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Grupo Outernet cria Núcleo de Controle Operacional para monitorar telas em tempo real

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O Grupo Outernet, holding do Grupo Bandeirantes especializada em mídia digital out of home e que controla as empresas Outernet e Modern Airport Media, acaba de implantar o Núcleo de Controle Operacional (NOC) nas suas mídias em São Paulo. Esta tecnologia permite o controle centralizado e em tempo real de todos os painéis digitais presentes nos aeroportos, metro, trens e ônibus e em breve controlará os nossos mais de 20 mil painéis digitais localizados em 29 cidades brasileiras.

O NOC monitora, transmissão e conectividade do conteúdo e exibição de campanhas publicitárias, transmitidas para os painéis digitais.”Testamos o NOC por oito meses nos painéis digitais de ônibus e trens do metrô. Há dois meses unificamos nossas operações nesta única plataforma. Isso permitiu que todas as operações de cada empresa sejam monitoradas em tempo real”, conta Lyzbeth Cronembold, diretora de Tecnologia e Operações Out Of Home da Outernet.

Os recursos tecnológicos do NOC facilitam o dia a dia e inovam a experiência das empresas do grupo com seus clientes. “O NOC elevou nossas operações a um novo patamar de credibilidade. Com ele podemos assegurar que as operações estarão ativas por 24 horas e em caso de manutenções corretivas, garantimos a exibição aos nossos clientes e plena prestação de serviço aos usuários”, explica. O funcionamento do NOC não para, são 24 horas por dia, sete vezes por semana.

Para a Modern Airport Media, responsável pela operação e comercialização de todos os espaços publicitários do GRU Airport, em São Paulo, são muitos os benefícios ao usar o NOC. “O fato de controlarmos as campanhas, nos mais de 300 painéis digitais em formatos totalmente diferenciados, facilitou os processos diários e assegurou a exibição e transmissão de todo o conteúdo”, explica.

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Smartphones e tablets revolucionam o consumo de mídia, levanta estudo da Bain & Company

Pesquisa sobre mídias digitais com mais de seis mil consumidores da Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia, Reino Unido e Rússia revela diferenças de comportamento entre consumo de conteúdo digital em países avançados e emergentes

Impulsionados pela rápida adoção de smartphones e tablets, os consumidores de mídia digital (vídeo, videogames, música e livros) estão deixando de comprar aparelhos domésticos fixos para consumirem plataformas on-line, aumentando a pressão em cima de editores de conteúdo para aumentar o investimento e focar na inovação. Esse foi o resultado do estudo “A Era da Curadoria: da abundância à descoberta” da Bain & Company, consultoria global de negócios. A pesquisa foi feita em oito países (Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia, Reino Unido e Rússia) e contou com seis mil respondentes. Os principais resultados incluem:

• O número de indivíduos que possuem smartphones nos mercados avançados (Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido) saltou de uma média de 49% em 2012 para 64% em 2013. Já nos países em desenvolvimento (Brasil, Rússia, Índia e China) o número passou de 24% para 37%;

• O número de indivíduos que possuem tablets subiu de 18% em 2012 para 39% em 2013 nos mercados desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, o número subiu de 13% em 2012 para 21% em 2013;

• Quase 70% dos assinantes de serviços de streaming de vídeo on-line nos mercados desenvolvidos relatou assistir a mais conteúdo de vídeo hoje do que há três anos. Quase 60% dos assinantes de serviços de streaming de música passam mais tempo ouvindo música atualmente do que há três anos;

• Usuários multiplataformas (pessoas que possuem smartphone, tablet e televisão conectada à Internet) consomem mais vídeos que os usuários médios:

o Aproximadamente 70% dos usuários multiplataformas em mercados desenvolvidos relataram assistir a mais vídeos do que há três anos, enquanto esse número cai para 45% quando se fala de usuários médios;
o 83% dos usuários multiplataformas em mercados em desenvolvimento disseram que assistem a mais vídeos do que há três anos, enquanto somente dois terços dos usuários médios disseram assistir mais vídeos que há três anos.

“Tablets e smartphones estão aumentando a disponibilidade de conteúdos móveis que podem ser acessados de qualquer local e em qualquer horário”, diz Alfredo Pinto, sócio da Bain & Company. “Esses equipamentos estão – ainda que de maneira moderada – mudando os hábitos dos usuários que ouvem, assistem e consomem conteúdo nas diversas plataformas disponíveis”.

O relatório também encontrou diferenças importantes entre mercados e os formatos:

• No Reino Unido e nos Estados Unidos, mais de 40% dos consumidores leram pelo menos um e-book no último ano. Na Alemanha, a taxa cai para 25%. Na França o número é inferior a 20%;

• Vídeos on-line, incluindo conteúdos de longa e curta duração, atingem aproximadamente 75% dos usuários (versus 60% registrados em 2012);

• O uso de serviços de músicas por streaming como Spotify, Google Music e Pandora praticamente dobrou em comparação com 2012. As maiores taxas podem ser observadas nos Estados Unidos e França (mais de 40%), enquanto a adoção no Reino Unido e Alemanha ficou em 30%.

Com essas mudanças no consumo de conteúdo, o relatório também identificou a maneira pela qual os consumidores descobrem novos conteúdos: mais de 85% dos entrevistados em mercados avançados e cerca de 70% nos emergentes utilizam pelo menos uma das maiores plataformas (Amazon, Apple, Google e Sony) para comprar ou ver conteúdo digital em todos os formatos. Adicionalmente, usuários em mercados desenvolvidos disseram não estar mais baseando seu consumo em críticas ou avaliações feitas por profissionais, mas sim em recomendações e comentários que eles descobrem por meio das redes sociais.

Além disso, aproximadamente dois terços dos entrevistados na China e Índia disseram que concordam em fornecer dados pessoais em troca de recomendações personalizadas sobre vídeo e música. O número cai para cerca de 50% nos Estados Unidos e Reino Unido e para menos de um terço na França e Alemanha.

O estudo também propõe que os publishers foquem em três áreas principais para que suas mídias continuem relevantes enquanto as plataformas on-line estão no caminho de ganhar a maior parte do relacionamento direto com os usuários:

• Investir em conteúdo original e ganhar forte presença em produções: publishers de todos os formatos de conteúdo ainda podem desenvolver sua área de P&D, produção de conteúdo, desenvolvimento de audiência e monetarização, ainda que plataformas como o Netflix estejam investindo em produções originais próprias;

• Criar escala para manter acesso diferenciado a talentos e financiamento: somente os publishers que conseguirem criar um grande portfólio de projetos conseguirão ter destaque ao disponibilizá-los nas plataformas digitais enquanto absorvem todos os riscos envolvidos no processo de criação de novas produções. Escala acaba, por consequência, atraindo financiamento e talentos e pode ser obtida a partir de uma integração vertical ou expansão geográfica.

• Embarcar na análise de dados para complementar o conteúdo editorial: os publishers devem investir na obtenção de expertise para a coleta de dados de consumidores e de mercado, o que inclui programação e processos criativos para competir com as plataformas que têm acesso mais direto aos dados e comportamento de usuários.

“Mais do que nunca, as melhores estratégias devem estar baseadas em conteúdo original de qualidade de destaque, já que o mercado está saturado. Mas elas devem conter, também, ideias profundas e analíticas sobre o comportamento do usuário. Na visão da Bain, juntar esses dois mundos representa o maior desafio e a oportunidade de mídia mais promissora que as empresas de mídias têm atualmente”, conclui Alfredo Pinto.

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No Brasil, mídia tradicional é ainda mais popular que a digital, aponta pesquisa da KPMG

Os consumidores brasileiros ainda estão propensos a utilizar mais as mídias tradicionais do que as digitais. Essa é uma das conclusões de pesquisa realizada pela KPMG International intitulada Debate Digital 2013 – Emergência do consumidor digital multitarefas. O objetivo do levantamento é entender como os consumidores estão utilizando seu tempo e seus recursos financeiros com meios de comunicação em todos os formatos e traçar um raio-x do consumo de mídias on-line e off-line.

Tendo como um de seus recortes os dados sobre o Brasil, a pesquisa ainda abrange outros oito países, e mostrou uma curiosidade. O brasileiro foi quem teve o maior gasto com mídia tradicional, registrando uma média de US$ 15 por mês (contra US$ 12 da média de EUA e Canadá), e se destacando principalmente na compra de livros e videogames (mídias físicas). Quando o assunto é gasto com mídia digital, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás da China, e com um valor muito inferior ao utilizado nos meios tradicionais, de US$ 6 ao mês.

Já com relação às horas dedicadas aos dois tipos de mídia, excluindo o período em que as pessoas estão no trabalho ou na escola, o brasileiro é o que menos gastou tempo nessas atividades.

A pesquisa apontou ainda oito itens mais utilizados em mídia tradicional. Nos nove países pesquisados, a TV ainda é o meio mais popular, seguido pelo rádio e, em terceiro lugar, impressos como jornais e revistas. O Brasil apareceu como o país em que a população gasta menos tempo assistindo televisão e o que mais ouve rádio. Com relação às mídias on-line, todos os países mantiveram quase a mesma média de tempo gasto, com destaque para o Brasil que lidera o acesso a redes sociais e notícias.
“As mudanças do mundo digital tiveram um impacto enorme sobre como nós costumamos consumir publicações, músicas e jornais. Mas ainda estamos no início do processo de transição para a disponibilidade digital a qualquer hora e em qualquer lugar em todos os setores da mídia”, afirma Manuel Fernandes, líder do segmento de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da KPMG no Brasil.
Usuário multitarefa

A experiência da “segunda tela” tem permitido que as pessoas interajam com vários aparelhos ligados ao mesmo tempo, muitas vezes assistindo TV enquanto realizam outras tarefas, como navegar na internet em um tablet ou smartphone. A pesquisa ainda levantou dados para traçar o perfil desse usuário no Brasil. A atividade mais realizada pelos brasileiros foi ver TV e acessar a internet por motivos que excetuam navegar nas redes sociais, por meio de um PC ou laptop, com 57% dos apontamentos; em seguida vem ouvir rádio e acessar à internet por outros motivos que não interagir com redes sociais, a partir de um PC ou laptop, com 39%; e, em terceiro lugar, 37% assistem tevê ao acessar um site de rede social.

Com relação à preferência de consumo, os brasileiros apreciam variedade de conteúdo on-line, mas ainda preferem assistir televisão em aparelhos convencionais. Também se mostraram mais atentos às variadas formas de publicidade, incluindo a digital. Outro ponto destacado pela pesquisa é que os consumidores brasileiros (62%) também estão dispostos a receber publicidade em seus dispositivos móveis, ou em seus PCs, em troca de conteúdo gratuito.

Sobre a pesquisa
A pesquisa Debate Digital ouviu mais de nove mil consumidores da América do Norte (EUA, Canadá), Europa (Alemanha, Espanha, Reino Unido), região Ásia-Pacífico (Austrália, China e Cingapura) e América Latina (Brasil). Na China e Brasil, em razão de suas dimensões continentais, a pesquisa foi realizada apenas em regiões metropolitanas dos dois países. Em cada mercado, cerca de mil pessoas com mais de 16 anos foram entrevistadas, com exceção dos EUA, onde os entrevistados eram todos de mais de 18 anos, e China e Brasil, onde os dados foram representativos das “populações urbanas”. Os dados foram ponderados proporcionalmente por sexo, idade e região. Todos os valores, salvo indicação em contrário, são da YouGov Plc. O trabalho de campo da pesquisa foi realizado entre 1° e 15 de Outubro de 2012.

Para ter acesso ao estudo: www.kpmg.com/Global/en/IssuesAndInsights/ArticlesPublications/kpmg-digital-debates/Documents/digital-multi-tasker-rise-executive-summary.pdf .

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