medições de qualidade diretamente nas conexões de banda larga a partir da infraestrutura do NIC.br, de forma totalmente independente, acionada pelo usuário. Todos os testes realizados percorrem um trajeto da rede testada até um ponto neutro, sem que redes de terceiros interfiram nas medições. Dessa forma, os dados produzidos pelos produtos do Simet fornecem informações relevantes para subsidiar decisões sobre melhoria contínua das redes de acesso por parte dos provedores de acesso à Internet e também dos demais sistemas autônomos (Autonomous Systems – AS)”, destaca Milton Kashiwakura, Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br.

No que se refere à velocidade aferida, o estudo revelou uma redução nas disparidades observadas entre as regiões, especialmente com o crescimento dos números aferidos no Norte e Nordeste, que tiveram o pior desempenho em 2013. Entre 2014 e 2016, as diferenças entre as regiões caíram – no Nordeste, por exemplo, a diferença, que era de -44%, em 2014, passou para -3%, em 2016. O estudo também aponta estabilidade nos resultados observados na região Sudeste.

No que se refere à latência (o tempo de trânsito das informações em uma conexão), verificou-se uma diminuição. Ao longo de toda a série histórica analisada, Norte e Nordeste apresentaram resultados altos para esse indicador e pior desempenho da qualidade da conexão em relação ao tempo gasto para transmissões de informação. Em 2013, esse índice no Norte era quase cinco vezes maior que o do Sudeste – e, ao final do período analisado, 3,6 vezes maior.

Os estados que tiveram as melhores avaliações, de acordo com a análise dos resultados de velocidade e latência entre 2013 e 2016, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. O estudo chama atenção para as diferenças entre eles: São Paulo, em 2016, apresentou resultados de velocidade quase cinco vezes maior e de latência quase duas vezes menor do que o Pará, o que representa conexões com maior velocidade e mais estabilidade. No ano de 2016, com exceção de Pará, Bahia e Goiás, todos os estados apresentaram melhor desempenho de velocidade TCP download na comparação com o conjunto total de 2013.

Resultados das pesquisas do Cetic.br

A publicação “Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet” também reúne resultados de diferentes pesquisas conduzidas pelo Cetic.br entre os anos de 2013 e 2016. São elas: TIC Domicílios, TIC Empresas, TIC Educação, TIC Governo Eletrônico, TIC Saúde e TIC Provedores.

A comparação entre instituições de diferentes setores com conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica mostra que, no setor público, os órgãos estaduais e federais se destacam, com acesso quase universal à conexão banda larga via cabo ou fibra óptica (96%). O cenário é distinto daquele verificado entre as prefeituras (69%), empresas brasileiras (64%) e estabelecimentos de saúde (63% daqueles que são públicos). Já nas escolas do país situadas em áreas urbanas, menos da metade possuía conexões de banda larga via cabo ou fibra óptica (41% das escolas públicas).

Já em relação à velocidade da principal conexão utilizada, 40% das empresas declararam ter conexões acima de 10 Mbps em 2015, proporção que foi de somente 26% entre estabelecimentos de saúde e de apenas de 11% entre escolas. O crescimento de conexões acima de 10Mbps mostrou-se desigual entre 2013 e 2015: entre as escolas, subiu de 8% para 11%, um crescimento relativo de 37%; na saúde, cresceu 136%, passando de 11% para 26%; já entre as empresas, o crescimento foi de 66% (de 24% para 40%).

O estudo observou ainda que, entre 2013 e 2016, houve um crescimento das conexões móveis nos domicílios de classes C e, especialmente, DE. “Os dados e indicadores analisados nesta publicação, sob uma perspectiva da demanda e oferta, apontam que as políticas públicas devem buscar superar desigualdades que estão fundamentadas na maior parte das fontes de análise – sobretudo nas questões regionais –, mas também aquelas relacionadas aos diferentes atores que usufruem e proveem o acesso à Internet banda larga de qualidade, gerando, assim, um ambiente de infraestrutura tecnológica propício para o desenvolvimento econômico e social”, comenta Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

O estudo está disponível na íntegra no endereço: http://cetic.br/publicacao/banda-larga-no-brasil-um-estudo-sobre-a-evolucao-do-acesso-e-da-qualidade-das-conexoes-a-internet/

Acesse também todas as pesquisas do Cetic.br: http://cetic.br/pesquisas/. Faça o teste do desempenho da sua conexão e informe-se sobre as soluções do Simet: http://simet.nic.br/.

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CERT.br registra aumento de ataques de negação de serviço originados por dispositivos IoT

Em 2017, os incidentes de segurança reportados voluntariamente por usuários de Internet ao Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) somaram 833.775 (número 29% maior que o total de 2016), sendo 220.188 relacionados a dispositivos que participaram de ataques de negação de serviço (DoS – Denial of Service). Este número foi quase quatro vezes maior que as notificações de ataques DoS recebidas em 2016, que totalizaram 60.432.

Dispositivos IoT
Os ataques de negação de serviço (DoS ou DDoS) têm o objetivo de tirar de operação um serviço, um computador ou uma rede conectada à Internet. Em 2017, a maioria das notificações foi do tipo distribuído (DDoS – Distributed Denial of Service), quando um conjunto de equipamentos é utilizado no ataque. Em particular, muitos dos ataques reportados foram disparados a partir de dispositivos de Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês) infectados e fazendo parte de botnets. Parte dos ataques DDoS também foi originada por roteadores e modems de banda larga no Brasil, seja porque estavam comprometidos ou porque possuíam serviços mal configurados, permitindo amplificação de tráfego.

O CERT.br também observou que ataques de força bruta a serviços como SSH (22/TCP) e TELNET (23/TCP) continuam muito frequentes e englobam tentativas de comprometer dispositivos IoT e equipamentos de rede alocados às residências, tais como modems ADSL e cabo, roteadores Wi-Fi, entre outros. Esse tipo de ataque visa adivinhar, por tentativa e erro, as suas senhas de administração e, assim, comprometer os dispositivos. “Essa atividade está fortemente relacionada com o aumento nos ataques DDoS a partir de dispositivos IoT, pois faz parte do processo de propagação dos códigos maliciosos que os infectam”, alerta Cristine Hoepers, gerente do CERT.br.

“Configurar os equipamentos corretamente, possuir boas políticas de senhas, mantê-los atualizados e tratar infecções são algumas dicas fundamentais para melhorar esse cenário. A cooperação dos diversos atores, incluindo desenvolvedores, fabricantes, profissionais de segurança, acadêmicos e os usuários é essencial para um ecossistema saudável”, complementa Hoepers. Frederico Neves, Diretor de Serviços e de Tecnologia do NIC.br, destaca que “todas essas ações fazem parte dos objetivos do programa ‘Para fazermos uma Internet mais segura’, uma iniciativa do NIC.br que agrega vários atores da cadeia de serviço de Internet em torno dos desafios para a promoção de uma Internet mais segura no País”. O programa foi lançado pelo CGI.br em dezembro de 2017, durante a VII Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil.

Para melhorar esse cenário, é essencial implementar as boas práticas presentes no Portal de boas práticas para a Internet no Brasil, principalmente as relativas à Implementação de Antispoofing para Redução de DDoS, e as Recomendações para Melhorar o Cenário de Ataques Distribuídos de Negação de Serviço (DDoS).

Varreduras e propagação de códigos maliciosos
As notificações sobre varreduras, técnica que tem o objetivo de identificar computadores ativos e coletar informações sobre eles, somaram 443.258 em 2017, correspondendo a um aumento de 15% com relação a 2016. Notificações sobre o serviço de SSH (22/TCP) equivale a 47% das notificações de varreduras, TELNET (23/TCP) com 9%, RDP (3389/TCP) com 2% e FTP (21/TCP) com 1% das notificações em 2017. O CERT.br também registrou um aumento de 60% em comparação a 2016 das notificações de atividades relacionadas à propagação de worms e bots (processo automatizado de propagação de códigos maliciosos na rede), que totalizaram 45.101 em 2017.

Ataques a servidores Web
Ataques a servidores Web reportados ao CERT.br em 2017 tiveram um aumento de 10% em relação a 2016, totalizando 60.766 notificações. Os atacantes exploram vulnerabilidades em aplicações Web para comprometer sistemas e realizar as mais diversas ações, como hospedar páginas falsas de instituições financeiras; armazenar ferramentas utilizadas em ataques; e propagar spam. Assim como nos anos anteriores, persistem as notificações de ataques de força bruta contra sistemas de gerenciamento de conteúdo (Content Management System – CMS), como WordPress e Joomla. Estes ataques foram, em sua maioria, tentativas de adivinhação das senhas das contas de administração destes sistemas.

Tentativas de Fraude
Já as notificações de tentativas de fraude diminuíram em 2017, somando 59.319 incidentes, uma queda de 42% em relação a 2016. Os casos de páginas falsas de bancos e sítios de comércio eletrônico (phishing) caíram 46% na comparação com o ano anterior. Já as notificações de casos de páginas falsas que não envolvem bancos e sites de comércio eletrônico, como serviços de webmail e redes sociais, por exemplo, tiveram um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

Desde 1999, o CERT.br mantém estatísticas sobre notificações de incidentes a ele reportados. Para ter acesso aos gráficos e dados estatísticos completos das notificações de incidentes de segurança recebidas pelo CERT.br no ano de 2017 e períodos anteriores, visite: www.cert.br/stats/incidentes/. Conheça também a Cartilha de Segurança para Internet e o glossário.

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Inscrições abertas para Curso Intensivo da Escola de Governança da Internet no Brasil

Interessados em participar da 5ª turma do Curso Intensivo da EGI (Escola de Governança da Internet), referência para capacitação e construção de conhecimento sobre governança da Internet, já podem realizar a inscrição por meio do portal da Escola. Iniciativa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Curso Intensivo acontecerá de 08 a 13 de julho, em São Paulo.

Consagrada pelo selecionado corpo docente e pela qualidade e atualidade do programa temático, a EGI fornece subsídios, aprofunda conceitos e explicita contextos do funcionamento e da governança da Internet. Com 50 horas de duração, o programa deste ano abordará tópicos como liberdade de expressão, fake news, proteção de dados pessoais e desafios jurisdicionais da Internet, além dos tópicos tradicionais sobre governança da Internet. “É imprescindível que esses temas sejam analisados durante a EGI, espaço referência na capacitação, pesquisa e estudo em torno dos desafios da governança da Internet”, afirma Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br e um dos professores do Curso.

“Cerca de 250 alunos já passaram pelo programa, entre gestores e formuladores de políticas públicas, profissionais da área jurídica e comunidade técnica, empresários, acadêmicos e ativistas. A EGI vem, por mais um ano, ampliando a participação da sociedade na discussão de temas cruciais para o futuro da rede. É uma satisfação poder contribuir, a partir da perspectiva multissetorial, para a riqueza e excelência dos debates”, completa Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br e diretor da EGI.

Cronograma

O Curso Intensivo da EGI é gratuito. Para participar do processo seletivo, os interessados devem preencher formulário, enviar currículo e produzir um texto sobre temas relacionados à Governança da Internet dentro da sua área de atuação. O prazo para concluir a inscrição termina no dia 22 de abril e a divulgação dos candidatos selecionados acontecerá no dia 21 de maio. Vale destacar que os alunos cumprirão, além das atividades presenciais, uma série de atividades prévias à distância, que são parte da preparação para a participação no curso. Detalhes adicionais em: http://egi.nic.br/curso-intensivo-egi/.

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NIC.br disponibiliza mais de 50 domínios de cidades brasileiras

Com o anúncio do DPN do Rio de Janeiro – “rio.br”, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade responsável pelo registro de domínios “.br”, encerra a Campanha Cidades.br. Graças a esta iniciativa, usuários de Internet interessados em registrar domínios .br contam agora com mais 56 opções de categorias (DPNs) relacionadas a cidades brasileiras, entre elas “sampa.br”, “curitiba.br”, “poa.br” e “floripa.br”, as mais populares até o momento. A campanha promoveu durante sete meses uma chamada de sugestões, onde recebeu mais de 10.000 contribuições sobre nomes e apelidos que representariam os municípios.

Mais de 40 mil domínios com nomes de cidades já foram registrados, o que representa quase 8% da base de domínios sob o “.br” que não são “.com.br”. “Dezesseis cidades estão entre os 50 maiores Domínios de Primeiro Nível (DPNs/categorias) sob o ‘.br’, superando categorias já tradicionais. Ficamos satisfeitos que os brasileiros tenham recebido a campanha com entusiasmo e que possam associar seus interesses às cidades natais ou adotivas”, afirma Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br.

A iniciativa tem impacto direto para empresários, profissionais liberais, prestadores de serviço e usuários de Internet, que podem registrar domínios como: “meunome.jampa.br”, “minhaempresa.bsb.br”, “minhaideia.campinas.br”, entre outras inúmeras opções para cada uma das 56 localidades.”Mesmo que tenhamos promovido a campanha para cidades, os domínios também podem ser utilizados para atividades sem vínculo geográfico”, complementa Getschko.

Facilidades

Com mais de 3,9 milhões de domínios “.br” registrados, o NIC.br disponibiliza mais de 120 categorias, incluindo os já mencionados domínios de cidades, além dos que são destinados a pessoas físicas (por exemplo, “blog.br”, “wiki.br”), profissionais liberais (“eng.br”, “adv.br”, entre outras), pessoas jurídicas (“tv.br”, “tur.br”, por exemplo) e genéricos, sendo o “com.br” o mais popular, com mais de 90% da base de registros.

Recentemente foi adicionado um recurso no formulário de solicitação de registro de domínios “.br” possibilitando, já no cadastro, o redirecionamento de página. Com isso, os usuários do “.br” podem manter seus conteúdos localizáveis de forma perene na Internet, independentemente da plataforma utilizada. Seu público será levado às páginas de redes sociais ou qualquer outra URL que estiver utilizando naquele momento.

Benefícios do .br

A anuidade de um domínio “.br” custa R$ 40. Além de proporcionar e manter alta qualidade na atividade de registro de domínios, o montante arrecado exclusivamente por essa via permite ao NIC.br investir em uma série de ações e projetos que geram benefícios e a melhoria das atividades relacionadas à infraestrutura da Internet disponíveis no País. Conheça todos os projetos em: http://www.nic.br/atividades/. Assista ao vídeo (youtu.be/gZRYDxWuYpk) e tire suas dúvidas sobre como registrar um domínio “.br”.

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CGI.br divulga diretrizes para o aperfeiçoamento da estrutura de governança da Internet no Brasil

Levando em consideração as contribuições recebidas no processo de consulta pública, por meio da plataforma on-line e da audiência pública, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) enviou na última sexta-feira (15) ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) as suas recomendações para o aperfeiçoamento da estrutura de governança da Internet no Brasil. O processo de obtenção de consenso multissetorial está consubstanciado nos documentos aprovados pelos setores empresarial, terceiro setor e comunidade científica e tecnológica, disponíveis para consulta no sítio (consulta.cgi.br), bem como o relatório do processo de consulta pública conduzido no âmbito do CGI.br.

Entre os consensos identificados estão a permanência do multissetorialismo, a ampliação dos espaços de participação nos processos de governança da Internet, o compromisso e fortalecimento dos processos de transparência e responsabilização, a construção de consenso como regra de operação em todas as instâncias decisórias, o total respeito aos mandatos atuais vigentes no CGI.br, assim como as competências do CGI.br e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Os setores também recomendam que a estrutura do CGI.br seja modificada para um modelo hierárquico em três camadas, em torno dos quatro setores (setor público, setor empresarial, terceiro setor, comunidade científica e tecnológica), que se organizarão ao redor de suas próprias comunidades de base, responsáveis por identificar assuntos de interesse setorial e pautar a atuação das respectivas instâncias superiores; e também em Conselhos Setoriais, responsáveis por coordenar o trabalho das respectivas comunidades constituintes. O pleno do CGI.br, deste modo, interagiria diretamente com suas comunidades constituintes e suas instâncias setoriais, possibilitando o debate e propostas de políticas que também poderão ser encaminhadas individual, setorial e/ou coletivamente.

“Com a participação expressiva da sociedade por meio da consulta pública, temos hoje um consenso amplo e significativo para aprimorar a estrutura da governança da Internet no Brasil, incluindo mais atores ao processo. Esse é um marco muito importante e é com satisfação que buscamos aprimorar o modelo vigente e contribuir para o futuro da Internet no País”, considera Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br.

Ainda de acordo com a recomendação dos representantes da sociedade civil, o próprio CGI.br deverá ser encarregado de desenvolver, ao longo de doze meses, um processo amplo, multissetorial e participativo, por meio do qual será elaborada uma proposta de transição, com o detalhamento do funcionamento de cada setor, da organização e da composição das comunidades constituintes, bem como das regras de representação e elegibilidade para os diferentes componentes da nova estrutura.

Consulta pública

Realizada de 11 de setembro a 19 de novembro, a consulta pública do CGI.br recebeu mais de 790 contribuições, entre aquelas submetidas por meio de plataforma on-line e as apresentadas durante a audiência pública no VII Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu no Rio de Janeiro no dia 17 de novembro. Os relatórios que sistematizam as contribuições recebidas estão disponíveis na íntegra, assim como os documentos de consenso dos setores da sociedade civil do CGI.br: consulta.cgi.br/docs/reports.

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Domínio “sampa.br” está no ar

Os usuários de Internet poderão registrar os nomes de seus negócios, profissões, prestações de serviços, ideias, entre inúmeras opções, sob o “sampa.br”. O nome representa o município de São Paulo (SP) entre os Domínios de Primeiro Nível (DPNs/categorias) criados e mantidos pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Para cadastrar os domínios de interesse associados ao apelido da cidade, basta acessar o sítio do Registro.br.

O nome “sampa.br” – assim como “jampa.br”, “floripa.br”, “poa.br”, “vix.br”, “recife.br”, entre outros DPNs – foi criado pelo NIC.br a partir da chamada de sugestões, em que usuários de Internet preenchem um formulário on-line e indicam o nome ou apelido pelo qual a cidade é tratada e reconhecida. “Para o NIC.br, é de suma importância manter o diálogo aberto e consultar as preferências da comunidade antes de ampliar as opções para o registro do ‘.br'”, explica Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br.

Pessoas físicas e jurídicas legalmente representadas no Brasil podem registrar domínios como “meunome.sampa.br”, “minhaempresa.sampa.br”, “minhaideia.sampa.br”, entre outras diversas possibilidades. Todas as regras para o registro dos domínios “.br” estão disponíveis no sítio do Registro.br. Com a criação do “sampa.br”, o NIC.br encerra a chamada de sugestões para São Paulo (SP).

Novos DPNs

O processo continua aberto, no entanto, para outras localidades com mais de 500 mil habitantes que ainda não tiveram DPNs criados (veja a relação no sítio da campanha). O NIC.br reforça que não há premiação ou remuneração – o objetivo é receber contribuições espontâneas de apelidos e nomes já consagrados para novos domínios de cidades. A divulgação dos próximos DPNs acontecerá por meio do sítio do NIC.br.

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Conferência Web.br 2017 discutirá os impactos das tecnologias disruptivas no ambiente digital

Inteligência artificial, realidade virtual, tele-existência e blockchain são tecnologias disruptivas que estão criando um novo ambiente digital. Para explicar o impacto dessas mudanças – e como se preparar para o mercado de trabalho – estudiosos, profissionais brasileiros e de outros países estarão na Conferência Web.br 2017, nos dias 24 e 25 de outubro, em São Paulo. Com o tema “Imersão e Transcendência”, o evento é realizado pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com o apoio do Escritório Brasileiro do World Wide Web Consortium (W3C Brasil).

Entre os keynotes speakers já confirmados estão Onome Ofoman, engenheira de software do Google, que vai discutir como a inteligência artificial e a realidade virtual podem ser aplicadas juntas para produzir uma tecnologia capaz de detectar as identidades das pessoas em tempo real – além de casos de discriminação de indivíduos por máquinas automatizadas. Outro tópico correlato, a tele-existência, será abordado na Conferência por Charith Fernando, professor da Universidade de Keio, em Tóquio (Japão), especialista em robótica, realidade virtual e sistemas embarcados. Fernando irá apresentar aplicações atuais de tele-existência, como, construções remotas, resgates e vigilância, comentar suas aplicações, os desafios e o futuro da pesquisa na área.

Com a abertura do secretário executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Hartmut Glaser, o evento terá uma palestra de Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br. Ainda entre os keynotes, Reinaldo Ferraz, especialista em Desenvolvimento Web do Ceweb.br e W3C Brasil, ministrará a palestra “Imersão, Interação e Inclusão” para promover uma reflexão sobre o potencial de interação e inclusão de interfaces digitais como dispositivos sem telas, assistentes controlados por voz e interfaces em 360 graus sem janelas.

Com os temas fake news, algoritmos e blockchain, também ministrarão atividades no evento, respectivamente: Cristina Tardáguila, diretora da Agência Lupa; Wagner Meira Jr, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Gustavo Paro, da Microsoft no Brasil e América Latina.

Os interessados em realizar palestras na Conferência podem enviar propostas até 18 de setembro, com temas que contemplem tecnologias da Web aberta como aplicações de segurança, IoT, protocolos, acessibilidade, design, boas práticas, dados na Web, dados abertos, realidade virtual, entre outras temáticas relacionadas ao universo Web. Os critérios de seleção e formulário de inscrições estão disponíveis no sítio: http://conferenciaweb.w3c.br/regulamento-chamada-de-atividades-web-br-2017/.

“A Web.br deste ano vai proporcionar aos participantes uma experiência com mais imersão, interatividade e navegação além da tela. Sob essa perspectiva, questionamentos sobre usabilidade, design e desafios técnicos também serão levados em consideração. Essas são algumas das razões que tornam a Web.br uma referência para quem ama a Web livre, aberta e para todos”, enfatiza Vagner Diniz, gerente do Ceweb.br.

Para informações adicionais e inscrições acesse: http://conferenciaweb.w3c.br/.

Conferência Web.br 2017
Data: 24 e 25 de outubro
Endereço: Maksoud Plaza (Pavilhão de Eventos – Nível A)
Rua São Carlos do Pinhal, 424 – Bela Vista, São Paulo
Ingressos: http://conferenciaweb.w3c.br/#inscricoes

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Banda Larga Móvel e “internet sem computador” predominam em domicílios brasileiros, aponta pesquisa

O número de domicílios conectados por meio de banda fixa mantém-se estável no Brasil. É o que aponta a pesquisa TIC Domicílios 2016, divulgada nesta terça-feira (05) pelo CGI.br, NIC.br Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A banda larga fixa é o tipo de conexão utilizada por 23 milhões dos domicílios, mesmo patamar de 2015.

O acesso à Internet móvel, por sua vez, tem se destacado. A banda larga móvel é a principal forma de conexão para um quarto dos domicílios brasileiros com acesso à Internet, estando presente em 9,3 milhões de domicílios. Entre as residências conectadas, as conexões móveis são encontradas em maiores proporções nas classes D/E, na região Norte e nas áreas rurais.

A pesquisa também revela que a proporção de domicílios com acesso à Internet, mas sem computador dobrou em dois anos, passando de 7%, em 2014, para 14% em 2016 – o equivalente a 4,4 milhões de domicílios. “Os resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros, que ocorrem principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel, contudo, ocorre com maior intensidade entre os domicílios das classes sociais menos favorecidas e em regiões que tradicionalmente apresentam conectividade mais restrita, como é o caso da região Norte e das áreas rurais”, enfatiza Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Conectados x desconectados

No Brasil, 54% dos domicílios estão conectados à Internet, o que representa 36,7 milhões de residências – um crescimento de três pontos percentuais em relação a 2015. Os padrões de desigualdade revelados pela série histórica da pesquisa persistem: apenas 23% dos domicílios das classes D/E estão conectados à Internet, enquanto em áreas rurais esta proporção é de 26%. O acesso à Internet está mais presente em domicílios de áreas urbanas (59%), e nas classes A (98%) e B (91%).

A pesquisa revela ainda que em 18% das residências conectadas a Internet também é utilizada pelo domicílio vizinho. Essa prática de compartilhamento da conexão à Internet é mais comum em domicílios localizados em áreas rurais (30%) e na região Nordeste (28%).

A TIC Domicílios 2016 também traz um indicador sobre o principal motivo para a falta de Internet nos domicílios no Brasil: 26% dos domicílios desconectados afirmam que a conexão é cara, enquanto 18% mencionam falta de interesse.

Dispositivos de acesso e tipo de conexão

A pesquisa TIC Domicílios 2016 aponta que o uso da Internet por indivíduos de 10 anos ou mais passou de 58%, em 2015, para 61%, em 2016. No total, o Brasil conta com 107,9 milhões usuários de Internet.

A pesquisa confirma a tendência, já revelada na edição de 2015, de avanço do celular como principal dispositivo de acesso à rede. Em 2016, 93% dos usuários de Internet utilizaram o celular para navegar na rede, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. Em contrapartida, foi registrada queda no percentual de usuários que acessam a rede por meio de computador: 80% dos usuários em 2014 e 57% dos usuários de Internet em 2016.

O principal local de acesso à Internet continua sendo o próprio domicílio (92%) e a proporção de usuários que acessam a Internet na casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar) segue relevante (60%).

Entre os usuários de Internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão mais mencionado: 86% dos usuários afirmam utilizar o Wi-Fi, enquanto 70% utilizam a rede 3G ou 4G. Além disso, um em cada quatro usuários afirma ter se conectado exclusivamente por meio de Wi-Fi (25%), hábito que é mais comum entre os de 10 a 15 anos (42%). Outros 11% acessam apenas por redes 3G ou 4G, proporção que é maior entre os de classes D/E (18%).

Atividades realizadas na rede

Já no que diz respeito às atividades on-line, as mais mencionadas continuam sendo o uso da Internet para envio de mensagens instantâneas (89%) e uso de redes sociais (78%) – proporções que se mantém estáveis em relação à edição anterior da pesquisa. Em 2016, observou-se que 17% dos usuários usam a Internet para divulgar ou vender produtos ou serviços, enquanto essa proporção era de apenas 7% em 2012.

A pesquisa TIC Domicílios 2016 também mostra que há diferenças quanto ao consumo de bens culturais on-line entre os residentes em áreas urbanas e rurais. Enquanto 70% dos usuários de Internet de áreas urbanas afirmam assistir a vídeos, programas, filmes ou séries on-line, essa proporção é de 56% nas áreas rurais. Ouvir música on-line é uma atividade realizada por 64% dos usuários de áreas urbanas e 53% de áreas rurais. “O indicador revela a existência de desigualdades também quanto ao tipo de atividade realizada pelos usuários a depender de condições de infraestrutura, sobretudo, quando se trata de aplicações que requerem velocidades de banda mais alta, como é o caso de streaming de vídeo. Esse é mais um ponto importante para garantir uma plena inclusão digital”, ressalta Barbosa.

Em sua 12ª edição, o estudo realizou entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2016 e junho de 2017 com o objetivo de medir o uso das tecnologias da informação e da comunicação nos domicílios, o acesso individual a computadores e à Internet, atividades desenvolvidas na rede, entre outros indicadores.

Para acessar a TIC Domicílios 2016 na íntegra, assim como rever a série histórica, visite http://cetic.br/. Compare a evolução dos indicadores a partir da visualização de dados disponível em: http://data.cetic.br/cetic/explore?idPesquisa=TIC_DOM.

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NIC.br anuncia alterações no processo de liberação de domínios “.br”

O processo de liberação de domínios “.br” receberá, a partir do dia 13/09, melhorias, aumentando sua frequência e introduzindo um “processo competitivo” adicional. Na reunião de 18 de agosto de 2017, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) aprovou a resolução 2017/031, modificando aspectos desse processo.

O processo de liberação do NIC.br procura tornar disponíveis domínios “.br” anteriormente registrados, mas que tenham sido removidos de uso, seja por solicitação de cancelamento ou não renovação pelo seu antigo titular, seja por irregularidades que tenham dado motivo à sua remoção. Por ser um processo totalmente transparente e à prova de ataques, funciona adequadamente até hoje e é modelo para processos semelhantes. Entretanto, para um pequeno número de domínios de maior interesse, por haver diversos interessados neles e por o NIC.br sempre manter o princípio de não ingerência na resolução desse tipo de impasse, o resultado final era que, após 6 ou mais tentativas, esses domínios acabavam reservados indefinidamente e, assim, indisponíveis para uso na Internet no Brasil.

A resolução do CGI.br estabelece que, a partir de agora, os processos de liberação de domínios devolvidos sejam realizados de forma mensal ao invés de três vezes ao ano, e que casos de impasses persistentes possam ser resolvidos numa nova fase complementar que inclui a possibilidade de critérios financeiros.

O primeiro procedimento a se valer das novas regras terá início em 13 de setembro e a proposta é que os próximos procedimentos tenham início todas às segundas quartas-feiras de cada mês, com término nas quartas-feiras subsequentes (pequenos ajustes podem ocorrer devido a datas comemorativas e feriados).

Ao final do processo tradicional de liberação e constatado que alguns domínios continuam com mais de um candidato, estes domínios poderão entrar no “processo competitivo”, no qual haverá ofertas dos interessados até que um deles se torne o novo titular do domínio.

A cada processo de liberação serão publicadas listas que incluirão, tanto os domínios disponibilizados, como os potenciais participantes do “processo competitivo”. A lista com mais de 400 mil nomes que serão disponibilizados no processo que inicia dia 13 de setembro será publicada no sítio do Registro.br, assim como a lista com os domínios que poderão entrar em “processo competitivo” que será atualizada durante todo o processo de liberação. Nessa primeira execução são candidatos possíveis ao “processo competitivo” pouco mais de 500 domínios, que acabam de atingir, em julho, seis ou mais processos de liberação sem escapar do impasse.

“O processo competitivo tem como foco futuro a adicional liberação gradativa do antigo estoque de mais de 10 mil domínios que, por terem passado por seis ou mais processos sem que houvesse um candidato único, acabaram reservados. Domínios como agua.com.br e carro.com.br fazem parte desse estoque que irá sendo gradativamente anunciado, em lotes parciais, para liberação via futuros processos competitivos”, afirma Frederico Neves, Diretor de Serviços e Tecnologia do NIC.br.

“Com a adição das novas regras, o NIC.br acredita que agregará ainda maior relevância ao .br, devolvendo ao uso nomes de domínios para serem utilizados em ideias interessantes pela comunidade, por startups ou ainda por outras organizações. E ao reduzir o intervalo entre processos de liberação, um domínio removido terá um tempo menor para que possa ser atribuído a um novo titular, que dê a ele um propósito criativo”, complementa Demi Getschko, Diretor Presidente do NIC.br.

Todas as informações, como as datas das próximas edições, listas de domínios participantes e as regras detalhadas estão documentadas em registro.br/dominio/proclib.html. Em caso de dúvidas o usuário poderá escrever para hostmaster@registro.br ou utilizar nossos outros canais de contato listados em registro.br/contato.html.

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João Pessoa, Florianópolis e Porto Alegre serão as primeiras cidades a terem domínios exclusivos sob o .br

Empresários, profissionais liberais, prestadores de serviço e usuários de Internet interessados em ter nomes de domínios associados aos nomes populares das cidades de João Pessoa, Florianópolis e Porto Alegre terão mais opções para registrar endereços: “jampa.br”, “floripa.br” e “poa.br” estarão disponíveis para registro em breve. A partir de 8 de junho, o Domínio de Primeiro Nível (DPN/categoria) “jampa.br” estará disponível no sítio do Registro.br. Já “floripa.br” e “poa.br” estarão no ar, respectivamente, na segunda-feira (12/06) e na quarta-feira (14/06).

Essas são as três primeiras localidades que terão domínios .br próprios já que, pelas estatísticas das sugestões enviadas, nota-se visivelmente a preferência pelos nomes selecionados. “Além disso, os nomes escolhidos possuem características válidas para a criação de um novo DPN, de acordo com o regulamento da chamada”, explica Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br. Os usuários poderão, por exemplo, registrar domínios como: “meunome.jampa.br”, “minhaempresa.floripa.br”, “minhaideia.poa.br” entre outras inúmeras opções para cada uma das localidades.

A campanha, iniciativa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade responsável pelo registro de domínios .br, continua recebendo contribuições para escolher os nomes dos outros 43 municípios considerados capitais ou com mais de 500 mil habitantes. “A participação da comunidade Internet é fundamental nesse processo. O NIC.br mantém o convite para que todos participem e contribuam com a definição dos apelidos e nomes populares das cidades para os novos domínios que serão criados”, ressalta Getschko.

Envie sua sugestão

As cidades que tiverem maior repercussão e, consequentemente, um maior volume de sugestões, poderão ter seus domínios criados mais cedo. Brasileiros com mais de 12 anos de idade poderão enviar quantas sugestões desejarem. A chamada de sugestões segue no ar por tempo indeterminado. Não há premiação ou remuneração por parte do NIC.br – o objetivo é receber contribuições espontâneas de nomes já consagrados para novos DPNs de cidades. Os novos DPNs de cidades que forem sendo criados serão divulgados ao longo de 2017 no sítio do NIC.br. Acesse o regulamento na íntegra e participe enviando sugestões de nomes: http://cidades.registro.nic.br/.

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NIC.br recebe sugestões de nomes para novos domínios de cidades

A comunidade de usuários de Internet no Brasil pode, a partir de hoje (15/05), ajudar a escolher os nomes dos novos Domínios de Primeiro Nível (DPNs) sob o “.br”, a nova categoria de “cidades”. É uma oportunidade, por exemplo, para que expressem apoio por “sampa.br” para São Paulo, “poa.br” para Porto Alegre, “rio.br” para o Rio de Janeiro, entre outras opções de nomes. Para enviar a sua sugestão, basta preencher o formulário disponível no sítio da iniciativa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade responsável pelo registro de domínios sob o .br.

A proposta é criar uma nova categoria de DPN, que englobe inicialmente todas as capitais das Unidades Federativas do Brasil, mais municípios com mais de 500 mil habitantes segundo o IBGE/2016. Nesta leva o total será de 46 localidades (veja a relação das cidades e o regulamento). Ao enviar as sugestões, os usuários informarão sua preferência de “nome popular” ou apelido pelo qual a cidade é tratada e reconhecida.

“A nossa finalidade com esta chamada de sugestões é proporcionar um número maior de opções para o registro do ‘.br’, levando em conta a vontade de identificação do usuário com a sua cidade natal ou adotiva”, ressalta Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br. Hoje, são 3,9 milhões de domínios “.br” registrados e, por enquanto, quase 60 DNPs disponíveis para registro, sendo o “com.br” o mais popular.

A chamada de sugestões segue no ar por tempo indeterminado. Brasileiros com mais de 12 anos de idade poderão enviar quantas sugestões desejarem. Não há premiação, remuneração ou reconhecimento por parte do NIC.br – o objetivo é receber contribuições espontâneas de nomes para novos DPNs de cidades. Os resultados e os novos DPNs de cidades que forem sendo criados serão divulgados ao longo de 2017 no sítio do NIC.br.

Acesse o regulamento na íntegra e participe enviando sugestões de nomes: http://cidades.registro.nic.br/.

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Com contribuição brasileira, W3C lança recomendação para publicação de dados na Web

Todos que publicam dados na Web passam a ter, a partir de hoje (31 de janeiro), um documento de referência e recomendações para esta atividade. Lançado pelo W3C (World Wide Web Consortium), o documento Boas Práticas para Dados na Web foi redigido por especialistas brasileiros do Centro de Estudos sobre Tecnologias Web (Ceweb.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O Grupo de Trabalho (GT) responsável pela produção do documento, o Data on the Web Best Practices do W3C, possui um número expressivo de colaboradores do Brasil – quase metade dos seus integrantes – que provêm de diferentes universidades (PUC-Rio, UFAL, UFES, UFMG e UFPE). Os editores do documento foram os brasileiros Caroline Burle e Newton Calegari, do Ceweb.br, e Bernadette Farias Lóscio, da UFPE. “Estamos muito orgulhosos com o resultado deste trabalho, com a oportunidade de compartilhar conhecimento e participar, de forma tão decisiva, da construção de um guideline que vai orientar os profissionais que publicam dados, além de fomentar a transição de documentos para uma Web baseada em dados”, declara Vagner Diniz, gerente do Ceweb.br.

Newton Calegari lembra que “existem diversas maneiras de publicar dados na Web, porém até hoje não existia um padrão, um conjunto de práticas capazes de guiar e facilitar o trabalho, tanto para os publicadores, quanto para os consumidores de dados”. Para Caroline Burle, esse entendimento entre os publicadores e consumidores de dados é fundamental. “Sem esse acordo, os esforços dos publicadores de dados podem ser incompatíveis com o desejo dos consumidores”, destaca.

“A Web destaca-se como um meio de compartilhamento de dados, porém, nem sempre esses dados podem ser facilmente descobertos, acessados e processados. O uso das Boas Práticas para Dados na Web é fundamental para alavancar o compartilhamento de dados na Web, uma vez que garante o fácil acesso e a reutilização dos dados”, completa a professora Bernadette Lóscio.

Metodologia

Até se transformar em uma recomendação do W3C, o documento passou por várias etapas, que incluíram consultas públicas e a participação da comunidade Web. Bernadette ressalta que o processo de construção das Boas Práticas envolveu a troca de informações entre diferentes atores. “O GT é um grupo multidisciplinar, formado por pessoas com experiências profissionais diversas. Tivemos conversas até mesmo para definir o que seria um ‘dado publicado na Web’.” O grupo de trabalho reuniu especialistas de países como Reino Unido, Estados Unidos, Itália e Holanda, e foi liderado por três especialistas em dados na Web, entre elas a brasileira, Yasodara Córdova, então atuando pelo Ceweb.br.

A metodologia também envolveu etapas diferentes. O trabalho iniciou com a coleta de casos de uso sobre publicação de dados na Web, 26 no total, de diferentes partes do mundo. “Fizemos uma análise, identificamos os principais desafios enfrentados por quem publica e consome dados e, a partir desse exercício, encontramos e detalhamos os requisitos para as boas práticas de publicação de dados na Web”, explica Bernadette.

O documento Boas Práticas para Dados na Web mostra como profissionais envolvidos com a gestão da informação, desenvolvedores e demais interessados em compartilhar e reutilizar dados podem publicá-los de maneira a alcançar maiores benefícios e aproveitamento. Tópicos como metadados, acesso e qualidade dos dados, informações sobre sua proveniência, licença e uso são detalhados no documento, que está disponível na íntegra, em inglês, em: www.w3.org/TR/dwbp/. A tradução para português estará disponível em breve.

Dados abertos

Além da participação no GT do W3C, as atividades do Ceweb.br para promover o uso de dados na Web incluem a realização de cursos online e tool kit sobre o assunto, a publicação do livro Dados Abertos Conectados (também disponível em HTML), os Guias sobre Dados Abertos e Web Semântica do projeto SPUK, e participação no projeto OD4D Network – Open Data for Development, que tem o objetivo de consolidar uma plataforma para uso de ferramentas de Dados Conectados e Web Semântica. São materiais de referência, produzidos por especialistas no assunto, que estão disponíveis gratuitamente para todos os interessados.

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