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Accenture seleciona startups para o programa UP Innovation Lab

Entre os dias 25 e 29 de agosto, as 20 startups finalistas farão apresentações para grandes empresas do mercado brasileiro

A Accenture realiza, entre os dias 25 e 29 de agosto, a etapa de seleção do Up Innovation Lab, programa de fomento de startups desenvolvido com a finalidade de aprimorar a competitividade da economia local por meio da inovação. Ao todo, serão 20 startups do Brasil e de outros países, relacionadas aos mercados Financeiro, Bens de Consumo e Varejo, que farão apresentações para grandes empresas que atuam no mercado brasileiro – como Ambev, Santander, Itaú, Banco do Brasil, BRF, Natura, GPA, Unilever e outros.

As startups finalistas são:

Arquivei.com.br, Bynd, Cuponeria, Dito Brasil, Guiando, Luckro, Medicinia, Memed, Menupontocom, Moneyclip, NanoRep, NEXXTO, OriginalMY, PagoSim, PinPeople, Remedio Certo, Renda Fixa, Skore, Supermercado Now, Paykey

O que dizem as startups

Para Edilson Osorio Junior, CEO da OriginalMy, “a conexão que o UP Innovation Lab proporciona entre o mercado e as startups é muito importante, além de atender o que o mercado local precisava. As startups formam um dos maiores polos de inovação e soluções para problemas reais, e seu número tende a crescer nos próximos anos”.

Antonio Rossini, CEO da NEXXTO, complementa dizendo que “com o avanço exponencial das tecnologias da informação e a criação de novos paradigmas disruptivos, torna-se fundamental que grandes empresas tenham a possibilidade de experimentar e incorporar estas novidades como parte de seus recursos para transformar seus processos, atividades, valores e modelos de negócio”.
O CEO do Renda Fixa, Francis Wagner, reforça a importância das startups para o desenvolvimento da economia local. “O ecossistema de startups no Brasil está crescendo muito, seguindo uma tendência global. Acreditamos que o papel que as startups exercem é essencial para o crescimento salutar do mercado”.

Segundo Marco Zolet, CEO do Supermercado Now, “o UP Innovation Lab é uma iniciativa inovadora e se difere de outras já existentes na medida em que encurta a distância entre as startups e os grandes players do mercado, potencializando discussões, troca de experiências e a geração de negócios”.

E, por fim, Fernando Ohara, CEO do PagoSim, explica que “por oferecermos uma abordagem disruptiva e contrária à lógica do mercado de cobrança de dívidas, estamos muito empolgados com a oportunidade de apresentar nossa solução a alguns dos maiores credores do Brasil e interagir com pessoas influentes no segmento”.

Como funciona o UP Innovation Lab

Inspirado no Fintech Innovation Lab – referência em Nova York, Londres, Hong Kong e Dublin desde 2010 – e sem fins lucrativos, o Up Innovation Lab é direcionado às startups que já possuem produtos validados no mercado e que buscam a oportunidade de apresentá-los às maiores empresas do País.

Com duração de cinco meses, o programa permitirá às startups selecionadas interagir com os principais executivos das maiores empresas do País; realizar provas de conceito; obter conhecimento a partir da experiência dos executivos da Accenture; e, ainda, participar de painéis de discussão e workshops para o desenvolvimento e testes de soluções. Segundo Guilherme Horn, Diretor Executivo de Inovação da Accenture, “é uma oportunidade fantástica para as startups mais maduras darem um passo importante no sentido de escalar seus negócios”.

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Luckro, a primeira rede social de negócios para o varejo

Sufocados por tantas notícias pessimistas no cenário econômico do País, varejistas e empresas vão ganhar a partir do dia 4 de novembro uma ferramenta poderosa para garantir mais eficiência aos negócios. O empresário argentino Jorge Alexander Kowalski, 51 anos, com apoio de sócios conselheiros e investidores e baseado em sua experiência de 20 anos atuando em empresas como Danone, Philip Morris, Coca-Cola e Heineken, entre outras, lança a Luckro, a primeira rede social do mundo para o varejo com função comercial. “Podemos ajudar o varejo e as empresas a serem mais eficientes – a vender melhor com menores custos. Este é o conceito de uma startup digital: ajudar a resolver problemas economizando, principalmente, tempo e dinheiro”, garante Kowalski.

Ao longo de sua trajetória profissional, o empresário aprendeu que os entraves para o desenvolvimento do varejo variam de acordo com o tamanho, mas se repetem em todos os setores – de alimentos a calçados, de remédios a móveis. Para os pequenos varejistas, a dificuldade é conseguir os produtos que as grandes redes têm com as mesmas facilidades e condições comerciais, além de atendimento direto e com qualidade. Do lado do distribuidor/vendedor, a dificuldade é em se manter atualizado sobre as opções disponíveis ao consumidor e escolher quais são as melhores para cada tipo de cliente que ele atende. Já as marcas, e também os vendedores, querem chegar a mais pontos de venda, mas em um país do tamanho do Brasil o custo fica alto demais.

A Luckro vai conectar todas as pontas da cadeia, permitindo, assim, escolher melhor, comprar/negociar melhor e manter o nível de serviço do fornecedor. Em gestação desde janeiro, a plataforma será lançada, para desktop e smartphone, com cerca de mil usuários ativos. Até dezembro, esse número deve aumentar para 20 mil e a meta é fechar 2016 com 50 mil usuários e 2017, com 150 mil. Nesta primeira etapa, estão sendo convidados profissionais de dois setores varejistas: Supermercados e Bares, Hotéis e Restaurantes. Periodicamente, serão incluídos novos setores, num total de 13. O investimento previsto, até abril de 2016, será de R$ 2 milhões.

Os usuários da Luckro são divididos em três grupos: varejistas de qualquer tamanho e função, principalmente compradores e donos, embora todos os colaboradores sejam bem-vindos; vendedores, exclusivos da marca ou não; e marcas, com suas equipes de trade marketing, marketing e comercial.

Será possível fazer seis tipos de posts: ‘Ache e Compre’, ‘Falta’, ‘Alerta’, ‘Comum’, “Institucional” e “Eu fiz”. No primeiro caso, por exemplo, o varejista pode dizer: ‘Tenho uma mercearia e preciso comprar suco. Que preço e condições você me oferece?’ Hoje, o varejista perde horas todos os dias procurando a melhor proposta de preço. Em segundos, esse post de compra vai para todos os fornecedores cadastrados. Quem quiser, e for mais rápido, atende a demanda e ganha um novo cliente. Já as empresas poderão fazer promoções. Ao receber um post de oferta, o varejista pode clicar no botão ‘Eu quero’ e o contato entre o comprador e o vendedor é iniciado. Também será possível executar promoções no ponto de venda, e não será mais necessário que o funcionário da marca vá ao local para garantir que o acordo foi cumprido. Ao acionar o botão ‘Eu fiz’, a câmera do telefone é ligada e também em segundos o vendedor recebe uma foto provando a execução.
Assim, Luckro vai conectar marcas, varejos e vendedores e, como resultado, todos vão lucrar mais. A proposta é a de ampliar a rede de contatos e, como consequência, vender para mais varejos (no caso das marcas e vendedores) e conhecer novos produtos e ser atendido (no caso dos pequenos varejos que muitas vezes são ignorados pelos fornecedores e acabam recorrendo a atacadistas).

Demanda
No mundo, em média, 8% dos varejos sofre por ruptura. Isso representa mais de US$ 6 bilhões em vendas perdidas. No Brasil, o percentual chega a 15%. Com a Luckro, o varejista vai poder alertar essa falta para todo o mercado, além de poder receber, neste momento de alta volatilidade de preços, várias propostas para um mesmo produto, escolhendo a melhor opção. Só não vai vender e ampliar a carteira de clientes quem não quiser.

Quanto custa
A Luckro não é uma plataforma de e-commerce. Ela ganhará por publicidade e inteligência de mercado. No plano de negócios, o varejista nunca vai pagar nada. O acesso é ilimitado para marcas e vendedores, exceto para fazer posts especiais, publicitários ou de ofertas, e para escutar o mercado, no caso das pesquisas. Para tal, o valor mensal é de R$ 1 por varejo. Vale lembrar que mandar um vendedor para uma visita de 15 minutos em um único ponto de venda custa R$ 25.

Equipe forte
À frente da empresa está Jorge Alexander Kowalski, com 20 anos de experiência em todos os lados do balcão, que vive no Brasil desde 2003 e acumula, aqui, experiências em empresas como Femsa Coca-Cola, Heineken, Pernod Ricard e Vulcabrás, e, antes disso, Philip Morris e Esso. A criação de um conselho ajudou a formatar o projeto e a tirá-lo do papel. O conselho é formado por Leonardo da Rocha e André Paganuchi, sócios da PerformaIT, com mais de 15 anos desenvolvendo e comercializando tecnologia (Microsoft, SAP e Oracle); Isabel Moisés, mais de 20 anos de experiência nas áreas comerciais, de consultoria e RH em empresas como Heineken e Philip Morris; Pierre de Greef, ex-diretor da Apple que lançou o iTunes no Brasil, 15 anos em empresas de tecnologia e comunicações (Apple e Orange); Rino Ferrari Filho, proprietário da Rino Publicidade; Simon Schvartzman, 30 aos de Itautec, e Alina Correa, mais de 20 anos como executiva no Santander e BMI.

Como surgiu
O primeiro insight foi em julho de 2014, quando Jorge Kowalski começou a reavaliar a distribuição de tênis e sapatos e viu que os problemas eram os mesmos que já tinha encontrado anteriormente: uma rede de representantes comerciais com muitas distrações e um nível de profissionalismo irregular, profissionais sem vínculo com a marca. Então pensou em uma ferramenta de comunicação direta, mas que não colocasse em risco o tipo de contrato entre esses vendedores e as empresas e fosse capaz de unir os membros de uma comunidade e realizar transações comerciais. Com base em produtos que já existiam – redes sociais corporativas -, decidiu adicionar funcionalidades que permitissem acelerar os processos de integração e comunicação. Mas a decisão de criar a Luckro foi tomada na Praia de Copacabana. Numa tarde de verão, já não havia coco para vender. O dono da barraca já tinha tentado, sem sucesso, contato com fornecedores. O empresário perguntou se ele usaria um aplicativo por meio do qual ele pudesse dizer que estava faltando coco e recebesse ofertas de fornecedores. Na hora, ele queria saber como fazia o download.

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