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Beacons prometem melhor atendimento ao cliente e são tendência de mercado para 2017 – Por Caio Bretones

Ser reconhecido ao entrar nas lojas, receber promoções personalizadas, ganhar cupons para gastar nas suas compras usuais ou até mesmo ser direcionado a um cantinho especial da loja para encontrar itens que você possa gostar. Todas essas opções já são realidade no varejo graças a uma tecnologia específica: beacon.

Embora os beacons não sejam exatamente uma tecnologia nova, 2017 promete ser o ano em que ela começará a ganhar força no mercado. Vivemos em tempos em que os consumidores estão acostumados com uma alta taxa de interatividade, seja com pessoas, marcas ou estabelecimentos e eles também sabem exatamente o que querem comprar, usar ou frequentar. Por isso, os beacons são uma ferramenta valiosa para personalizar o atendimento ao cliente e se manter próximo a ele.

Os beacons são dispositivos de geolocalização para locais fechados. Eles permitem que os smartphones se conectem a eles via Bluetooth, estabelecendo uma comunicação por meio de um aplicativo personalizado. Os beacons geralmente ficam instalados na entrada de lojas e eventos, assim, captando a entrada do usuário no minuto que ele adentra o ambiente, dando início à interação.

A utilização dessa tecnologia traz um mar de possibilidades: fidelizar clientes, oferecer promoções, colher informações de público, entre várias outras coisas. É perceptível no mercado uma crescente demanda por beacons, geralmente em locais onde concentram-se grande quantidade de pessoas, como lojas (varejo e atacado), feiras, eventos corporativos e restaurantes.

Quando a tecnologia beacon é bem trabalhada, é possível reunir uma boa quantidade de dados, e com essas informações levantadas, o dono do estabelecimento consegue criar interações únicas e individuais para cada tipo de cliente, sabendo sua frequência de presença no local, tempo de permanência e proximidade de produtos ou serviços que são do seu interesse.

Por isso, a dica é cada vez mais manter-se atento a essa tendência de mercado, pois os clientes adoram novidades e gostam ainda mais de se sentirem únicos, duas demandas que os beacons atenderão sem dúvida alguma neste ano.

Caio Bretones, CEO da Mobile2you Tecnologia, é administrador formado pela Universidade Mackenzie, com passagens em diversas empresas de importação e exportação, como Fedex (Federal Express), onde adquiriu experiência no atendimento e tratamento personalizado dos clientes.

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A (r)evolução dos aplicativos que não acaba – Por Caio Bretones

Caio Bretones, CEO da Mobile2you

O consumidor já está mais do que habituado a acessar a internet em seu smartphone para se comunicar, pedir um táxi, comida, pagar contas, fazer compras…e é neste cenário que o mercado de apps espera prosperar. Os varejistas já enxergam a necessidade urgente de se “reinventarem” para acompanhar a mudança dos hábitos de consumo dos brasileiros, sendo uma área que tem visto a necessidade de investir em inovações e ações cada vez mais assertivas.

De acordo com o relatório da consultoria App Anie, o Brasil é apontado como um dos mercados mais promissores nos próximos cinco anos. Para 2016, a previsão é de que o mercado no país apresente um crescimento de 40%.

Apps que trazem inovações para o PDV, com o uso de beacons, RFID e geolocalização devem prosperar este ano. É a revolução do varejo, que vem tentando se moldar digitalmente para conseguir impactar e conversar com seus clientes, frente ao crescimento constante do e-commerce. E com a maior confiançado consumidor em realizar transações financeiras via smartphone, a tendência é de que os bancos sejam os próximos alvos, abre-se caminho para os FINApps (aplicativos de transação financeira).

De acordo com um relatório lançado recentemente pelo Citi, os investimentos em tecnologia financeira cresceram de US$ 1,8 bilhões em 2010 para US$ 19 bilhões em 2015. 70% disso tem foco na experiência do consumidor final, ramo mais fácil de penetrar do que o corporativo.

Ao permitir a realização de todas as operações diretamente do celular, desde cadastro, consulta, recebimento de faturas e mesmo o pagamento destas, estes tipos de serviços podem cortar custos que seriam acrescentados às taxas dos clientes, além de otimizarem o tempo tanto do consumidor quanto do prestador de serviço, tornando tudo mais prático em um momento em que tanto se valoriza o “tempo”. É possível sermos a última geração a usar cartões de crédito e débito, tudo provavelmente será colocado em um dispositivo móvel.

A experiência do usuário (UX) é um fator fundamental e as pessoas estão cada vez mais exigentes em relação à tecnologia. Se ao tentar pagar uma conta, por exemplo, a transação falhar por erros técnicos, provavelmente este será um usuário perdido. Garantir a segurança do cliente e atender todas expectativas é essencial. Prósperos são e continuarão sendo os aplicativos que otimizam processos, a exemplo do Uber, em que você o usuário cadastra seu cartão e não precisa se preocupar com o pagamento ao final de uma corrida.

Com mais de 76 milhões de smartphones no país (Nielsen Ibope) e o número de acessos em banda larga móvel 4G batendo os 25,4 milhões em todo o Brasil, igualando-se ao número de acessos em banda larga fixa (Associação Brasileira de Telecomunicações), é praticamente um obrigação das empresas que pretendem permanecer no mercado marcarem presença no ambiente mobile.

Estar atento às tendências é essencial para continuar no mercado, que é cada vez mais desafiador, incluindo um cenário econômico adverso, forte concorrência e consumidores cada vez mais antenado.

*Caio Bretones, CEO da Mobile2you Tecnologia, é administrador formado pela Universidade Mackenzie, com passagens em diversas empresas de importação e exportação, como Fedex (Federal Express), onde adquiriu experiência no atendimento e tratamento personalizado dos clientes.

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