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Cerca de 2/3 dos brasileiros querem abrir empresa própria para ter mais liberdade e autonomia

Pesquisa da MindMiners, encomendada pelo PayPal, também revelou que, entre os que já empreenderam, mais da metade tem familiares como sócios

Seja para voltar ao mercado, conquistar mais autonomia ou simplesmente reforçar o caixa e tentar driblar a crise, a verdade é que milhares de brasileiros vêm investindo tempo e dinheiro para abrir o negócio próprio. E a maioria o faz por necessidade – segundo o Sebrae, 11,1 milhões de empresas foram criadas nos últimos 3,5 anos no Brasil por esse motivo.

A maior parte dos candidatos a empreendedor, além de renda, quer juntar o útil ao agradável – ou seja, também almeja ter mais liberdade em sua vida. Isso demonstra bem como o empreendedorismo ainda é visto de forma um tanto romântica no Brasil. Isso porque, ao contrário do que se imagina, ter a própria empresa pode significar muito mais tempo dedicado ao trabalho e muito menos tempo disponível para a família, por exemplo.

O objetivo do estudo foi traçar um raio X do empreendedorismo no País. Para tanto, a fase de coleta da pesquisa foi dividida em duas etapas: a primeira ouviu pessoas que, de fato, já empreendem. E a segunda teve como foco homens e mulheres que nutrem o sonho de empreender.

Quais as principais diferenças existentes entre esses dois perfis? Que importância atribuem a cada etapa do planejamento de abertura de uma nova empresa? Onde buscam ajuda? E quais as maiores dificuldades de se empreender no Brasil? Foram diversas as questões formuladas pelos entrevistadores, e algumas respostas surpreenderam.

O estudo foi realizado entre os dias 31 de agosto e 11 setembro de 2017. Os highlights você confere abaixo:

EMPREENDEDORES ATUAIS (QUE JÁ TÊM EMPRESA ABERTA)

• Quando o assunto é encontrar um bom parceiro para tocar o negócio, mais da metade dos entrevistados que já têm empresa (51%) escolheram familiares como sócios. E outros 29% elegeram amigos.

• O estudo concluiu também que o conceito de multicanal (ou seja, estar presente em diversos canais ao mesmo tempo) vem movendo a maioria dos empreendedores. Cerca de 42% dos entrevistados afirmam ter loja física e online, enquanto 38% dizem ter apenas a versão física e outros 20% apenas a versão virtual.

• Quanto ao modelo de negócio, 34% investiram em uma empresa B2C (que vende diretamente ao consumidor final). Já 24% vendem para o varejo; 8% são marketplaces; 7% são B2B (vendem apenas para outras empresas); e apenas 3% focam na exportação.

• Questionados sobre as motivações que os levaram a empreender, 57% afirmaram que viam a empresa própria como a chance de ter mais liberdade e autonomia; para 53%, era uma oportunidade para crescer; 35% queriam deixar de ser funcionários e se tornar chefes; 19% citaram a frustração com o mercado de trabalho tradicional; 18% não viam outra saída para frear a crise; 17% queriam melhorar o Brasil; e 16% queriam gerar impacto social/disruptivo no mundo.

• Se 19% dos entrevistados juram que não investiram nem um centavo na empresa, a maioria (39%) diz ter colocado pelo menos R$ 10 mil do próprio bolso. Cerca de 13% investiram entre R$ 11 mil e R$ 20 mil; 12%, entre R$ 21 mil e R$ 50 mil; e 8% entre R$ 101 mil e R$ 500 mil.

• Considerando o período entre a idealização da empresa e sua abertura oficial, 56% dos pesquisados pela MindMiners garantiram que o processo levou menos de um ano; outros 21% disseram que levou entre 1 ano e 3 anos; 15%, entre 3 anos e 5 anos; e 8%, mais de cinco anos.

• Entre os medos mais recorrentes, ter de fechar a empresa porque ela “não deu certo” é um cenário que assusta 52% dos entrevistados; outros 38% temem não conseguir um investidor para ajudar a alavancar o negócio; e 21% têm medo de entrar em atrito com os sócios e/ou parceiros.

• Cerca de 28% dos pesquisados afirmaram que, se recebessem uma boa oferta de emprego, deixariam a empresa própria de lado; outros 43% não abandonariam a empreitada. E 61% concordam que o sucesso do negócio depende deles mesmos – mais do que qualquer outra pessoa envolvida.

• Na hora de buscar ajuda externa para tocar a empresa, 51% garantem ter procurado orientação no Sebrae; 21%, na associação do setor de sua atuação; e 20%, em órgãos relacionados ao governo, universidades e faculdades.

• Sobre os meios de pagamento que pretendem disponibilizar a seus clientes, 28% dos empreendedores entrevistados dizem buscar informação nas próprias empresas de meios de pagamento e com amigos e familiares; 26%, com os sócios; 22%, com parceiros; e 19%, em grupos de empreendedores.

• Em relação aos meios de pagamento já aceitos pela empresa, 62% delas trabalham com cartões de crédito; 58%, com cartões de débito; 47%, com boleto; e 41%, com PayPal. Entre as empresas que ainda não dispõem de meios eletrônicos de pagamento, 28% delas querem disponibilizar PayPal a seus clientes; 24%, cartões de crédito; e 21% cartões de débito.

EMPREENDEDORES DO FUTURO (QUE AINDA NÃO TÊM EMPRESA ABERTA)

• Entre aqueles que ainda não se decidiram pela aventura do empreendedorismo, a MindMiners descobriu que 66% pretendem ter negócio próprio para poder ter mais liberdade e autonomia em suas vidas.

• Destes futuros empreendedores, 20% pensam em criar uma empresa de tecnologia; 17% ainda estão em dúvida sobre o setor de atuação; 11% pensam em abrir um comércio ou um restaurante/bar/lanchonete; e 7% responderam que pretendem abrir uma empresa de engenharia.

• 51% querem ter loja física, além de um e-commerce; 20% garantem que terão somente espaços físicos; e 10% pensam em empreender apenas no mundo online.

• Quando questionados se já têm conhecimento sobre o setor em que pretendem atuar, uma surpresa: 52% responderam que “não”. E 68% ainda não investiram em nenhuma pesquisa de mercado. Neste último item, a razão é inversamente proporcional quando a pesquisa questionou os já empreendedores: 67% deles investem em pesquisas.

• 22% deles dizem ter até R$ 10 mil para investir em um negócio próprio; 44% ainda não sabem quanto terão para gastar; e 9% dizem ter em caixa entre R$ 21 mil e R$ 50 mil para tornar a empresa realidade.

• Nesse universo de pesquisados, 64% ainda não buscaram ajuda para iniciar o negócio, mas quem o fez procurou, principalmente, o Sebrae (19%), universidades (13%) e bancos (7%).

• O que mais atrasa a tomada de decisão? Para 49%, a falta de capital; outros 18% citam a falta de conhecimento sobre empreendedorismo; 14% dizem não ter tempo; e 12% se dizem inseguros.

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Pesquisa MindMiners/PayPal: carteiras digitais já fazem parte das opções de pagamento de 17% dos brasileiros que viajam ao exterior

Cartão de crédito ainda é a forma de pagamento mais usada lá fora (73%), seguido pela moeda local (69%) e pelo cartão de débito (45%). Em viagens domésticas, 39% dos entrevistados já se mostram dispostos a utilizar e-wallets

Em plena época de férias escolares (e, muitas vezes, familiares), a MindMiners, empresa especializada em big data, tabulou pesquisa sob encomenda do PayPal Brasil. Missão? Fazer uma ampla radiografia de preferências, costumes e preocupações dos brasileiros com relação aos serviços usados quando viajam pelo País e também internacionalmente.

E alguns dados chamam a atenção: apesar do momento econômico ainda complexo, 79% dos entrevistados garantem que têm a intenção de viajar para fora do País em 2017 – sendo Europa e EUA os destinos mais citados. E 92% garantem que vão tentar viajar domesticamente ainda este ano – sendo as praias do Rio de Janeiro e do Nordeste os destinos mais citados.

Além disso, 17% já adicionaram às opções de pagamento convencionais as chamadas carteiras digitais (e-wallets) para comprar serviços relacionados a turismo – da passagem aérea à hospedagem e também passeios e alimentação no exterior.

Quando questionados sobre se estariam dispostos a incluir as carteiras digitais também em suas opções de pagamento por serviços turísticos domésticos, 39% dos entrevistados se disseram bastante inclinados a fazê-lo – principalmente pela questão da praticidade. Um ponto fundamental para que o cartão de crédito continue sendo o preferido de quem viaja (tanto no Brasil quanto para fora do País) é a possibilidade de parcelamento. O quanto os entrevistados consideram atrativo o parcelamento? Para 47% dos turistas internacionais, trata-se de uma modalidade “muito atrativa”; somente 5% acham “nada atrativa”. Já entre os viajantes domésticos, os índices são de 46% e 11%, respectivamente.

O estudo foi realizado entre os dias 12 e 18 de janeiro e ouviu turistas brasileiros das classes ABC e de todas as regiões do País. Os highlights você confere abaixo:

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Pergunta feita pela MindMiners e cujas respostas sugerem uma mudança de paradigma quanto ao pagamento de serviços turísticos foi “Quais formas de pagamento você levou para sua última viagem a lazer internacional?”. O cartão de crédito foi o mais citado (73%), seguido pela moeda local (69%), pelo cartão de débito (45%) e pelos cartões pré-pagos (23%). A surpresa ficou por conta das carteiras digitais (e-wallets), citadas por 17% dos entrevistados. Os traveler’s checks foram opção para somente 5% dos brasileiros.

• Quando questionada sobre o principal meio de transporte usado durante a última viagem internacional a lazer que fizeram, a maioria respondeu avião (65%). Muita gente também usou carro (23%) para se deslocar; e apenas 11% marcaram a opção ônibus. Já quando a pergunta se refere à última viagem nacional a lazer, a vitória passa a ser do carro, com 45% das respostas. Ônibus e avião foram os meios de transporte mais usados por 27% dos pesquisados (cada um).

• A respeito do meio de pagamento usado para comprar a passagem aérea – no caso de viagem internacional -, a maioria (58%) marcou cartão de crédito; outros 19% pagaram em dinheiro; 11%, com cartão de débito; e 7% usaram um mix de dinheiro e milhas acumuladas. No caso de viagens de avião domésticas, o cartão de crédito ampliou a vantagem: 60% dos entrevistados optaram por essa modalidade. Dinheiro foi citado por 23%; e as milhas e/ou pontos foram a preferência de 8%.

• Cerca de 38% dos pesquisados informaram ter comprado as passagens aéreas internacionais diretamente no site da cia. aérea; e 32% usaram os serviços de operadoras de turismo. Quando a medição foi feita com as passagens nacionais, 58% disseram ter comprado os tíquetes diretamente nos sites das empresas aéreas; e somente 23% usaram os serviços de alguma operadora turística.

• Os motivos que levaram os entrevistados a escolherem uma cia. aérea em detrimento de outra? Nos voos internacionais, 42% foram levados pelo preço (“passagens mais baratas”); 41%, pela boa oferta de voos; 31%, pelos descontos oferecidos; outros 31%, pela facilidade de pagamento; e 16%, por causa do programa de fidelidade. Já entre os turistas domésticos, 68% disseram ter escolhido a cia. aérea por causa dos preços baixos; 43% citaram a boa oferta de voos; 15%, o programa de fidelidade; outros 15%, a facilidade de pagamento; e mais 15%, os descontos oferecidos.

• Tablets, PCs, smartphones e notebooks foram os mais usados pelos pesquisados na hora de adquirir os bilhetes aéreos internacionais nos sites das companhias aéreas: 69%. Cerca de 25% fizeram a compra pessoalmente, em uma loja; e 6% usaram apps via smartphone e/ou tablet. Em relação à compra de passagens nacionais, os tablets, PCs, smartphones e notebooks bateram a casa dos 75% de preferência (compras no site). Outros 20% disseram ter comprado os bilhetes diretamente em uma loja; e 5% optaram pelos apps via smartphone e/ou tablet.

• Uma diferença entre viagens internacionais e domésticas chamou a atenção. Quando perguntados sobre onde se hospedaram na última viagem de lazer fora do País, 69% disseram ter ficado em hotéis; 12%, em casa de parentes e/ou amigos; e 9% em hostels. Já a maioria dos viajantes nacionais ficou na casa de amigos e/ou parentes (34%); 32% escolheram hotéis; 25%, pousadas; e 4%, hostels.
• Fora do Brasil, o meio de pagamento mais usado para hospedagem foi o cartão de crédito (59%); outros 24% pagaram com dinheiro vivo; 12%, com cartão de débito; e 4%, via carteiras digitais. Já entre os turistas domésticos, o dinheiro vivo foi usado por 49% dos entrevistados; 36% preferiram os cartões de crédito; e 10%, os cartões de débito.

• As e-wallets também foram citadas por 4% dos entrevistados quando a pergunta foi sobre o meio de pagamento de pacotes de passeios no exterior. O líder nessa modalidade foi o cartão de crédito, com 47%, seguido por dinheiro em espécie (27%) e pelo cartão de débito (19%).

• O que mais encanta o viajante brasileiro no exterior? Os pontos turísticos históricos (78%); centros de compras, como shoppings e ruas comerciais famosas (71%); parques (69%); museus (47%); exposições (29%); e as praias (27%). No turismo doméstico, os líderes são os pontos turísticos históricos (64%), seguidos pelas praias (61%); pelos parques (45%); centros de compras (43%); exposições (19%); e museus (15%).

• Em relação à organização da viagem, 55% dos turistas internacionais garantem que fizeram tudo sozinhos; e 32% escolheram pacotes fechados, contratados antes da viagem. Já no caso dos turistas domésticos, 79% preferiram organizar tudo sozinhos; e apenas 13% contrataram pacotes fechados.

• Uma vez no destino, que tipos de transporte os turistas usam com mais frequência? Internacionalmente, o taxi foi citado por 51% dos entrevistados, seguido pelos ônibus públicos e pelo metrô (ambos com 38%); e pelo carro alugado (37%). Já nas viagens domésticas, os ônibus públicos foram citados por 32% dos turistas, seguidos por carros alugados (22%); e táxis (21%).

• Outra pergunta que chamou a atenção dos entrevistadores da MindMiners versou sobre se os brasileiros contratavam algum tipo de seguro para a viagem. Cerca de 44% dos que viajaram para fora do País o fizeram (sendo que 85% deles contrataram seguro de saúde/acidente; e 62%, de extravio de bagagem). Já os turistas domésticos ignoram essa necessidade: 95% responderam que não haviam contratado qualquer tipo de seguro.

“A pesquisa da MindMiners é mais uma prova de que o mercado de pagamentos eletrônicos está se tornando importante no Brasil – e de que as carteiras digitais têm tudo para se tornarem a maior amiga do turista, tanto em viagens internacionais quanto em suas aventuras domésticas. Até porque, se os cartões de crédito são lembrados pelo fato de que seus usuários podem parcelar as compras, isso também é possível com PayPal, por exemplo. Por isso nos dedicamos tanto às parcerias e focamos sempre em praticidade, mobilidade e segurança. Sabemos que nossos clientes querem investir tempo na hora de comprar produtos e serviços”, afirma Sheynna Hakim Rossignol, diretora Comercial do PayPal Brasil.

“Alguns pontos de nosso estudo chamaram muito a atenção dos entrevistadores. Não imaginávamos, por exemplo, que as carteiras digitais já fizessem parte das opções de pagamento de tantos brasileiros. Há um mercado gigantesco em perspectiva para quem enxergar a mudança de paradigma que já estamos vivenciando”, diz Katya Mora, gerente de Atendimento MindMiners.

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