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A gigantesca complexidade do mercado B2C para uma startup

Por Zhen Zhang

Empreender no mercado B2C tem suas dificuldades, principalmente em nosso país, porém quando a startup cresce e se consolida entre os consumidores finais, os resultados são sustentáveis e a rentabilidade do negócio agrada a qualquer investidor. Como exemplo temos o AirBnB e Uber e o brasileiro Easy Taxi que já dominam mercados internacionais.

A primeira dificuldade que podemos citar é que uma startup, por apresentar um modelo de negócio disruptivo, precisa praticamente criar um novo mercado do zero. Por exemplo, como o AirBnB fez para convencer pessoas que estavam acostumadas com as facilidades e confiabilidade de um hotel a mudar de prática e se hospedarem na casa de hóspedes que nunca viram antes?

Para isso é preciso educar seu consumidor e fazê-lo repensar seus hábitos. Tem que ser um público disposto a tentar algo novo, uma solução que vai facilitar sua vida. Muitas vezes o seu consumidor nem sabe que tem um problema (problema esse que sua startup resolve), então como fazê-lo tomar ciência disso, conhecer sua solução e concordar em utilizá-la?

Quando afunilamos o assunto e chegamos ao Brasil, a dificuldade só aumenta. Além do ecossistema empreendedor ser recente em nosso país e precisarmos aprender na base dos erros, caímos de novo no problema do consumidor que não está preparado para mudanças de hábito. Isso é algo que vemos com frequência na Mobocity.

Em artigo prévio eu comentei que o Brasil tem uma grande vantagem para empreender em comparação com a China devido à renda per capita e à afinidade desse público com transações online. Porém, para uma startup iniciante, o desafio está exatamente em alcançar esse consumidor. É um público que costuma ter más experiências online, como problemas com logística de entrega, clonagem de cartão de crédito e falta de confiança no estabelecimento. Isso leva esse consumidor a olhar com desconfiança para novas soluções digitais.

Ou seja, além de buscar as formas mais eficientes de alcançar esse público e estimulá-lo a começar a utilizar seu produto ou serviço, é necessário inspirar confiança antes, durante e após a primeira transação e para isso é preciso tempo. Sendo assim, além de precisar ter verba para investir em publicidade e conquistar uma boa base de usuários, é necessário que a startup tenha recursos para se manter sem lucro por um tempo considerável, até que os primeiros resultados apareçam.

Apesar de apenas cerca de 4% das compras no Brasil serem feitas online, temos grandes startups que têm se destacado nesse mercado, como o Buscapé e Tricae. Sendo assim, cabe às novas startups aprenderem com casos de sucesso como esses citado e também explorar parcerias que tragam benefícios para os dois lados, pois tanto o “novato” quanto o “veterano” do mercado têm o que aprender e o que ensinar.

Para empreender no mercado B2C é essencial, também, ter um amplo conhecimento desse público e seu comportamento. Gostar muito de um determinado ramo pode não ser o suficiente para que sua startup tenha o destino que você tanto sonha. Ou seja, criar uma startup de sucesso no Brasil visando alcançar o consumidor final é um caminho extenso a ser percorrido e tenho ciência disso por termos, aqui na Mobocity, duas soluções nesse mercado: O Mobobox e o Mobonus. Mas também posso te afirmar que com persistência, aprendizado e muita estratégia, é possível obter o resultado esperado e alcançar sua meta.

Zhen Zhang, empreendedor chinês, CEO da Mobocity, startup criada no Brasil e com equipe nos dois continentes.

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É possível construir um “negócio da China” aqui no Brasil?

Por Zhen Zhang

Enquanto a China é o segundo país com maior quantidade de empresas unicórnio – aquelas de capital privado e que valem mais de 1 bilhão de dólares -, outros países, como o Brasil, lutam diariamente para serem os próximos a despontar e crescer nesse ranking, atraindo capital e desenvolvimento para a região. Talvez por isso o termo “negócio da China” seja tão utilizado por aqui como sinônimo de sucesso.

Desde que cheguei ao Brasil, em 2012, foram inúmeras as vezes que me perguntaram se estou aqui para fazer um “negócio da China”, e minha resposta é sempre a mesma: O mercado brasileiro, apesar de ter cerca de 7 vezes menos pessoas que meu país de origem, tem potencial para acolher dezenas de unicórnios que venham a surgir e nos mais diversos segmentos. Sendo assim, quem souber empreender no país oferecendo soluções que esse público precisa vai conseguir criar um negócio bilionário, seja ele da China, do Brasil, da Índia ou qualquer outra nacionalidade.

Na verdade podemos dizer que o que mais contribui hoje para o sucesso de um empreendedor, além de seu esforço e dedicação diários, é a experiência que traz em sua bagagem de vida pessoal e profissional e a facilidade de se adaptar com agilidade a diversas situações, algo muito valorizado por investidores asiáticos. Até meus 18 anos vivi em uma pequena cidade na China, mas assim que pude eu saí para conhecer o mundo e afirmo que essa experiência de conviver com diferentes culturas e aprender a pensar fora da caixa contribui muito para o sucesso do empreendedor.

Por ser espacialmente e culturalmente tão distante da China, a América Latina sempre foi uma região que me atraiu. Quando tive a oportunidade de fazer um intercâmbio internacional a partir da faculdade que eu cursava na Itália, o Brasil foi minha primeira opção, diferente do restante da turma de classe que preferiu instituições europeias ou nos Estados Unidos. Quando acabei meus estudos, decidi ficar aqui. Além de ter sido conquistado pela cultura e pelo povo, eu via muitas oportunidades de negócio no mercado brasileiro e desde então tenho desenvolvido soluções que facilitem o cotidiano do usuário de tecnologia.

Mesmo que atualmente o país esteja com sua economia estagnada e tenha uma população inferior à da China ou da Índia, o Brasil se apresenta como um local propício para o surgimento de empresas gigantes de tecnologia. Isso porque a renda per capita nacional é mais alta do que os países citados e o povo brasileiro realiza muitas transações online e via cartão de crédito. Já em outros países às vezes é necessário educar o consumidor e criar a cultura de compra online.

Esse comportamento do brasileiro cria o cenário ideal para o crescimento de novos negócios digitais e é nisso que me baseei para criar a Mobocity. Muitas startups brasileiras têm surgido nos últimos anos e o nível de profissionalismo só tem crescido, assim como o mercado B2B tem se preparado para elas. Já temos associações, coworkings e mídias especializadas nesse segmento, o que ajuda a criar uma base de sustentação para os empreendedores. Portanto afirmo que é só questão de tempo até começarem a surgir os primeiros unicórnios.

Zhen Zhang, empreendedor chinês, CEO da Mobocity, startup criada no Brasil e com equipe nos dois continentes.

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Mobocity marca presença no Tela Viva Móvel 2016

Acontece hoje e amanhã, a 15ª edição do Tela Viva Móvel, um dos maiores eventos do país focado em conteúdo para dispositivos móveis. Na oportunidade, a Mobocity – empresa inovadora que cria soluções para o mercado de comunicação destinadas ao público de massa – será uma das companhias que participam amanhã do painel “A China descobre o Brasil”, a partir das 16h.

Zhen Zhang, CEO da empresa, que mora no país há quatro anos, pretende falar sobre os principais motivos que levam as organizações chinesas de tecnologia a aportarem investimentos no mercado nacional. “Os brasileiros, de forma geral, gostam de conhecer e testar novas tecnologias. Tanto é verdade, que a consultoria App Annie acaba de apontar que o Brasil é o terceiro maior mercado em número de downloads de aplicativos no mundo, o que sem dúvida se torna uma grande vantagem competitiva no momento da tomada de decisão”, afirma.

Ainda de acordo com o executivo, a apresentação também destacará o momento em que foi definido o lançamento da Mobocity, além de detalhar os benefícios de seus aplicativos Mobobox, app que, entre outras ações, identifica a operadora de telefones fixo e celular, e Mobonus, aplicativo que oferece aos usuários a possibilidade de ganhar prêmios em troca de visualização de anúncios publicitários, leitura de notícias, downloads de aplicativos e games.

Além de Zhen Zhang, o painel “A China descobre o Brasil” também contará com a presença de Flávio Tâmega, diretor de desenvolvimento de negócios da Cheetah Mobile; Alan Constâncio da Silva, head de cloud strategic marketing da Huawei; e Ludmilla Veloso, diretora de marketing da Meitu na América Latina.

15ª edição Tela Viva Móvel

Painel: A China descobre o Brasil
Quando: 4 de maio, às 16h
Onde: WTC Events Center
Endereço: Av. das Nações Unidas, 12551 – Brooklin Novo, São Paulo/SP

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