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Brasil é o quarto país em ataques baseados em Internet das Coisas (IoT)

A F5, líder em soluções de ADN (Application Delivery Networking) – tecnologia que garante a entrega de aplicações rodando em ambiente Web – anuncia os resultados do Hunt for IoT report, terceira edição de levantamento realizado pelos cinco SOCs (Security Operation Center) da F5. O relatório mostra que, hoje, o Brasil é o quarto país a partir do qual são disparados mais ataques massivos baseados em infraestrutura IoT (Internet das Coisas). “São Paulo e Rio de Janeiro, em especial, são pontos de grande atividade de hackers; essas cidades colocam o Brasil atrás apenas da UK, Itália e Turquia no mapa do crime digital baseado em IoT”, destaca Michel Araújo, gerente da vertical Telecom e Service Providers da F5 Brasil.

O levantamento da F5 mapeia tanto a infraestrutura IoT transformada em ThingBots pelos hackers como, também, a presença de servidores C&C (Command & Control) no Brasil. Esses servidores ativamente identificam e subjugam dispositivos IoT, transformando câmeras de vídeo, roteadores Wi-Fi, dispositivos de acesso à TV a cabo, Smart TVs, etc. em zumbis a serviço do crime. Os servidores C&C podem ser desde sistemas residentes em clouds até máquinas de empresas PME, com menor cultura de segurança, sequestradas pelos hackers e transformadas em rede a serviço do crime.

“O crescimento de servidores C&C em operação no Brasil mostra que hackers locais estão mais capacitados, passando a emitir comandos para criação de botnets baseados na infraestrutura IoT local ou global”, ressalta Araújo. Essa profissionalização dos hackers locais faz com que os ataques digitais sejam, acima de tudo, um negócio, e um negócio com custos, lucros, serviços, etc. “Quanto maior o número de servidores C&C de uma gangue digital, mais impactante será a botnet criada e a possibilidade de pedir todos os tipos de vantagens (inclusive políticas) em razão do poder dos hackers de imobilizar negócios, governos, etc.”

Pesquisas mostram que o crescimento da “infraestrutura hacker” aumenta a eficácia dos criminosos digitais. Essa complexidade torna mais difícil tirar o servidor do ar e, mesmo se uma máquina cair, outras entrarão em seu lugar, dando seguimento a ação criminosa. Recentemente descobriu-se, por exemplo, que o Trojan Zeus era controlado por cerca de 12 gangues globais, que operavam mais de 160 C&C servers.

A pesquisa Hunt for IoT report foi realizada em junho deste ano, quando os SOC da F5 estavam rastreando a ação da ThingBot Persirai – o mapa da pesquisa indica os pontos onde há servidores C&C/Persirai. A ThingBot Persirai, originada principalmente de uma nova e potente câmera de vídeo chinesa do mesmo nome, infectou, em 30 de junho de 2017, 600 mil dispositivos digitais IoT. “O levantamento feito por nossos SOC mostra que São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram no mapa, o que indica atividades criminosas ligadas à Persirai acontecendo nessas cidades”, explica Araújo.

A pesquisa “Hunt for IoT” é baseada na análise de dados produzidos pelos SOCs da F5 ao redor do mundo. Hoje são cinco SOCs, trabalhando 24x7x365 para proteger as redes de centenas das maiores empresas globais. No Brasil, grandes bancos, grandes provedores de serviços digitais e gigantes do e-Commerce são usuários dos SOCs da F5. Ferramentas de BigData/Analytics foram usados para analisar o quadro de ameaças baseados em ThingBots. “A sofisticação dos nossos SOC é tal que identificamos instantaneamente a origem geográfica dos ataques, os protocolos usados nos ataques, etc.; essa clareza aumenta, também, a eficácia dos nossos serviços de segurança digital”, ressalta Araújo.

Esta é a terceira edição desta pesquisa. Em 2016, a mesma pesquisa mostrou que a infraestrutura IoT presente no Brasil era a quarta mais usada por hackers para montar botnets para ataques DDoS. A grande novidade da pesquisa deste ano é o uso crescente de servidores C&C no Brasil, mais especificamente, em São Paulo e Rio de Janeiro. “Isso comprova que hackers estão comandando mais ataques a partir do nosso país; a ação desses hackers por meio de seus servidores C&C tanto pode ser sobre dispositivos IoT instalados no Brasil como em qualquer lugar do mundo”, resume Araújo.

Acima de tudo, a edição 2017 da pesquisa “The Hunt for IoT” mostra que a vulnerabilidade das redes IoT continua a mesma – segundo o Gartner, 63% de todos os dispositivos IoT do mundo são consumer, com poucos recursos de proteção. Esse universo continua sendo escravizado por hackers, formando ThingBots para suportar massivos ataques DDoS, entre outros.

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Como uma startup de fundo de quintal se tornou uma das maiores empresas de marketing digital do País

Tudo começou no quartinho dos fundos da casa do avô de um dos quatros sócios. O ano era 2006. As dificuldades eram tremendas. Faltavam recursos tanto financeiros como tecnológicos. Assim foi o começo da All iN Marketing Cloud. Em uma época que as empresas em estágio inicial (start-ups) não tinham tanta visibilidade como hoje, os desafios eram tremendos.

“O início da All iN foi como o de qualquer startup no Brasil”, relata Victor Popper, um dos fundadores da empresa. “Não sobrava dinheiro para absolutamente nada e toda a receita era revertida para melhoria da plataforma”, conta. Popper e os outros fundadores da então startup – Kadu Pedreira, Cássio Callegaro e Michel Araújo – se viram na difícil missão de alavancar a ideia de criar uma plataforma robusta de disparo de e-mail marketing com as dificuldades que surgiam.

Popper conta que um dos grandes impeditivos na época era a alocação de recursos tecnológicos, como servidores, alocamento de dados, entre outros. “Não existia computação na nuvem, alto provisionamento, nem nenhuma tecnologia semelhante. Então o custo de qualquer expansão de ambiente era muito alto”, relata o empreendedor.

Além disso, o trabalho de divulgação do negócio da empresa foi árduo. Eram somente os quatro sócios. Não havia recursos para investimento em marketing ou qualquer outra forma de propagar a empresa na internet. “O investimento em marketing era praticamente nulo, então o boca-a-boca foi fundamental para o nosso crescimento”, diz Popper.

A proposta da All iN enquanto modelo de negócio também era algo relativamente novo – e até mesmo desconhecido – para as empresas à época. Havia portanto a barreira inicial de explicar o conceito para o mercado. “Quando a All iN começou, o conceito de marketing de relacionamento digital era uma realidade muito distante dos dias atuais”, relata Popper. “A principal preocupação dos nossos clientes na época era o disparo de e-mail marketing para o maior número de pessoas e uma boa taxa de abertura”, conta.

Mesmo com toda a dificuldade inicial, a All iN conseguiu amealhar no seu primeiro ano de atuação 40 clientes, o que gerou uma receita para que a empresa pudesse realizar investimentos necessários para incrementar a sua plataforma. “A All iN sempre sonhou grande”, relembra o fundador. “Iniciamos com um modelo de plataforma tradicional de e-mail marketing que em pouco tempo se transformou em uma ferramenta totalmente disruptiva”, afirma.

Um dos principais ganhos em termos de clientes que a All iN conseguiu conquistar no começo de sua história foi o atendimento do Hotel Urbano, agência digital de viagens. “Lembro que o Hotel Urbano, um dos nossos primeiros clientes, tinha uma base muito pequena”, rememora. “A empresa era composta apenas pelos seus fundadores e hoje veja o tamanho que é [o Hotel Urbano]”, aponta Popper.

Com o passar do tempo, a All iN foi evoluindo e tornando a sua plataforma verdadeiramente robusta. Novos clientes passaram a fazer da sua carteira – entre elas, grandes empresa. Foi nesse momento que os seus fundadores perceberam que a empresa já não poderia mais ser considerada uma empresa em estágio inicial. “Quando uma grande empresa confia em você para um serviço realmente critico você começa a deixar o status de startup”, conta Popper.

O momento de ápice e reconhecimento da All iN enquanto empresa aconteceu em 2013. A Locaweb, empresa líder em serviços de internet no Brasil, anuncia a aquisição de 100% do capital da companhia. Com isso, a All iN passou a utilizar a infraestrutura da Locaweb. Em contrapartida, toda a expertise de e-mail marketing adquirida pela All iN passou a fazer parte da estratégia de crescimento da Locaweb nesse segmento.

A All iN já contava com grandes clientes na sua carteira, como Sephora, FNAC, Ponto Frio, Extra, Casas Bahia, Buscapé, Hotel Urbano, Ricardo Eletro, BrandsClub, Leader, Centauro, Marisa, Giuliana Flores, entre outros. Já era uma referência em plataforma de e-mail marketing para grandes clientes. Mas a evolução da empresa não parava por aí.

Em 2016, All iN reformulou a sua marca e o seu posicionamento. O que antes era e-mail marketing de relacionamento passou a ser marketing cloud. O marketing cloud é um conceito novo no mercado brasileiro. Com ele, os lojistas conseguem acompanhar a jornada de vida dos consumidores, impactando-os com um relacionamento personalizado, independentemente do canal. Para isso, a nova plataforma passou a oferecer recursos integrados de e-mail, social, mobile, web e métricas.

“A nossa trajetória sempre foi pautada pela evolução conjunta com o nosso cliente e o mercado. Hoje, já não basta apenas conhecer o comportamento do usuário. É preciso ir além e oferecer uma experiência única. Não somos mais uma ferramenta de e-mail marketing, mas sim uma plataforma de relacionamento”, afirmou à época Popper.

Após dez anos da sua criação, o que antes era uma startup criada por quatro pessoas no quarto dos fundos da casa do avô de um deles, virou uma das maiores empresas de marketing digital do País. De quatro sócios passou a contar com 60 funcionários. Se no começo, contava com apenas 40 clientes, hoje possui 1.200. De um quartinho, hoje sua sede é o prédio da Locaweb, com 55 mil metros quadrados.

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