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Finep reduz juros de suas linhas de crédito para inovação

A Finep anuncia reduções significativas nas taxas de juros das suas principais linhas de crédito, além de condições mais favoráveis de carência, prazo total e participação. O objetivo central da mudança é aumentar a produtividade das empresas brasileiras por meio da inovação. Cerca de R$ 3,5 bilhões devem ser demandados, de acordo com a expectativa dos analistas da financiadora.

Para inovações consideradas estratégicas para o país e que ainda não estejam disponíveis no mercado nacional, o custo do financiamento se tornou um dos menores do segmento: passou de TJLP para TJLP-0,5% a.a., podendo acumular ainda outras reduções.

Já a taxa da linha mais demandada pelos empresários – Inovação Pioneira – foi reduzida de TJLP+1,5% para TJLP+0,5%, com possibilidade de ainda acumular outros benefícios. Esse crédito deve ser utilizado para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inéditos para o Brasil, com elevado grau de inovação e relevância para o setor econômico beneficiado.

Também houve cortes nos juros de mais três linhas da Finep, voltadas para diferenciação de produtos, processos e serviços; redução de custos; e difusão de tecnologias. No caso desses produtos financeiros, as taxas variam de TJLP + 1,5% a TJLP + 6,25%.

Bônus tornam taxas ainda mais atrativas

A Finep ainda vai conceder bônus adicional em duas situações. Empresas que desenvolverem seu projeto em associação com universidades ou institutos de pesquisa vão ser beneficiadas por uma redução de 1 p.p. na taxa do financiamento, independentemente da linha. Para isso, pelo menos 15% do empréstimo precisa ser destinado a esses parceiros.

Trata-se do Programa Finep Conecta, que busca articular e mobilizar os atores do sistema de inovação. No melhor dos cenários, a taxa vai ser de TJLP-1,5%, com carência que pode chegar a seis anos e prazo total de 16 anos, com participação de até 100% da Finep no projeto. Descontada a expectativa de inflação para 2018, segundo o Boletim Focus, os juros reais são de 1,27%.

“O Brasil precisa responder à demanda por inovação, estreitar a relação entre empresas e universidades. Temos um terreno muito fértil para uma nova geração de bons cientistas, pesquisadores e, sobretudo, de bons empresários, que usam essa base tecnológica para introduzir a inovação no processo produtivo”, destaca o economista Marcos Cintra, presidente da Finep.

Com o intuito de reduzir ainda mais o custo total da operação, a Finep também vai baixar os juros caso a empresa apresente garantias financeiras (fiança bancária, seguro garantia ou penhor de aplicações financeiras). O mecanismo não só beneficia o tomador do empréstimo com menores encargos, mas também agiliza os tempos de contratação e desembolso dos recursos. Nessas circunstâncias, o desconto na taxa varia de 0,5 p.p a 2,0 p.p., de acordo com cada linha. Os dois incentivos – Finep Conecta e garantias financeiras – são cumulativos.

“Ninguém inova sozinho: o processo é sistêmico, contínuo e demanda mobilização de diversos agentes. As novas condições de financiamento mostram que a Finep está disposta a compartilhar com as empresas o risco e a incerteza do esforço de inovação. Sem isso, elas não avançarão em produtividade, e a competitividade da nossa economia estará irremediavelmente ameaçada”, comenta Rennys Aguiar, diretor de Inovação da Finep.

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Finep e EMBRAPII se unem para financiar projetos de inovação em acordo cooperativo

Para fortalecer o apoio à inovação brasileira e agilizar a oferta de financiamentos facilitados, a Finep e a EMBRAPII – Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, ambas ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, assinaram acordo de cooperação no dia 18 de janeiro, na sede da Finep no Rio de Janeiro. A ideia é criar um fast track para otimizar a atuação das duas instituições por meio da troca de informações sobre suas carteiras de clientes, facilitando o acesso aos recursos técnicos e financeiros oferecidos.

O presidente da Finep, Marcos Cintra, destaca a importância da complementariedade de ações: “A EMBRAPII é como um selo de qualidade que vai permitir mais rapidez na concessão dos financiamentos, porque as empresas indicadas por eles já terão passado por um crivo rigoroso”.

Jorge Guimarães, presidente da EMBRAPII, explicou que a Associação atua de forma tríplice, unindo empresas, governo e centros de pesquisa organizados como Unidades EMBRAPII, sendo 42 as existentes atualmente. “De todas as nossas parcerias, a Finep é a única que apoia os dois lados – as unidades EMBRAPII e as empresas”, destaca.

A EMBRAPII financia 1/3 dos valores de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) realizados em parcerias com suas Unidades, de forma não-reembolsável, ou seja, o dinheiro não precisa ser devolvido no fim do projeto. A responsabilidade pelo restante do valor (2/3) é dividida entre a empresa parceira e a Unidade. A Finep entra aí, concedendo financiamentos de longo prazo, com juros baixos e de forma rápida às instituições beneficiárias da cooperação. “Pretendemos ainda no primeiro semestre de 2018 começar os desembolsos ligados a esse acordo”, disse Wanderley de Souza, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep.

O acordo terá vigência de dois anos. Para a concessão do financiamento, os projetos deverão estar em fase avançada de negociação, condicionado à efetiva contratação, ou contratados pela Unidade EMBRAPII ou Polo EMBRAPII IF, já contando, dessa forma, com os respectivos recursos financeiros disponibilizados pela EMBRAPII.

A cooperação prevê que empresas de todos os setores possam solicitar financiamento à Finep, desde que apresentem um projeto de inovação de produtos, processos ou serviços nas áreas de atuação da EMBRAPII, como: biotecnologia, agronegócio, engenharia, eletrônicos, Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, entre outros.

“Precisamos aumentar a competitividade da indústria nacional, o que depende em grande parte da sua capacidade inovadora. No entanto, inovar tem um custo. Com os recursos que serão garantidos pela Finep, oferecemos uma oportunidade para viabilizar a execução da ideia”, disse Jorge Guimarães. A expectativa é que sejam disponibilizados este ano cerca de R$ 3 bilhões para financiamentos a empresas por parte da Finep.

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Finep lança edital para startups e programa inédito no setor de telecom

A Finep abriu as comemorações dos seus 50 anos nesta segunda-feira, 19/6, em evento no Museu do Amanhã, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Na ocasião, a agência apresentou duas novidades: o primeiro edital do Finep Startup e um novo programa no setor de telecom. Juntas, as iniciativas totalizam aproximadamente R$ 700 milhões. A financiadora também anunciou que agora passa a aceitar seguro garantia financeira em operações de crédito.

“Temos feitos grandes esforços que buscam reduzir o custo para grandes e pequenas empresas. Em tempos de contenção fiscal, iniciativas como essas são importantes para superar de forma criativa e propositiva as dificuldades econômicas pelas quais o Brasil vem passando”, ressaltou o presidente da Finep, Marcos Cintra.

O Finep Startup tem como objetivo alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento do produto, para colocar no mercado, ou que precisem ganhar escala de produção. Empresas de base tecnológica nesse estágio possuem grande dificuldade para financiar seu desenvolvimento, principalmente em função das ausências de garantias e de geração de caixa. Hoje existe um espaço a ser ocupado entre o primeiro investimento que uma empresa em uma fase inicial recebe – em torno de R$ 100 mil e realizado, por exemplo, pelos investidores-anjo – e aquele feito por meio de um Fundo de Seed Capital – em torno de R$ 3 milhões –, dependendo do desenvolvimento da empresa.

Com o Finep Startup, a financiadora, que já apoiava empresas desse tipo via fundos de investimento em participações (FIPs) – dos quais participa como cotista –, agora vai investir diretamente nas startups. A ação tem como objetivo aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de empresas em estágio inicial com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. O edital visa apoiar 50 empresas por ano (25 por rodada de investimento). A empresa que for selecionada poderá receber um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a avaliação do seu plano de investimentos.

A Finep vai utilizar um instrumento ágil para a contratação dessas propostas: o investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações e pode chegar a R$ 1 milhão. Esse tipo de contrato transforma a investidora, no caso a Finep, em uma potencial acionista da empresa. A opção de a Finep se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa não for bem-sucedida na execução de seu plano de crescimento e não alcançar o estágio de maturidade esperado, a Finep não exerce sua opção, minimizando potenciais passivos por um lado, e compartilhando o risco inerente ao processo de inovação por outro.

A Finep não pretende tornar as startups dependentes de recursos públicos. Pelo contrário: um dos objetivos é atrair mais recursos privados para investimento em inovação. O Finep Startup tem um mecanismo inovador para estimular o empreendedor a buscar investimento privado, que priorizará empresas que forem aportadas por investidores-anjo.

Telecom

A nova linha de financiamento da Finep é exclusiva para empresas brasileiras adquirirem equipamentos de telecomunicação 100% nacionais. O objetivo com o programa é auxiliar a retomada do crescimento do setor no País. Os recursos, da ordem de R$ 630 milhões, são reembolsáveis e serão disponibilizados via Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

“Os recursos que deveriam ser investidos em Pesquisa & Desenvolvimento pelas empresas estão sendo destinados para capital de giro. Com o programa, a Finep quer contribuir para que o Brasil enfrente crise sem perder capacidade de inovar. A nova linha para o setor representará desenvolvimento de novos produtos”, afirmou Márcio Girão, diretor de Inovação da Finep.

Estratégico para o País, o setor de telecomunicações gera aproximadamente 500 mil empregos diretos e investimento aproximado de R$ 30 bilhões por ano. Mas o mercado brasileiro de fornecedores tem sofrido com a concorrência mundial. Fabricantes internacionais de equipamentos de telecom como China e Estados Unidos, normalmente conseguem oferecer condições de negócio mais vantajosas para os compradores. Com o Programa de Apoio à Aquisição Inovadora em Empresas de Telecomunicações, a Finep pretende reaquecer o mercado e consequentemente estimular o desenvolvimento e a consolidação da cadeia nacional de fornecedores de equipamentos e de serviços de telecomunicações.

As empresas brasileiras interessadas (entre operadoras, provedores de internet e empresas de energia) poderão adquirir equipamentos certificados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), conforme exposto na Portaria MCT Nº 950 de 12/12/2006. O valor mínimo para aquisição dos equipamentos é R$ 500 mil. Das 42 empresas brasileiras reconhecidas pela portaria do MCTIC, 62% (26) são clientes da Finep. Com o programa, a Finep pretende atuar na outra ponta da cadeia, gerando demanda para as empresas brasileiras inovadoras que desenvolvem equipamentos de telecomunicações totalmente nacionais.

Seguro garantia

As empresas interessadas em obter financiamentos da Finep vão ganhar uma facilidade: a agência passa a aceitar o seguro garantia financeira nas operações de crédito a partir deste mês. Em comparação à fiança bancária, o seguro tende a ser uma alternativa de menor custo e que não exige reciprocidade bancária. Historicamente, um dos maiores problemas das empresas para conseguir financiamento está nas garantias.

“Queremos facilitar a vida das empresas que obtêm recursos reembolsáveis da Finep. Dos R$ 14 bilhões que atualmente temos emprestados, 87% são assegurados por fiança bancária, já que grande parte dos nossos clientes são pequenas e médias empresas. Com o seguro garantia, esperamos que haja, para as empresas, redução de 60% da obrigação de pagamento em comparação à fiança bancária”, enfatizou Ronaldo Camargo, diretor Financeiro e Controladoria da Finep.

A emissão de uma carta de fiança toma limite operacional do banco e limite de crédito das empresas junto à instituição financeira, impactando diretamente o seu Índice de Basileia. Já o seguro garantia financeira não compromete o limite de crédito das empresas perante os bancos para a obtenção de financiamentos e capital de giro. Ambas são garantias em que um terceiro assume o compromisso de cumprir determinada obrigação caso o devedor não o faça. Espera-se que o seguro tenha liquidez similar à fiança bancária e superior às demais garantias.

As empresa interessadas devem propor a contratação com seguro garantia financeira e indicar a seguradora, que será analisada pela Finep antes da emissão da apólice. A financiadora já possui um modelo padrão de apólice aprovado.

Fonte: Finep

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Finep tem rating nacional semelhante a principais bancos estatais segundo Fitch

A Finep deu um grande passo para intensificar a captação de recursos externos. Pela primeira vez em seus 50 anos, a empresa foi avaliada por uma agência de classificação de risco, a norte-americana Fitch Ratings, uma das três maiores do mundo. Este instrumento é extremamente relevante para o mercado, pois fornece aos potenciais credores uma opinião independente a respeito do risco de crédito da empresa. “Como qualquer outra instituição financeira, a Finep depende muito de credibilidade. A classificação é um selo de qualidade frente a novos instrumentos e programas que vão precisar de recursos”, destacou o presidente da Finep, Marcos Cintra.

Na escala internacional, a Finep obteve as maiores classificações possíveis para uma empresa brasileira (IDR de longo prazo em moeda estrangeira: BB; IDR de curto prazo em moeda estrangeira: B; IDR de longo prazo em moeda nacional: BB; IDR de curto prazo em moeda nacional: B).

Nesta escala, é avaliada a capacidade da empresa de honrar compromissos futuros em moeda estrangeira e em moeda local, no curto e no longo prazo. Essas notas ficam limitadas pelas notas atribuídas ao país da empresa em questão. Ou seja: o máximo que uma empresa brasileira consegue chegar é até a classificação do Brasil. No caso da Finep, considerando a forte relação com o Governo, os ratings internacionais estão atrelados aos do Brasil, o que reforça a qualidade da avaliação de crédito da empresa. Dessa maneira, qualquer alteração que venha a ocorrer na classificação do País terá reflexo direto no rating da Finep.

Escala nacional

Na escala nacional a longo prazo, a Finep obteve nota AA+, com perspectiva estável – segundo nível da escala, só superado pelo AAA. A curto prazo, a empresa foi avaliada com F1+ – maior nível da escala. As classificações são semelhantes às dos principais bancos estatais Brasil (BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco do Nordeste).

A escala nacional é usada pela Fitch principalmente nos países emergentes, em que o risco soberano do país não é AAA. Nela, são comparadas instituições do mesmo país (nesse caso, Brasil). Sendo assim, uma empresa AAA em escala nacional é a de menor risco do país, independentemente do rating do país em questão.

A Finep foi qualificada pela Fitch como uma empresa do setor público com crédito associado ao Estado.

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