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Grupo Movile promove primeira edição de evento sobre Kotlin

O grupo Movile, um dos líderes globais em marketplaces móveis, em parceria com o iFood e o iMasters, promove pela primeira vez, um evento dedicado à comunidade de programação Kotlin, uma das mais recentes e promissoras linguagens de programação. O evento acontecerá no dia 15 de setembro e será destinado a profissionais de tecnologia com conhecimento ou interesse na linguagem Kotlin. As inscrições já estão abertas no site do evento.

De acordo com o Realm Report, responsável por pesquisar quais são as linguagens que desenvolvedores do mundo inteiro usam, 2018 será “o ano de Kotlin”. Segundo o estudo, 20% dos apps construídos em Java antes da Google I/O 2017 são agora feitos na nova linguagem Kotlin. Esse é um dos motivos que incentivou o grupo Movile a olhar esse assunto com mais atenção, que está utilizando a linguagem há mais de dois anos.

“É muito estratégico para o grupo Movile promover o conhecimento dessa área, já que há mais de 2 anos usamos a linguagem. Além disso, o evento vai nos ajudar a nos aproximar de uma comunidade que está começando agora, nos posicionando como referência na área de tecnologia, com a apresentação dos melhores cases do mercado. Nosso grande objetivo é mudar a vida de 1 bilhão de pessoas, e iniciativas como essa com certeza nos ajudam a caminhar para esse propósito”, afirma Luciana Carvalho, Diretora de Gente.

Na programação, estarão oito palestras de profissionais renomados da área. Para mais informações sobre o evento, acesse: http://eventos.imasters.com.br/kotlinsummit/

Kotlin Summit

Onde: São Paulo – Developer HUB
Quando: 15 de Setembro
Horário: Das 9h às 18h;

Confira a programação completa de palestras do evento:

9h às 9h55 – Abertura do Credenciamento

10h – Kotlin: Advanced Tricks

Palestrante: Ubiratan Soares, Software Engineer, na Stone

10h40 – Dependency Injection com Kotlin

Palestrante: Thais Aquino, Desenvolvedora Android, na Luiza Labs

11h20 – Compartilhando código com Kotlin multiplataforma

Palestrante: Rafael Toledo, Consultor de Desenvolvimento Líder, ThoughtWorks

12h às 14h – Intervalo para Almoço

14h – Kotlin no Backend com Spring e Coroutines

Palestrante: Lucas Santos, Software Developer, no iFood

14h40 – Construindo sua biblioteca em Kotlin

Palestrante: Fernando Pinho, Software Engineer, na Globo.com

16h às 16h40 – Coffee Break & Networking

17h20 – Kotlin no Android: desbravando as oportunidades de ponta a ponta!

Palestrante: Walmyr Carvalho, Mobile Specialist, na Loggi

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Tech’s up! Por mais mulheres na área da tecnologia

Por Luciana Carvalho, Diretora de Gente da Movile

Há mais ou menos 2 meses estava junto com algumas amigas assistindo o filme “Estrelas Além do Tempo”. O filme, baseado em um livro de não ficção, conta a história de três mulheres que tiveram importância fundamental no programa espacial americano, em uma época em que as tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética atingiram seu ápice.

Inevitavelmente o filme também traz uma reflexão acerca da escassez de mulheres no segmento de ciências e tecnologia. Ainda que tenhamos a oportunidade de ver mais mulheres à frente de grandes empresas e trazendo perspectivas e estilos de liderança diferentes (ainda longe do ideal), quando olhamos para o universo de tecnologia, a representatividade feminina ainda se revela bastante tímida.

Em um rápido retorno ao histórico da primeira turma de Computação do IME (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo), me surpreende que 70% dos alunos eram mulheres. Na época, a computação era um desdobramento do curso de matemática, que tradicionalmente já era mais frequentado por mulheres. O que mudou de lá para cá?

Para responder a essa pergunta, faz bastante sentido que olhemos para a história e alguns dados para entendermos como este cenário foi sendo construído.

Em primeiro lugar, a disseminação global transformou a tecnologia em uma questão cultural que passou a ser influenciada ainda na infância, época em que as meninas começam a ser desestimuladas a seguir carreiras técnicas. Segundo o livro Unlocking the Clubhouse: Women in Computing (‘Entrando no Clubinho: Mulheres na Computação’), da pesquisadora Jane Margolis, metade das famílias americanas decide colocar o computador no quarto do filho homem, gerando uma associação precoce que acompanhará as crianças até a fase adulta. Nas próprias escolas é possível perceber essa mesma falta de estímulo à aproximação da tecnologia, bem como o próprio reconhecimento das habilidades matemáticas nas meninas, que, inevitavelmente, passam a preferir outros tipos de carreiras.

Mesmo quando as mulheres decidem ingressar na faculdade em cursos nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, apenas 26% delas seguem carreira efetivamente na área, contra 40% dos homens (STEM). Isso significa que a maioria das mulheres qualificadas desistem de trabalhar nessas áreas, mesmo após estarem formadas e com conhecimento adquirido.

Entre as mulheres que finalmente decidem por carreiras técnicas na área de tecnologia, algumas pesquisa revelam que elas imediatamente encontram um ambiente de trabalho bastante desfavorável, com pouca diversidade e um excessivo comportamento machista e competitivo entre os colegas, o que desestimula a permanência nessas empresas.

Essa distorção marca a diferença atual entre as empresas de tecnologia e o resto do mercado de trabalho. No ranking das 100 maiores empresas do mundo, 20% têm, pelo menos, uma diretora. No Vale do Silício, esse número cai para 10% das empresas. De acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, apenas 11% dos profissionais de Engenharia do país são mulheres. Segundo um estudo da Harvard Business School, apenas 10% dos aportes financeiros na forma de investimentos são feitos em startups comandadas por mulheres. Nos Estados Unidos, as programadoras de código correspondem a 26% do total. No Brasil, a situação é ainda pior: apenas 17% dos programadores brasileiros são mulheres.

Essa matemática precisa mudar radicalmente. As empresas de tecnologia precisam compreender a importância de olhar a diversidade como um fator positivo. Pesquisa do Gallup aponta que corporações que apostam em perfis mais plurais – inclusive com mais mulheres – têm um turnover 22% menor e uma facilidade maior na hora de contratar; times de tecnologia com maior diversidade também tendem a ser mais eficientes e produtivos; empresas com profissionais de background diferentes representam melhor a própria sociedade, passam a compreendê-la melhor e desenvolvem a capacidade de produzir produtos e serviços mais adequados e pertinentes aos dias de hoje.

A verdade é que nós, profissionais em posições de liderança, devemos ajudar os gestores a preparar seus times para a diversidade. Isso deve ocorrer não apenas no momento da contratação, mas também de maneira constante, estimulando um ambiente de trabalho que respeite as individualidades. Mulheres têm o direito e a competência para exercer qualquer cargo em qualquer empresa, seja na área técnica, gerencial ou executiva. Precisamos de pessoas talentosas, homens e mulheres, que estejam prontas para assumir o protagonismo que seus cargos exigem, mas que também possam ajudar a construir um mundo mais aberto. Só depende de nós.

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