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WhatsApp Business API: cuidado para não ser banido

Por Marcos Abellón

Infinitas possibilidades do WhatsApp Business são capazes de animar empresas de todos os tamanhos. Mas é preciso tomar cuidado com sua implantação. 

O WhatsApp é o aplicativo de mensagens mais popular do mundo e suas estatísticas são igualmente impressionantes. Com mais de 5 bilhões de instalações apenas na Google Play Store, são cerca de 2 bilhões de usuários mensais, sendo 5 milhões deles usuários da plataforma WhatsApp Business.

O Brasil é o segundo maior mercado mundial, ficando atrás apenas da Índia. Segundo do SEBRAE, a versão Business está presente em 72% dos micro e pequenos negócios.

Fundamental para os empreendimentos brasileiros, o aplicativo ganhou ainda mais importância a partir da pandemia. Com as portas físicas fechadas os comerciantes descobriram no aplicativo uma excelente maneira de continuar trabalhando, minimizar os prejuízos e fazer a economia girar.

E os consumidores responderam da melhor forma possível. Acostumados a utilizar o WhatsApp para conversar com amigos e a família, foi mais do que natural começar a fazer pedidos, tirar dúvidas e ser atendido das mais diversas formas.

O interessante é que a plataforma é super aberta aos diversos tipos de utilizações – inclusive inovações como a possibilidade de realizar treinamentos, aplicar provas, posicionar sobre o andamento de encomendas e utilizar como uma agenda virtual, marcando consultas e reuniões.

Isso leva o WhatsApp a ser adotado por outros tipos de negócios que inclusive podem nem lidar com vendas diretas, como os de Educação, Logística e Saúde, entre muitos outros.

As infinitas possibilidades são capazes de animar empresários de todos os tamanhos, principalmente pelo custo acessível, mas acende a luz amarela para uma importante questão: é preciso tomar muito cuidado com a sua implantação.

Todos os recursos citados acima são possíveis a partir do uso da API do WhatsApp Business. Sigla para Application Programming Interface, que significa em tradução para o português Interface de Programação de Aplicativos, a API conecta os sistemas da empresa (que contém as informações necessárias) ao WhatsApp.

A questão é que não é qualquer desenvolvedor ou profissional de tecnologia que é capaz de realizar essa operação. Bom, ele até pode, a questão é que o aplicativo não permite e aprova essa ação.

O correto é procurar uma empresa autorizada, homologada pelo WhatsApp, e realizar uma integração oficial. Esse parceiro é especializado na aplicação e sabe muito bem o que está fazendo.

Somente como uma operação realizada por uma empresa homologada é possível ter a segurança para integrar todos os seus sistemas à ferramenta e ter acesso aos templates de mensagem, por exemplo.

E isso sem dizer que apenas o autorizado é capaz de seguir todos os passos recomendados pelo WhatsApp: sendo que alguns deles precisa da participação do time técnico da própria ferramenta.

Mas aí você pode me falar: Mas Marcos, eu conheço um cara fera que faz rapidinho e baratinho! Bom, você pode até tentar e o resultado ser ótimo.

A questão é que ele (ou ela) não conhecem em profundidade os meandros da parte técnica e nem as melhores práticas recomendadas pelo Facebook, a dona da ferramenta.

Sim, o senhor Zuckerberg faz questão de tudo seja feito de maneira correta quando se trata do seu aplicativo. Não sei se você se lembra quando o WhatsApp ainda era apenas para pessoas físicas, não sendo permitido o uso por empresas.

Vários negócios foram simplesmente banidos por desrespeitarem essa importante regra. O mesmo pode acontecer com a sua empresa caso use os serviços do ‘cara fera’.

É, simplesmente, violar os termos de serviços do WhatsApp, tornando a sua utilização ilegal – o que pode levar a até um processo. Não é isso que você quer, não é mesmo?

Aposto que só a ideia de perder – além do investimento feito no desenvolvimento – sua base de clientes e todos os dados que ela traz, causa arrepios.

Então resista à tentação e faça o certo! Seu negócio agradece.

Marcos Abellón, criador da AnnA, plataforma que conecta pessoas a sistemas através do WhatsApp, Telegram e Messenger

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Como o uso de dashboards pode beneficiar o varejo – Por Marcos Abellón

Como você mede o seu sucesso? Pelo número de vendas? Pela agilidade da sua equipe? Ou está mais ligado à satisfação do seu cliente? Independente da resposta é fato que sem um indicador de sucesso, nenhuma empresa consegue crescer.

Cada setor trabalha com um indicador, que reflete qual o principal propósito do seu trabalho. Unindo todos os setores, você tem uma organização que – se bem organizada – funciona como um relógio, com todas as partes contribuindo para um bom resultado.

Para o varejo, isso funciona da mesma maneira. Cada etapa da venda precisa ser bem feita para termos consumidores satisfeitos e uma boa reputação. Mas, independente do tamanho da loja, são muitos detalhes diferentes que precisam ser constantemente analisados. Se um deles sair dos trilhos, todas as outras ações podem ficar prejudicadas.

Uma maneira muito interessante de conseguir acompanhar todos os indicadores necessários para o sucesso da sua empresa é o uso de dashboards. São telas que concentram gráficos e planilhas atualizados em tempo real mostrando a situação da organização ao vivo. Uma loja de roupas, por exemplo, pode analisar quantas peças foram vendidas no dia, como está a situação do seu estoque e qual vendedor está convertendo um número maior de vendas. Basta incluir os dados no sistema e, a cada nova alteração, teremos uma nova visão da loja.

A função primordial do dashboard é facilitar a visualização de dados importantes, permitindo que decisões estratégicas e operacionais sejam tomadas com mais velocidade e segurança. Como resultado, ele traz uma gestão muito mais consciente e atualizada, pois usa a informação como seu princípio norteador. Nada de “achismos” ou “eu faço assim porque sempre fiz dessa maneira”. Cada decisão acontece baseada em dados reais e suas projeções.

Gestores mais apegados às planilhas podem alegar que suas tabelas também são ricas em informação. Mas onde entra a agilidade? A estrutura dos dashboards já foi toda desenvolvida pensando em como economizar tempo. E essa agilidade pode ser determinante para fechar uma venda ou não.

Com todos os dados acumulados com o tempo e o conhecimento do seu negócio sendo ampliado, o empresário pode chegar a um novo patamar na sua gestão: a previsão de tendências baseada em dados. Um dono de restaurante, por exemplo, certamente possui uma noção clara de quais pratos são mais pedidos no seu estabelecimento e, por isso, quais são os alimentos que ele mais precisa comprar. Com o dashboard ele consegue acompanhar em tempo real os pedidos sendo realizados, a efetividade de cada garçom, o tempo médio que o consumidor fica no seu estabelecimento, etc. Com o tempo, ele pode pegar todos esses dados e criar cenários futuros, prevendo o crescimento do seu negócio. Ele pode analisar o comportamento do seu cliente em cada dia da semana ou época do ano, prever suas necessidades de compra e já negociar contratos com fornecedores, conseguindo assim preços melhores.

O dashboard também é essencial para correções rápidas de rota. Com ele, é possível observar com clareza a realização dos processos e seus resultados. Se algum dos indicadores tiver uma mudança súbita, é possível na hora observar quais são seus processos relacionados e já fazer a correção. É agilidade e praticidade à serviço do sucesso empresarial.

O uso da ferramenta permite que lojista, empreendedores e gestores tenham uma visão macro e micro do seu negócio, expandindo sua percepção para novas oportunidades. Mas é óbvio que um profissional experiente e que conheça de verdade o seu negócio conseguirá interpretar de maneira muito mais interessante os dados ali apresentados.

Um bom negócio se faz com muito trabalho e conhecimento. Por isso o uso de dashboards dentro do setor varejista é uma tendência que não para de crescer. Ter o poder da informação imediata sempre ao alcance dos olhos muda completamente a percepção do negócio e coloca a sua empresa entre as grandes líderes do mercado.

Num futuro próximo, os dashboards inteligentes serão construídos dinamicamente para cada usuário seguindo a sua tendência de análise, e mostrando resultados inteligentes que o usuário comum teria dificuldade em descobrir sozinho. Serão os algoritmos matemáticos invadindo os dados para mostrar informação relevante ao usuário final e ajudá-lo na tomada de decisão.

Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions.

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Controlando a mesada dos filhos com os pagamentos móveis – Por Marcos Abellón

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Nos últimos anos, vimos uma rápida evolução no modo como as pessoas se comunicam. Agora, estamos começando a presenciar mudanças radicais no modo como as pessoas pagam suas contas. Com os smartphones e acesso à Internet em quase todos os lugares, os pagamentos móveis são uma realidade cada vez mais próxima. Agora, algo que talvez você ainda não tenha pensado, é como essa tendência irá afetar positivamente o relacionamento da sua família com as finanças.

Em uma rápida busca nas lojas de aplicativos dos diversos sistemas operacionais, já encontramos vários apps para controle financeiro. São como um caderninho, no qual você vai anotando seus ganhos e gastos para, no fim do mês, descobrir onde mais gastou e conseguir fazer um plano para economizar a partir desses dados. Temos também alguns apps que ajudam a controlar a mesada das crianças, ensinando educação financeira desde pequeno. Além, é claro, dos aplicativos específicos de bancos e operadoras de cartões de crédito.

Isso é apenas uma demonstração de como a tecnologia e a área financeira já estão profundamente interligados. Dificilmente você encontra, hoje, alguém que só pague contas no dinheiro ou cheque. E, em um futuro breve, as pessoas vão diminuir o uso do cartão de crédito para utilizar as carteiras virtuais.

Essa nova modalidade de pagamentos possibilita que as pessoas saiam de casa levando apenas o seu smartphone e traz uma série de vantagens para usuários e comerciantes. Entre elas, está a utilização dos pagamentos móveis como uma forma de ajudar pais e responsáveis a controlarem a mesada dos seus filhos.

Com a carteira virtual, será possível agendar mensalmente a liberação de um valor da carteira principal, dos pais, para carteiras secundárias, dos filhos. Como as duas carteiras são atreladas uma a outra, os pais conseguem saber em 100% do tempo quanto dinheiro os filhos ainda têm. Na hora de sair para bares e restaurantes com os amigos, por exemplo, os jovens terão todos os seus gastos anotados automaticamente nessas carteiras. Os pais conseguirão consultar onde os filhos estiveram e como gastaram seu dinheiro. Com essas informações, é possível conversar com eles e orientá-los sobre as melhores práticas financeiras.

A carteira virtual garante muita facilidade também dentro dos estabelecimentos. Ambientes que utilizam a tecnologia como um benefício a mais já conseguem atrair com mais facilidade o público jovem. As novas gerações não têm medo da tecnologia e sentem-se muito mais a vontade com menus em tablets, máquina de auto-atendimento, mesas inteligentes, etc. Na hora de fazer pedidos e acertar as contas, eles adorariam poder fazer isso sozinhos, sem sair da mesa. Apps integrados de pagamentos digitais com os sistemas dos estabelecimentos podem unir a função do cardápio com o pagamento da conta, dividir automaticamente quanto cada pessoa está devendo, fechar a conta quando o fim do atendimento for sinalizado e já descontar o valor consumido da sua carteira, de forma segura e simplificada.

Em casa, os pais podem utilizar essas informações para verificar o consumo dos filhos e entender para onde está indo o dinheiro da mesada. É saudável que jovens e adolescentes queiram sair com seus amigos para se divertir, mas melhor ainda é quando isso ocorre com o total conhecimento dos pais.

Já vi cenas de jovens que descobriram estar sem dinheiro ou cartão de crédito na hora de pagar uma conta e precisaram recorrer aos pais para irem lá socorrê-los. Com os pagamentos móveis, isso não vai mais ocorrer. Se eles gastarem uma quantidade maior do que a disponível na sua carteira digital, eles podem entrar em contato com os pais para liberarem um valor emergencial. Por ser tudo on-line, os pais podem fazer a liberação de onde estiverem. E claro, podem já questionar o porquê desse gasto extra. Mais um ponto para a educação financeira.

O uso de pagamentos feitos via smartphone é um caminho que, certamente, não tem mais volta. Enquanto as pessoas mais velhas podem apresentar alguma dificuldade para se acostumar com a nova tecnologia, as crianças e adolescentes terão esse tipo de procedimento como algo rotineiro. Por isso, é tão importante já incluir esse tipo de transação na rotina familiar e ensinar os mais novos a usar seu dinheiro com sabedoria.

O controle mais próximos dos pais pode ser visto como algo desagradável por alguns filhos, mas sua facilidade e a possibilidade de ensinar os mais novos a utilizar sua renda com mais sabedoria certamente compensa. E essa relação ainda irá evoluir muito, acompanhando as inovações tecnológicas. Tenho certeza de que pais e filhos ainda terão muito a aprender.

Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions, empresa brasileira que desenvolve soluções para Educação, ferramenta de BI e aplicativo para pagamento móvel.

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Como pensar no ambiente da loja a partir da experiência do usuário e do pagamento móvel – Por Marcos Abellón

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O mais novo cliente dos estabelecimentos comerciais não é apenas o comprador: é o consumidor e o seu smartphone. Segundo estudo da União Internacional de telecomunicações (UIT), já são mais de 7 bilhões de aparelhos no mundo e esse número só tende a aumentar. Só no Brasil, são 236 milhões (dado da FGV-SP). Hoje as pessoas não saem mais de casa sem seus smartphones, tanto que já está sendo estudado até mesmo a doença causada pelo uso excessivo desse aparelhos, chamada de Nomofobia (abreviação de no-mobile-phone phobia, em inglês).

Mas o que esse quadro interfere nos negócios? Muita coisa. A tecnologia móvel e a internet mudaram o modo como as pessoas compram, negociam e interagem umas com as outras. Os novos consumidores são muitos mais informados e exigem uma atenção mais especializada dentro das lojas físicas. Se o ambiente on-line esbanja agilidade, as lojas físicas têm a seu favor a possibilidade de criar experiências completas para seus clientes. Se realizar uma compra, uma refeição ou investir qualquer tempo naquele determinado local for uma experiência memorável, o proprietário tem muitas chances de ver seu cliente voltar.

Além dessas questões de comportamento, precisamos considerar também que o futuro é mobile. Em breve, não vamos mais sair de casa com dinheiro, cartão de crédito e diversos documentos. Tudo estará registrado no nosso smartphone. Atualmente, as principais fabricantes de celulares e também as operadoras de cartão de crédito já possuem suas apostas para o futuro, sejam os leitores móveis de cartões, celulares com tecnologia NFC (pagamento por aproximação) ou pagamento via carteira digital. Observando as novidades, minha aposta é que as pessoas simplesmente poderão realizar seus pagamentos em lojas, dividir contas em bares e participar de programas de fidelidade usando seu smartphone para pagamentos on-line.

Com isso, ganha o estabelecimento que apresentar a melhor estrutura para receber o seu cliente. Não adianta mais pensar apenas na qualidade do atendimento, dos produtos, etc, se não tiver acesso ao Wi-Fi. Se hoje essa já é uma das perguntas mais feitas aos garçons e atendentes de bares e restaurantes, imagine quando o pagamento depender disso.

Para você ter uma ideia de como o acesso à Internet é importante, um estudo realizado pela IHL Group e pela AirTight Networks mostra que 82% dos grandes e médios varejistas já contam com Wi-Fi em suas lojas. Desses 27,5% confirmam que a fidelidade dos seus clientes aumentou com o uso da rede sem fio. Além disso, disponibilizar Wi-Fi faz com que os clientes permaneçam mais tempo no estabelecimento e, por consequência, consumam mais. Quando estão em grupos, as pessoas tiram fotos, postam nas suas redes sociais, marcam os amigos e mostram para o mundo como foi divertido aquele encontro. Nisso, elas geram mídia espontânea para o estabelecimento e ainda aumentam seu tempo de permanência no local.

Outro ponto importante que precisará ser repensado por muitos estabelecimentos, como bares e restaurantes, é a questão da bateria. Novamente: se hoje as pessoas já ficam extremamente incomodadas quando ficam sem bateria no celular, imagine quando o pagamento da conta depender disso. Hoje já encontramos alguns cafés que disponibilizam, nas mesas, tomadas e carregadores de celulares. Alguns shoppings também já possuem torres ou pequenos armários para que as pessoas carreguem seus aparelhos. Essa facilidade não é oferecida apenas por gentileza: é uma forma de manter o cliente mais tempo no seu espaço.

Imagino que, num futuro não tão distante, vamos ter pequenas estações de carregamento de bateria nas mesas de todos os bares, restaurantes e cafeterias. As lojas precisam disponibilizar balcões com tomadas e carregadores e, assim que o cliente entrar em cada um destes estabelecimentos, seu Wi-Fi irá conectar automaticamente. Esse momento será usado para dar as boas-vindas e enviar uma oferta, um desconto ou apresentar qual a especialidade do dia. Nos restaurantes, assim que todos os convidados sentarem em uma mesa será aberta uma comanda para o grupo. O pedido poderá ser realizado pelo celular, em uma rede exclusiva, e pagar a conta será muito menos desgastante com apps que garantem a divisão da conta.

A receptividade dos estabelecimentos será medida pela capacidade de receber os consumidores e seus smartphones. As pessoas já escolhem os locais onde desejam passar seu tempo de acordo com seus gostos pessoais e das experiências geradas naquele local. Agora, mais um componente entra nessa briga: a tecnologia. Fica em vantagem quem oferecer uma rede mais rápida e uma solução mais criativa para o problema das baterias.

Marcos Abellón, diretor geral da W5 Solutions, empresa brasileira que desenvolve soluções para Educação, ferramenta de BI e aplicativo para pagamento móvel.

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