Tag mulheres no mercado de trabalho

Twitter sedia encontro da Ellevate para discutir presença feminina na liderança de empresas

A presença feminina na liderança de empresas foi tema do evento “Women on Boards”, que aconteceu nesta segunda-feira (20) na sede do Twitter Brasil, em São Paulo (SP). O encontro foi organizado pelo grupo Ellevate Network São Paulo, rede global de mulheres executivas, empreendedoras e profissionais liberais dedicadas ao reconhecimento da mulher no mercado de trabalho e ao seu desenvolvimento pessoal e profissional.

O evento contou com a presença de lideranças femininas de grandes empresas para debater a importância da igualdade de gênero nos conselhos de administração das corporações. Entre elas, Marília Rocca, diretora-geral da Ticket, Deborah Wright, membro do conselho do Santander do Brasil, e Anna Maria Guimarães, head de Programas Governança Corporativa da escola Saint Paul.

“Da mesma forma que a inclusão vive na nossa plataforma, ela também precisa estar refletida na força de trabalho. Acreditamos que garantir diversidade nas nossas equipes é algo fundamental para sermos uma empresa inovadora. Este ano teve um início especial para a operação do Brasil na discussão deste assunto por causa da nomeação de Fiamma Zarife como diretora-geral do escritório no país”, diz Regina Lima, Diretora Jurídica do Twitter na América Latina.

Como parte do compromisso do Twitter com o tema diversidade, a empresa divulga anualmente resultados de práticas para reforçar a construção de uma força de trabalho diversificada. O percentual de mulheres na liderança da empresa, por exemplo, saltou de 22% em 2015 para 30% em 2016, superando a meta de 25% para o ano passado. Além disso, o conselho de administração global da empresa tem hoje três mulheres, em um total de nove pessoas.

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Mulheres representam 90% da operação de call center em home office

As mulheres cada vez mais contribuem ou desejam contribuir com a renda familiar. Muitas, no entanto, não conseguem estruturar uma rede de apoio aos filhos e acabam optando por ficar em casa.

Mas, como ser multitarefa já é uma das qualidades femininas, poder aliar trabalho e família é totalmente possível mas privilégio de poucas. A Home Agent, empresa inovadora de terceirização de call centers em sistema home office, trouxe luz ao dilema de tantas profissionais. 90% da operação da Home Agent são mulheres e 70% delas têm filhos. 100% delas se declaram felizes com a escolha. O modelo implantado pela empresa possibilita o trabalho em casa, com qualidade e tempo para a família. Cerca de 70% já deixou de participar de processos seletivos por conta da distancia. “Nossos atendentes recebem todo treinamento e material necessário para a qualidade as operações funcionarem em casa. Eles têm à disposição seu próprio ‘mini call center’ pronto para atender os clientes&rdquo ;, afirma Fabio Boucinhas, CEO da Home Agent.

“Ao lado da família a preocupação com problemas cotidianos é menor e a qualidade de vida é maior, sem perder tempo com o estresse do trânsito a empresa e os clientes só têm a ganhar, pois o atendimento oferecido pelo operador terá muito mais qualidade”, explica o CEO. Trabalhando em casa as mulheres economizam cerca de 4 horas do seu dia, horas que são perdidas no trânsito. “Se pararmos para calcular, em um ano ela ganha 60 dias que podem ser melhores dedicados ao trabalho e à família. Mães mais presentes são mais felizes e consequentemente mais produtivas”, acredita Fabio.

Pesquisa realizada pela Home Agent aponta que 50% das mulheres se sentiam culpadas por trabalhar fora e 95% acreditam que a família se sente mais segura com a mãe/mulher em casa. O sistema de trabalho home Office possibilita acima de tudo dias melhores para o funcionário e para os que estão ao seu redor.

Na soma final, todos saem ganhando, a empresa tem menos faltas de funcionários, o cliente tem mais qualidade no atendimento, o colaborador trabalha mais feliz e os filhos têm por perto a mãe em tempo integral.

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O que os homens de negócios precisam aprender com as mulheres

A busca por igualdades salariais continua, mas a verdade é que como profissionais de vendas, as mulheres são mais eficazes do que os homens. Segundo Cláudio Tomanini, Professor de MBA da FGV e especialista em Vendas e Marketing, isso acontece por conta das características intrínsecas da mulher, inclusive aquelas provenientes da herança pré-histórica que tornam homens e mulheres tão diferentes. “Em meus trabalhos de consultoria e palestras, instigo os homens a aprenderem mais com suas colegas e a desenvolverem características essencialmente femininas, mas que se usadas no trabalho, são armas extremamente eficazes de networking e vendas”, diz Tomanini.

Visão periférica
Por ser biologicamente programada para proteger a prole, a mulher desenvolve a visão periférica, enquanto o homem, que tinha como dever ir à caça de comida, desenvolveu a visão de mira, linear e focada em um único ponto. Para as mulheres essa é uma arma e tanto nas vendas. “Com mais pessoas em um ambiente ou em eventos sociais, as mulheres são capazes de identificar oportunidades em todo o seu redor, dosando conversas e otimizando o tempo de contato com cada interlocutor. Por isso elas são excelentes fazendo networking.”, explica Tomanini.

Mais delicadeza e atenção
O instinto feminino de cuidar, sempre com delicadeza e atenção aos detalhes (no caso de bebês, por exemplo), as torna extremamente flexíveis na hora de lidar com diferentes perfis de clientes. Vendedores agressivos costumam ter sua parcela de clientes fiéis, porém, a atenção que as mulheres dedicam às regras é imbatível e transforma seu trabalho em uma atividade super profissional.

Emoção
As mulheres são mais emotivas que os homens, o que significa que elas agem mais movidas a emoção do que razão – o contrário dos homens, que possuem o lado pragmático muito mais desenvolvido.
“É essa emoção que move as conquistas femininas. Elas sabem usufruir de suas realizações, gostam de assumir suas vitórias e se deleitam em querer mais, justamente por saberem aproveitar o prazer da conquista”, diz Tomanini. “Além disso, atender um cliente com emoção aumenta as chances do vendedor de proporcionar uma verdadeira experiência de compra e não uma simples transação comercial”. Ou seja, a emoção ajuda na geração de Relacionamento – fundamental para a manutenção da fidelidade do cliente.

Empatia
Condicionadas a compreender as necessidades da família mesmo antes da capacidade de verbalizar dos filhos, as mulheres têm o poder de ler nas entrelinhas das atitudes e linguagem corporal das pessoas. Essa característica possibilita que durante uma venda, a mulher consiga se alinhar mais rapidamente e objetivamente com o cliente, acertando em cheio ao ler suas reais necessidades. “Vender pelas características do produto nunca foi suficiente. É preciso vender pelas necessidades do consumidor, entendê-lo e saber o que o seu produto pode oferecer para ajudá-lo a atingir seus objetivos”, explica Cláudio Tomanini.

Saber ouvir
Mulheres sabem ouvir. Falam muito, mas também ouvem mais. “Ouvir é uma condição básica nas vendas. Como é que você vai dizer que o cliente precisa daquilo, se não sabe o que ele quer?”, completa Tomanini. “Só por isso, as mulheres já saem na frente”.
A boa notícia é que estudos recentes comprovam que tanto homens quanto mulheres podem ter comportamentos mais femininos ou mais masculinos de acordo com a quantidade de testosterona a qual são expostos durante a gravidez. A ideia de que as mulheres desenvolvem mais o lado direito do cérebro e os homens o esquerdo já não é tão contundente assim. “Ou seja, muitos homens possuem essas habilidades tipicamente femininas, e eles devem colocá-las em prática no trabalho e no relacionamento com clientes”.

Enquanto os homens aprendem a elaborar certos comportamentos e estratégias de vendas baseados em características tipicamente femininas, Cláudio aconselha todos fazerem o mesmo em suas palestras e aulas.

Cláudio Tomanini é professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas e autor do livro “Venda Muito Mais” (Editora Gente, 2012). Tem mais 25 anos de experiência nas áreas de vendas e marketing.
Atuou em empresas como Johnson & Johnson, ADP Systems, Grupo Verdi e VR. Tomanini possui uma peculiar visão do mercado, criando novos conceitos e desenvolvendo soluções, utilizadas e adaptadas por diversas empresas e outros consultores.

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