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Fintech Mutual capta R$ 4 milhões em maior rodada online de investimento em startups do Brasil

A fintech Mutual, que viabiliza o empréstimo entre pessoas, conectando quem precisa de dinheiro com quem quer emprestar, captou R$ 4 milhões pela EqSeed, plataforma online de investimentos em startups. A rodada ocorreu em apenas nove dias e se tornou a maior captação individual da história do segmento de equity crowdfunding no país.

Após a captação, a Mutual utilizará o recurso financeiro para multiplicar por 5 o número de usuários de sua plataforma digital, saltando dos atuais 200 mil para 1 milhão. A fintech quer emprestar mais de R$ 60 milhões, atingindo um faturamento bruto de R$ 6 milhões, além de adquirir a licença do Banco Central (BC) para atuar como uma Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP).

“Agora, vamos trabalhar bastante para expandirmos a nossa operação e honrar o nosso compromisso com os mais de 150 investidores que confiaram no nosso propósito para democratizar o acesso ao crédito, combater o alto spread bancário, diminuindo os juros praticados no Brasil, e proporcionar investimento com retorno justo”, pontua Leonardo Rebitte, CEO da Mutual.

Pioneira e líder do segmento de crédito colaborativo específico para pessoas físicas, a Mutual conta com mais de e 200 mil usuários ativos, entre tomadores de empréstimos e investidores, e já intermediou mais de R$ 6 milhões em empréstimos com pouco mais de um ano de operação.

De acordo com o economista e sócio-fundador da EqSeed, Brian Begnoche, o forte interesse dos investidores pela Mutual como ativo financeiro ocorreu, entre outros fatores, pela crescente demanda de investidores pelas fintechs no Brasil.

“Hoje, os investidores estão vendo uma fintech atrás de outra se tornarem unicórnio, isto é, atingindo valuation de US$ 1 bilhão, e estão se perguntando cada vez mais como podem investir em uma dessas fintechs. Assim, quando surgiu na EqSeed a oportunidade de investir na Mutual, o apetite para participar da rodada era enorme. São as fintechs como a Mutual que vem ameaçando o negócio dos grandes bancos mundialmente, e impulsionando mudanças imensas na maneira que as pessoas gerenciam e investem seu dinheiro,” avalia Begnoche.

A onda de plataformas de empréstimos entre pessoas é forte e irreversível. “O spread bancário no Brasil é o segundo maior do mundo. As pessoas conhecem essa desigualdade entre o que o banco cobra e o que ele paga aos investidores, é um absurdo, mas ficavam sem muitas opções. Pela Mutual, as pessoas têm acesso a empréstimos com juros mais justos e o investidor consegue o tipo de retorno que antes ficava apenas com os bancos”, explica Rebitte.

Para Begnoche, o diferencial da Mutual está na sua equipe e tecnologia. “Os sócios da Mutual são empreendedores extremamente qualificados e com históricos profissionais marcantes. A qualidade da tecnologia que eles já desenvolveram é impressionante, à frente do mercado, e os permite efetuar empréstimos em apenas um segundo pelo aplicativo. É um dos motivos que permitiu à Mutual alcançar tanta tração no mercado até hoje”, avalia.

Recordes no venture capital online

Além de ser a maior rodada já concluída, esta da Mutual foi a primeira a contar com um aporte individual de mais de R$ 1 milhão. O ticket médio foi de R$ 26 mil, enquanto o mínimo que um investidor pode investir foi de R$ 5 mil. “Na EqSeed, o investidor recebe os mesmos termos de investimento e proteções, independentemente do valor aportado. É interessante destacar como os investimentos online pela EqSeed viabilizaram startups como alternativa de ativo para composição de uma carteira diversificada, tanto para os investidores mais qualificados como para o investidor fazendo seus primeiros aportes em startups”, avalia Begnoche.

No ano passado, foram ao todo R$ 12,8 milhões investidos em startups pela EqSeed, que se tornou a maior plataforma de investimento em startups online do mercado brasileiro. A empresa também foi a primeira plataforma do setor aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Este ano, a EqSeed objetiva intermediar até R$36 milhões em captações, valor composto essencialmente por rodadas acima de R$ 1 milhão. A empresa também busca realizar as primeiras rodadas de R$ 5 milhões, valor máximo permitido pela CVM.

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Emprestar dinheiro para outras pessoas e lucrar como bancos: isso existe?

Por Leonardo Rebitte

Vista anteriormente com um pouco de desconfiança pelo mercado e, agora, consolidada como uma opção altamente rentável e eficaz na estratégia de diversificação da carteira de investimentos, a modalidade de renda fixa Peer to Peer Lending (P2P) está atraindo cada vez mais investidores que buscam ganhos bem acima da taxa CDI.

As plataformas P2P baratearam os custos dos empréstimos, possibilitando aos investidores uma rentabilidade anual que pode chegar a 23% (ou 400% do CDI), já descontando o risco de inadimplência. Estes são números superiores à média dos ganhos com a renda fixa ao ano, que fica entre 7% a 8%.

O crédito P2P permite que um investidor empreste dinheiro para uma empresa – e até para outras pessoas – em troca da obtenção de ganhos com os juros. Ele se caracteriza pelo oferecimento de crédito a um custo mais baixo ao tomador e pela alta rentabilidade a quem empresta.

Do ponto de vista de retorno, o investidor tem a oportunidade de se transformar em um banco. E adivinha de onde vem grande parte do lucro dos bancos? Do crédito à pessoa física. Só em 2018, as instituições financeiras tiveram um saldo de R$ 1,791 trilhão proveniente de crédito para pessoas físicas, um crescimento de 8,6%.

Hoje, qualquer pessoa pode emprestar dinheiro a outra legalmente e receber juros. Em investimentos P2P, o investidor disponibiliza o seu dinheiro diretamente para quem precisa. Dentre as vantagens desse investimento, além do seu retorno financeiro – já mencionado anteriormente -, está a rapidez do processo, que é todo online.

Nessa modalidade, o investidor está no controle e, ao invés de passar por um processo longo e complexo de análise de crédito, ele conta com a tecnologia para agilizar a aprovação dos empréstimos. E como a operação não fica subordinada ao alto valor do spread brasileiro, o custo de toda a operação se torna bem menor.

Vale ressaltar que no caso de empréstimo entre pessoas, o investidor não está sujeito a nenhuma ilegalidade de agiotagem, pois as transações são feitas através de instrumentos legais, como Cédulas de Crédito Bancário (CCB), que o torna dono do direito de recebimento dos juros do empréstimo.

Ok, mas isso é confiável?

Ao investir em empréstimos P2P, o investidor tem o mesmo risco que um Banco ao oferecer crédito na praça. Para minimizar a taxa de inadimplência, as fintechs contam com a mesmas estratégias e tecnologias das grandes instituições financeiras para análise de crédito.

Assim, as pessoas podem emprestar dinheiro entre si com a mesma segurança, solidez e tecnologia e o mais interessante: pegar uma parte do lucro que ficaria com o banco. Por isso que digo que ao investir em crédito P2P, o investidor se torna um banco.

Hoje, qualquer pessoa pode emprestar dinheiro legalmente e receber juros. O investidor, além de além de auferir retornos maiores do que investimentos mais usuais nos bancos, também ajuda outras pessoas a alcançarem seus objetivos.

Milhares de pessoas estão lucrando e outras milhares foram incluídas de volta ao mercado de crédito ao ter a oportunidade de quitar as suas dívidas com o dinheiro emprestado a juros menores. Outras estão realizando seus sonhos, montando o próprio negócio, reformando a casa e investindo em educação e qualificação profissional.

Claro que aportar dinheiro e ter alta rentabilidade é a meta dos investidores e de pessoas comuns que buscam novas opções de investimentos com alto retorno. Mas, quer saber? Ajudar outras pessoas a alcançarem seus objetivos também é algo prazeroso e o melhor, faz bem para a nossa alma.

Leonardo Rebitte, CEO da Mutual

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O que as fintechs de crédito têm a oferecer para o investidor brasileiro – Por Leonardo Rebitte

O mercado financeiro brasileiro ainda é considerado um dos mais tradicionais em relação aos produtos disponíveis: Poupança, Tesouro Direto, ações na Bolsa de Valores, títulos de crédito como LCIs e LCAs e empréstimos como os CDBs, fundos de renda fixa, previdência privada, entre outros, são apenas alguns exemplos.

E mesmo com tantas escolhas, o Banco Central registra que atualmente o Brasil possui mais de 21.700 agências bancárias em seus 5.588 munícipios, e por baixa movimentação ou falta de segurança, se movimentam para fechar agências e baixar custos. Em 2017, o IBGE registrou que 60 milhões de brasileiros maiores de idade eram desbancarizados e essa parcela chamou a atenção das fintechs, por oferecerem novos serviços sem vínculos com outras instituições financeiras.

Nesse cenário onde o modelo bancário está em constante retração, com diminuição de número de agências, redução de funcionários, entre outros pontos, as fintechs de crédito tonaram-se uma solução disruptiva em um sistema bancário que há muito tempo não inova suas práticas.

Com a chegada ao mercado brasileiro, essas fintechs possibilitaram que os pedidos e concessões de empréstimo se tornassem mais simples e descomplicadas, sem grande parte das burocracias exigidas no sistema bancário tradicional. No sistema de empréstimo peer to peer, por exemplo, permite que o investidor defina o valor que será emprestado, em quantas parcelas poderão ser pagas, dia ideal do pagamento e qual o valor da taxa de juros que será aplicado ao empréstimo.

Enquanto a poupança oferece rendimento de 4,9% a.a, a Selic de 7% a.a, o CDB de 9,34% a.a, em um prazo de 12 meses, o rendimento concedido em um empréstimo em uma fintech pode alcançar até 115%, 20 vezes mais que a poupança, de acordo com levantamento da Mutual

Além disso, essas empresas apostam na transparência e em um contato mais direto entre os tomadores e os investidores. Isso corrobora para que o investidor tenha mais controle e informações sobre os seus recursos, sem ficar preso a linguagem bancária ou as instruções de seu gerente.

Além de atrair novos clientes, as fintechs de crédito vêm há mais de 10 anos provando como movimentar a economia de modo saudável. A exemplo do que já acontece nos Estados Unidos, por exemplo, onde esse modelo de negócio tem contribuído para a movimentação do mercado financeiro. Por outro lado, a China também desponta como líder mundial nesse cenário, país onde grande parcela de seus habitantes não tem acesso aos bancos.

A segurança aumenta cada vez mais quando o assunto são transações por meio das fintechs. Com ferramentas que analisam os riscos para cada tipo de operação apoiadas em diversos tipos de informação, principalmente do SCR – Sistema de Informações de Crédito do Banco Central, onde são avaliadas centenas de critérios em um processo rigoroso que resulta em uma nota de crédito para cada solicitação, a população ganha mais um aliado na hora de pedir empréstimo.

Esse é apenas o início de uma nova prática, que irá se popularizar à medida que as fintechs fizerem parte da carteira de investimentos e se tornarem mais competitivas em seus mercados de atuação.

Leonardo Rebitte, CEO e sócio fundador da Mutual, plataforma de empréstimo entre pessoas.

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