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Segurança nas transações financeiras com o PIX

Por Marco Aurélio Rodrigues, Diretor de Software e Serviços Profissionais da Diebold Nixdorf no Brasil

A Transformação Digital já é uma realidade para muitas organizações e isso não seria diferente para os bancos. Antes mesmo da pandemia causada pelo COVID-19, as atividades bancárias ao redor do mundo buscavam formas de otimizar a jornada de seus usuários com o uso de tecnologias como reconhecimento facial, acesso a caixas eletrônicos sem cartão, aplicativos com biometria, assistentes virtuais e aplicativos para dispositivos móveis.

No Brasil, a atual expectativa de inovação para os meios de pagamentos está atrelada ao lançamento do PIX pelo Banco Central, com entrada em operação anunciada para novembro. Com a promessa de ser o primeiro sistema brasileiro de transferências monetárias eletrônicas instantâneas, o PIX – ou Sistema de Pagamentos Instantâneos – visa substituir os procedimentos TED e DOC vigentes. Na prática, a ferramenta utiliza uma rede em funcionamento constante para agilizar transações como pagamentos e depósitos que, de acordo com as determinações do BC, agora precisarão estar disponíveis 24 horas por dia, inclusive em finais de semana e feriados. Além disso, a solução d eve reun ir uma gama maior de instituições financeiras, ampliando assim a quantidade de serviços.

De fato, o PIX será uma revolução do modo como as pessoas utilizam os serviços bancários e de pagamento. Porém, da mesma maneira que pensamos as possibilidades promovidas pela ferramenta, é mandatório também nos preocuparmos com a segurança das operações desde o primeiro dia. Quando tratamos de um cenário altamente digital, os modelos mais convencionais de prevenção de fraudes podem acabar se tornando obsoletos rapidamente.

As instituições financeiras geralmente possuem recursos limitados para filtrar dados e identificar anomalias em seus sistemas on-line, por isso buscam parceiros experientes para ajudá-las a analisar e usufruir ao máximo do ambiente em rede, sem correr maiores riscos. O PIX oferece um ecossistema único e 100% conectado, de fácil acesso para usuários de dispositivos móveis, e necessitará de agilidade e adaptação para um gerenciamento efetivo da segurança.

Já existem no mercado modelos baseados em Inteligência Artificial e presentes em Nuvem que fornecem a melhor alternativa para as instituições, uma vez que promovem a automação e instantaneidade necessários para não prejudicar a experiência dos clientes, combatendo eventuais fraudes de forma centralizada e eficiente, resiliente a falhas e melhorando continuamente o tempo de resposta para possíveis anomalias.

As organizações ainda poderão aproveitar soluções com capacidade de efetuar a análise e o cruzamento de informações geradas por múltiplos canais e fontes de dados, identificando comportamentos suspeitos por meio do gerenciamento desses materiais. Assim, as ameaças podem ser mitigadas com antecedência, antes de se converterem em prejuízos ao usuário final. Além disso, é indicado que empresas do setor financeiro busquem plataformas centradas no cliente e na experiência do usuário, e orquestradas com chaves de segurança e regras de acesso exclusivas.

Para ter certeza de que a segurança está cobrindo os processos de ponta a ponta, é necessário realizar a checagem das informações, a análise comportamental de perfis e, ainda, contar com diferentes formas de autenticação. Essas medidas compõem uma abordagem assertiva de combate a fraudes que visa tornar as operações do PIX mais confiáveis e inteligentes.

Essa é a melhor maneira de aproveitar os benefícios proporcionados pela tecnologia para permitir que os clientes tenham uma experiência positiva e completa. As companhias que souberem realizar essa tarefa estarão um passo à frente dos concorrentes e, sem dúvida, em destaque no mercado.

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Como a indústria financeira tradicional pode encontrar uma oportunidade de desenvolvimento nas fintechs?

Por Marco Aurélio Rodrigues

Nos últimos dez anos, cerca de 20 startups foram abertas por dia em todo o mundo. Atualmente, são mais de 70 mil, muitas delas nas indústrias financeira e de varejo. Isto se deve às profundas transformações pelas quais passa o mundo hoje. A tecnologia permitiu que diversas atividades humanas mudassem: a comunicação, o modo de fazer compras, de ler livros e notícias, de ouvir música, de pedir comida, de pagar contas, dentre outros hábitos.

Lidar com toda esta transformação gerou crises em algumas indústrias, como a fonográfica, editorial, de varejo, de hospedagem, de transporte, e causa certo desconforto na financeira. Isto porque o cliente de hoje em dia é altamente conectado, ele tem novas necessidades que exigem uma nova forma de atendimento e entrega por parte das empresas.

Na indústria financeira do Brasil, as chamadas Fintechs avançam no mercado com seus produtos e serviços que simplificam a relação dos usuários com o dinheiro, seja na forma de um cartão de crédito ou um banco “full service” digital, sem cobranças ou com tarifas reduzidas, e com atendimento disponível no celular. Além disso, novas startups trazem serviços para controle de finanças pessoais, moedas virtuais, empréstimos, microempréstimos, pagamentos, crowdfunding e outros. De acordo com o relatório do FintechLab, o Brasil tem hoje 130 fintechs e metade delas já alcançou um faturamento acima de R$1 milhão.

Outro fenômeno tecnológico que tem chamado a atenção das instituições financeiras e até de governos é o Blockchain, a tecnologia por trás da moeda virtual bitcoin. Por meio desta plataforma, é possível montar um “livro caixa” virtual e distribuído, baseado em chaves criptográficas. Com esta virtualização de valores, desaparece a figura do intermediador, pois transações podem ser realizadas com segurança e confiança entre as partes.

Diante deste cenário, aparentemente ameaçador para os bancos, ao invés de lutar contra a corrente, é preciso que as instituições financeiras encarem este novo cenário como uma oportunidade de desenvolvimento. É importante conceber serviços financeiros que redefinam a interação entre clientes e bancos, e vão além dos serviços clássicos que são oferecidos atualmente, uma vez que aplicações digitais estão diminuindo os pontos de contato pessoais e novos players estão entrando no setor financeiro praticamente todos os dias, competindo pelos clientes bancários. Para tanto, existem algumas sugestões concretas, como:

– Criação de empresas independentes com o mesmo modus operandi das startups. É o caso do cartão Digio, uma associação de Bradesco e Banco do Brasil, para concorrer diretamente com a Nubank.
– Criação de ambientes internos de ideação, como nos casos do Bradesco e Santander, que possuem áreas internas para desenvolvimento de novos produtos.
– Criação de incubadora interna, solução do Itaú ao criar o Cubo, um ambiente para instalação de startups que poderão no futuro fornecer soluções para o banco.

Além destes casos, atualmente já existem iniciativas que ajudam os bancos a criar serviços remodelados que visam trabalhar a interação com clientes nos próximos 10 anos e além. Uma delas é um brainstorming online organizado numa plataforma de construção colaborativa que estabelece uma ligação virtual entre mais de 80 mil profissionais qualificados de espírito empreendedor e empresas que buscam soluções disruptivas.

Este tipo de movimentação do setor é desafiador, porém necessário e deve ser feito em conjunto com parceiros que ofereçam soluções focadas em alta conexão, segurança e facilidade – fatores que corroboram para a competitividade no mercado e criam um novo nível de relacionamento com o cliente.

Marco Aurélio Rodrigues, Diretor de Serviços Profissionais de Software da Diebold Nixdorf

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