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Começa hoje, em Londres, a 7ª edição anual do MozFest, realizado pela Mozilla

Com milhares de visitantes vindos de 50 países todos os anos, o MozFest é considerado evento obrigatório para o movimento pela Internet aberta e gratuita. Durante este último fim de semana de outubro, os participantes poderão participar de diversas atividades e compartilhar ideias durante as palestras. Além de poderem participar de um playground para entusiastas do mundo on-line, aficionados por Internet e tecnautas a favor do código aberto, acontece também uma hackatona, brainstorming coletivo de mentes criativas.

Diversidade e inclusão são valores centrais na concepção do MozFest. Durante o final de semana, os visitantes terão acesso a mais de 400 sessões interativas e internacionais com duração entre 30 e 90 minutos, sendo muitas delas apresentadas em inglês. No entanto, pela primeira vez na história do evento, haverá sessões disponíveis em espanhol, francês, alemão, árabe, lituano e japonês.

Com a função de incubadoras de ideias, as sessões permitem que os participantes se juntem a especialistas em tecnologia e tirem seus projetos do papel. Na verdade, muitos projetos da Mozilla nasceram no MozFest, incluindo o Lightbeam, complemento do Firefox que permite visualizar os sites primários e de terceiros com os quais interagimos na Web, e o pacote gratuito e de código aberto de ferramentas de aprendizado da Mozilla, que ensinam o usuário a ler, escrever e participar ativamente da vida on-line.

Cinco temas, dez espaços

Este ano, o MozFest se concentrará em cinco temas cruciais para a Web aberta e gratuita:

• Segurança e privacidade on-line: discute como podemos compreender e controlar o uso e a coleta dos nossos dados. O que devemos fazer para assegurar maior propriedade sobre nossas identidades digitais?

• Inovação aberta: reflete sobre como podemos garantir que o acesso livre continue sendo o princípio central da Internet. Códigos e padrões abertos significam que qualquer um pode criar e inovar na Internet, sem a necessidade de permissões.

• Descentralização: indica que os dispositivos e plataformas que usamos podem trabalhar em colaboração por serem baseados nos mesmos padrões. Assim, informações e conteúdo fluem livremente e garantem uma melhor experiência on-line.

• Alfabetização web: faz referência às habilidades necessárias para participar do mundo digital. Elas permitem que as pessoas criem, definam e defendam a Web.

• Inclusão digital: determina que todos podem participar do mundo digital. Muitas pessoas ainda são excluídas da Internet aberta e gratuita e queremos acabar com isso.

Esses temas serão discutidos em 10 espaços, onde ocorrem workshops, demonstrações, discussões, instalações interativas e sessões colaborativas. Entre os tópicos estão Cultura e Arte Digital, Jornalismo, Ciência Aberta, Open Badges, Fuel The Movement (reforma de direito autoral da União Europeia), Tradução e Localização, Zona Jovem, Desmistificação da Web, Dilemas em Espaços Conectados e a exposição de arte digital MozEx.

Sete atividades imperdíveis do MozFest

Com mais de 400 sessões a escolher e uma excelente série de palestras, é fácil encontrar inovação, conversas inspiradoras e colaboração criativa em qualquer canto do festival. Confira abaixo sete atividades imperdíveis:

• Acessibilidade: nós da Mozilla acreditamos que a Web deva ser acessível a todos, em qualquer lugar em que haja conexão com a Internet. A11y é um numerônimo amplamente conhecido na Web que faz referência à interação entre seres humanos e computadores, especificamente à acessibilidade de pessoas com deficiência. Nossos colegas do #A11yHacks, Carousel, Drake Music e Shapearts, explorarão questões relacionadas à acessibilidade durante o MozFest.

• Instalações interativas: a agência de designs criativos TODO (responsável pelo Codemoji) exibirá instalações interativas e educacionais relacionadas aos cinco temas da Mozilla, oferecendo diferentes perspectivas na Web.

• Realidade virtual: prefere a realidade virtual à vida real cotidiana? Sem problemas. As ferramentas A-Frame e A-Painter da Mozilla estarão presentes para que os visitantes naveguem por mundos virtuais e criem experiências de realidade virtual.

• Série inaugural de palestras: grandes nomes subirão aos palcos na seção “Diálogos + Debates” para discutir os principais problemas enfrentados na Web e pela sociedade nos dias atuais. Assista às falas de pesquisadores especializados em vigilância e discriminação, experts em tecnologia dedicados à garantia da liberdade de expressão e repórteres envolvidos na cobertura da guerra civil na Síria realizada pelo jornalismo aberto. Confira os palestrantes aqui.

• O futuro da Web: a Internet não é mais definida por telas e teclados — ela está cada vez mais ao nosso redor. É essencial garantir a manutenção do caráter aberto e gratuito da era do desktop às inovações, sejam elas a realidade virtual ou wearables inteligentes. Por essa razão, exploraremos a ética da Internet das Coisas (IoT) no novo espaço Dilemas em Espaços Conectados.

• MozEx: uma exposição de arte digital que explora as conexões entre arte, sociedade e mundo digital. Criada por artistas individuais e curada pelos museus Tate e Victoria & Albert, ambos de Londres, a exposição destaca o valor da arte na sociedade por meio da alfabetização Web, inclusão e acessibilidade digitais, privacidade, políticas e hacking.

• Reforma do direito autoral na UE: a União Europeia oferece uma oportunidade única de reforma das leis de direito autoral a fim de expandir a criatividade e a inovação. Participe de instalações de arte interativas, workshops práticos e debates enriquecedores para descobrir o que você pode fazer a respeito.

O ingresso mais desejado deste fim de semana

A Mozilla convida a todos a participarem do MozFest, independentemente de onde moram, background e nível de experiência. A inscrição é rápida e fácil. Os ingressos custam a partir de £3 (aproximadamente R$11,50) para jovens e £45,00 (aproximadamente R$ 173) para adultos. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente on-line.

A MozFest 2016 acontece em Ravensbourne, uma universidade cuja missão é aplicar criativamente a tecnologia digital para design e comunicação.

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