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A segurança corporativa na era dos devices corporativos

Por Mário Rachid, Diretor Executivo de Soluções Digitais da Embratel

O mercado de dispositivos apresentará crescimento na casa de milhões de unidades em todo o mundo nos próximos anos. Essa afirmação é apoiada por estudos que indicam a escalada da venda e utilização desses devices, tanto em casa quanto no trabalho. No Brasil, por exemplo, terminamos 2017 com a média de um smartphone por habitante, milhares deles sendo utilizados inclusive para atividades profissionais. Com esse cenário, uma tendência se firma cada vez mais: profissionais seguirão levando os seus dispositivos pessoais para o ambiente corporativo, consolidando a era do Bring Your Own Device (BYOD).

O crescimento exponencial do número de sistemas, máquinas e devices móveis trocando informações entre si, e do uso de aparelhos próprios no ambiente profissional, é alavancada pelo avanço da adoção de tecnologias como Cloud Computing. A Nuvem tornou-se uma das responsáveis por gerar novas maneiras de trabalhar, que derrubam as paredes dos escritórios convencionais e eliminam as limitações de tempo. Ao mesmo tempo em que as jornadas se tornam mais flexíveis, com profissionais acessíveis o tempo todo e em qualquer lugar, o uso de dispositivos pessoais no trabalho leva às corporações um novo desafio: com tantos devices conectados acessando redes corporativas, como garantir a segurança dos dados e sistemas, e mitigar o risco de ataques cibernéticos?

Antes de adotarem a chamada política do BYOD, é imperativo que as empresas façam a lição de casa e conheçam as vulnerabilidades que surgem com o novo modelo de trabalho. Soluções de TI já são capazes de realizar uma varredura e identificar possíveis falhas na segurança das organizações. Com a visibilidade dos possíveis riscos dessa tendência, é possível fazer um planejamento de ações que evite sérios danos como roubo ou sequestro de dados e vazamento de informações sigilosas. Esse planejamento é complexo e envolve o mapeamento de todas as áreas da empresa, além de uma equipe técnica especializada e dedicada.

Da mesma forma como as tecnologias evoluíram, o cybercrime também está mais sofisticado. Para ter um ambiente seguro é necessário implementar um plano de ações completo, que inclua desde soluções mais simples até as preditivas e mais complexas, com o monitoramento prévio de movimentos suspeitos, fornecendo subsídios para o planejamento de reação da empresa em caso de ataques.

O aumento da conscientização sobre cybersecurity faz com que parte das organizações já nasçam com recursos de segurança perimetral implantadas, como firewall, IPS, antivírus e anti-spam, que analisam o tráfego de dados e bloqueiam as tentativas de acessos não autorizados. Tais iniciativas devem ser somadas a soluções que mitigam os riscos de ataques de negação de serviço (Anti-DDoS), os mais usuais, e que incluem proteção de aplicações, técnicas preditivas e criptografia.

Outro ponto é a elaboração e disseminação de uma política de segurança corporativa clara e objetiva para os colaboradores. Ela deve abranger temas como a permissão de acessos a sistemas e aplicações da empresa, a autenticação de usuários, a política de confidencialidade e a validação de senhas, que precisam ser complexas e modificadas com frequência. Funcionários conscientes e alinhados as melhores práticas tornam-se mais vigilantes e atentos a possíveis falhas.

Pensando na expansão cada vez maior da política de BYOD, soluções estão sendo constantemente aprimoradas para o gerenciamento de dispositivos móveis, como a chamada MDM (Mobile Device Management). Com ela, as empresas garantem que os aparelhos e as informações trocadas entre eles seguirão a política de segurança determinada pela organização. Para garantir a privacidade e a proteção dos dados corporativos, a empresa é responsável pelo controle de acesso, determinando os itens disponíveis para uso. As aplicações corporativas são instaladas e atualizadas remotamente, garantindo que os colaboradores tenham à disposição a versão mais moderna de suas ferramentas de trabalho, assim como da proteção delas.

O BYOD tem se tornado tão comum nas empresas que, na Europa e nos Estados Unidos, até escolas começaram a implementar essa política como forma de introduzir, desde cedo, a tecnologia na rotina das crianças, além de usá-la no engajamento nas salas de aula. Isso mostra a tendência de expansão da prática, considerando as novas gerações de colaboradores que estão por vir, e, consequentemente, o aumento do número de dispositivos móveis conectados a redes corporativas. Por isso, o plano de segurança precisa ser prioridade nas organizações, se tornando tão importante quanto o planejamento de vendas de uma companhia.

Projeções do Gartner indicam que, este ano, empresas de todo o planeta gastarão mais de 95 bilhões de dólares em soluções de segurança, cerca de 10% a mais do que em 2017. Dentro desse universo, a terceirização da segurança é um dos segmentos que deve registrar maior crescimento até o fim da década, deixando essa árdua tarefa para companhias e profissionais especialistas no assunto. Esse é o caminho certo para organizações que desejam adotar o BYOD sem abrir brechas de segurança. As grandes corporações que tiveram perdas significativas nos últimos anos com ciberataques de proporções mundiais provaram que, no quesito segurança, prevenir é o melhor remédio!

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Embratel anuncia nova pesquisa de conectividade das empresas brasileiras

A Embratel anuncia, em parceria com a Teleco, os resultados da pesquisa “A Conectividade nas Empresas Brasileiras” criada para medir o nível de conectividade e o uso de tecnologias pelo mercado corporativo no Brasil. O levantamento analisou as estruturas de Telecom e de TI de 400 empresas de pequeno, médio e grande porte em cinco capitais brasileiras. A edição de 2015 ampliou a participação das companhias de médio e grande porte que, agora, soma 50% do público entrevistado.

“A pesquisa avaliou a adoção de dispositivos de transmissão de Dados, Internet, Voz e Mobilidade pelas companhias brasileiras, bem como suas estruturas de Telecom e de TI”, diz Marcello Miguel, Diretor Executivo da Embratel. Os dados indicam que 69% das empresas têm “voz” como o canal de comunicação mais usado com os funcionários, 59% para falar com fornecedores e 56% para relacionamento com seus clientes. “Identificamos uma queda significativa no uso de voz, que registrou 80% na primeira onda. Apesar disso, a comunicação por voz ainda é predominante”, diz Marcello Miguel.

De acordo com o levantamento, a estabilização da base de clientes de telefonia fixa e móvel no Brasil confirma a tendência desses números, estimulados com a criação de planos cada vez mais diferenciados. O uso de e-mails como ferramenta de colaboração é indicado por 92% das companhias que utilizam mensagens. O SMS, mesmo estando pressionado pelos serviços de OTTs (provedores Over The Top, que fornecem o serviço utilizando a Internet), é o segundo colocado, sendo o canal preferido por 58% dos entrevistados. O WhatsApp aparece em destaque na pesquisa com 55%, o que comprova seu crescente uso para comunicação profissional.

O uso de celular corporativo também está crescendo no Brasil. Os números apontam que 73% das empresas pesquisadas disponibilizam aparelhos para dos funcionários. Em 2014, apenas 43% ofereciam esse benefício. A oferta de celulares é maior na área administrativa, que responde por 38% dos aparelhos, seguida pelas áreas de vendas (23%) e comercial (21%). O uso de aplicativos corporativos atingiu 9% nas empresas e tende a evoluir, já que o mercado caminha para a mobilidade de processos.

As Redes Sociais foram apontadas como canais complementares nas pesquisas, uma vez que seu uso não é prioritário na comunicação das empresas, mas são utilizadas por 81% delas para contato com clientes. O acesso dos colaboradores às mídias sociais é permitido em 40% das companhias entrevistadas.

As ferramentas de Comunicação Unificada aumentaram em 13% das empresas em 2014, atingindo o patamar de 38% em 2015. As funcionalidades mais utilizadas são videoconferência (48%) e PABX (43%). Um dos principais fatores que contribuiu para o crescimento foi a disponibilidade de soluções gratuitas para videoconferência e o custo/benefício de PABX digital.

A modernização das empresas aumentou consideravelmente no que se refere à infraestrutura e ao uso de computadores com acesso à Internet. A conexão fixa está presente em 99% das empresas e 80% dos pesquisados possuem conexão Banda Larga. Apenas 19% utilizam acesso via IP dedicado. Serviços de segurança apontaram um grande salto em relação a primeira edição da pesquisa. O número de empresas que adquirem as soluções de proteção passou de 45% em 2014 para 98% em 2015. “Acreditamos que o crescimento se deve ao fato dos empresários estarem mais conscientes e receosos em relação aos eventuais cyber ataques”, diz Marcello Miguel.

Os serviços de Cloud Computing cresceram de 8% para 17% das empresas pesquisadas. O uso se dá principalmente em aplicações de segurança, e-mail, armazenamento e backup. A análise do resultado mostra que o mercado ultrapassou a fase de conhecimento e começou a aderir à nova tecnologia.

Na área de Data Center, a pesquisa indica boas oportunidades para os serviços de armazenamento, pois 75% das empresas consultadas ainda utilizam servidores internos e 13% dos entrevistados armazenam informações nos computadores dos próprios funcionários. A hospedagem externa é uma realidade para 7% das companhias. Esses itens vão merecer atenção especial nos próximos anos.

A mobilidade foi destacada no levantamento. Com o aumento do uso de dispositivos móveis – como tabletes e celulares -, as empresas estão tendo que aderir ao movimento BYOD (Bring Your Own Device), que permite que os funcionários levem para o ambiente de trabalho seus equipamentos pessoais. A pesquisa aponta que 59% dos entrevistados já permitem esse uso. Por conta disso, acredita-se que o comportamento também irá gerar novas demandas em termos de TIC (Tecnologia da Informação e de Comunicação), como a contratação de MDM (Mobile Device Management) para segurança e gestão dos dispositivos. Os aplicativos MDM estão presentes em 30% das empresas, que já se preocupam com a adoção de políticas para evitar eventuais invasões.

“A pesquisa foi realizada novamente com profissionais responsáveis pelas áreas de Telecom e TI de empresas de diversos portes, localizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Recife. Em relação ao público ouvido, a novidade ficou por conta do aumento de empresas de médio e grande porte. A escolha das localidades foi feita com base em uma metodologia especial para refletir, com margem mínima de erro, a opinião nacional das empresas sobre o uso de sistemas”, diz Eduardo Tude, Presidente da Teleco.

Para aplicar a pesquisa, a Embratel e a Teleco estudaram profundamente um conjunto de indicadores com o objetivo de avaliar o nível de conectividade das empresas brasileiras. Foram analisados: canal de comunicação mais utilizado, comunicação por voz, por mensagens, dispositivos para conexão de dados, infraestrutura para conexão de dados, Cloud e armazenamento de informações, Redes Sociais e Internet.

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