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Pesquisa BigData Corp./PayPal desvenda o mercado de aplicativos para dispositivos móveis no País

Após análise em mais de 550 milhões de sites no mundo inteiro e lojas como Google Play e Apple Store estudo revela que o número de apps disponíveis cresceu mais de 82% no último ano – e que 90% dos programas “baixados” são gratuitos

O número de smartphones em uso no Brasil bateu os 168 milhões em maio deste ano, segundo dados da FGV-SP. E deve atingir 236 milhões até 2018. Nada mais lógico, portanto, que o mercado de apps (os aplicativos feitos exclusivamente para rodar em equipamentos móveis) também cresça, na esteira do sucesso do universo mobile.

Mas, de acordo com a segunda edição de pesquisa da Big Data Corp., feita sob encomenda do PayPal Brasil entre os meses de agosto e setembro, o que aconteceu no decorrer do último ano nesse setor da tecnologia ultrapassou as previsões mais otimistas: o número de apps disponíveis para o consumidor em lojas como o Google Play e a Apple Store cresceu 82,40%.

E a porcentagem de programas gratuitos também aumentou. Se, nos doze meses completados em setembro de 2015, 86,84% dos aplicativos eram free, esta nova pesquisa constatou que esse índice subiu ainda mais: agora, eles representam 90,86%.

Novidades

• Entre agosto de 2014 e agosto de 2015, os aplicativos até 1.000 downloads representavam 58,75% do mercado. Já nos últimos 12 meses, esse percentual passou para 59,96%. Ou seja, parte considerável do crescimento no número de apps criados no decorrer do último ano se deve a programas que não obtiveram mais de 1.000 downloads.

• Este item da pesquisa, diga-se, foi o único a registrar aumento no período. Todos os outros apresentaram queda, mesmo que pequena. Os apps baixados de 1.000 a 5 mil vezes, que representavam 16,55% do total em 2015, agora representam 16,40%; entre 5 mil e 10 mil downloads, o índice passou de 5,83% para 5,57%; entre 10 mil e 50 mil, de 10,36% para 9,93%; entre 50 mil e 100 mil, de 2,91% para 2,81%; entre 100 mil e 500 mil, de 3,72% para 3,61%; entre 500 mil e 1 milhão de downloads, de 0,76% a 0,72%; entre 1 milhão e 5 milhões, de 0,84% para 0,76%; entre 5 milhões e 10 milhões, de 0,14% para 0,12%; e entre 10 milhões e 50 milhões, de 0,12% para 0,10%.

• O gênero de app mais disponível para download? Games, aliás, como em 2015. Mas eles ampliaram a vantagem: passaram de 18,01% para 19,76% do total de apps existentes no mercado. Em segundo lugar, aplicativos dedicados à Educação (8,33%, com queda de 0,67 ponto em relação a 2015); e, em terceiro, Entretenimento, com 7,47%. Na sequência, Lifestyle, Negócios, Ferramentas e Personalização.

• Já no quesito “apps mais populares”, ou seja, que registraram mais de 10 milhões de downloads no decorrer do último ano, os joguinhos ganham de lavada, com 44,09%. Em um distante segundo lugar ficaram os aplicativos de ferramentas (11,29%), seguidos por fotografia (5,67%), produtividade (4,51%), comunicação (4,03%), entretenimento (4,03%) e música (3,67%).

• Esmiuçando o líder do setor, os Games, temos mais um ranking interessante: graças a aparelhos mais avançados tecnologicamente, os jogos de simulação, ação, aventura e corrida viram seus downloads aumentarem bastante nos últimos 12 meses. Mas o grande líder, embora com menor índice do que em 2015, continua sendo os games de quebra-cabeça (puzzles), com 19,01%. O segundo colocado são os chamados casual games (cujas regras são super-simples, como o icônico Pac-Man, por exemplo), que também sofreram queda em relação à pesquisa do ano passado (de 19,44% para 18,71%); e o terceiro da lista são os jogos arcade, que simulam clássicos como pinball (este com pequeno aumento de porcentagem em relação a 2015, de 16,52% para 17,08%).

• Um fato que demonstra bem o caráter dito libertário da internet, e do mundo digital como um todo, é perceber que os apps pagos não representam nem a décima parte dos aplicativos disponíveis nas lojas online. De acordo com a pesquisa da Big Data Corp., 90,86% dos apps para Android ou iOs são gratuitos. Na pesquisa de 2015, esse índice era de 86,84%. Este ano, os apps pagos são somente 9,14% do total.

• Quando se fala em apps pagos, os campeões do ranking são os que permitem a personalização do smartphone ou do tablet: 24,81% dos aplicativos desse gênero têm algum custo para o consumidor. Na sequência vêm aplicativos de histórias em quadrinhos (com 15,24%), de livros (14,69%), médicos (14,20%), de educação (13,58%) e de esportes (11,55%).

• Já os líderes entre os apps gratuitos são os dedicados a compras online: 98,72% de tudo o que há disponível nesse gênero nas lojas online são free. Na sequência vêm notícias e revistas (98,62%), negócios (97,39%), apps de redes sociais (96,47%) e demos e libs (com 95,14%).

Do universo pesquisado pela Big Data Corp., 84,36% dos aplicativos existentes no mercado não têm nenhum tipo de interatividade – ou seja, trata-se de programas que não necessitam que o usuário insira nenhuma informação pessoal.
Citações

“A pesquisa aponta um crescimento generalizado no uso de aplicativos, mas principalmente uma tendência de desconcentração. Embora categorias como Games tenham downloads bastante concentrados em alguns ‘big hits’, de forma geral, o crescimento maior acontece no ‘long tail’ dos aplicativos, refletindo uma busca por conteúdos e serviços mais específicos às necessidades do usuário” – Renato Pelissaro, diretor de Marketing do PayPal para a América Latina.

“Até por uma questão de realidade econômica, o Brasil ostenta muito mais usuários não dispostos a pagar por aplicativos em seus smartphones ou tablets. Mas é interessante constatar como os usuários se engajam com os programas, dedicando tempo postando reviews sobre eles. Isso pode ser um feedback importante para as empresas, para que possam desenvolver opções pagas de seus aplicativos” – Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp.

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Capgemini aponta 5 tendências tecnológicas móveis para 2015

Dispositivos móveis e aplicações estão no centro da transformação digital. Experiência positiva do usuário e adoção de estratégias inovadoras serão diferenciais de mercado.

A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, lista as cinco tendências tecnológicas com foco em mobilidade que devem guiar o mercado nos próximos anos. Na era da transformação digital, dispositivos móveis e aplicações inovadoras, que promovam uma experiência positiva do consumidor, serão essenciais para o sucesso do negócio.

Confira as cinco previsões da Capgemini para o mercado em 2015:

1. Transformação móvel nas lojas – será um passo importante para os varejistas e expositores – formação de clientela, promoções personalizadas, check-out assistido, pontos de venda móveis e gestão de inventário desempenharão papel fundamental. Localização e aplicações com base em big data – análise inteligente de dados – também ganhará mais destaque.

2. Haverá um aumento da adoção de pagamentos móveis. Enquanto tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a troca de informações sem fio e de forma segura entre dispositivos compatíveis que estejam próximos um do outro, não se mostra ainda atraente o suficiente, com o lançamento da Apple Pay e integração NFC, pagamentos móveis terão uma tração significativa. Veremos uma enorme quantidade de novos meios de pagamento sendo lançados. Haverá um aumento na adoção de plataformas concorrentes, como o Google Wallet e PayPal.

3. Mobilidade vs. Desktop – A “lacuna de aplicações” vai encolher – com uma força de trabalho mais móvel, surgiu uma diferença notável entre desktop e dispositivo móvel. Haverá um crescimento dos novos tipos de aplicações eficientes para a empresa – especialmente utilizado para a priorização inteligente de tarefas, que as localiza com agilidade e elege as mais importantes. Isso inclui inteligência embarcada, que analisa e prevê o comportamento do usuário e suas preferências, a fim de personalizar a experiência única do profissional.

4. Segurança – A segurança móvel pós-Snowden continuará a ganhar força – devido ao aumento da mobilização empresarial. O amadurecimento das ofertas de Enterprise Mobility Management (EMM) também será impulsionado, à medida que mais empresas migrarem de formatos pilotos para a implantação em larga escala.

5. Mobilidade e Convergência da Internet das Coisas decolarão como os sistemas preferenciais para os executivos de gestão de inventário e de vendas. A procura de soluções móveis baseadas em dispositivos vestíveis, tais como Google Glass e Apple Watch, começará a ser mais intensa no próximo ano. Aplicativos vestíveis de cuidados com a saúde terão maior aceitação. Carros conectados e Automação Predial também terá uma adoção mais ampla.

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